Em respeito aos direitos básicos da população, Internet deveria ser gratuita.
1 MB, no mínimo, deveria ser provido pelo Estado a TODA a população brasileira AO MENOS (e inicialmente) via wi-fi, para garantir um acesso igualitário a TOD@s aos benefícios que a internet traz. É uma questão simples de cidadania que países como a Finlândia já inclusive tornaram lei.
E não é algo difícil e se fazer. Basta vontade. E isto o governo não tem, haja visto o Plano Neoliberal de Banda Lerda que o governo e Paulo Bernardo nos entregaram.
Sem peitar as teles, nada feito, não teremos nem inclusão e nem acesso decente - na verdade já não temos isso nem nas capitais!
O governo possui fibras óticas espalhadas pelo país e tem a capacidade de investir em mais, mas prefere colocar bilhões em algo tão útil (ironia) quanto um trem-bala caríssimo entre Rio e São Paulo ou em Belo Monte, condenada por ser um crime contra os direitos humanos.
Como se vê, respeitar os direitos humanos não é o mote deste governo. Dilma, presa pela Ditadura parece ter se apegado a seus costumes. Passa por cima de críticas como trator e impõe sua vontade - mas apenas ao povo, não toca nos interesses das elites.
Paulo Bernardo, recentemente, teve a coragem de afirmar que com o PNBLerda teremos uma das internets mais baratas do continente! Isso mesmo, 35 reais por uma conexão sem nenhuma garantia de qualidade - que durante 23 das 24h do dia pode não passar de 128kb, afinal nada obriga as teles a entregar a velocidade que vendem - que muitos brasileiros não terão condições de pagar (e por um preço até mais caro que o já ofertado pela mesma velocidade por várias operadoras, como a Vivo). E o pior, com limite grotesco de velocidade, que impossibilita uma navegação séria e durnte todo o mês, criando uma clara situação de exclusão digital patrocinada e referendada pelo governo!
É o governo investindo para o povo ter apenas inclusão virtual (no sentido de falsa) no mundo virtual.
Engana-se o pobre na cara dura, e apenas os que tiverem condições de pagar.
Novamente, internet deve ser um bem público. Hoje, dado nosso atraso tecnológico (pela falta de investimentos por parte das teles privatizadas e pelo desleixo do governo, via ANATEL, de fiscalizar, punir e obrigar), 1 MB garantidos pelo governo (seja por vias próprias ou seja agindo como deve, OBRIGANDO as empresas a prestar o serviço sob pena de perderem seus direitos) deve ser o mínimo.
E quando falo 1 MB eu digo 1 MB inteiro, sem "mínimo". Com qualidade e entregue em sua totalidade, pesando severas multas às empresas que descumprirem as regras. E a velocidade deve ir crescendo gradualmente, acompanhando a evolução tecnológica mundial.
Quem quiser mais de 1 MB deverá, aí sim, contratar planos com as teles e, mesmo assim, pagando preços justos e não o absurdo que pagamos hoje, uma das tarifas mais caras do mundo.
Hoje a internet é imprescindível para u mreal acesso por parte da população a todos os benefícios sociais e mesmo para cumprir as obrigações básicas da cidadania. Não se declara imposto de renda sem internet, mas se o serviço prestado é péssimo as teles não sofrem nada, apenas o indivíduo que teve problemas. Se o serviço sai do ar as teles pagam centavos a título de ressarcimento em nossas contas, descontos que nos fazem rir. Mas se atrasamos uma conta somos privados de acesso e pagamos multas que podem ser consideráveis.
Porque o cidadão deve ter todas as obrigações e as teles devem apenas se aproveitar?
A falta de interesse do governo em garantir acesso digno ao povo (logo, cidadania) é tão clara que Paulo Bernardo insiste que as 12 cidades-sede da Copa, em 2014, devem ter conexões rápidas (de 50-100 MB) para os jornalistas, ou seja, para não passar vergonha internacional.
Claro, a desculpa é que depois a rede ficará para o povo, como "herança", mas nem uma palavra sobre o preço que as teles cobrarão, com total liberdade para nos roubar. E o resto do país fica com PNBL de 10% de 1MB via conexão 3G!
Mas me pergunto, melhor um investimento para agradar gringos e garantir 50MB em 12 cidades ou um investimento para garantir ao menos 1 MB (de verdade, não 10%) para TOD@S de forma imediata?
Não, péssima idéia. Melhor agradar aos de fora e garantir os enormes lucros das teles. E os trabalhadores? Reclamem com o... PT? Opa!
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Internet gratuita é obrigação do governo
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Um país sem qualidade: PAC, PNBL e ProUni #PareBeloMonte #RemocoesNao
Algo fácil de notar e em comum entre vários dos programas iniciados por Lula e continuados por Dilma é a falta de qualidade em suas execuções ou no resultado dos mesmos.
ProUni, PAC (Belo Monte, Transposição, dentre outras) e PNBL são exemplos de programas do governo aparentemente feitos nas coxas, sem qualquer preocupação com qualidade ou com os direitos humanos.
ProUni e PNBL são programas que, em sua concepção, se mostravam necessários para desenvolver o país, mas não dentro da mesma agenda em que se insere o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que visa o desenvolvimentismo mais puro, a qualquer preço, sem preocupação com o fator humano na equação.
O ProUni é uma idéia excelente, garantir acesso aos mais pobres à universidade de forma emergencial enquanto se investe em educação de melhor qualidade nos níveis inferiores (ou anteriores) da educação. Neste meio tempo você forma aqueles mais capazes dentre os mais pobres que podem reproduzir os conhecimentos e sair de sua situação de pobreza, ajudando, talvez, outros a seguirem o mesmo caminho.
O ProUni, porém, esbarra em dois grandes problemas:
Primeiro, não há qualquer investimento sério no ensino básico e médio.
O ProUni, emergencial toma ares de perpétuo, se amplia e tem como foco único a formação de mão de obra para a economia que cresce, sem preocupação com uma efetiva formação humanista que prepare não só para o mercado, mas para a vida e para a reprodução do ciclo.
O proposto investimento do governo no ensino técnico dá o acabamento final de um programa que visa apenas privilegiar o emprego e não a formação de qualidade e a educação em si, é o mesmo modelo mercadológico que guia mais e mais escolas que entregam alunos despreparados ao ensino superior, interessados apenas em arranjar um grande emprego e não em efetivamente aprender.
Não surpreende que parlamentares estejam propondo o fim da obrigação de ao menos um mestrado (ou pós específica) para se ensinar em universidades. O objetivo não é o de ensinar, mas o de criar mão-de-obra, e pra isso não é preciso muito.
Cursos de menos de 4 anos, precarização do ensino, tudo o que lembra o que vem acontecendo na Europa com o Tratado de Bolonha, que visa a formação de mão de obra, sem preocupação com a qualidade do ensino, reduzindo o tempo para se conseguir diplomas e facilitando o surgimento de cursos meramente profissionalizantes e não acadêmicos.
E daí chegamos ao segundo ponto, que é a proliferação de UniEsquinas feitas sob medida para inundar o mercado com profissionais sem qualidade, com educação falha. Tudo com amplo e irrestrito investimento do governo que não exige nenhuma qualidade às universidades para que estas se beneficiem dos incentivos do ProUni.
Entrega-se ao pobre aquilo que há de pior qualidade, enquanto as federais, estaduais e particulares de maior prestígio continuam a formar a elite. A elite pensante e o pobre como massa de manobra. Não se inverte a lógica, ainda que existam casos de sucesso significativos.
Um bom programa, tido como emergencial, caminha para a perenidade agravando inúmeros problemas da educação brasileira. E o governo não tem a menor preocupação em mudar o quadro.
O PNBL, que já tratei de forma exaustiva neste blog é, talvez, o grande exemplo do desleixo ou mesmo descaso do governo: Deixa explícito que não exige ou exigirá qualquer qualidade por parte das teles. O que elas quiserem entregar está bom.
Resumindo:
Feito a toque de caixa, imensos projetos de engenharia com o objetivo de garantir que o Brasil permanecerá imune a crises (política keynesiana pura em conjunto com outros movimentos na economia, facilitando o crédito e ampliando a renda) e que terá um desenvolvimento a médio e longo prazo, o PAC esbarra em problemas imediatos, que vão desde o planejamento porco até a total falta de preocupação com o trabalhador e com a execução dos projetos.
São inúmeros os casos de escravidão nos canteiros de obras.
Em Goiás:
A frase:
“Como é que bota na selva amazônica centenas de homens sem mulher? Era preciso ter bordéis nos canteiros de obras.”
O autor? Paulinho da Força, sindicalista. Acreditem se puder.
E, também relevante, o desrespeito aos direitos humanos na Transposição do Rio São Francisco:
As obras do PAC, diversas, e notadamente as mais relevantes, estão todas envoltas em denúncias de abusos, desrespeito, escravidão... E o governo não dá qualquer atenção, apenas tenta sufocar as críticas e seguir em frente, passando por cima de tudo e todos.
Para além do PAC temos ainda as obras da Copa. É difícil até saber por onde começar a falar em meio a tantos absurdos. Licitações sem controle, feitas às escuras e com legislação escolhida a dedo para impedir acesso público aos gastos e detalhes. Prato cheio para corrupção, superfaturamento....
Mas o problema principal é o das remoções forçadas. Até agora mais de 20 mil famílias foram ou serão removidas de suas casas com indenizações ridículas e enviadas para áreas extremas da cidade do Rio ou mesmo para favelas. E os problemas se espalham por todo o país, enquanto nem o govenro federal e nem os governos estaduais e prefeituras (em muitos casos aliado[s] do governo federal) parecem se preocupar com os danos causados.
Aliás, não parecem porque não se importam mesmo. Interessa apenas o lucro.
Como se vê, uma parte significativa dos programas do governo tem falhas estruturais gigantescas. Tem execução falha e a resolução dos problemas não parece estar na agenda imediata - e não está.
ProUni, PAC (Belo Monte, Transposição, dentre outras) e PNBL são exemplos de programas do governo aparentemente feitos nas coxas, sem qualquer preocupação com qualidade ou com os direitos humanos.
ProUni e PNBL são programas que, em sua concepção, se mostravam necessários para desenvolver o país, mas não dentro da mesma agenda em que se insere o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que visa o desenvolvimentismo mais puro, a qualquer preço, sem preocupação com o fator humano na equação.
O ProUni é uma idéia excelente, garantir acesso aos mais pobres à universidade de forma emergencial enquanto se investe em educação de melhor qualidade nos níveis inferiores (ou anteriores) da educação. Neste meio tempo você forma aqueles mais capazes dentre os mais pobres que podem reproduzir os conhecimentos e sair de sua situação de pobreza, ajudando, talvez, outros a seguirem o mesmo caminho.
O ProUni, porém, esbarra em dois grandes problemas:
Primeiro, não há qualquer investimento sério no ensino básico e médio.
O ProUni, emergencial toma ares de perpétuo, se amplia e tem como foco único a formação de mão de obra para a economia que cresce, sem preocupação com uma efetiva formação humanista que prepare não só para o mercado, mas para a vida e para a reprodução do ciclo.
O proposto investimento do governo no ensino técnico dá o acabamento final de um programa que visa apenas privilegiar o emprego e não a formação de qualidade e a educação em si, é o mesmo modelo mercadológico que guia mais e mais escolas que entregam alunos despreparados ao ensino superior, interessados apenas em arranjar um grande emprego e não em efetivamente aprender.
