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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O "petismo" precisará de quantas overdoses para ser superado?

Há muito tempo tenho dito e mesmo alertado que o papo da "constituinte exclusiva" para a "reforma política" é uma imensa roubada. Razões não faltam, mas a principal delas é a mais óbvia: Após o crescimento da representação da direita no parlamento brasileiro, no que considero uma readequação conservadora, há uma clara tendência de fascistização do país. Há uma clara tendência ao embate aberto e a rupturas. A esquerda não tem NADA a ganhar se quiser competir nas urnas, nesse momento, com a direita, sem ter efetivamente reagido, inovado, se reinventado e proposto algo novo.
Em 1988 havia uma esquerda forte, atuante e ideológica para propor e também para barrar grandes absurdos propostos pela direita. Quem, hoje, seria essa esquerda? Não o PT.

O PT está sempre pronto e disposto a aceitar todas as exigências de seus aliados ruralistas, evangélicos fundamentalistas, banqueiros, empreiteiras... Iremos confiar neste partido para capitanear uma reforma política? Quem irá segurar a direita não será, sem dúvida, o PT, que hoje nada a amplas braçadas para (e com) a direita.

Os eleitos para uma "constituinte exclusiva", tendo em mente a configuração política atual, as pressões, o crescimento do eleitorado fundamentalista e as alianças da ex-esquerda com a pior direita, seriam francamente conservadores. Isto basta para acabar com qualquer ânimo de quem é efetivamente de esquerda. De que importa que políticos com mandato não possam concorrer? Alguém acha que o PSC tem apenas o Feliciano na manga? Ou que o Malafaia, o Edir Macedo, os Ruralistas e outros não tem candidatos guardados para quando precisarem?
Nem o PT seria o partido de esquerda a garantir avanços e nem o PSOL, o PCB ou o PSTU tem real força para impedir uma catástrofe. A esquerda organizada é ridiculamente pequena frente à direita e o que seria a direita numa constituinte.

Tenho para mim que o papo da constituinte exclusiva é ou foi mais uma forma vazia do PT desviar a atenção para sua responsabilidade na imensa repressão durante Junho e meses posteriores (notadamente durante a Copa), o problema é que movimentos sociais como o MTST parecem não ter prestado bem atenção ao que acontecia e efetivamente adotaram uma bandeira praticamente suicida.

Digo com todas as letras: Uma constituinte neste momento, neste cenário de confrontação, de uma disputa artificial entre PT e PSDB que, no fim, representam o mesmo projeto, é suicídio político. Os movimentos sociais embarcam de cabeça, muito provavelmente ainda pensando que tem no PT um aliado comprometido ou ainda movidos por algum saudosismo descolado da realidade, e serão os primeiros a dançar.

Pra ser honesto, eu venho até pensando em torcer pela tal constituinte, porque talvez assim alguns movimentos consigam acordar. É verdade que muitos continuam mesmo que "criticamente" apoiando o PT, mesmo que apenas durante o segundo turno, mas parece não terem entendido ou reconhecido o inimigo (o é junto ao PSDB e à elite que ambos representam).

Em tempo, sequer há um debate sobre QUE modelo de reforma política os movimentos lutariam caso houvesse espaço em uma constituinte (o que não haverá, penso). O PT quer um modelo de listas fechadas, onde poderia enfiar Vaccarezzas e outros dejetos sem que a "militância" ou os "desavisados" pudessem fazer nada, facilitando ainda mais a guinada do partido para a direita, o que dizem os movimentos? Ou não dizem nada?

E quanto ao modelo de financiamento? O PMDB e demais satélites irão aceitar um modelo onde apenas doações de pessoas físicas, e com tento para doação, seja aceito? Ou iremos aprofundar o péssimo modelo que temos hoje, sangrando mais ainda os cofres públicos e mesmo dificultando mais ainda a fiscalização das já obscuras doações de empresas?

O movimento social já discutiu seriamente estas questões ou espera que na hora do "vamos ver" o PT jogue no lixo todos os 12 anos de seu governo e milagrosamente adote uma agenda popular? alguém realmente acredita que o PT iria em peso se opor ao financiamento e empresas enquanto é o partido no país que mais se beneficiar deste financiamento? Coloquemos então o lobo para cuidar das ovelhas, ainda que no cenário atual vejo muitas ovelhas quase implorando para se juntarem ao lobo.

O MTST e demais grupos podem colocar quantas pessoas quiserem nas ruas, mas a realidade não mudará de imediato: O país caminha a passos largos para o conservadorismo. É preciso, porém, que o MTST e demais grupos saiam às ruas e nelas fiquem, mas com agendas progressistas e próprias, com projetos de emancipação popular, com projetos de (re)construção da esquerda, mas não adotando modelos e agendas tiradas da manga para acabar de vez com qualquer resistência.

Não custa lembrar que durante a campanha muitos à esquerda comentaram, maravilhados, como o PT e Dilma tinham caminhado para a esquerda para logo quebrarem a cara com aumento de juros, de preços e tarifas e para o total e completo silêncio federal frente aos crescentes crimes homofóbicos, por exemplo, ou à lenta e tímida (para dizer o mínimo) resposta do governo à Chacina em Belém.

Precisamos de uma reforma política, mas através da pressão popular e dos movimentos sociais, não precisamos, porém, dar carta branca para um novo congresso (chamem como quiserem, mas serão os mesmos eleitos de hoje ou seus laranjas e os mesmos partidos podres e carcomidos dando as cartas) que não terá qualquer diferença para o atual, pelo contrário, poderá ou poderia ser pior.

Nós, enquanto esquerda, temos de raciocinar e compreender que fomos derrotados nas urnas, que há uma divisão social e ideológica tremenda no país e que precisamos conquistar e reconquistar, recriar e inovar antes de pensar em dar passos adiante arriscados ou mesmo francamente suicidas. É hora de nos reorganizar.

Após 12 anos os movimentos parecem cada vez mais anestesiados pela droga chamada "petismo". E eu começo até a ver que o efeito talvez só venha a passar após uma ou duas overdoses dolorosas (Junho parece não ter chegado a tanto). Por vezes me pego ligando o "foda-se", porque parece que alguns movimentos realmente querem ter de sofrer - mais do que já sofrem - ou mesmo precisam...?
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terça-feira, 30 de julho de 2013

A santa quebrada: Quando igualam o oprimido ao opressor

Se algo me surpreendeu em relação à santa quebrada durante a Marcha das Vadias, sem dúvida foi a repercussão por algo tão estúpido. E digo estúpido em todos os sentidos possíveis: Desde ter chegado a este ponto de repercussão negativa até o ato em si, que foi estúpido e mesmo burro. Mas legítimo.

Antes de mais nada, é preciso deixar claro: Não é aceitável de forma alguma igualar o oprimido em ato de revolta a seu opressor. E a Igreja Católica é a opressora.

Da mesma forma, não se iguala ato de opressor contra outro, como se isto deslegitimasse o oprimido de protestar.  Falo aqui dos exemplos toscos ou comparações toscas entre o ato de um pastor evangélico (opressor) quebrar uma santa católica em uma guerra entre opressores.

Tampouco procede a comparação entre a opressão de evangélicos destruírem terreiros (opressor versus oprimido) e o caso em tela, pois ocorreu o INVERSO, ou seja, seria como se, revoltados com a opressão e a devastação de seus terreiros, pais (e mães) de santo fossem até "templos" evangélicos descarregar sua justa raiva contra o opressor.

Seria burro, afinal os evangélicos (e católicos) tem mídia, ao passo que os oprimidos não. Mas não deixaria de ser legítimo. E até porque este tipo de violência é desnecessário e contraproducente.

No caso em tela, das "vadias", exigir q o oprimido por séculos "respeite" o opressor porque "ain, liberdade religiosa" é o mesmo que dizer que o negro tem que "ficar no seu lugar"... Isso não quer dizer que não haja exageros e burrices, mas igualar oprimido com o opressor por sua raiva incontida (e justa) é se juntar ao opressor. É fazer o jogo exato do opressor e ajudar a ampliar a opressão.

E sim, a Igreja Católica é opressora, repito. Por séculos manteve as mulheres em posição subalterna. Oras, as queimava vivas! E mesmo hoje ainda patrocina políticas retrógradas, contrárias aos direitos humanos e das mulheres (e dos gays, e de outros grupos).

E seus dogmas não mudaram. Ela não deixou de queimar mulheres vivas por ser boazinha, mas porque tal ato deixou de ser aceito ou mesmo de ser legal. A Igreja não parou de pregar o racismo e a inferioridade de povos indígenas, novamente, pro ser boa, mas porque foi forçada.

É preciso ainda separar atitude individual e coletiva. Alguém quebrar uma santa na Marcha das Vadias é burro se pensarmos em movimento. Mas é justo, justificável individualmente, enquanto ato individual de um oprimido. E, novamente, é bom lembrar que a falsa oposição "a maioria dos católicos não pensa como a igreja" não procede, visto que a Igreja não é uma democracia, senão uma teocracia. Só importa a opinião do Papa e de seus subordinados (Bispos, Cardeais e etc e olhe lá!), ou seja, para a Igreja, se você não segue seus dogmas você é que está errado.

