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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Somos a mídia contra-hegemônica. Somos a mídia.

A internet popicia a diferentes grupos, coletivos e indivíduos a possibilidade de não apenas se basear na mídia para ter informações, mas de SER mídia, ou seja, de ser o próprio produtor de notícias e não mero reprodutor. Exemplos de mídias alternativas nacionais e internacionais não faltam e vão desde grupos locais como a Rede Extremo Sul, que usa a internet e as plataformas de blogs para disseminar notícias do extremo sul da cidade de São Paulo, passando pelo Jornalismo B, Correio da Cidadania e O Viés, até grupos internacionais, como o Global voices Online, ADITAL, Diário Liberdade dentre outros. Os exemplos são múltiplos, milhares.

Porém, tentando escapar do clichê introdutório, temos um problema grande em nossas mãos: Qual a conexão? Ou melhor, quando e como fazemos conexões a nível local e internacional?

É fato que em alguns momentos ou determinados veículos alternativos, devido a seus objetivos e modo de agir, há uma certa integração, uma troca, um intercâmbio, mas estamos falando de algo pontual.

Se é fato que há, hoje, uma tremenda desconexão entre o online e o offline, em termos de ações descentralizadas e diretas, há um “gap” ainda maior entre movimentos localizados em todo o mundo que, apesar de muitas vezes terem objetivos semelhantes ou mesmo focos que combinam, mantém-se apartados.

Pouco se sabe ou se faz em relação à possibilidade de intercâmbio entre diferentes grupos, coletivos e iniciativas de mídia independente que raramente vão além de colaborações esporádicas e troca de artigos, ao passo que há uma enorme possibilidade ou porta aberta para que a relação seja aprofundada e duradoura.

Muitas causas são transnacionais, transcendem fronteiras e por vezes conectam regiões distantes do mundo e em muitas dessas causas ha grupos que usam as redes como forma de disseminar informação, mas tem alcance limitado, possibilidades limitadas devido ao quase auto-isolamento imposto tanto pelo desconhecimento quanto por um certo amadorismo que ainda permea a nossa área.

A mídia, por sua vez, é absolutamente internacionalizada, não surpreende que tenha organizações regionais e internacionais que zelam por seus interesses – muitas vezes contrários aos populares – e que realizam não apenas lobby, mas mantém afinados os pontos de contato e busca contornar os pontos de conflito entre a mídia dita burguesa.

Nós, por outro lado, carecemos dos recursos financeiros virtualmente intermináveis da grande mídia, mas temos a internet. A mídia, or sua vez, começa a notar que seus recursos não são tão inesgotáveis quanto poderiam assumir há apenas uma década. Jornais fecham suas portas devido à pressão da internet e as redes de TV começam a se preocupar com um futuro em que se tornarão obsoletas, pois podemos escolher e produzir nossa própria programação com câmeras portáteis e criatividade – e uma boa conexão.

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Artigo completo pode ser lido na Revista o Viés, que em sua edição de terceiro aniversário celebra a mídia alternativa em um "Manifesto por uma social comunicação".
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Entraves à Democratização das Comunicações: Denúncia da Utopia FM contra a ABRAÇO

A Rádio Utopia FM surgiu em Planaltina, DF, em 1996/1997 como rádio livre. Fechada pela Polícia Federal/Anatel em 1999, retornou atividades no final de 2005. Em 2006 obteve a outorga provisória, mesmo assim, em agosto desse foi fechada novamente.

Em junho de 2007, já com outorga definitiva do Ministério das Comunicações retomou as atividades de radiodifusão. Segundo o site dela, http://utopiafm.com/, é “mantida por voluntários, tem como principais objetivos a livre comunicação, a mobilização da comunidade, a divulgação da cultura em toda a sua diversidade, a educação construída coletivamente e a transformação social através da iniciativa popular.”

Para isso tem realizado várias atividades como oficinas e mostras culturais na cidade. Sem falar nos livros de poesia com os estudantes de ensino médio e fundamental de Planaltina, e nas atividades junto aos Programas de Extensão da Universidade de Brasília e aos Movimentos Sociais do Distrito Federal.

A democracia no Brasil é um lamentável mal entendido. As entidades que deveriam trabalhar pela Democratização da Comunicação são parte deste mal entendido pelas suas práticas nada republicanas. Os fatos relatados a seguir mostram isso na prática.

A ABRAÇO é uma organização que surgiu em 1996 com o intuito de organizar e representar as Rádios Comunitárias no País. Ela possui uma agência, a Agência Abraço de Cultura e Comunicação Comunitária. Em Maio de 2010 a Rádio Comunitária Utopia FM, localizada em Planaltina, Distrito Federal, atraída pela celebração de um convênio entre a Agência Abraço e a Empresa Brasil de Comunicação - EBC, firmou um contrato para a prestação de serviço de produção de reportagens jornalísticas, veiculadas semanalmente no programa "Cidade 980" da Rádio Nacional AM de Brasília.

A Utopia FM recebia mensalmente a importância de R$ 1.000,00 pelos trabalhos. Entretanto a Agência Abraço, sem que houvesse previsão no convênio com a EBC, exigiu das Rádios contratadas, dentre as quais a Utopia FM, o percentual de 20% sobre cada pagamento, a título de "taxa de gestão". A Rádio Utopia FM discordou do pagamento desta taxa e foi por isso posteriormente excluída do convênio, em represália.

A própria EBC estranhou esta exclusão, por ela ter sido uma das mais ativas e presentes na produção de material tanto qualitativamente (boa qualidade técnica e jornalística) quanto quantitativamente (sempre entregava as reportagens no prazo proposto). A cobrança da “taxa de gestão”, inclusive, feria o Convênio celebrado com a EBC.

Tal situação, portanto, justificaram o pedido de indenização por danos morais. Tal pedido foi julgado em primeira instância, e a Agência Abraço foi condenada a pagar à Rádio Utopia FM R$ 6.000,00 a título de danos morais. Houve apelação, mas foi mantida a Sentença em Segunda Instância.

É de se pensar quando um ator social produtivo encontra dificuldades de construir sua comunicação se quem no discurso fala de democracia a realiza (ou tem real intenção de) no seu cotidiano. Infelizmente os que estão em posição decisórias nestas organizações não vão muito além a quem eles combatem.

