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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

BACURI, Cidadão Paulistano: Homenagem hoje na Câmara Municipal!

AMANHÃ
dia 7 de dezembro
terça-feira
nosso camarada Eduardo Leite - O Bacuri,
receberá o título de Cidadão Paulistano.

As informações seguem no convite.

Trata-se de mais um dos casos de absoluta crueldade da repressão.
Na véspera de ser retirado de madrugada do Deops para ser assassinado, a repressão lhe entregou - na cela onde estava sozinho - um exemplar da Folha da Tarde que noticiava sua morte "em tiroteio".

Para que jamais esqueçamos a história, a Folha da Tarde era aquele pasquim que o senhor Otávio Frias (pai do senhor Otávio Frias Filho) cedeu graciosamente ao esquadrão da morte durante os dois anos finais dos 1960, e que assim permaneceu até o final dos 1970.

Bacuri tem uma das histórias mais bonitas da nossa resistência.

Quando foi preso, sua companheira - nossa grande e querida camarada Denize Crispim - estava grávida. Meses depois, nasceu a Maria Eduarda.

Sugiro a quem não possa comparecer, que envie mensagens dirigidas a essas duas mulheres (Denize e Maria Eduarda), para o endereço da Denize:


Denize Crispim Perez



Mais ainda,

peço a todos os nossos camaradas
jornalistas e blogueiros que façam uma grande cobertura do evento


e procurem contar para todo o Brasil e o Mundo, quem foi Bacuri, quem é Denize, quem foi Joelson Crispim (irmão de Denize, também assassinado naqueles anos) e quem foram José Maria Crispim e a tecelã Encarnación Perez  - pais de Denize e velhos militantes comunistas. Durante a  ditadura do pós 64, Encarnación ficou presa até sair trocada por um diplomata raptado, e José Maria, que já estivera preso em 1941 durante a ditadura Vargas (Estado Novo), ficou na clandestinidade, exilando-se em seguida.

Putabraço
E VIVA O POVO BRASILEIRO
Alipio Freire  
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

PT, Maranhão e uma justa homenagem

Pouco comentei no Blog - na verde não comentei nada - sobre a brava luta do Deputado Federal maranhense Domingos Dutra (@DomingosDutra13) contra a direção nacional do PT.

O caso todos conhecem, este bravo deputado, junto com o militante histórico do partido Manoel da Conceição (75 anos e saúde frágil), entrou em greve de fome para exigir que o partido recuasse do golpe que deu contra a direção estadual.

Apoiar Roseana Sarney no Maranhão seria (e é) o mesmo que jogar no lixo 30 anos de luta, 30 anos de embates e combates contra uma das piores e mais agressivas oligarquias do país. Os índices de desenvolvimento do estado falam por sí. O estado está completamente abandonado, pobre, com a população nas piores condições de vida possíveis. São Luís, a capital - e falo por experiência -, está entregue. O centro histórico abandonado, a cidade imunda, perigosa...

Até onde o olhar alcança tudo é da família, ou "famiglia". Terrenos na praia, no interior são dos Sarney. Os melhores empreendimentos tem dedo da família, o principal jornal, a Rede Globo local (que surpresa), os principais políticos estão nos bolsos da famiglia... como uma máfia, tudo controla.

O Maranhão, aliás, é sui generis, o principal jornal de oposição tem o nome de, acreditem, "Jornal Pequeno".

O PT local, o PCdoB, o PDT (de Jackson Lago, que foi cassado a mando da famiglia com a conivência e apoio de nossa "justiça") e tantos outros passaram décadas combatendo essa gangue criminosa para, com uma cartada, a direção nacional do PT obrigar que tudo fosse abandonado.

Era a humilhação final e inaceitável. Humilhação à militância, aos guerreiros, ao PCdoB, ao Flávio Dino... à população do estado.

Esta atitude da Direção, inclusive, foi duramente criticada por muitos militantes não só do Maranhão mas de todo o país e veio logo após outro absurdo: O apoio ao Hélio "Telefônica" Costa para o governo de Minas. outro golpe contra a direção estadual e contra a militância.