Por mais que eu seja simpático a grupos como as Católicas pelo Direito de Decidir, sou forçado a admitir que elas é que estão erradas, pois acreditam que a Igreja seja passível de mudança pela base.

Não é.

E as Comunidades Eclesiais de Base ou mesmo a Teologia da Libertação estão aí para provar.

A cresça individual do fiel não importa para a Igreja. Se você "gosta" de gays e até acha que eles podem casar, ou que as mulheres tem direito a abortar, bom pra você, bom pra nós, mas para a Igreja você está errada. 

Da mesma forma, não me lembro de tanta revolta pelo gasto de milhões de dinheiro público em um evento religioso, que afronta a constituição brasileira, com direito a distribuição de livrinhos que pregam a homofobia e diminuem a mulher. Contra isso nem um "ai", mas quebrar a pobre santa?

E, vale lembrar, o ato de quebrar a santa não é um ato contra o fiel, não é uma ofensa dirigida a um ou outro indivíduo, é um ato político contra a Igreja, contra a estrutura. E exigir do oprimido respeito à Igreja é pedir à estuprada par respeitar o estuprador.

Algo que me veio a mente também é a hipocrisia de muitos em se revoltar contra a santa quebrada, mas achar lindo que Maomé tenha sido caricaturado. riram inclusive da revolta causada em países como o Paquistão. Oras, eles são muçulmanos, atrasados, presos ao passado...

Mas não é a mesma coisa? Trata-se de símbolos e dogmas que foram dessacralizados, mesmo quebrados. Mas porque com os muçulmanos é engraçado e com os católicos não é?

Por fim, é óbvio que o ato de quebrar a santa, or mais teatral e político que seja, e mesmo legítimo, foi burro. Foi e é contraproducente para o movimento. Mas só.

Não foi "errado", não foi "anti-ético" e muito menos "criminoso". Mulheres oprimidas não podem ser jamais igualadas a seu opressor. E muito menos a religião e seus símbolos são intocáveis, imexíveis ou sagrados para a sociedade. O são para uma parcela, mas isto não significa que não possam ser tocados.


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Belo Monte/Governo espiona movimentos sociais. surpresos?

Foi com certa surpresa que li a notícia veiculada pelo Xingu Vivo - e oturas redes - que a organização estaria sendo espionada pelo consórcio responsável pela construção de Belo Monte em conjunto com a risível ABIN.

Surpresa pelo amadorismo do "espião" e das organizações responsáveis por seu serviço, não pelo fato do governo do PT ser capaz de chegar a este ponto.

E, de fato, estamos falando de espionagem patrocinada pelo PT e pelo seu governo, pois tanto o Consórcio tem ligações carnais com o governo/partido, quanto é o governo quem controla a piada pronta chamada ABIN.

Alguém comentou, no Twitter, que podemos até ser contra Belo Monte, mas não poderíamos comparar com a Ditadura, ou dizer que o projeto era o mesmo. De fato, hoje é muito pior, pois estamos supostamente na democracia, com o governo insistentemente se negando a respeitar decisões internacionais exigindo a suspensão do crime que é Belo Monte, e temos um governo que se diz de esquerda, mas no entanto abusa dos direitos humanos como a pior das ditaduras.

Não bastasse a vergonhosa cooptação de sindicatos - o que torna desnecessária qualqeur espionagem -, o uso de capangas virtuais para realizar a "militância" e propaganda governista, a aliança com coronéis e senhores de terra que empregam capangas para perseguir e assassinar camponeses e ativistas, agora o governo resolveu espionar.

Naqueles movimentos em que não consegue meter a mão, comprar/cooptar ou destruir, a solução foi mais simples: Infiltrar agente para saber de antemão os passos da organização e buscar neutralizá-los.

O PT enquanto esquerda não existe mais. Morreu. Se vendeu a quem pagava mais, ou melhor, a qualquer um que pagasse alguma coisa. Hoje é um balaio de gatos aliado dos piores tipos, disposto a vender qualquer luta e bandeira para se manter no poder, mal sabendo que não passa de uma marionete útil que, quando não for mais do interesse dos poderosos, será descartado.

Quem financia a midia? O PT. Quem nomeou o STF? O PT. Quem cotidianamente luta contra os movimentos sociais? O PT? Quem privatiza? O PT. Quem agora espiona movimentos sociais? O PT.
"Dilma e PT entram pra história como aqueles q assim como milicos usam Estado pra espionar movs sociais." @Cadulorena
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Perdoem-me pela ausência prolongada, estive viajando (a "negócios", vim a Bruxelas participar/falar em uma conferência da Comissão Européia) e contribuindo com outros veículos, mas pretendo aos poucos voltar a escrever no blog.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Haddad confirma: Promessas ao PP valem mais que as feitas ao povo

Movimentos sociais de Luta por Moradia acabam de confirmar que a Habitação irá para o PP de Maluf.

Está comprovado que o PT governa para seus aliados e não para os movimentos sociais e para o povo, o PT não precisa dos setores populares, a não ser durante as eleições ou em momentos decisivos em que coopta suas lideranças a aprovar projetos para amigos do PP, PMDB, PTB e, agora, PSD e Kassab.

Nenhuma surpresa. Parabéns aos que votaram conscientes em Haddad, recebam o PP de braços abertos! Aliás, recebam o PP e recebam Kassab, em quem, provavelmente, votarão para senador com apoio do PT até que aprendam a colocar seus direitos e os direitos humanos à frente de partidos vendidos e corruptos.
Lideranças de entidades reafirmam a Haddad que não aceitam Maluf e PP na Habitação de SP

Na tarde desta quarta-feira (05/12), em reunião com o prefeito eleito Fernando Haddad, na sede do governo de transição, dirigentes de várias Entidades e Movimentos que lutam por moradia na cidade, reafirmaram à Haddad que não aceitam que a área de habitação seja entregue ao PP de Paulo Maluf.

As lideranças relataram ao prefeito eleito que diante do histórico de antagonismo entre eles e o Maluf e o PP na capital paulista não há espaço para diálogo.

E afirmaram que o PP e Maluf não terão condições políticas de implementarem o programa habitacional apresentado por Haddad durante a campanha eleitoral, por isso reivindicaram que a pasta fique no comando do PT.

Mesmo diante do duro e corajoso posicionamento das lideranças, para decepção e frustração dos Movimentos, Haddad confirmou que vai cumprir um compromisso já assumido com PP de Maluf no início de sua campanha e vai entregar a este partido a responsabilidade de comandar a área de Habitação.

As lideranças saíram insatisfeita do encontro e reafirmando a contrariedade e a disposição de continuarem sua trajetória de luta contra a especulação imobiliária e em defesa da reforma urbana e da moradia digna.

As lideranças entendem que a sustentação de um governo que se diz democrático e popular passa também pelos movimentos populares, para além dos vereadores e partidos políticos.

São Paulo, 06 de dezembro de 2012.

União dos Movimentos de Moradia
Central de Movimentos Populares
Frente de Luta por Moradia
Movimento Nacional da População em Situação de Rua.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Carta Aberta: PP e Maluf na Secretaria de Habitação e COHAB, não!! Xô Maluf e PP!!!

Carta aberta dos movimentos sociais que muito provavelmente apoiaram Haddad, mesmo criticamente, e que agora podem ser pagos com traição, o que não surpreende. Maluf e o PP são parasitas que controlam o importante Ministério das Cidades e não escondem o interesse em comandar (ou dilapidar) a habitação de São Paulo, uma das áreas mais importantes e problemáticas da cidade.

Uma das áreas prioritárias, especialmente no repovoamento e revitalização do Centro, com a necessidade de construção de centenas de unidades populares para milhares de pessoas que vivem em situação precária ou nas ruas.

Entregar tal secretaria e entidades ao PP é deixar claro não se importar com a cidade e dar uma banana aos movimentos sociais. Claro que com a possívle nomeação de uma figura que enfrenta processo por desvios milionários em São Bernardo do Campo para a secretaria de Educação - outra área prioritária - em conjunto com as demonstrações por parte do govenro federal de não dar a mínima pra educação - criminalização de greves, salários pífios, bolsas para uniesquinas e agora a indicação da tucana Claudia Costin para cargo no MEC - mostram que não se pode confiar no Pt, é preciso pressão constante e vigilância.