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Artigo enviado por autor que preferiu permanecer anônimo. No espírito democrático, mais uma vez cedi o espaço do blog para uma denúncia importante. Para maiores informações sobre os processos movidos pela Utopia FM contra a Agência mantida pela ABRAÇO, seguir os links 1 e 2.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Participe do protesto contra a Globo no caso BBB!

Sexta, dia 20, das 12h às 14h
em frente a Globo São Paulo - Av. Dr. Chucri Zaidan, esquina da Av. Roberto Marinho.

A Frentex - Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão , o FNDC - Fórum Nacional pela Democratização na Comunicação e a Rede Mulher e Mídia convidam todos para este ato em repúdio a todas as formas de violência com a mulher e pela:

1) Responsabilização da Globo por:
  • Ocultação de um fato que pode constituir crime;
  • Prejudicar a integridade da vítima e enviar para o país uma mensagem de permissividade diante de uma suspeita de estupro de vulnerável;
  • Atrapalhar as investigações de um suposto crime;
  • Ocultar da vítima as informações sobre os fatos que teriam se passado com ela quando estava apagada.
2) Os anunciantes do BBB – como OMO, Niely, Devassa, Guaraná Antarctica e FIAT – devem ser entendidos como co-responsáveis, e a sociedade deve cobrar que retirem seus anúncios do programa ou boicotá-los.

3) O Ministério das Comunicações deve colocar em discussão imediatamente propostas para um novo marco regulatório das comunicações, com mecanismos que contemplem órgãos reguladores democráticos capazes de atuar sobre essas e outras questões
 
“Em 2011, cada cota de patrocínio foi comercializada com preço de tabela de R$ 16,7 milhões. Para este ano, o valor foi ampliado para R$ 20,6 milhões, o que consistiria, em valor cheio, uma arrecadação de R$ 103 milhões – aumento de aproximadamente 21% em relação à última edição. O apoio é válido para os meses de janeiro, fevereiro e março, período em que a atração será transmitida.” Fonte: Exame

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Amanhã dia 18 na Paulista - Dia Mundial da Comunicação


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Participe da construção de um novo marco regulatório para as comunicações brasileiras!

A Constituição brasileira estabelece os princípios e regras mínimas que devem ser respeitadas pelos meios de comunicação de massa, ou seja, o rádio e a TV, que são concessões públicas. Por exemplo: não pode haver monopólio na mídia; as emissoras devem veicular programação regional e independente; a prioridade deve ser para conteúdos informativos e culturais; o país deve ter um forte sistema público de comunicação; o direito de resposta deve ser garantido; é vedada qualquer censura de natureza política e ideológica; etc

O problema é que até hoje a Constituição não é cumprida porque depende de leis específicas para isso. Ao mesmo tempo, as poucas leis que existem não são respeitadas ou estão ultrapassadas. Para se ter uma idéia, o Código Brasileiro de Telecomunicações é da década de 60, quando ainda assistíamos TV em preto e branco e internet era algo desconhecido.

Já passou da hora de mudarmos essa realidade e construirmos uma comunicação de fato democrática no Brasil, que garanta pluralidade, diversidade e liberdade de expressão para todos - não só para os donos da mídia. Em 2009, milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras participaram da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que teve como uma de suas principais resoluções a afirmação da necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações no nosso país.

De lá pra cá, considerando os debates da Confecom, movimentos populares e organizações da sociedade civil aumentaram a mobilização em prol de uma nova lei geral para o setor. Ao mesmo tempo, o governo federal elaborou um projeto, que ainda não foi tornado público, mas vem sendo discutido no Ministério das Comunicações.

Para incentivar que o conjunto da população participe deste debate, dizendo que mídia quer para o Brasil, diversas organizações que historicamente lutam pela democratização da comunicação lançaram uma consulta pública na internet. A idéia - partindo de uma proposta inicial, com princípios, objetivos e 20 diretrizes - é construir um conjunto de propostas da sociedade civil para a legislação de comunicação, ou seja, uma plataforma da sociedade civil para o novo marco regulatório, que depois será apresentada ao poder público.

A consulta pública fica aberta até 7 de outubro e qualquer pessoa pode dar suas contribuições. Um documento final será consolidado para lançamento no Dia Mundial da Democratização da Mídia, 18 de outubro.

Convidamos todos e todas então a participar deste processo! Sua opinião é fundamental para que a diversidade brasileira - regional, étnico-racial, de gênero, orientação sexual, classe etc - também esteja presente nesta plataforma da sociedade civil. Entre no site www.comunicacaodemocratica.org.br e contribua com a consulta pública por um novo marco regulatório das comunicações. Vamos juntos construir uma mídia plural e verdadeiramente democrática!

*Recebido da Bia Barbosa, do Intervozes e da Frente Paulista pela Democratização das Comunicações
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sábado, 3 de setembro de 2011

Paulo Bernardo versus Globo: Há realmente interesses por trás?

O Pierre Lucena, do ótimo blog pernambucano Acerto de Contas, comenta sobre o Paulo Bernardo:
Hoje o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deu seu tiro com a bala de prata. Foi para cima das Organizações Globo, que de alguma forma começou a pegar no pé dele, através da Revista Época.
Na última semana a revista pediu esclarecimentos a respeito de um jatinho no qual o Ministro teria viajado. O Ministro não teria respondido, e a Globo começou a direcionar sua artilharia.
Para começar, é bom deixar claro que o Ministro não tem que ficar choramingando. Demorou muito para se explicar. Sua nota, reproduzida abaixo, é bem direta e responde bem aos fatos, e deveria ter sido divulgada antes.
Mas vamos aos pormenores.
Paulo Bernardo não é um Ministro qualquer. Ele é responsável pela pasta na qual a Globo tem total interesse. É o primeiro Ministro em décadas que não é subserviente aos interesses do grupo.
E como não acredito muito em coincidências, algum interesse muito nebuloso Paulo Bernardo contrariou. Tem algum boi nessa linha.
Para ler a nota do Paulo Bernardo e, claro, visitar o Acerto de Contas, basta clicar no link.

Por um lado, fato, é uma pasta que a Globo tem interesse em ter um dos seus no comando, mas por outro, o que o Paulo Bernardo fez até agora para assustar a Globo? Nada.

