Eu compreendo que possa haver diferenças entre "Mensalão" e "Caixa 2", mas o que não entra na minha cabeça é que quem pratica Caixa 2 seja menos bandido que o "Mensaleiro".
Não importa se um crime ou o outro prescreveram, os militares afirmam terem ou prescrito seus crimesou terem a proteção da Anistia, o que não quer dizer que sejam menos bandidos e menos torturadores por isso.
Se houve Mensalão - pagamento mensal de propina, com dinheiro público, para comprar votos de aliados - ou Caixa 2, não importa, quem pratica qualquer um dos dois CRIMES é, enfim, um criminoso.
A defesa apaixonada de criminosos - seja por qualquer um dos dois crimes - torna o defensor apenas um igual, um cúmplice feliz dos sabidos crimes de seus defendidos. E não importa qual das duas teses prevaleça, não importa de que lado esteja a mídia e, pior ainda, não cola a desculpa do "todo mundo faz".
Gostaria então que, com a mesma alegria de sempre, os que defendem a tese do "todo mundo faz", se aliem logo ao Maluf - já que todos roubam mesmo -, ao Sarney - já que coronel somso todos quando temos a chance - e à Kátia Abreu - oras, ruralistas são legais, todos precisamos (sic) comer.
Bem, ironias à parte, acredito terem entendido meu ponto com o parágrafo anterior.
Não há mais ética. Apenas uma disputa tosca entre quem é menos pior, se o PT ou PSDB, pois no fim ambos são adeptos de alianças duvidosas, ambos passam por cima dos direitos humanos sem pestanejar, ambos criminalizam greves e grevistas e, enfim, ambos roubam com a cara mais dura possível, com as desculpas mais toscas e privatizam nosso patrimônio com a mesma desfaçatez.
Talvez a grande diferença entre PT e PSDB esteja na militância: O PSDB nunca teve uma digna de nota, ao passo que o PT se esforça em destruir a que sempre teve - a criminalizando -, enquanto fanatiza os mais suscetíveis, criando uma tropa de choque acrítica que apenas repete o que a direção lhes manda.
Não vejo qualqeur diferença entre um tucano que defenda com afinco as privatizações de FHC e um petista que faça o mesmo com as privatizações de Dilma. São a mesma coisa, mas com nomes diferentes. A prática de vender nosso patrimônio (mesmo que fingindo ser por um período limitado que é renovado indefinidamente sem qualquer consulta) não mudou de FHC para cá, apenas os entusiastas de tais absurdos é que mudaram, ou melhor, cresceram em número.
Nenhum questionamento das renovações, por exemplo, das "concessões" - que os petistas chamavam de privatização - da telefonia que serão feitas em 1-2 anos por Dilma, assim como nenhum questionamento aos aeroportos, estradas e portos que foram e serão entregues por Dilma. E eu me lembro como se fosse ontem (foi ontem) dos petistas esbravejando contra as concessões feitas por Serra das estradas de São Paulo. Chamavam, corretamente, de privatização. Mas quando é o PT, é diferente. Mesmo que não seja.
E o que falar da violência da PM do DF (governado pelo PT) contra o MST e grevistas? Ou os elogios da mídia e do PSDB à forma violenta, boçal e criminosa pela qual Dilma vem tratando os funcionários públicos e professores em greve? Pior que isso apenas a defesa da "militância", dos milicianos governistas, com argumentos que fariam o PSDB corar - ou cobrar pelo direito autoral.
PT e PSDB são basciamente a mesma coisa. Aguardam apenas Serra morrer para se fundirem.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Mensalão versus Caixa 2, a teoria de vários crimes
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Raphael Tsavkko Garcia
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10:30
Mensalão versus Caixa 2, a teoria de vários crimes
2012-09-18T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Serra e Kassab: Golpe sobre o PT?
Kassab pode ter, junto com Serra, passado a perna no PT.
A ver se a candidatura de Serra se confirma e se Kasab será um bom filho.
Kassab se bandeou para o lado do PT e fez estrago. A mera possibilidade de aliança já rachou o partido, talvez nem a concretização seja necessária pra m* ficar completa.
E o golpe pode ter sido de mestre, pois Kassab deixou claro que apoiaria Serra não importasse o que acontecesse se este decidisse se candidatar até a síndico. E enquanto o PSDB finge-se de morto, sem nenhum candidato expressivo e com prévias armadas (ainda que com prévias, coisa que o PT passou por cima a mando do Lula, como fizeram na "escolha" de Dilma), Serra confabula e se fortalece.
O PSDB terá dado duas lições ao PT, uma de política e timing e outra de democracia. Pois é, por mais ridículo que pareça. Serra aparecendo no pário e sendo aclamado pela "militância" (aquela meia dúzia de engravatados que forjaram os mais de 20 mil filiados fantasmas do partido) é o toque final. Toque de mestre.
Pré-candidatos se curvando ao poderoso Serra, aclamado em uníssono e apoiado até pelo desafeto Alckmin, comprometido até a cabeça com sua candidatura à pedido de FHC.
Confirmando-se a candidatura de Serra, Kassab passa ao seu lado, deixando o PT fraturado e perdido, com um candidato inexpressivo (mas que Lula quis porque quis indicar, passando pro cima de tudo e todos) e com a mácula de ver seu aliado apoiando Serra e outras alianças já organizadas e aliados tradicionais do PT divididos entre Chalita, Russomano, Netinho e etc...
O PT ficaria sozinho, ou parcamente acompanhado em uma eleição que achava que podia ganhar. Ainda poderia, claro, o "efeito Lula" é poderoso, mas o baque seria forte.
E Lula teria sofrido um golpe em seu próprio jogo.
Conjecturas? Sem dúvida. Por enquanto. É esperar o Serra e se o Kassab dançará como a música pede.
A ver se a candidatura de Serra se confirma e se Kasab será um bom filho.
Kassab se bandeou para o lado do PT e fez estrago. A mera possibilidade de aliança já rachou o partido, talvez nem a concretização seja necessária pra m* ficar completa.
E o golpe pode ter sido de mestre, pois Kassab deixou claro que apoiaria Serra não importasse o que acontecesse se este decidisse se candidatar até a síndico. E enquanto o PSDB finge-se de morto, sem nenhum candidato expressivo e com prévias armadas (ainda que com prévias, coisa que o PT passou por cima a mando do Lula, como fizeram na "escolha" de Dilma), Serra confabula e se fortalece.
O PSDB terá dado duas lições ao PT, uma de política e timing e outra de democracia. Pois é, por mais ridículo que pareça. Serra aparecendo no pário e sendo aclamado pela "militância" (aquela meia dúzia de engravatados que forjaram os mais de 20 mil filiados fantasmas do partido) é o toque final. Toque de mestre.
Pré-candidatos se curvando ao poderoso Serra, aclamado em uníssono e apoiado até pelo desafeto Alckmin, comprometido até a cabeça com sua candidatura à pedido de FHC.
Confirmando-se a candidatura de Serra, Kassab passa ao seu lado, deixando o PT fraturado e perdido, com um candidato inexpressivo (mas que Lula quis porque quis indicar, passando pro cima de tudo e todos) e com a mácula de ver seu aliado apoiando Serra e outras alianças já organizadas e aliados tradicionais do PT divididos entre Chalita, Russomano, Netinho e etc...
O PT ficaria sozinho, ou parcamente acompanhado em uma eleição que achava que podia ganhar. Ainda poderia, claro, o "efeito Lula" é poderoso, mas o baque seria forte.
E Lula teria sofrido um golpe em seu próprio jogo.
Conjecturas? Sem dúvida. Por enquanto. É esperar o Serra e se o Kassab dançará como a música pede.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Privataria Petista: "Concessão" é Privatização.
