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sábado, 19 de julho de 2014

Os "exemplos" do PTMDB: #PresosdaCopa deveriam pedir asilo

Via "Seja um manifestante, fique rico"
Os 23 ameaçados de prisão novamente tem que pedir asilo em embaixadas/consulados. Países escandinavos, Suiça, Uruguai... Não dá pra aceitar a situação. Esse processo é claramente político, conhecendo a "justiça" brasileira eles podem passar 10 anos presos por nada. Eu já teria pedido asilo e dedicaria minha vida a denunciar esse governo do PTMDB.

Não, não é exagero. Esses 23, assim como o Luswarghi e o Hideki são os "exemplos" que o PTMDB querem mostrar pra sociedade, pra quem luta. Quem ainda não reparou no perigo, acorde. Seu direito, nosso direito de protestar está por um fio.

E apenas PAREM de ficar divulgando cartinhas oportunistas de PT, LindBleargh, Juventude do PT (manipulada, canalha, demente). Estes são os MANDANTES dessas prisões políticas e que agora querem capitalizar porque sentiram que passaram do limite.

Passaram do limite na visão mesmo de simpatizantes, o que não quer dizer que irão recuar ou mudar de métodos. Irão apenas investir em propaganda - o que estão fazendo, buscando atingir os inocentes - e azeitar a máquina. Questionem quem realmente manda, Cardozo, Dilma e cia, e se irão recuar. Beltrame, Pezão, Cabral, Paes e toda a turma de canalhas aliados não irão recuar.

A criminalização tende a crescer. Ela foi a grande responsável pela diminuição do tamanho dos protestos durante a Copa (aliado ao efeito conhecido do futebol enquanto anestesiador popular, vide 1970) e não há indícios de que cederá.
Os 23 com prisão decretada pela Justiça são: Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a "Sininho", Luiz Carlos Rendeiro Junior, o "Game Over", Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes de Souza Pinheiro, Eloysa Samy Santiago, Igor Mendes da Silva, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan, Igor Pereira D'Icaray, Drean Moraes de Moura Corrêa, Shirlene Feitoza da Fonseca, Leonardo Fortini Baroni, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Filipe Proença de Carvalho Moraes,Pedro  Guilherme Mascarenhas Freire, Pedro Brandão Maia, Bruno de Souza Vieira Machado, André de Castro Sanchez Basseres, Joseane Maria de Souza e Rebeca Martins de Souza. Além de Caio Silva Rangel e Fabio Raposo Barbosa
Já não tínhamos uma normalidade democrática, agora temos a total insegurança, as perseguições e daí tende a piorar. Estes 23 (dentre outros muito) lutaram, contribuíram com a luta popular e com a resistência, mas é hora de saber quando fugir. Não há vergonha alguma em chegar até seu limite e se recusar a perder metade da vida em uma cadeia apenas por ter lutado por seus direitos. Há outras formas de lutar, mesmo longe.

Foram décadas lutando contra a Ditadura, contra os exílios, prisões políticas e torturas... Voltamos (voltaremos) ao passado?
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domingo, 13 de julho de 2014

Ditadura? Prisões preventivas ilegais podem virar tática padrão pós-Copa

O professor Wagner Iglesias fez um questionamento interessante e ao mesmo tempo assustador sobre as prisões políticas contra manifestantes no Rio no Facebook:
Quero crer (mas não tenho nenhuma certeza disso) que estas prisões sem base legal estão ocorrendo para não "atrapalhar" (desculpe o termo, não encontrei outro menos ruim) a Copa do Mundo, e que depois vão refluir. Mas não tenho certeza. O que te parece?
Ao que respondi:
A intenção do governo no momento é de evitar protestos, mas levando em conta que não é a primeira vez que usam este artifício que basicamente suspende a constituição para certos indivíduos, meu medo é que se torne algo comum. Se funcionar, ou seja, acabar diminuindo a potência dos protestos (mesmo que a prisões nem sejam o fator mais relevante pra isso), temo que vire lugar comum. Não custa nada ao Estado.
Acredito que a ideia mereça ser ampliada.

Não é a primeira vez que o governo do Rio, com a anuência do governo federal, age contra manifestantes com prisões preventivas absolutamente ilegais. E temo que não será a última.

Até o momento as prisões estão sendo feitas para "garantir" a Copa do Mundo, para evitar protestos, mas uma vez que estas medidas são vistas como eficazes (ainda que seja impossível medir, dado que o movimento #NãoVaiTerCopa, dentre outros, são horizontais), podem vir a se repetir indefinidamente sempre que um governo - qualquer governo - se sentir ameaçado ou vir seus interesses ameaçados.

A polícia e o Estado aprenderam com os protestos de junho. Ao invés de ouvir as ruas, preferiram reprimi-la, e conseguiram em grande medida fazê-lo. Em Minas cercaram manifestantes impedindo sua locomoção, em outros estados simplesmente continuaram a abusar da violência cada vez mais desproporcional. Mas viram que criminalizar, forjar provas e prender sem qualquer evidência poderia ser ainda mais eficaz.

Sim, há um enorme perigo desta "tática" virar moda. Caso os protestos continuem (temos olimpíadas pela frente e não nos esqueçamos que a Copa acabando seus efeitos permanecem), podemos ver mais e mais prisões arbitrárias "preventivas" ao arrepio da constituição.

Mas, mesmo ilegais, não assustam o poder.

Oras, o executivo de estados e do Estado não teriam chegado a este ponto sem o apoio não apenas das polícias, sempre interessadas em reprimir, mas com o apoio do judiciário, capaz de permitir tais operações sem pé nem cabeça.

Mas ainda pior que estas prisões preventivas (em que pessoas inocentes são mandadas a presídios pro até 5 dias com provas forjadas apenas para não poderem protestar), é a possibilidade de que haja uma escalada. De que as provas forjadas não sejam simplesmente esquecidas depois do não-protesto passar, mas que sejam usadas para efetivamente enviar para a cadeia ativistas.

E isso é algo factível. Melhor do que operações envolvendo Estado, Polícia e Judiciário a cada manifestação, porque não instaurar logo o Estado de Exceção e, com provas forjadas, enviar de vez para a cadeia certos elementos causadores de problemas?

Não é a primeira vez, nem a segunda. Mas podemos ver uma escalada no uso deste método contra coletivos sociais.

A certeza neste ponto é a de que teremos uma "militância" petista pronta a silenciar ou mesmo aplaudir e a mídia corporativa fará o resto do trabalho de convencer a população de que os presos são terríveis vândalos e não ativistas pelos direitos humanos criminalizados por governos com interesses escusos.



O circo está montado. Se não resistirmos perderemos o jogo e qualquer semelhança dos métodos do PTMDB de "controle" de manifestações com a ditadura não são mera coincidência. Infelizmente aprenderam bem com quem antes combatiam.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Queima de arquivo? Assassinaram o coronel torturador e não faz a menor diferença

Saddam Hussein brasileiro
Algo interessante sobre o assassinato do ex-coronel torturador Paulo Malhães é a desfaçatez dos prováveis envolvidos: Gente graúda do exército, ao menos comandando.

