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terça-feira, 24 de março de 2015

La sociedad brasileña necesita apoyo internacional y que conozcan lo que pasa en nuestro país

Escribo este post por razón de la participación de João Pedro Stédile (MST) junto a otras personalidades internacionales de izquierda en el pedido por la libertad de Arnaldo Otegi y por los presos políticos vascos. Y lo hago en castellano con la esperanza de que los amigos y las amigas de izquierda de Euskal Herria, Catalunya y Estado Español puedar no solo entender lo que escribo, pero también entender mejor  la situación política de Brasil y las luchas de izquierda contra el gobierno Dilma (PT).

El MST aún es un grupo muy importante fuera de Brasil (y en Brasil, por supuesto) a pesar de las tentativas de su lider, Stédile (que firma la carta contra la dispersión y por Arnaldo Otegi), de mobilizar el grupo solo para y dentro de los intereses del partido en el poder en Brasil, el PT de Dilma, que recusa hacer la reforma agrária, que pone una genocida de indígenas y defensora de la esclavitud de campesinos en el ministério de agricultura (Katia Abreu) que ataca con violencia a la gente que protesta en las calles, que pone el ejército en favelas para controlar y matar a los negros y pobres, que vulnera los derechos humanos, que privatiza, que... Bueno, que es un gobierno de derechas, neoliberal en muchos aspectos.

Me acuerdo que hace un rato Emir Sader, que muchos de nosotros llamamos de Poodle del PT (término creado por los del MTST - http://is.gd/bd24HJ), estuvo en Iruñea para una actividad de Iratzar Fundazioa invitado por Floren Aoiz Monreal para presentar su libro en que, y no es un chiste, dice que los gobiernos Lula y Dilma son "post-neoliberales". Es para reírse.

Emir Sader representa lo que existe de peor en el PT, defiende de manera radical políticas de derecha y contra el pueblo y mismo sale vez o otra con frases (o tuíts) racistas (http://is.gd/fWEhhg), sexistas (http://is.gd/Vo0gCa) y cargadas de perjuicio conta los movimientos sociales y la izquierda (http://is.gd/4JGdSk, http://is.gd/6lt6Ds o http://is.gd/aqkKZh).

Pero, desafortunadamente, aún merece el respeto de sectores internacionales de izquierda, pero este "respeto" debe ser denunciado, es necesario que la izquierda del mundo sea solidaria a las luchas de los pueblos indigenas brasileños contra las imposiciones del gobierno (y el genocidio promocionado por este gobierno) que este señor Sader defiende, o con las luchas de las mujeres que no tienen sus derechos respetados y quetinen sus derechos intercambiados por favores de la "Bancada Evangélica" o fundamentalista o con los negros que son muertos todos los dias en las favelas bajo órdenes o con el permiso o mismo la inmovilidad del gobierno que este señor defiende.

En fin, las izquierdas del mundo y en particular la izquierda de Euskal Herria necesita conocer un poco más de la realidad brasileña y de la izquierda que, en las calles, favelas y campo, es victima del gobierno del PT.

Una cosa es reconocer los cambios impulsados por Lula en su primer gobierno, otra es mantener la farsa de que este es un gobierno (aún) de izquierdas.

Doy la bienvenida, sin duda, al documento firmado por las personalidades por la libertad de Otegi e por los presos políticos vascos, pero, utilizando este evento como fondo, es importante que las izquierdas del mundo miren com más atención a Brasil y entiendan mejor nuestra situación y toda la violencia y represión contra nosotros y nosotras.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Opressão, repressão, violência, medo: É o que significa "Espanha" no País Basco [Atualização]

[Atualização ao final da postagem]
Estava caminhando calmamente com minha esposa até o mercado no fim da tarde de ontem (8 de janeiro) quando nos deparamos, na praça logo no fim de nossa rua, a Plaza Encarnacion, em Atxuri, com uma quantidade significativa de pessoas paradas (e revoltadas) olhando para uma cena ridícula, mas extremamente comum em Bilbao e em todo o País Basco:

Coisa de meia dúzia de carros da Guarda Civil Espanhola, uns 10 guardas civis em volta de um cordão de isolamento que fechava o acesso entre a Plaza Encarnacion e a Bosque Bidea e em volta disso carros da Ertzaintza e da polícia municipal.

O objetivo era prender um dos 8 advogados ligados à EPPK, o coletivo de presos políticos bascos que não faz uma semana deu passos concretos para a paz no País Basco. Mas a Espanha não quer paz, os franquistas do PP não querem paz.

Em outras partes de Bilbao, como na Calle Elcano, houve agressões por parte da Guarda Civil e Ertzaintza contra quem se manifestava contra as prisões arbitrárias.

Demos a volta no cordão para ver o que se passava do outro lado - naquele momento ainda não sabíamos do que se tratava o cordão de isolamento e a presença dos espanhóis -, e estávamos justo na Bosque Bidea, perto da estação de trens de Atxuri quando um homem descia a ladeira em nossa direção em seu carro e, passando devagar, disse algo em voz alta em direção a uns 3 guarda-civis que estavam parados com fuzil na mão e cara de poucos amigos.

Disse algo como "vão pra casa", em clara referência ao fato de serem espanhóis à serviço do PP invadindo o País Basco, prendendo seus cidadãos e violando seus direitos.

Imediatamente dois deles foram rápido em direção ao carro, que tinha parado no sinal logo à frente, na Calle Atxuri, e começaram a discutir. Comecei a gravar a ação com o celular, ao que o terceiro guarda-civil me mandou parar.

Acostumado com o morde e assopra da PM brasileira, que sempre nos manda parar de gravar e depois nos esquece quando não o fazemos, disse que era jornalista, me afastei e continuei a gravar.

A cena era ridícula, dois guardas fortemente armados, um empoleirado na janela do carro e outro na frente bloqueando a passagem, fazendo ameaças (não era possível ouvir, senão ver a atitude deles), e o homem no carro tentando avançar e desviar dos guardas ameaçadores.

Um deles então enfiou a mão pela janela tentando agarrar o homem que felizmente conseguiu acelerar e fugir.

Raivosos, vieram em minha direção e tentaram tomar meu celular, gritando que eu não podia gravar e que seria preso. Informei ser jornalista e brasileiro (apenas o segundo fato me livrou da cana certa), e democraticamente me forçaram a apagar o vídeo e me ficharam.

Um adendo, devo agradecer aos sindicatos de jornalistas brasileiros e seu corporativismo estúpido, mais interessados em garantir feudos com o diploma do que proteger jornalistas efetivamente. Meu vídeo poderia ter sido salvo caso eu portasse alguma identificação, coisa que os sindicatos brasileiros me negam - e a todos que não tem o diploma, mas arriscam mais o pescoço que toda a direção sindical burocrática.

Fui, então, puto da vida, fazer minhas compras e me informei que a ação era parte de algo maior, da prisão de oito advogados nacionalistas por toda a cidade. Fizemos compras, voltamos pra casa e o cerco continuava.

