Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A revolta síria pode não ser o que parece?
Curioso notar, de início, que o termo “ditador”, usado hoje para designar Assad, começou a ser usado amplamente apenas após o ex-presidente George W Bush incluir a Síria no chamado “Eixo do Mal”. Mesmo assim, a mídia brasileira, em alguns momentos, costumava chamá-lo de “presidente”, mesmo tratamento dado até os derradeiros dias de Hosni Mubarak, no Egito, e outros.
É preciso ter em mente, porém, que Assad não é santo, mas tampouco o lunático sedento de sangue mostrado pela mídia e por seus detratores. A guerra de propaganda está em seu auge.
A Síria é uma região de importância estratégica significativa, não por suas riquezas, poucas em comparação com muitos de seus vizinhos, mas pelas suas fronteiras com regiões de interesse direto dos EUA e, especialmente, por serem grandes financiadores de grupos antagonistas de Israel e dos interesses dos EUA na região, como o Hamas e o Hezbollah.
O governo, assim como Assad, está nas mãos na minoria alauíta, um grupo muçulmano de ritos pouco conhecidos e extremamente fechado, enquanto a maior parte da população é composta por sunitas, mas tem ainda dentro de suas fronteiras consideráveis minorias cristãs, Drusas e Curdas, o que torna a Síria uma espécie de Líbano - ainda - sob controle, mas potencialmente explosivo.
E é do Líbano que muitos "agitadores", como os chamam o governo sírio, vem para ajudar os rebeldes em cidades como Homs, um dos epicentros das revoltas.
Está claro que o início do processo possivelmente revolucionário teve início na cidade de Daara, no sul do país, e é reflexo da insatisfação que a maioria sunita expressa contra um governo que os marginaliza - ou mantém sob controle, dependendo do ponto de vista.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Cidadãos do mundo CONTRA Belo Monte - Citizens of the World Against Belo Monte
Vídeos foram enviados da Argentina, Canadá, EUA, Oriente Médio, Austrália, Macedônia, França, dentre outros, com cidadãos pedindo para o governo brasileiro parar com a obra. As mensagens chegaram até mesmo dos movimentos Occupy Detroit e Occupy DC e do músico libanês Bassem Deaibess, dentre outros.
Este é um pequeno presente de natal à Dilma, de todo o mundo e com total sinceridade.
-----
Um vídeo-petição contra a construção da Usina de Belo Monte no coração da Floresta Amazônica, no Brasil.
Por favor, criem o máximo de consciência sobre esta causa que puderem! Escrevam para sua embaixada brasileira local e expressem seu descontentamento contra este projeto.
Fiquem ao lado do povo do Xingu,
Somos todos ligados!
Não à Belo Monte!
Dirigido por: Nadine Mazloum
A global video petition against the building of the Belo Monte Dam in the heart of the Amazon rain forest,Brazil. Please create as much awareness on this cause as you can! Write to your local Brazilian embassies and express your discontent against this project.
Stand with the Xingu people.
We are all related!
No to Belo Monte Dam!
Directed by: Nadine Mazloum
domingo, 7 de junho de 2009
Eleições no Líbano
O Hizbollah pode conseguir formar uma maioria, com o apoio crucial dos cristãos de Michel Aoun e há o temor de um isolamento do país, imposto pelos EUA baseado na piada de considerar o Hizbollah um grupo terrorista.
Do Diário do Oriente Médio:
O QUE ESTá EM JOGO
128 cadeiras no Parlamento. Os cristãos tem direito a 50%, sendo que os maronitas ficam com 34 cadeiras, os ortodoxos com 14 e o restante é dividido entre melquitas (grego-católicos), armênios (ortodoxos e católicos), protestantes e outras denominações cristãs. A metade muçulmana é dividida entre sunitas (27), xiitas (27), druzos (8) e alauítas (2)
Apenas para ficar mais claro, segue a lista abaixo com o número de cadeiras de cada grupo sectário
1. Cristãos
a) Maronitas – 34
b) Ortodoxos – 14
c) Armênios – 6
d) Restante – 102. Muçulmanos
a) Sunitas – 27
b) Xiitas – 27
c) Druzos – 8
d) Alauítas – 2O premiê será escolhido pela coalizão vencedora e será obrigatoriamente sunita e o presidente do Parlamento, xiita. O presidente libanês sempre é cristão maronita. Os libaneses também repartem o Ministério de acordo com a religião. No Líbano, não há Senado.