Queima de arquivo, imaginamos todos, mas uma queima de arquivo das mais mal feitas. Oras, se a ideia era encenar um assalto que "deu errado", porque a mulher do coronel e o caseiro não forma mortos? Ou mesmo porque ele foi morto?

Se ele flagrou os assaltantes, assumamos a tese, e foi morto, os demais deveriam ter ido pelo mesmo caminho. Por outro lado, se era só um assalto em que a mulher e o caseiro saíram ilesos, porque matar o coronel, um idoso que dificilmente teria condições de resistir?

Mas o surpreendente não é a queima de arquivo (que não é novidade e nem surpreende), e sim a falta de preocupação dos responsáveis em encobrir os rastros.

Mas porque deveriam?

Contanto que não cheguem aos mandantes, não faz diferença que se saiba que foi queima de arquivo ou não, porque NADA acontecerá com os envolvidos.

Alguém acha que o governo Dilma irá fazer mais do que soltar alguma nota lamentando ou mesmo com um tom um pouco acima e que, no fim, não fará diferença?

A inútil Maria do Rosário fez alguns comentários irrelevantes no Twitter, a ministra dos Direitos Humanos, a cobra da Ideli Salvati ainda não se manifestou (e não faz falta) e a DIlma, no máximo, demonstrará indignação e o assunto será esquecido cedo ou tarde.

E ninguém será punido.

Sim, podem acabar até prendendo os assassinos (não os mandantes), mas não fará diferença. Este crime é o menor dos problemas quando se olha para o quadro todo, para a ausência de uma Comissão da Verdade com mais poderes do que implorar para bandidos torturadores e assassinos que confessem seus crimes, mesmo sabendo que jamais serão punidos.

Este episódio apenas demonstra que as forças armadas possivelmente mantém ativo seus grupos de repressão e execução, como na Ditadura, e estão prontos para agir contra quem se recusa a manter silêncio e corroborar a farsa oficial.

Oras, nós vemos estes grupos em atividade diariamente nas ações da PM contra a população negra e pobre. Assassinatos, torturas e "desaparecimentos" de quem levanta a voz, olha torto ou simplesmente parece estar no caminho. O caráter (ou falta dele) das forças armadas, PM inclusa, não mudou. Mas temos um governo que fala em conciliação, que fala em fechar as feridas do passado.

Mas não são "do passado". São atuais. São as mesmas forças repressivas de ontem atuando hoje e pior, atuando em muitos casos sob o controle daqueles que, no passado, as combatiam.

O que aconteceu com DG, Claudia, Amarildo e MILHARES de outros não difere em nada dos crimes da Ditadura. Só mudou o nome do regime e que hoje alguns podem reclamar - até certo ponto, até a PM achar que acabou a brincadeira e começar a jogar bomba e usar balas de borracha, no caso do asfalto, ou começar a matar, no caso das favelas -, mas no geral a veia repressiva do Estado permanece a mesma.

Do governo teremos no máximo uma nota e alguns discursos e lamentações. E só (ou olhe lá!). Não teremos nem por um momento um debate sério sobre o fim da Lei da Anistia, lei esta defendida por Dilma. Os militares podem respirar aliviados, porque nem o Estado os forçará a contar seus podres (implorará através da CNV), e eles poderão continuar a queimar arquivo dos que forem convencidos a falar alguma coisa.

É um jogo de ganha-ganha para as forças armadas. Nós, por outro lado, apenas perdemos ao termos negado o direito a não apenas conhecer nosso passado, mas a julgar os criminosos que tentaram e tentam destruir nosso futuro.
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terça-feira, 1 de abril de 2014

50 anos do Golpe: O pacto do PT e as torturas do presente #DesarquivandoBR

Cansei nessa semana de ler petistas esperando ansiosos por um "discurso contundente" de Dilma pelos 50 anos do Golpe. Conseguimos um arremedo, uma piada. Ela exige que "lembremos o que aconteceu". Oras, as vítimas se lembram, as famílias se lembram, mas você consegue se lembrar, presidente? Ou só lembra na hora de fazer média com o eleitorado e com seus fanáticos?

A Dilma não é apenas uma sucessão de erros, ela é, em si, um erro.

Seus discursos são em geral uma piada, motivo de chacota por ela ser incapaz até de saber em que cidade está ou de a quem pertence o cachorro atrás. E quando ela lê um discurso ele é simplesmente xoxo.

Celso Amorim recentemente declarou que as forças armadas se desculparam por terem torturado e assassinado por duas décadas. Visto que a presidente não disse nada, ela concorda com seu ministro. Visto que Dilma se recusa a sequer discutir a Anistia, ela concorda que foi tudo perdoado. Ela concorda, mas não perguntou a ninguém. Decidiu sozinha, como a ditadora que dá mostras inúmeras de ser.
A declaração terrível, desastrosa, canalha e mesmo criminosa do Celso Amorim (o que fizeram com ele? De melhor Chanceler brasileiro desde Rio Branco ou Oswaldo Aranha pra um lambe-botas de milico?) de que as indenizações pagas às vítimas e familiares de vítimas da Ditadura são o suficiente enquanto pedido de desculpas (ou fazem as vezes disso) equivale a dizer que hoje uma vítima de tortura nas mãos da polícia deveria receber "cinquentinha" e sair com um sorriso imenso enquanto o algoz continua numa boa como se nada tivesse acontecido.

Como resumiu o Francisco :"Foi torturado? Leva cinquentinha aí que passa "

E o Brasil segue sendo o país da impunidade institucional.
Mas meia e volta usa seu passado (ou tem seu passado usado pelos fanáticos que lhe cercam) como propaganda. É o cúmulo do escárnio. Aliás, minto, o cúmulo do escárnio foi às vésperas dos 50 anos do Golpe Dilma assinar decreto para que o exército ocupe um complexo de favelas (o da Maré).

Seu passado está morto e enterrado. E a única responsável é ela própria.
Quando olhamos a luta pela redemocratização, o processo histórico, onde estávamos e onde estamos agora, a grande decepção da redemocratização é o PT.

O PT não só virou um imitador do modelo de Fernando Henrique, como, não raro, foi adiante na repressão militarista que os grandes negócios exigem.

O episódio que envolve o mandato coletivo e a volta do exército às ruas do Rio de Janeiro com poderes de polícia ficará marcado na história. Se não ao lado, ao menos bem próximo da posse de uma torturada na presidência. Rodrigo Luis Veloso.
Pelo Twitter Dilma dá mostras também de ser uma total incapaz e uma insensível, além de sempre nos garantir imensas doses de hipocrisia. Milhares de pessoas apanham diariamente nos protestos que tomam as ruas desde junho, e Dilma se limitou a se revoltar quando despentearam um coronel.