No twitter, o @realistacritico matou a pau e fez uma bela pesquisa sobre a Privatização - sim, chama-se PRIVATIZAÇÃO - dos aeroportos. Uma pesquisa pra petista fanático nenhum botar defeito ou gritar "governabilidade". Concessão, apesar do duplipensar e da novilingua petista, significa tão somente privatização, mas com nome mais palatável, mas "tucanado". Aliás, os próprios tucanos, em lei criada por eles, chamam privatização de "desestatização".
Segue a série de tuítes em forma mais simples de ler, intercalados por textos da lei citado:
Segue a série de tuítes em forma mais simples de ler, intercalados por textos da lei citado:
Os petistas deveriam ouvir o presidente da INFRAERO que eles mesmos indicaram dando entrevista pra aprender o que afinal foi feito nas concessões dos aeroportos e não ficar falando idiotisses de "concessão não é privatização".
Pra deixar claro: o caso dos aeroportos é formação de uma joint venture 51% capital privado e 49% capital público numa espécie de "locação" de espaço público com direito a exploração econômica. No fim do dia, o que vai ser formada? Uma EMPRESA PRIVADA, porque a maioria dos votos será privado, e não SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA.
Então, foi uma privatização SIM, só que sob a forma de concessão. O resto é uma grande mentirada que nem eles conseguem defender. Talvez se estudassem um pouco mais não sairiam por aí falando tanta asneira sobre o que não sabem.
E tem mais: se eu não entendi errado, o pres. da INFRAERO disse que está previsto em edital que 49% do ágio será pago pela Infraero. OU SEJA, o ágio não foi tão astronômico como estão dizendo, porque metade do valor será paga pelo próprio governo.---Sobre a questão do ágio, o @realistacritico informou que não tinha certeza sobre ter ouvido bem, então este parágrafo pode não estar com a informação correta, porém o resto do texto contém informações verificadas.---
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
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10:30
Privataria Petista: "Concessão" é Privatização.
2012-02-13T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A imprensa como agente provocador
Durante a crise recente na Universidade de São Paulo (USP) – que se iniciou não com a prisão de três estudantes que fumavam maconha nas cercanias da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências sociais (FFLCH), mas com a chegada da PM na USP em caráter de clara provocação por parte do reitor João Grandino Rodas –, a mídia teve um papel fundamental na radicalização de posições tanto do lado dos estudantes quanto de boa parte da população, que não escondeu sua vontade de ver sangue jorrar durante a desocupação ordenada pela justiça.
É fato que a imprensa age propositadamente como agente provocador.
Na manhã do dia 8 de novembro, a Polícia Militar (PM) desocupou a força o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), que tinha sido tomado por cerca de 70 estudantes desde o dia 27 de outubro, quando três estudantes foram presos por estarem fumando maconha nas imediações do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A ação envolveu cerca de 400 policiais da tropa de choque da PM, guarnições do Grupo de Operações Especiais (GOE) e a cavalaria da PM.
Num comunicado lançado após a desocupação, os estudantes da USP esclarecem que “o incidente do dia 27/10/11, quando três alunos foram pegos portando maconha, não foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes” – com o modelo de segurança da USP e a falta de transparência da reitoria.
É fato que a imprensa age propositadamente como agente provocador.
Na manhã do dia 8 de novembro, a Polícia Militar (PM) desocupou a força o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), que tinha sido tomado por cerca de 70 estudantes desde o dia 27 de outubro, quando três estudantes foram presos por estarem fumando maconha nas imediações do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A ação envolveu cerca de 400 policiais da tropa de choque da PM, guarnições do Grupo de Operações Especiais (GOE) e a cavalaria da PM.
Num comunicado lançado após a desocupação, os estudantes da USP esclarecem que “o incidente do dia 27/10/11, quando três alunos foram pegos portando maconha, não foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes” – com o modelo de segurança da USP e a falta de transparência da reitoria.
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Raphael Tsavkko Garcia
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10:30
A imprensa como agente provocador
2011-11-17T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
USP: Qualquer semelhança com a época da ditadura militar NÃO é mera coincidência.
Depois de dois textos analisando a ação inicial da PM e a posterior ocupação, não é fácil persistir no assunto, mas é necessário.
Deixei absolutamente claro que não apoiei a ocupação da reitoria, especialmente da forma como foi feita, à revelia da maior parte dos estudantes reunidos em assembleia, que, junto com o DCE, votaram contra a ocupação, acreditando - corretamente - ser contra producente para o movimento.
Mas a rebelião não surpreendeu, na verdade era algo até lógico de acontecer em meio a um movimento estudantil fragmentado em diversas pequenas correntes, umas mais radicais, outras mais coerentes.
Dois pontos, porém, precisam ser rapidamente debatidos e denunciados, pois foram usados de forma incessante pela grande mídia e por muitos "cidadãos de bem" para tentar deslegitimar não apenas a ocupação - equivocada -, mas toda a resistência legítima feita contra a presença da PM no campus e a luta contra a ditadura imposta pelo reitor Rodas
Maconha e riqueza
O primeiro ponto é a questão da maconha, o segundo, a suposta riqueza dos manifestantes.
Estopim da mais recente revolta, a maconha acabou como vilã de um processo já longo de contestação da presença da PM no campus. Quando três estudantes foram presos por fumar, a revolta estourou sem, no entanto, a questão central ser o direito de fumar e a luta contra a criminalização das drogas.
Pouco antes da prisão dos três estudantes fumando maconha, a PM já havia assediado, revistado e intimidado estudantes em frente à biblioteca da FFLCH. Depois de uma situação como estas, a prisão de estudantes só poderia levar à revolta.
Fico sempre curioso para perguntar se boa parte dos hoje revoltados cidadãos de bem classe-medianos, assim como governantes costumeiramente truculentos (ou ex-governantes, como Serra, que foi presidente da UNE) nunca fumaram maconha, nunca transgrediram e sempre se limitaram a ir à universidade assistir aulas.
Deixei absolutamente claro que não apoiei a ocupação da reitoria, especialmente da forma como foi feita, à revelia da maior parte dos estudantes reunidos em assembleia, que, junto com o DCE, votaram contra a ocupação, acreditando - corretamente - ser contra producente para o movimento.
Mas a rebelião não surpreendeu, na verdade era algo até lógico de acontecer em meio a um movimento estudantil fragmentado em diversas pequenas correntes, umas mais radicais, outras mais coerentes.
Dois pontos, porém, precisam ser rapidamente debatidos e denunciados, pois foram usados de forma incessante pela grande mídia e por muitos "cidadãos de bem" para tentar deslegitimar não apenas a ocupação - equivocada -, mas toda a resistência legítima feita contra a presença da PM no campus e a luta contra a ditadura imposta pelo reitor Rodas
Maconha e riqueza
O primeiro ponto é a questão da maconha, o segundo, a suposta riqueza dos manifestantes.
Estopim da mais recente revolta, a maconha acabou como vilã de um processo já longo de contestação da presença da PM no campus. Quando três estudantes foram presos por fumar, a revolta estourou sem, no entanto, a questão central ser o direito de fumar e a luta contra a criminalização das drogas.
Pouco antes da prisão dos três estudantes fumando maconha, a PM já havia assediado, revistado e intimidado estudantes em frente à biblioteca da FFLCH. Depois de uma situação como estas, a prisão de estudantes só poderia levar à revolta.
Fico sempre curioso para perguntar se boa parte dos hoje revoltados cidadãos de bem classe-medianos, assim como governantes costumeiramente truculentos (ou ex-governantes, como Serra, que foi presidente da UNE) nunca fumaram maconha, nunca transgrediram e sempre se limitaram a ir à universidade assistir aulas.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Estudantes protestam na Câmara Municipal e garantem reunião!