Ateus podem votar e pedir que retirem a religião de seu registro. Para se candidatar, no entanto, são obrigados a se filiar a uma das religiões.
A população libanesa não é dividida exatamente como o Parlamento. Estimativas indicam que hoje os muçulmanos seriam mais de 60% da população, com os xiitas possuindo a maior pluralidade entre as minorias. Porém não foram realizados censos no Líbano desde 1932, com o maronitas mantendo uma maioria fictícia até hoje. Antes dos acordos de Taif, no início dos anos 1990, os cristãos tinham direito a 55% das cadeiras no Parlamento. O restante ficava com os muçulmanos.
COMO é O VOTO
Os libaneses votam nos distritos de origem de suas famílias. O voto é em lista fechada de candidatos. Dependendo do distrito, a lista tem uma composição religiosa distinta. Todos cidadãos com mais de 21 anos podem votar. Há uma lei, no entanto, esperando para ser aprovada no Parlamento que reduzirá a idade mínima para 18 anos
COALIZOõES QUE DISPUTAM O PODER
14 de Março – Governista, é aliada dos EUA e da Arábia Saudita. É contra o uso de armas pelo Hezbollah, opositora da influência síria no Líbano e tem uma linha econômica mais liberal.
Principais integrantes
1. Futura – Grupo político sunita, ligado a Saad Hariri e ao premiê Fuad Siniora. Possui amplo apoio entre os sunitas libaneses
2. Forças Libanesas – Organização cristã maronita radical presente especialmente no norte do Monte Líbano. O líder é Samir Gaegea, envolvido em uma série de eventos violentos na guerra civil
3. Phalange – Grupo cristão maronita que foi radical no passado, mas se tornou moderado atualmente. Os líderes ainda têm o sobrenome Gemayel
4. PSP – Organização majoritariamente druza, comandada por Walid Jumblat, cuja família lidera os áreas das montanhas do Shuf há séculos8 de Março e Frente Patriótica – Acusa os governistas de corrupção, aceita o Hezbollah como resistência legítima e recebem o apoio do Irã e da Síria.
Principais Integrantes
1. Hezbollah – grupo xiita radical, armado, com escolas, hospitais e até rede de TV. Liderado pelo xeque Hassan Nasrallah, que não concorre
2. Amal – também xiita, é bem mais secular e tem como líder Nabi Berri. No passado, possuiu uma poderosa milícia
3. Frente Patriótica – grupo majoritariamente cristão maronita, é liderado pelo ex-general Michel Aoun
4. Armênios – tradicionalmente neutros, optaram por se aliar à oposição por questões políticas domésticasIndependentes – Alguns candidatos não integram nenhuma das duas principais coalizões
POSSíVEIS RESULTADOS
Analistas concordam que a disputa será acirrada. A previsão é que a coalizão vencedora tenha no máximo quatro cadeiras a mais
Cenário 1 (Vitória da 14 de Março) – Seria mais ou menos similar como agora. O grupo de Hariri se manteria no poder. Como não tem xiitas, teria dificuldade para conseguir legitimidade com enorme parcela da população libanesa. A 8 de Março pediria o direito a veto. Caso não seja concedido, há risco de elevação da tensão e até mesmo de violência, como em maio do ano passado
Cenário 2 (Vitória da 8 de Março) – Mudança total no quadro político. EUA e outros países poderiam suspender a ajuda ao Líbano, como ocorreu com os palestinos na vitória do Hamas. Talvez, o Irã e a Síria intensificarão a sua presença no país. Israel poderá argumentar, em caso de ataque do Hezbollah, que foi atacado pelo Estado libanês e lançar uma ampla ofensiva contra o Líbano
Cenário 3 (Governo de União Nacional) – Esperança de muitos libaneses para evitar tensão, enfrentaria dificuldades para governar devido a disparidade de opinião entre os dois grupos em muitos temas. Pode ocorrer tanto por acordo como no caso de os independentes vencerem em distritos suficientes para impedir que uma das coalizões possua maioria
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ilan Pappé: ‘Israel quer completar a limpeza étnica dos palestinos’

Excelente entrevista, resume bem a situação dos Palestinos e o pensamento de Israel além de, principalmente, demonstrar que "amplos setores da opinião pública não aceitam mais as políticas criminosas de Israel".