Claudia Silva Ferreira foi executada e teve o corpo arrastado pelo asfalto por bandidos fardados.

Onde está revolta, presidente?

Vejam agora seus valorosos e hipócritas comentários sobre as ameaças que a idealizadora do evento "Eu não mereço ser estuprada" recebeu:
Lindo! Agora Dilma vai debater, por exemplo, o direito ao aborto? Vai rever o veto dela à lei que dava paridade de salários entre homens e mulheres? Ou talvez ampliar a conscientização sobre a Lei Maria da Penha? Ah, não vai?

Apenas discursos (a maioria péssimos e vergonhosos) e palavras (vazias). 


É difícil não se comover ao ler o depoimento da Dilma sobre o que ela sofreu na ditadura. Não seria de esperar que ela fosse mais sensível ao sofrimento alheio? Acho que está aí uma prova de que, ao contrário do que costuma pregar a cultura cristã, sofrimento não torna ninguém santo ou melhor, muito pelo contrário, se não for muito bem tratado a tendência é ele simplesmente se perpetuar e se multiplicar. É incrível como a Dilma é um símbolo do que se passa com esse país, e de vítima hoje é lider de um projeto excludente e opressor, é conivente e usa a violência do Estado pra conter tudo o que vai contra esse projeto insano, e as consequencias indesejadas dele, com suas vítimas fatais, tratadas como se fossem meras fatalidades. Foi por fatalidade que você sofreu tudo isso Dilma? Triste. Mariana Parra.
Em tempo, reproduzo texto que postei no Facebook sobre os 50 anos do Golpe. Não podemos esquecer, não podemos perdoar os criminosos que nunca foram punidos e não podemos permitir que Dilma, o PT ou qualquer outro os perdoem por nós.

Nos 50 anos do Golpe os indígenas continuam sem direitos, perseguidos e mortos pelo Estado e seus aliados. Nas favelas o povo ainda é vítima de torturas e execuções. Protestos são reprimidos com violência enquanto a propaganda oficial é de que a economia vai bem e que devemos amar o Brasil ou deixá-lo, mas jamais se opor à Copa de 70, ops, 2014.

Sem dúvida hoje podemos falar, reclamar, apontar os erros e crimes dos governos, dos políticos. Mas em muitos casos somos reprimidos, processados e muitos são até mortos por ousar desafiar o poder.

Os militares nunca forma tocados. Bolsonaro é deputado. A Anistia nunca foi revista e temos na presidência uma ex-guerrilheira que foi torturada, mas discursa e age em muitos casos igual aos seus algozes de ontem - que hoje ela abraça.

Foram 50 anos pra pensar e evoluir, mas pensamos muito, evoluímos pouco. Sem dúvida uma democracia é melhor que uma ditadura, poucos são os que discordam, mas ainda estamos longe de uma democracia real.

Há o que comemorar? Sem dúvida. O que lembrar? Mais ainda. Quem homenagear? Lógico. E mais do que nunca é preciso fazer isso tudo tendo os olhos para o presente e para o futuro.

Repetimos hoje muitos dos erros do passado. A esquerda (sic) no poder se assemelha à direita, é homofóbica, repressora, truculenta. Ainda falta muito a aprender. No trato às mobilizações populares, aos índios, aos divergentes abusa da mesma força polícia repressora que, no passado, vitimava a quem hoje a controla.

O que são as UPPs senão instrumentos típicos de uma Ditadura para controlar o povo mediante o pavor?

Lembremo-nos nesses 50 anos do Golpe que ainda falta muito por fazer, muito por superar e muito pelo que lutar. E acima de tudo, muito que aprender para não repetir.

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Atualização:

Hoje no ato para lembrar dos 50 anos do golpe, no rio, a PM partiu pra cima dos manifestantes. Bandidos de farda à serviço do PMDB e do PT atacaram pessoas que protestavam contra o Golpe. O mesmo Estado que reprimia na Ditadura reprime hoje. Mudamos tanto? 

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

JK foi assassinado, o que a mídia tem a ver com isso? #DesarquivandoBR

A Comissão da Verdade de São Paulo descobriu recentemente algo que muitos suspeitavam: Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil, foi assassinado pela Ditadura Militar.

Muitos suspeitavam ou mesmo sabiam, mas me parece marcante o desdém da mídia com a revelação.

Se por um lado é fato que a morte de Mandela seja um "evento" global, de máxima relevância e que mereça destaque nas "homes" dos jornais online e sites noticiosos, por outro é impressionante o rodapé a que foi relegada a notícia de que um presidente brasileiro foi morto por militares enquanto pregava a volta da democracia e combatia estes mesmos militares.

A notícia do assassinato de JK não figurou em destaque na ampla maioria dos portais e jornais online, com a exceção honrosa do El País que, apesar de ter versão em português, não é brasileiro. Este não teria, em tese, o famoso "rabo preso" com patrocinadores e com a própria história.

Como podemos entender este comportamento, este anti-jornalismo senão pela intenção clara e descarada dos principais jornais de esconder fatos que possam levar a novos questionamentos sobre seus papéis durante a Ditadura (ou mesmo em sua preparação)?

O problema não se limite à falta de destaque nas primeiras páginas, mas também à falta de comprometimento em levar à população os detalhes, os fatos, buscar debater o significado de tal descoberta (ou de tal afirmação de certeza histórica) para o país.

Não superamos a Ditadura. Não superamos a violência, a repressão, o comportamento midiático e parlamentar de superioridade frente ao povo. E jamais superaremos enquanto não for possível iniciar um debate amplo com todos os setores da sociedade sobre sua participação, colaboração e/ou resistência.

Jornais como o Estado de São Paulo ou a Folha de São Paulo apoiaram ativa e entusiasticamente o Golpe e a Ditadura subsequente, fato este narrado em livros de história, em blogs, mas que tais periódicos fazem o máximo esforço para esconder ou para baixar a poeira, sempre que em a tona.

Mais uma vez vemos a repetição do comportamento.

Não interessa à Folha ser novamente questionada sobre seu apoio à Ditadura. Não interessa ao Estadão ser questionado se sabia, na época, que JK havia sido morto pela Ditadura com a qual era conivente.

O questionamento a ser feito a diversos jornais é: Vocês sabiam e esconderam por décadas o assassino (no caso, o Estado Brasileiro) de JK?

Será que algum dia teremos esta resposta?

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Esta postagem faz parte da VIII Blogagem Coletiva #DesarquivandoBR

A blogagem coletiva ocorrerá do dia 10 a 13 de dezembro. Pedimos para que os blogueiros que se agregarem a esta iniciativa deixem um comentário a esta chamada com o link do seu texto, que será divulgado aqui também. No dia 13 de dezembro, aniversário do AI-5, realizaremos um tuitaço a partir das 21h e concentraremos esforços nas postagens também no Facebook. Participem e acompanhem pelo perfil @desarquivandoBR e/ou pela hashtag #DesarquivandoBR no twitter e na nossa fan page no Facebook e coloque a marca da campanha no seu avatar.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Votamos no PT, ganhamos algo pior que o PSDB

De que adiantou lutar sempre contra o PSDB se, no poder, o PT é pior?