Em vários momentos os vereadores que discursavam eram interrompidos por gritos dos manifestantes insatisfeitos com as besteiras e absurdos ditas por estes. Foi um festival de PDTista desrespeitando os estudantes, do presidente da audiência nos chamando de moleques, de um secretário de transportes - Marcelo Branco - dando respostas evasivas e absurdas... Mas no fim ficou ao menos acertada uma negociação de verdade com o Executivo municipal.
Digno de nota foram as vaias que Netinho (do PCdoDEM) recebeu ao tentar piorar a situação e passar por cima do direito dos estudantes de falarem na tribuna, as boas intervenções dos vereadores do PT e o papel ridículo de Jamil Murad (também do PCdoDEM) de tentar comandar a situação e ainda dar depoimento defendendo aliança com Kassab.
Seguem vídeos e fotos da conturbada manhã, que rendeu corre-corre, cenas de violência policial felizmente contidas e muitos xingamentos contra o vereador Police Neto, presidente da casa.
Mais fotos:
![]() |
| Secretário dos Transportes Marcelo Branco |
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| Estudantes em frente ao estacionamento depois de perseguir o Police Neto |
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| Estudantes esperando os que estavam na galeria da Câmara Municipal descerem em segurança |
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| Fim da perseguição ao Police Neto, no estacionamento da Câmara Municipal |
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| Palavras de ordem |
PT vai à Justiça impugnar planilha usada para aumentar passagem de ônibus
Diante da ausência de explicações da Prefeitura de São Paulo, os vereadores do PT vão acionar a Justiça para impugnar a planilha usada pela administração para calcular a nova tarifa de ônibus em São Paulo, que no início de janeiro subiu de R$ 2,70 para R$ 3,00. A Bancada também vai encaminhar ao Tribunal de Contas do Município um questionamento sobre os valores contidos na planilha, que está inflacionada.
A passagem de ônibus na cidade de São Paulo vem sendo reajustada acima da inflação nos últimos anos, mas os investimentos para melhorar o transporte público (construção de mais corredores de ônibus, por exemplo) não são feitos. Por trás disto pode estar uma manobra eleitoral da gestão Kassab de aumentar pesadamente a tarifa agora para não precisar dar reajuste em 2012, ano de eleição municipal.
Na audiência pública realizada hoje de manhã na Câmara Municipal de São Paulo, o secretário dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco, não respondeu à reivindicação dos integrantes do Movimento Passe Livre – que exigem o cancelamento do reajuste – e nem explicou as contradições nos valores da planilha apontadas pelos vereadores do PT. Para calcular a nova tarifa, a São Paulo Transportes usou como referência do preço do óleo diesel o valor de R$ 1,8543 o litro, mas a Petrobrás vende o produto a R$ 1,70 o litro na cidade de São Paulo.
Considerando que o sistema de transporte consome, mensalmente, aproximadamente 37,9 milhões de litros, e adotando-se o valor de $ 1,70, a diferença representaria uma economia de R$ 5,85 milhões/ mês (ou R$ 70 milhões ano) com gasto de combustível. Só aí o valor da tarifa já poderia ter uma redução de R$ 0,05 (cinco centavos) por passageiro pagante.
Outro dado que chama a atenção na planilha é o gasto com pneus, que saltou de R$ 280,00 para R$ 670,00. Além disso, entre março de 2005 – quando a tarifa custava R$ 2,00 – e janeiro de 2011, em que chegou aos R$ 3,00 (reajuste de 50%, contra uma inflação de 30% no período), o gasto com subsídio da passagem cresceu 232%, saltando de R$ 224 milhões, em 2005, para R$ 743 milhões em 2011 (valor que consta do orçamento municipal).
Tais números são injustificáveis e mostram que a planilha usada pela SPTrans é irreal e está inflacionada. O PT defende que ela seja submetida a uma auditoria independente para apurar corretamente os valores.
Ao final da audiência, o presidente da Câmara Municipal comprometeu-se em marcar uma reunião de negociação entre o MPL e o Executivo, com a participação do Legislativo, antes da próxima manifestação de rua contra o aumento abusivo da passagem, marcada pelo movimento para a próxima quinta-feira (17).
Ver. Ítalo Cardoso
Líder da Bancada do PT
Câmara Municipal de São Paulo
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
17:15
Estudantes protestam na Câmara Municipal e garantem reunião!
2011-02-15T17:15:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 4
PNDH-3 e Confecom
Inegavelmente foi o Terceiro Programa Nacional de
Direitos
Humanos (PNDH-3) e a Conferência de Comunicação (Confecom) os grandes
responsáveis por estourar o dique de contenção do governo.
Diversos analistas já atentaram para o fato de que as propostas contidas na carta de direitos humanos do governo acabaram por exaltar os ânimos dos evangélicos e católicos tradicionalistas – mesmo que, em termos de conteúdo, não tenha grandes divergências ao segundo Programa, aprovado por FHC.
Assim como a Confecom decretou de vez a guerra entre governo e mídia, por propor, enfim, a democratização das comunicações através da participação da sociedade.
Mas, não podemos nos esquecer, nenhum destas ataques seria possível sem o conjunto de fatores descritos ao longo do artigo que contribuíram para fragilizar a posição do PT, de Lula e de sua sucessora.
Conclusão
Sem um processo profundo de conscientização e de formação de uma opinião crítica nas camadas populares e na nova classe média, o governo se viu refém de sua própria cria e foi vítima de ataques perpetrados por muitos que se beneficiaram ao longo de seus 8 anos de governo.
Aqueles mesmos que ascenderam à classe média, tiveram acesso à banda larga e puderam mudar de vida são, hoje, parte dos que atacam impiedosamente o governo e caem nos spams, hoax e e-mails falsos que circulam pela rede, que caem no papo de pastores e padres mal intencionados que misturam política com religião.
Já a “antiga” classe média se viu fortalecida em sua vontade de barrar as transformações sociais, com medo de perder sua exclusividade e de se verem tomados de assalto por quem eles consideram indignos de frequentar os mesmos ambientes – imagine só uma empregada doméstica fazer faculdade! -, se aliaram à grande mídia, apavorada não só com os ideais de democratização impulsionados pelo governo e pelo que restou dos movimentos sociais, mas também temerosa do poder e importância que a internet e os blogs vem tendo na contra-informação.
Enfim, o governo Lula e a possibilidade de um governo Dilma foram vítimas não só de uma mídia golpista, mas também de seus próprios erros em não aprofundar as transformações sociais e também pela apatia das forças e movimentos transformadores do país.
O governo Lula, inegavelmente, iniciou um processo de profundas transformações no país, o que resta saber é a profundidade e a (a)temporalidade de tais mudanças.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 4
2011-01-04T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 3
Democratização da
Mídia
Fator outro, preponderante para a crise a que chegamos, é a
falta completa de um processo profundo de democratização da mídia. Por mais que
a Confecom tenha sido um bom ensaio, pouco de efetivo foi feito pelo
fortalecimento da imprensa alternativa e mesmo em prol da blogosfera.
A grande mídia permanece um grupo fechado de meia dúzia de famílias que se acham no direito de ditar a toda a sociedade a forma pela qual se deve agir e pensar. A propaganda estatal, institucional, permanece ainda, em geral, longe do alcance da maior parte dos veículos menores e alternativos.
Ponto positivo deste conflito foi a organização autônoma de grupos de blogueiros e empresários de mídia alternativa em torno da ALTERCOM (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação) e do Centro de Estudos Barão de Itararé, ambos fundados em 2010, com o objetivo de criar estratégias integradas de ação não só contra a grande mídia, mas também em busca de financiamento e intercâmbio de ideias.
A ideia é simples: Se o governo não democratiza, iremos nós, blogueiros e empresários de mídia alternativa, buscar novas ideias e pressionar de forma unificada por soluções aos problemas da comunicação no país.