Escrito por Revista Rubra
27-Mai-2009
Ilan Pappé é um dos principais historiadores israelitas. Contra a opinião da União Européia e dos Estados Unidos, defende que um Estado na Palestina, com cidadania igual para todos, é a solução.
Professor de Ciências Políticas na Universidade de Haifa até 2007, foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra ele e sua família. Atualmente leciona na Universidade de Exeter, Inglaterra.
Confira abaixo a entrevista que concedeu à revista portuguesa Rubra.
Seu trabalho se enquadra em uma geração de historiadores israelitas que, com base na abertura dos arquivos israelenses depois de 1978, começa a questionar a versão oficial da fundação de Israel. Qual o sentido geral da partilha de 1947 e os subseqüentes acontecimentos de 1948?
Penso que o novo olhar sobre 1947/48 realça os aspectos injustos da resolução de partilha da ONU. A idéia de impor a repartição pela força a uma população nativa que constituía dois terços dos habitantes hoje não será aceita. Hoje, nem seria possível tal idéia de dividir um país em duas partes quase iguais entre a população nativa e os colonizadores.
Durante anos tendemos a culpar os palestinos por recusarem essa solução injusta e nós, e também a comunidade internacional, continuamos propondo essas soluções... injustas.
Creio que hoje nós percebemos a magnitude do crime cometido contra os palestinos em 1948, a limpeza étnica, o silêncio do mundo e o fato de que o Estado de Israel continua tentando completar a total limpeza étnica dos palestinos.
O que pensa dos acordos de Oslo e de outras negociações entre Israel e os palestinos?
Creio que os acordos de Oslo tiveram um aspecto positivo, a legitimação da OLP. Exceto isso, foram como a resolução de partilha, uma imposição a partir do ponto de vista israelense contra os palestinos. Tinham as palavras corretas, mas elas apenas estavam de acordo com a interpretação de Israel, o que significou encontrar um acordo que lhes permitia aprofundar a ocupação.
Foram desastrosos. Criaram expectativas onde não havia intenção de alterar a realidade miserável do lugar, ferindo profundamente a hipótese de paz e, em segundo lugar, lançando sementes para a divisão no campo palestino.
Por que Israel atacou Gaza?
Israel atacou Gaza por várias razões. Depois da derrota no Líbano, em 2006, os generais acreditaram que uma vitória militar teria o êxito de impor medo aos países árabes. Em segundo lugar, eles desejavam erradicar, à força, os movimentos que na região resistem, também pela força, a seus planos, como o Hamas.
E seu plano para Gaza em particular era mantê-la como uma prisão a céu aberto, com a esperança de que muitos palestinos abandonem suas terras ou se resignem a viver sob tais condições. Os israelenses não vão permitir que Gaza e Cisjordânia formem um Estado livre e independente.
Qual é a situação dos palestinos israelitas?
Comprovou-se uma escalada nas ações do governo israelita contra a minoria palestina em Israel. Sua cidadania, bens e liberdade estão sob perigo crescente. A situação não é tão ruim como a dos palestinos na Cisjordânia, mas é para onde caminha.