Depois de um tempo decidi pegar minha câmera e ir até a Plaza Encarnacion, logo no momento em que uma prisão era efetuada, enquanto pessoas gritavam palavras de ordem e de apoio ao advogado que estava sendo preso e crescia o efetivo repressor no entorno mas, felizmente, não agrediram ninguém.
Como escrevi para o Opera Mundi esta semana:
Após uma manifestação em Durango, na região de Bizkaia, no meio da semana, 63 ex-presos da ETA, e membros do EPPK, em liberdade (uma parcela de presos políticos foi recentemente libertada após a derrogação da Doutrina Parot, mas 527 ainda permanecem presos na Espanha e França) tornaram público um documento no qual reconhecem os "danos multilaterais" do Conflito Basco, abrindo caminho para o reconhecimento que não apenas o Estado, mas também a luta armada causaram danos e sofrimento.
E foram além, afirmando que, baseados em decisão coletiva, iriam buscar saídas individuais para a redução de suas penas e para que possam ser transferidos para cadeias mais próximas do País Basco. Em outras palavras, a declaração do EPPK dá luz verde para que os presos possam aceitar benefícios penitenciários de forma individual, algo que até o momento era considerado ato de traição e passível de expulsão do coletivo.
Esta declaração foi vista por muitos analistas como a aceitação por parte do coletivo de presos políticos do sistema penal espanhol e uma forma de pressionar o governo, hoje nas mãos do Partido Popular, de ideologia próxima ao Franquismo, a dialogar.
A ação espanhola se insere no contexto do interminável conflito basco, interminável por parte da Espanha, obviamente, que se recusa a dialogar e reconhecer os passos dados pela Esquerda Nacionalista e pela ETA.

Qual seria o sentido de prender 8 advogados de presos políticos ligados ao EPPK menos de uma semana depois deste coletivo ter declarado que aceitará o sistema legal espanhol e que se submeterá a ele? A resposta é simples: A guerra contra os bascos garante mais votos ao PP que a paz. E também ao PSOE, que fique claro.

Enfim, a violência policial e judiciária espanhola é conhecida e reconhecida. Dei sorte, mas o que eu sofri não é nada comparado à violência diária a que são submetidos os bascos. É fácil compreender o ódio que muitos sentem não só da Guarda Civil, que age como um exército colonial de ocupação, mas contra a Espanha, que controla esse exército.

Fosse eu basco, estaria preso. Acusação? Gravar um vídeo. Poderia, como centenas de bascos ao longo dos anos, ter sido torturado e/ou "desaparecido", como Jon Anza e outros. O destino dos bascos está inteiramente nas mãos da Espanha e, dessa forma, passos adiante da esquerda nacionalista no caminho da paz e da autodeterminação são tratados como ofensa, como crime.

Imaginem só como é viver assim. A lei não existe para a Guarda Civil, ela faz a lei e é a lei.

Atividades políticas, exceto as dos fascistas PP e PSOE, são criminalizadas, condenadas e qualquer cidadão basco pode ser preso, torturado, "desaparecido" e morto apenas por protestar contra sua situação e a situação do seu povo.

Mais fotos da prisão em Atxuri: http://www.flickr.com/photos/48788736@N03/sets/72157639561866494/

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Atualização:

Ontem ocorreu uma pequena manifestação no centro de Bilbao contra as prisões arbitrárias dos advogados do EPPK, gravei um vídeo e tirei algumas fotos.
 
A "justiça" espanhola, via um juiz que é ex-conselheiro do fascista PP, Eloy Velasco, PROIBIU a manifestação de amanhã em Bilbao convocada pelo coletivo Tantaz Tanta (Gota em gota).

No entanto, as esperadas mais de 50 mil pessoas devem comparecer à manifestação de qualquer forma, permita ou não a Espanha.

O mesmo juiz fascista do PP passou por cima da imunidade de um senador nacionalista basco e mandou a polícia invadir seu escritório. O senador do EH Bildu, Goioaga, é também advogado de presos políticos. Seu escritório goza de imunidade.

Pro PP não importa.

Sinto que o protesto de amanhã será um dos maiores da historia do País Basco. O PP só contribui para que cresça o ódio contra a Espanha.
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Tantaz tanta, itsasoa gara: Gota a gota, somos mar - Direitos humanos, resolução, paz


No próximo dia 11 de Janeiro, as ruas de Bilbau vão acolher a maior mobilização cidadã da história recente do País Basco. Nesse dia, dezenas de milhares de pessoas vão sair à rua para pedir a repatriação dos presos e das presas políticas bascas.

Há 25 anos, os governos espanhol e francês decidiram encerrá-los em prisões muito distantes do País Basco para os isolar do seu contexto social e castigar as suas famílias com viagens longuíssimas. Hoje em dia, há 527 presos e presas dispersos por 73 prisões de Espanha e França, e cada família deve fazer uma média de 1500 quilómetros para visitas de 40 minutos. Ao longo destes anos, 16 familiares morreram em acidentes de tráfego quando se deslocavam para ver os seus entes queridos, e centenas ficaram feridos.

As instituições bascas  pediram em repetidas ocasiões o fim da dispersão e as sondagens indicam que mais de 75% da população partilha essa exigência. Nos últimos anos, houve manifestações massivas e milhares de acções de protesto mas tanto Madrid como Paris desprezam a sociedade basca e continuam a cercear os direitos humanos das pessoas presas e dos seus familiares.

A ETA decretou um cessar-fogo definitivo em Novembro de 2011 e os estados optaram por boicotar o processo de paz. A situação nas prisões é cada vez pior. Inclusivamente, o Governo espanhol recusava libertar os que já tinham cumprido a sua pena, o que motivou a intervenção do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que ordenou recentemente a libertação de mais de 60 presos e presas que estavam encarcerados há 20, 25 e até 30 anos.

Hoje em dia, continuam a manter na prisão pessoas de idade avançada, com doenças graves, em situações de isolamento e maltrato. Entre elas há militantes da ETA, também jornalistas, membros de sindicatos, organizações políticas e juvenis, activistas pelos direitos dos presos… O líder independentista Arnaldo Otegi e outros dirigentes estão há mais de quatro anos na prisão por promover o processo que conduziu ao cessar-fogo definitivo e unilateral por parte da ETA.

A sociedade basca quer soluções, deixar para trás o sofrimento e que a paz se estabeleça definitivamente. Contudo, os estados espanhol e francês optaram por utilizar a política penitenciária como obstáculo, para manter o conflito no patamar anterior e incidir no cerceamento dos direitos humanos.

Perante esta situação, a cidadania está a adoptar compromissos massivos a favor do processo de paz, mas a resposta do Governo espanhol foi uma vez mais violenta: em Setembro de 2013, ilegalizou o movimento civil Herrira, promotor dos últimos protestos pelos direitos dos presos e deteve 18 dos seus membros.
Neste contexto, a mobilização de 11 de Janeiro de 2014 prevê-se histórica, a maior das últimas décadas. O formato vai ser uma novidade, já que cada participante chegará a Bilbau com uma gota, e, entre todos e todas, construiremos um mar gigantesco como símbolo da determinação e da força de uma sociedade que quer terminar com o conflito. Para isso, consideramos imprescindível reconhecer e compensar todas as vítimas e propiciar o regresso a casa de todas as pessoas presas e exiladas.