Acesso a banda larga
Curiosamente, o crescimento do acesso à rede por parte das camadas mais pobres da sociedade – e mesmo pela nascente classe média -, acaba por se mostrar um fator de desestabilização, pois pouco acostumada a usar as ferramentas disponíveis, se tornam vítimas da boataria que se espalha.
A falta de uma estrutura que agregue a mera inclusão digital (técnica) com capacitação e pensamento crítico contribuem para este abismo que se criou.
Projetos como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) promovem inclusão, mas não crítica. Não traz, necessariamente, o discurso político à dsicussão.
Apoio a Oligarquias e PMDB
O enfraquecimento dos Movimentos Sociais facilitou, dentre outras, a aproximação do PT com o PMDB, e não apenas com os setores progressistas do partido, mas também com as oligarquias regionais, como é o caso do apoio dado pelo PT e por Lula/Dilma à candidatura de Roseana Sarney, cuja família vem há décadas desmontando e loteando o estado do Maranhão.
Em Minas Gerais o PT se viu refém de Hélio Costa, grande responsável pelos lucros exorbitantes das empresas de telecomunicação e quem mais lutou contra o processo de democratização das comunicações, enfim, o fogo-amigo dentro do governo Lula.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 3
2011-01-03T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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domingo, 2 de janeiro de 2011
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 2
Classe média com mais
acesso, mas ainda conservadora
Lula e o PT promoveram política de inclusão social, de elevação da renda e, efetivamente, tiraram muita
gente da pobreza e levaram uma boa parte da população à classe média. Mas tudo isto sem crítica, sem necessariamente levar educação básica, crítica social. Todo este processo se deu dentro do marco do consumismo desenfreado.
Falta de politização
Não houve, enfim, uma politização da nova classe média que ascendeu socialmente baseada no consumo, e não no reconhecimento de sua situação e de um processo de crítica e autocrítica, não através de um processo de luta e transformação social, mas apenas financeiramente.
Ao invés de promover a inclusão social e a ascensão social através de um processo de superação de contradições, através da educação em conjunto com as políticas de distribuição de renda que conhecemos, o governo se concentrou apenas no aspecto financeiro. A culpa recai também sobre os Movimentos Sociais, que vítimas da apatia já discutida, não se mobilizaram e ocuparam os espaços que se abriam na sociedade.
Nem a UNE soube aproveitar a oportunidade com a nova leva de estudantes afluindo para as universidades através do ProUni, nem os sindicatos e organizações souberam lidar com a necessidade urgente de politizar discursos.
Lula e o PT promoveram política de inclusão social, de elevação da renda e, efetivamente, tiraram muita
gente da pobreza e levaram uma boa parte da população à classe média. Mas tudo isto sem crítica, sem necessariamente levar educação básica, crítica social. Todo este processo se deu dentro do marco do consumismo desenfreado.
O Brasil efetivamente escapou com louvores da crise
mundial,
mas o preço foi incentivar o consumismo desenfreado. A escensão social
se deu
apenas através do bolso e não, também, através de um processo de
conscientização, de formação de pessoas críticas ou minimamente prontas
para serem atores sociais relevantes.
No
fim, foi engrossada a classe social de cidadãos acríticos
e conservadores. engrossamos a fileira daquela classe média consumista,
alienada politicamente e pronta para continuar a ser massa de manobra de
organizações evangélicas, dos meios de comunicação golpista.
O acesso foi dado à nova classe média sem que,
porém, lhes
fosse também dado o poder de crítica, que vem somente com educação, com a
proximidade aos movimentos sociais, com a noção de que sua situação era
reflexo
do capitalismo.
Falta de politização
Não houve, enfim, uma politização da nova classe média que ascendeu socialmente baseada no consumo, e não no reconhecimento de sua situação e de um processo de crítica e autocrítica, não através de um processo de luta e transformação social, mas apenas financeiramente.
Ao invés de promover a inclusão social e a ascensão social através de um processo de superação de contradições, através da educação em conjunto com as políticas de distribuição de renda que conhecemos, o governo se concentrou apenas no aspecto financeiro. A culpa recai também sobre os Movimentos Sociais, que vítimas da apatia já discutida, não se mobilizaram e ocuparam os espaços que se abriam na sociedade.
Nem a UNE soube aproveitar a oportunidade com a nova leva de estudantes afluindo para as universidades através do ProUni, nem os sindicatos e organizações souberam lidar com a necessidade urgente de politizar discursos.
Falta de investimento em educação básica e mesmo na
universidade de qualidade
O
ProUni foi, de fato, um avanço, mas é insuficiente e deixa
ainda grandes lacunas. A educação básica foi deixada de lado em prol da
formação de profissionais para sustentar o crescimento econômico
propiciado
pelo governo Lula.
Ou seja, em
muitos casos, de uma educação pública de péssima
qualidade, os jovens foram catapultados para universidades de qualidade
duvidosa, financiadas com o dinheiro público, apenas com a intenção de
formar
mão de obra mais ou menos especializada para suprir carências de setores
diversos do país.
Episódios como os
da Uniban e Geisy Arruda não são fenômeno
isolado, senão reflexo da realidade de uma sociedade conservadora em que
não
foi feito um trabalho de base por parte dos movimentos sociais e que
agora se
vê com oportunidades e em contradição.
É
bombardeada por informação e se vê incapaz de conviver com
as contradições típicas de uma sociedade plural. Pouco ou nada se
investiu na
educação básica, na formação de uma juventude crítica e preparada,
apenas se
pensou em acolher os jovens egressos, em muitos casos, de um sistema
educacional falido e acrítico.
Faltou
se pensar no todo, na educação como um conjunto de
práticas e de formação do caráter. Formou-se para o mercado.
A criação de mais de uma dúzia de universidades
federais, por outro lado, demonstram o
início do investimento em qualidade efetiva, mas sem ensino básico
estaremos
fadados à ver apenas os filhos da elite estudando em universidades de
qualidade.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 2
2011-01-02T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sábado, 1 de janeiro de 2011
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 1
O artigo a seguir tem o objetivo de fazer uma análise
crítica, à esquerda, dos 8 anos d governo Lula. Artigos tecendo milhões de
elogios ao, agora, ex-presidente, são constantes na blogosfera, mas minha
intenção é a de, por outro lado, tentar trazer à luz as contradições e os
principais problemas encontrados - e em certa medida causados - pela chegada de
Lula ao poder tendo como foco os movimentos sociais, os programas sociais e suas
contradições.
Aliás, Lula é parte preponderante do problema. Quem tem fama, quem é reconhecido por ter feito verdadeiras mudanças no país é o Lula. Não o PT. Se fosse Lula o candidato a eleição provavelmente teria acabado no primeiro turno, mas como a candidata era outra, mesmo do PT, a briga ficou feia.
O PSDB de Serra não teria elogiado o PT, mas não viu problemas em elogiar Lula, que está acima do partido e que, para muitos, sequer representa o partido. Esta aura em torno do líder foi, de certa forma, prejudicial. Descolou a imagem de Lula do PT.
A moda de se colocar o aborto na disputa é o resultado de uma série de fatores, surgidos até mesmo antes da eleição de Lula, em 2002, mas que foram, ironicamente, agravados por suas políticas.
O governo foi responsável por mudanças significativas, mas de profundidade duvidosa. Se pautou pela ascensão social de grupos marginalizados dentro do mesmo modelo capitalista exploratório de antes, ou seja, criou uma classe média artificial.
Criou uma classe sem qualquer identificação consigo mesma. Trouxe para um novo patamar um sub-proletariado que apenas viu engordar sua conta bancária, mas não sua bagagem intelectual ou mesmo sem que se tenha sido criado um vínculo classista.
