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quinta-feira, 28 de março de 2013

"Me sinto realizado, democracia é isso" Feliciano, Marco. Aliado do PT.

Não faz diferença se o Feliciano cair e assumir uma "profeta" ou qualquer outro bandido/estelionatário/racista/homofóbico do PSC.

E o PSC é dono da presidência da CDH, o PT garante isso. O líder do PT deixou claro - líder que é o famoso deputado a ter assessor com dinheiro na cueca e é irmão do bandido condenado, Genoíno.

E não veremos protestos contra o PT, contra Dilma, os verdadeiros responsáveis por essa palhaçada toda. Pelo contrário. Temos uma infinidade de fanáticos blindando (ou tentando porcamente) o PT e sua líder (Dilma) assumidamente homofóbica.

Ao mesmo tempo temos a CCJ aprovando PEC para igrejas terem direito a se meter em assuntos constitucionais. Nenhum grito aí, numa comissão presidida pelo PT e que conta com os bandidos condenados Genoíno e JP Cunha nela. É o escárnio do PT com o povo e com a justiça, com o STF que ELES MESMOS NOMEARAM!

O país está a deriva. Economia não cresce (PIBinho), empresários lucram como nunca, Dilma privatiza tudo que vê pela frente, continuamos com TODOS os serviços e produtos caros, feitos nas coxas...

Não temos educação, não temos qualidade de vida, segurança, saúde...

Mas o país está maravilhoso.

É o que vemos nas propagandas do governo e é o que ouvimos dos milhares de fanáticos pagos ou não pelo PT.

Tem índio levando porrada no Rio? Oras, tem fanático pra aplaudir e dizer que são de "extrema-direita".

DIlma mandou a Força Nacional, a PF e o Exército pra garantir mais uma UHE no Tapajós e dar porrada e até matar os Mundukurus que resolverem protestar.

No Mato Grosso os Guarani-Kaiowá são genocidados pelos ALIADOS do PT e nada é feito.

O país tá na merda, mas povo tem emprego (pra ganhar salário mínimo), mas povo tem ProUni (pra estudar na Uniban), mas povo tá consumindo (produtos mais caros do mundo, tudo acima de qualquer preço aceitável, de qualidade duvidosa) e povo tá morando em favelas com esgoto a céu aberto ou jogados em prédiso e casas do Minha Casa, Minha vida sucateados, sem transporte, sem qualidade alguma.

Mas foda-se, VIVA O PT! Viva DILMA! E viva a teocracia que vem se instalando e o país da classe média conservadora, sem educação, sem saneamento....

Eu tenho MUITO medo do que este país está virando e do que ele vai virar. Sim, medo. Receio, pavor, enorme preocupação.

De quantos mais serão expulsos, espcancados, criminalizados e mortos para a Copa, para as Olimpíadas. De quanto mais será roubado, de quantos hospitais mais serão sucateados, de quantos professores serão humilhados, de quantos indígenas serão mortos e terão suas terras roubadas, de quantos LGBTs serão desprezados (e mortos), de quantos sem-terra mais serão mortos e a reforma agrária abandonada, de quantas mulheres morrerão em abortos clandestinos, de quantxs...

E de quanta força mais o PT irá precisar reunir (aliados, favores, corrupção, entregas, negociatas) para conseguir continuar com seus planos de poder a todo custo.

Brasil, país rico é pais sem pobres, sem índios, sem gays "incômodos", sem Estado Laico, sem direitos humanos.

"Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição"
Buarque, Chico
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Postado originalmente no Facebook, com alterações.
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terça-feira, 26 de março de 2013

Há algo de positivo na eleição do Feliciano...

A eleição do Feliciano para a CDH - com apoio do PT, diga-se de passagem, não adianta tentarem esconder ou disfarçar - tem um ponto que, penso, é positivo.

Os movimentos Negro, LGBT, Indígena e Feminista sempre, para mim, pareceram isolados. Em outras palavras, quando um se manifesta, quando um reivindica, os outros esperam sua vez. Não há uma coordenação entre esses movimentos de minorias, não há uma pauta comum expressada - ainda que a pauta de todos seja a mesma, a da busca por inclusão e respeito.

Mas eu vejo todos esses diferentes grupos juntos contra o Feliciano, contra o oportunismo do PT em colocar esse querido aliado na presidência da CDH.

Aliás, vejo no Jean Wyllys - gay, negro e nordestino - também um ponto de encontro. Não apenas pelas características (se é que podemos chamar assim, talvez "não apenas pelo que ele é"), mas pela sua luta que acaba agregando diferentes setores minorizados em uma frente comum. Não surpreende que um dos líderes da insurgência contra o Feliciano seja exatamente o Jean que é, aliás, o mais apto a assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, ainda que saibamos que as alianças e trocas de favores políticos tornem tal possibilidade uma ilusão.

Enfim, acredito que o Feliciano conseguiu unir grupos absolutamente diversos e que muitas vezes não saem dos seus quadrados e que é preciso pegar este gancho e buscar mais pautas em comum (para além das óbvias) e formar frentes de luta em comum.

Não se pode falar em direitos humanos enquanto gays não tiverem os mesmos direitos que os héteros, enquanto mulheres continuarem a ganhar menos mesmo trabalhando o mesmo ou mais até que os homens, ou enquanto indígenas forem expulsos com violência de museus ou assassinados em um verdadeiro genocídio e, falando em genocídio, que usa a PM para massacrar a juventude negra nas periferias.

E TUDO com apoio governamental, seja ele do PT ou do PSDB, que são farinha do mesmo saco, de um governo que é homofóbico e não faz "propaganda de opção sexual", que veta proposta de igualdade salarial para mulheres e se recusa a discutir aborto e que deixa aliados matarem indígenas para criar latifúndios ou aplaude quando aliados os tratam como lixo e os expulsam com violência ( com direito a militante fanático apoiar a pancadaria ou criar teoria estúpida de conspiração) ou ainda quando usa as forças policiais para matar a população negra.

São todas lutas em comum, por sobrevivência, dignidade, direitos. E lutas que não podem ficar desconectadas.

Ou seja, estamos diante não só de uma luta contra uma figura nefasta, mas também diante de uma oportunidade. A oportunidade de discutir pautas em comum entre diferentes grupos (e citei apenas alguns, talvez os mais visíveis, ou com os quais estou mais familiarizado, mas existem outros) e buscar formas de se lutar contra inimigos comuns.

Pensemos nisso.

E não se enganem, além de uma oportunidade, trata-se de uma NECESSIDADE. Apesar de fingir se oporem a Feliciano, membros de outros partidos "cristãos" e a Bancada Evangélica tem uma agenda muito semelhante a dele e estão unidos. São contra direitos para minorias, qualquer direito, qualquer minoria. Todos que não são como eles, são "coisa do demônio" e devem ser combatidos.

E não são poucos, tem poder, oras, controlam o governo federal. Ou seja, precisamos de toda a força e de toda a união para fazer frente a ele e aos seus.

Não pensemos apenas, vamos agir.
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segunda-feira, 25 de março de 2013

GV - Aldeia Maracanã se atravessa no caminho da Copa: Indígenas expulsos com violência

O acampamento indígena da Aldeia Maracanã, no antigo Museu do Índio no Rio de Janeiro, foi desocupado com violência por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar no dia 22 de março. Situado ao lado do famoso estádio do Maracanã, o edifício se atravessa no caminho das obras para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

O cerco do Batalhão de Choque aos indígenas e seus apoiantes na área da Aldeia Maracanã começou na madrugada de 21 para 22 de março. Os indígenas montaram barricadas durante a madrugada para resistir, mas a invasão acabou por acontecer por volta do meio dia.