Pedimos aos governos espanhol e francês que dêem uma oportunidade à paz no País Basco e à comunidade internacional que nos ajude a impulsionar o processo de resolução do conflito. Somos um pequeno povo que quer deixar de sofrer. E necessitamos do vosso apoio e solidariedade.

Dêem uma oportunidade à paz no País Basco
Direitos humanos, resolução, paz.
PRESOS E PRESAS BASCAS PARA O PAÍS BASCO.

Twitter em português: @Tantaztanta_PT


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sábado, 2 de março de 2013

Liberdade e Asilo Político ao preso político basco Joseba Gotzon!

Joseba Gotzon Vizan Gonzalez nasceu em 7 de maio de 1959 no País Basco.

Desde muito jovem começou a se envolver em diferentes movimentos sociais e políticos. Participou na criação de Herri Batasuna (coalizão de forças políticas bascas a favor da independência e o socialismo), onde trabalharia no departamento de comunicação e propaganda. Foi detido em duas ocasiões e posto em liberdade sem nenhuma acusação contra ele.

Contudo, durante os dias de sua segunda detenção foi vítima de maus tratos e torturas. Foi asfixiado com um saco na cabeça, golpeado sem parar nos testículos e inclusive sofreu uma simulação de execução (simularam dar-lhe um tiro). A Policia trata de detê-lo em 1991 e diante do risco de voltar a ser torturado Joseba decide fugir.

A acusação contra Joseba, pela qual agora foi detido, baseia-se nas declarações realizadas sob tortura por dois amigos seus que permaneceram incomunicáveis numa delegacia durante cinco dias. Estas duas pessoas negaram diante do juiz da Audiência Nacional espanhola sua declaração policial e afirmaram tê-la realizado sob ameaças e torturas. Joseba está há 22 anos longe de seus familiares e amigos e 16 morando no Brasil.

É casado, tem uma filha de 10 anos e há 12 trabalha como professor. Tem muitos e grandes amigos e amigas neste país. Amigos e amigas que estão mostrando sua solidariedade e apoio nestes momentos difíceis (declarações de alunos, companheiros de trabalho, professores e pais do colégio de sua filha, vizinhos, etc.)

No dia 18 de janeiro de 2013 Joseba Gotzon Vizan foi detido na cidade brasileira do Rio de Janeiro pela Polícia Federal do Brasil a pedido da polícia espanhola. Esta detenção tem que ser situada dentro do contexto político que vive Euskal Herria, o País Basco.

No País Basco há um conflito político, o último na União Europeia com estas características, que enfrenta o povo basco com os estados espanhol e francês. A raiz deste conflito está na negação do País Basco como um povo com o direito de decidir seu futuro livremente.

As trágicas consequências disto são conhecidas por todos: mortes, tortura, exílio, detenções políticas, ilegalidade de atividade política, repressão generalizada, etc. Todas estas violações de direitos foram reiteradamente denunciadas por diversos organismos internacionais como as Nações Unidas, ONGs de direitos humanos (Amnistía Internacional, Human Right Watch etc.), Associações Internacionais de Juristas e outras instituições internacionais.

Nos últimos tempos, abriu-se um novo cenário político no País Basco, foram dados importantes passos para o avanço em direção à resolução definitiva e justa do conflito.

Em outubro de 2011, importantes líderes internacionais como: Kofi Annan, Bertie Ahern, Gro Harlem Brundtland, Pierre Joxe, Gerry Adams e Jonathan Powell se reuniram em San Sebastián junto a representantes da maioria do leque político e social basco na Conferência Internacional de Aiete. Fruto da Conferência dos líderes Internacionais publicaram a denominada Declaração de Aiete, que define um plano de rota válida para a resolução do conflito basco. Poucos dias depois ETA, a organização armada basca, respondeu de maneira positiva e declarou o cessar definitivo de sua atividade armada. A pesar destes passos de esperança não podemos falar ainda de um verdadeiro cenário de paz.

Os estados espanhol e francês, com sua atitude estão tratando de paralisar, boicotar e sabotar a oportunidade criada. É neste contexto que se deve entender a detenção de Joseba, assim como outras detenções de militantes bascos que estão ocorrendo nos últimos tempos. Não é tempo de detenções, é tempo de soluções. Essa é a demanda de nosso povo. Por isso, pedimos a libertação imediata de Joseba e que lhe seja concedido o asilo político no Brasil. Joseba tem o direito a continuar desenvolvendo uma vida normal no Brasil junto a sua mulher e sua filha.

Sendo extraditado ao Estado espanhol corre o risco de ser torturado.

Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2013.

asilopoliticojosebavizan@gmail.com

AMIGOS E APOIADORES DA CAMPANHA INTERNACIONAL PELA LIBERTAÇÃO E ASILO POLITICO PARA JOSEBA GOTZON VIZAN GONZALEZ

BLOG OFICIAL PELA LIBERTAÇÃO JÁ DE JOSEBA GOTZON VIZAN GONZÁLEZ

Carta em apoio a Joseba Gotzon

O etarra preso e a questão Battisti por Mauro Santayana

Impulsan campañas de firmas para evitar la extradición del refugiado vasco Joseba Vizan

"O TERROR E O TERROR" por Mauro Santayna publicado no jornal Hoje Em Dia de 20/01/13.

Interessante matéria d'O Globo sobre o desenrolar do caso junto ao governo

PETIÇÕES:
http://www.avaaz.org/po/petition/CONTRA_A_EXTRADICAO_DE_JOSEBA_GOTZON_VIZAN_
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2013N34912
http://www.change.org/petitions/presidenta-do-brasil-dilma-rousseff-libertação-e-asilo-politico-para-joseba-gotzon-visán-gonzález?utm_campaign=friend_inviter_chat&utm_medium=facebook&utm_source=share_petition&utm_term=permissions_dialog_true
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dissertação: Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade

É com muito prazer e algum orgulho que compartilho com vocês minha dissertação de mestrado " Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade" defendida no dia 26 de junho de 2012 na Faculdade Cásper Líbero depois de 2 longos anos de pesquisa com financiamento FAPESP.

Além dos agradecimentos de praxe contidos no trabalho, não posso deixar de agradecer a todxs xs bascxs e não-bascxs entrevistados durante a pesquisa e também blogueirxs citadxs pela inestimável ajuda intencional/voluntária ou não-intencional.

O trabalho é dedicado ao amigo Paul Rios, coordenador da ONG Lokarri. E não posso deixar de agradecer ao meu orientador, José Eugênio, por todo o esforço e ajuda.