Mov. sociais
A chegada do PT ao poder acabou por neutralizar os setores mais combativos dos Movimentos Sociais. É um diagnóstico certeiro. Muitos movimentos viram, na chegada do Lula ao poder, sua redenção. Imaginaram que poderiam simplesmente sentar e esperar pelas transformações, sem a necessidade mais de amplas mobilizações, pois tinha chegado ao poder "seu" governo.
Lá estão os bancários novamente em greve, sem concessões. O governo não lhes beneficiou em nada. Os salários continuam sendo miseráveis e as greves sumariamente ignoradas. Os movimentos dos Sem Teto continuam na sua luta, pois o que o governo propõe construir para resolver o problema da habitação não só é insuficiente, como em muitos casos visa beneficiar quase que exclusivamente as grandes construtoras (Minha Casa, Minha Vida). Daí que as ocupações, especialmente em São Paulo, continuam à toda.
A questão da Reforma Agrária é ainda mais emblemática. Foi absolutamente abandonada pelo governo.
Durante o primeiro governo Lula ainda se falava sobre o assunto, no segundo o tema foi completamente abandonado e, num possível governo Dilma, não há qualquer possibilidade de sequer se pensar em uma reforma agrária.
Os Movimentos Sociais pagam, hoje, pela sua completa apatia.
Aparelhamento
Resultado desta alienação trazida pela chegada do PT ao poder está, também, no aparelhamento feito pelo governo (não necessariamente intencional) de organizações como UNE e CUT.
Isto foi e ainda é extremamente nocivo ao movimento estudantil e social, pois eliminou parte importantíssima da crítica, neutralizou setores combativos da sociedade e, por fim, propiciou o racha tanto na CUT (com CTB, Intersindical e Conlutas) quanto na UNE (Conlute e depois ANEL), pulverizando a resistência ao patronato e aos desmandos e iniciativas contra os trabalhadores e estudantes.
Este aparelhamento, e consequente racha, de importantes movimentos sociais levou a um enfraquecimento do papel destes frente à sociedade. Trouxe uma imagem negativa, sectária, de movimentos da mais alta relevância.
Apesar de reconhecer o que foi feito pelo governo, é
impossível deixar de analisar, também, as contradições criadas.
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A situação a que
chegou a eleição, uma disputa entre o fanatismo religioso e o Estado laico e
seus defensores não foi apenas mero acaso, mas o resultado de uma série de
fatores que, no fim, servem como uma lição à falta de politização que permeou o
governo Lula.
Alguns fatores podem parecer contraditórios, mas na verdade
ajudam a explicar o porque de, apesar de um governo com 80% de aprovação, Lula
não ter conseguido, sozinho, eleger sua sucessora - foi preciso uma aliança
carnal com o PMDB e muita negociação de bastidores com a escória política - e
não ter conseguido controlar a boataria neopentecostal.
Aliás, Lula é parte preponderante do problema. Quem tem fama, quem é reconhecido por ter feito verdadeiras mudanças no país é o Lula. Não o PT. Se fosse Lula o candidato a eleição provavelmente teria acabado no primeiro turno, mas como a candidata era outra, mesmo do PT, a briga ficou feia.
O PSDB de Serra não teria elogiado o PT, mas não viu problemas em elogiar Lula, que está acima do partido e que, para muitos, sequer representa o partido. Esta aura em torno do líder foi, de certa forma, prejudicial. Descolou a imagem de Lula do PT.
A moda de se colocar o aborto na disputa é o resultado de uma série de fatores, surgidos até mesmo antes da eleição de Lula, em 2002, mas que foram, ironicamente, agravados por suas políticas.
Combateu-se apena as desigualdades de forma cosmética sem,
porém, ter havido uma profunda revolução na estrutura social ou mesmo de poder.
O governo foi responsável por mudanças significativas, mas de profundidade duvidosa. Se pautou pela ascensão social de grupos marginalizados dentro do mesmo modelo capitalista exploratório de antes, ou seja, criou uma classe média artificial.
Criou uma classe sem qualquer identificação consigo mesma. Trouxe para um novo patamar um sub-proletariado que apenas viu engordar sua conta bancária, mas não sua bagagem intelectual ou mesmo sem que se tenha sido criado um vínculo classista.
Mov. sociais
A chegada do PT ao poder acabou por neutralizar os setores mais combativos dos Movimentos Sociais. É um diagnóstico certeiro. Muitos movimentos viram, na chegada do Lula ao poder, sua redenção. Imaginaram que poderiam simplesmente sentar e esperar pelas transformações, sem a necessidade mais de amplas mobilizações, pois tinha chegado ao poder "seu" governo.
Quando a realidade os alcançou era muito tarde.
Lá estão os bancários novamente em greve, sem concessões. O governo não lhes beneficiou em nada. Os salários continuam sendo miseráveis e as greves sumariamente ignoradas. Os movimentos dos Sem Teto continuam na sua luta, pois o que o governo propõe construir para resolver o problema da habitação não só é insuficiente, como em muitos casos visa beneficiar quase que exclusivamente as grandes construtoras (Minha Casa, Minha Vida). Daí que as ocupações, especialmente em São Paulo, continuam à toda.
A questão da Reforma Agrária é ainda mais emblemática. Foi absolutamente abandonada pelo governo.
Durante o primeiro governo Lula ainda se falava sobre o assunto, no segundo o tema foi completamente abandonado e, num possível governo Dilma, não há qualquer possibilidade de sequer se pensar em uma reforma agrária.
Os Movimentos Sociais pagam, hoje, pela sua completa apatia.
Aparelhamento
Resultado desta alienação trazida pela chegada do PT ao poder está, também, no aparelhamento feito pelo governo (não necessariamente intencional) de organizações como UNE e CUT.
Estas organizações, comandadas por partidos ligados ao
governo (PCdoB/UJS e PT), tomaram como primeira atitude frente à vitória do PT
o aparelhamento, a aproximação carnal com o governo.
Isto foi e ainda é extremamente nocivo ao movimento estudantil e social, pois eliminou parte importantíssima da crítica, neutralizou setores combativos da sociedade e, por fim, propiciou o racha tanto na CUT (com CTB, Intersindical e Conlutas) quanto na UNE (Conlute e depois ANEL), pulverizando a resistência ao patronato e aos desmandos e iniciativas contra os trabalhadores e estudantes.
Este aparelhamento, e consequente racha, de importantes movimentos sociais levou a um enfraquecimento do papel destes frente à sociedade. Trouxe uma imagem negativa, sectária, de movimentos da mais alta relevância.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
14:00
O Governo Lula, "vítima" de suas próprias políticas sociais - Parte 1
2011-01-01T14:00:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sábado, 4 de dezembro de 2010
Mais violência na Praça Roosevelt e, como sempre, nenhum policiamento
Grupo de jovens brigando às 5 da manhã na Praça Roosevelt, moradores acordados pelo barulho jogando garrafas na rua, muita gritaria e confusão.
NENHUM policial na área, mesmo que uma base da Polícia fique na ESQUINA da Praça.
Esta é a (in)segurança de São Paulo, patrocinada pelos sucessivos governos DemoTucanos.
Em pouco tempo podemos contar o assassinato de um mendigo com a conivência da polícia, o tiroteio que baleou o Bortolloto e agora esta confusão, sem contar os assaltos e incidentes menores e o total descaso da prefeitura com a Praça.
A qualidade não é boa, mas na pressa foi o melhor possível. Apenas mais um registro da violência, vale à pena, para ilustrar a situação, dar uma olhada nas fotos e vídeos do caso do assassinato do mendigo.
Infelizmente não consegui pegar o começo da confusão, apenas o momento em que o grupo já se dispersava.
Eram mais de 40, sabe-se lá fazendo o que na Roosevelt aquela hora. Já a polícia, nem adianta perguntar.