Não surpreende que parlamentares estejam propondo o fim da obrigação de ao menos um mestrado (ou pós específica) para se ensinar em universidades. O objetivo não é o de ensinar, mas o de criar mão-de-obra, e pra isso não é preciso muito.
Cursos de menos de 4 anos, precarização do ensino, tudo o que lembra o que vem acontecendo na Europa com o Tratado de Bolonha, que visa a formação de mão de obra, sem preocupação com a qualidade do ensino, reduzindo o tempo para se conseguir diplomas e facilitando o surgimento de cursos meramente profissionalizantes e não acadêmicos.
E daí chegamos ao segundo ponto, que é a proliferação de UniEsquinas feitas sob medida para inundar o mercado com profissionais sem qualidade, com educação falha. Tudo com amplo e irrestrito investimento do governo que não exige nenhuma qualidade às universidades para que estas se beneficiem dos incentivos do ProUni.
Entrega-se ao pobre aquilo que há de pior qualidade, enquanto as federais, estaduais e particulares de maior prestígio continuam a formar a elite. A elite pensante e o pobre como massa de manobra. Não se inverte a lógica, ainda que existam casos de sucesso significativos.
Um bom programa, tido como emergencial, caminha para a perenidade agravando inúmeros problemas da educação brasileira. E o governo não tem a menor preocupação em mudar o quadro.
O PNBL, que já tratei de forma exaustiva neste blog é, talvez, o grande exemplo do desleixo ou mesmo descaso do governo: Deixa explícito que não exige ou exigirá qualquer qualidade por parte das teles. O que elas quiserem entregar está bom.
Resumindo:
O PNBL - feito sob medida para a população historicamente excluída, pois a mantém excluída - é tido por alguns como "emergencial", como o "possível". Pode ser, mas para mim parece como dar água suja para quem tem sede enquanto espera-se anos para que chegue - sem saber se efetivamente chegará - a água potável.Quanto ao PAC, temos um problema ainda maior, de desrespeito aos direitos humanos, de escravidão.
Neste meio tempo você até mata a sede, mas nem sempre. Você passa mal, tem problemas, para de beber por alguns dias... Isto é o PNBL. Água suja para quem tem sede, conexão medíocre para quem precisa de políticas de inclusão efetivas.
Feito a toque de caixa, imensos projetos de engenharia com o objetivo de garantir que o Brasil permanecerá imune a crises (política keynesiana pura em conjunto com outros movimentos na economia, facilitando o crédito e ampliando a renda) e que terá um desenvolvimento a médio e longo prazo, o PAC esbarra em problemas imediatos, que vão desde o planejamento porco até a total falta de preocupação com o trabalhador e com a execução dos projetos.
São inúmeros os casos de escravidão nos canteiros de obras.
Em Goiás:
Fiscais do governo federal e do Ministério Público do Trabalho encontraram e resgataram 98 trabalhadores em regime análogo à escravidão numa obra que integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no sul de Goiás. [...] A construção da usina Salto do Rio Verdinho é de responsabilidade da Votorantim Energia, braço do Grupo Votorantim, e tem o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que no final do ano passado injetou cerca de R$ 250 milhões na sua implantação.Rondônia e Pernambuco:
De repente, termos e situações que pareciam enterrados com a princesa Isabel no final do século 19 ressurgem no noticiário para descrever como ainda vivem milhares de trabalhadores brasileiros em pleno começo do século 21.E neste caso específico, no Jirau em Rondônia, tivemos até declarações infelizes de governistas, dizendo que o problema era apenas que faltava mulher pros peões fazerem sexo.
O primeiro grito foi dado lá das profundas da selva amazônica, em Rondonia, quando se rebeleram os trabalhadores das obras da usina hidrelétrica de Jirau, que botaram fogo no canteiro e entraram em greve.
Depois, a revolta dos operários espalhou-se pelo complexo portuário e industrial de Suape, em Pernambuco, e outras obras do PAC, em várias regiões do país, sempre pelo mesmo motivo: relações de trabalho com práticas escravagistas em consequência da terceirização e até da quarteirização da mão de obra.
A frase:
“Como é que bota na selva amazônica centenas de homens sem mulher? Era preciso ter bordéis nos canteiros de obras.”
O autor? Paulinho da Força, sindicalista. Acreditem se puder.
E, também relevante, o desrespeito aos direitos humanos na Transposição do Rio São Francisco:
Falta de água potável, falta de titulação e demarcação das terras dos quilombolas e indígenas, falta de escolas, de posto médico.Esses são alguns dos exemplos de violação dos direitos humanos que constam no Relatório da Missão à Petrolina e região do Rio São Francisco, apresentado pela Plataforma Dhesca Brasil – Rede Nacional de Direitos Humanos, que congrega entidades ligadas às redes de direitos humanos da sociedade civil.
E, não podemos esquecer, Belo Monte, um dos maiores crimes ambientais em curso no mundo, feito sem planejamento, de forma ilegal e na base das ameaças. A situação é tão absurda que a OEA mandou suspender a obra depois de receber denúncias e de verificar os abusos e, mesmo assim, o governo insiste em desrespeitar a decisão e se tornar um criminoso, um pária internacional.
As obras do PAC, diversas, e notadamente as mais relevantes, estão todas envoltas em denúncias de abusos, desrespeito, escravidão... E o governo não dá qualquer atenção, apenas tenta sufocar as críticas e seguir em frente, passando por cima de tudo e todos.
Para além do PAC temos ainda as obras da Copa. É difícil até saber por onde começar a falar em meio a tantos absurdos. Licitações sem controle, feitas às escuras e com legislação escolhida a dedo para impedir acesso público aos gastos e detalhes. Prato cheio para corrupção, superfaturamento....
Mas o problema principal é o das remoções forçadas. Até agora mais de 20 mil famílias foram ou serão removidas de suas casas com indenizações ridículas e enviadas para áreas extremas da cidade do Rio ou mesmo para favelas. E os problemas se espalham por todo o país, enquanto nem o govenro federal e nem os governos estaduais e prefeituras (em muitos casos aliado[s] do governo federal) parecem se preocupar com os danos causados.
Aliás, não parecem porque não se importam mesmo. Interessa apenas o lucro.
Como se vê, uma parte significativa dos programas do governo tem falhas estruturais gigantescas. Tem execução falha e a resolução dos problemas não parece estar na agenda imediata - e não está.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Um país sem qualidade: PAC, PNBL e ProUni #PareBeloMonte #RemocoesNao
2011-07-29T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
Belo Monte|Brasil|Dilma|Educação|Internet|PAC|PNBL|Política|ProUni|Qualidade|Safadeza|
Comments
terça-feira, 26 de julho de 2011
Ainda os 300MB- Resposta ao "Ainda sobre a banda larga impopular" #PNBL
Minha resposta ao post no blog Tecnoblog sobre o foco principal do PNBL. Abaixo os trechos comentados:
[...]E a minha resposta:
Os 300 MB não são o ponto-chave do artigo. E sim, o compromisso mensal de R$ 35, inacessível para o público-alvo da proposta, ainda que seja só para espiar seus emails uma vez por semana. As pessoas querem usar e pagar quando PODEM. Por isso a telefonia fixa está morrendo! Ninguém quer se comprometer com uma mensalidade!
Evidentemente, estou considerando que a educação não pode ser negligenciada. Antes disso, internet nas escolas é uma obrigação.
Quanto aos que insistiram que 300 MB não dão nem para usar Orkut e MSN (ou navegar diariamente): bem, o público-alvo do PNBL certamente não é esse. Estamos falando de pessoas que sequer possuem email, que não conseguem nem tirar um documento. Não estamos falando de lazer. E vocês, leitores do Tecnoblog, já possuem algum tipo de acesso, senão nem estariam aqui, óbvio. Se o objetivo fosse uma migração em massa, nossa infra entraria em colapso!
[...]
O PNBL é uma proposta emergencial. Não queremos que milhões de brasileiros fiquem eternamente usando uma internet lenta com cota pequena. Inclusão digital, além de cidadania, agrega novos conhecimentos e habilidades, fazendo com que pessoas sem um mínimo de qualificação passem a ter uma oportunidade de aprender. E o melhor: progredindo, poderão enfim arcar com uma mensalidade em casa, com planos mais robustos.
O mesmo vale para o Bolsa Família. É uma proposta emergencial, e não permanente, para milhões de pessoas sem perspectiva alguma de sobrevivência. Ou pelo menos deveria ser, já que está longe de ser perfeito.
Discordo de alguns pontos.
Não e´correto dizer que quem entrará no PNBL não tme interesse em lazer. Porque não? Talvez num primeiro momento, sim, serão usuários sem qualquer conhecimento, mas se a idéia é levar internet às escolas e garantir inclusão digital, vamos esperar que todos permanecvem ignorantes digitais eternament ou que aprendam? E quando aprenderem, serão podados?
Mesmo uma atualização do Windows, que é algo que o caboclo vai achar que deve fazer porque o sistema está avisando será impossível. Eleainda será tapeado porque não entenderá porque a conexão está lenta quase morrendo ou porque - caso alguma tele resolva fazer assim - está pagando caríssimo por um excesso. Ou alguém costuma ler todo o contrato antes de assinar, especialmente os mais vulneráveis - o alvo do PNBL?
Achar que o programa está bom sem contemplar o laze não faz sentido. Fora que, convenhamos, Orkut é foco das classes mais baixas e nem isso poderão acessar direito. E não importa se o pai e a mãe irão usar 1 vez por semana, e se forem 5 filhos? 10 filhos como existe por aí? Conexão não dura uma semana ou duas assim.
E duvidas que muita gente que tenha planos caros de 1MB irão migrar pro PNBL e se darão mal? Ou muito lugar em que conexão de 512 é caríssima e verão a oportunidade do enganador upgrade?
Outro ponto que discordo é na idéia de concorrência. Desculpe, mas concorrência é ilusão, isso não existe. quantas montadoras de carro temos? E o resultado? Os preços mais caros do mundo e diretor de montadora dizendo que não baixam porque todos compram mesmo caro!?
O que precisamos é de internet em regime público, internet básica, garantida pelo Estado sem custos, de 1MB (que forcem as empresas a prover) e serviço com regras claras e limite de preços praticados disponibilizado pelas teles paraquem quiser algo além desse 1MB. MAs, repito, com regras e limites, concorrência dentro de uma margem decente. E com o governo forçando concorrência real e não pagando pra ver como hoje.
MAs em um ponto há convergência, o público alvo é exatamente uma parcela imensa que usa celular pré-pago, que não tem condições de comprometer o salário com mensalidade, que tem horror a este tipo de obrigação mensal. Aí temos um problema enorme.
Outro problema é achar que o PNBL é apenas emergencial. Basta ver outros programas, como oe ProUni, em que nada foi feito para que as pessoas superem a necessidade dele. Não há nenhum investimento em educação básica e sim uma entrega de muita gente despreparada (sei de casos de analfabetos funcionais entrando em UniEsquinas) que entra em universidades medíocres e, no fim, conseguirá o que? Não há preocupação em formar e sim em despejar um bom negócio nas universidades vagabundas.
ProUni deveria privilegiar universidades de qualidade e FORÇAR qualidade nas demais e aí sim preparar o aluno pra vida - e não só pro mercado. E, claro, com educação de qualidade desde a infância.
O PNBL é o mesmo modelo. Sem qualidade, tem preocupação apenas em garantir lucro aos empresários, mas não das universidades, das teles.
Não exige nada em troca, apenas que recebam incentivos e dêem qualquer coisa.
Não temos de esperar que as pessoas melhorem de vida e não precisem mais do PNBL, precisamos - também - exigir que o governo arque com sua responsabilidade e GARANTa internet à quem precisa, um direito básico hoje em dia - e que cumpra com seu dever de ao menos fiscalizar estas empresas.