Qual sua opinião acerca das manifestações ocorridas pelo mundo contra Israel durante o ataque a Gaza?
Acredito que marcam uma tendência crescente, em que amplos setores da opinião pública não aceitam mais as políticas criminosas de Israel. Porém, ainda não se traduzem em mudanças de política dos governos.
Qual foi a reação da comunidade judia, particularmente no país em que o senhor atualmente reside, a Inglaterra?
A comunidade judia estabelecida ainda é pró-Israel, porém, mais e mais indivíduos estão começando a se dissociar do sionismo e um número significativo está disposto a se tornar ativo na luta por justiça para os palestinos.
Aonde o senhor se posiciona no debate entre as chamadas soluções de "dois Estados" e de "um Estado" na Palestina?
Penso que não há realmente um debate. A solução de "dois Estados" desapareceu para sempre, mesmo que ainda existam pessoas que pensem ser uma solução razoável. Creio que um Estado com cidadania igual para todos é a solução.
Agora temos um Estado que discrimina todos os palestinos que vivem entre o Rio Jordão e o mar. Eles são discriminados de diferentes formas, alguns sujeitos à ocupação e aos abusos diários, outros são assassinados e expulsos. Isso não é democracia, não pode continuar sem mais derramamento de sangue mesmo.
Publicado originalmente na Revista Rubra, edição número 5.
Website: http://www.revistar
ubra.org/
Traduzido por Gabriel Brito, jornalista.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Dia de comemorar a humilhação israelense

Neste dia, em 2000, há exatos 9 anos, as forças de ocupação israelenses se retiraram em humilhação do sul do líbano!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Líbano e sectarismo pré-eleitoral
Michel Aoun permaneceu no exílio por se opor à Síria, agora é amigo de longa data. Os Drusos se dividem entre famílias tradicionais. O líder aponta para um lado e todos vão atrás, sem grande pensamento crítico.
Ainda existe muito feudalismo, vide Walid Jumblatt, e as posições políticas não são independentes e sim devem seguir Àqueilo que as lideranças ectárias apontam.
Os Cristãos se opõem a um novo censo no país, que demonstraria factualmente que os Muçulmanos, em especial, Xiita,s são maioria, oque acabaria com o balanço acertado anos atrás no País, no qual os Cristãos Maronitas ficaram com o cargo de maior prestígio, a Presidência e os Xiitas apenas com a Presidência do Parlamento.
Do lado do Hizbollah, o Amal, grupo muçulmano Xiita, mantém uma política de aliança bem tensa, em muitos momentos, com o grupo xiita dominante no sul do país.
E a relação entre os diversos grupos, dentro ou fora de suas alianças, é e sempre foi problemática, antes e depois da Guerra Civil que arrasou o país.
O grande problema é: O que fazer?
Por um lado os muçulmanos, especialmente Xiitas, exigem mais poder, por outro, os cristãos não aceitam um novo censo e nem perder poder, o que aconteceria com o censo.
É uma situação complicada em uma sociedade que sempre foi dividida entre grupos religiosos e étnicos, em que as famílias e lideranças sempre foram o principal apoio de todos.
É impensável uma solução em que a representação de grupos sectários tenha um fim, depois da Guerra Civil especialmente, os ódios são muito fortes e a ligação de grupos idem mas é complicado pensar em manter o memso sistema, com ou sem revisão.
O Líbano é uma verdadeira sinuca.
Abaixo um artigo muito bom sobre a situação do Líbano enquanto se aproximam as eleições.
O nó sectário da eleição libanesa
Não existe nenhum grupo religioso majoritário no Líbano. Dentre todas as minorias, segundo estimativas, a maior deve ser a muçulmana xiita, seguida por cristãos maronitas, muçulmanos sunitas, drusos, cristãos grego-ortodoxos e armênios. Insisto no "segundo estimativas", porque, há décadas, não se realiza um censo no território libanês. Os cristãos maronitas, especialmente, sabem que uma pesquisa provaria o que todos já sabem – os cristãos deixaram de ser o mais expressivo grupo libanês.