Eis o resumo do trabalho (que  também pode ser baixado direto do site da Cásper Líbero):

Autor: Raphael Muniz Garcia de Souza [Raphael Tsavkko Garcia]
Tipo de produção: Produção científica
Classificação: Dissertação/Tese
Data: 26/06/2012
Resumo: Através de um processo exploratório e descritivo, uma profunda análise da bibliografia coletada e entrevistas/relatos coletados, além da análise pormenorizada de postagens em blogs selecionados, busca-se analisar o comportamento na internet de membros da chamada comunidade basca, em especial daqueles que se declaram nacionalistas bascos – análise do processo de criação/re-criação de mitos, vínculos formados -, e, ainda, compreender o processo que se percorre até a tomada de consciência sobre o sentimento nacional em um ambiente virtual, em comunidades virtuais, tendo como base a noção de Comunidades Imaginadas propostas por Anderson, a ideia do plebiscito diário e da vontade de ser parte de um grupo, como explicitado por Renan, e a teoria das mídias descrita por Pross. Como se dão os processos políticos e comunicativos pelos quais há apropriação das redes telemáticas por parte do grupo ou comunidade basca? Como emerge o sentimento nacional (de nação) diretamente das interações via internet através da colaboração/interação e vínculos criados através do relacionamento online? Compreende-se a internet como um locus onde compartilhamos e nos re-significamos e que propicia aos indivíduos uma re-territorialização, um sentimento de pertencimento em meio à globalização e consequente fragmentação identitária típica da pósmodernidade dentro dos fenômenos da cibercultura. Busca-se compreender as razões pelas quais o movimento nacionalista Basco se ramificou até a apropriação das redes telemáticas, passando por todo um complicado processo de construção nacional, além de ligar a formação de vínculos comunicacionais à ideia de sentimento nacional e de nação, tendo a imprensa como impulsionador inicial de identidade(s) nacional(is) e a internet como novo foco de formação de vínculos através de comunidades virtuais.
Palavra Chave: Nacionalismo Basco. Identidade. Cibercultura. Comunidade Imaginada. Ecologia da Comunicação. Internet.
Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Convite: Defesa de Mestrado dia 26/06

Minhas queridas e queridos (e nem tão queridxs assim),

Dia 26, terça feira que vem,  na Cásper Líbero, acontecerá minha defesa de mestrado. Depois de dois longos anos de pesquisa, de dores de cabeça, de alegrias e tristezas, de uma fantástica pesquisa de campo e de muitos dias insones, finalmente a terminei.

"Nacionalismo basco e redes telemáticas: nação, vinculação e identidade" é o tema e abaixo segue o resumo:

Através de um processo exploratório e descritivo, uma profunda análise da bibliografia coletada e entrevistas/relatos coletados, além da análise pormenorizada de postagens em blogs selecionados, busca-se analisar o comportamento na internet de membros da chamada comunidade basca, em especial daqueles que se declaram nacionalistas bascos – análise do processo de criação/re-criação de mitos, vínculos formados -, e, ainda, compreender o processo que se percorre até a tomada de consciência sobre o sentimento nacional em um ambiente virtual, em comunidades virtuais, tendo como base a noção de Comunidades Imaginadas propostas por Anderson, a ideia do plebiscito diário e da vontade de ser parte de um grupo, como explicitado por Renan, e a teoria das mídias descrita por Pross. Como se dão os processos políticos e comunicativos pelos quais há apropriação das redes telemáticas por parte do grupo ou comunidade basca? Como emerge o sentimento nacional (de nação) diretamente das interações via internet através da colaboração/interação e vínculos criados através do relacionamento online? Compreende-se a internet como um locus onde compartilhamos e nos re-significamos e que propicia aos indivíduos uma re-territorialização, um sentimento de pertencimento em meio à globalização e consequente fragmentação identitária típica da pós-modernidade dentro dos fenômenos da cibercultura. Busca-se compreender as razões pelas quais o movimento nacionalista Basco se ramificou até a apropriação das redes telemáticas, passando por todo um complicado processo de construção nacional, além de ligar a formação de vínculos comunicacionais à ideia de sentimento nacional e de nação, tendo a imprensa como impulsionador inicial de identidade(s) nacional(is) e a internet como novo foco de formação de vínculos através de comunidades virtuais.

Palavras-chave:
Nacionalismo Basco. Identidade. Cibercultura. Comunidade Imaginada. Ecologia da Comunicação. Internet.

Quem estiver interessado(a) em aparecer, basta falar comigo que digo o horário, o andar e tudo mais!=)

Só não o divulgo aqui, aberto, porque não posso esquecer que ainda sou ameaçado por neonazistas desde minha cobertura do protesto pró-Bolsonaro que fizeram e, claro, não posso descartar petistas raivosos!=)
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sábado, 28 de abril de 2012

1937-2012 - Nunca esqueceremos de Gernika

Nos 75 anos do bombardeio criminoso da cidade basca de Gernika, só consigo me lembrar da minha visita ao Gernikako Bakearen Museoa (Museu da Paz de Gernika) ano passado.

Em uma pequena sala, reproduzindo uma típica casa basca dos anos 30, ouvimos uma senhora falar sobre seu dia através do sistema de som. Na nossa frente, um espelho, atrás, a reprodução fiel da casa. Acolhedora, simples, típica.

A senhora conta sobre seu dia, sua vida, seu medo pelos dias de guerra, seu temor pela vida de seus filhos, amigos e vizinhos e à medida que conversa conosco, ouvimos sirenes alertando para a aproximação de aviões. Um ataque aéreo é iminente.

Poucos segundos depois ouvimos as bombas, os gritos, o desespero. A sala fica escura, com flashes de luz enquanto os gritos de desespero ecoam. Momentos depois - impossível precisar, aprecia quase uma hora, mas provavelmente forma apenas alguns segundos - enquanto compartilhamos da agonia e desespero sentidos pelos bascos de Gernika naquele dia, ha 75 anos, as luzes começam a voltar, e no espelho na nossa frente, dupla-face, vemos os escombros deixados pelo bombardeio.

O artigo completo pode ser lido na minha coluna "Defenderei a casa de meu pai", no Diário Liberdade.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ETA: 50 anos depois, a caminho do fim

Chega ao fim, depois de 50 anos de luta, o grupo armado ETA (Euskadi Ta Askatasuna ou Pátria Basca e Liberdade), talvez um dos grupos mais controversos, ao mesmo tempo amado e odiado, que lutaram incansavelmente pela autodeterminação de seus povos.

No dia 20 de outubro, o grupo declarou o fim definitivo de suas atividades, já em pausa ou em situação de espera desde setembro de 2010, e conformidade com a Declaração de Aiete, assinada por 6 personalidades internacionais apenas 3 dias antes.

Paz, entendimento e até mesmo perdão. 

Este foi o tom da Conferência Internacional organizada por Paul Rios, coordenador da Lokarri, ONG sediada em Bilbao, no País Basco, no dia 17 de julho que teve lugar na cidade de Donostia-San Sebastian e contou com a presença do ex-Secretário Geral da ONU Kofi Annan, o presidente do Sinn Féin Gerry Adams, os ex-primeiro-ministros da Irlanda e Noruega Bertie Ahern e Gro Harlem Bruntland, Pierre Joxe, ex-ministro do interior francês e Jonathan Powll, ex-chefe de gabinete de Tony Blair, que não pôde comparecer.