O PNBL é um erro em todos os aspectos. Mal formulado, feito nas coxas, sem comprometimento e tira o c* do governo da reta.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
O PNBL e a Água Suja
O PNBL - feito sob medida para a população historicamente excluída,
pois a mantém excluída - é tido por alguns como "emergencial", como o
"possível". Pode ser, mas para mim parece como dar água suja para quem
tem sede enquanto espera-se anos para que chegue - sem saber se
efetivamente chegará - a água potável.
Neste meio tempo você até mata a sede, mas nem sempre. Você passa mal, tem problemas, para de beber por alguns dias... Isto é o PNBL. Água suja para quem tem sede, conexão medíocre para quem precisa de políticas de inclusão efetivas.
Já para os ricos, trem-bala de até 55 bilhões, conexão ultra-rápida só nas cidades-sede da copa, que ainda vem gastando horrores com estádios na maioria das vezes desnecessários, verdadeiros elefantes brancos, dinheiro público (nosso) para fusão do Pão de Açucar com Carrefour para agradar o empresariado com um discurso vazio de defesa da empresa nacional...
É engraçado como NUNCA falta dinheiro para agradar a elite ou para se pregar um pseudo-desenvolvimentismo que esconde uma faceta absolutamente destrutiva (vide Belo Monte ou a Transposição do São Francisco).
Para os pobres as migalhas, as sobras.
O rico come caviar e toma perrier no trem bala, o pobre toma água suja enquanto come pão duro e anda na Supervia, cujas balas são "perdidas" e a velocidade é de lesma.
É compreensível a construção do Trem-Bala, basta apenas ler os artigos do Pondé na Folha (para quem tiver estômago para o protótipo pop de Olavo de Carvalho), onde ele explica e analisa como e porque os aeroportos se tornaram rodoviárias - atraindo, claro, os indesejáveis pobres.
Hoje em dia é mais fácil sair de são Paulo de avião que de carro, agradeçam aos pedágios do Serra!
Para escapar da rafaméia, porque não um trem-bala? Bem europeu, chique e exclusivo... Mas claro, pagam todos os brasileiros e, proporcionalmente, paga mais o povo humilde.
A verdade é que este PNBL não serve nem como emergência, pois não garante sequer um mês de navegação. Nem que você só leia seus e-amails e passe 5 minutos por dia no Orkut (olhar fotos nem pensar) sua conexão dura até o fim do mês. Com boa vontade, 15 dias.
Cria-se um apartheid digital ainda pior, pois as pessoas estarão pagando por um serviço que não receberão e ficarão reféns das teles, de seus preços abusivos e velocidade ínfima.
Imaginem só atualizar algum componente de segurança de um computador com limite de 300 MB! Não se baixa um Linux sequer com esse limite, mal se baixa um bom pacote de antivirus e firewall com esse limite. O pobre (em todas as concepções) que assinar sequer poderá proteger seu PC, pois irá certamente estourar o limite mensal de navegação.
Usar todas as ferramentas disponíveis online nem pensar. Nada de youtube, baixar musicas, vídeos...
Se bem que é uma jogada inteligente de um governo que não faz o mínimo esforço para enterrar o #AI5Digital e que está carnalmente ligado aos interesses do ECAD e gravadoras via Ana de Hollanda. Nada melhor para evitar "compartilhamento ilegal" que simplesmente INVIABILIZAR o donwload destes e de todo e qualquer outro material por tabela.
Realmente, um governo ímpar!
Neste meio tempo você até mata a sede, mas nem sempre. Você passa mal, tem problemas, para de beber por alguns dias... Isto é o PNBL. Água suja para quem tem sede, conexão medíocre para quem precisa de políticas de inclusão efetivas.
Já para os ricos, trem-bala de até 55 bilhões, conexão ultra-rápida só nas cidades-sede da copa, que ainda vem gastando horrores com estádios na maioria das vezes desnecessários, verdadeiros elefantes brancos, dinheiro público (nosso) para fusão do Pão de Açucar com Carrefour para agradar o empresariado com um discurso vazio de defesa da empresa nacional...
É engraçado como NUNCA falta dinheiro para agradar a elite ou para se pregar um pseudo-desenvolvimentismo que esconde uma faceta absolutamente destrutiva (vide Belo Monte ou a Transposição do São Francisco).
Para os pobres as migalhas, as sobras.
O rico come caviar e toma perrier no trem bala, o pobre toma água suja enquanto come pão duro e anda na Supervia, cujas balas são "perdidas" e a velocidade é de lesma.
É compreensível a construção do Trem-Bala, basta apenas ler os artigos do Pondé na Folha (para quem tiver estômago para o protótipo pop de Olavo de Carvalho), onde ele explica e analisa como e porque os aeroportos se tornaram rodoviárias - atraindo, claro, os indesejáveis pobres.
Hoje em dia é mais fácil sair de são Paulo de avião que de carro, agradeçam aos pedágios do Serra!
Para escapar da rafaméia, porque não um trem-bala? Bem europeu, chique e exclusivo... Mas claro, pagam todos os brasileiros e, proporcionalmente, paga mais o povo humilde.
A verdade é que este PNBL não serve nem como emergência, pois não garante sequer um mês de navegação. Nem que você só leia seus e-amails e passe 5 minutos por dia no Orkut (olhar fotos nem pensar) sua conexão dura até o fim do mês. Com boa vontade, 15 dias.
Cria-se um apartheid digital ainda pior, pois as pessoas estarão pagando por um serviço que não receberão e ficarão reféns das teles, de seus preços abusivos e velocidade ínfima.
Imaginem só atualizar algum componente de segurança de um computador com limite de 300 MB! Não se baixa um Linux sequer com esse limite, mal se baixa um bom pacote de antivirus e firewall com esse limite. O pobre (em todas as concepções) que assinar sequer poderá proteger seu PC, pois irá certamente estourar o limite mensal de navegação.
Usar todas as ferramentas disponíveis online nem pensar. Nada de youtube, baixar musicas, vídeos...
Se bem que é uma jogada inteligente de um governo que não faz o mínimo esforço para enterrar o #AI5Digital e que está carnalmente ligado aos interesses do ECAD e gravadoras via Ana de Hollanda. Nada melhor para evitar "compartilhamento ilegal" que simplesmente INVIABILIZAR o donwload destes e de todo e qualquer outro material por tabela.
Realmente, um governo ímpar!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
O PNBL, ou Plano Neoliberal da Banda Lerda, sai do papel... Será?
Há dias venho comentando sobre a morte do PNBL e o nascimento, ainda prematuro, do Plano Neoliberal da Banda Lerda ou mesmo Plano Nacional de Mamata para as Teles (PNMT).
No dia seguinte leio em diversos blogs aquilo que já esperava, mas ainda não tinha total certeza: As teles não terão que se comprometer com NADA além do lucro no finado PNBL.
No Maria Frô, a imagem da descrença, e no Rede Liberdade, uma verdade inconveniente.
Venceu o Lobby
O Ministro Paulo Bernardo, a cada nova entrevista, demonstra que o governo não apenas abriu as pernas, mas se entregou de corpo e alma aos interesses das Teles, que não são nem nunca forma os interesses do país ou dos brasileiros.
Todos estão cansados de saber que não existe qualquer qualidade no serviço prestado pelas teles. Prazos descumpridos, péssimo atendimento, velocidade abaixo do vendido e até do garantido, traffic shaping, quedas constantes, bloqueio/censura de sites como o Diário Liberdade e o CMI, e por aí vai...
Todos inclusive o ministro e todo o governo. Mas não importa. Venceu o Lobby.
O governo aos poucos foi abrindo as pernas, demitindo o presidente da Telebrás comprometido com um serviço público e qualidade, corte de orçamento, mudança de visão sobre a necessidade de investimentos estatais no setor até que, finalmente, foi confirmado que o governo seria algo como a ANATEL, inútil.
Caberá às teles vender o produto, usando parte da infra-estrutura estatal. Mas não acaba por aí.
Ao menos restava a esperança de que o serviço fosse ter alguma qualidade um preço honesto... Ilusão.
A vergonha chamada PNBL
35 reais por uma conexão
Quando o plano foi lançado, no ano passado, uma das expectativas era disponiblizar o serviço de 11,9 milhões de domicílios para quase 40 milhões de domicílios até 2014. O custo da tarifa estava cotado em R$ 15, para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e com limitação de downloads e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade de 1 Mbps. As mensalidades dos planos de 1 Mbps oferecidos hoje pela maioria das operadoras custam a partir de R$ 39,90, considerando os preços de São Paulo.Conexão quase discada, preço abusivo e ainda com limitação de downloads. Você não tem SEQUER a liberdade de navegar livremente, paga caro por uma conexão ruim e ainda é forçado a usar só aquilo que a operadora permite. A prática de limitar a franquia é comum, a NET tem uma política risível neste sentido, mas mesmo assim não era algo tão absurdo.
Comparações: Não há nada pior!
Mas calma, ainda piora.
O consumidor brasileiro vai pagar R$ 35 mensais pela conexão de 1 Mbps. Em alguns estados, a redução de ICMS permite que o preço caia para R$ 29,80. As operadoras se comprometeram a garantir 50% da velocidade no horário comum e 30% no horário de pico. A partir do segundo ano do PNBL, tais percentuais devem subir para 50% e 70% respectivamente, de acordo com informações do Estadão.Em primeiro lugar existe banda-larga mais barata que os 35 reais sugeridos pelo governo (depois de ser convencido pelas teles de que era o possível - o possível para que elas mantivessem seus enormes lucros), como o 3G da vivo e de outras operadoras (serviço tão ruim quanto o que vai ser oferecido pelas teles e tão limitado quanto, lembrando também que o governo confirmou que usará conexão móvel para regiões distantes), em segundo lugar, porque o preço médio ofertado hoje pelas teles (serviço de cabo) é de 39,90 em média, ou seja, míseros 4 (QUATRO) reais de diferença!
Vejam a tabela da NET:
O plano popular que oferecem é de 512KB, mas com limite de 10GB por um valor inferior ao do PNBL, R$ 29,80. Então como explicar que o PNBL será mais caro e mesmo dando 1MB de conexão (o dobro da NET), não reduz a franquia ao menos pela metade, mas a achata a 300 MB, o que inviabiliza a navegação?
Não faz sentido algum. Ou melhor, faz, o de garantir enormes lucros às teles sem exigir NADA em troca.
Sempre há um porém... ou mais vários poréns.
E em terceiro lugar e principalmente, o governo só conseguiu "convencer" as teles a aderir ao projeto depois de simplesmente desistir de exigir... QUALIDADE!
É isso mesmo, as teles receberão bilhões para nos prestar um serviço ruim e com total conhecimento, anuência e aplausos do governo! Não é muito diferente do que temos hoje, mas estamos falando de um plano que dará imensos incentivos fiscais às teles.
Para chegar a um consenso, a presidente Dilma Rousseff concordou em retirar do documento a obrigação de as empresas garantirem no mínimo 40% de velocidade contratada, mas exigiu da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aprovação, até 31 de outubro, dos regulamentos que garantirão maiores velocidades aos usuários de telefonia fixa e móvel. “Ela abriu mão dessa exigência, mas deixou claro que vai pegar no pé na questão da qualidade. Tanto que a data para que a Anatel aprove e publique os regulamentos constará no decreto”, afirmou Bernardo.Obrigação das empresas garantirem... 30-50%! Sério, só pode ser piada! Isso porque hoje elas só "garantem" 10%! É o mesmo - repito a alegoria - que você comprar uma geladeira e esta vir sem a porta, porque o fabricante só te garante 30% da geladeira! Não é nem que não faça sentido, é apenas canalhice.