Segue a carta:
Nós, lideranças dos Movimentos de Moradia, Entidades Populares e Comunitárias,  de várias regiões da Cidade de São Paulo, preocupadas com os encaminhamentos dados ao processo de transição e discussão em relação à Secretaria de Habitação e COHAB do Município de São Paulo, viemos manifestar o nosso veemente repúdio a qualquer possibilidade do Partido Progressista e Paulo Maluf interferirem ou indicarem representantes deste nefasto partido para Secretaria de Habitação e COHAB do Município de São Paulo.
A história do PP e de Paulo Maluf é conhecida em São Paulo, com perseguição e criminalização aos movimentos sociais e populares, agressões aos trabalhadores informais e população em situação de rua, agenda de despejos e remoções, paralisação dos programas de mutirões e habitação popular, corrupção, abandono e falta de políticas para as áreas centrais, além do trágico projeto Cingapura.
Além disso, o Ministério das Cidades, ocupado pelo PP, na verdade, funciona como balcão de negócios. Toda política do PAC e do Programa Minha Casa, Minha Vida é feita de forma direta entre o Ministério do Planejamento e a Secretaria Nacional de Habitação. No Estado de São Paulo, o PP comanda a CDHU e todas suas ações na área de habitação são pífias ou medíocres. Foram os representantes do PP que enrolaram os movimentos e privatizaram a CDHU durante a gestão do PSDB no Estado São Paulo.
O Prefeito eleito Haddad, disse que iria ouvir os movimentos sociais e a hora é esta, para que possamos manifestar nossa indignação com esta possibilidade.
Nunca aceitamos e não aceitaremos esta aliança. O que esperar de uma situação desta? Que o PP dê conta desta grave situação da habitação em São Paulo? Este partido nem de longe está ao alcance das responsabilidades assumidas na campanha de Haddad à prefeitura de São Paulo, nem está à altura do plano de governo na área de habitação, construído de forma ampla e participativa com os movimentos de moradia e os setoriais do PT, propiciando um grande envolvimento na campanha de Haddad à prefeitura de São Paulo.
Os Movimentos Populares não engoliram de forma alguma esta aliança com o PP de Paulo Maluf que, durante a campanha, gerou grande constrangimento ao Partido dos Trabalhadores, à sua Militância, aos Movimentos Sociais e ao próprio candidato Haddad. Em nossa opinião, os únicos que ficaram felizes com esta aliança foi o PP e o próprio Maluf,  que condenado por corrupção, com toda cara de pau,  se promoveram e beneficiaram às nossas custas.
Fora Maluf e fora PP da Secretaria de Habitação e COHAB de São Paulo!
São Paulo, 19 de novembro de 2012.

Central de Movimentos Populares (CMP)
União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior (UMMSP)
Frente de Luta pela Moradia (FLM)
Grupo de Articulação de Moradia do Idoso (GARMIC)
Movimento de Moradia da Região Centro (MMRC)
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eleições em São Paulo: Balanços da derrota de Serra e do futuro governo Haddad

Haddad foi eleito prefeito de São Paulo com pouco mais de 56% dos votos.

Serra, porém, conseguiu ultrapassar os 40% dos votos, o que não é desprezível, ainda que a carreira de Serra tenha chegado a uma encruzilhada (felizmente, e espero que termine) e é preciso ter em mente que mais de 30% do eleitorado escolheu não confiar nem em Haddad e nem em Serra, somando abstenções, nulos e brancos.

Não é um dado desprezível e nem uma parcela da população a se deixar de lado. Vale notar que a abstenção do primeiro ao segundo turno subiu cerca de 3%, não é pouco.

Votos em São Paulo:
  • 6.896.290
  • 6.096.488 (88,40%)
  • 299.224 (4,34%)
  • 500.578 (7,26%)
  • 1.722.880 (19,99%)
Eu, particularmente, faço parte desta parcela que desconfia de ambos. Anulei. Comemorei e comemoro a derrota de Serra, necessária, mas não vejo com bons olhos a vitória de Haddad, um político indicado por Lula sem qualquer tipo de consulta ou "poréns". É homem do Lula, como a Dilma é figura dele e segue suas ordens.

Obviamente espero que Haddad possa ter personalidade e ser diferente de Dilma que, estruturalmente, faz um governo tucano.

Legitimidade

Haddad, é preciso sempre lembrar, venceu, mas não tem a legitimidade que talvez alguns petistas pensem.

Foi eleito não por suas forças, não pelos desígnios divinos de Lula - que em São Paulo tem força bastante reduzida em comparação ao Nordeste (e mesmo lá Lula sofreu grandes derrotas, como em Recife e Fortaleza) -, mas por um conjunto de fatores que vão desde o repúdio ao Russomanno, candidato sem eleitorado definido, aliado das forças mais retrógradas e teocráticas - forças que causam horror mesmo em setores eleitores do Serra - até também o repúdio ao próprio Serra, com rejeição tocando o teto.

Serra foi ao Rio buscar Malafaia, e perdeu. Investiu na homofobia - bandeira de Dilma no governo federal - contrariando até mesmo sua história e a do PSDB, que nunca foram, ao menos em São Paulo, retrógrados a este ponto ou neste assunto. Dois dos vídeos do Kit Anti Homofobia abortado por Dilma já faziam parte de material escolar promovido por Serra.

No começo da eleição, Haddad era um ilustre desconhecido, mesmo entre o eleitorado tradicional petista, logo, Russomanno, um ex-apresentador de TV conhecido e que surfou no discurso pró-consumidor, bastante em alta graças, ironicamente, ao Lula e ao PT, que transformaram a população mais pobre em consumidores (da pior forma possível, pois consumir não é ruim, mas também não é o fim último de tudo, não é a cidadania plena, é apenas uma etapa), conseguiu conquistar uma boa parte do eleitorado tradicional petista que não conhecia o candidato do PT. Conquistou ainda um eleitorado que repudiava o Serra e que não tinha candidato.

Começa a subida

Russomanno, com o tempo, viu seu eleitorado minguar e muitos acabaram aderindo ao Haddad ou mesmo acabaram no imenso bolo da abstenção, nulos e brancos. Haddad, por sua vez, cresceu quase que por inércia, navegando no número expressivo de eleitores tradicionais do PT e vitaminado - e isto foi decisivo - pela rejeição ao Serra (e não aos tucanos em si).

Ainda assim, a vitória de Haddad no segundo turno não veio com a folga esperada, mostrando que mesmo a rejeição serrista não fez com que um candidato fabricado há menos de um ano tivesse facilidades.

A crescente violência contra a população mais pobre, intervenções no Centro, como o Nova Luz, aumento da violência, piora no trânsito e a popularidade ínfima de Kassab, creditado como cria de Serra, contribuíram para a derrocada serrista que, aliás, sequer tinha apoio total dentro de seu próprio partido e mesmo o aliado Kassab se bandeava para os lados do PT.

Não foi Haddad que venceu, foi o Serra quem perdeu. E Haddad se tornou, de certa maneira, palatável à certos conservadores paulistas, que preferiram a escolha "menos pior" que o Serra.

Alianças com Maluf e outros conservadores são prova disso, por mais que, talvez, na soma, Maluf tenha perdido mais que Haddad ganhado.

Deus Lula

Acredito ser necessária uma nota quanto aos desígnios divinos do "deus Lula", como Marta Suplicy já o havia chamado. Lula não tem, localmente, a força nacional que elegeu Dilma. Em São Paulo são poucos os programas federais que conseguem a propaganda que os programas do PSDB. É uma cidade (e um estado) avessos ao governo federal e que deixam isso claro.

Se mesmo no nordeste, onde mesmo eu, um crítico do lulismo, sou forçado a ver mudanças significativas (para o melhor e para o pior), o Lula acumulou derrotas - Salvador, Fortaleza, Recife - para aliados (no caso das duas últimas cidades) e para um ferrenho opositor de um partido que cada vez mais se torna irrelevante (em Salvador), então como esperar que o poder do "deus Lula" funcione perfeitamente em São Paulo?

Esta espécie tosca e burra de "determinismo" quanto à força do lulismo, quase teológico, pode ser creditado como um dos responsáveis por certas derrotas do PT localmente, e pode causar problemas nas eleições estaduais daqui a dois anos.

Caciques regionais, estaduais e municipais, por vezes tem muito mais força que um cacique nacional, pois estão muito mais próximos da realidade local e do eleitor a todo o tempo. Cid Gomes e Eduardo Campos são a prova viva disso. Como aconteceu em Salvador, o candidato do PT, Nelson Pelegrino, teve forte apoio de Lula e Dilma, mas o péssimo governo de Jaques Wagner (do mesmo PT) ajudaram a que nem o apoio do "Deus Lula" fosse suficiente. O próprio candidato creditou sua derrota à greve dos policiais e professores, como se a culpa por estas greves não tivesse sido do próprio PT e da truculência com que trataram a questão.

Se o PT age como o DEM, como o PSDB, o povo acaba preferindo o original.

Já há, nos bastidores do PT, conversas sobre o Padilha para o governo de São Paulo. Uns dizem "mais um poste" e, neste caso, pode ser MUITO mais difícil para Lula elegê-lo, visto que Alckmin mantém popularidade alta, diferentemente de Kassab, o que pesou para Serra. 

Como disse o Chico (@elcapeto) no Twitter: "A relação do eleitorado com o PT passa muito mais por uma percepção pragmática de resultados do que por um "vestir a camisa" tipo peronista. Convoquem o povo às ruas pra protestar contra o resultado do julgamento do mensalão petista pelo STF. Boa sorte, vão precisar."

E o governo Haddad?

Mas voltando ao Haddad e a São Paulo, sabemos que ele não terá vida fácil. Precisará contentar com cargos e secretarias uma gama de aliados que vão desde o PP de Maluf ao PCdoB de Netinho, e até mesmo o PSD de Kassab (senão o próprio que irá cobrar para si um cargo até aparecer algo melhor).

Ou seja, não terá a liberdade - se é que tem esta intenção - de realizar mudança profundas dentro do que foi apregoado na campanha e que se refletiu num bom apoio de setores acadêmicos e dos movimentos sociais ao PT nestas eleições.

O financiamento pesado de construtoras à sua campanha, ou melhor, os patrocínios, cobrarão seu preço em questões de moradia, habitação e desenvolvimento urbano e é aí que entra o Nova Luz, a questão do trânsito, despejos, ocupações e incêndios em favelas.