Juntas, estas 6 personalidades buscam cooperar no fim do chamado conflito basco que há pelo menos 50 anos opõe o grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade) e o governo espanhol (e, ainda, o governo francês). Lutando pela independência de 3 regiões no norte da Espanha e 4 no sul da França, a ETA é responsável por 50 anos de violência que levou à morte de pelo menos 800 pessoas, a maioria militares e políticos ligados ao Franquismo e à direita do espectro político.


O governo espanhol, por sua vez, é responsável por incontáveis casos de assassinatos, tortura, censura, "desaparecimentos" e mesmo ilegalizações de partidos políticos nacionalistas que remontam pelo menos o início da ditadura de Francisco Franco, nos anos 30, até seu derradeiro fim em 1975 e períodos de maior ou menor repressão armada contra o povo basco, em especial até meados dos anos 80.

Em trégua há 2 anos, e agora em trégua definitiva, a ETA busca coordenar seus esforços com o grosso da chamada Esquerda Abertzale (nacionalista), tanto a porção ilegalizada que formava o partido Batasuna (Unidade), quanto aquela ainda legal, hoje reunida nas coalizões Bildu (Reunir) e Amaiur (nome de um castelo em Navarra), para buscar uma solução pacífica para um conflito que parece interminável.

Durante as tréguas anteriores da organização o cessar-fogo foi quebrado com atentados a bomba que buscavam denunciar a falta de comprometimento e mesmo vontade de negociar por parte do governo espanhol (principal ator político antagonista do grupo, enquanto a França permanece como um "problema menor") que, no entanto permanece a mesma.

Sob um governo ilegítimo local, nas mãos do socialista Patxi Lopéz, eleito apenas devido à ilegalização das principais formações nacionalistas de esquerda de então, e ao maciço voto nulo e abstenções em protesto, e um governo fraco (PSOE) e eternamente pressionado pela oposição de extrema direita franquista (PP), o conflito basco permanece como o último grande conflito europeu.

Bruxelas e Gernika

Após diversos acordos firmados entre diversos grupos ligados à Esquerda Nacionalista, em especial o recente Acordo de Gernika (setembro de 2010), assinado por 28 forças políticas e sociais do País Basco espanhol e fracês e que, em resumo, pedia à ETA a declaração de um cessar-fogo permanente, unilaterla e verificável. O acordo foi apoiado (em setembro de 2011) não só pela ampla maioria das formações, grupos e coletivos do entorno da ETA, como pelo EPPK (Euskal Preso Politiko Kolektiboa, ou Coletivo de Presos Políticos Bascos) o coletivo mais próximo do grupo e que fala em nome de todos os seus presos.

Este apoio do EPPK foi o passo definitivo para que a Conferência fosse organizada, na esteira de um longo processo de negociação e discussão no seio da Esquerda Abertzale, com o apoio do chamado Grupo de Contato, capitaneado pelo mediador sulafricano Brian Currin, com larga experiência em resoluções de conflitos.

Este Grupo de Contato foi formado no início de 2010, e foi o resultado mais visível do Acordo de Bruxelas (março de 2010), impulsionado por personalidades ganhadoras do Nobel como Nelson Mandela, Desmond Tutu, Mary Robinson, dentre outros que, alem de propor uma mediação internacional, levou àdiscussão os chamados Princípios Mitchell e à uma verificação internacional de um possível desarmamento do grupo armado.


O "fim" da ETA

O fim da ETA, porém, não se dará rapidamente. O grupo não se auto-extinguiu, como alguns analistas chegaram a pensar inicialmente, e tampouco o grupo concordou em entregar suas armas. A ETA declarou, na verdade, o fim de seus ataques (2009), um cessar fogo (2010, Acordo de Bruxelas), uma trégua permanente (janeiro de 2011, começando a aceitar o Acordo de Gernika, que será definitivamente aceito pelo seu coletivo de presos em setembro) e o fim definitivo de suas atividades armadas (outubro de 2011, Acordo de Aiete), o que significa que permanece existindo enquanto grupo, mas apenas abre mão de qualquer tipo de ação armada, passando de grupo "terrorista" ou guerrilheiro a um grupo com ação apenas social ou mesmo ideológica.

Outros passos ainda precisam ser dados, como o aceite por parte dos governos espanhol e francês de um processo negociado para a resolução do conflito e para que a ETA possa não só efetivar o fim de suas atividades armadas, como também entregue suas armas e haja um processo de reconciliação e reinserção.

A declaração da ETA foi recebida com felicidade e comemorações por todo o País Basco e não foi, para muitos, uma surpresa, mas tão somente o resultado de anos de um amplo processo de negociação e discussão no seio da Esquerda Nacionalista (Abertzale) que, por fim, deu resultado. A surpresa, talvez, tenha sido a rápida resposta da ETA à Declaração de Aiete, visto que o grupo levou meses para apoiar acordos anteriores, como Bruxelas e Gernika.

Por parte das mais diversas forças políticas e sociais bascas, a certeza de que o caminho está aberto e de que a cidadania basca foi ouvida e respeitada e de que há agora um espaço para se caminhar para o fim do conflito. O mesmo entusiasmo pôde ser verificado entre formações nacionalistas da Catalunha e da Galiza, mesmo entre os conservadores. Do lado espanhol, alguma resistência, mas o incontestável tom de esperança nos pronunciamentos dos principais líderes do governista PSOE (Socialista) e do opositor PP (conservador) cujo núcleo mais à direita, no entanto, manifestou descrença.

Os passos da ETA vem sendo coreografados. Acordo após acordo o grupo caminha paa seu incontestávle e derradeiro fim, mas, ao contrário das tentativas diversas por parte das principais forças políticas espanholas, sai por cima, como grupo que escolheu o momento de desaparecer, escutando unicamente a voz e a vontade da cidadania basca.

O caminho está aberto, a ETA deu diversos passos, resta agora o governo espanhol e o governo francês seguirem juntos.

Publicado originalmente no Opera Mundi

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domingo, 17 de julho de 2011

Solidão e Nação

Trigésia-sétima coluna para o portal anticapitalista Diário Liberdade, "Defenderei a casa do meu pai".


País Basco: Solidão e Nação

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Alguns de meus leitores devem saber que no começo de junho fui fazer uma visita ao País Basco. Fui coletar material para começar a escrever minha dissertação de mestrado, que trata também de nacionalismo basco e especialmente de questões identitárias. Fui esperando comprovar algumas teorias e aprender, e não imaginei que aprenderia tanto.

Por esta razão a coluna ficou suspensa por tanto tempo. Hoje a retomo, pretendendo torná-la quinzenal.

De início, me deparei com a cidade mais bela que já tinha visto, Bilbao. Primeira impressão talvez contaminada pela minha paixão pela cidade, algo que nunca consegui explicar, um sentimento que me persegue desde o fim da infância.