Sim, pior, muito pior. O PT executa basicamente o mesmo programa que o PSDB, o mesmo programa neoliberal, criminoso e entreguista, mas com uma diferença: Soube dar migalhas.

Bons programas, como ProUni, acabaram servindo apenas como uma forma de garantir a sobrevivência dos poderosos, dos empresários.

O PT soube diminuir as vozes contrárias e soube aplicar o receituário neoliberal que tanto combateu no passado de forma ímpar. O PT é o PSDB que deu certo.

O problema é que acham que as migalhas deveriam calar o povo. Mas não calam todos.

A estes, a lei.

Mas lei criada por eles, como a lei 12.850/2013, sancionada por Dilma este ano e que, neste momento, é responsável pela prisão por Formação de Quadrilha de 70 jovens (outras fontes falam em 64) que cometeram o crime de sentar em escadarias no centro do Rio ou de se levantar contra a repressão policial em defesa dos professores.

Foram centenas de jovens presos por estarem sentados e ocupando escadarias de um prédio público.

Temos ainda a Lei de Segurança Nacional, resquício da Ditadura que o PT, em mais de 10 anos, não se preocupou em revogar, pois ela serve aos seus interesses.

No poder o PT se tornou apenas mais um partido da ordem, mas soube como poucos se aproveitar desta para seus propósitos e para sua perpetuação.


No meio disso temos a milícia ou guarda pretoriana do PT, a Força Nacional, criada por decreto, flagrantemente ilegal, que irá garantir a privatização do pré-sal, de Libra, no leilão criminoso que acontecerá no Rio.

Essa milícia governamental terá permissão de atirar para matar quem protestar contra este crime de lesa-pátria ou os funcionários em greve da Petrobrás?

O PT aprendeu direitinho com o PSDB como criminalizar movimentos sociais e usar a força para garantir seus desejos. Mas a força só serve para as ruas, no parlamento valem os conchavos, as alianças espúrias e a troca de favores com nosso dinheiro.

Neste meio tempo temos fanáticos petistas aplaudindo e dizendo que tudo é lindo e diferente de FHC (depois de uma década no poder ainda fazem comparações...).

Sim, é diferente. É pior.

Nunca antes na história desse país petistas publicaram tantos textos fascistas pra justificar violência da PM dos aliados. E estamos falando, em muitos casos, de pretensos marxistas que repudiam violência revolucionária, autodefesa, greves (acreditem, chegamos ao ponto de governistas questionarem o direito à greve de trabalhadores apenas pela greve não ser comandada pelos pelegos da CUT e serem "contra" governo aliado) e que defendem descaradamente a repressão, delatam ativistas de esquerda e ficam felizes com prisões políticas claramente ilegais (e inaceitáveis do ponto de vista ideológico).

Hoje está mais fácil ler artigos sérios e ponderados sobre os Black Blocs no "PIG" que nos blogs "progressistas", que perderam completamente a vergonha e defendem um ideário abertamente fascista.

O PT no poder é pior, enfim, porque com FHC existia oposição - era o PT! - e não havia uma claque, uma tropa de choque (paga ou não) disposta a vender a mãe se  tal ordem vier da "direção".

Me chega a notícia de que Feliciano, aliado do PT, colocado na presidência da Comissão de Direitos Humanos pelo PT e seus acordos criminosos, aprovou em uma CDH coalhada de bandidos krents um projeto que permite a templos religiosos PROÍBAM a entrada de gays - ou qualquer um que "afronte" suas crenças.

Na prática um pastor criminoso pode proibir a entrada de gays, negros, deficientes e qualquer um que ele queira simplesmente por dizer que é sua crença.

O governo do PT não faz propaganda de opção sexual (sic) e também não move uma palha sobre o assunto, pelo contrário, se aproxima ainda mais dos medievalistas.

E a inútil ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário, mantém seu silêncio frente à violência do Estado.

Além disso juntemos ao bolo a Reforma Agrária zero de Dilma, para a alegria da querida aliada Katia Abreu...

Mas os petistas preferem reclamar do julgamento do mensalão ou dizer que a economia está indo de vento em popa (e não está). Voltamos a 1973. Com tortura nos porões, vide Amarildo e milhares de outros, com presos políticos e com uma claque sempre disposta a fingir que está tudo bem.

As UPPs, criadas pelo PTMDB no Rio, são centros de tortura e assassinato de pobres. 

A economia, dizem, vai bem. Pleno emprego (sem se preocupar com a qualidade deste emprego) e... Bem, só isso. Ah, e consumo, muito consumo. O endividamento que vem junto é outro assunto, irrelevante.

É uma dura constatação, mas é real: O PT no poder foi a pior coisa que já aconteceu ao país. Perdemos uma excelente oposição e ganhamos um partido disposto e capaz de ir mais longe que FHC na destruição de movimentos sociais. E assumo a responsabilidade por ter, por anos, ajudado este partido a chegar onde chegou. Se arrependimento matasse....

Temos de derrotar Dilma e o PT nas urnas e nas ruas e garantir que este partido JAMAIS volte ao poder.

É isso ou perigamos voltar à ditadura (no Rio, pelo visto, já chegamos lá), desta vez pelas mãos daqueles que, em 1968, combatiam a ditadura de então. Mas, pelo visto, agora querem uma ditadura para chamar de sua.

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PS: Sei que este texto será usado por governistas fanáticos para me acusar de ser tucano e etc. Fiquem à vontade. Dividimos mesmas trincheiras contra o PSDB por anos, com a diferença que eu compreendi que o PT virou um PSDBdoB e me mantive na esquerda, com a mesma ideologia de sempre.

Já vocês, bem, hoje se dividem entre iludidos e canalhas que gritam "Vai PM" e torcem pela morte de professores e de qualquer um que fique no caminho das privatizações e da brutalidade policial.

PS2: Sei que existem raros políticos e membros do PT que ainda se salvam, mas cada vez mais sua posição se torna insustentável. Se manter no PT é dar sustentação a estas políticas e crimes contra o povo, insistir no erro é tornar-se conivente.


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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não existe democracia sem respeito aos direitos humanos, sem memória #DesarquivandoBR


Passaram-se mais de 20 anos desde a chama re-democratização do país. No entanto, nunca estivemos mais longe de uma democracia séria e real e de respeito mínimo aos direitos humanos.

Não existe democracia sem respeito aos direitos humanos, sem memória sem respeito às minorias, aos diferentes, aos demais. Democracia não é apenas votar, não é apenas eleger e ser eleito, mas é parte de todo o processo de convivência dentro de um Estado, dentro de uma cidade, uma região, uma escola, um emprego...