De início, Haddad já enfrentará o dilema das nomeações para subprefeituras, hoje quase todas ocupadas por militares e militarizadas. Ele terá de resgatar a importância e prerrogativas destas funções e indicar não políticos aliados, mas pessoas das comunidades, engajadas, e que entendam e tenham capacidade e poder para alterar a realidade local sem se tornarem reféns da especulação e de interesses privados.

Haddad tem ainda o desafio de "civilizar" a GCM, braço de repressão assassina contra moradores de rua e pobres. Ele irá peitar as iniciativas criminosas de Alckmin usar sua PM para matar, ou irá se acovardar, como o governo federal fez no Pinheirinho? Tem o dever de acabar com a violência em desocupações, na verdade, tem o dever de arranjar espaços para que a população em situação de rua possa deixar sua situação de abandono. É preciso reabrir e humanizar albergues, criar emprego para esta população. Urbanizar favelas e não tacar fogo para agradar a especulação e peitar empreiteiras.

É preciso elevar - e muito - o salário dos professores municipais e melhorar a estrutura das escolas. Criar centenas de creches e não achar que uma bolsa resolve o problema - como propôs Serra no último debate. Construir hospitais é uma necessidade, assim como melhorar o atendimento dos existentes. Investir em saúde. Tentar - TENTAR - melhorar o trânsito, investindo em transporte público de qualidade. Não só aumentar duração do Bilhete Único ou torná-lo mensal, chegando até a encarecer o bilhete, mas aumentar frota, criar corredores, diversificar as modalidades de transporte publico, reduzir tarifa e mesmo chegar ao Passe Livre paulatinamente.

É preciso enterrar de vez a Nova Luz, revisar contratos e auditar dívidas, revogar imediatamente os contratos com a Abril... Tudo isso é apenas o começo, e um tímido começo para enfrentar os problemas da cidade, que são muitos, e cada vez mais pioram e se ampliam.

Eu não confio no PT ou no Haddad, mas dou, neste momento, um tímido voto de confiança, esperando, como com Dilma, não me arrepender imediatamente.

E espero que a mesma miltância que foi hoje comemorar na Paulista a vitória de Haddad, o faça também para cobrar, apesar de, infelizmente, termos exemplos negativos, de militância apoiando privatizações, remoções e chamando grevistas de vagabundos para agradar o governo federal e locais do PT.

Derrotamos o Serra, mas ainda não ganhamos nada. É preciso consolidar espaços de e à esquerda e evitar cair em fanatismos partidários.
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Entraves à Democratização das Comunicações: Denúncia da Utopia FM contra a ABRAÇO

A Rádio Utopia FM surgiu em Planaltina, DF, em 1996/1997 como rádio livre. Fechada pela Polícia Federal/Anatel em 1999, retornou atividades no final de 2005. Em 2006 obteve a outorga provisória, mesmo assim, em agosto desse foi fechada novamente.

Em junho de 2007, já com outorga definitiva do Ministério das Comunicações retomou as atividades de radiodifusão. Segundo o site dela, http://utopiafm.com/, é “mantida por voluntários, tem como principais objetivos a livre comunicação, a mobilização da comunidade, a divulgação da cultura em toda a sua diversidade, a educação construída coletivamente e a transformação social através da iniciativa popular.”

Para isso tem realizado várias atividades como oficinas e mostras culturais na cidade. Sem falar nos livros de poesia com os estudantes de ensino médio e fundamental de Planaltina, e nas atividades junto aos Programas de Extensão da Universidade de Brasília e aos Movimentos Sociais do Distrito Federal.

A democracia no Brasil é um lamentável mal entendido. As entidades que deveriam trabalhar pela Democratização da Comunicação são parte deste mal entendido pelas suas práticas nada republicanas. Os fatos relatados a seguir mostram isso na prática.

A ABRAÇO é uma organização que surgiu em 1996 com o intuito de organizar e representar as Rádios Comunitárias no País. Ela possui uma agência, a Agência Abraço de Cultura e Comunicação Comunitária. Em Maio de 2010 a Rádio Comunitária Utopia FM, localizada em Planaltina, Distrito Federal, atraída pela celebração de um convênio entre a Agência Abraço e a Empresa Brasil de Comunicação - EBC, firmou um contrato para a prestação de serviço de produção de reportagens jornalísticas, veiculadas semanalmente no programa "Cidade 980" da Rádio Nacional AM de Brasília.

A Utopia FM recebia mensalmente a importância de R$ 1.000,00 pelos trabalhos. Entretanto a Agência Abraço, sem que houvesse previsão no convênio com a EBC, exigiu das Rádios contratadas, dentre as quais a Utopia FM, o percentual de 20% sobre cada pagamento, a título de "taxa de gestão". A Rádio Utopia FM discordou do pagamento desta taxa e foi por isso posteriormente excluída do convênio, em represália.

A própria EBC estranhou esta exclusão, por ela ter sido uma das mais ativas e presentes na produção de material tanto qualitativamente (boa qualidade técnica e jornalística) quanto quantitativamente (sempre entregava as reportagens no prazo proposto). A cobrança da “taxa de gestão”, inclusive, feria o Convênio celebrado com a EBC.

Tal situação, portanto, justificaram o pedido de indenização por danos morais. Tal pedido foi julgado em primeira instância, e a Agência Abraço foi condenada a pagar à Rádio Utopia FM R$ 6.000,00 a título de danos morais. Houve apelação, mas foi mantida a Sentença em Segunda Instância.

É de se pensar quando um ator social produtivo encontra dificuldades de construir sua comunicação se quem no discurso fala de democracia a realiza (ou tem real intenção de) no seu cotidiano. Infelizmente os que estão em posição decisórias nestas organizações não vão muito além a quem eles combatem.

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Artigo enviado por autor que preferiu permanecer anônimo. No espírito democrático, mais uma vez cedi o espaço do blog para uma denúncia importante. Para maiores informações sobre os processos movidos pela Utopia FM contra a Agência mantida pela ABRAÇO, seguir os links 1 e 2.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Perguntas simples e diretas aos governistas sobre os rumos, posições e propostas do governo

Segue uma série de perguntas francas e diretas aos governistas sobre os rumos do governo.

Porque o governo chama de "concessão" o que todos sabemos ser privatização branca, em que patrimônio público é entregue para iniciativa privada lucrar? Senão vejamos o caso dos aeroportos: O governo, com nosso dinheiro dos impostos, construiu aeroportos que, então, são repassados para administração privada que lucra com a concessão. Então?

Como se chama ENTREGAR patrimônio público para iniciativa privada "administrar"? A CUT, aliás, chama a "concessão" de privatização, vão ser demonizados também ou a CUT é só mentirosa?
 
Como a gente chama deputado (Aldo Rebelo e outros "governistas") que vota IGUAL ao Bolsonaro CONTRA a Revisão da Lei da Anistia?

Porque o governo apoiou de forma entusiasmada uma Comissão da Verdade que não vai servir para nada além de enganar vítimas e a população brasileira?

Porque o Brasil desacata decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a Lei da Anistia e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre Belo Monte, mas acata ordens abusivas da FIFA para suspender nossas leis para que a organização lucre? Porque os dois primeiros casos são "quebra de soberania" e o último não é?

Como a gente aceita imposição de discurso sobre Belo Monte lembrando que a Esquerda passou décadas se opondo ao projeto? Porque AGORA ele passou a ser "bonzinho"?

Porque quando se discute sobre Belo Monte os petistas/governistas NUNCA discutem o fato de presidente do Ibama que se opunha a acelerar concessões foi demitido, que o atual presidente disse desejar eliminar os indígenas e que ao menos 30% da energia irá para produzir alumínio e não para o povo, num caso claro de exportação de emprego, pois iremos exportar alumínio para que empregos sejam criados lá fora para transformá-lo?

Porque apoiar a luta dos indígenas, movimento social e ONGs passou a ser coisa de "imperialista", mas ser financiado por empreiteiras, Monsanto e multinacionais não?

Porque os mesmos que acusam tudo e todos de serem imperialistas financiados pela OTAN e USAID que lutam contra Belo Monte e outras obras do governo se calam e fogem quando questionados se o MST e o MAB, que se opõem, também são vendidos?

A Esquerda passou décadas recebendo apoio de Cuba, URSS e de quem estivesse disposto a ajudar, mas hoje ongs e grupos militantes são imperialistas se recebem financiamento de fora? De repente a esquerda criou ódio do que vem de fora? Lembrando ainda que o PCdoB foi financiado pela Coca-Cola e pelo McDonalds.

Porque não há nenhuma pressão sobre o governo pela Reforma Agrária? Aliás, porque o governo ABANDONOU qualquer tipo de idéia relacionada à Reforma Agrária e ninguém cobra?

Porque o Brasil não respeita tratados internacionais que assinou e, ainda assim quer ter voz na ONU? Oras, se não é capaz de respeitar nem um tratado Interamericano, porque iria querer impor suas decisões ao mundo?

Porquea esquerda que sempre lutou pelos direitos dos estudantes e trabalhadores aceita calada e até sorridente (ao menos setores governistas) que a FIFA imponha sua vontade e nos force a suspender leis e direitos para maximizar seus lucros?