Congresso aprovou o PLC 116 que beneficia a Globo (que dentre outras não será mais laranja na NET), o PNBL só privilegia as Teles em detrimento de qualquer qualidade ou do povo e, finalmente, o projeto de controle social da mídia foi enterrado. É mais fácil o Brasil mandar um astronauta para a lua que isso sair do papel, ou mesmo chegar em algum papel timbrado, oficial, que faça diferença.

A Globo até poderia querer atacar o Paulo Bernardo de graça, mas seria uma perda de tempo, pois de inimigo ele não tem nada, ou ao menos não demonstra ser.

O interesse da Globo parece ser o de desestabilizar, como um todo, o governo. E, sejamos honestos, até o momento as denuncias feitas pela mídia contra ministros tem sido certeiras. Vários já caíram.

Corrupção na maioria dos casos, escondidas pelo governo, mas denunciadas pela mídia que tanto chamam de golpista.

Não nego que em muitos momentos ela seja mesmo golpista, e que denunciam a corrupção do governo ao mesmo tempo em que escondem a dos tucanos (veja São Paulo, a quantidade de CPI's enterradas que a mídia finge não ver e etc), mas a parcialidade da mídia não pode servir de desculpa para enterrar denúncias corretas.

E não nos esqueçamos de quem denunciou o Mensalão do DEM: A mídia, o terrível PIG.

Todas devem ser investigadas. As que podem ser desmentidas devem ser desmentidas e as que são verdadeiras devem ser investigadas e levar a algum lugar.

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Antes que alguém resolva me acusar de alguma coisa, deixo claro que tenho horror a esta mídia nossa, brasileira. Mas isto não significa que de antemão eu negue a validade de suas denúncias e muito menos o fato de que, por vezes, acertam. Continuam sendo podres, é óbvio que investigam com muito mais afinco aos governistas que qualquer opositor, mas isto não muda o fato de que efetivamente encontram podres no governo.

Reclamar da falta de investigação/pressão sobre a oposição de direita é diferente de tapar os olhos para a corrupção do governo investigada pela mídia.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Democratização das Comunicações (#DemoCom)? Nem pensar: PNBL deve ser entendido em conjunto com os demais retrocessos de Dilma

É preciso entender o PNBL como resultado dos inúmeros retrocessos patrocinados pelo governo Dilma, comprovando que esperar alguma reforma séria nos meios de comunicação, sua democratização, ou mesmo a ampliação do acesso do povo à informação (via internet ou qualquer outro meio) é esperar pelo impossível.

A surpresa (ironia) pós-anúncio do pífio PNBL foi o apoio dado por vários blogueiros petistas/progressistas a tamanho absurdo.

"É o possível", "estamos em ano de ajustes", "com Serra seria pior", "é o que a conjuntura permite", "querem depor a presidenta" "se Dilma vai mais além a direita a derruba" e outras besteiras do tipo usadas sempre que surge alguma crítica à timidez (não, covardia mesmo) do governo em impor uma agenda séria ao país.

Vejam só o absurdo:
"A limitação de downloads preserva os pacotes atuais das operadoras, para que não haja concorrência com o novo produto, mais barato", diz Eduardo Tude, consultor e presidente da Teleco. "Para consultar e-mails, 300 MB devem ser suficientes." 
Pois é, é "suficiente" pra consultar e-mails, afinal, TODA a experiência da internet se resume a isso, ou melhor, pra pobre, só isso basta. É o cúmulo do preconceito. E, obviamente, a lenda do investimento em tecnologia e ampliação da rede é apenas isso, lenda. O PNBL é este lixo para não afetar o já péssimo serviço prestado pelas teles, enfim, será usado o pouco espaço ocioso e no máximo uma ou outra ampliação será feita, mas tudo estudado para ficar nos padrões mínimos (nem o governo exigiu mais que isso, abrindo mão por nós da qualidade).

Lula tinha mais de 80% de aprovação e usavam a mesma desculpa. Mensalão foi a desculpa perfeita para recuar e não magoar os mercados, os empresários amigos e os banqueiros companheiros. Com um estalar de dedos, Lula poderia ter feito mudanças profundas no país apenas com a força de sua pessoa e com o apoio do povo. Mas não fez.

Deixou promessas e projetos para Dilma. Abertura dos Arquivos, PNDH3 desenhado por Vanucchi e outros, projeto de Ley de Medios rascunhado por Franklin Martins - que efetivamente queria colocar regras no setor -, promessa de um PNBL estatal e popular (a velocidade inicial era baixa, mas estávamos discutindo mil possibilidades dentro de um marco público), uma evolução de décadas em 8 anos na área da cultura com diversos projetos a serem implementados, Marco Civil, Reforma da Lei de direitos autorais e por aí vai...

Chegou Dilma e todas as promessas, todos os projetos foram enterrados, jogados no lixo ou mesmo revertidos. Marco civil enterrado e AI5Digital mais vivo que nunca, Reforma da LDA definitivamente abandonada por uma Ministra que é amiga do ECAD e das gravadoras e busca criminalizar o que compartilha e produz cultura, PNDH3 é lenda, abertura dos arquivos não sairá e ainda teremos sigilo eterno reforçado, Ley de Medios não sairá jamais e o PNBL nem precisa comentar.

Covardia, falta de comprometimento, venda de bandeiras, safadeza pura mesmo.

Engraçado que ao mesmo tempo estes apoiadores deste PNBL ridículo não estão reclamando do absurdo da fusão do Pão de Açucar com o Carrefour, feito com dinheiro NOSSO via BNDES! Vejamos, dar banda larga para o povo dentro de um modelo estatal, o que acabaria forçando as teles a prestar um serviço melhor devido à concorrência e a baixar preços não dá, mas enfiar nosso dinheiro para garantir um oligopólio num setor que já vem sofrendo com altíssimos e inexplicáveis preços tá ok?

Peitar congresso de direita não, peitar o povo sim? Prejudicar abertamente o povo pode?

E o salário mínimo que muitos destes que agora apoiam este PNBL diziam ser o possível? Não tem dinheiro pra salário nem pra PNBL mas tem pra Belo Monte (passando por cima de decisão da Comissão Interamericana de direitos humanos), pra Transposição do São Francisco, pra Trem Bala (infinitas vezes mais caro que em qualquer outra parte do mundo) e pra ajudar empresa privada a comprar outra (Pão de Açucar e Carrefour)?