Democracia é o respeito pleno aos direitos, à cultura, à educação, e à saúde e o direito de todos terem voz e decidirem por si mesmos e enquanto grupo/coletivo seu futuro.

Foram mais de 20 anos desde o fim da Ditadura, mas não temos nada disso.

Em grande parte porque não fomos capazes de aprender com a Ditadura, de conhecer a Ditadura e o que ela representou. Não conhecemos seus segredos, não homenageamos nossos mortos, aqueles que tombaram resistindo bravamente, podendo nomear seus algozes, ou melhor, com a sociedade podendo nomear seus algozes e condenar seus algozes.

Tudo é segredo, portas fechadas, arquivos trancados. Mesmo a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que com seus poderes limitados e com todas as tentativas governamentais de esvaziá-la, mantém seus segredos, procura afastar o povo de suas sessões que deveriam ser públicas.

O que temem? Sabemos o que temem os militares assassinos e seus comparsas. Sabemos o que temem políticos eleitos cujo passado está ligado á Ditadura. Sabemos o que temem empresários e civis envolvidos com mortes e torturas. Mas o que teme o partido do poder? O que temem estes que se dizem de esquerda mesmo sem sê-lo, que renegam seu passado ou o usam como propaganda para, uma vez no poder, se aliar com seus algozes? E o que temem alguns dos membros da CNV ao querer fechá-la ao público?

Aqueles culpados temem a verdade - sem dúvida não temem a cadeia, pois não será este seu destino, infelizmente - mas o que temem os que deveriam ser inocentes?

São décadas de decisões secretas, de portas trancadas, mas de masmorras sempre prontas a receber novos combatentes e de militares e civis sempre prontos a quebrar, matar e... lucrar.

E continua.

A sociedade não evoluiu nestes 20 anos. Continuamos matando, torturando e morrendo. A polícia continua a aterrorizar, a perseguir, permanece como um aparelho repressor e assustador dos poderosos que hoje não mais vestem fardas, mas se valem das fardas para manter o controle. Outros se valem do medo, o mesmo medo tão familiar no passado. Medo enquanto mercadoria, vendido junto a toalhinhas ungidas e tijolinhos da prosperidade em templos suntuosos feitos para mesmerizar as massas.

Continuamos com medo, continuamos massacrados, continuamos sem nossos direitos básicos.

Continuamos sem memória. Não aprendemos com o passado, pois não o conhecemos.

Tudo que podemos fazer hoje é gritar, é sair às ruas. Mas saímos pouco. Gritamos muito, é verdade, mas para ouvidos moucos. E até que decidam não mais permitir gritar.

O que faremos então?

Não revisamos nosso passado, não vivemos nosso presente, jamais entenderemos nosso futuro.

Estamos fadados a apenas repetir.

Esse post faz parte da VII Blogagem Coletiva #DesarquivandoBR
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ato pelo julgamento e punição dos torturadores Ustra e Gravina #DesarquivandoBR

Dia 11 de dezembro está agendado o julgamento do recurso do Ministério Público Federal contra o não recebimento da denúncia criminal oferecida em face de Carlos Alberto Brilhante Ustra e Dirceu Gravina pelo sequestro de Aluízio Palhano Pedreira Ferreira. Neste julgamento o Tribunal, se acolher o recurso do MPF, determinará o início do processo penal. Caso negativo, será mantido o entendimento de impossibilidade de processo.

O caso é muito importante porque será a primeira manifestação de um Tribunal Federal sobre a tese do sequestro (desaparecimento forçado). Recurso em Sentido
Estrito (RSE) nº 0004204-32.2012.4.03.6181. Relator Desembargador Federal Peixoto Júnior.


Infelizmente o julgamento foi adiado.

Participei do ato tirando uma série de fotos que podem ser vistas no Flickr e gravei um vídeo com o depoimento de Amélia Telles, ex-presa política que foi presa e torturada com toda sua família, inclusive crianças e com sua irmã grávida.


Algumas fotos:
Ivan Seixas
Pedro Pomar
Marcelo Zelic
Deisy Ventura


Amélia Telles
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Batismo de Sangue e Anistia: Quando iremos respeitar quem morreu por nós? #DesarquivandoBR

"São noites de silêncio
Vozes que clamam num espaço infinito
Um silêncio do homem e um silêncio de Deus."
Frei Tito
Assisti sábado, durante a mostra Cinema e Direitos Humanos da América Latina o filme "Batismo de Sangue", baseado em livro de Frei Betto e com atuação magistral de Caio Blat no papel de Frei Tito e direção de Helvécio Ratton.

O filme é excelente. Uma biografia de um dos períodos mais conturbados e violentos de nossa história, carregado de emoção, que mostra o assassinato de um dos grandes heróis do país, Carlos Marighella, e as torturas que sofreram alguns freis que combatiam ao seu lado e de um modo particular. Dentre os presos e torturados, Frei Betto, que escapou das torturas físicas nas mãos de Fleury por ser sobrinho de um General - mas não escapou da tortura psicológica, da prisão e de ver seus amigos e sonhos desmoronarem.

Mas o personagem principal do filme é, incontestavelmente, Frei Tito de Alencar Lima, ou só Frei Tito.

Nordestino, pobre, mas valente na luta e na resistência, foi quebrado aos poucos pelas torturas, pelo pau de arara, pela cadeira do dragão, pela humilhação e pela desesperança. Foi vítima da tortura física e psicológica e, por fim, não conseguiu continuar com sua vida, cercado pelos fantasmas da ditadura, se sentindo perseguido até que, por fim, se suicidou na França, ao não suportar mais sofrer e reviver seu passado de dor.

Não foi fraco, longe disso, sobreviveu às torturas, foi libertado da cadeia em uma troca de prisioneiros, mas não queria deixar seu país. Não morreu apenas devido aos fantasmas, mas devido à distância de sua pátria, da distância de seus amigos e companheiros. Não resistiu viver longe da terra pela qual derramou seu sangue e dedicou sua vida.

Frei Tito é um exemplo de luta, de resistência e de dedicação e merece ser sempre lembrado, assim como seus companheiros que tombaram na luta e os que, hoje, se mantém fiéis aos seus ideais, que não se venderam ou venderam sua luta apenas pelo poder, mas não pelo povo. Não podemos comparar a luta destes heróis com quem, hoje, é consultor de megainvestidores internacionais, com quem abandonou suas bandeiras e ideologia apenas para se manter no poder a qualquer custo.

Estes, que hoje são exemplos de tudo aquilo pelo qual Tito e outros lutaram CONTRA, sujam a história dos verdadeiros resistentes, que preferiram morrer a viver longe de sua pátria ou a vender sua ideologia ou que simplesmente morreram sob tortura ou executados por bandidos a mando do Estado.