A ativista Paula Kossatz postou um vídeo no Facebook mostrando agressões mesmo antes da invasão, pela manhã, e o coletivo Diário Liberdade informou que os cerca de cem elementos da polícia entraram equipados “com balas de borracha, gás de pimenta e cacetetes”:
Ao que parece, segundo as primeiras informações, houve moradores da Aldeia Maracanã feridos na sequência da invasão. Entre eles, um menino de quatro anos que sofreu as consequências do gás pimenta policial. Ainda, uma mulher grávida foi reprimida violentamente e presa.
Foto de Norbert Suchanek. Usada com permissão.
Foto de Norbert Suchanek. Usada com permissão.
O Global Voices cobriu a primeira tentativa de expulsão, a 12 de janeiro, das cerca de vinte e três famílias que ocupam há 6 anos o prédio de grande importância histórica no Brasil. A altura, o cerco ao “museu vivo” do índio, como a Aldeia Maracanã é hoje chamada por muitos, foi feito sem aviso prévio nem mandado judicial pela polícia militar, reforçada com tropas de choque, e mobilizou indígenas e manifestantes que conseguiriam evitar a demolição.

Pouco mais de um mês depois, o Governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou que o edifício viraria museu do Comitê Olímpico Brasileiro. Eliomar Coelho, vereador do PSOL no Rio, propôs o tombamento da área, porém a proposta foi derrotada a 14 de março em votação na Câmara dos Vereadores da cidade.

Artigo completo no Global Voices Online
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Genocídio Guarani Kaiowá tem autores e causas conhecidas, mas nada se faz

O que vem acontecendo com os Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul, acredito, já é de conhecimento público. É notório e motivo de revolta que há muito não se vê.

Não pretendo me alongar na descrição dos crimes cometidos contra esse povo - e outros povos, a semelhanaça é incrível -, crimes estes que não são recentes, mas datam de mais de 500 anos, desde que os primeiros portugueses descobriram que apenas espelhinhos e miçangas não conquistavam ou conuistariam os donos da terra e que seria "necessário" fazê-los sangrar, destruí-los, genocidá-los.

Milhares de índios confinados a territórios exíguos, cercados pelo deserto verde da agroindústria, vivendo na beira de estradas e rodovias e entregues à própria sorte, ou melhor, à falta de sorte e à infelicidade de serem vítimas não apenas de agricultores, mas também do Estado. E não apenas os Guarani Kaiowá enfrentam esta realidade ou este destino, infelizmente é mais comum do que pensamos.

Ha alguns dias alguns valentes resolveram resistir, voltaram às suas terras ancestrais em Pyelito Kue / Mbarakay, no município de Iguatemi, Mato Grosso do Sul, onde vivem desde antes do homem branco chegar e tomá-las à força. Ameaçam morrer em defesa de suas terras, não tem nada a perder e darão suas vidas pelo direito de ao menos serem reconhecidos.

Escreveram em uma emocionada e emocionante carta ao povo brasileiro - do qual fazem parte, por mais que sejam tratados como cidadãos de segunda ou sequer cidadãos:
A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. (…)
De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Não se trata de suicídio - pois de certa forma ficar longe de suas terras, de seus ancestrais, já significa morrer um pouco, perder sua identidade e sua história - mas sim de resistência.

Resistência valente, quase uma entrega.

E as razões são várias, mas assim como ao longo de toda sua história recente, pós "fundação'" do Brasil, sem que fossem consultados sobre os termos e seu destino, o culpado é o Estado.

Seja a culpa direta, por sua frouxidão na demarcação de terras ou mesmo pelo envio de tropas para afugentar e mesmo matá-los, como era comum durante a Ditadura Militar, - basta lembrar dos Waimiri Atroari - até pela culpa, digamos, indireta, que perpassa pela vista grossa ao assassinato sistemático de indígenas, invasão de suas terras e sua posterior exulsão ou a vista grossa às ações de aliados do governo em ações que promovem verdadeiros genocídios.

Este genocídio Guarani Kaiowá tem culpados com nomes conhecidos por todos e cujas ações ou falta de ação são diretamente responsáveis pelos crimes cometidos contra este povo, que vão desde o estupro, passando pela intimidação, ameaças, violência física de inúmros tipos e expulsão de terras até o assassinato e empurram os que não aguentam mais lutar à escolha final do suicídio, que não é "cultural" como algns detratores tentam afirmar para tornar "oomum" a situação.
São senadoras, deputados, presidentas, governadores, vereadores... Enfim, políticos que financiam e são financiados pela soja, pelo trigo, pela agroindústria que não respeita nem natureza nem gente.

São donos do poder que passam por cima não apenas de indígenas, mas promovem o genocídio da população negra, promovem a queima das favelas, promovem o verdadeiro apartheid social em que vivemos. São elites amigas, ligadas, que não podem ser dissociadas.

Trata-se de promotores dos desertos verdes, de empreiteiras, de agroindústria, de financiadores de campanha, de compradores de políticos e políticos vendidos pelo melhor preço e, no fim, trata-se do reflexo de uma sociedade doente, desunida, despolitizada e consumista onde impera o individualismo torpe frente à mínima visão de sociedade e coletivo.

O genocídio dos Guarani Kaiowá não é fato isolado, mas apenas reflexo da sociedade e das ellites brasileiras. É histórico, cotidiano e não atinge apenas indígenas, mas toda e qualquer população vulnerável, minorias e aqueles abandonados pelo Estado.

Artigo originalmente publicado na versão imprensa do Jornalismo B, edição 48, 1ª quinzena de novembro de 2012.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dilma e PT: Um governo de direita a ser combatido

A repressão, violência e absurdos petistas/governistas não dão trégua. Em uma mesma semana um show de bizarrices, de declarações e ações de extrema-direita que fazem o governo FHC parecer de extrema-esquerda e revolucionário.

O Brasil inteiro está em greve. De professores a Polícia Federal, e nenhuma categoria dá mostras de desistir de suas reivindicações, pese o peleguismo de certos setores e grupos, como o Proifes.
Segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, que representa 80% do funcionalismo, cerca de 350 mil servidores de 26 categorias aderiram à greve.
Os professores estão parados ha mais de 3 meses e as duas propsotas apresentadas não apenas não chegam perto das reivindicações, como PRECARIZAM ainda mais a carreira. E Dilma jura que não é brincadeira.

Para os descontentes, sobra a violência da polícia dilmista que, em mais uma série de mentiras de campanha, havia dito que não iria dar porrada em trabalhadores. Aliás, de promessas falsas de campanha Dilma e o PT estão cheios.

Ainda recentemente o feliz anúncio de mais privatizações. Agora das estradas. Petistas fanáticos e governistas doentes estão calados, fingindo que este absurdo é diferente das "concessões" do PSDB das estradas de São Paulo. Quando é o PSDB, a grita é geral, quando é o PT, é "diferente".

De fato, há diferenças, com FHC no poder havia oposição. Uma oposição de esquerda combativa. Hoje, esta esquerda migrou para o neoPT, também conhecido como PSDBdoB.

Ainda sobre as greves, é interessante notar o discurso de Dilma e seus aspones de que "não há dinheiro" pois há uma crise internacional. Vejamos, não há dinheiro para dar salários dignos aos professores e demais categorias nem pra reestruturar carreiras, mas sobram 40 bilhões pra um inútil trem bala que apenas a elite terá condições de pegar, e outros tantos bilhões para desenvolver um submarino nuclear tupiniquim.

Já que estamos falando em Forças Armadas, também conehcidos como milicos ditadores e assassinos - os melhores amigos da Dilma - sia a notícia de que não contente em precarizar servidores públicos, Dilma vai ainda botar os milicos na rua pra "proteger" a população destes vândalos terríveis!
Dilma não só mandou cortar o ponto dos grevistas como aprovou um projeto do Exército para garantir a integridade dos prédios públicos e a oferta de serviços essenciais em caso de ameaça externa (improvável) e principalmente de greves (que se multiplicam). 
Fica a dúvida, terão permissão pra atirar contra os perigosíssimos servidores caso estes se manifestem durante suas greves? E lembrando, pra esse projeto psicótico de repressão vão mais alguns bilhões que Dilma diz não ter para pagar salários.
Mas, a presidente Dilma Rousseff, que conheci em outubro de 1969 como a companheira  Vanda  da VAR-Palmares, não tem o direito de ser ingênua. Nenhum dos que estávamos naquele congresso tempestuoso --realizado numa mansão alugada em Teresópolis, simultaneamente ao sequestro do embaixador Charles Elbrick pela ALN-- e sobrevivemos, tem o direito de ser ingênuo.