O que parecem não notar é que o governo tem prioridades. E estas são as de agradar o mercado e impor seu neo-desenvolvimentismo a todo custo. É o Pão e Circo revisitado e piorado. Você mantém o Bolsa Família que se limita a entregar dinheiro ao povo (que emergencialmente faz sentido, mas não eternamente) sem que junto a isto venha capacitação, inclusão ou educação.

Em termos de educação você abandona o ensino básico e cria o ProUni que faz TODO sentido enquanto incentivo à universidades de QUALIDADE, mas que acabou servindo como última salvação às UniEsquinas, que vem montando verdadeiros impérios sem qualquer qualidade ou respeito pelo aluno.

E, passado o Pão, vem o Circo, de qualidade igualmente duvidosa, com um PNBL pífio, com um Vale Cultura igualmente pífio (vide todo o trabalho de Ana de Hollanda no MinC - para destruí-lo) atrelado ao aumento irrisório do Salário Mínimo que impede o trabalhador - que já tem uma carga de trabalho escorchante e quase nenhum tempo livre com luz do sol - de aproveitar qualquer opção cultural digna em cidades cada vez mais caras, desiguais e gigantescas.

Não surpreende que, apesar de todos os inúmeros e até incontáveis recuos o PNBL venha servindo como divisor de águas pra muitos. Era a galinha dos ovos de ouro, a esperança de um pouco de dignidade depois dos gays terem sido rifados para dar lugar aos crentes, do MST, nossas matas e Reforma agrária terem sido rifadas em nome dos latifundiários do Aldo Rebelo, da política externa independente anterior ter sido modificada para agradar aos EUA - até presos políticos fizemos para Obama!

Esperança que se provou inútil.

Não há até o momento NENHUMA área em que o governo não tenha recuado vergonhosamente frente à Lula (que já colecionava falhas e erros) e frente à história e à dignidade dos brasileiros. Aliás, minto, não houve recuo no Bolsa Família, mas pelas razões já explicadas acima, a de garantir um fluxo de eleitores fiéis, pegos pela boca e pelo bolso (o que quase não funcionou durante a eleição de Dilma, pois o conservadorismo falou mais alto em muitos casos).

Enfim, o PNBL foi a gota d'água para muitos e até mesmo para mim que, apesar das críticas, ainda nutria vãs esperanças neste governo, que ele acordaria. De que o governo passaria a compreender a internet como uma ferramenta de emancipação. Mas assim como outros passo à oposição dura, de esquerda, socialista, sem mais contemporizar ou aceitar tantos recuos vergonhosos e tanto desrespeito contra o povo.

Dentro deste cenário o que esperar do projeto-quase-lenda de Franklin Martins sobre a democratização dos meios de comunicação? Se o governo é incapaz sequer de peitar os Marginais da Fé e garantir o respeito aos direitos da comunidade LGBT, como sonhar que irão peitar minimamente os interesses da grande mídia? Não irão.

Se sobrar alguma coisa do projeto de democratização dos meios de comunicação (Ley de Medios) será semelhante às propostas pífias de mudança do PLC122, que basicamente não protegem nada nem ninguém ou mesmo algo semelhante ao PNBL, apenas cosmético e ruim.

Abaixo algumas reações ao maravilhoso PNBL dilmista:













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sexta-feira, 1 de julho de 2011

PNBL ou a cegueira voluntária

Acho engraçado sites de fanáticos petistas que uma hora louvam que o Brasil agora é um "país de classe média" e na outra reclamam da mesma classe média... Sempre quando lhes convém.

Socialismo foi abandonado completamente por essa gente, eles adoram o capitalismo cor-de-rosa trazido por Lula e ampliado por Dilma, dizem amém pra tudo. O governo tem status de divindade, "Lula é meu pastor e nada me faltará" e Dilma é sua serva fiel e devemos, logo, seguí-la.
Pois esta mesma classe média de esquerda (que já tem banda larga privada), está se comportando como alienada em suas críticas, querendo negar ao pobre o que ela já tem e usa. Para o pobre, que no Brasil sempre “tinha que esperar”, ter uma opção agora e já de banda-larga a R$ 35,00 resolve seu problema imediato.
A opção é a banda larga mais cara que oferecida por empresas de telefonia móvel, por exemplo, pouco mais barata que a oferecida pelas teles fixas e sem qualquer garantia de qualidade. É auqela velha "é pro pobre, ele não tem nada, então qualquer merda tá bom".

Essa nova elite petista e os fanáticos de plantão não conseguem compreender que apenas reavivam os velhos preconceitos contra o pobre, o de que se não tem nada, dá 10 reais que é melhor que nada, dar 100 dá trabalho, então vai o fácil logo que enche um pouco a boca e vamos empurrando o resto com a barriga.

É o paternalismo de tratar o pobre como massa de manobra sempre pronta a aceitar qualquer porcaria que se lhes impõe.

O engraçado é que peguei o trecho acima e comentei antes de ler o resto, e não é que eles repetem meu argumento? É pro pobre, então qualquer merda serve (grifo abaixo meu)!
Pode ser que as teles não cumpram todas as metas. Pode ser que não cumpram metas de qualidade. Mas e daí? A fila de problemas andou. Pelo menos grande parte da população já será incluída na banda-larga com a infra-estrutura que já passa na porta da casa, e grande parte da população de baixa renda não terá que ficar esperando pelo Orçamento da União, aprovação no Congresso, licitações e embargos na justiça, concursos para contração de pessoal na estatal, aumentos de capital e assembléia de acionistas de uma empresa estatal que tem ações em bolsa de valores, etc. Enquanto isso, a cada ano que passa, a Telebrás já estará melhor estruturada em 2012, 2013, etc. para fazer novas ofensivas sobre as teles privadas.
PRa que dar um quilo de arroz? Dá logo uma colher que tapa o buraco do dente, resolvemos o problema por hora, depois a gente pensa em coisa melhor... ou não!

É um primor de fanatismo petista.

O engraçado ainda é a cegueira de "prever" uma estruturação da Eletrobrás, cuja função já foi delineada pelo Minicom, a de não fazer nada e ficar só olhando, como a ANATEL. Fanatismo cega.