Caminhar por todo o centro, por Deusto, por toda a Ría que corta a cidade. Tomar uma Estrella Galicia ao lado do Guggenheim com a maravilhosa vista da Universidade de Deusto e caminhar pelas pequenas ruas do Casco Viejo, parando em cada bar para comer um pintxo e saborear um txacoli.
Um povo simpático, sempre tentando ajudar um turista perdido e perdendo alguns minutos para conversar sobre sua terra, sempre com um prazer imenso na voz e a clara satisfação de apresentar uma cidade que adoram.

Fui a Donostia, uma bela cidade, Bermeo, acolhedora e Gernika, uma emoção indescritível: Uma pequena cidade marcada pela guerra que se reergueu e hoje serve de lição para o mundo.
Fui ao País Basco e aprendi muito.

Conheci pessoalmente o professor Pedro Oiarzabal que, espero, venha a ser meu orientador de doutorado futuramente. Trocamos muitas idéias, conversamos sobre projetos...

Devo agradecer - e muito - ao meu amigo Paul Rios, da organização Lokarri, com quem passei um dia inteiro, com quem fiz uma proveitosa viagem a Donostia de carro e com quem pude (e a convite dele) participar de um ato político do Bildu, o partido nacionalista basco por qual eu nutro imensa simpatia.

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Artigo COMPLETO no Diário Liberdade.

"Nire aitaren etxea
defendituko dut"
...
"Defenderei
a casa de meu pai"

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bildu 313,231 x Espanha 0 e o protesto dos "indignados"

Trigésima-sexta coluna para o portal anticapitalista Diário Liberdade, "Defenderei a casa do meu pai".

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Este é o número de votos que a coalizão nacionalista Bildu conseguiu nas eleições de 22 de maio, perfazendo mais de 22% do eleitorado e se tornando de forma incontestável a segunda força política no país basco e não muito atrás da primeira força, o PNV.

Mesmo assim, Bildu conseguiu o maior numero de eleitos em todo o país basco, chegando ao ponto de ficar em primeiro na eleição da região de Guipuzkoa e em sua capital, Donostia (San Sebastian).

Um feito e tanto para o grupo político que vinha sofrendo constantes processos de ilegalização desde 2003, com o banimento do Batasuna.

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Os Indignados

O sistema político-eleitora espanhol não privilegia os dois principais partidos apenas na contagem dos votos, mas também beneficia o PPSOE com a abstenção e o voto em branco. Os "indignados", ao não votar ou protestar desperdiçando o voto apenas contribuíram para a grande vitória "Popular", ou seja, Franquista.

Não digo que os indignados "fizeram o jogo da direita", isto seria um absurdo, mas a falta de uma plataforma coerente e da busca por opções contra a ascensão do PP contribuíram para a apatia geral em torno do pleito. De fato o PP pouco evoluiu em termos de votos, mas o PSOE teve uma retração gigantesca.

Não diria jamais que os protestos não tenham seu valor, mas unicamente acampar e reclamar da realidade, especialmente durante as eleições, não resolve ou resolverá absolutamente nada. Fingindo que política eleitoral não tem relação alguma com suas vidas apenas contribui para a vitória da pior opção. Como sempre digo, o mais triste para quem diz não gostar de política é que este é governado por quem gosta, ou ao menos por quem entende dela e se vale da apatia para crescer.

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Artigo COMPLETO no Diário Liberdade.

"Nire aitaren etxea
defendituko dut"
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"Defenderei
a casa de meu pai"
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nacionalismo e Emancipação Nacional: O caso das nações oprimidas do Estado Espanhol

O texto a seguir nasce de um debate* entre Lucas Morais (@Luckaz), Antônio Luiz Costa (@ALuizCosta) e Raphael Tsavkko (@Tsavkko) sobre os movimentos nacionalistas Basco, Galego e Catalão e sua relação com o Estado espanhol. Durante o debate, várias questões surgiram, como a relevância da luta pela emancipação nacional, a força dos movimentos nacionalistas, sua vitalidade e mesmo sua validade nos dias atuais. Questões que pretendemos – não exaustivamente – responder a seguir, buscando contextualizar a luta pela emancipação nacional enquanto ato de resistência dos trabalhadores além de mero reflexo dos interesses da burguesia.

Sobre a história dos nacionalismo catalão, basco e galego

I

Bascos, catalães e galegos possuem longa história de independência. Ainda no século XVII, a Catalunha experimentou sua primeira e breve experiência republicana, repetida novamente em fins do século XIX e novamente nos anos 30 do século XX. Ainda hoje é lembrado o Dia da Catalunha (Diada Nacional de Catalunya) com protestos pela nação,  rememorando o 11 de setembro de 1714, ou a conquista final do país pelo Reino de Castela, e a cada ano renova-se a esperança pelo dia em que a Catalunha será novamente independente. Os Bascos, por sua vez, vieram a ser finalmente conquistados apenas no fim do século XIX, antes disto passaram séculos sob o regime de Foros, ou seja, possuíam total liberdade interna, entregando apenas a sua defesa externa ao Reino de Castela. Euskal Herria (País Basco) é uma nação independente desde os primeiros registros escritos sobre seu povo e sua língua milenar. Não foram conquistados pelos romanos ou por qualquer outra nação ou império que passou pela região. Resistiram a todas as investidas e, ainda hoje, mantém a luta por sua independência. Já os galegos formaram um poderoso reino durante a idade média, o Reino Suevo de Gallaecia, o primeiro reino independente de toda Europa, estabelecido como tal no ano 410, e do qual fazia parte o condado portucalense, que no século XII originou o Reino de Portugal e fez do galego sua língua nacional, sob o nome de português. Daí parte unidade linguística da faixa ocidental da Península Ibérica (Galiza e Portugal) e a longa luta do povo galego, que durante séculos alternou períodos de soberania com outros de submetimento a Castela, até o descabeçamento total da sua classe dirigente, o que explica a falta de um projeto nacionalista burguês na Galiza atual.

O Reino da Galiza subsistiu até 1833 e, mesmo dominados pelo então Reino de Castela, o povo galego manteve sempre vivas sua língua e cultura. O movimento nacionalista galego parte assim do século XIX, tendo um caráter eminentemente progressista e republicano.

Os demais “nacionalismos periféricos” e a “espanholização” forçada

II

Há outras regiões da Península Ibérica que já foram nações ou são reivindicadas como sendo parte das nações referidas, como Valência e Ilhas Baleares. Ambos faziam parte do que historicamente se chama Países Catalães, que são territórios de língua catalã. Entretanto, os níveis de espanholização imposto a estes povos são diversos. É óbvio que a Catalunha é o território com maior consciência nacional e, em função disto, maior independentismo. Entretanto, nas Ilhas Baleares há menos consciência nacional que na Catalunha, e menos ainda em Valência. Neste último, os espanhóis conseguiram sobretudo introduzir um sentimento localista anticatalão, ao ponto da burguesia de Valência defender que lá se fala uma língua diferente chamada “valenciano”. Aqui, sim, ocorre a estratégia do “divide et impera”, isto é, dividir os povos para imperar sobre eles. Do mesmo modo o Estado espanhol afirma que o galego não tem nada a ver com o português, quando hoje sabemos que a nossa língua, o português, nasceu realmente na antiga Gallaecia. Aragão e Astúrias historicamente foram nações, com línguas próprias que lutam para sobreviver, assim como Leão, cujo idioma sobrevive às duras pelas em um território dividido com Castela, logo, sem qualquer status especial ou possibilidade de ensino em escolas ou crescimento. Hoje, as línguas astur-leonesa e aragonesa estão em processo de desaparição, com poucos milhares de falantes e movimentos nacionalistas muito fracos. Isto se deve pela absorção realizada pelo Reino de Castela (base do projeto nacional espanhol), que, desde muito cedo, impôs a espanholização a estes povos.