É simplesmente estarrecedor ela haver aprovado um projeto em que o Exército se propõe a garantir a integridade de prédios público e a oferta de serviços essenciais em situações de greve!

Chama-se Proteger. Resta saber quem nos protegerá dele...

Dilma não sabe mais distinguir o sibilar das serpentes? 
Não se deu conta de que esta missão ficaria muito melhor nas mãos de efetivos estaduais (pulverizados, portanto, o que dificulta articulações golpistas), como a Guarda Nacional dos EUA, submetida à autoridade dos governadores de cada um dos 50 estados? 
Que colocar 13.300 alvos estratégicos sob a  proteção  do Exército é dar um passo enorme no sentido de tornar permanente a presença dos militares no cotidiano da sociedade civil?

Não preciso de bola de cristal para prever que, em choques entre soldados e grevistas, haverá mortes. É a ordem natural das coisas.

Mas não para por aí, pois sempre que há Dilma no meio, a coisa piora! Caminhamos para uma flexibilização da CLT, algo que FHC passou anos tentando fazer e o PT de Dilma lutou contra. Mas como no poder o PT virou PSDBdoB, apenas com uma cor rosa pra camuflar, adotaram o projeto como fizeram com a privatização da previdência dos funcionários públicos.

Já deu pra notar que o funcionalismo público virou inimigo jurado do PT. Eles devem esperar que a Classe C do IPI reduzido seja suficiente para mantê-los no poder.

Na área ambiental, continuamos com Belo Monte, cuja obra já foi contestada nacional e internacionalmente e o Brasil já foi condenado a parar. Mas porque Dilma, nossa Querida Líde, se preocuparia com estes detalhes tão insignificantes? Direitos Humanos? Pffff... Direito Internacional? Pffffffffffffffffffffff!!!

Mas, na dúvida, melhor é tentar dar um tom de legalidade nas ações, mesmo que forçando o IBAMA a passar por cima de regras e leis. E, como carta na manga, mais projetos para dizimar índios e acabar com a biodiversidade brasileira a fim de produzir mais alumínio pros gringos.

Dilma conseguiu arrasar os bons projetos de Lula no poder e piorar aqueles que já eram ruins. O saldo é absolutamente negativo. Um governo de direita, beirando a extrema-direita, que desrespeita sistematicamente os direitos humanos básicos da população, mas que a mantém sob controle na base das miçangas, do IPI reduzido e de um discurso falso de combate contra uma mídia cujos militantes chamam de golpista, mas que é aliada sempre que a intenção é atacar o povo.

Dilma é um câncer a ser combatido pelos movimentos sociais e o PT, enquanto alternativa, acabou, ou melhor, virou uma alternativa de voto para a direita que, aliás, está quase toda aliada. Aos poucos - raríssimos - que se mantém resistentes, um aviso: Vocês serão engolidos. Votarão no Maluf, em milicianos...

Isto enquanto dão sustentação a este governo que atua contra o povo, contra os movimentos sociais. É tempo de escolher um lado.

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Acreditem ou não, TODAS as notícias - e absurdos - descritos acima eu tive conhecimento apenas NESTA SEMANA! Agora somem o tempo de Dilma no poder e vejam o estrago.
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domingo, 24 de junho de 2012

Manifesto: Eu Apoio a Causa Indígena

A Associação Juízes para a Democracia e o CIMI coordenam a campanha “Eu apoio a Causa Indígena”.
A presidenta Dilma Rousseff, ministro Ayres Brito e presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados receberão uma carta assinada por nomes de peso no cenário nacional e internacional, várias organizações indígenas e da sociedade civil, que pedem políticas públicas para os povos indígenas, efetividade nas demarcações de suas terras, o julgamento urgente das causas indígenas e a rejeição da PEC 215.

CONTRA A PEC 215 
DEMARCAÇÃO DAS TERRAS 
URGÊNCIA NOS JULGAMENTOS 

Exmo. Sr. Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Carlos Ayres Brito e Exmos(as) Srs(as) ministros(as).

Excelentíssima Presidenta da República Federativa do Brasil, Sra. Dilma Vana Rousseff.

Exmo. Sr. Presidente do Senado, da Câmara Federal e Exmos(as) senadores(as) e deputados(as) federais.

O Estado brasileiro pinta o quadro de violência e espoliação dos povos indígenas, pois não cumpre o artigo 231 da Constituição Federal (CF), que reconhece aos povos indígenas o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Não cumpriu o artigo 67 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que obriga a União a concluir a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos, a partir de 1988 (apenas 1/3 das terras indígenas foram demarcadas). Anda em descompasso com as normas internacionais, particularmente com a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.

As terras não são demarcadas com a presteza fincada na CF; obras públicas são realizadas sem qualquer diálogo com as comunidades afetadas, descumprindo a necessidade de consulta e participação; órgãos oficiais permanecem vulneráveis às pressões dos poderes econômicos e políticos locais e/ou com estrutura precária. Assim temos o extermínio, a desintegração social, opressão, mortes, ameaças, marginalização, exclusão, fome, miséria e toda espécie de violência física e psicológica, agravada, especialmente, entre as crianças e jovens indígenas.

A falta de delimitação e demarcação dos territórios tradicionais aguçam os conflitos que se retroalimentam da inoperância do Poder Judiciário.  A falta de definição das demandas judiciais agrava a situação das comunidades indígenas.

No STF (e outras instâncias do Poder Judiciário) tramitam processos que tratam das terras indígenas. Premente que o STF julgue, em caráter de urgência e prioridade, todas as ações que envolvam os direitos dos povos indígenas.

A garantia de duração razoável do processo, direito humano previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII, da CF, no tema das demarcações, é reforçada pelo marco temporal fixado para a União. Estas normas estão a exigir que o Poder Judiciário dê prioridade a estes processos. Clamamos ao STF que faça cessar o sofrimento do povo indígena. Somente desta forma haverá paz e será construída nova etapa da história brasileira, no qual a primazia da dignidade humana estará presente em sua integralidade, sob a luz da alteridade estabelecida na CF.

   Apelamos para a Presidenta da República, para que reverta este quadro dramático, concretizando os direitos constitucionais atribuídos aos índios. Para tanto, aguardamos que estruture e disponibilize o necessário para que seja resguardada a vida dos indígenas, que se dê garantia de segurança e proteção a eles; que se resguarde aincolumidade das comunidades indígenas em todos os aspectos, especialmente quanto aos direitos econômicos, sociais e culturais; que faça respeitar o caráter sagrado da terra atribuído pelos povos indígenas, providenciando em caráter de urgência as demarcações; que escute suas demandas quando da realização de obras públicas.

O direito ao prazo razoável também se aplica ao processo administrativo. Diante do longo período decorrido do prazo fixado na CF, urge que sejam implementadas políticas públicas para que todos os passos necessários para a regularização de todas as terras indígenas sejam efetivados com presteza.

Conclamamos aos membros do Congresso Nacional para que cumpram a missão constitucional sobre o primado da submissão às cláusulas pétreas, razão pela qual rejeitamos e repudiamos a PEC 215, que pretende retirar do Executivo o processo administrativo das demarcações e homologações de terras indígenas, transferindo-o para o Legislativo, substituindo critérios e competências administrativas técnicas, para inviabilizar as demarcações. Este projeto é sobretudo um atentado contra o protagonismo dos povos indígenas no processo constituinte brasileiro.

É imperativo que o Congresso Nacional resguarde o direito de consulta prévia que os povos indígenas têm em relação a todas propostas legislativas suscetíveis de afetá-los. 

 Os povos indígenas não podem esperar mais.


Participe preenchendo o formulário. 
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Katia Abreu e Folha: A REAL manipulação de um conflito

No dia 16 de maio, a Folha, como de costume, publicou mais um artigo de mais um(a) desocupado(a) que não entende nada do assunto que se propôs a falar - bem, talvez seja melhor que publicar textos de neofascistas, mas tudo bem.

Falo de um artigo asqueroso da Katia "Dilmão" Abreu sobre uma suposta "manipulação" do conflito agrário, mais especificamente sobre como se dá (terras) demais para os índios, que eles já tem terra suficiente (até mais do que devia), que a Funai é malvada e mais um punhado de blablabla com o intuito de ganhar apoio para coalhar de soja e gado a terra dos índios e todo e qualquer espaço verde restante no país, como se eles fossem inquilinos incômodos e não os legítimos DONOS da terra.