Porque TODA crítica feita ao governo é tratada como traição ou é recebida como ofensa sem direito de resposta?

Porque o governo quer cortar ponto de grevistas se, antes, criticava FHC por ir contra greves de funcionários públicos? Me pergunto, qual o sentido de se eleger um ex-sindicalista ou ter a "sorte" de tê-lo como ministro se, no poder, seu discurso vira o dos patrões?

Porque Lula passou oito anos falando em Controle Social da Mídia e Dilma, ao assumir, enterrou o assunto e quando questionamos somos silenciados pela tropa de choque? É mais fácil reclamar do "PIG", este inimigo muitas vezes fabricado do que efetivamente combatê-lo e perder o "inimigo"?

Porque Dilma foi na Europa oferecer "ajuda" aos Europeus ao invés de propor alternativas ao modelo e uma nova via de desenvolvimento? Enfim, porque Dilma ofereceu salvar o capitalismo europeu (o mesmo que faz com suas obras faraônicas em "casa") e não propor um novo modelo?

Porque o PT, antes de ser governo, dizia pra FHC não pagar dívidas que não eram do povo, mas hoje as paga com prazer e ainda quer "ajudar" os europeus a fazerem o mesmo?

Porque o governo pretende privatizar até segurança de presídios, eventos esportivos e shows para agradar às empresas de segurança - cujos funcionários são despreparados e violentos - e ninguém reclama?

Porque o governo fez alianças com Garotinho, Magno Malta e Crivella (dentre outros) para vulnerar os direitos da comunidade LGBT (vide abandono do PLC122 por Marta, que entregou o projeto pros evangélicos escreverem e a fatídica "o governo não fará propaganda de opção sexual" de Dilma para agradar a Bolsonaro e cia na questão do Kit Anti-Homofobia)?

Porque o Kit Anti-Homofobia foi abandonado, mesmo com o MEC dizendo que haveria outro projeto sobre a questão, que até agora não apareceu?

Porque o governo forma uma base ampla (geral e irrestrita), vendendo bandeiras e acertando acordos vergonhosos se, na hora do 'vamos ver" a tal base vota como bem entende? Caso emblemático é o do Código Florestal que o governo DIZ ter sido traído pela base. Oras, se foi traído, como confiar em tal base e ceder tanto para tê-la e, pior, porque mantê-la com tantas benesses apesar das traições?

Porque quem se opõe ao Código Florestal e a Belo Monte é tratado como criminoso comandado por "ongs internacionais"?

Porque o governo garante incentivos fiscais à Indústria sem exigir NENHUMA contrapartida, como garantia de empregos?

Porque mal se ouvem protestos contra os claros retrocessos do Ministério da cultua sob Ana de Hollanda, que privilegia ECAD, Copyright e Indústria Fonográfica ao invés dos interesses da população, o compartilhamento e a cultura popular, dentre outras, através do abandono dos Pontos de Cultura?

Porque não temos - sequer interesse - em impor uma taxa para grandes fortunas, ao invés disso prefere-se falar em CPFM que, quando existia, nunca melhorou nada na saúde?

Porque "corrupção" é um tema intocável? Durante os 8 anos de FHC e tantos outros anos de Sarney, Collor e Itamar, o PT e sua base acusavam diariamente o governo de corrupção, exigindo ação e reações. Então porque hoje, quando a base aliada do PT (que em grande parte é a mesma dos governos anteriores) rouba, somos forçados a nos calar ou aceitar, porque "ao menos o governo faz alguma coisa pelo povo"?

Corrupção deixou de ser crime porque "todo mundo faz" ou porque "antes roubavam mais e roubar menos tá ok"?

Porque o governo diz investir em educação, mas no fim continua insistindo no financiamento de UniEsquinas (via ProUni) sem exigir qualidade alguma?

Porque o governo entregou o PNBL para as teles sem nem se preocupar e desistindo tanto da qualidade quanto da universalização, maximizando de forma nunca antes vista o lucro das teles?

Porque o PT passou dácadas criticando o FMI, exigindo calote e etc e, ao chegar no poder, dilma virou melhor amiga da instituição, cehgando ao ponto até de querer impor o mesmo calvário pelo qual o Brasil passou a outros países?

(18/10) Porque a mídia tem que provar denúncias feitas contra o ministro Orlando Silva (PCdoB), ministro dos esportes, mas ator/militante petista (José de Abreu) não tem que fazer o mesmo quando ataca a mídia?

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E que fique claro que não boto fé em nenhum dos dois lados e AMBOS tem que provar o que dizem.

No mundo atual, só a mídia tem q provar o que diz. Então eu vou dizer que Dilma roubou meus chinelos ontem. Acreditem, não preciso provar! Ainda que, eu sou irrelevante.  Mas tanto o blog que denuncia o Civita quanto o denunciante não são. Isso conta.

Tem gente que precisa não só defender, mas ouvir o próprio Orlando Silva: "Acusar e não provar, acusar alguém sem o devido processo é fazer um tribunal de exceção. Isso tangencia ao fascismo!" (Orlando Silva)

No fim: A veja denunciou? Sim. Veja Mente? Sim. Mas tem que investigar? Sim. Critico quem diz "Ah, é a veja, esquece, Orlando é santo". Não não é. Assim como o Abreu denunciou? Sim. Tem que investigar? Sim. Sem provas qualquer um acusa e não fica mais bonito ou mais feio ser mídia ou não.
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(18/10) Porque governador do PT (Tião Vianna, do Acre) pode atentar contra a Constituição Federal e o Estado Laico, usar funcionária para defender o crime atitude, e até o presidente local do partido apóia e aprova?

(07/12) Porque a militância petista/governista aceita sem reclamar o PLC122 propsoto pela Marta Suplicy que entrega todos os direitos LGBT nas mãos dos Marginais da Fé e que, no fim, não terá efeito NENHUM?

(07/12) Porque a militância petista/governista/"comunista" não fala nada sobre o Código Florestal que os especialistas e ambientalistas condenam e que conta com apoio entusiasmado de Aldo Rebelo e... Katia Abreu?

(07/12) Porque os governistas não perguntam ao seu governo - como muitos ativistas vem fazendo - porque não fazem nada para pôr um fim ao genocídio dos Guarani Kaiowá?

(08/12) Porque o José de Abreu pode defender o PT, mas outros globais não podem ser contra Belo Monte?

(08/12) Porque os governistas aplaudem o fato do Brasil poder dar até 10 bilhões para o FMI quando, no passado, acusavam a instituição de quebrar o país e o mundo? Ou, porque um governo dos "trabalhadores" quer salvar o capitalismo?

(08/12) Porque, continuando a pergunta anterior, os governistas acham normal o governo dar 10 bilhões pro FMI, mas não reclamam dele não ter míseros 4 bilhões para o PNBL?

(08/12) Porque Dilma tenta cassar um procurador federal que é contrário a Belo Monte a a militância petista não fala nada?

(08/12) Porque nenhum blog "progressista" comentou o protesto solitário de uma jovem cientista contra Belo Monte, na cara de Dilma?

(08/12) Porque, num governo de uma ex-presa política, ex-presos foram proibidos de falar no lançamento da Comissão da Verdade, e porque a Anistia não foi revista e não teremos uma Comissão da Verdade séria?

(12/12) Porque governistas não vêem problema na PM ser usada pela Norte Energia pra demitir trabalhadores em greve e ficam em silêncio absoluto?

(13/12) Porque os govenristas fazem total silêncio sobre o ABSURDO de se mudar o calendário de férias escolares para evitar congestionamentos durante a Copa, em 2014, porque o governo é incapaz de completar as obras necessárias até lá?

(13/12) Porque o governo sabe, há anos, que sediará a Copa de 2014, mas até agora várias obras não saíram do papel ou estão absolutamente atrasadas?

(10/01) Porque o genocídio em curso contra os indígenas, culminando com o assassinato de uma criança Awá-Gwajá é ignorado ou tratado com descaso pelo governo e órgãos como a Funai?

(10/01) Porque ainda continuam a dizer que Dilma não se vendeu a Malafaia e cia depois de rifar gays, suspender kit-anti-homofobia ("não farei propaganda de opção sexual") e, agora, aprovar isenção fiscal pra música gospel, ou seja, garantir dinheiro do Estado apra Marginais da Fé?

(31/01)  Porque os governistas/petistas não deram as caras no protesto contra Kassab e Alckmin e suas ações na Cracolândia e Pinheirinho no aniversário de São Paulo?

(02/02) Porque governistas e petistas se revoltam justificadamente contra o Massacre do Pinheirinho (em estado e cidade governada pelo PSDB), mas ficam calados quando o massacre é contra os tupinambás na Bahia (estado do PT), sob o comando da PF (sob comando do governo federal)?

(02/02) Porque os petistas e governistas que gritavam contra as privatizações de FHC ficam calados ou mesmo apoiam a privatização dos aeroportos?

(02/02) Porque alguns petistas/governistas insistem em chamar a privatização dos aeroportos de concessão, achando que isso melhora as coisas quando criticam modelo semelhante adotado na privatização das estradas de São Paulo? PSDB é malvado, PT é bonzinho, mesmo fazendo a mesma coisa?