A forte imigração cristã do fim do começo do século 20 aliada a uma mais elevada taxa de natalidade dos muçulmanos alterou a balança sectária, com o pêndulo se movendo para o lado muçulmano, especialmente o xiita. Mas esta mudança não se refletiu na divisão de poderes. Obrigatoriamente, o presidente do Líbano deve ser um cristão maronita, o premiê tem que ser sunita e o presidente do Parlamento sempre é xiita. O Parlamento e os ministérios também são divididos em linhas sectárias. Até a Guerra Civil (1975-90), o presidente era a figura mais poderosa do Líbano. Hoje, o primeiro-ministro se fortaleceu. Ser governista ou opositor depende de a coalizão apoiar ou não o premiê.
Nas eleições de junho, os libaneses terão que escolher entre duas coalizões. A governista se denomina 14 de Março. É comandada pelos sunitas ligados a Saad Hariri e ao premiê Fuad Siniora. Tem como aliados facções cristãs, como as Forças Libanesas, de Samir Gaegea, um líder miliciano dos tempos da Guerra Civil e que hoje carrega a bandeira de “defesa dos maronitas”. Drusos seguidores do líder feudal Walid Jumblat também integram a aliança. Praticamente não há nomes xiitas relevantes na 14 de Março.
A oposição, chamada de 8 de Março, é liderada pelos xiitas. Tanto do Hezbollah, quanto da Amal. Os principais aliados são os cristãos que seguem o ex-general Michel Aoun. Principal liderança militar da Guerra Civil, Aoun permaneceu no exílio por 15 anos até 2005 devido à sua oposição à Síria. Ironicamente, retornou ao Líbano para se aliar aos sírios. Outros integrantes da coalizão são os sunitas tradicionalmente próximos a Damasco e os drusos que seguem outras famílias, como a Arslan.
A 14 de Março é próxima à Arábia Saudita, Egito, Jordânia e Estados Unidos. A 8 de Março é aliado do Irã e da Síria. Isto é, as duas facções se dividem nas duas linhas da Guerra Fria do Oriente Médio, comentada em post anterior neste blog. Uma vitória da 14 de Março indicaria o fortalecimento do grupo pró-EUA e sauditas. Já uma vitória da 8 de Março provaria a força do Irã e, em parte, da Síria. Em parte porque a Síria não vê nas eleições o futuro de sua força no Líbano. Damasco sabe que, em caso de normalização das relações com os Estados Unidos e um acordo de paz com Israel, poderá ter um sinal verde para voltar a dar as cartas no Líbano, independentemente de quem estiver no poder. Este é justamente o temor da 14 de Março, que pedem garantias ao governo de Barack Obama de que os libaneses não pagarão o preço da paz entre a Síria e Israel. Foi justamente para acalmar os libaneses que Hillary Clinton visitou Beirute nesta semana.
Ao mesmo tempo, apesar de a Síria ser aliada da facção do Hezbollah, na prática a relação entre Damasco e o grupo xiita não é tão boa quanto antes. Desde a morte de Imad Mughniyeh, comandante militar da organização em carro-bomba na capital síria, o Hezbollah passou a enxergar a Síria com suspeita. Em Beirute, especula-se que os sírios estariam por trás da ação.
Independentemente de quem vencer a eleição, o problema libanês persistirá. Até quando o país viverá sob linhas sectárias. E, mais importante, até quando o Hezbollah concordará que os xiitas não possuam os cargos de presidente e de premiê. Se quiser, o grupo toma o poder no Líbano em poucas horas. Hoje, isso não deve acontecer. Mas em alguns anos é bem possível.
O que está claro, atualmente, é o constante declínio da força dos cristãos. Divididos, eles se tornaram coadjuvantes nas coalizões políticas. Hoje, o poder é disputado entre xiitas e sunitas.