Trata-se - e isso tem 500 anos - os índios como se fossem indigentes que apareceram para atrapalahr o "progresso", como se não habitassem a terra há milhares de anos, milhares, aliás, ANTES de qualquer branco ou latifundiário ter "posse" sobre algum pedaço desse país. Mas, aliada de Dilma e do PT, Katia Abreu tem todo espaço do mundo para pregar e impro seu discurso.

Mas, claro, a Folha abre um pequeno espaço para o contraditório... realmente pequeno. Eis o que a Folha publicou da carta que enviei imediatamente após ler tantos absurdos:

Questão indígena
No texto "A manipulação de um conflito" (Tendências/Debates, ontem), a senadora Kátia Abreu demonstra seu absoluto desconhecimento sobre como vivem os índios no Brasil. A senadora defende que os índios sejam confinados em pequenos parques e que o resto da terra seja usado para o plantio de soja.
Raphael Tsavkko Garcia (São Paulo, SP)

E agora o que eu efetivamente escrevi:

A senadora Katia Abreu demonstra mais uma vez - como se fossem necessárias mais provas - seu total e absoluto desconhecimento sobre como vivem os índiso no Brasil, sobre sua cultura e modo de vida.

Querer dizer que os índios representam apenas pequena parte da população brasileira - e isso usando dados desatualizados sobre o real número de indígenas, talvez de propósito - e, então, não teriam direito à terra é, no mínimo má fé, além de alegado desconhecimento.

Em primeiro lugar, estamos falando do povo originário do país, os legítimos donos da terra, que tiveram seus direitos esmagados há e por mais de 500 anos, logo, tratá-los como se estivessem pedindo algo que não lhes é de direito, é não só ridículo, como criminoso. Em segundo lugar, muitas das tribos indígenas que ainda não foram totalmente devastadas pelo "homem branco" precisam de espaço para caçar, plantar, enfim, para exercer livremente seu modo de vida e, sejamos honestos, frente aos apartamentos cada vez menores e espaços cada vez mais restritos do "homem da cidade", não me parece pedir muito.

O que a senadora Katia Abreu defende é que os Índios sejam confinados em pequenos parques, tratados como bicho e que o resto da terra seja usado para soja a ser exportada e para engordar o bolso de seus comparsas.
Seria mais honesto que a Folha não fingisse honestidade editorial praticamente mudando o sentido daquilo que é enviado e mutilando totalmente a mensagem. Mas está dado o recado.
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Admirável Brasil Novo: Crônica de um Brasil futuro

Uma teocracia em que gays serão mortos sem que haja nenhuma reação, em que se exilarão para escapar da violência ou simplesmente terão de viver escondidos, com medo ao passo em que o governo suspende campanhas, da declarações pavorosas de que não fará "propaganda de opção sexual" e amplia os poderes de uma casta fanática e intolerante de religiosos ladrões que passam a dar as cartas e definir políticas de "direitos humanos".

Um país em que índios serão apenas lembrança do passado. Os que não aceitarem ser aculturados morrerão pelas mãos de ruralistas amigos do governo, por milícias de "atingidos pelo meio ambiente" ou enfileirados e fuzilados por militares e policiais à serviço de empresas construtoras de usinas numa prostituição explícita do público frente ao privado. Sustentabilidade, conservação e meio-ambiente serão apenas fantasia. O que importa é apenas o "progresso", mesmo que este seja igual à de uma ditadura que ficou no passado, assim como os arquivos ficaram secretos e os criminosos puderam escapar impunes.

A Amazônia será apenas uma vaga lembrança nas mentes dos mais velhos, contado nos livros de história como uma região que atrasava o progresso graças a "santuaristas" que cometiam o crime de defender a biodiversidade e seu uso racional e sua população nativa - agora aculturada ou morta. Teremos uma região coalhada por hidroelétricas, com diversos pontos desertos e grandes "desertos verdes" de soja e outros produtos cultivados com excesso de agrotóxicos, cuja chegada no Brasil era intermediada pro antigo líder do governo.

O Brasil será o país em que mulheres serão apenas meros objetos de prazer, objetificadas nas TV's privadas e sem nenhum compromisso com o social e sem função educativa alguma. Entretenimento rasteiro puro, manipulativo, privado, "midiota". Mas, claro, nada de garantia de salários iguais, nenhum direito ao próprio corpo, afinal, punhado de célula no útero terão os mesmos direitos - ou até mais - que o das mulheres...

Leia o artigo completo no Amálgama.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

2012 será longo: Começa o ano, começam os abusos

O ano nem bem começou e já temos motivos demais para lamentar que ele ainda será longo.

2011 foi um ano recheado de desgraças na área social. Dilma, eleita  sob a bandeira dos direitos humanos e que reforçou a vocação em discurso, se mostrou uma das maiores inimigas aos direitos humanos no Brasil.

Impôs Belo Monte pese condenação internacional e repúdio mundial, e nada parece fazê-la parar. a Homofobia chegou a níveis alarmantes, assim como os assassinatos motivados pelo ódio a gays e a presidente se limitou a declarar que não faria "propaganda de opções sexuais" e, hoje, não consigo mais reclamar de quem a chama diretamente de homofóbica.


As ações - ou falta delas - do governo na área dos direitos LGBT's demonstram que se Dilma não é homofóbica, então ela é simplesmente uma estúpida mau intencionada. Ou, outra possibilidade que não necessariamente elimina as anteriores, se vendeu aos Marginais da Fé que, ano começado, já mostraram sua força e o quanto vão colocar em perigo o país, com total conivência do governo federal.

Qual o problema se agora tem pastor tirando o "capeta" do corpo de um gay... E que o "capeta" é a homossexualidade?não podemos nos meter nas opções religiosas - aí sim OPÇÕES - dessa cambada de criminosos, não é, presidentA?


O ano começa ainda em meio à discussão sobre o Cadastro de Úteros proposto pelo Ministro Padilha, que de tanto se explicar tem apenas se complicado. A MP, imposta - como de costume neste governo que se recusa a ouvir os movimentos sociais ou, se uve, ignora, vide PNBL entregue às Teles e etc -, não paenas cria um cadastro absurdo, para a alegria dos Marginais da Fé, como também garante DIREITOS a FETOS. Isso mesmo, garante direitos a fetos em pé de igualdade aos das mães.

O ministro tenta tergiversar, mas tudo que consegue dizer é que "não é bem assim" e não dá nenhum argumento que faça qualquer ativista sério ou advogado mover o pé. Tem até governista fanático estranhando a história!

Mas não só de desgraças passada gira o Brasil, fabricamos novas, ou melhor, governos fabricam ou conseguem se enrolar ao ponto de parecer responsáveis - e normalmente são, de forma direta ou indireta.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O relatório da Funai e o "progressismo" vergonhoso

Li pela blogosfera petista governista progressista a repercussão do "relatório" pífio da Funai. Um relatório feito em três dias, onde só UMA pessoa é entrevistada e os técnicos sequer entram nas terras dos Awá pra verificar alguma coisa pode ser levado a sério? Aparentemente, pode - aliás, nem a própria FUNAI, a verdadeira, não o arremedo Sarneyzista, levou a sério, pois mandará uma equipe de verdade ao local.

Como disse o Rogério Tomaz Jr:
[...] a Funai afirmou enfaticamente que a denúncia não passou de uma mentira, desqualificou aqueles que a divulgaram (citaram alguns trechos do meu desabafo* que ganhou bastante repercussão) e ofereceu para a sociedade um relatório ilustra muito bem o significado do termo embromação.
Desejo – com todas as minhas forças – que o crime não tenha realmente acontecido e que tudo não passe de uma grande confusão informativa.
Entretanto, com esse relatório da Funai, que é também um atestado de negligência, fica difícil crer que a denúncia feita e confirmada por vários indígenas seja um mero boato.
Ler o perfil do Facebook do Emir Sader - que um dia respeitei como intelectual, mas hoje penso em jogar seus livros no lixo  (Pelo menos o FHC teve a decência [sic] de dizer pra esquecerem o que ele escreveu) - ou o blog da Maria Frô - que por vezes tem lampejos de independência, mas em outras demonstra uma cegueira atroz - com o tom de "tirem suas próprias conclusões" é um exercício de paciência e tolerância.