NENHUM policial na área, mesmo que uma base da Polícia fique na ESQUINA da Praça.
Esta é a (in)segurança de São Paulo, patrocinada pelos sucessivos governos DemoTucanos.
Em pouco tempo podemos contar o assassinato de um mendigo com a conivência da polícia, o tiroteio que baleou o Bortolloto e agora esta confusão, sem contar os assaltos e incidentes menores e o total descaso da prefeitura com a Praça.
Infelizmente não consegui pegar o começo da confusão, apenas o momento em que o grupo já se dispersava.
Eram mais de 40, sabe-se lá fazendo o que na Roosevelt aquela hora. Já a polícia, nem adianta perguntar.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Serra e a Bolinha: De Factóides a Atentados contra a Democracia
A farsa da bolinha de papel foi rápida e facilmente desmascarada e, quem pela grande mídia. SBT e Record gravaram o momento em que serra é atingido por uma perigosa e terrível bola de papel, olha pra baixo, passa a mão na cabeça e continua andando. 20 minutos depois recebe um telefonema, provavelmente avisando que a Globo iria fingir que não tinha gravado a cena e que era uma boa forma de se fazer de coitado.
Não contaram com os outros meios de comunicação para desmascarar a verdade.
Ao ver sua mentira desmascarada, a campanha de Serra rapidamente inventou que não foi um, mas foram dois ataques terríveis e cruéis contra o vampiro careca. Claro, se alguém gravasse uma segunda bolinha de papel não há dúvida de que acusariam um terceiro, quarto ou quinto ataque.
Lamentável.
Aliás, a gravação que apareceu depois, de péssima qualidade e feita por um celular muito bem poderia ter sido feita por um membro do PSDB, após o telefonema recebido por Serra. Notem como, no vídeo, o suposto momento exato da agressão não foi gravado.Caprichosamente o foco sai do Serra e retorna apenas quando ele, teatralmente, finge ter sido atingido.
Pra piorar, Serra, depois da ligação, Serra ainda coloca a mão do lado errado da cabeça, do lado que a bolinha não bateu - levando em conta que uma bolinha de papel dificilmente seria razão para uma tomografia e pra toda aquela cena.
Aliás, sequer podemos ter certeza de quem lançou a bolinha de papel, se petista ou mesmo um tucano que nem tinha intenções de acertar o Serra.
Via Nota de Rodapé:
Em primeiro lugar, o enfrentamento não interessa à Dilma, não interessa ao PT e nem à esquerda. Num momento de crescimento visível de Dilma, perder as estribeiras e atacar a militância tucana, por mais que vontade não falte, ou mesmo razões, não contribúi para a campanha e apenas ajuda o Serra a montar sua imagem de vítima.
Serra vem tentando chorar em cada debate, tenta fingir-se de pobre coitado que veio da lama paraespancar professores governar o Brasil e agora fará o possível pra se mostrar vítima. Não importa do que, se da militância petista, de dossiês, de bolinhas de papel.... Serra na verdade é vítima de apenas uma coisa: dele mesmo.
E em segundo lugar, bolinha de papel ou não, Serra foi agredido. Óbvio que não podemos falar de uma agressão terrível, vil e etc, porque uma bolinha de papel está longe de ser uma afronta digna de resposta, mas o mesmo tempo é certo que não podemos tolerar que se jogue nem papel nem uma pedra, por mais que haja vontade e motivos.
Dilma também foi agredida quando, no mesmo dia, quase foi atingida por balões cheios de água jogados de um prédio. E no caso dela poderia ser ainda pior, pois dependendo da altura os balões cheios teriam ganho um peso grande.
Que se debata, que se dispute idéias, mas sem atacar os candidatos, sem violência. Uma coisa é a militância entre si se desentender, até mesmo brigar, outra é tentar atacar um candidato. Isto é atacar a própria democracia.
Da mesma forma que a tentativa torpe e inconsequênte de Serra, ao fingir ser atingido, é, também, um atentado contra a democracia.
Mas, enfim, Serra é patético, isto ficou definitivamente claro depois da bolinha de papel que rendeu tomografia provavelmente falsa e munição para campanha.
Não contaram com os outros meios de comunicação para desmascarar a verdade.
Lamentável.
Aliás, a gravação que apareceu depois, de péssima qualidade e feita por um celular muito bem poderia ter sido feita por um membro do PSDB, após o telefonema recebido por Serra. Notem como, no vídeo, o suposto momento exato da agressão não foi gravado.Caprichosamente o foco sai do Serra e retorna apenas quando ele, teatralmente, finge ter sido atingido.
Aliás, sequer podemos ter certeza de quem lançou a bolinha de papel, se petista ou mesmo um tucano que nem tinha intenções de acertar o Serra.
Via Nota de Rodapé:
Reportagem do SBT se opõe a da Rede Globo. Segundo a assessoria de José Serra, um “pesado objeto” o atingiu em passeata na Zona Oeste do Rio. E teria sido atirado por militantes do PT. Mas, como mostra o vídeo abaixo, se não era uma pedra e nem um rolo de adevisos, o que era? Uma bolinha de papel com peso eleitoral. As imagens, a meu ver, me parecem bem fidedignas de que nada pesado foi jogado no tucano. O presidente Lula comparou Serra ao goleiro Rojas (em alusão ao goleiro chileno Roberto Rojas que fingiu ser atingido por um morteiro em uma partida contra o Brasil) e disse que agressão é 'mentira descarada'. "A mentira que foi produzida ontem pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa. Ontem deveria ser conhecido como dia da farsa, dia da mentira", disse Lula, após inaugurar um estaleiro em Rio Grande (RS). Como não poderia ser diferente, a história virou febre no twitter, com as hastags #boladepapelfacts e o #serrarojas liderando os trendtopics (espécie de ranking dos assuntos mais comentados). Já não é a primeira e nem a segunda vez que o tucano faz manobras marketeiras de impacto para impressionar negativamente o eleitor.Que José Serra é um mentiroso inconsequente todos sabemos, mas temos de ter duas coisas em mente:
Em primeiro lugar, o enfrentamento não interessa à Dilma, não interessa ao PT e nem à esquerda. Num momento de crescimento visível de Dilma, perder as estribeiras e atacar a militância tucana, por mais que vontade não falte, ou mesmo razões, não contribúi para a campanha e apenas ajuda o Serra a montar sua imagem de vítima.
Serra vem tentando chorar em cada debate, tenta fingir-se de pobre coitado que veio da lama para
E em segundo lugar, bolinha de papel ou não, Serra foi agredido. Óbvio que não podemos falar de uma agressão terrível, vil e etc, porque uma bolinha de papel está longe de ser uma afronta digna de resposta, mas o mesmo tempo é certo que não podemos tolerar que se jogue nem papel nem uma pedra, por mais que haja vontade e motivos.
Dilma também foi agredida quando, no mesmo dia, quase foi atingida por balões cheios de água jogados de um prédio. E no caso dela poderia ser ainda pior, pois dependendo da altura os balões cheios teriam ganho um peso grande.
Que se debata, que se dispute idéias, mas sem atacar os candidatos, sem violência. Uma coisa é a militância entre si se desentender, até mesmo brigar, outra é tentar atacar um candidato. Isto é atacar a própria democracia.
Da mesma forma que a tentativa torpe e inconsequênte de Serra, ao fingir ser atingido, é, também, um atentado contra a democracia.
Mas, enfim, Serra é patético, isto ficou definitivamente claro depois da bolinha de papel que rendeu tomografia provavelmente falsa e munição para campanha.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Revista do Brasil Censurada - Parte 2 - Eterna Hipocrisia e Propaganda Institucional
Voltando à hipocrisia, algo conseguiu me surpreender além do esperado neste caso da Revista do Brasil:
É simplesmente o cúmulo da canalhice a Folha, que recebe milhões do governo Federal via propaganda institucional acusar outra revista de ter acesso ao mesmo benefício! É o velho faça o que eu digo, não faça o que eu faço. De uma forma totalmente criminosa e absurda.