E são estes, que traíram sua causa, seus companheiros e sua história que, hoje, estão no poder e se recusam a acatar a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que está completando DOIS ANOS de inadimplência sem que o governo demonstre a intenção de cumpri-la e nem a OEA de aplicar medidas punitivas.

A decisão trata da Guerrilha do Araguaia - da qual nenhum dos principais retratados pelo filme participou -, mas é emblemático. O fim da Lei da Anistia e o julgamento dos criminosos responsáveis pelo Araguaia abriria as portas para que os responsáveis pela tortura de Tito e tantos outros fossem igualmente ulgados e presos.

São pessoas que estão no poder, que TEM o poder para fazer cumprir as decisões da OEA, de usar seu poder e pressão política para facilitar a revogação da Lei da Anistia e de punir torturadores e colaboradores do regime ditatorial em respeito, honra e justiça à memória de seus ex-companheiros, mas que preferem fazer o contrário, não apenas calar sobre a decisão, mas se aliar carnalmente com os algozes do passado.

Nossa luta é por justiça e pela preservação da memória. Para que se conheça, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça.

Esta postagem faz parte da sexta Blogagem Coletiva #desarquivandoBR
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cordão da Mentira: Não esqueceremos os crimes da Ditadura

"Ao contrário dos outros países latino-americanos, no Brasil não houve justiça de transição. Os responsáveis por crimes como tortura e desaparecimento de corpos, chamados de lesa-humanidade, não foram julgados. O Estado brasileiro não investigou os crimes cometidos pela ditadura, mesmo tendo sido condenado internacionalmente pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Isso demonstra que os interesses que levaram os militares ao poder continuam fortes e operantes no cenário político. Não satisfeitos, os militares ainda resolveram satirizar e fazer pouco caso da sociedade brasileira, em mais uma confraternização de celebração. Peguntamos a eles: o que devemos celebrar?". (Trecho do manifesto do "Cordão da Mentira", retirado do Blog do Chico).
Mais de 300 pessoas no auge da manifestação - e possivelmente mais de 500 ao longo de toda a marcha - caminharam desde o Cemitério da Consolação, local onde descansa o corpo da múmia Plínio Corrêa, fundador da TPF, passando pela Maria Antônia, local onde se deu a famosa Batalha da Maria Antônia, onde um estudante da USP foi assassinado pelo CCC (Comando de Caça aos Comunistas),  pela sede (oratório) da TFP em Higienópolis, pelo Minhocão, Folha de São Paulo, Cracolândia e, finalmente, terminando no DOPS, na região da Luz.

Pude ficar apenas até chegarmos ao Minhocão por motivos de saúde - problema muscular na perna, doía pacas caminhar -, mas nas 5 horas em que participei do protesto pude fotografar e gravar diversas demonstrações de emoção e repúdio pela pseudo-democracia em que vivemos, onde militares torturadores e assassinos continuam na mais completa impunidade, com referendo e apoio do atual governo, que se diz de esquerda, mas que se recus a obedecer ordem da CIDH/OEA e rever a Lei da Anistia, decidida pelos militares para se auto-anistiar.

Cantamos durante todo o percurso sambas compostos por ativistas denunciando nossa situação e os crimes não só do passado, mas do presente, como os Crimes de Maio, relembrados pelas queridas Mães de Maio que nos acompanharam por todo o percurso, denunciando que a Ditadura, ou ao menos a repressão contra a população, não acabou e nem acabará tão cedo. Não sem que antes haja uma abertura total dos arquivos, uma reparação completa, a punição exemplar dos criminosos de ontem e, então a punição dos torturadores de hoje.

Como descreveu o Pádua Fernandes:
A multidão desceu a Rua da Consolação, entrou na Maria Antônia, onde foi feita uma homenagem ao estudante José Guimarães, morto pelo CCC (Comando de Caça aos Comunistas) em 1968; desceu até a imagem da Nossa Senhora que a TFP preserva na Rua Martim Francisco. Em seguida, na Rua Fortunato, outra homenagem, ao militante da ALN Marco Antonio Braz (vê-se, na foto, o ativista e ex-preso político Alípio Freire com flores para o homenageado).
Depois de parar na frente de um jornal paulista, com direito a um esquete que incluía a leitura de um curioso editorial que já comentei no blogue (no primeiro post sobre a Comissão da Inverdade), a multidão seguiu e chegou ao prédio do antigo DOPS, hoje Estação Pinacoteca (que abriga o Memorial da Resistência), quase às dezoito horas.
Foi um protesto alegre, com muita música, permeado por homenagens à vítimas de ontem e de hoje, sarau de poesia na concentração (ótimas apresentações do pessoal dos diversos saraus da periferia da cidade e da Grande São Paulo), discursos acalorados, apresentações teatrais e uma longa caminhada pelo centro de São Paulo.

Estão - estamos - todos de parabéns e que o primeiro de abril seja sempre lembrado desta forma, com total repúdio ao GOLPE, mas com muita força de vontade e persistência na denúncia dos crimes cometidos pelo Estado.

Exigimos justiça, verdade, abertura dos arquivos e a punição dos criminosos.

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Foi um prazer enorme encontrar com velhos amigos e conhecidos militantes como Alípio Freire, Lúcio Flavio de Almeida, Lino Bocchini, Débora (Mães de Maio), Danilo Dara, Lúcia Rodrigues, Criméia Almeida, Marcelo Zelic, Júnior (Levante Popular), Pádua Fernandes, Fabio Weintraub, Carlos Carlos e tantos outro(a)s!
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sábado, 31 de março de 2012

Escracho e Abertura dos Arquivos: É hora da VERDADE! #DesarquivandoBR

Ha pelo menos um ano, eu e a Niara de Oliveira (@NideOliveira71) conversávamos sobre a necessidade de se mudar a abordagem sobre os crimes - e os torturadores - da Ditadura. Já não tínhamos muita esperança na justiça brasileira (se é que algum dia tivemos) e já estava claro que Lula não iria, no fim de mandato, desafiar os militares.

Como vimos tempos depois, nem Dilma, ex-presa política, viria a desafiar, mas sim se aliar àqueles que a torturaram e mantiverma o país numa Ditadura brutal por mais de uma década. Comissão da (meia) Verdade feita para agradar, ou ao menos não melindrar os milicos mais chegados e só. Nenhum passo adiante e, na verdade, vários passos atrás com a insistência em se recusar a cumprir decisão da CIDH/OEA sobre a Lei da Anistia.

Pois bem, tivemos uma discussão sobre novas formas de ação e protesto, ou seja, da necessidade de não depender da justiça ou de governos vendidos para demonstrar nosso repúdio aos criminosos da Ditadura e de, ao menos, constrangê-los de alguma forma. Se não seriam presos, que ao menos pagassem com o constrangimento público por seus crimes, que andassem nas ruas sendo apontados como torturadores e assassinos e que tivessem a convivência social enquanto pessoas "normais" dificultada, ou seja, que se tornassem párias.