Esta última me falta absurdamente quando o assunto é o genocídio contra os povos indígenas que vem ocorrendo no país.

Será que surpreende que o relatório tenha resultado em uma afirmação tão semelhante com a de famoso blogueiro progressista, o Azenha, que afirmou se tratar de um boato? Falou com a elegância de um mamute, praticamente chamando o blogueiro Rogério Tomaz Jr de mentiroso safado.

Exagero? Talvez, mas qual a sensação que se tem depois de uma séria denúncia ser tratado como espalhador de boatos?

Mas, ao menos, pós-relatório divulgado, o Azenha fez uma mea culpa em que acha tudo "muito estranho".

Diante de um relatório desses, com palavras duras, com acusações diretas contra a blogosfera e palavras que francamente não cabem em um relatório que se preza minimaente científico ou oficial, nada menos que revolta e ultraje são aceitáveis.

O relatório da Funai, aliás, deve ser analisado não apenas pelo conteúdo - parco e pífio -, mas também pela forma. Português macarrônico, tom e veemência descabidos para um relatório oficial, além da investigação ridículamente curta e superficial cujos técnicos SEQUER entraram nas terras Awá. Sério, como alguém pode dizer que investigou um assassinato praticado contra uma tribo isolada sem sequer entrar no território e verificar, mas simplesmente confiando no desmentido de UM índio e deixando tudo mais pra lá?

Gente, levar esse "relatório" a sério é carimbar na testa um atestado de estupidez patológica e irreversível.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Genocídio inígena em curso no país... E a Funai conivente.

Não costumo dar publicidade aos meus posts no Global Voices Online aqui no blog, mas desta vez acho importante para denunciar o genocídio silencioso que vem ocorrendo no Brasil contra as populações indígenas que tem patrocínio e incentivo estatal:
As ameaças ao povo Awá por madeireiros, garimpeiros e agricultores interessados em tomar suas terras não são novidade, assim como contra outras etnias do Maranhão, como os Canela e os Krikati. As comunidades convivem há muito tempo com ameaças de morte e com o medo. Em 2008 uma criança Guajajara de 7 anos de idade foi assassinada com um tiro por um motoqueiro na cidade de Arame, e indígenas de outras etnias foram também vítimas de violência semelhante, além de estupros, na região.
A violência contra a população indígena, no Brasil, tem se espalhado e tomado proporções alarmantes. O genocídio em curso contra os Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, vem recebendo crescente atenção na mídia alternativa, notadamente na blogosfera, mas ainda é um assunto proibido na grande mídia. O governo federal brasileiro tampouco tem tomado medidas para dar publicidade aos crimes e, especialmente, para evitar novas mortes.
Outras populações tradicionais também são vítimas de violência, em grande parte cometida pelo próprio governo federal, que usa as forças armadas para intimidar Quilombolas - populações negras tradicionais - e expulsá-los de suas terras. A construção da Usina de Belo Monte é outra grave ameaça à sobrevivência de comunidades indígenas inteiras na região amazônica.
Outro perigo que se apresenta para as populações indígenas e tradicionais do Brasil é a possível aprovação do novo Código Florestal, apresentado pelo político comunista Aldo Rebelo em conjunto com a ruralista Kátia Abreu, e que é objeto de contestação por parte de ambientalistas e ativistas das mais diferentes áreas.
Há pouco mais de um ano publiquei um artigo sobre o genocídio contra os Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul e há pouco mais outro post foi publicado no GV sobre o mesmo tema. Impressiona como mesmo com um ano de diferença, ambos sejam semelhantes e pudessem ter sido escritos em qualquer época.

Belo Monte, tão amplamente dsicutido, é outro passo rumo ao extermínio de indígenas. Apontar uma arma para a cabeça dos índios não é a única forma de abreviar suas vidas, mas a pressão sobre eles e suas terras os levam ao suicídio - muito comum entre os Guarani-Kaiowá - e nada é feito para conter o avanço deste mal, muito pelo contrário, cada vez mais os índiossão tratados como lixo.

Belo Monte é, hoje, o exemplo máximo, pois trata-se de uma ação direta e deliberada do Governo Federal.

Como disse o @Luckaz, o slogan do governo federal deveria ser "País rico é país sem criança indígena", especialmente quando soubemos do assassinato cruel de uma criança Awá-Gwajá no Maranhão, queimada viva por madeireiros em conluio com a Funai que, de forma tosca, disse que ali nada havia acontecido.

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Cidadãos do mundo CONTRA Belo Monte - Citizens of the World Against Belo Monte

Mais um curta-documentário contra a construção de Belo Monte, desta vez do Líbano, produzido pela jornalista Nadine Mazloun com o apoio de pessoas de todo o mundo - inclusive com pequenos vídeos meus -  mostrando que TODO o mundo repudia a construção de Belo Monte e a destruição da Amazônia e do modo de vida dos indígenas da região.

Vídeos foram enviados da Argentina, Canadá, EUA, Oriente Médio, Austrália, Macedônia, França, dentre outros, com cidadãos pedindo para o governo brasileiro parar com a obra. As mensagens chegaram até mesmo dos movimentos Occupy Detroit e Occupy DC e do músico libanês Bassem Deaibess, dentre outros.


Este é um pequeno presente de natal à Dilma, de todo o mundo e com total sinceridade.
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Um vídeo-petição contra a construção da Usina de Belo Monte no coração da Floresta Amazônica, no Brasil.
Por favor, criem o máximo de consciência sobre esta causa que puderem! Escrevam para sua embaixada brasileira local e expressem seu descontentamento contra este projeto.

Fiquem ao lado do povo do Xingu,

Somos todos ligados!
Não à Belo Monte!

Dirigido por: Nadine Mazloum

A global video petition against the building of the Belo Monte Dam in the heart of the Amazon rain forest,Brazil. Please create as much awareness on this cause as you can! Write to your local Brazilian embassies and express your discontent against this project.
Stand with the Xingu people.
We are all related!
No to Belo Monte Dam!
Directed by: Nadine Mazloum
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os vídeos sobre Belo Monte: Quando números substituem pessoas

Não faltam vídeos sobre Belo Monte. Aparentemente os atores da Globo em seu fraco vídeo do movimento Gota d'Água acabaram por fazer estourar a barragem (com trocadilho) e vídeos pipocam. Um que causou bvoa discussão foi o de alunos da UNICAMP, de engenharia civil e economia, coordenados por um professor estatístico.
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O vídeo dos globais:


O vídeo dos alunos da Unicamp:


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Interessante, mas a discussão vai pelo caminho errado. E isto também é culpa dos globais, que tentaram mexer com dados e, por vezes, usaram dados errados.
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sábado, 17 de setembro de 2011

O jornalismo "progressista" e o PIG: Afogados em um Belo Monte de mentiras [Update]

Sempre tive um pé atrás quando algum assunto era notícia no blog do Paulo Henrique Amorim (o Conversa Afiada).

É estranho que um jornalista que critique de forma tão veemenete o chamado PIG trabalhe para... o PIG! No caso, a Record, a TV do Bispo. E, claro, que acredite tão piamente naquilo que o tal PIG veicula, sempre que bate com seus interesses.

Claro que todos precisamos comer e pagar nossas contas, mas sempre achei a virulência do dito blogueiro/jornalista - contra o PIG do qual ele faz parte - por demais exacerbada, falsa, como se jogasse para uma platéia.

Mas indo ao assunto principal, leiam rapidamente esta postagem do PHA, ferrenho defensor de Belo Monte, que não nega seu total desprezo pelas vítimas potenciais desse monstro:
Saiu no Globo, na pág. 25 (será que a Urubóloga leu ?):

“OEA volta atrás sobre Belo Monte”

“Comissão de Direitos Humanos da OEA pedira suspensão da obra da usina em abril”

“… há cinco meses a OEA havia baixado uma medida cautelar pedindo ao governo brasileiro que suspendesse o empreendimento …”

Agora, enviou uma carta à Presidenta “se retratando e pondo um ponto final no impasse”.