(02/02) Sendo mais direto, porque governistas/petistas não vêem problema no governo DOAR nossos aeroportos - pagos com NOSSO dinheiro - a empresas privadas? A CUT está protestando, ou fingindo protestar. E o resto?

(02/02) Porque petistas e governistas não vêem problema no Lula aceitar terreno na futura e higienista Nova Luz para constriuir seu memorial? Lula pode tudo?

(02/02) Porque petistas e governistas não reclamam ou sequer comentam sobre o processo contra Bolsonaro que o PT disse que ia abrir, mas não abriu?

(04/04) Onde está a condenação de Dilma os crimes homofóbicos no Brasil? E dos parlamentares petistas? No Chile o presidente DE DIREITA repudiou veementemente assassinato homofóbico e se empenhou PESSOALMENTE pela aprovação de uma lei anti-discriminação. E no Brasil? Dilma e o governo continuarão a não fazer "propaganda de opção sexual"?

(04/04) Porque os governistas ficam calados frente às graves acusações de ONG's que trabalham com a questão do combate à AIDS de que o governo ten reduzido verbas e colocado o trabalho e perigo?

(05/04) Porque osgovernistas não se revoltam contra a iniciativa de coalhar a Amazônia de hidroelétricas que recebe elogios até do Reinaldo Azevedo?

(05/04) Onde está a revolta do PT (e não de meia dúzia de militantes) contra o apoio dado pelo Senador Lindbergh Farias ao homofóbico Malafaia?

(05/04) Onde está a revolta pela declaração de Dilma de que fa´ra mais UHE's na amazônia, acusando seus detratores (basicamente todos os especialistas e doutores relevantes na área, além da militância) de viver em uma "fantasia"? Não faz muito tempo, miliciano dizia que era loucura e propaganda contra de militantes que acusavam Dilma de querer coalhar a Amazônia de UHE's, como se vê hoje...

(05/04) Porque Dilma e Milícia vendiam Belo Monte como a SOLUÇÃO pros problemas energéticos do país, mas como se vê, querem povoar a Amazônia de Usinas?

(05/04) Será que governistas aplaudem os elogios recebidos por Dilma do blog Coturno Noturno?

(07/08) Porque quando o governo do PT privatiza estradas a militãncia não repudia, reclama e grita como quando a privatização é tucana?

(07/08) Porque um governo que se diz dos trabalhadores, cujo partido organizou greves por décadas, mandou cortar o ponto de trabalhadores em greve sem apresentar nenhuma proposta decente?

(07/08) Porque o governo Dilma insiste em dizer que a crise não chegou ao Brasil, mas usa a mesma crise pra "justificar" o lixo de aumento aos professores federais em greve?

(07/08) Porque Dilma tem bilhões pra investir em hidroelétricas, mas diz (com Mercadante) não ter um centavo pra investir em educação?

(07/08) Como o MEC diz que o Proifes representa todos os professores se quase toda a base deles está filiada ao Andes e ao Sinasefe? (via @Elcapeto)

(08/08) Porque Dilma, Ministros e Deputados terão aumentos de 149% em seus salários, enquanto Mercadante diz que não tem dinheiro pros professores?

(12/08) Porque o governo mostra indígenas no encerramento das olimpíadas, mas no Brasil apenas os mata?

São perguntas simples que, espero, algum governista tenha a decência de responder, já que no Twitter se limitam a provocar, desqualificar e soltar absurdos.
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terça-feira, 19 de julho de 2011

A discordância da Homossexualidade

Nos últimos tempos, especialmente desde que o PLC122 voltou a ser discutido e mais ainda depois de Bolsonaro desfilar toda sua homofobia e racismo em horário nobre, a discussão sobre o assunto "Homossexualidade" tem tomado mais tempo, passado por mais blogs e a cada dia vemos mais e mais absurdos.

Chegamos ao ponto em que muitos querem ter o direito (sic) de discordar da homossexualidade. Oras, discordar do que? Das práticas? Que práticas: O de ser um ser humano, que ama, que beija, que transa, que respira, pensa e vive?

Levando em conta que o sexo, o afeto e o amor são partes indissociáveis da vida, como você pode querer definí-las como "práticas" e negar a todo um grupo social o direito ao amor em todas as suas formas?

Homossexualidade - ou homossexualismo - pro homofóbico é algo sujo, impuro, anti-cristão e deve ser escondido. Oras, será coincidência que uma novela nunca teve um beijo gay de verdade? Ou talvez que a Globo considere o beijo gay ou a própria idéia de homossexualidade tão grotesca que se preocupa em esconder das criancinhas?
A Globo cortou cenas de alcoolismo, trote telefônico e um beijo gay entre Homer e Moe, no episódio "Todo o Mundo Morre um Dia" de "Os Simpsons", exibido na manhã da sexta-feira passada.
A sequência teve mais de um minuto e era importante para a conclusão do capítulo. A emissora afirma que não mostrou as imagens do desenho devido à classificação indicativa do horário, que é livre. 
Pois é, o "ato homossexual" do simples beijo é algo a ser censurado, escondido, pelo bem da família e das mentes frágeis infantis... Mas só até a hora da novela, quando vemos muita putaria hétero mesmo ou até a hora dos jornais, com sua violência e sensacionalismo grotesco.

Mas para não serem chamados de homofóbicos - o que diria o Bolsonaro? - resolveram também cortar o famoso trote telefônico e as cenas de alcoolismo, basicamente uma das razões de ser do desenho.

As pobres criancinhas poderiam começar a fazer trotes porque viram nos Simpsons ou iriam beber sem parar pela mesma razão... Engraçado, até onde eu sei passar trotes é algo que 99% das crianças acaba fazendo uma ou outra vez em suas vidas, e sem desenho pra influenciar, e não acredito que cenas de alcoolismo em um desenho sejam tão ou mais nocivas do que as propagandas de cerveja que pipocam na TV com mulheres semi-nuas....

Mas o beijo gay... Esse vai contra a família! Os terríveis defensores da heterofobia (oi?) querem destruir a família!

A família, essa organização abstrata que a mídia vende de acordo com o modelo cristão de pai, mãe e filhos, quase como no sonho americano. Não poderia ser mais distante da realidade.

O que dizer dos religiosos que aproveitam a inexistência de uma lei específica para desfilar toda sua homofobia? Não, meus amigos, pouco importa se supostamente a crença na inferioridade, impureza e etc dos gays está ou não na bíblia.

A bíblia foi usada pra justificar a escravidão de negros, a inferioridade de índios (estes nem alma tinham), foi usada pra justificar inquisição, genocídios mil...  Mas racismo é punido com cadeia, preconceito contra índios ou mesmo a violência contra eles (desde que você não seja um adolescente desocupado de classe média, claro) é punida com a cadeia e nem preciso falar que a Inquisição acabou.

Mas a homofobia persiste.

E não adianta vir falar que é bíblico, logo, deve ser respeitado, ou melhor, deve ser perpetuado. Se os cristãos querem efetivamente seguir sua religião, antes de defender a morte de gays, deveriam seguir:

- nunca mais comer carne de porco (Levítico 11:7-8);
- nunca usar nenhuma roupa que tenha mais de um tipo de tecido em sua fabricação (Levítico 19:19);
- nunca aprender nada de alguma mulher, que deve estar sempre em submissão e silêncio (1 Timóteo 2:11-15);
- não se aproximar ou tocar mulheres menstruadas sob pena de permanecer ‘imundo’ (Levítico 15:19);
- defender pena de morte para adúlteros (Levítico 20:10) e seguidores de outras religiões (Deuteronômio 17:2-7) e também defender escravidão (Levítico 25:44-46);

Simples, não?

Então não me venham com esta baboseira de que a homofobia é bíblica, logo, deve ser tolerada e permitida mesmo que só dentro de templos.

Vivemos em sociedade, logo, o ódio dentro desta sociedade deve ser evitado. Não importa se deus acha bom ou ruim. O Estado é Laico, logo, não existe deus para o Estado. E, se o "crente" ainda quiser continuar, que passe a respeitar LITERALMENTE TODOS os mandamentos bíblicos e TODAS as pequenas regrinhas contidas nela, e não apenas as partes que interessam.

Mas também fala-se em "opção", a homossexualidade seria uma opção, mas me pergunto em que mundo alguém decidiria ser vítima de perseguição, vítima de violência e preconceito. Você nasce gay, você nasce branco, você nasce negro e nasce hétero.

Graças ao preconceito e a toda a mística da sociedade em que vivemos, que apenas enxerga a heterossexualidade como única característica humana, os gays por vezes parecem optar por sua sexualidade, porque são forçados a esconder, a se conformar, a enganar aos outros e a si mesmos sobre sua sexualidade.

Quando saem do armário, se libertam, dão a impressão de que "viraram" gays, de que optaram por uma vida de inferioridade social imposta.

Não é por aí.

Aliás, vale lembrar também da questão da linguagem. Não se diz Homossexualismo, o que remete a doença, mas Homossexualidade. E sim, faz diferença. Me lembro de uma época em que achei besteira quando um amigo gay me chamou a atenção por esta falha e fiz pouco caso. Errei feio. As palavras tem muito poder.

Da mesma forma, já achei que me referir a um grupo apenas no masculino é errado e não custa nada sempre fazer menção a todos e todas, e não só a todos. Parece algo besta, mas no fim altera toda a relação que temos com as pessoas e a forma como lidamos com as diferenças.