O governo tem que FORÇAR as teles a garantir qualidade ou então adeus, pulem fora do barco, pois tenho certeza outras empresas terão interesse em lucrar por aqui, ou então que o governo faça sua parte e assuma a criança.
Hoje, no caso da banda larga móvel, as operadoras só garantem 10% da velocidade contratada. Com as novas normas, esse porcentual subirá para o mínimo de 30% nos horários de pico e 50% nos horários de menor tráfego. Um ano depois, esses índices subirão para 50% e 70%, respectivamente.E piora ainda mais, acreditem! As teles conseguiram ainda forçar um limite para downloads.
As operadoras conseguiram emplacar franquias mensais para os clientes da banda larga popular. Será de 300 MB de download para a banda larga fixa e 150 MB de download para a banda larga móvel. Qualquer um sabe que esses limites serão facilmente atingidos.Basicamente, o coitado que aderir aos planos oferecidos pelas teles via PNMT, ops, PNBL, não poderão sequer baixar um filme por mês! Sim, porque um filme em formato .avi pesa ao menos 700 MB, um pouco mais ou um pouco menos. Talvez um filminho em tamanho .rmvb eles consigam, mas depois disso nem abrir o e-mail mais poderão.
Venda casada
E a Telefônica, sempre esperta, conseguiu impor até a venda casada na jogada. Diz o comunicado oficial da empresa:
Para os consumidores finais, o Grupo disponibilizará, por meio da Vivo, serviço deTrocando em miúdos, a Telefônica oferecerá o tal plano-piada de 1MB via 3G (que qualquer ser humano sabe que jamais alcança ou mantém esta velocidade) com limite de risíveis 150MB por mês (que em 5-10 dias esgota só com a pessoa acessando e-mail, orkut, facebook... e SEM tentar carregar fotos ou mesmo visualizá-las!) pelo simbólico valor de R$29,90 (hoje a vivo já oferece pacote semelhante pelo MESMO valor).
banda larga com velocidade de 1 megabit por segundo, pela tecnologia sem fio 3G, por
R$29,90/mês. Além disso, será também oferecida, por meio da Telefônica/Telesp,
banda larga fixa (na tecnologia ADSL) de 1 megabit por segundo, por R$35,00, dentro
de um plano alternativo que inclui telefonia fixa, com custo total para o consumidor de
R$ 65,00.
Mas, se o cliente não for (tão) trouxa, pode optar pela conexão fixa, com limite de 300MB (deve durar uns 15 dias a conexão), mas aí vem a pegadinha, tem que assinar também o telefone fixo por módicos R$ 30,00 e, no fim, pagar R$ 65,00 pela banda larga "popular".
Embora as diretrizes do PNBL digam que a venda casada de serviços seja proibida, tanto a Telefônica como o Ministério das Comunicações, ambos consultados pelo TB, entendem que o “plano alternativo” não fere esse princípio porque o cliente sempre terá a banda larga da Vivo à disposição por menos de R$ 30 mensais (10 centavos a menos).O presidente da Telebrás (não o antigo, que defendia um PNBL estatal e foi logo sacado do cargo, mas o atual, que está mais que feliz em entregar tudo pras teles) não vê qualquer problema nos acordos com as Teles, enquanto o presidente da Telefônica declara:
O presidente da Telefônica, logo depois de confirmado o acordo do governo com as teles, afirmou que é “muito difícil” viabilizar a “venda de conexões fixas de 1 Mbps com assinatura a R$ 35 sem a venda conjunta com outros produtos, como telefone fixo”. Se é tão difícil, por que foi aceito pelas teles? Improvável que tenha sido por caridade digital.Venda casada é a ordem do dia.
Preconceito e herança maldita: Para pobre qualquer porcaria está de bom tamanho
O pior de tudo é o preconceito que vem junto com este plano. Pobre não precisa fazer download, só precisa entrar no orkut e ficar feliz, satisfeitos com sua insignificância e com este presentão dado pelo governo.
O que acontece se ultrapassarem o limite? Não se sabe ainda, mas garanto que não serão as teles as prejudicadas. E reparem na pegadinha, quem paga por conexão móvel, inferior à fixa, tem limite MENOR de download. É ou não é um plano maravilhoso?
E não adianta vir dizer que tudo é culpa de "herança maldita" das privatizações de FHC, porque se é verdade que foram criminosas, também é verdade que nem Lula nem Dilma moveram uma palha para fazer a ANATEL ser um órgão sério e fiscalizar com eficácia (e punir exemplarmente) as teles e tampouco investiram ou querem investir pesado e com seriedade num programa estatal usando a malha de fibras existentes e ampliando a oferta ou mesmo FORÇANDO as teles que tanto lucraram a ceder parte de sua malha ao programa.
O plano não é apenas um estelionato eleitoral e uma demonstração ímpar de preconceito, mas também um atentado contra a neutralidade da rede. Cria uma classe inferior de usuários que não terão condições de acessar a maior parte das ferramentas online disponíveis graças à ação predatória das empresas de telecomunicação.
Estelionato eleitoral
Votei em Dilma e ganhei o Serra. É a dolorosa impressão que me dá a cada dia que passa.
E os dados de que este PNBL é uma piada não são meus, não acreditem em mim, apenas para parafrasear o Imprença (que defendeu esse plano), acreditem no IPEA,que coloca o plano como excludente, insuficiente... ruim!
Isto chama-se de estelionato eleitoral. Votei pela continuidade torcendo por alguns ajustes que afastassem o governo do neoliberalismo que se aproximava. No fim ganhei um aprofundamento na agenda neoliberal e retrocessos imensos até nas diversas áreas em que Lula acertou em cheio, como na Cultura e na Política Externa.
Este PNBL vem para coroar uma presidência medíocre, francamente de direita e entreguista de Dilma Rousseff. Se antes eu era apenas um crítico, mas mantinha as esperanças neste governo, depois desse escárnio chamado PNBL passo para a mais ativa oposição de esquerda.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Democratização das Comunicações (#DemoCom)? Nem pensar: PNBL deve ser entendido em conjunto com os demais retrocessos de Dilma
É preciso entender o PNBL como resultado dos inúmeros retrocessos patrocinados pelo governo Dilma, comprovando que esperar alguma reforma séria nos meios de comunicação, sua democratização, ou mesmo a ampliação do acesso do povo à informação (via internet ou qualquer outro meio) é esperar pelo impossível.
A surpresa (ironia) pós-anúncio do pífio PNBL foi o apoio dado por vários blogueiros petistas/progressistas a tamanho absurdo.
"É o possível", "estamos em ano de ajustes", "com Serra seria pior", "é o que a conjuntura permite", "querem depor a presidenta" "se Dilma vai mais além a direita a derruba" e outras besteiras do tipo usadas sempre que surge alguma crítica à timidez (não, covardia mesmo) do governo em impor uma agenda séria ao país.
Vejam só o absurdo:
Lula tinha mais de 80% de aprovação e usavam a mesma desculpa. Mensalão foi a desculpa perfeita para recuar e não magoar os mercados, os empresários amigos e os banqueiros companheiros. Com um estalar de dedos, Lula poderia ter feito mudanças profundas no país apenas com a força de sua pessoa e com o apoio do povo. Mas não fez.
Deixou promessas e projetos para Dilma. Abertura dos Arquivos, PNDH3 desenhado por Vanucchi e outros, projeto de Ley de Medios rascunhado por Franklin Martins - que efetivamente queria colocar regras no setor -, promessa de um PNBL estatal e popular (a velocidade inicial era baixa, mas estávamos discutindo mil possibilidades dentro de um marco público), uma evolução de décadas em 8 anos na área da cultura com diversos projetos a serem implementados, Marco Civil, Reforma da Lei de direitos autorais e por aí vai...
Chegou Dilma e todas as promessas, todos os projetos foram enterrados, jogados no lixo ou mesmo revertidos. Marco civil enterrado e AI5Digital mais vivo que nunca, Reforma da LDA definitivamente abandonada por uma Ministra que é amiga do ECAD e das gravadoras e busca criminalizar o que compartilha e produz cultura, PNDH3 é lenda, abertura dos arquivos não sairá e ainda teremos sigilo eterno reforçado, Ley de Medios não sairá jamais e o PNBL nem precisa comentar.
Covardia, falta de comprometimento, venda de bandeiras, safadeza pura mesmo.
Engraçado que ao mesmo tempo estes apoiadores deste PNBL ridículo não estão reclamando do absurdo da fusão do Pão de Açucar com o Carrefour, feito com dinheiro NOSSO via BNDES! Vejamos, dar banda larga para o povo dentro de um modelo estatal, o que acabaria forçando as teles a prestar um serviço melhor devido à concorrência e a baixar preços não dá, mas enfiar nosso dinheiro para garantir um oligopólio num setor que já vem sofrendo com altíssimos e inexplicáveis preços tá ok?
Peitar congresso de direita não, peitar o povo sim? Prejudicar abertamente o povo pode?
E o salário mínimo que muitos destes que agora apoiam este PNBL diziam ser o possível? Não tem dinheiro pra salário nem pra PNBL mas tem pra Belo Monte (passando por cima de decisão da Comissão Interamericana de direitos humanos), pra Transposição do São Francisco, pra Trem Bala (infinitas vezes mais caro que em qualquer outra parte do mundo) e pra ajudar empresa privada a comprar outra (Pão de Açucar e Carrefour)?
O que parecem não notar é que o governo tem prioridades. E estas são as de agradar o mercado e impor seu neo-desenvolvimentismo a todo custo. É o Pão e Circo revisitado e piorado. Você mantém o Bolsa Família que se limita a entregar dinheiro ao povo (que emergencialmente faz sentido, mas não eternamente) sem que junto a isto venha capacitação, inclusão ou educação.
Em termos de educação você abandona o ensino básico e cria o ProUni que faz TODO sentido enquanto incentivo à universidades de QUALIDADE, mas que acabou servindo como última salvação às UniEsquinas, que vem montando verdadeiros impérios sem qualquer qualidade ou respeito pelo aluno.
E, passado o Pão, vem o Circo, de qualidade igualmente duvidosa, com um PNBL pífio, com um Vale Cultura igualmente pífio (vide todo o trabalho de Ana de Hollanda no MinC - para destruí-lo) atrelado ao aumento irrisório do Salário Mínimo que impede o trabalhador - que já tem uma carga de trabalho escorchante e quase nenhum tempo livre com luz do sol - de aproveitar qualquer opção cultural digna em cidades cada vez mais caras, desiguais e gigantescas.
Não surpreende que, apesar de todos os inúmeros e até incontáveis recuos o PNBL venha servindo como divisor de águas pra muitos. Era a galinha dos ovos de ouro, a esperança de um pouco de dignidade depois dos gays terem sido rifados para dar lugar aos crentes, do MST, nossas matas e Reforma agrária terem sido rifadas em nome dos latifundiários do Aldo Rebelo, da política externa independente anterior ter sido modificada para agradar aos EUA - até presos políticos fizemos para Obama!
Esperança que se provou inútil.
Não há até o momento NENHUMA área em que o governo não tenha recuado vergonhosamente frente à Lula (que já colecionava falhas e erros) e frente à história e à dignidade dos brasileiros. Aliás, minto, não houve recuo no Bolsa Família, mas pelas razões já explicadas acima, a de garantir um fluxo de eleitores fiéis, pegos pela boca e pelo bolso (o que quase não funcionou durante a eleição de Dilma, pois o conservadorismo falou mais alto em muitos casos).