O pior na imagem acima é que o quadro em destaque comenta que sindicatos são proibidos de fazer propaganda política, mas as imagens criticam a propaganda institucional. Uma clara manipulação onde a informação supostamente relevante é uma, e coloca-se algo ainda mais gritante do lado, sem qualquer relação, para fazer sensacionalismo.
E existe coisa pior, a Globo, por exemplo, que não só é concessão pública, como também recebe financiamento público via propaganda institucional e faz campanha descarada para o candidato da oposição, além de esconder o que pode da campanha de Dilma.
Compartilho da opinião do Flávio Aguiar, escrevendo para a Rede Brasil Atual: A coisa ainda vai piorar! Nesta reta final das eleições, podemos esperar de tudo vindo do DemoTucanato.
A Petrobrás, prontamente, deu uma resposta à Folha sobre o caso da publicidade institucional:
Será que a Folha está com dor de cotovelo pela Veja receber dinheiro e ela não? Não há honr nem entre golpistas.
Caso a revista seja censurada, há uma cópia no Scribd, e seguem links para três prints do conteúdo mais sensível e objeto da tentativa de censura:
Editorial: O Caminho a ser Seguido
O Povo e seu Líder
Ficou para o Segundo Tempo
Seria interessante que o máximo de blogs desse publicidade não só ao caso de censura DemoTucana, mas também postasse integral ou parcialmente imagens da edição censurada, links para alternativas e ajudasse a furar o bloqueio e a disseminar a informação.
O PSDB pode achar que liberdade de imprensa só [existe] para sua turma, mas os blogueiros deixam e deixarão claro o contrário.
Proibida de circular pela Justiça Eleitoral pelo conteúdo favorável à campanha de Dilma Rousseff (PT), a edição deste mês da "Revista do Brasil", vinculada à CUT (Central Única do Trabalhador), teve anúncios pagos por Petrobras e Banco do Brasil.A Folha vê problemas no fato da Revista do Brasil receber publicidade Federal... Oras, a Veja ou a folha, por acaso, não recebem dinheiro de estatais através de propagandas? Ou só elas podem receber e fazer campanha pró Serra?
A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado.
Ontem, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou a interrupção da circulação da revista, cuja tiragem é de 360 mil exemplares mensais.
É simplesmente o cúmulo da canalhice a Folha, que recebe milhões do governo Federal via propaganda institucional acusar outra revista de ter acesso ao mesmo benefício! É o velho faça o que eu digo, não faça o que eu faço. De uma forma totalmente criminosa e absurda.
O pior na imagem acima é que o quadro em destaque comenta que sindicatos são proibidos de fazer propaganda política, mas as imagens criticam a propaganda institucional. Uma clara manipulação onde a informação supostamente relevante é uma, e coloca-se algo ainda mais gritante do lado, sem qualquer relação, para fazer sensacionalismo.
E existe coisa pior, a Globo, por exemplo, que não só é concessão pública, como também recebe financiamento público via propaganda institucional e faz campanha descarada para o candidato da oposição, além de esconder o que pode da campanha de Dilma.
Que Serra tem horror a qualquer questionamento contra ele, destratando na hora o repórter e até pedindo sua cabeça à diretoria, todo mundo já está mais careca até do que ele de saber. Mas agora ele deu um passo além: quer proibir matérias que lhe pareçam favoráveis a Dilma. Para isso, mandou seus advogados entrarem com um pedido no TSE para censurar, tirar de circulação os jornais da CUT e a Revista do Brasil.A Folha, o Estado e outros veículos usam seus espaços para fazer propaganda pró-Serra, seja escondendo seu lado ou não. Apesar de serem veículos privados, recebem financiamento estatal, logo, deveriam agir com um mínimo de responsabilidade. O caso de concessões públicas de rádio e TV é ainda mais gritante.
Já, quando o Estadão defendeu em editorial sua candidatura, ele não fez nada.
Quer dizer que diversos sindicatos não podem manter uma revista, mas a Globo pode usar uma concessão pública pra fazer política? Os grandes meios de comunicação são sustentados por centenas de empresas e por financiamento público. Em muitos casos estas mesmas empresas são as responsáveis pelos maiores e piores crimes cometidos no país, mas um sindicato não pode participar do conselho de uma revista alternativa?
Setores da imprensa no entanto, gostariam que a publicidade deveria ser direito exclusivo dos veículos que se dedicam a fazer oposição ao governo Lula – embora não se trate de uma "imprensa livre" e crítica, como se atribuem. Trata-se de uma imprensa partidária e deliberadamente oposicionista, como admitiu a executiva da Folha Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais. E que tem feito como nunca essa oposição de maneira hostil, sistemática e organizada, conforme revelaram os participantes do "Fórum Democracia e Liberdade" organizado pelo Instituto Millenium (http://bit.ly/tropa_de_elite), de onde saiu boa parte do receituário que guiou a pauta da velha imprensa.A Globonews ontem me deixou nauseado, enquanto gastou pouco mais de um minuto mostrando imagens de Serra recebendo o apoio dos tucanos esverdeados Feldman (SP) e Gabeira (RJ), fingiu que Dilma não havia estado em um comício imenso com dezenas de artistas, se limitando a citar que Dilma tinha ido encontrar uns artistas, com um tom de tédio que denotava a importância que o PIG deu ao evento.
Compartilho da opinião do Flávio Aguiar, escrevendo para a Rede Brasil Atual: A coisa ainda vai piorar! Nesta reta final das eleições, podemos esperar de tudo vindo do DemoTucanato.
Primeiro foi a Mara Rita Kehl, cortada de O Estado de S. Paulo por “delito de opinião”.Sobre o comício de Dilma com os artistas, engraçado que o jornal que se diz imparcial, a Folha, mal citou - apenas uma nota tímida na edição de terça, ainda que com foto na capa -, enquanto o Estado, que apoia Serra, fez uma boa reportagem sobre.
Agora, chegou a nossa vez, na Revista do Brasil e na Rede Brasil Atual. A campanha de Serra, através do TSE, cassou liminarmente a circulação do atual número da revista.
E o comando da campanha de Serra ainda pretendia impor o “segredo de justiça”, impedindo que a censura viesse a público. Traduzindo: injustiça cometida em segredo é mais segura, e segura mais.
Isso não é surpreendente. O índice de baixarias vai subir ainda mais, conforme nos aproximamos da última semana, a reta final da campanha eleitoral.
Até agora os ataques difamatórios e calúnias mais recentes, embora repitam antigas, feitas no primeiro turno, não parecem ter surtido os efeitos desejados. As pesquisas continuaram apontando uma situação de estabilidade em termos de preferências de voto. Então o que se espera é que o nível dos ataques baixe ainda mais e o seu tom suba.
A Petrobrás, prontamente, deu uma resposta à Folha sobre o caso da publicidade institucional:
A Petrobras veicula seus anúncios e campanhas publicitárias em diversos meios de comunicação, como TV, Rádio, Jornais, Revistas e Internet para fortalecer a imagem da empresa. No caso do meio revista, nossos anúncios são veiculados em diversos veículos, de vários segmentos, tais como Veja, Época, IstoÉ e Carta Capital, Época Negócios, Bravo e Auto Esporte.
A veiculação de anúncios na Revista do Brasil possibilita à companhia divulgar suas ações para um público formador de opinião dos principais sindicatos de todo o país, nos diversos setores da economia – como indústria, energia, bancos, saúde e educação. A tiragem mensal da revista é de 360.000 exemplares.