Ainda estamos engatinhando. Os crimes homofóbicos se multiplicam, a violência cresce enquanto o debate começa também a crescer. A pressão pela criminalização da pregação do ódio começa a se fazer ouvida.

Ainda há muito a fazer.
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Acompanhem a série de postagens do Global Voices sobre Homofobia, intolerância e preconceito:

Brasil: Homofobia, Religião e Política
Brasil: Panorama LGBT em Debate
Brasil: Internautas Comemoram o Reconhecimento da União Gay
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terça-feira, 17 de maio de 2011

A Direita ataca, é hora de reagir! Racismo, Homofobia e a necessidade de mudanças - Parte 2

Segunda parte da postagem sobre os ataques da extrema direita às minorias e ao Brasil como um todo.

Homofobia

Cabe uma rápida menção ao crescimento dos crimes homofóbicos. O Global Voices iniciou uma série de postagens sobre o tema, que também trata da ligação de políticos aos crimes homofóbicos, chegando até a comemoração pela vitória do movimento LGBT em garantir o direito à União Homoafetiva. Vale a leitura.

Nesse tema entre o Bolsonaro (ideólogo dos extremistas e saudado pelos neonazistas), entra o criminoso Pastor Marco Feliciano , a Bancada Evangélica como um todo...
No início de 2011, diversos casos de ataques a homossexuais foram vistos na Av. Paulista, principal avenida da cidade de São Paulo. Grupos de gays foram atacados com lâmpadas fluorescentes e espancados pelo único crime de serem gays e, em alguns casos, andarem de mãos dadas.
Segundo dados do Governo Federal e de ONGs que trabalham com a causa LGBT, a cada ano os crimes ditos homofóbicos tem vindo a crescer de maneira assustadora. Nos últimos 5 anos, o número de assassinatos motivados pelo ódio a esta minoria teve um crescimento de 113%, com o ano de 2010 vendo a morte de pelo menos 260 gays, travestis e lésbicas.
Em 2009, foram 198 homicídios com motivação homofóbica, segundo o jornalista Renato Rovai, citando a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais.
Sobre o ano de 2010, o Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das maiores organizações em defesa da comunidade LGBT, denuncia:
Dentre os mortos, 140 gays (54%), 110 travestis (42%) e 10 lésbicas (4%). O Brasil confirma sua posição de campeão mundial de assassinatos de homossexuais: nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país, foram registrados 14 assassinatos de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 homicídios.O risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.
Os números da violência homofóbica, porém, possivelmente são maiores do que apontam os dados, pois muitas vítimas de violência mantém o silêncio e jamais informam à polícia sobre o que sofreram.
Reformas e mudança efetiva

O Brasil precisa, na verdade, é de uma mudança efetiva. De mentalidade, de consciência. Não adianta punir um, mas também não adiantaria punir 120 mil (ainda que seja preciso punir). É preciso mover as estruturas. Dar inclusão social a quem precisa (e não apenas incentivar o consumismo), educação a todos (e de qualidade, não essa piada de ensino público atual) com salários dignos para professores.

Para isto é preciso também FORMAR bons professores, ou seja, garantir bolsas com valores decentes para a graduação e a pós-graduação (as bolsas no Brasil de mestrado, por exemplo, são risíveis).

Quantidade não é qualidade. Uniban não é qualidade, 500 mestres e doutores que tiveram de sofrer pra conseguir sobreviver durante o curso, fazendo bicos, sem poder se dedicar como gostariam ao estudo é quantidade, não qualidade. É isto que queremos perpetuar?

Mas educação apenas também não resolve.

É preciso reformar a mídia.

Responsabilizar a mídia e seus donos pelos seus atos, pelas suas palavras, imagens... Sem uma ampla reforma da mídia, sem uma regulação e regulamentação, que além de forçar aos jornais, rádios e TV's a entrarem nos eixos, precisa garantir e promover a mídia alternativa, a mídia livre (jornais, revistas, sites, blogs) e assegurar a pluralidade de idéias e opiniões. É preciso haver um espaço público plural, onde idéias possam ser debatidas e isto é impossível com a mídia hoje.

Aí também entre o PNBL, a garantia de acesso irrestrito e amplo a todos e todas. A criação de um espaço público verdadeiramente plural e livre do controle de corporações ou do Estado (onde se insere a luta contra o Controle da Rede e o AI5Digital).

Juntando educação e regulação da mídia nós podemos COMEÇAR a pensar em uma geração futura mais crítica, pensante. Com INCLUSÃO, que vai além mas também inclui renda, podemos esperar que esta juventude terá chances de mudar alguma coisa. Terá forças para estudar, para trabalhar e para se sentir parte da sociedade, e não apenas massa de manobra.

Precisamos de inclusão, de renda, se trabalho e de educação, e é urgente que tenhamos os MEIOS para tal.

Não nos esqueçamos da Cultura. De promover o acesso à cultura, seja ela digital ou a tradicional. Temos de criar meios de garantir que estudantes possam ter acesso a livros ou xérox sem serem criminalizados, que possamos ter acesso à cultura de forma livre: Músicas, Filmes, Livros e etc, garantindo ao autor sua parte, mas não permitindo que a indústria controle nossas vidas.

Infelizmente, nos oito anos de governo Lula nós tivemos renda, mas não inclusão, tivemos acesso à universidade, mas sem garantia de qualidade, tivemos a ampliação de bolsas, mas com valores irrisórios.

Não tivemos qualquer tentativa real de regulação da mídia. O projeto que poderia vir a ser discutido, de Franklin Martins, foi jogado no lixo por Dilma. O PNBL será entregue às teles, as mesmas que, hoje, nos tratam como lixo, oferecendo um serviço medíocre e mais caro do mundo.

O que falar da cultura? A ministra de Dilma, Ana de Hollanda não conhece e nem quer saber do que se trata a Cultura Digital. A visita de Obama ao Brasil serviu apenas para promover um encontro do ministério da cultura com representantes dos EUA, o que significa nos impor a ACTA. O Ministério da cultura, hoje, promove a indústria, defende o ECAD e se opõe ao livre compartilhamento de conhecimento.

Quanto aos professores, basta dar uma olhada no ridículo piso nacional para a categoria. Nos salários absurdos pagos a eles. Às condições das escolas, ao acesso ao material didático...

Como garantir que algo mude, se as bases para a mudança são negadas ao povo brasileiro? Se mesmo os avanços conquistados (com Lula o MinC era um modelo e exemplo) estão sendo jogados no lixo?

Aliás, impossível esquecer, sem a abertura dos arquivos da Ditadura e a punição dos criminosos que foram ídolos de Bolsonaro e ainda são da corja que o elege, como podemos pensar em um país justo e humano?

Falamos em Direitos Humanos para o Irã, pisoteando na política externa de Celso Amorim e Lula (outro marco), mas sequer temos a decência de respeitar os direitos humanos mais básicos das vítimas da Ditadura e seus familiares, direitos que são negados ha 26 anos!

Hipocrisia pouca é bobagem.

É hora de abrir o olho! Estamos diante do que pode ser o começo da reorganização da direita e da extrema-direita no país. Enquanto o PT caminha para o Centro e flerta com parte da direita (PSD, PP, PR, cia), a esquerda fica perdida, se batendo, sem ação.
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terça-feira, 1 de março de 2011

A blogosfera reage aos retrocessos, ou o que esperar do governo Dilma?

Passado o primeiro mês do governo de Dilma, o saldo que fica, para mim, é negativo. Negativo em relação a Lula que, ele próprio, já foi muito inferior ao que desejava a militância e os movimentos sociais. Estamos diante de retrocessos do que, em geral, já não foi bom - mas apenas o que deu para fazer, como dizem muitos.

Reconhecer conquistas não é apagar os retrocessos, e Dilma, infelizmente, praticamente não tem grandes conquistas, mas coleciona significativos retrocessos.

A partir de amanhã posto uma pequena série comentando diversos pontos negativos - retrocessos em relação à Lula ou mesmo em geral - do governo até agora mas, desde já, caberia analisar um aspecto que a blogosfera vem comentando bastante e que, até certo ponto, me surpreendeu.

Ao ler diversas análises do Rodrigo Vianna, Maurício Caleiro, Maria Frô, Azenha, Leandro Fortes e até mesmo do Eduardo Guimarães, governistas até a medula, me surpreendeu a amargura de alguns com acontecimentos recentes e também o temor de maiores retrocessos. Em geral o que vi foram críticas muito bem colocadas e temor.

Principal alvo das críticas - ou talvez o estopim - foi a presença da Dilma na festa de 90 anos da Folha, que descrevi como "Uma linda festa que reuniu saudosos da Ditadura, criminosos higienistas, produtores de jornalixo e... o PT.". Muitos blogueiros se revoltaram com a presença da presidenta Dilma (que, aliás, chamou a si de presidentE (tudo para agradar ao Otavinho) e o Eduardo Guimarães bem lembrou:
A única coisa que o artigo deixou de fora foi o fato eloqüente de que a edição de dez anos antes de uma comemoração que aquele jornal promove a cada dez anos – e que ocorreu em 2001, por conta de seus 80 anos – não contou com a presença do presidente da República de então, Fernando Henrique Cardoso, ou do governador Geraldo Alckmin, que recém-substituía o ex-governador Mario Covas, que faleceria um mês depois, em março daquele ano.
Vale lembrar também que Lula jamais apareceu em nenhuma festa da Veja ou mesmo da Folha.