Enfim, o PNBL foi a gota d'água para muitos e até mesmo para mim que, apesar das críticas, ainda nutria vãs esperanças neste governo, que ele acordaria. De que o governo passaria a compreender a internet como uma ferramenta de emancipação. Mas assim como outros passo à oposição dura, de esquerda, socialista, sem mais contemporizar ou aceitar tantos recuos vergonhosos e tanto desrespeito contra o povo.
Dentro deste cenário o que esperar do projeto-quase-lenda de Franklin Martins sobre a democratização dos meios de comunicação? Se o governo é incapaz sequer de peitar os Marginais da Fé e garantir o respeito aos direitos da comunidade LGBT, como sonhar que irão peitar minimamente os interesses da grande mídia? Não irão.
Se sobrar alguma coisa do projeto de democratização dos meios de comunicação (Ley de Medios) será semelhante às propostas pífias de mudança do PLC122, que basicamente não protegem nada nem ninguém ou mesmo algo semelhante ao PNBL, apenas cosmético e ruim.
Abaixo algumas reações ao maravilhoso PNBL dilmista:
A surpresa (ironia) pós-anúncio do pífio PNBL foi o apoio dado por vários blogueiros petistas/progressistas a tamanho absurdo.
"É o possível", "estamos em ano de ajustes", "com Serra seria pior", "é o que a conjuntura permite", "querem depor a presidenta" "se Dilma vai mais além a direita a derruba" e outras besteiras do tipo usadas sempre que surge alguma crítica à timidez (não, covardia mesmo) do governo em impor uma agenda séria ao país.
Vejam só o absurdo:
"A limitação de downloads preserva os pacotes atuais das operadoras, para que não haja concorrência com o novo produto, mais barato", diz Eduardo Tude, consultor e presidente da Teleco. "Para consultar e-mails, 300 MB devem ser suficientes."Pois é, é "suficiente" pra consultar e-mails, afinal, TODA a experiência da internet se resume a isso, ou melhor, pra pobre, só isso basta. É o cúmulo do preconceito. E, obviamente, a lenda do investimento em tecnologia e ampliação da rede é apenas isso, lenda. O PNBL é este lixo para não afetar o já péssimo serviço prestado pelas teles, enfim, será usado o pouco espaço ocioso e no máximo uma ou outra ampliação será feita, mas tudo estudado para ficar nos padrões mínimos (nem o governo exigiu mais que isso, abrindo mão por nós da qualidade).
Lula tinha mais de 80% de aprovação e usavam a mesma desculpa. Mensalão foi a desculpa perfeita para recuar e não magoar os mercados, os empresários amigos e os banqueiros companheiros. Com um estalar de dedos, Lula poderia ter feito mudanças profundas no país apenas com a força de sua pessoa e com o apoio do povo. Mas não fez.
Deixou promessas e projetos para Dilma. Abertura dos Arquivos, PNDH3 desenhado por Vanucchi e outros, projeto de Ley de Medios rascunhado por Franklin Martins - que efetivamente queria colocar regras no setor -, promessa de um PNBL estatal e popular (a velocidade inicial era baixa, mas estávamos discutindo mil possibilidades dentro de um marco público), uma evolução de décadas em 8 anos na área da cultura com diversos projetos a serem implementados, Marco Civil, Reforma da Lei de direitos autorais e por aí vai...
Chegou Dilma e todas as promessas, todos os projetos foram enterrados, jogados no lixo ou mesmo revertidos. Marco civil enterrado e AI5Digital mais vivo que nunca, Reforma da LDA definitivamente abandonada por uma Ministra que é amiga do ECAD e das gravadoras e busca criminalizar o que compartilha e produz cultura, PNDH3 é lenda, abertura dos arquivos não sairá e ainda teremos sigilo eterno reforçado, Ley de Medios não sairá jamais e o PNBL nem precisa comentar.
Covardia, falta de comprometimento, venda de bandeiras, safadeza pura mesmo.
Engraçado que ao mesmo tempo estes apoiadores deste PNBL ridículo não estão reclamando do absurdo da fusão do Pão de Açucar com o Carrefour, feito com dinheiro NOSSO via BNDES! Vejamos, dar banda larga para o povo dentro de um modelo estatal, o que acabaria forçando as teles a prestar um serviço melhor devido à concorrência e a baixar preços não dá, mas enfiar nosso dinheiro para garantir um oligopólio num setor que já vem sofrendo com altíssimos e inexplicáveis preços tá ok?
Peitar congresso de direita não, peitar o povo sim? Prejudicar abertamente o povo pode?
E o salário mínimo que muitos destes que agora apoiam este PNBL diziam ser o possível? Não tem dinheiro pra salário nem pra PNBL mas tem pra Belo Monte (passando por cima de decisão da Comissão Interamericana de direitos humanos), pra Transposição do São Francisco, pra Trem Bala (infinitas vezes mais caro que em qualquer outra parte do mundo) e pra ajudar empresa privada a comprar outra (Pão de Açucar e Carrefour)?
O que parecem não notar é que o governo tem prioridades. E estas são as de agradar o mercado e impor seu neo-desenvolvimentismo a todo custo. É o Pão e Circo revisitado e piorado. Você mantém o Bolsa Família que se limita a entregar dinheiro ao povo (que emergencialmente faz sentido, mas não eternamente) sem que junto a isto venha capacitação, inclusão ou educação.
Em termos de educação você abandona o ensino básico e cria o ProUni que faz TODO sentido enquanto incentivo à universidades de QUALIDADE, mas que acabou servindo como última salvação às UniEsquinas, que vem montando verdadeiros impérios sem qualquer qualidade ou respeito pelo aluno.
E, passado o Pão, vem o Circo, de qualidade igualmente duvidosa, com um PNBL pífio, com um Vale Cultura igualmente pífio (vide todo o trabalho de Ana de Hollanda no MinC - para destruí-lo) atrelado ao aumento irrisório do Salário Mínimo que impede o trabalhador - que já tem uma carga de trabalho escorchante e quase nenhum tempo livre com luz do sol - de aproveitar qualquer opção cultural digna em cidades cada vez mais caras, desiguais e gigantescas.
Não surpreende que, apesar de todos os inúmeros e até incontáveis recuos o PNBL venha servindo como divisor de águas pra muitos. Era a galinha dos ovos de ouro, a esperança de um pouco de dignidade depois dos gays terem sido rifados para dar lugar aos crentes, do MST, nossas matas e Reforma agrária terem sido rifadas em nome dos latifundiários do Aldo Rebelo, da política externa independente anterior ter sido modificada para agradar aos EUA - até presos políticos fizemos para Obama!
Esperança que se provou inútil.
Não há até o momento NENHUMA área em que o governo não tenha recuado vergonhosamente frente à Lula (que já colecionava falhas e erros) e frente à história e à dignidade dos brasileiros. Aliás, minto, não houve recuo no Bolsa Família, mas pelas razões já explicadas acima, a de garantir um fluxo de eleitores fiéis, pegos pela boca e pelo bolso (o que quase não funcionou durante a eleição de Dilma, pois o conservadorismo falou mais alto em muitos casos).
Enfim, o PNBL foi a gota d'água para muitos e até mesmo para mim que, apesar das críticas, ainda nutria vãs esperanças neste governo, que ele acordaria. De que o governo passaria a compreender a internet como uma ferramenta de emancipação. Mas assim como outros passo à oposição dura, de esquerda, socialista, sem mais contemporizar ou aceitar tantos recuos vergonhosos e tanto desrespeito contra o povo.
Dentro deste cenário o que esperar do projeto-quase-lenda de Franklin Martins sobre a democratização dos meios de comunicação? Se o governo é incapaz sequer de peitar os Marginais da Fé e garantir o respeito aos direitos da comunidade LGBT, como sonhar que irão peitar minimamente os interesses da grande mídia? Não irão.
Se sobrar alguma coisa do projeto de democratização dos meios de comunicação (Ley de Medios) será semelhante às propostas pífias de mudança do PLC122, que basicamente não protegem nada nem ninguém ou mesmo algo semelhante ao PNBL, apenas cosmético e ruim.
Abaixo algumas reações ao maravilhoso PNBL dilmista:
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
11:29
Democratização das Comunicações (#DemoCom)? Nem pensar: PNBL deve ser entendido em conjunto com os demais retrocessos de Dilma
2011-07-08T11:29:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
PNBL ou a cegueira voluntária
Acho engraçado sites de fanáticos petistas que uma hora louvam que o Brasil agora é um "país de classe média" e na outra reclamam da mesma classe média... Sempre quando lhes convém.
Socialismo foi abandonado completamente por essa gente, eles adoram o capitalismo cor-de-rosa trazido por Lula e ampliado por Dilma, dizem amém pra tudo. O governo tem status de divindade, "Lula é meu pastor e nada me faltará" e Dilma é sua serva fiel e devemos, logo, seguí-la.
Essa nova elite petista e os fanáticos de plantão não conseguem compreender que apenas reavivam os velhos preconceitos contra o pobre, o de que se não tem nada, dá 10 reais que é melhor que nada, dar 100 dá trabalho, então vai o fácil logo que enche um pouco a boca e vamos empurrando o resto com a barriga.
É o paternalismo de tratar o pobre como massa de manobra sempre pronta a aceitar qualquer porcaria que se lhes impõe.
O engraçado é que peguei o trecho acima e comentei antes de ler o resto, e não é que eles repetem meu argumento? É pro pobre, então qualquer merda serve (grifo abaixo meu)!
É um primor de fanatismo petista.
O engraçado ainda é a cegueira de "prever" uma estruturação da Eletrobrás, cuja função já foi delineada pelo Minicom, a de não fazer nada e ficar só olhando, como a ANATEL. Fanatismo cega.
O neopetismo não enxerga problemas (na verdade não enxerga nada) em dar bilhões pras teles em troca de um serviço medíocre. Banda Lagar, doravante o PNBL, não é prioridade, se fosse teria rios de dinheiro disponível e não os cortes que conhecemos bem. Plano Nacional de Mamata pras Teles à toda!
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Aliás, o comentário ótimo da @lessinha_nane me lembrei que eu, além da internet fixa (e péssiam, sempre com traffic shaping) da Telefônica eu também tenho 3g da TIM no celular, com franquia de 300MB. Eu não uso muito, basicamente e-mail, Twitter e faço tettering (usar a conexão 3g do celular no notebook) uma ou duas vezes por semana quando estou no mestrado e NUNCA termino o mês sem estourar os 300MB de limite. E minha velocidade no 3g sequer é de 1MB, é mais baixa.
Imaginem então como será a vida de quem entrar nessa roubada de PNBL com 300MB de limite tendo que usar exclusivamente esta conexão! É realmente ridículo!
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Socialismo foi abandonado completamente por essa gente, eles adoram o capitalismo cor-de-rosa trazido por Lula e ampliado por Dilma, dizem amém pra tudo. O governo tem status de divindade, "Lula é meu pastor e nada me faltará" e Dilma é sua serva fiel e devemos, logo, seguí-la.
Pois esta mesma classe média de esquerda (que já tem banda larga privada), está se comportando como alienada em suas críticas, querendo negar ao pobre o que ela já tem e usa. Para o pobre, que no Brasil sempre “tinha que esperar”, ter uma opção agora e já de banda-larga a R$ 35,00 resolve seu problema imediato.A opção é a banda larga mais cara que oferecida por empresas de telefonia móvel, por exemplo, pouco mais barata que a oferecida pelas teles fixas e sem qualquer garantia de qualidade. É auqela velha "é pro pobre, ele não tem nada, então qualquer merda tá bom".