O neopetismo não enxerga problemas (na verdade não enxerga nada) em dar bilhões pras teles em troca de um serviço medíocre. Banda Lagar, doravante o PNBL, não é prioridade, se fosse teria rios de dinheiro disponível e não os cortes que conhecemos bem. Plano Nacional de Mamata pras Teles à toda!

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Aliás, o comentário ótimo da @lessinha_nane me lembrei que eu, além da internet fixa (e péssiam, sempre com traffic shaping) da Telefônica eu também tenho 3g da TIM no celular, com franquia de 300MB. Eu não uso muito, basicamente e-mail, Twitter e faço tettering (usar a conexão 3g do celular no notebook) uma ou duas vezes por semana quando estou no mestrado e NUNCA termino o mês sem estourar os 300MB de limite. E minha velocidade no 3g sequer é de 1MB, é mais baixa.

Imaginem então como será a vida de quem entrar nessa roubada de PNBL com 300MB de limite tendo que usar exclusivamente esta conexão! É realmente ridículo!

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sábado, 30 de abril de 2011

Lançamento da Campanha Banda Larga é um Direito Seu!

Vídeos do lançamento da campanha em São Paulo.
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Participe da Campanha! Para se juntar é só mandar um e-mail de adesão para: campanhabandalarga@gmail.com 
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Banda Larga é um direito seu!
Uma ação pela internet barata, de qualidade e para todos

Banda Larga é direito de todas e todos, independentemente de sua localização ou condição sócio-econômica. O acesso à internet é essencial porque permite o mergulho na rede que integra diferentes modalidades de serviços e conteúdos, funcionando como um espaço de convergência de distintas perspectivas sociais, culturais, políticas e econômicas. Elemento central na sociedade da informação, a inclusão digital, entendida de forma ampla, é condição para a concretização de direitos fundamentais como a comunicação e a cultura e se coloca como passo necessário à efetiva inclusão social, já que ela é essencial para o desenvolvimento econômico do país. A internet incrementa a produtividade e gera riquezas, sendo fator de distribuição de renda e de redução de desigualdades regionais.

Nós, organizações da sociedade civil e ativistas envolvidos no debate da democratização da comunicação e da produção colaborativa da cultura, reconhecemos a relevância das metas e políticas presentes no Plano Nacional de Banda Larga, sendo imprescindível, contudo, avançar. Mais, é necessário que se faça uma vigília permanente para que as políticas de banda larga estejam pautadas no interesse público, o que já sofre reveses. Os rumos recentes tomados pelo governo reforçam o abandono da ideia de serviço público como concretizador de direitos e privilegia soluções sob uma lógica de mercado.

Com base no acúmulo conquistado nas Conferências Nacionais de Comunicação e Cultura, no Fórum de Cultura Digital e nas articulações relativas à constituição do Marco Civil da Internet e à reforma da Lei de Direitos Autorais, apresentamos as seguintes propostas guia e suas ações:

1. EFETIVA PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL NO PROCESSO DE INCLUSÃO DIGITAL
Rever a participação da sociedade civil no Fórum Brasil Conectado, ampliando a sua representação e democratizando seu processo de escolha;
Convocar, em conjunto com entidades da sociedade civil, um Fórum Participativo de Acompanhamento do Plano Nacional de Banda Larga, criando canais legítimos e públicos de consulta mútua que permitam a efetiva participação da sociedade nos processos decisórios do Plano;
Criar mecanismos públicos de consulta que contemplem a convergência de mídias e redes sociais buscando de todas as formas a tradução do debate para toda população.
2. PRESTAÇÃO DA BANDA LARGA SOB REGIME PÚBLICO
Reconhecer o caráter essencial da banda larga, definindo-o como serviço público, sujeito a metas de universalização, controle de tarifas garantindo seu baixo valor, obrigações de continuidade voltadas à sua prestação ininterrupta e garantia da prevalência do interesse público na utilização da infraestrutura necessária ao serviço;
Integrar ações das esferas Federal, Estadual e Municipal para universalização da Internet da banda larga, possibilitando o acesso de qualquer pessoa ou instituição ao serviço e otimização do uso da infraestrutura, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético livre de licenças para aplicações comunitárias;
3. GESTÃO PÚBLICA DAS REDES PARA GARANTIR A IGUALDADE ENTRE PROVEDORES E O INGRESSO SUSTENTÁVEL DE NOVOS AGENTES
Implementar mecanismos de controle público da gestão das redes, garantindo o acesso não discriminatório e competitivo à infraestrutura;
Utilizar a Rede Nacional na geração de maior competição a partir da entrada de pequenos e médios provedores, bem como efetivar políticas de incentivo e financiamento possibilitando a sustentabilidade dos mesmos;
Democratizar as licenças para prestação do serviço de banda larga fixa (Serviço de Comunicação Multimídia) no âmbito do PNBL, permitindo que qualquer organização, inclusive as sem fins lucrativos, possa recebê-las;
Efetivar a prestação do serviço ao usuário final pela Telebrás;
Incentivar o uso de tecnologias diversificadas para distribuição da última milha (wi fi, wi max, eletricidade, redes mesh, incorporando novas tecnologias que surjam ao longo do tempo);
Regular a utilização do espectro livre, espaços inutilizados do espectro para evitar interferências na transmissão analógica de televisão, permitindo a sua utilização por cidadãos e comunidades;
Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização com independência em relação ao mercado, participação social e atuação rápida e eficaz, não só com relação à competição, mas também quanto à qualidade do serviço. Estes instrumentos devem atuar sobre todo o sistema, incluindo a Telebrás, grandes e pequenos provedores privados;
4. AMPLIAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS DE QUALIDADE DA BANDA LARGA
Delimitar as condições de prestação adequada do serviço por meio de critérios objetivos que visem à efetiva proteção do consumidor e a utilização das redes em toda a sua potencialidade;
Assegurar o atendimento adequado ao consumidor e a não abusividade na publicidade e nos contratos, com especial atenção ao cumprimento do dever de informação;
Garantir a paridade de banda para download e upload, imprescindível para o uso multimídia alternativo, fiscalizando o cumprimento das taxas de transmissão contratadas e disponibilizando meios tecnológicos para verificação deste cumprimento pelo próprio usuário;
Definir a proteção à privacidade e à liberdade de expressão e de acesso a conteúdos como parâmetros de qualidade do serviço, em consonância às previsões do Marco Civil da Internet e à discussão do anteprojeto de lei de proteção de dados;
Assegurar a neutralidade da rede, propiciando o acesso igualitário a serviços, aplicativos e informações a todas e todos ao impedir interferências discriminatórias das operadoras na velocidade de navegação;
Implantar no PNBL velocidades de download e upload compatíveis com os conteúdos e aplicações disponíveis na rede, que realmente possibilitem o cidadão ser um agente do processo de produção da cultura digital.
5. APOIO À CULTURA DIGITAL
Estimular a Cultura Digital, Software Livre, Transparência e Princípios da construção colaborativa de conteúdos (ex: wiki);
Promover o uso da rede para produção, compartilhamento e distribuição de conteúdos, por meio de políticas públicas para produção de conteúdos culturais, científicos e educacionais, bem como o apoio a licenciamentos livres e à reforma da Lei de Direito Autoral;
Definir políticas concretas de fomento e desenvolvimento da indústria de inovação cutural e aplicações web baseadas em conteúdos culturais;
Estimular entidades e iniciativas voltadas à Alfabetização Digital, incluindo escolas de todos os níveis, Lan Houses e Programas de Inclusão dos governos e sociedade civil, possibilitando a apropriação e qualificação do uso da rede;
Criar espaços de acesso público e comunitário gratuito inclusive através de redes abertas (WI FI);
Incentivar a integração de acessos comunitários de ações do governo (telecentros, pontos de Cultura, acessos abertos por redes sem fio municipais) com a sociedade civil, englobando um conjunto de iniciativas públicas do Terceiro Setor na área de Cultura Digital e iniciativa privada.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vídeos do Debate "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil"