O “especialista” da OEA disse:

“Esse assunto está encerrado para nós. Creio que o que houve foi falta de informação dos integrantes da Comissão”.
Não diz muita coisa, senão apenas reproduz passagens pinçadas de um suposto texto publicado pelo O Globo.

Dois problemas surgem imediatamente.

Primeiro, acho engraçado que alguém tão raivoso contra o PIG aceite uma matéria de um jornal "do grupo" como verdade incontestável sem checar outras fontes (que não existem) e, segundo, desde quando há qualquer certeza sobre um assunto apenas porque saiu na mídia?

O jornalista da Época, Paulo Moreira Leite, foi outro a também cair na pegadinha d'O Globo:
Cinco meses atrás, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos baixou uma medida cautelar pedindo ao governo brasileiro que suspendesse a construção da usina de Belo Monte. Foi um pequeno escândalo, como vocês se lembram.
Intromissão em assuntos internos? Pressão imperialista? Gafe diplomática? Pura incompetencia?
Leviandade? Tudo isso e um pouco mais. Sabe-se agora que foi, especialmente, uma piada de mau gosto.
Seria suspeito, desde o início, que apenas dois jornalistas (um deles um ferrenho defensor de absolutamente qualquer atitude do governo) tivessem reproduzido (com visível felicidade) uma matéria teoricamente de grande importância.

Aliás,  inicialmentesó consegui encontrar a tal matéria d'O Globo reproduzida pelo site da Norte Energia, a empresa responsável por Belo Monte (em link que me foi enviado pelo @sergiorauber).

A matéria d'O Globo, enfim, existe, como pode ser visto na imagem abaixo (retirada do site do Min. do Planejamento), mas seu conteúdo é totalmente falso.

No twitter, conversando com o @Sergiorauber e com a @PersonalEscrito, desde o princípio duvidamos da veracidade da matéria, pois os dados simplesmente não encaixavam.

A matéria afirmava que um funcionário da OEA, o canadense Adam Blackwell, seria o responsável por revelar ao jornal a novidade, mas daí surge um problema grave: Nenhum funcionário da OEA pode falar em nome da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH, a responsável pela "condenação" do Brasil e que é autônoma em relação à OEA).

Ademais, não faria qualquer sentido a CIDH - e muito menos a OEA, que não está acima da primeira - revogar uma decisão (sua medida cautelar) em segredo e, de pirraça, contar só para o governo e para um ou dois jornalistas!

Um pouco de estudo resolveria o problema: A Corte Interamericana e a Comissão Interamericana são totalmente autônomas em relação à OEA, não podendo ter suas decisões e medidas revogadas ou sequer questionadas pela Organização dos Estados Americanos.

Desta história podemos tirar algumas lições.

É sempre bom saber quem são nossas fontes. Confiar cegamente num jornalão e, pior, em blogueiro absolutamente cego em seu apoio ao governo constitui-se erro primário. É também interessante ter o mínimo de conhecimento em relação ao que se está falando: OEA, CIDH e direito internacional.

Fica uma dúvida, porém. Será que o jornalista "progressista" Paulo Henrique Amorim irá se retratar ou manterá sua mentira original no ar, sem retoques?

Abaixo reproduzo matéria da Revista Fórum, originalmente publicada pelo Movimento Xingu Vivo, desmentindo a farsa d'O Globo, de PHA e cia:

Belo Monte: fonte fajuta mente sobre medidas cautelares da CIDH e expõe O Globo

A matéria de O Globo ignorava, ou escondia, até mesmo que nenhum funcionário da OEA está autorizado a falar em nome da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, autônoma ante a Organização.

Por Xingu Vivo [16.09.2011 00h44]
Nesta quinta, 15, o jornal O Globo publicou uma matéria na qual noticiou que “a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), que há cinco meses havia baixado uma medida cautelar pedindo ao governo brasileiro que suspendesse o empreendimento [de Belo Monte], enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff se retratando e pondo um ponto final no impasse”. Segundo a reportagem, as informações teriam sido prestadas por um certo senhor Adam Blackwell, “especialista em segurança da OEA”, que teria afirmado também que o assunto – paralisação de Belo Monte em função de violações de direitos humanos – estaria encerrado e que a medida cautelar da CIDH seria fruto de “falta de informação dos integrantes desta comissão”.
Em primeiro lugar, este senhor, ou qualquer outro empregado da Organização dos Estados Americanos, não tem autoridade, muito menos autorização, para falar em nome da CIDH, autônoma perante a OEA. Mais: beira à aberração a acusação de que a CIDH não está informada sobre os temas que analisa e delibera.
Mais constrangedor, porém, é o fato de que a informação passada ao Globo é mentirosa: as medidas da CIDH estão mantidas. A Comissão apenas considerou que “a controvérsia que atualmente se apresenta entre as partes [representantes das populações indígenas e governo], sobre a consulta prévia e o consentimento informado em relação ao projeto de Belo Monte, tornou-se uma discussão sobre questões de mérito que transcendem o âmbito de mecanismo de medidas cautelares”; ou seja, a denúncia sobre a falta de consulta aos indígenas será considerada no pronunciamento sobre o mérito da petição.
Em nenhum momento a CIDH afirma que revogou qualquer decisão anteriormente apresentada ao governo. Reiterou, outrossim, que notou com muita preocupação que o governo não está garantindo a saúde, a segurança e a demarcação das terras das comunidades indígenas, em particular as indígenas em isolamento voluntário. Ou seja, apesar da afirmação do governo de que estaria tomando medidas neste sentido, a CIDH afirma que “estimou necessário manter as medidas cautelares adotadas para proteger a vida, saúde e integridade pessoal” dos membros das comunidades indígenas da bacia do rio Xingu, especificando ações neste sentido.
Possivelmente os jornalistas do Globo não tenham se dado conta de que o funcionário de uma instituição não é fonte para falar em nome de outra. Mas sempre é sábio que, em casos controversos, se busque informações com mais de um único informante. Por exemplo, as entidades peticionárias. Evita-se assim gafes constrangedoras.

Publicado no site do Movimento Xingu Vivo.
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Update:
O Brizola Neto foi outro a publicar a notícia falsa, usando o PHA como fonte, e que ainda não se retratou por reproduzir mentiras.
Reproduzo aí ao lado a manchete de O Globo do dia 6 de abril, com a “condenação” da Organização dos Estados Americanos à construção da Usina de Belo Monte e a materinha, na página 25 de hoje, dizendo que a OEA nada tem contra a obra e que faltou-lhe informação quando se manifestou contrária a ela.
A diferença de tratamento é tão grande que eu mesmo só a li depois de alertado pelo Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim.
Não é preciso sequer dar usar argumentos diante deste flagrante desequilíbrio. É o padrão Ricúpero de jornalismo: “o que é bom a gente mostra, o que é ruim, a gente esconde”.
Neste caso, a condenação a Belo Monte pela OEA é o “bom”, o arrependimento da Organização é o “ruim”, não é mesmo.
Esqueçam qualquer discussão séria – e necessária – sobre questões ambientais e econômicas. Tudo é política e propaganda.
Havia ou não havia razão para, há um mês, a gente dizer que o Código de Ética da Globo merece apenas uma risada?
Meus comentários no Tijolaço, blog do deputado Brizola Neto, costumam ser censurados, então não sei se meu questionamento sobre se ele iria manter esta emntira no ar será publicado ou não. E no blog do PHA todos os meus questionamentos foram igualmente censurados.

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Em tempo: Nada impede que a CIDH decida hoje ou amanhã mudar ou mesmo revogar sua decisão sobre Belo Monte. Se a CIDH o fizer, serei o primeiro a lamentar. Mas mentir e fabricar notícia de que ela já o fez é o cúmulo da atitude Reinaldo Azevediana que cada vez mais os "progressistas" adotam.

Em tempo 2: Aliás, sabemos que a CIDH só revisaria sua decisão de forma completa caso sofresse imensa pressão do governo brasileiro. Não precisa nem comentar o quão antidemocráticas seriam essas "pressões".