Essa nova elite petista e os fanáticos de plantão não conseguem compreender que apenas reavivam os velhos preconceitos contra o pobre, o de que se não tem nada, dá 10 reais que é melhor que nada, dar 100 dá trabalho, então vai o fácil logo que enche um pouco a boca e vamos empurrando o resto com a barriga.
É o paternalismo de tratar o pobre como massa de manobra sempre pronta a aceitar qualquer porcaria que se lhes impõe.
O engraçado é que peguei o trecho acima e comentei antes de ler o resto, e não é que eles repetem meu argumento? É pro pobre, então qualquer merda serve (grifo abaixo meu)!
Pode ser que as teles não cumpram todas as metas. Pode ser que não cumpram metas de qualidade. Mas e daí? A fila de problemas andou. Pelo menos grande parte da população já será incluída na banda-larga com a infra-estrutura que já passa na porta da casa, e grande parte da população de baixa renda não terá que ficar esperando pelo Orçamento da União, aprovação no Congresso, licitações e embargos na justiça, concursos para contração de pessoal na estatal, aumentos de capital e assembléia de acionistas de uma empresa estatal que tem ações em bolsa de valores, etc. Enquanto isso, a cada ano que passa, a Telebrás já estará melhor estruturada em 2012, 2013, etc. para fazer novas ofensivas sobre as teles privadas.PRa que dar um quilo de arroz? Dá logo uma colher que tapa o buraco do dente, resolvemos o problema por hora, depois a gente pensa em coisa melhor... ou não!
É um primor de fanatismo petista.
O engraçado ainda é a cegueira de "prever" uma estruturação da Eletrobrás, cuja função já foi delineada pelo Minicom, a de não fazer nada e ficar só olhando, como a ANATEL. Fanatismo cega.
O neopetismo não enxerga problemas (na verdade não enxerga nada) em dar bilhões pras teles em troca de um serviço medíocre. Banda Lagar, doravante o PNBL, não é prioridade, se fosse teria rios de dinheiro disponível e não os cortes que conhecemos bem. Plano Nacional de Mamata pras Teles à toda!
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Aliás, o comentário ótimo da @lessinha_nane me lembrei que eu, além da internet fixa (e péssiam, sempre com traffic shaping) da Telefônica eu também tenho 3g da TIM no celular, com franquia de 300MB. Eu não uso muito, basicamente e-mail, Twitter e faço tettering (usar a conexão 3g do celular no notebook) uma ou duas vezes por semana quando estou no mestrado e NUNCA termino o mês sem estourar os 300MB de limite. E minha velocidade no 3g sequer é de 1MB, é mais baixa.
Imaginem então como será a vida de quem entrar nessa roubada de PNBL com 300MB de limite tendo que usar exclusivamente esta conexão! É realmente ridículo!
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Copa do Mundo e Adeus ao PNBL, nasce o PNMT!
Leiam o trecho abaixo:
Basicamente não teremos um PNBL, mas sim um presente às teles e (mais uma) banana ao povo, e todos os esforços do governo serão exclusivamente para a copa, incluindo despejos forçados, corrupção, superfaturamento, criminalização de movimentos sociais, obras faraônicas muitas vezes desnecessárias, estádios desnecessários (como um quarto e gigantesco estádio em Recife, ou melhor, em cidade vizinha e longe, quando todos os 3 grandes times já tem estádios) e etc... Sem falar na caixinha de vereadores, prefeitos, governadores e deputados que irão lucrar direta ou indiretamente durante todo o processo.
PNBL que não garante universalização, que não garante velocidade digna, que não garante alcançar grandes áreas do país (agora fala-se não em banda larga, mas em conexão móvel, que todos sabemos ser uma piada).
Tudo isto casado com a catástrofe das obras da copa. Milhares de famílias forçadas a sair de casa sem qualquer garantia (algo comum em São Paulo de Kassab, diga-se, o neo-aliado do governo), obras desnecessárias e por aí vai.
Unindo a piada do PNBL Dilmista com as obras da Copa temos uma verdadeira catástrofe.
Tudo para as teles, para o povo as migalhas.
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Escrevi o texto abaixo durante minhas férias, e sua atualidade permanece:
De última hora fico sabendo da mais fantástica novidade! Dilma, não contente em aprovar o Código Florestal (ela diz que vai vetar algumas partes, alguém acredita?), em rifar os gays pelos Marginais da Fé e pela cabeça do Palocci, agora rifou o PNBL!
Isso mesmo, PNBL estatal, com fortalecimento da Telebrás e universal foi pro saco. Agora tá nas mãos das teles! Mais um bom projeto do Lula que Dilma manda pro inferno (com o perdão dos marginais da fé).
Em apenas uma semana retrocedemos décadas. Juntemos a isto os retrocessos com a Ana de Hollanda e no MRE e temos uma festa! Nem vale comentar o sumiço da Comissão da Verdade da agenda, é chover no molhado.
Mas para os que entraram em desespero, um alento:
Um verdadeiro incentivo à educação! Em grandes cidades será um estouro! Crianças de 10 anos dividindo espaço com carros nas grandes avenidas da cidade! No interior, as crianças levarão as bicicletas por estradas enlameadas, na chuva ou mesmo atravessarão rios nas bicicletas!
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Acredito que programas de incentivo à bicicletas sejam benéficos, que fique claro, mas este projeto me parece um paliativo absurdo pra mascarar a ineficiência do Estado, de estados e municípios em prover transporte à estudantes do ensino público. Foi ligado o "foda-se". Dão a bicicleta e ponto, arrume um jeito de ir até a escola.
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Faz dias que os perfis do PT só sabem falar de deste projeto de incentivo ao uso de bicicletas (e nem uma palavra sobre os "recuos estratégicos"...) Entendi! Com o Código Florestal abrimos mais espaço pras bicicletas, já que teremos só terra arrasada, sem florestas e com o PNDBL eliminado, nas mãos das teles, incentivamos o povo a usar bicicletas, afinal, não terão internet em casa!
É mesmo uma JÊNIA!
Só não entendi onde rifar os gays entra nisso, a não ser que os Marginais da Fé comecem a pregar o uso de bicicleta pros fiéis em troca do "favor".
Isso sim é pensar no coletivo!
Impressionante, votei na Dilma e ganhei o Serra!
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A construção de aeroportos e estádios está longe de ser a única preocupação do governo entre os projetos de infraestrutura ligados à Copa do Mundo. As prioridades também passam diretamente pela pasta das Comunicações, onde uma estratégia começou a ser desenhada para atender a demanda por internet e transmissão de dados em tempo real.Em resumo, o governo se desdobrará para ter uma internet de ótima qualidade (e estatal, não da Telecômica) APENAS nas cidades-sede da copa, ao mesmo tempo em que abandona o PNBL (transformando-o em algo do tipo PNMT, ou Plano Nacional de Mamata para as Teles), dando-o de bandeja às empresas que insistem em ter lucros gigantescos em troca de serviços medíocres com a total e eterna conivência do governo (FHC, Lula, Dilma, todos).
Por meio da Telebrás, o governo vai instalar uma rede sofisticada de internet nas 12 cidades que sediarão os jogos de 2014, um projeto que, pelo orçamento inicial, é estimado em cerca de R$ 200 milhões. O projeto é parte de um conjunto de medidas desenhadas pelo governo para disseminar o acesso à internet rápida pelo país.
Basicamente não teremos um PNBL, mas sim um presente às teles e (mais uma) banana ao povo, e todos os esforços do governo serão exclusivamente para a copa, incluindo despejos forçados, corrupção, superfaturamento, criminalização de movimentos sociais, obras faraônicas muitas vezes desnecessárias, estádios desnecessários (como um quarto e gigantesco estádio em Recife, ou melhor, em cidade vizinha e longe, quando todos os 3 grandes times já tem estádios) e etc... Sem falar na caixinha de vereadores, prefeitos, governadores e deputados que irão lucrar direta ou indiretamente durante todo o processo.
PNBL que não garante universalização, que não garante velocidade digna, que não garante alcançar grandes áreas do país (agora fala-se não em banda larga, mas em conexão móvel, que todos sabemos ser uma piada).
Todas as empresas, de telefonia móvel e fixa, vão oferecer internet por R$ 35, com velocidade mínima de 1 megabit por segundo. Onde elas tiverem dificuldades para fazer isso, poderão usar tecnologia móvel. Há aproximadamente 3 mil municípios com tecnologia 3G implantada. Isso serve para fazer internet também. Disse Paulo Bernardo.Quem usa 3G sabe do lixo que é o serviço. Não precisa dizer muito.
As empresas estão aderindo. Onde há telefone fixo de uma concessionária, a tendência é que a tele ofereça um pacote para diminuir os custos da internet ou da assinatura básica. Provavelmente, as empresas vão diminuir o valor da assinatura básica.Adorei o "provavelmente". Leia-se "o governo não fará nada e apenas rezarão pras teles serem boazinhas, mas se não forem, o povo que se exploda".
Tudo isto casado com a catástrofe das obras da copa. Milhares de famílias forçadas a sair de casa sem qualquer garantia (algo comum em São Paulo de Kassab, diga-se, o neo-aliado do governo), obras desnecessárias e por aí vai.
Unindo a piada do PNBL Dilmista com as obras da Copa temos uma verdadeira catástrofe.
Tudo para as teles, para o povo as migalhas.
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Escrevi o texto abaixo durante minhas férias, e sua atualidade permanece:
De última hora fico sabendo da mais fantástica novidade! Dilma, não contente em aprovar o Código Florestal (ela diz que vai vetar algumas partes, alguém acredita?), em rifar os gays pelos Marginais da Fé e pela cabeça do Palocci, agora rifou o PNBL!
Se tudo correr de acordo com o script político, na próxima quarta-feira, 1º/6, as empresas de telefonia - que realizarão pela primeira vez em Brasília o seu encontro anual - poderão celebrar o aviso a ser dado no mesmo dia de que o Ministério das Comunicações encerrou o Plano Nacional de Banda Larga, pelo menos, nos moldes idealizado e aprovado pelo ex-presidente Lula.<<No fim o Santanna caiu mesmo, e saiu atirando>>
Lula desejava uma Telebrás forte, com uma rede que fosse capaz, se necessário, de prover o acesso à internet banda larga aos mais pobres onde as empresas de telefonia se recusassem a prestar o serviço - e o fim desse PNBL será materializado na substituição do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, pelo atual secretário-executivo do Minicom, Cezar Alvarez.
Isso mesmo, PNBL estatal, com fortalecimento da Telebrás e universal foi pro saco. Agora tá nas mãos das teles! Mais um bom projeto do Lula que Dilma manda pro inferno (com o perdão dos marginais da fé).
Em apenas uma semana retrocedemos décadas. Juntemos a isto os retrocessos com a Ana de Hollanda e no MRE e temos uma festa! Nem vale comentar o sumiço da Comissão da Verdade da agenda, é chover no molhado.
Mas para os que entraram em desespero, um alento:
A meta do governo é construir 6 mil creches e 10 mil quadras esportivas cobertas até 2014. A presidenta Dilma Rousseff também destacou o início de um projeto inédito no país: a bicicleta como meio de transporte para que os estudantes cheguem à escola.Não, não são as metas, de metas temos o Kassab como exemplo. Falo do incentivo ao transporte via bicicleta!