A idéia, claro, vem em parte da condenação de Brilhante Ustra em tribunal paulista. Se por um lado ele não foi preso, graças à Anistia tão cara à Dilma e ao STF, por outro foi declarado, com todas as letras, TORTURADOR. Um pária.

Qualquer pessoa poderia, então, olhar para quela figura desgraçada e chamá-lo, sem culpas, pelo que ele realmente é: Um monstro torturador.

Nossa ideia - mais da Niara que minha, sejamos honestos -, enfim, era a de realizar manifestações, "escrachos" nas casas e escritórios de conhecidos torturadores. Pixar os muros das casas alertando que ali morava um torturador, colar cartazes, fazer vigílias e muito barulho...

A idéia era constranger e identificar. Deixar claro para vizinhos, conhecidos e transeuntes que ali morava um torturador que merecia ser excluído do convívio social e tratado com o desprezo compatível - mas jamais com violência, nos reduzindo ao nível deles.

A idéia foi apresentada ao Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo que, na época, não achou que seria algo compatível com suas funções. Bem, acredito que estavam certos, pois a força de uma mobilização comandada por jovens sem qualquer ligação com esse passado - a maioria nasceu depois do fim da ditadura  - acabou por se mostrar maior do que se tivesse o comando de uma organização já conhecida e ligada histórica e diretamente à causa.

Como chamar de "revanchismo" a ação de jovens que não teria diretamente do que se vingar? Não que ne mpor um segundo a tese do "revanchismo" cole ou seja aceitável, mas neste caso específico os milicos de pijamas não teriam nem este pífio argumento.

O efeito foi de surpresa, muito maior do que se organizada por quem tem já um histórico na questão.

Depois da surpresa, o choque de realidade: Convivemos com vizinhos e conhecidos que torturaram e mataram e muitas vezes sequer temos noção disto, pois o passado foi escondido, mascarado e criminosos foram perdoados por seus pares, sem que o povo fosse consultado.
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sábado, 22 de outubro de 2011

Direitos das mulheres: Uma farsa para Saudita ver

Recentemente, o ditador Abdullah da Arábia Saudita (que para a mídia tradicional permanece como um democrático e correto rei) concedeu de forma absolutamente benevolente o direito de votar e ser votada para as mulheres de seu país.

O tratamento dado a Abdullah combina com a simpatia demonstrada pela mídia ao ditador – ou “presidente” – do Iêmen, Ali Saleh, que ainda não caiu em desgraça com os EUA, o parâmetro para simpatias ou antipatias midiáticas. Tratamento que diverge do dado a Bashar al Assad e Kadafi, que rapidamente viraram ditadores sanguinários.

Palmas e comemorações de parte da imprensa, elogios vindos de aliados e, claro, efusivas congratulações por parte dos EUA, que insistem em levar democracia aos inimigos, mas nunca aos amigos.

Há, de fato, alguma diferença no tratamento dado pela Arábia Saudita às mulheres? Mudou ou mudará alguma coisa em... 2015, quando chegarem as eleições? Aliás, que eleições?

O país é uma ditadura onde quem manda é o "Rei", simples assim. As eleições municipais ocorrem logo mais, mas claro que esta benevolência real não valerá agora, antes o povo precisa "se acostumar" com a novidade. Leia-se: é preciso arrefecer o entusiasmo e mascarar a ineficiência ou impossibilidade de se aplicar a decisão de forma ampla.

Além de se apresentar nas eleições municipais (cujos membros são metade eleitos e metade indicados, mas no fim não têm quase poder algum), as mulheres também poderão fazer parte da Shura, algo como o parlamento nacional. Mas este nem chega perto de voto popular, é totalmente nomeado pelo "rei". Ou seja, só entra mulher se o rei quiser! Tem que ser amiga do rei, da mulher do rei...

Será interessante, em um país controlado por leis ditadas por mulás que não permitem às mulheres sequer dirigir (que o diga serem consideradas cidadãos completas), mulheres governando, mesmo que de forma apenas aparente, sem poderes efetivos.

Parece um contra-senso. Vê-se o quão cosmética é a permissão benevolente rei Abdullah. As mulheres podem concorrer, mas concorrer para o quê? E para quê?

A questão ainda vai além. O rei não é estúpido, não se mantém no poder há décadas sem ter um mínimo de inteligência (petróleo, riquezas e bons amigos ianques ajudam, claro). A idéia é dar às mulheres um falso poder. Dar a elas algo que, no fim, não faz nenhuma diferença fora do papel.

Oras, as mulheres agora podem votar ou ser votadas para conselhos que nada representam ou que nem sequer são formados com o voto popular. E mesmo assim ainda precisam de permissão dos maridos para sair de casa e votar. Precisam de permissão dos maridos para se candidatar!

Se as mulheres não podem sequer sair de casa desacompanhadas, como e por que raios irão concorrer a algum cargo político ou mesmo votar? Só com permissão dos maridos (ou pais, irmãos, algum homem "responsável"). Algo que para a franca maioria será o mesmo que nada. Continuarão enclausuradas e nulas (no sentido de anuladas, ok?).

Na Arábia Saudita - país dos mais antidemocráticos e ditatoriais do mundo, mas bom amigo dos EUA - as mulheres têm a mesma relevância que uma coca-cola: existem apenas para dar prazer, serem consumidas enquanto tiverem algum gás e não podem sair do lugar sozinhas.

Sim, a comparação é péssima, mas acho que me fiz entender. Mas bem, como alguém espera que mulheres se candidatem e sejam eleitas se não podem sair de casa? Se não podem dirigir um carro, se não têm direito a NADA enquanto seres humanos?

Imaginem se, por algum milagre, o rei indica uma mulher para a Shura. Esta irá legislar sobre seu marido, sobre outros homens, mas até para ir ao parlamento precisará de permissão destes mesmos homens. Para simplesmente sair de casa e realizar o percurso! Se a mulher não morar em Riad, a capital, precisará de permissão para viajar!

Abdullah deu às mulheres um direito que estas dificilmente poderão usufruir, mas ainda assim conseguiu enganar metade do mundo (ao menos a metade que sente prazer em ser enganada).

Comemorar esta "vitória" é o mesmo que comemorar a "vitória" dos valorosos rebeldes líbios, ou seja, hipocrisia. Uma “vitória” em que o lado vencedor não terá condições de usufruir do prêmio, dado que precisa de autorização dos homens para fazê-lo e carece até de um sistema político capaz de possibilitar que o esforço seja válido, que qualquer mudança faça a diferença.

Publicado no Correio da Cidadania
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brilhante Ustra no banco dos réus - Relato, vídeos e fotos do ato

Quarta feira, 27 de junho de 2011, um dia para ficar na memória de todos que lutam pelos Direitos Humanos no país. Carlos Alberto Brilhante Ustra, assassino e torturador foi julgado pela tortura e morte de Luiz Eduardo Merlino, militante do Partido Operário Comunista, em 1971.