Seguem os vídeos do debate do dia 11 de janeiro com Márcio Pochmann, Daniel Castro, Fábio Konder Comparato e Paulo Henrique Amorim no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Durante o evento foram distribuídos cópias dos três volumes da pesquisa do IPEA "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil". Cópias podem ser baixadas gratuitamente no site do IPEA.


"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Marcio Pochmann from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Daniel Castro from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - PHA from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Comparato I from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Comparato II from Raphael Tsavkko on Vimeo.
"O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" - Guto (SindJor) from Raphael Tsavkko on Vimeo.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Debate com Márcio Pochmann, Fábio Konder Comparato e Paulo Henrique Amorim

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), acaba que concluir uma pesquisa sobre o "Panorama da comunicação e das telecomunicações". Em três volumes, o estudo inédito no país apresenta um amplo paínel sobre o setor e visa ajudar na construção de futuras políticas públicas. Sua publicação coincide a vontade expressa do novo governo de elaborar um novo marco regulatório da comunicação.


Com o objetivo de conhecer e discutir o seu conteúdo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realizará na próxima terça-feira, dia 11, a partir das 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o debate "Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil". Marcio Pochmann, presidente do IPEA, fará a apresentação dos resultados da pesquisas. E o jurista Fábio Konder Comparato e o jornalista Paulo Henrique Amorim debaterão o tema.

Participe. Ajude a divulgar este importante evento na sua lista de endereços eletrônicos e nas redes sociais.

Debate: "O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil"

Dia: 11 de janeiro, terça-feira, às 19 horas.

Local: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, próximo ao Metrô República).

Expositor: Marcio Pochmann, presidente do IPEA

Debatedores: Fábio Konder Comparato e Paulo Henrique Amorim.

Por favor, confirme sua presença através do nosso e-mail: contato@baraodeitarare.org.br
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sábado, 18 de dezembro de 2010

Vídeos do Ato-Debate em defesa do WikiLeaks #AtoWikileaks

Vídeos do Ato-Debate convocado pelo @Intervozes e outras organizações em apoio ao WikiLeaks e seu fundador Julian Assange.

Vídeos gravados de quase a totalidade do evento, em qualidade de som razoável.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Telecomunicações: E tome mais monopólio!

Quando pensamos que não podia mais piorar, quando a farsa de que a privatização da telefonia nos traria melhores preços e qualidade - enfim, competição - caiu por terra e ficou provado que o que existe é um cartel da pior espécie, eis que as coisas conseguem  piorar ainda mais.

Este é o legado de Hélio Costa no Ministério das Comunicações, o incentivo entusiasmado aos cartéis, ao monopólio, aos absurdos e distorções na telefonia, nos serviços de internet....

Serra, enquanto governador, também não ficava parado e buscava dar sua contribuição às teles.

Primeiro tivemos o absurdo da BrOi, que o Paulo Henrique Amorim tanto denunciou e bateu, depois a compra da Vivo pela Telefônica (sem falar na TVA e Ajato que já operavam no guarda-chuva da Telefônica) e, finalmente, agora, a notícia de que Embratel, Net e Claro virarão uma única empresa.
O mercado de telecomunicações brasileira anda bastante badalado com as últimas movimentações da Vivo/Telefônica e da Oi, mas o próximo grupo que promete uma reviravolta é o de Carlos Slim. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, já está em processo de desenvolvimento uma unificação entre três gigantes brasileiras: a operadora de celular Claro, a operadora de telefonia fixa Embratel e a NET, que oferece TV paga e banda larga. As três são controladas pela América Móvilles, de Slim. O negócio ainda não foi anunciado oficialmente.
Por pouco não escapamos de uma concentração ainda maior do mercado, com a tentativa - felizmente - fracassada da Telefônica comprar a GVT, que ficou com a francesa Vivendi - que já prepara TV a cabo, claro.
 
O cenário que temos é o de uma empresa controlando de Telefonia fixa, à celular, passando por TV a cabo e internet. E praticando o preço que lhes interessar, venda casada (que é ilegal, mas se depender da Anatel para fiscalizar....), oferecendo o mesmo serviço medíocre que resultou até na suspensão da venda do Speedy por parte da Telefônica (que não resultou em qualquer melhoria do serviço, diga-se de passagem), desrespeitando sistematicamente os clientes e nos deixando sem qualquer opção, sem ter como escapar.

Ou aceitamos o contrato abusivo da empresa "A" que oferece basicamente todos os itens possíveis em telefonia, internet e TV mas com uma qualidade sofrível, ou vamos pra empresa "B" que oferece a mesma coisa e dentro das mesmas condições.