Os tipos de nacionalismo e o desejo de liberdade

III

Não há somente um tipo de nacionalismo. Há nacionalismos expansionistas e nacionalismos defensivos. É claro que desde o Brasil ou Portugal é difícil compreender os conflitos de nacionalidades, dado que nestes países referidos não se vive tais conflitos e não há problemas no uso da própria língua, o que pode levar a crer que é sem sentido a defesa de direitos linguísticos na Catalunha, Galiza e País Basco por exemplo. Somente vivendo esta condição humilhante há a possibilidade de compreender as determinações sociais que fundam a resistência, isto é, ao sentir-se impotente perante as imposições do Estado espanhol, ao não poder escolarizar os filhos na língua própria, como ocorre na Galiza por exemplo, ou como quando o franquismo baniu e criminalizou as línguas basca, catalã e galega. O fim do franquismo deixou um legado nefasto em que o basco passou a ser falado por meros 40% da população, ainda que um forte movimento popular o fez ressurgir, alcançando hoje perto de 70% da população. Mas é pouco. Bascos, catalães e galegos querem ter o direito a ensinar seus filhos sem pedir permissão para o Estado espanhol para tal. Bascos, catalães e galegos querem ter o direito a votarem e serem eleitos, sem precisar pedir permissão a tribunais espanhóis. É comum confundir “nacionalismo” como uma manifestação de uma direita xenófoba e racista sem, porém, compreender as notáveis diferenças entre o nacionalismo movido pelo ódio ao outro e o nacionalismo que busca apenas garantir a (sobre)vivência cultural, econômica e a autodeterminação de um povo.

Imperialismo versus nacionalismo

IV

Naturalmente, há um fundo de verdade nas informações que Antonio Luiz coloca em debate, que o imperialismo sempre tenta se aproveitar de contradições nacionais em benefício próprio, o que é verdade. Entretanto, isto não anula a existência dos direitos de emancipação nacional. Durante décadas a esquerda de todo o mundo doou seu apoio e demonstrou solidariedade (quando não pegou em armas) para garantir os direitos das nações e povos oprimidos em seu direito à autodeterminação e a superação de seu status de colônia. A luta de bascos, catalães e galegos nada mais é que a continuidade das lutas por emancipação nacional e pela descolonização. Também é verdade que, por vezes, é a burguesia quem dirige ou tem dirigido esses processos independentistas, mas, novamente, isto não anula a existência de um povo sujeito de direitos.

O nacionalismo galego enquanto resposta dos trabalhadores

V

No caso galego, a burguesia renuncia à nacionalidade galega e conforma-se com os lucros que lhe correspondem por fazer parte do mercado espanhol, e, neste caso, é a esquerda somente que defende a liberdade nacional do povo da Galiza. Ora, não é por “separatismo” que se luta pela independência galega, e sim pela aspiração à liberdade e independência frente o Estado espanhol, para que, então, a Galiza possa se por em verdadeiro pé de igualdade na Península Ibérica, em relações baseadas na igualdade, e não na imposição, e, claro, no respeito às identidades nacionais. Esta soberania não tem como aspiração a exploração do homem pelo homem, nem expandir-se como os impérios históricos, mas sim um movimento defensivo antitético ao nacionalismo expansionista e imperialista do Estado espanhol. É interessante notar que o nacionalismo galego é mais fraco ou menos presente nas instituições que o basco e catalão, precisamente porque a burguesia renuncia maioritariamente à nacionalidade galega, o que não acontece nos casos basco e catalão, que também têm fortes partidos burgueses nacionalistas. Além disso, a repressão franquista foi especialmente brutal com a Galiza, que caiu logo sob o domínio dos fascistas e viu como toda uma geração de seus melhores filhos morriam assassinados ou tinham que fugir para salvar a vida. Só nos anos da guerra (1936-1939) estima-se que o número de vítimas mortais do fascismo espanhol na Galiza pode ser de 40 mil em apenas 3 anos (a ditadura militar argentina, estima-se que tenha matado mais de 30 mil), numa população inferior aos 2 milhões e meio na altura. Portanto, o nacionalismo galego tem seu caráter popular e de esquerda, com forte implantação sindical no movimento operário, e sua vontade de integração no espaço internacional lusófono, enquanto berço histórico da língua portuguesa.

A força relativa dos nacionalismos no Estado Espanhol

VI

Os critérios restritos aplicados à esquerda catalã e basca, baseado no sucesso eleitoral, não refletem a realidade destas nações. Ora, sabe-se qual a porcentagem da esquerda anticapitalista em Espanha? Afinal, ali quase inexiste expressões revolucionárias da esquerda. O Partido Comunista Espanhol, como tal, não tem sequer um deputado no parlamento espanhol nestes momentos. Proporcionalmente, o pensamento político de esquerda revolucionária tem maior porcentagem na Catalunha, enquanto Galiza e Euskal Herria (País Basco) se mantém acima da média em relação ao restante do Estado espanhol. Some-se a isto que os movimentos sociais são mais fortes nestas três nações que em qualquer outro território espanhol. As nações oprimidas, portanto, possuem mais esquerda socialista proporcionalmente que a média das demais regiões do Estado espanhol, o que é um dado muito importante. É claro que contabilizar isto somente com os resultados eleitorais é uma simplificação semelhante a considerar que a democracia consiste em emitir o voto a cada 4 anos, ou seja, trata-se aqui de um conceito e critério burgueses. Tanto na Catalunha quanto no País Basco, as opções nacionalistas são maioria em termos de voto e representantes, na Galiza são a terceira força. Dentre as esquerdas, o reformista Bloco Nacionalista Galego é a terceira força na Galiza, Bildu é a segunda força basca, praticamente empatado com o Partido Nacionalista Vasco, nacionalista de centro-direita (este partido possui duas correntes principais, uma independentista, outra autonomista, sendo que esta última está na direção do partido de seis anos para cá), e na Catalunha a esquerda nacionalista, mesmo fragmentada, se apresenta com força.


Um mundo melhor ou apenas melhores condições de luta?