Hoje, foram ouvidas as testemunhas de acusação e uma nova data será marcada para as testemunhas de defesa (a maioria, senão todas, por carta precatória, covardes que não tem coragem sequer de defender seu comparsa). Dentre os defensores do Coronel torturador estão José Sarney e Jarbas Passarinho.

Na frente do Fórum João Mendes, dezenas de pessoas. Ativistas devárias partes do país e de vários grupos políticos e coletivos ligados am ovimentos sociais cantando palavras de ordem, protestando e se emocionando.
Cerca de 250 pessoas tomaram a porta do Fórum, entre elas representantes de entidades como a central sindical CSP-Conlutas, organização de esquerda LER-QI, Grupo Tortura Nunca Mais, Fórum Permanente de Ex-presos Políticos de São Paulo, Comitê Brasileiro Pela Justiça, coletivo político QUEM, Sindicato de Trabalhadores da USP (Sintusp), PCR (Partido Comunista Revolucionário), Tribunal Popular, União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), Comissão Brasileira Justiça e Paz e grupos feministas.
Um primeiro dia que transcorreu com rapidez, com as testemunhas sendo ouvidas em pouco mais de uma hora.

Foram ouvidos Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira e Leane de Almeida, ex-militantes do POC (Partido Operário Comunista),  o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo de Tarso Vannuchi e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos e Laurindo Junqueira Filho.

Várias pessoas foram proibidas de entrar no tribunal sob diversas alegações, inclusive ex-presos-políticos interessados em acompanhar de perto o destino de um dos piores carrascos da Ditadura contra a qual lutaram e frente a qual caíram, sem nunca, porém, capitular.
Ustra foi comandante do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna) do 2º Exército, em São Paulo. Ele já foi condenado em primeira instância e declarado torturador em uma ação movida pela família do jornalista em 2007. No ano seguinte, por 2 votos a 1, os desembargadores acataram o recurso dos advogados de Ustra e extinguiram o processo.
Essa segunda ação se refere a danos morais e foi movida pela irmã de Merlino, Regina Merlino Dias de Almeida, e pela ex-companheira do jornalista, Angela Mendes de Almeida.
O Grupo Tortura Nunca mais esteve presente no ato, além de ex-presos políticos como Criméia Almeida, Alípio Freire e Ivan Seixas, dentre outros.

Ustra, como bom covarde, não deu as caras. Fora de sua posição de poder, com cacetetes e oficiais à sua disposição e uma sala de tortura equipada, Ustra é apenas mais um militar covarde, acuado, um pária frente a história.

No em frente ao Fórum não faltaram palavras de ordem exigindo a revogação da Lei da Anistia para torturadores, para todos que cometeram crimes contra a humanidade, sejam civis ou militares (Alípio Freire, em vídeo reproduzido ao fim da postagem deixa clara a participação não só de militares no golpe, mas de civis, que apoiaram de forma entusiasmada o regime), e cantaram em repúdio a Dilma, que nem como ministra de Lula, nem como presidente se moveu para abrir os arquivos.

A mídia, como não poderia deixar de ser, mente descaradamente. Enquanto a Folha surpreende citando "centenas de pessoas", O Globo fala em 30. As 2 da tarde talvez, mas as 3:30 éramos mais de 150. A melhor definição foi a dada pela RBA:
Não era uma multidão – uma turba, diriam os militares –, mas foi numeroso o protesto promovido em frente ao Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, durante audiência para ouvir testemunhas da acusação contra o coronel reformado  Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Vale à pena ler matéria da Rede Brasil Atual sobre o ato, com depoimentos das testemunhas de acusação.

Mais fotos no Flickr.

Recomendo fortemente os vídeos 5 e 8. No primeiro, Alípio Freire explica comdetalhes o significado da Ditadura e seus agentes, tanto civis quanto militares e, no segundo vídeo, Lucio França, do Grupo Tortura Nunca Mais, que conseguiu entrar no julgamento, dá um resumo do que aconteceu.

Vídeos:

Recomendo a reportagme do Jornal da Gazeta sobre o Ato, o único canal que vi dar mais que poucos segundos ao caso:
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terça-feira, 26 de julho de 2011

Convocação: Um torturador no banco dos réus! Brilhante Ustra, ASSASSINO!

Os companheiros que moram em São Paulo tem um dever a cumprir na
4ª feira, 27 de julho
na próxima semana:

Coletivo Merlino
e
Grupo Tortura Nunca Mais/SP

pedem comparecimento em peso à audiência marcada para as

14h30,
no Fórum João Mendes
(pça. João Mendes, centro velho de SP).

Na ocasião,
o ex-comandante do DOI-Codi paulista,
Carlos Alberto Brilhante Ustra,
será confrontado com as testemunhas da morte do
jornalista Luiz Eduardo Merlino,
um dos aproximadamente 40 resistentes assassinados naquele centro de torturas
da rua Tutóia, durante os  anos de chumbo.

Trata-se do segundo processo movido pela família de Merlino contra Ustra.

O anterior foi arquivado em 2008 graças a um subterfúgio legal, conforme expliquei na época:

"...[Ustra] dsprezou a chance que teve de provar sua inocência, alegada desde que a atriz Bete Mendes, em 1985, o identificou como seu torturador.
Ao invés de deixar a ação seguir até que o mérito fosse julgado, a defesa conseguiu seu arquivamento sob a alegação de que uma das várias pessoas que acusavam Ustra não comprovara sua legitimidade como parte do processo (dizia ter sido companheira de Merlino, mas não anexara documentos que o provassem).
Ou seja, Ustra escapou pela tangente, aproveitando uma brecha jurídica para evitar a sentença que certamente lhe seria desfavorável".
A família voltou à carga com uma ação por danos morais acusando Ustra de responsável pela morte sob tortura de Merlino, em julho de 1971, nas dependências do DOI-Codi. E a corte, desta vez, rechaçou as manobras evasivas.
Vão depor, no dia 27, testemunhas da tortura e morte de Merlino, como cinco companheiros de militância no Partido Operário Comunista (Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira, Laurindo Junqueira Filho, Leane de Almeida e Ricardo Prata Soares); o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vanucchi; e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos.
As testemunhas do torturador, ouvidas por carta precatória, serão José Sarney, Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro. O primeiro foi um figurão do partido de  pinóquios  que negavam a existência das torturas e o segundo, ministro de governos ditatoriais que praticaram a tortura em larga escala e sem limites. Para bom entendedor...
Já declarado torturador pela Justiça paulista em outro processo, Brilhante Ustra agora poderá ter oficializada a condição de assassino.IMPERDÍVEL: UM TORTURADOR NO BANCO DOS RÉUSIMPERDÍVEL: UM TORTURADOR NO BANCO DOS RÉUS
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Recebido por e-mail do jornallista e ex-preso político Alípio Freire
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