A diferença entre elas será o brinde no fim do ano ou alguma condiçãozinha aqui ou ali. Mas nem pensar em ter um serviço da empresa "A" e outro da empresa "B", porque a venda é casada e o preço sobe até a estratosfera nestes casos!

Alguém tem ainda alguma esperança na ANATEL?

Me lembro, no período de suspensão da venda do Sppedy, uma conselheira da ANATEL soltou a incrível pérola de que deveria ser incentivada a entrada de pequenas empresas para criar concorrência no mercado.
Relatora do processo administrativo que obrigou a Telefônica a interromper as vendas do Speedy, a conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Emília Ribeiro, solicitou à área técnica da agência que desenvolvesse duas regulamentações para a banda larga.

Uma delas pode obrigar que as “teles” assegurem, em contrato, uma velocidade mínima de conexão, entre outras medidas para proteger a qualidade do serviço prestado ao consumidor. A outra deve estimular a entrada de novas operadoras de pequeno porte no mercado.
Falar é fácil, fazer são outros 500.


E agora, Dilma, o que você vai fazer?
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma venceu. E agora? [Comunicações]

Ontem foi o dia de comemorar a derrota de Serra e a eleição da primeira mulher presidente(a) do Brasil, Dilma Rousseff.

Talvez a comemoração se estenda por toda a semana, e é saudável, derrotar o DemoTucanato depois de uma das eleições mais sujas de nossa história é um grande e belo motivo para se comemorar.

Porém, passada a euforia, é a hora de pôr os pés no chão e compreender que a luta apenas começou. Agora vem uma parte tão difícil quanto a eleição em si: Trazer o governo para a esquerda e pressionar pelas mudanças.

A militância foi às ruas em peso na esperança de ver seus anseios atendidos. A indicação dos ministros será o primeiro teste de fogo de Dilma. Se nos presentear, como Lula, com Hélio Costa e outras pérolas saberemos que boa parte de nosso trabalho foi perdido. Ou que, ao menos, teremos uma dura batalha pela frente.

PCB e PSOL deram o recado, é derrotar o Serra nas urnas e Dilma nas ruas. Eu não diria exatamente "derrotar", mas enfrentar, propor e combater aquilo que consideramos um desvio num programa de esquerda. Devemos CONQUISTAR o governo, trazê-lo para os braços dos movimentos sociais.

Com a ampla aliança feita pelo PT, é óbvio que haverá muita luta mesmo dentro do governo e cabe à militância ser o fiel da balança.

Para nós, ciberativistas, defensores de uma rede livre, cabe pressionar por um ministério das comunicações democrático, absolutamente diferente do que foi com Hélio Costa. Não podemos tolerar que esta figura retorne ou que o ministério seja assumido por alguém próximo a suas posições, aquela que defende a total desregulamentação e apenas ajuda na farra das Teles.

Devemos pressionar pela democratização da mídia, pela aplicação efetiva dos princípios da CONFECOM.

Dilma não pode, como Lula, ser conivente com a grande mídia, deixá-la falar e fazer o que bem entender e pregar o golpe.

Precisamos de Conselhos de Comunicação e de um controle social da mídia. É importantíssimo que sejam revistos os critérios de propaganda institucional e de financiamento à mídia e, obviamente, as concessões públicas de rádio e tv devem ser devidamente enquadradas.

Como tolerar mais golpismo midiático desenfreado, sem qualquer controle?

É inaceitável que a TV Brasil, estatal, não chegue a nem metade do país, enquanto a Globo alcance a quase totalidade das casas? Como pode um país em que existe um monopólio midiático - no futebol por exemplo - e que todas as ações tentadas para corrigir as distorções sejam chamadas de censura?

É hora de dar um basta!

O PNBL precisa ser expandido e aprofundado e ir além da mera entrega de internet rápida. Deve alcançar todo o país, lutar contra os cartéis de Telefônica, Net e afins e ser instrumento efetivo da inclusão digial.

Falando em cartéis, algo precisa ser feito contra os cartéis da telefonia celular, contra o monopólio da telefonia fixa. Senão uma reestatização, ao menos a efetivação das legislações e agências existentes e a radicalização na legislação sobre o setor.

O papo de concorrência, de que isto seria bom pra telefonia (como pra qualquer outra coisa mais) é uma tremenda falácia. Quando empresas assumem o que era e deveria continuar sendo estatal temos apenas a pura e simples formação de cartel. O companheirismo de empresários que dividem o lucro e que querem apenas lucrar ainda mais, não importa como. Acreditar em "concorrência" é pior que acreditar na necessidade da tomografia do Serra.

O AI5Digital precisa ser derrotado. De uma vez por todas. E o governo deve deixar claro que não aceitará que este tipo de legislação restritiva, que esta censura, seja aprovada. Deve não só usar sua maioria parlamentar, como garantir o veto.

A indicação de um ministro das comunicações que ouça os anseios dos blogueiros, da mídia alternativa e dos militantes pela democratização das comunicações é algo pelo qual devemos - precisamos -  pressionar sob pena de passarmos mais 4 anos (ou até mesmo 8 anos) numa luta dura e desleal.

Hélio Costa foi um presente de grego, um criminoso ligado às máfias midiáticas e teles que nos fez batalhar duramente por anos a fio. Não podemos tolerar outro retrocesso semelhante.

Precisamos urgentemente fazer respeitar a Constituição Federal e, acima disto, fazer com que Globo, Band e outras concessões públicas a respeitem. Não podemos tolerar que a mídia use sua liberdade de imprensa para, na verdade, promover a liberdade de empresa e os interesses de grupos econômicos poderosos e os interesses de meia dúzia de famílias que se sentem acima do resto da população, acima da democracia.

Casos como a Ficha Falsa de Dilma ou a manipulação da Bolinha de Papel são exemplos acabados de como a liberdade de imprensa vem sendo usada para manipular, indo de encontro com a liberdade de expressão da totalidade da população.

Movimentos Sociais são marginalizados e populações inteiras são vítimas do descaso midiático ou da pura criminalização. Uma greve é sempre tratada como crime pela mídia, uma passeata nunca está completa sem que Globo ou qualquer outro meio peça para que a polícia parta para cima ou sem acusações de vandalismo ou de mesmo perturbar o trânsito.