Mas, enfim, greve encerrada, uma vitória parcial. A direção nacional continuará a cometer o crime de apoiar a oligarquia estadual, mas permitirá à militância que apoie o candidato do PcdoB - a quem iriam originalmente apoiar - e o espaço para proganda na TV será dividido entre a criminosa Sarney e Flávio Dino.

Parcial, mas ainda assim uma vitória.

Fica aqui minha homenagem a estes lutadores que desafiaram um gigante e conseguiram sensibilizar a todos.


O Blog Conexão Brasília Maranhão é uma boa fonte de informações sobre o caso.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

AI5 Digital: "We Are the World"

Singela homenagem aos dinossauros que querem nos censurar, censurar a internet!

Quero ver lutar contra todos, contra a liberdade na internet!



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terça-feira, 15 de setembro de 2009

«Sols el poble salva al poble»

Homenagem à Euskal Herria e Catalunya!





Como dia 11 foi a Diada Nacional de Catalunya (11/09/1714 - 11/09/2009), fica a parceria basco-catalã formada pelos Berri Txarrak e os Kop. «Sols el poble salva al poble» é o tema. Herriak bakarrik salba dezake herria. Só o povo salva o povo.

Gora Euskal Herria askatuta! Visca Catalunya lliure!
E viva Allende, sempre! (11/09/1973)

Comissaries enfangades / clavegueres del poder / jutges per la corrupció / falsocràcia del Govern / I els polítics del moment / diuen que tot està bé / silenciant la dissidència / fils de ferro George Orwell.

Militars imperialistes / ens imposen la veritat / presons són els arguments / dels funcionaris de l´Estat / ETT´s explotadores / patronal neoliberal / sindicats que estan pactant / és la llei del capital.

Y una vez más, / y una vez más, / y una vez más, / sólo el pueblo salva el pueblo, /
sólo el pueblo salva el pueblo, / sólo el pueblo salva el pueblo, / sólo el pueblo salva el pueblo,

herriak bakarrik salba dezake herria / salba dezake herria / salba dezake herria / herriak bakarrik / salba dezake herria / herriak bakarrik / salba dezake herria
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

19 de agosto - Dia Mundial Humanitário

Hoje, 19 de agosto de 2009, completa 6 anos da morte Sérgio Vieira de Mello.

E, através da Resolução A/RES/63/139 de 11 de dezembro de 2008 da Assembléia Geral número, o dia 19 de agosto passou a ser o Dia Mundial Humanitário (International Humanitarian Day). Hoje, comemora-se o primeiro de muitos.
"O dia 19 de agosto foi escolhido porque marca o aniversário do ataque contra a sede da ONU em Bagdá, em 2003, que matou 22 trabalhadores humanitários, entre eles o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era chefe da missão.

A ONU espera que o evento chame a atenção para o trabalho de ajuda humanitária e aumente o apoio ao papel desses agentes. "


O dia de hoje serve para lembrar as centenas de agentes humanitários mortos em ação, tentando salvar vidas, resolver conflitos e guerras.

"...to designate 19 August as World Humanitarian Day in order to contribute to increasing public awareness about humanitarian assistance activities worldwide and the importance of international cooperation in this regard, as well as to honour all humanitarian and United Nations and associated personnel who have worked in the promotion of the humanitarian cause and those who have lost their lives in the cause of duty, and invites all Member States and the entities of the United Nations system, within existing resources, as well as other international organizations and non-governmental organizations, to observe it annually in an appropriate manner."