O engraçado foram alguns tentando justificar, que a presença de Dilma na Folha teria sido uma lição, um golpe duro na mídia... Mas ninguém comenta sobre os elogios rasgados feitos pela Folha neste semana? Qual foi o acordo? A presença de Dilma na Folha em troca de um abrandamento da oposição? Ou há algo mais, envolvendo a Ley de Medios, que a cada dia se torna mais e mais uma ilusão?

É de assustar a ingenuidade e a cegueira de alguns, incapazes de notar qualquer problema com o governo.

Mas Dilma não se contentou em apenas ir na Folha, ela também vai, agora, ao programa de Ana Maria Brega Braga, uma das musas do movimento Cansei. Lá, ela falará até mesmo com a Marina, candidata neopentecostal representante do atraso.

O que me assusta não é o retrocesso, ou retrocessos - eu já esperava por eles  -, mas o fanatismo de parte da militância que é simplesmente incapaz de conviver com críticas.

A Frô foi por dias duramente atacada por reclamar da visita da Dilma à Folha. O Caleiro ganhou comentário e post do censurador André Lux (que logo depois postou em seu blog o texto do Rodrigo Vianna com críticas semelhantes às feitas pelo Caleiro, no mínimo queria aparecer e fazer média com grande blogueiro).

Mas qual é a raiz desta intolerância? Durante o governo Lula, qualquer tipo de crítica era vista como traição. Alianças com gente da estirpe de Sarney e companhia causaram desconforto e revolta em diversos setores, revolta esta completa com a entrega de diversas bandeiras históricas do partido. O racha do PSOL foi um momento singular e que até agora tem sérios reflexos entre a militância que se manteve no PT.

Esta idéia de "traição", a de que os Psolistas teriam traído o PT, permeia uma parte imensa da militância até hoje.

O Mensalão acirrou ainda mais os ânimos, especialmente com as tentativas torpes do governo e do PT negarem sua óbvia existência. Tudo isto culminou com a eleição de Dilma, escolhida sem qualquer consulta séria às bases, de maneira personalista e antidemocrática para continuar (em teoria) o projeto de Lula que, como explicou Rudá Ricci, estava longe de ser democrático ou de se importar com discussões internas relevantes.

Durante às eleições o PSOL se impôs com uma alternativa, mas não de disputa pelo poder, mas na disputa do discurso. Plínio e o PSOL não tinham a intenção de vencer a eleição presidencial, seria até ridícula a idéia, o que queriam era promover um debate, impor bandeiras e, até, tentar fazer a militância petista entender o que estava errado.

Sim, existe uma coisa chamada "governabilidade", mas é difícil saber até que ponto você pode vender bandeiras por apoio. E também quem aceitar na aliança.

A eleição, enfim, foi um momento de debates, mas também de imenso sectarismo e radicalismo. Finda a eleição era de se esperar que, após tanto debate, as coisas se assentassem e fosse possível manter debates mais construtivos, com menos pressão - sem eleições. Mas era engano. Até mesmo governistas, petistas históricos e afins, ao criticar certas características de um governo que representa um retrocesso assustador mesmo frente a Lula, acabaram apanhando feio nas últimas semanas.

Todo o fanatismo e radicalismo criados pelo personalismo e quase deificação de Lula acabaram por criar uma aura intocável em torno de Dilma que, como sua sucessora, tem status de filha de deus.

Enfim, o problema é grande. Muitos petistas, quando atacados com fatos, desconversam, citam coisas sem nenhuma relação ou simplesmente atacam. Se você pergunta pelas alianças, se elas não estariam fazendo o governo retroceder e abandonar bandeiras, logo te perguntam como o PSOL governaria. Mas não respondem a pergunta.

Sarney, Collor, PMDB, Kassab e até a Katia Abreu. Tudo se chama governabilidade. Votos. Só isso importa.

Se você questiona o PNBL não-estatal que vem sendo proposto, logo te cortam dizendo que o governo fez mais avanços que qualquer outro na história. Mas também não respondem nada.

Se você questiona a possibilidade de uma Ley de Medios séria mesmo com a amizade de Dilma com o chamado PIG, logo dizem que ela está usando uma estratégia maravilhosa e está dando lição na mídia.

Questionar é ser alvo. Não importa de que lado você esteja. Ou você é de direita ou "Psolista", o que, para a turba raivosa, dá no mesmo.

Enquanto isto a pressão necessária sobre o governo não existe, ele fica blindado de críticas - e agora elogiado até pela mídia!
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 4

PNDH-3 e Confecom


Inegavelmente foi o Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e a Conferência de Comunicação (Confecom) os grandes responsáveis por estourar o dique de contenção do governo.

Diversos analistas já atentaram para o fato de que as propostas contidas na carta de direitos humanos do governo acabaram por exaltar os ânimos dos evangélicos e católicos tradicionalistas – mesmo que, em termos de conteúdo, não tenha grandes divergências ao segundo Programa, aprovado por FHC.

Assim como a Confecom decretou de vez a guerra entre governo e mídia, por propor, enfim, a democratização das comunicações através da participação da sociedade.

Mas, não podemos nos esquecer, nenhum destas ataques seria possível sem o conjunto de fatores descritos ao longo do artigo que contribuíram para fragilizar a posição do PT, de Lula e de sua sucessora.

Conclusão

Sem um processo profundo de conscientização e de formação de uma opinião crítica nas camadas populares e na nova classe média, o governo se viu refém de sua própria cria e foi vítima de ataques perpetrados por muitos que se beneficiaram ao longo de seus 8 anos de governo.

Aqueles mesmos que ascenderam à classe média, tiveram acesso à banda larga e puderam mudar de vida são, hoje, parte dos que atacam impiedosamente o governo e caem nos spams, hoax e e-mails falsos que circulam pela rede, que caem no papo de pastores e padres mal intencionados que misturam política com religião.

Já a “antiga” classe média se viu fortalecida em sua vontade de barrar as transformações sociais, com medo de perder sua exclusividade e de se verem tomados de assalto por quem eles consideram indignos de frequentar os mesmos ambientes – imagine só uma empregada doméstica fazer faculdade! -, se aliaram à grande mídia, apavorada não só com os ideais de democratização impulsionados pelo governo e pelo que restou dos movimentos sociais, mas também temerosa do poder e importância que a internet e os blogs vem tendo na contra-informação.

Enfim, o governo Lula e a possibilidade de um governo Dilma foram vítimas não só de uma mídia golpista, mas também de seus próprios erros em não aprofundar as transformações sociais e também pela apatia das forças e movimentos transformadores do país.

O governo Lula, inegavelmente, iniciou um processo de profundas transformações no país, o que resta saber é a profundidade e a (a)temporalidade de tais mudanças.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 3

Democratização da Mídia


Fator outro, preponderante para a crise a que chegamos, é a falta completa de um processo profundo de democratização da mídia. Por mais que a Confecom tenha sido um bom ensaio, pouco de efetivo foi feito pelo fortalecimento da imprensa alternativa e mesmo em prol da blogosfera.

A grande mídia permanece um grupo fechado de meia dúzia de famílias que se acham no direito de ditar a toda a sociedade a forma pela qual se deve agir e pensar. A propaganda estatal, institucional, permanece ainda, em geral, longe do alcance da maior parte dos veículos menores e alternativos.

Ponto positivo deste conflito foi a organização autônoma de grupos de blogueiros e empresários de mídia alternativa em torno da ALTERCOM (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação) e do Centro de Estudos Barão de Itararé, ambos fundados em 2010, com o objetivo de criar estratégias integradas de ação não só contra a grande mídia, mas também em busca de financiamento e intercâmbio de ideias.

A ideia é simples: Se o governo não democratiza, iremos nós, blogueiros e empresários de mídia alternativa, buscar novas ideias e pressionar de forma unificada por soluções aos problemas da comunicação no país.

Acesso a banda larga

Curiosamente, o crescimento do acesso à rede por parte das camadas mais pobres da sociedade – e mesmo pela nascente classe média -, acaba por se mostrar um fator de desestabilização, pois pouco acostumada a usar as ferramentas disponíveis, se tornam vítimas da boataria que se espalha.

A falta de uma estrutura que agregue a mera inclusão digital (técnica) com capacitação e pensamento crítico contribuem para este abismo que se criou.

Projetos como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) promovem inclusão, mas não crítica. Não traz, necessariamente, o discurso político à dsicussão.

Apoio a Oligarquias e PMDB

O enfraquecimento dos Movimentos Sociais facilitou, dentre outras, a aproximação do PT com o PMDB, e não apenas com os setores progressistas do partido, mas também com as oligarquias regionais, como é o caso do apoio dado pelo PT e por Lula/Dilma à candidatura de Roseana Sarney, cuja família vem há décadas desmontando e loteando o estado do Maranhão.

Em Minas Gerais o PT se viu refém de Hélio Costa, grande responsável pelos lucros exorbitantes das empresas de telecomunicação e quem mais lutou contra o processo de democratização das comunicações, enfim, o fogo-amigo dentro do governo Lula.
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