Olha, foi uma alegria poder iniciar este projeto, inédito no nosso país. É uma nova modalidade do programa ‘Caminho da Escola’, criado para garantir que toda a criança tenha um meio de transporte para chegar à escola. Doamos 30 mil bicicletas, com capacete, para estudantes de 81 municípios do Brasil. Esses estudantes precisavam andar quatro, cinco quilômetros para chegar à escola. Estamos no comecinho desse novo projeto. Até o final do ano, queremos atender 100 mil estudantes em quase 300 cidades, começando aos poucos fazendo esse teste em cidades pequenas, em locais onde não há muitos carros e, portanto, onde o tráfego não é pesado e as crianças não correm riscos. Vamos ampliando as doações na medida em que as avaliações forem positivas nestas primeiras cidades.Resolveram todos os nossos problemas! Porque não dar opção a estes estudantes de ter um transporte de qualidade para a escola e para casa? Mais barato é dar bicicletas e fazê-los pedalar por 5, 10 kilômetros!
Um verdadeiro incentivo à educação! Em grandes cidades será um estouro! Crianças de 10 anos dividindo espaço com carros nas grandes avenidas da cidade! No interior, as crianças levarão as bicicletas por estradas enlameadas, na chuva ou mesmo atravessarão rios nas bicicletas!
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Acredito que programas de incentivo à bicicletas sejam benéficos, que fique claro, mas este projeto me parece um paliativo absurdo pra mascarar a ineficiência do Estado, de estados e municípios em prover transporte à estudantes do ensino público. Foi ligado o "foda-se". Dão a bicicleta e ponto, arrume um jeito de ir até a escola.
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Faz dias que os perfis do PT só sabem falar de deste projeto de incentivo ao uso de bicicletas (e nem uma palavra sobre os "recuos estratégicos"...) Entendi! Com o Código Florestal abrimos mais espaço pras bicicletas, já que teremos só terra arrasada, sem florestas e com o PNDBL eliminado, nas mãos das teles, incentivamos o povo a usar bicicletas, afinal, não terão internet em casa!
É mesmo uma JÊNIA!
Só não entendi onde rifar os gays entra nisso, a não ser que os Marginais da Fé comecem a pregar o uso de bicicleta pros fiéis em troca do "favor".
Isso sim é pensar no coletivo!
Impressionante, votei na Dilma e ganhei o Serra!
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
O Coitadismo Inconsequente do PT e os "recuos estratégicos"
Há uma coisa que me incomoda profundamente, um comportamento
de vários petistas mais radicais (fanáticos?)...
TUDO é anti-Dilma, tudo tem a intenção de derrubar o governo ou, finalmente, tudo é PIG.
Toda crítica que se faça à Dilma, respondem que é coisa do PIG. Nenhuma crítica é legítima. Ou melhor, só as críticas desta casta iluminada é aceita, o problema é que eles não criticam.
Conheço uma penca de gays petistas que estão revoltados. Muitos não-petistas que apoiaram Dilma que estão revoltados. E não tem nada a ver com o PIG. Dilma disse com todas as letras que SEQUER viu os vídeos ou o material do Kit anti-homofobia. No máximo deu uma olhada no que a mídia veiculou - onde pairam suspeitas de que sequer eram os vídeos corretos - e no que Garotinho e cia mostraram a parlamentares. Eram vídeos falsos. O que esperar de Marginais da Fé?
---
correção da @Maria_Fro: "os vídeos eram do MS p/ o público travesti e @jeanwyllys_real avisou a assessoria da presidência."
---
E baseado NISSO, em mentiras, ela suspende? Código Florestal, Ana de Hollanda, Política Externa, uma comissão da Verdade que vai virando lenda, uma Reforma Agrária abandonada, cortes no orçamento, nenhuma preocupação com a qualidade do ensino, com a melhoria das bolsas de mestrado e doutorado, com o ensino básico...
O que foi feito em TODAS estas áreas?
Antes a resposta fosse “nada”. O problema é que foram recuos vergonhosos.
PT e governo aprovam código florestal criminoso e tem quem me diga que o PIG é que levou o mundo a se revoltar? E que PIG é esse, se TODOS os ruralistas e partidos de direita apoiaram o código?
Tá na hora de começar a responder as críticas com coragem, com propostas e com a verdade ao invés de tentar jogar TUDO nas costas do PIG.
Esse coitadismo que os petistas assumem sempre que cai uma bomba é irritante. A Reforma Agrária não é nem algo mais falado pelo governo, desistiram. O Código Florestal foi o golpe de misericórdia (Rifar os gays, o "plus-a-mais").
Se o governo chegará ao ponto de criminalizar o MST (trair, já traiu) eu não sei, espero que não, mas não duvidaria.
E, fato, o PIG está doido pra derrubar a Dilma, como tentou contra o Lula e, convenhamos, a Dilma está fazendo por onde. Ao colocar Palocci na Casa Civil ela praticamente escancarou seu "mensalão", seu ponto fraco.
E não, não quero que Dilma caia, apenas que governe para o povo e não para os marginais da fé e para os ruralistas, que cumpra AO MENOS o programa que foi eleita para levar a frente.
Ana de Hollanda, Patriota, Jobim... Só pode ser piada.
Quando chegam com o discurso de "você não entende o jogo político" eu me pergunto, qual? Se o PT foi eleito pra fazer o MESMO jogo que PSDB/DEM e o PMDB (onipresente) jogaram por 8 anos de FHC (e podemos começar a contar mesmo antes de FHC, desde Sarney!) então pra que elegemos um partido popular e dos trabalhadores? Pra fazer o mesmo? Pra ficar refém cordial das mesmas oligarquias, pra preferir se apoiar não nos movimentos sociais, mas em fanáticos, em ruralista, em criminosos?
Já começaram com o papo de que não houve traição no caso da suspensão do Kit Anti-Homofobia, foi um “recuo estratégico”.
É, ouvi o mesmo papo com a Reforma Agrária, era só um recuo momentâneo, estratégico do Lula..Aí passam 8 anos e nada acontece, vem campanha e nem uma linha sobre o tema, vão 5 meses de Dilma e vem o Código Florestal... E o "recuo" virou uma traição.
Aí continua o papo de "vamos apoiar" ao invés de "vamos PRESSIONAR" e fica esse chapa-branquismo frente a um governo que recua, trai, faz merda sobre merda e fica por isso mesmo.
"Realidade política", conjuntura e outros blablablas não mudam a realidade. A séria.
Só sei de uma coisa, TODO crime de caráter homofóbico, daqui pra frente, entra na conta do governo. Enquanto a postura do governo e de militantes for a de "foda-se os gays, eles não tem força política", TODO crime, morte, violência ou menor xingamento de caráter homofóbico será diretamente culpa de vocês, do governo, do PT e de todos que acham que "perderam a batalha, mas não a guerra".
Mas, acredito que pouco se importem, a consciência ficou perdida já em algum ponto do caminho, talvez junto com a Reforma Agrária, abandonada pelo Lula há anos.
Vocês (chapa-brancas, soldados disciplinados, fanáticos acríticos) são os responsáveis, a partir da declaração infeliz de Dilma de que não vai fazer "propaganda" de "opção sexual", pela violência homofóbica patrocinada pelos marginais da fé neste país.
O maior inimigo (ou os maiores inimigos) do governo são os próprio petistas, que não criticam. Ficam com medo de "fazer o jogo da direita", mas fazem exatamente isto. O governo caminha pra direita e tudo que se limitam a fazer é "apoiar".
E, pra piorar, existem os petistas que esquecem da lua de mel de Dilma com a mídia - enquanto a esquerda criticava seu governo e seus recuos, e mesmo a lua de mel em si - e acusam a esquerda de usar argumentos do PIG. Nada mais risível. O PIG ataca o Palocci SABENDO que este é o maior amigo do capital. A esquerda ataca Palocci por ele ser exatamente amigo do capital. É uma questão de ética, de ser de esquerda.
Agora pergunto, frente a tantas declarações - eternas? - de que "não é o momento de se criticar, mas de apoiar", levando em conta que este foi o discurso ao longo de 8 anos de governo Lula (havia uma herança maldita e blablabla), QUANDO poderemos criticar? em 1 ano, em 10 ou em um século?
Quero uma data.
-----
Recomendo a leitura:
Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer que eu não mudo de opinião, do Bidê Brasil
Sobre o governo Dilma, sua defesa cega e os retrocessos que ainda suportaremos, do Pimenta com Limão
-----
Cheguei a perguntar, no twitter, quais teriam sido as realizações de Dilma até o momento, apenas para tentar entender "o outro lado". Que decepção!
Eis que surge a resposta - a única que tinha algum argumento, pois outros se limitaram a dizer que "5 meses é pouco" ou que "tem muitas", mas sem apontar nenhuma.
Rede Cegonha... Ok, interessante, aponto apenas para um artigo da Conceição Lemes no Vi o Mundo, que ainda não virou PIG, que desde o título dá o tom: Rede Feminista de Saúde alerta: A Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos. Dispensa comentários.
sobre programa de combate e prevenção ao câncer de mama e colo de útero e distribuição de remédios, disfarçam a precariedade do SUS. Ao invés de investir universalmente no SUS, em um sistema que efetivamente funcionasse (mas que iria desagradar a muitos poderosos e talvez mexesse no sagrado superávit que tanto agrada ao Deus Mercado), paliativos.
Pronatec, discutível. Se insere na lógica perversa do nacional-desenvolvimentismo do governo, keynesianismo sem data para terminar, o que é um problema imenso! Produção de mão de obra qualificada para as obras de infra-estrutura do governo, ou melhor, para Belo Monte, Transposição e PAC em geral. Nenhuma intenção além.
Resposta que veio das minhas discordâncias, como colocadas acima. ao invés de contra-argumentos, ataques pessoais.
Serra provavelmente seria pior, mas Dilma está tentando chegar lá, infelizmente. Os retrocessos são terríveis.
Sim, claro, não nego o fato. A crítica se centra, porém, na falta de coragem de avançar. De paliativos o mundo - e o Brasil - está cheio! O Bolsa Família, aliás, é o mais notável dos paliativos, assim como o ProUni.
Bons projetos, vieram no momento certo, mas são insuficientes, deficientes. O Bolsa Família não vislumbra a superação desta situação, a isto vem a falta de reajuste decente no salário mínimo, para os que podem sair do ciclo do Bolsa Família. Já o ProUni leva muita gente à universidade, mas não exige qualquer contrapartida em termos de qualidade por parte da universidade e a falta de investimento do governo na educação básica não é sanada. Nem preciso comentar da total falta de incentivo ao mestrado e doutorado, com bolsas de fome.
Eu estaria pronto a mudar de posição SE e apenas SE Dilma estivesse disposta a emplacar um PNBL 100% estatal, enquadrando as teles, reformasse completamente o SUS de acordo com os interesses dos movimentos sociais - e não dos empresários ou do mercado -, fizesse a reforma agrária ou começasse seriamente a desenhar as linhas mestras, abrisse TODOS os arquivos da Ditadura e criasse uma Comissão da Verdade séria, que auditasse a dívida pública, mantivesse os Kit Anti-Homofobia nas escolas...
Ou seja, peço APENAS para que Dilma aplique aquilo que o PT defendeu durante toda sua história.

TUDO é anti-Dilma, tudo tem a intenção de derrubar o governo ou, finalmente, tudo é PIG.
Toda crítica que se faça à Dilma, respondem que é coisa do PIG. Nenhuma crítica é legítima. Ou melhor, só as críticas desta casta iluminada é aceita, o problema é que eles não criticam.