Os que matam e os que morrem

Por Mauro Santayana

Os maiores heróis não são os ousados soldados que investem contra os inimigos; são os que morrem com as mãos nuas, como o brasileiro Sérgio Vieira de Mello morreu, há seis anos, em Bagdá. Os grandes guerreiros, como El Cid, o chefe militar espanhol do século 11 que, de acordo com a lenda, combateu depois de morto, com seu corpo atado a um cavalo, foram preparados para matar. Os norte-americanos cultuam a memória do cabo Alvin Cullum York, que, sozinho, matou, em um só ataque, 24 soldados alemães na ofensiva do Meuse, em outubro de 1918, e fez 132 prisioneiros. York foi o mais condecorado dos militares ianques e ganhou do Estado uma fazenda como recompensa. Na resistência aos agressores, esses heróis são também necessários, como foram os pracinhas da FEB. Nas guerras de agressão não há heroísmo. Não houve heroísmo americano no Vietnã, como não houve heroísmo israelita em Gaza, mas, sim, crimes de Estado. Há os que vão às guerras só com a eventualidade da morte. Entre esses, os que pensam encontrar no suicídio o retorno de sua memória à condição humana, como ocorre aos americanos no Iraque e no Afeganistão.

A ONU decidiu, por iniciativa da Suécia, que a data de 19 de agosto seja dedicada aos 700 trabalhadores da paz, entre eles o nosso compatriota Sérgio Vieira de Mello, que morreram nos últimos 10 anos, e aos milhares de outros que sucumbiram antes. Embora possa haver, entre eles, religiosos, em sua maioria são apenas humanistas. Não os move qualquer recompensa transcendental, mas, sim, o sentimento de que é necessária a busca da paz. A paz não é só o emudecer das armas, mas o pão, a saúde, o conhecimento, a liberdade – e a justiça.

Os milhares de trabalhadores humanitários, a serviço das entidades internacionais, ou integrantes de organizações civis voluntárias, não veem os homens separados pela cor da pele, pelo domínio tecnológico, nem pelas fronteiras. Os seres humanos são iguais no sofrimento e semelhantes na esperança. A única diferença entre uns homens e os outros está na riqueza e na pobreza. A humanidade tem sido cruel com ela mesma. Os europeus que dominaram a África durante séculos não tornaram seus nativos mais felizes, mas os exploraram impiedosamente e os corromperam com seus próprios vícios. Hoje, sob o discurso da ajuda àquela parcela de seres humanos esquecidos, as grandes potências declaram sua solidariedade para com os que morrem em Darfur e nas inúmeras guerras tribais, ao mesmo tempo em que lhes levam migalhas, apropriadas por dirigentes cruéis, corrompidos e cooptados. O que lhes interessa é o domínio político e econômico do continente. Para essas grandes potências, e nisso não há diferença entre umas e outras, a “solidariedade internacional” não passa de um negócio. As instituições humanitárias da ONU conseguem realizar o que podem, não obstante a objeção, costumeira, dos estados mais poderosos.

O mundo jamais produziu tantos alimentos per capita como em nossos dias. Há comida bastante para que todos se nutram, sem excesso, nem desperdício. Mas, provavelmente, nunca houve tanta fome. As “doações” dos povos ricos para os famintos da África e de algumas regiões da Ásia só conseguem chegar aos necessitados com a intervenção dos trabalhadores humanitários. São servidores civis da ONU os que mantêm viva a população da Palestina e os milhares de refugiados dos conflitos étnicos da África. Sem seu trabalho, a tragédia seria ainda maior.

Esses trabalhadores não enfrentam só as dificuldades inerentes ao subdesenvolvimento econômico e cultural da África e de outros lugares. Eles se confrontam com grandes empresas farmacêuticas que fornecem medicamentos sem eficácia, com fabricantes e traficantes de armas, que insuflam conflitos e promovem genocídios, e com os governos tirânicos que os querem longe. Eles são chamados a todos os continentes. Há pedaços da África no mundo inteiro: nos iglus de plástico e nos contêineres em que moram norte-americanos, nas vastas regiões de miséria na América Latina e Ásia – além de ser conduzidos à Europa nos braços e no sofrimento dos “extracomunitários”, tratados ali como se fossem ratos predadores.

Tocou-nos o penoso privilégio de que tenha sido escolhida a data da morte de Sérgio Vieira de Mello para marcar a homenagem aos humanistas que trabalham pela paz no mundo. No serviço da humanidade, Sérgio honrou a nossa gente.
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