VII

Não se trata de o mundo estar melhor ou pior com a independência da Catalunha, Galiza e País Basco, mas sim destes povos terem o direito à sua autodeterminação e serem reconhecidos e respeitados como nações. A luta anticapitalista, isto é, a luta internacionalista pela emancipação humana que almeja uma ordem social de igualdade substantiva, sem a dominação dos trabalhadores pelos capitalistas e seus Estados, por uma sociedade de produtores livremente associados, não anula a luta independentista dos povos oprimidos e vice-versa. Na verdade, muito pelo contrário, tais lutas se entrecruzam em um nacionalismo defensivo, anti-imperialista, socialista e baseada na fraternidade entre os povos, ou seja, internacionalista. O exemplo da Revolução Cubana é didático neste sentido, um povo que foi colonizado primeiramente por espanhóis e posteriormente pelos imperialistas estadunidenses, hoje pode levantar alto a bandeira de Cuba e afirmar sua nacionalidade ao mesmo tempo em que pratica o internacionalismo solidário na América Latina e na África.


Nacionalismos legítimos e ilegítimos

VIII

Equívoco costumeiro entre aqueles que não buscam entender as questões identitárias e históricas por detrás do nacionalismo catalão é a de comparar o independentismo catalão com o separatismo da Padânia. A Catalunha possui todos os atributos de uma nação histórica, já foi independente, tem idioma e literatura próprios. A nação catalã inclusive já travou guerras pela independência. Já a Padânia, trata-se de invento recente, de vinte anos para cá, da burguesia rica do norte da Itália que simplesmente quer separar-se da Itália sulista pobre, sem qualquer base popular. Portanto, não há nação Padânia (ou Padana), assim como não há nação no sul brasileiro, apesar da tradição sulista. Podemos falar em nação Vêneta (esta costumeiramente solidária ao nacionalismo basco e catalão), em nação Lígure, em nação Franco Provençal (Vale d’Aosta) e etc, mas não em Nação Padânia (ou Padana), que não possui nenhuma característica identitária além de uma ligação ideológica entre burguesias próximas à extrema-direita xenófoba. A Catalunha constitui-se como república soberana ainda nos anos trinta do século XX, reconhecida nos primeiros atos do breve governo republicano espanhol, com um movimento nacionalista-independentista sempre vinculado tanto à esquerda e aos movimentos populares, quanto à direita, mas nunca ao fascismo, ao contrário das reivindicações de privilégios da burguesia na Padânia ou em Santa Cruz, na Bolívia. O nacionalismo catalão moderno se centra nas figuras de Lluis Companys e Francesc Macià, expoentes da Esquerra Republicana de Catalunya. E, vale lembrar, os catalães colocaram-se historicamente ao lado dos republicanos durante a Guerra Civil, e contra Francisco Franco durante todo seu governo, seja à direita ou à esquerda.


PxC e o falso nacionalismo catalão

IX

Primeiramente cabe esclarecer que a Plataforma de Catalunha é um partido político da extrema direita, neofranquista e pró-Estado espanhol, cujo líder, Josep Anglada, foi dirigente de uma organização fascista muito conhecida, a Fuerza Nueva, que nos primeiros anos da democracia espanhola teve deputados ligados ao nacionalismo católico ultraespanholista e que teve representação parlamentar na transição. Logo, não faz sentido colocar esse exemplo como sendo representante do independentismo catalão, pois, de fato, a Plataforma de Catalunha é anti-independentista.


Seletividade? Ou a opressão gera resistência

X

Ora, o mais curioso é quando Antonio Luiz diz que apoia apenas a emancipação nacional dos palestinos e saarauis (Saara Ocidental), enquanto no mundo há centenas de povos oprimidos. E os curdos? E os cabílios? E os mapuches, sistematicamente esmagados por Pinochet e ainda hoje vítimas de intensa perseguição e brutal repressão? Ou os povos do Cáucaso? Não é necessário ser revolucionário para apoiar a emancipação de tais povos, mas, no mínimo, estar de acordo com os princípios democráticos. Desde Marx até Lênin, e a grande maioria de teóricos socialistas do século XX, reconhecem o direito de autodeterminação, assim como as principais correntes da esquerda o fizeram. Inclusive, Fidel, no início dos anos 90, fez um apelo ao Estado espanhol para reconhecer os direitos de bascos, catalães e galegos. Na Europa, os únicos setores de “esquerda” a negarem este reconhecimento são o chauvinismo estalinista e os reformistas socialdemocratas, dado que estes frequentemente estavam atrelados aos projetos estatais imperantes, assim como o Partido Comunista Francês atuou contra os independentistas argelinos, defendendo sua burguesia nacional, e até hoje se recusa a poiar a luta dos corsos ou reconhecer os direitos linguísticos de Provençais, Bascos e Bretões; e o Partido Comunista Espanhol, que, apesar de incluir em seu programa o direito de autodeterminação dos bascos, catalães e galegos, na prática não apoia, mas este nem sequer ousa negar isto em teoria.

*Texto feito em conjunto com Lucas Morais

Algumas referências:
SAINZ, José Luis de La Granja. El Nacionalismo Vasco: Um siglo de historia. Ed. Tecnos
KURLANSKY, Mark. The Basque History of the world. Penguin Books
SEIXAS, Xosé M. Núñez. Movimientos nacionalistas en Europa. Siglo XX. Ed. Sintesis
_____________________. Los nacionalismos en la España contemporánea (siglos XIX y XX) Barcelona: Hipòtesi
PÉREZ-AGOTE, Alfonso. The social Roots of Basque Nationalism. University of Nevada Press
GUIBERNAU, Montserrat. Nacionalismos: O Estado nacional e o nacionalismo no século XX. Jorge Zahar Editor
VELASCO SOUTO, Carlos F. 1936: Represión e alzamento militar en Galiza. Ed. A Nosa Terra

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reações ante a ilegalização de Bildu / Reacciones a la ilegalización de Bildu

Algumas reações coletadas no Twitter logo após a decisão do Tribunal Supremo decidir, por 9 votos contra 6 (e um parcial), pela ilegalização da coalizão nacionalista basca Bildu.

Algunas reacciones recogidas en Twitter poco después de la decisión del Tribunal Supremo de Justicia decidir, por 9 votos contra 6 (y uno parcial), declarar ilegal la coalición nacionalista vasca Bildu.

Desde franco repúdio, passando por comparações com o Franquismo até mensagens de apoio e força a todos. 


Desde franco rechazo, pasando por comparaciones con el franquismo hasta mensajes de apoyo y fuerza para todos.

Gora Bildu! Força a todos e todas de Bildu, a tod@s @s basc@s valentes que não deixarão de lutar por uma Euskadi livre e socialista!

Gora Bildu! Fuerza a todos y todas de Bildu, a tod@s l@s Vasc@s valientes que no dejarán de luchar por una Euskadi libre y socialista! 



É hora de uma união de forças Abertzales, que Hamaikabat, Aralar e PNV (e NaBai em Nafarroa), assim como Zutik e até o Ezker Batua-Berdeak retirar suas candidaturas e não aceitar participar desta armadilha chamada "democracia espanhola".


Es hora de uma unión de fuerzas nacionalistas, que Hamaikabat, Aralar y PNV (y NaBai en Nafarroa), asi como Zutik y hasta Ezker Batua-Berdeak retiren sus candidaturas y no accepten participar de esta trampa llamada "democrácia española".


Jo Ta Ke Independentzia!



































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