Em tempo 3: A CIDH até realizou mudanças em sua decisão, mas nada parecido com o dito pelo Globo, PHA, Brizola Neto...
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Ou para Belo Monte, ou paramos o Brasil" - Os vídeos do protesto

Os vídeos do protesto contra Belo Monte, em 20 de agosto de 2011, na Av. Paulista.

Recomendo fortemente os vídeos 3, em que o Pajé Kunue declara a vontade dos índios de resistirem à Belo Monte usando todos os meios possíveis e os vídeos 6 e 7, em que um boneco simbolizando Dilma é espancado e queimado, demonstrando toda a raiva sentida pelos índios contra a responsável por destruir suas vidas.

Link para o post com fotos e resumo da manifestação.


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"Ou para Belo Monte, ou paramos o Brasil" - As fotos do protesto

"Mas o Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão! 
Que país é esse???"
Todo protesto traz consigo alguma emoção. Mexe conosco participar de manifestações ao lado daqueles oprimidos e pensar que podemos fazer alguma diferença. às vezes conseguimos nossos objetivos, às vezes não, mas é sempre válido sair às ruas e mostrar nossa insatisfação.

Mas este protesto em particular, contra Belo Monte, foi especial. Já estive em outras manifestações junto à população vítima de abusos do governo, despejados e à beira de perder suas casas ou mesmo depois de já terem perdido tudo que tinham por ação criminosa dos mais diversos governos, mas neste caso em particular estamos em uma situação que vai além da mera perda de uma casa (por mais grave e absurdo que isto seja), mas da morte de culturas e modos de vida.

Ver índios pintados para a guerra, no frio gélido de são Paulo, uma cidade inóspita, gigantesca e poluída, prontos a morrer na defesa de suas terras e de seus povos é algo que emociona a todos que ainda tem um coração e que não deixaram o fanatismo pró-governo suplantar sua humanidade.

Crianças pequenas, de colo, adolescentes e adultos do Xingu ou mesmo de Parelheiros, zona sul de São Paulo, Kayapós, Kalapalos e Guaranis unidos para lutar contra uma obra que representa a morte da floresta e a destruição de suas culturas.

Parece que muitos petistas, muitos governistas, esqueceram do significado dos direitos humanos.

Os índios de Paralheiros e Guaranis da cidade de São Paulo sabem muito bem o que é viver pressionados pela "civilização", constantement atacados e ameaçados. E os índios do Xingu, que tanto lutaram para garantir uma terra sua, sbem bem o que é lutar contra Belo Monte, este projeto criado pela ditadura Militar que hoje foi apadrinhada por um governo que se diz de esquerda, mas que até o momento não deu um só passo para rever os rimes da Ditadura, condenar culpados e abrir arquivos.

Pelo contrário, preferem realizar projetos abortados pelas lutas populares idealizados por militares.

Eu não consigo realmente entender o que passa na cabeça daqueles que seguem de forma cega um governo que fez ressurgir das cinzas (tomando Dilma como continuidade de Lula, apesar desta aprofundar aquilo que Lula tinha de pior) um projeto que o movimento social indígena ou não conseguiu derrubar durante uma DITADURA! Em plena "democracia" o governo tenta impor uma obra gigantesca, feita sob medida para empreiteiras (as mesmas que financiaram a campanha de Dilma, aliás), sem qualquer tipo de consulta séria e sem ouvir os indígenas.

Aos que tentarem, em vão, dizer que o Ibama e outros órgãos conversaram com indígenas, façam o favor de me poupar. Chegar numa tribo ou em cidades próximas e que serão atingidas pelas obras e se limitar a informar porcamente o que será feito, não é conversar, mas impor sua vontade sobre brasileiros vulneráveis.

Se Belo Monte fosse uma obra que respeitasse minimamente os direitos humanos não teríamos ao menos TREZE processos, recomendação do MPF contra a obra, condenação na Comissão Interamericana de Direitos Humanos e condenação pela Anistia Internacional e outras ONG's de nível mundial

E, finalmente, para o petista fanático que adotar o discurso-padrão Aldo Rebelo (amigo da Katia Abreu, só lembrando), de que tem "dinheiro estrangeiro"financiando algumas ongs contra Belo Monte, recordo que boa parte dos fundadores do PT, ex-guerrilheiros, receberam financiamento de Cuba e da URSS para lutar contra a Ditadura e até hoje o PT mantém acordos e alianças com organizações de vários outros países. PAra bom entendedor, meia.

Enfim, foi um protesto emocionante, com a participação de diversas organizaçõess e entre mil pessoas (segundo a PM) e duas mil (segundo os organizadores) que caminhou do MASP até o Ibama, no meio dos Jardins, cantando palavras contra Belo Monte e, claro, contra DIlma e seu governo-trator.

Ao longo do caminho um boneco de palha, chamado de "Dilma" foi amaldiçoado , espancado e finalmente queimado, assim como um boneco representando o presidente do Ibama, Curt Trennepohl que, sem saber que estava sendo gravado, anunciou seu desejo de tratar os indígenas brasileiros como a Austrália tratou seus aborígenes: Matando todos. Ou o máximo que conseguir.


Lideranças indígenas históricas, como o cacique Megaron Txucarramãe e o Pajé Kunue Kalapalo marcaram presença, cantaram, dançaram e deixaram claro que não irão aceitar Belo Monte sem luta.


Kunue declarou em alto e bom som que os indígenas resistirão, irão colocar fogo nos canteiros de obra e irão fazer o possível para impedir que seu povo e seu modo de vida seja destruído.


Cada gota de sangue indígena ou não-indígena derramada será culpa direta de dilma e sua sanha por promover um "desenvolvimento" assassino, a todo custo, feito sob medida para a gradar às multinacionais, empreiteiras ematar o povo.
Um boneco de palha representando a presidenta Dilma Rousseff foi linchado e queimado pelos indígenas presentes no ato, durante uma cerimônia que parou o trânsito na esquina da Paulista com a rua Haddock Lobo. Palavras de ordem criticavam o governo federal e a Presidência da República por conta dos impactos sociais e ambientais trazidos pela obra e questionavam a eficiência energética da usina. O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator das mudanças no Código Florestal e que vem recebendo pesadas críticas de ambientalistas e cientistas, também foi lembrado pelos presentes. Outro boneco, de terno e gravata, que simbolizava o presidente do Ibama Kurt Trennepohl, foi incendiado na frente do escritório do órgão, em protesto contra as licenças concedidas para o início das obras sem que as populações envolvidas tivessem sido devidamente ouvidas.
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Os protestos aconteceram em diversas cidades brasileiras, como Belém, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Salvador, Santarém, Florianópolis, Cuiabá, Manaus e Belo Horizonte. Além de protestos pelo mundo, em 16 países, e reuníram milhares de pessoas.

Digno de nota o silêncio da dita blogosfera progressista e dos grandes blogs de "esquerda", que antes e depois da marcha mantiveram a posição de fingir que nada acontecia ou aconteceu. De todos os blogs que sigo, posso citar apenas dois que, até o momento, postaram algo sobre a marcha ou convocando para a mesma: O Blog do Sakamoto e da Maria Frô.
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Algumas fotos do protesto. Para mais fotos, visite o Flickr.








Os vídeos do protesto serão postados em separado.
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sábado, 20 de agosto de 2011

Zara, Belo Monte e a justificativa da escravidão por interesses

Imagino que todos e todas que tenham assistido ao programa A Liga, que denunciou o trabalho escravo da Zara e outras formas de trabalho escravo no interior do país, ou que tenham ouvido falar depois do episódio, tenham repudiado econtinuem a repudiar a Zara.

Não acredito que ninguém apoie o trabalho escravo, a exploração insensata e desumana de outros, de nossos semelhantes, sejam eles brasileiros, bolivianos e até marcianos, se fosse o caso.

Quantos, agora, não pararão de comprar roupas na Zara e falarão com todos os conhecidos para fazer o mesmo?

A escravidão é a mesma desde os primórdios da história. Muda o grupo social e a aceitação popular, mas permanece sendo uma degradação social intolerável. A animalização do ser humano, a coisificação do ser humano que passa a ser uma mercadoria a ser negociada, explorada e mesmo destruída ao gosto do "dono".