Alguns poucos grupos de mídia controlam quase a totalidade da informação no país, excluindo quem quer que lhes interesse, demonizando movimentos sociais e grupos que se opõem à este controle quase exclusivo e cabe ao novo governo radicalizar no processo de democratização e no combate à estas máfias midiáticas.

Daqui a 4 anos Dilma não terá mais Lula ao seu lado como hoje, o governo terá sido seu. Os erros e sucessos serão todos seus e não será fácil seguir em frente com a ferrenha oposição midiática que se configura.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Manifesto em defesa do Conselho de Comunicação Social e da democracia

Manifesto assinado por diversas entidades e movimentos em defesa do Conselho de Comunicação Social do Ceará, alvo de ataques por parte da Folha deSão Paulo e de veículos de mídia mafiosos.

Mais sobre o assunto: Estados brasileiros querem "monitorar" a mídia?

Manifesto em defesa do Conselho de Comunicação Social e da democracia

As entidades abaixo assinadas manifestam publicamente seu total apoio à criação do Conselho de Comunicação Social do Estado do Ceará e repudiam, de forma veemente, as tentativas de setores conservadores da sociedade de desqualificar a decisão da Assembleia Legislativa do Estado de propor ao governador Cid Gomes (PSB) a criação de um órgão que possibilitará a efetiva participação da sociedade cearense na criação de políticas públicas em comunicação do Estado.

Um Conselho tem como finalidade principal servir de instrumento para garantir a participação popular, o controle social e a gestão democrática, envolvendo o planejamento e o acompanhamento da execução das políticas e serviços públicos. Hoje, existem conselhos municipais, estaduais e nacionais, nas mais diversas áreas, seja na Educação, na Saúde, na Assistência Social, entre outros. Um Conselho de Comunicação Social é, assim como os demais Conselhos, um espaço para que a sociedade civil, em conjunto com o poder público, tenha o direito a participar ativamente na formulação de políticas públicas e a repensar os modelos que hoje estão instituídos.

Longe de ser uma tentativa de censura ou de cerceamento à liberdade de imprensa, como tenta fazer crer a velha mídia (nada mais que uma dúzia de famílias) e seus prepostos, o Conselho é uma reivindicação histórica dos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, jornalistas brasileiros e setores progressistas do empresariado que atuam pela democratização da comunicação no Brasil e não uma construção de partido político A ou B. E mais, falta com a verdade quem diz ser inconstitucional o Conselho de Comunicação, pois este está previsto na Constituição, no Artigo 224, que diz "Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei", com direito a criação de órgãos correlatos nos estados, a exemplo dos demais conselhos nacionais.

Uma das 672 propostas democraticamente aprovadas pelos milhares de delegados e delegadas da sociedade civil empresarial, não-empresarial e do poder público, participantes da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), os Conselhos de Comunicação Social são a possibilidade concreta de a sociedade se manifestar contra arbitrariedades e abusos cometidos pelos veículos, cuja programação é contaminada por interesses comerciais, que muitas vezes violam a legislação vigente e desrespeitam os direitos e a dignidade da pessoa humana.

A desfaçatez com que a velha mídia e seus asseclas manipulam a opinião pública, na tentativa de camuflar a defesa de interesses econômicos e políticos que contrariam a responsabilidade social dos meios de comunicação e o interesse público, merece o mais amplo repúdio do povo brasileiro. Eles desrespeitam um princípio básico do jornalismo, que é ouvir diferentes versões dos acontecimentos, além de fugir do debate factual, plantando informação.

É chegada a hora de a sociedade dar um basta à manipulação da informação, unindo-se trabalhadores, consumidores, produtores e difusores progressistas na defesa da criação, pelo poder público, dos Conselhos de Comunicação Social. Somente assim, o povo cearense evitará que o Governo do Estado sucumba à covarde pressão de radiodifusores e proprietários de veículos impressos que ainda acreditam na chantagem e na distorção da verdade como instrumento de barganha política.

Que venham os Conselhos de Comunicação Social, para garantir à sociedade brasileira o direito à informação plural, a liberdade de manifestação de pensamento e de criação e a consolidação da democracia nos meios de comunicação.

Assinam a nota:
Acertcom - Associação Cearense de Emissoras de Rádio e TV Comunitárias

Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adital)

Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-CE)

Associação Comunitária do Bairro Ellery

Associação Comunitária do Bairro Monte Castelo

Associação Comunitária Portal do Benfica
Associação Comunitária de Rádiodifusão de Independência (ACORDI)

Associação União dos Moradores de Luta do Álvaro Weyne

Associação Zumbi Capoeira

Associação Zumbi Capoeira (Pirambu)

Centro Cultural de Arte Capoeira na veia

Centro de Apoio a Vida

Centro Popular de cultura e Ecocidadania (CENAPOP)

Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca-CE)

Cia. Tesouro Nordestino

Cia. de Teatro Arte Amiga

Cine Rua
Cipó Comunicação Interativa

Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco (Recife-PE)

Coral Vida e Arte
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)

Espaço Solidário (ESSO)

Fábrica de Imagens - Ações Educativas em Cidadania e Gênero (Fortaleza-CE)

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)

Futsal Caça e Pesca

Grab - Grupo de Resistência Asa Branca

Grêmio estudantil Juventude Ativa

Grupo Aprendizes de Papel

Grupo Budega Chic

Grupo Cultural Entreface - Identidade Juvenil, Comunicação e Cidadania (Belo Horizonte MG)

Grupo Pensar Lutar e Cia. de Teatro Arte Amiga

Grupo Pensar Lutar e Vencer (Pastoral da Juventude Maraponga)

Grupo Tapa (Temos Amor pela Arte)

Grupo Vida e Arte

Instituto de Juventude Contemporânea (IJC)
Instituto Terramar

Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Juventude Atitude (CDI)

Juventude Negra Kalunga

Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz
ONG Catavento Comunicação e Educação

Pastoral da Juventude do Canindezinho – PJ

Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras do Brasil

Rede de Jovens do Nordeste

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce)

Sindicato dos Operadores de Turismo do Ceará

Sindicato dos Vigilantes do Estado do Ceará (SindVigilante)

Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores do Ceará (SindValores)

Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos do Estado do Ceará (Sintigrace)
Terreiro Capoeira

Tesouro Nordestino

TV UMLAW

União Brasileira de Mulheres (UBM)

União da Juventude Socialista (UJS)

Vidas e Vozes da Juventude
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