Conheço uma penca de gays petistas que estão revoltados. Muitos não-petistas que apoiaram Dilma que estão revoltados. E não tem nada a ver com o PIG. Dilma disse com todas as letras que SEQUER viu os vídeos ou o material do Kit anti-homofobia. No máximo deu uma olhada no que a mídia veiculou - onde pairam suspeitas de que sequer eram os vídeos corretos - e no que Garotinho e cia mostraram a parlamentares. Eram vídeos falsos. O que esperar de Marginais da Fé?
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correção da @Maria_Fro: "os vídeos eram do MS p/ o público travesti e @jeanwyllys_real avisou a assessoria da presidência."
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E baseado NISSO, em mentiras, ela suspende? Código Florestal, Ana de Hollanda, Política Externa, uma comissão da Verdade que vai virando lenda, uma Reforma Agrária abandonada, cortes no orçamento, nenhuma preocupação com a qualidade do ensino, com a melhoria das bolsas de mestrado e doutorado, com o ensino básico...
O que foi feito em TODAS estas áreas?
Antes a resposta fosse “nada”. O problema é que foram recuos vergonhosos.
PT e governo aprovam código florestal criminoso e tem quem me diga que o PIG é que levou o mundo a se revoltar? E que PIG é esse, se TODOS os ruralistas e partidos de direita apoiaram o código?
Tá na hora de começar a responder as críticas com coragem, com propostas e com a verdade ao invés de tentar jogar TUDO nas costas do PIG.
Esse coitadismo que os petistas assumem sempre que cai uma bomba é irritante. A Reforma Agrária não é nem algo mais falado pelo governo, desistiram. O Código Florestal foi o golpe de misericórdia (Rifar os gays, o "plus-a-mais").
Se o governo chegará ao ponto de criminalizar o MST (trair, já traiu) eu não sei, espero que não, mas não duvidaria.
E, fato, o PIG está doido pra derrubar a Dilma, como tentou contra o Lula e, convenhamos, a Dilma está fazendo por onde. Ao colocar Palocci na Casa Civil ela praticamente escancarou seu "mensalão", seu ponto fraco.
E não, não quero que Dilma caia, apenas que governe para o povo e não para os marginais da fé e para os ruralistas, que cumpra AO MENOS o programa que foi eleita para levar a frente.
Ana de Hollanda, Patriota, Jobim... Só pode ser piada.
Quando chegam com o discurso de "você não entende o jogo político" eu me pergunto, qual? Se o PT foi eleito pra fazer o MESMO jogo que PSDB/DEM e o PMDB (onipresente) jogaram por 8 anos de FHC (e podemos começar a contar mesmo antes de FHC, desde Sarney!) então pra que elegemos um partido popular e dos trabalhadores? Pra fazer o mesmo? Pra ficar refém cordial das mesmas oligarquias, pra preferir se apoiar não nos movimentos sociais, mas em fanáticos, em ruralista, em criminosos?
Já começaram com o papo de que não houve traição no caso da suspensão do Kit Anti-Homofobia, foi um “recuo estratégico”.
É, ouvi o mesmo papo com a Reforma Agrária, era só um recuo momentâneo, estratégico do Lula..Aí passam 8 anos e nada acontece, vem campanha e nem uma linha sobre o tema, vão 5 meses de Dilma e vem o Código Florestal... E o "recuo" virou uma traição.
Aí continua o papo de "vamos apoiar" ao invés de "vamos PRESSIONAR" e fica esse chapa-branquismo frente a um governo que recua, trai, faz merda sobre merda e fica por isso mesmo.
"Realidade política", conjuntura e outros blablablas não mudam a realidade. A séria.
Só sei de uma coisa, TODO crime de caráter homofóbico, daqui pra frente, entra na conta do governo. Enquanto a postura do governo e de militantes for a de "foda-se os gays, eles não tem força política", TODO crime, morte, violência ou menor xingamento de caráter homofóbico será diretamente culpa de vocês, do governo, do PT e de todos que acham que "perderam a batalha, mas não a guerra".
Mas, acredito que pouco se importem, a consciência ficou perdida já em algum ponto do caminho, talvez junto com a Reforma Agrária, abandonada pelo Lula há anos.
Vocês (chapa-brancas, soldados disciplinados, fanáticos acríticos) são os responsáveis, a partir da declaração infeliz de Dilma de que não vai fazer "propaganda" de "opção sexual", pela violência homofóbica patrocinada pelos marginais da fé neste país.
O maior inimigo (ou os maiores inimigos) do governo são os próprio petistas, que não criticam. Ficam com medo de "fazer o jogo da direita", mas fazem exatamente isto. O governo caminha pra direita e tudo que se limitam a fazer é "apoiar".
E, pra piorar, existem os petistas que esquecem da lua de mel de Dilma com a mídia - enquanto a esquerda criticava seu governo e seus recuos, e mesmo a lua de mel em si - e acusam a esquerda de usar argumentos do PIG. Nada mais risível. O PIG ataca o Palocci SABENDO que este é o maior amigo do capital. A esquerda ataca Palocci por ele ser exatamente amigo do capital. É uma questão de ética, de ser de esquerda.
Agora pergunto, frente a tantas declarações - eternas? - de que "não é o momento de se criticar, mas de apoiar", levando em conta que este foi o discurso ao longo de 8 anos de governo Lula (havia uma herança maldita e blablabla), QUANDO poderemos criticar? em 1 ano, em 10 ou em um século?
Quero uma data.
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Recomendo a leitura:
Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer que eu não mudo de opinião, do Bidê Brasil
Sobre o governo Dilma, sua defesa cega e os retrocessos que ainda suportaremos, do Pimenta com Limão
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Cheguei a perguntar, no twitter, quais teriam sido as realizações de Dilma até o momento, apenas para tentar entender "o outro lado". Que decepção!
Eis que surge a resposta - a única que tinha algum argumento, pois outros se limitaram a dizer que "5 meses é pouco" ou que "tem muitas", mas sem apontar nenhuma.
Rede Cegonha... Ok, interessante, aponto apenas para um artigo da Conceição Lemes no Vi o Mundo, que ainda não virou PIG, que desde o título dá o tom: Rede Feminista de Saúde alerta: A Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos. Dispensa comentários.
sobre programa de combate e prevenção ao câncer de mama e colo de útero e distribuição de remédios, disfarçam a precariedade do SUS. Ao invés de investir universalmente no SUS, em um sistema que efetivamente funcionasse (mas que iria desagradar a muitos poderosos e talvez mexesse no sagrado superávit que tanto agrada ao Deus Mercado), paliativos.
Pronatec, discutível. Se insere na lógica perversa do nacional-desenvolvimentismo do governo, keynesianismo sem data para terminar, o que é um problema imenso! Produção de mão de obra qualificada para as obras de infra-estrutura do governo, ou melhor, para Belo Monte, Transposição e PAC em geral. Nenhuma intenção além.
Resposta que veio das minhas discordâncias, como colocadas acima. ao invés de contra-argumentos, ataques pessoais.
Serra provavelmente seria pior, mas Dilma está tentando chegar lá, infelizmente. Os retrocessos são terríveis.
Sim, claro, não nego o fato. A crítica se centra, porém, na falta de coragem de avançar. De paliativos o mundo - e o Brasil - está cheio! O Bolsa Família, aliás, é o mais notável dos paliativos, assim como o ProUni.
Bons projetos, vieram no momento certo, mas são insuficientes, deficientes. O Bolsa Família não vislumbra a superação desta situação, a isto vem a falta de reajuste decente no salário mínimo, para os que podem sair do ciclo do Bolsa Família. Já o ProUni leva muita gente à universidade, mas não exige qualquer contrapartida em termos de qualidade por parte da universidade e a falta de investimento do governo na educação básica não é sanada. Nem preciso comentar da total falta de incentivo ao mestrado e doutorado, com bolsas de fome.
Eu estaria pronto a mudar de posição SE e apenas SE Dilma estivesse disposta a emplacar um PNBL 100% estatal, enquadrando as teles, reformasse completamente o SUS de acordo com os interesses dos movimentos sociais - e não dos empresários ou do mercado -, fizesse a reforma agrária ou começasse seriamente a desenhar as linhas mestras, abrisse TODOS os arquivos da Ditadura e criasse uma Comissão da Verdade séria, que auditasse a dívida pública, mantivesse os Kit Anti-Homofobia nas escolas...
Ou seja, peço APENAS para que Dilma aplique aquilo que o PT defendeu durante toda sua história.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
O Coitadismo Inconsequente do PT e os "recuos estratégicos"
2011-06-01T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Vídeos do Debate "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil"
Seguem os vídeos do debate do dia 11 de janeiro com Márcio Pochmann, Daniel Castro, Fábio Konder Comparato e Paulo Henrique Amorim no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Durante o evento foram distribuídos cópias dos três volumes da pesquisa do IPEA "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil". Cópias podem ser baixadas gratuitamente no site do IPEA.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Marcio Pochmann from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Daniel Castro from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - PHA from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Comparato I from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Comparato II from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Guto (SindJor) from Raphael Tsavkko on Vimeo.
Durante o evento foram distribuídos cópias dos três volumes da pesquisa do IPEA "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil". Cópias podem ser baixadas gratuitamente no site do IPEA.
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Raphael Tsavkko Garcia
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10:30
Vídeos do Debate "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil"
2011-01-13T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 4
PNDH-3 e Confecom
Inegavelmente foi o Terceiro Programa Nacional de
Direitos
Humanos (PNDH-3) e a Conferência de Comunicação (Confecom) os grandes
responsáveis por estourar o dique de contenção do governo.
Diversos analistas já atentaram para o fato de que as propostas contidas na carta de direitos humanos do governo acabaram por exaltar os ânimos dos evangélicos e católicos tradicionalistas – mesmo que, em termos de conteúdo, não tenha grandes divergências ao segundo Programa, aprovado por FHC.
Assim como a Confecom decretou de vez a guerra entre governo e mídia, por propor, enfim, a democratização das comunicações através da participação da sociedade.
Mas, não podemos nos esquecer, nenhum destas ataques seria possível sem o conjunto de fatores descritos ao longo do artigo que contribuíram para fragilizar a posição do PT, de Lula e de sua sucessora.
Conclusão
Sem um processo profundo de conscientização e de formação de uma opinião crítica nas camadas populares e na nova classe média, o governo se viu refém de sua própria cria e foi vítima de ataques perpetrados por muitos que se beneficiaram ao longo de seus 8 anos de governo.
Aqueles mesmos que ascenderam à classe média, tiveram acesso à banda larga e puderam mudar de vida são, hoje, parte dos que atacam impiedosamente o governo e caem nos spams, hoax e e-mails falsos que circulam pela rede, que caem no papo de pastores e padres mal intencionados que misturam política com religião.
Já a “antiga” classe média se viu fortalecida em sua vontade de barrar as transformações sociais, com medo de perder sua exclusividade e de se verem tomados de assalto por quem eles consideram indignos de frequentar os mesmos ambientes – imagine só uma empregada doméstica fazer faculdade! -, se aliaram à grande mídia, apavorada não só com os ideais de democratização impulsionados pelo governo e pelo que restou dos movimentos sociais, mas também temerosa do poder e importância que a internet e os blogs vem tendo na contra-informação.
Enfim, o governo Lula e a possibilidade de um governo Dilma foram vítimas não só de uma mídia golpista, mas também de seus próprios erros em não aprofundar as transformações sociais e também pela apatia das forças e movimentos transformadores do país.
O governo Lula, inegavelmente, iniciou um processo de profundas transformações no país, o que resta saber é a profundidade e a (a)temporalidade de tais mudanças.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 4
2011-01-04T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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