O exemplo da educação falida, voltada à empresas e não ao ensino efetivo e o descaso com os direitos humanos podem ser entendidos em apenas uma frase:
“Há dois lados nessas histórias que envolvem o trabalho escravo. De um está a empresa, que não deveria ter como meta querer ganhar 100% de lucro em cima da exploração humana. Do outro, o empregado, que não deveria se deixar submeter a essa precariedade desde o início”.
A criminosa autora da frase acima é Denise Von Poser, professora de comunicação com o mercado do curso de pós-graduação da ESPM. Faculdade voltada para a empresa, curso voltada pra empresa em um modelo totalmente voltado apra... empresas! Escravidão é culpa da vítima. Vamos relativizar tudo.

Mas por vezes eu fico me perguntando se a revolta que muitos sentem do tratamento desumano e do desrespeito à dignidade humana (que vai além da escravidão, mas a engloba) é realmente genuína, ou só vai até onde se choca com seus interesses ou com os interesses imediatos de seu governo.

Sim, falo mais uma vez sobre Belo Monte. É justo se calar frnete ao desrespeito aos direitos humanos apenaspor interesses?

Se você quer comprar uma roupa da Zara, mas se revolta com o trabalho escravo, você não boicota a loja até que esta passe a respeitar integralmente os direitos humanos de seus funcionários dentro de toda sua cadeia de produção?

Você não se revolta quando descobre que uma marca usa trabalho escravo infantil para produzir roupas, tênis e etc? Ou você pensa que o problema é deles (dos explorados) e continua a usar o produto como se nada tivesse acontecido?

Ou, seguindo outra linha de argumentação, os fins justificam os meios?



Pois é. A questão passa de um problema pessoal de escolhas a um problema de governo, de apoio cego e irrestrito a um governo que prega um modelo de desenvolvimento ultrapassado, desumano e que nem em uma realidade alternativa poderia ser chamado de um modelo de esquerda.

Remoções forçadas, desrespeito aos direitos humanos, desrespeito a organismos e leis internacionais e a defesa do crescimento frente a dignidade humana são e sempre foram bandeiras da mais extremada direita neoliberal.

O que fazerquando quem se diz de esquerda manipula notícias igual faz o chamado PIG para justificar as ações assassinas de seu governo?
São só 200 índios, são só 180 índios... Mesmo que fossem 10 índios. É justificável, em nome do progresso ou de um suposto progresso, passar por cima da dignidade humana de uma pessoa sequer?

Vale lembrar, como adendo, que a própria constituião federal proíbe o deslocamento forçado de populações indígenas de suas terras e, em caso de máxima necessidade, os indígenas devem ser indenizados e tratados com respeito, o que sabemos que não acontece ou acontecerá:
Art. 231 - São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
§ 1º - São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.

§ 2º - As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

§ 3º - O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

§ 4º - As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.

§ 5º - É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.

§ 6º - São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa fé.

Art. 232 - Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo.
Mas sejamos honestos, se nem os apelos ao repeito aos direitos humanos funciona, o que esperar do respeito a lei?

Apelos à razão e ao respeito a dignidade humana não funcionam com fanáticos que acreditam que um governo comandado pelo PMDB e que faz apelos desesperados para não perder o PR possa ser chamado de esquerda.

Alguns chegam ao ponto de reclamar do direito a greve - criminalizada por este governo! Institutos Federais estão em greve, professores estaduais estão em greve por todo o país (muitos em estados "aliados") e as Universidades Federais irão entrarem greve (algumas já estão) e o que se ouve por parte de muitos "progressistas" é estática. É o som do silêncio. Enquanto aind é possívle ouvir reclamações, como se professores não precisassem comer, não precisassem de condições decentes de trabalho.

Os esforços do governo se dividem em duas frentes, em acabar com a miséria ao passo que garantem os lucros cada vez maiores do empresariado e dos bancos.

É uma política, como já tratei aqui, equivocada:
Não se constrói um país onde o povo passa fome e não tem condições de viver e não sabe se estará vivo no dia seguinte (claro que com a violência das polícias o favelado, em geral negro, continua vítima de sua condição, mas é outro assunto), mas da mesma forma, não se constrói um país APENAS com a bandeira do combate à miséria, deixando pra lá políticas de inclusão efetivas para quem SUPEROU a situação de miséria.
[...]
Políticas efetivas de combate à miséria mas que, no fim, acabam se voltando contra o próprio partido quando consideramos que a população agora come, mas continua conservadora, sem educação e refém de Marginais da Fé e enganadores semelhantes. Não se emancipou.

O caso do Salário Mínimo no começo do ano é emblemático. Amplia-se o Bolsa Família mas achata-se o salário de quem conseguiu caminhar para o patamar acima.

O ProUni, um bom programa, peca em aceitar toda e qualquer UniEsquina, formando profissionais de má qualidade que, muitas vezes, já chegaram nessas universidades em estado de quase analfabetismo funcional, pois não houve nenhum investimento sério em educação básica.

Os investimentos são feitos quase que exclusivamente na etapa final do processo educacional, abandonando as primeiras etapas onde o jovem, a criança, aprende a pensar, forma sua identidade e adquire pensamento crítica. A idéia é apenas formar para o mercado. Não é emancipar, não é efetivamente educar, mas formar mão de obra (nem tão) qualificada.
Enquanto o governo garante que as pessoas comam - o que está correto -, garante o direito do empresariado explorar ao máximo os demais. Greves em obras do PAC pipocam. Trabalhadores são tratados como gado em nome do "progresso". O govenro privatiza aeroportos, fazendo o que passou toda sua história criticando, invfeste pesado em ensino privado, enquanto contrata professores como temporários nas federais, tratando o professor como peça descartável e por aí vai.

E TUDO com a maior conivência de boa parte de uma militãncia fanática e fanatizada, incapaz de enxergar a realidade por detrás dos belos discursos da presidente de que irá tornar o Brasil um país de classe média.

Mas... classe média? qual? A conservadora, viciada em shopping e consumista ao extremo que votou em peso no Serra e na Marina?

E a reforma agrária? E a educação de qualidade? E a internet de qualidade? Estamos em um país em que o governo faz de tudo, mas NADA tem qualidade.


Nada disso importa aos fanáticos. Espero que fiquem felizes em ter energia gerada com o abuso aos direitos humanos. Estes podem, agora, usar roupas da Zara sem preocupação, consumir produtos vindos de trabalho escravo, pois não tem mais nada a oferecer além de suas cumplicidades criminosas.

Substitua o "ela" do comentário abaixo, de Rui Amaro Gil Marques, por "eles", por todos os fanáticos:
Ela não se considera um monstro por ser a favor de uma enorme violência contra o meio ambiente, a floresta e o rio xungú. Ela não se considera um monstro por concordar e defender a expulsão de tribos indígenas de suas terras e a destruição de suas culturas. Ela não se considera um monstro por defender os interesses escusos de políticos locais, empreiteiras e dos que se aproveitam de empreendimentos dessa magnitude para desviar verbas públicas para financiar negociatas e o enriquecimento ilícito. Hitler e os nazistas também não se consideravam monstros pelo assassinato de crianças, judeus, comunistas, ciganos, deficientes físicos e mentais. Parabéns para essa guria e a monstruosidade que ela comete, apesar dela não ser um monstro até porque o correto é monstra.

O engraçado ao ouvir defensores de Belo Monte, os mais ingênuos (mas que são tão responsáveis quanto os "cabeças" que estão por trás), dizendo que "ficaremos" sem energia. Nós quem, cara-pálida? A energia de Belo Monte será primordialmente enviada para indústrias de aluminio no Pará! Ah, mas é o desenvlvimento1 Pouco importa Belo Monte ou mesmo o quão poluidora é a indústria de alumínio e quão degradante pode ser para o país.

Quem defende Belo Monte é um monstro e direto responsável pelas mortes causadas direta ou indiretamente por esta obra criminosa que foi combatida pela esquerda por décadas.

"Desenvolvimento" é o novo Socialismo para alas fanatizadas de governistas. Mas "Socialismo" sem o social e banhado no sangue daqueles deixados pra trás.


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