Será que a Folha está com dor de cotovelo pela Veja receber dinheiro e ela não? Não há honr nem entre golpistas.
Caso a revista seja censurada, há uma cópia no Scribd, e seguem links para três prints do conteúdo mais sensível e objeto da tentativa de censura:
Editorial: O Caminho a ser Seguido
O Povo e seu Líder
Ficou para o Segundo Tempo
Seria interessante que o máximo de blogs desse publicidade não só ao caso de censura DemoTucana, mas também postasse integral ou parcialmente imagens da edição censurada, links para alternativas e ajudasse a furar o bloqueio e a disseminar a informação.
O PSDB pode achar que liberdade de imprensa só [existe] para sua turma, mas os blogueiros deixam e deixarão claro o contrário.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Revista do Brasil Censurada - Parte 1 - Modus operandi Tucano
O fato de José Serra e o PSDB terem tentado censurar a Revista do Brasil, o Blog do Artur Henrique e ainda esconderem tudo pra debaixo do tapete forçando o segredo de justiça não surpreende.
O Tucanato é famoso por tentar censurar e efetivamente censurar jornais, blogs, sites e até mesmo o Twitter.
O AI5Digital nasceu da cabeça de um tucano, o Senador Azeredo. Beto Richa, governador do Paraná vive censurando o blogueiro Esmael Moraes e recentemente censurou até mesmo o Twitter de um publicitário. Maria Rita Kehl foi censurada pelo Estadão que, vejam só, apoia os Tucanos.
Como se vê, censurar é modus operandi tucano, é parte integrante de sua ideologia. Mas, claro, os censuradores não aceitam o rótulo e buscam acusar o Lula, vejam só, ou os "blogueiros sujos" de... bem, nem mesmo eles sabem do que nos acusam!
O PSDB tem como aliados a Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo, O Globo, a Rede Globo (na verdade todos os veículos dasMáfia Organizações Globo), a Veja, a Band... E por aí vai. Sem falar nos bots que usam no Twitter, nos perfis falsos, na TFP, no Silas Malafaia, nos Monarquistas, nos Neonazistas...
Mas, vejam só, nós é que somos sujos!
Voltando à Revista do Brasil (que assino e tenho o prazer de poder ler todo mês, além de acompanhar pelo Twitter, pelo site e etc), só pode ser uma piada de mal gosto que o PSDB tenha, outra vez, partido pra cima de um veículo alternativo.
Mas, claro, não é.
O Estado de São Paulo declarou seu apoio ao Serra em meio à ataques insensatos contra o governo, mas não me lembro deste mesmo governo ter tentado censurar, impedir a circulação ou mesmo ameaçar os editores do jornal. Mas a oposição não tolera que a Revista do Brasil declare seu apoio a Dilma.
Mas cabe um adendo. A questão não é a revista A ou B fazer propaganda pra qualquer candidato, o problema é a farsa da imparcialidade. Caros Amigos, Carta Capital, Revista do Brasil e outros NUNCA negaram seu lado, nunca fingiram ser arautos da imparcialidade, isentos. Isto quem faz é o PIG, a grande mídia, é Veja, Folha e cia que se recusam a admitir de que lado estão, posam de isentos, mas fazem campanha descarada pró-Serra. Novamente, o problema não é a campanha pró-Serra, é a não admissão desta campanha.
A blogosfera fez uma extensa pesquisa sobre o caso dos panfletos, mostrando a conexão assustadora entre grupos de extrema-direita e o PSDB. Tudo sumariamente ignorado pela grande mídia que, apenas a contra-gosto, acabou falando sobre ocaso da gráfica cuja dona é ligada ao PSDB e à coordenação de campanha do Serra.
Militantes petistas e mesmo deputados e vereadores foram forçados a fazer vigília na frente da gráfica e nem assim a mídia foi atrás, dar a notícia. Do blog Maria Frô:
O Tucanato é famoso por tentar censurar e efetivamente censurar jornais, blogs, sites e até mesmo o Twitter.
O AI5Digital nasceu da cabeça de um tucano, o Senador Azeredo. Beto Richa, governador do Paraná vive censurando o blogueiro Esmael Moraes e recentemente censurou até mesmo o Twitter de um publicitário. Maria Rita Kehl foi censurada pelo Estadão que, vejam só, apoia os Tucanos.
Como se vê, censurar é modus operandi tucano, é parte integrante de sua ideologia. Mas, claro, os censuradores não aceitam o rótulo e buscam acusar o Lula, vejam só, ou os "blogueiros sujos" de... bem, nem mesmo eles sabem do que nos acusam!
O PSDB tem como aliados a Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo, O Globo, a Rede Globo (na verdade todos os veículos das
Mas, vejam só, nós é que somos sujos!
Voltando à Revista do Brasil (que assino e tenho o prazer de poder ler todo mês, além de acompanhar pelo Twitter, pelo site e etc), só pode ser uma piada de mal gosto que o PSDB tenha, outra vez, partido pra cima de um veículo alternativo.
Mas, claro, não é.
A ação da coligação "O Brasil pode mais", encabeçada pelo PSDB, de José Serra, foi atendida apenas em parte. Além da Revista do Brasil, suspende a circulação do Jornal da CUT, ano 3, nº 28. Mas três itens cruciais foram negados pelo ministro Dias. A demanda dos advogados tucanos queria silenciar o Blog do Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e pedia a busca e apreensão do material mencionado.O nome da coligação do Serra, aliás, é emblemático. O Brasil pode mais... pode mais censura, mais criminalização, mais canalhice... Pode ter mais medo, ter mais pobreza, ter mais neonazista, conservador e criminoso no poder.
O terceiro item negado é emblemático: o PSDB queria que a questão tramitasse em segredo de Justiça. Nenhuma informação sobre o processo poderia ser divulgada, caso o pedido fosse atendido. Isso denota intenções claras do tucanato de ocultar da opinião pública a própria tentativa de restringir, ou censurar, a circulação de informações e opiniões.
O Estado de São Paulo declarou seu apoio ao Serra em meio à ataques insensatos contra o governo, mas não me lembro deste mesmo governo ter tentado censurar, impedir a circulação ou mesmo ameaçar os editores do jornal. Mas a oposição não tolera que a Revista do Brasil declare seu apoio a Dilma.
A edição 52 da Revista do Brasil trazia, à capa, uma foto da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), com a chamada "A vez de Dilma: O país está bem perto de seguir mudando para melhor". A publicação explicita em seu editorial a posição favorável à candidatura Dilma, e traz também reportagem analisando circunstâncias da disputa do segundo turno.Mas, o pior de tudo, não é nem a censura em si, algo que é comum ao tucanato, mas a hipocrisia de, ao mesmo tempo em que reclama da Revista do Brasil fazer suposta propaganda pró-Dilma - só a Veja pode fazer campanha pró-Serra, talvez - fazer alianças com alas conservadoras da Igreja, com Silas Malafaia, com neonazistas e monarquistas e fingir que está tudo bem e ter a conivência da franca maioria da mídia para enterrar estes fatos.
Mas cabe um adendo. A questão não é a revista A ou B fazer propaganda pra qualquer candidato, o problema é a farsa da imparcialidade. Caros Amigos, Carta Capital, Revista do Brasil e outros NUNCA negaram seu lado, nunca fingiram ser arautos da imparcialidade, isentos. Isto quem faz é o PIG, a grande mídia, é Veja, Folha e cia que se recusam a admitir de que lado estão, posam de isentos, mas fazem campanha descarada pró-Serra. Novamente, o problema não é a campanha pró-Serra, é a não admissão desta campanha.
A blogosfera fez uma extensa pesquisa sobre o caso dos panfletos, mostrando a conexão assustadora entre grupos de extrema-direita e o PSDB. Tudo sumariamente ignorado pela grande mídia que, apenas a contra-gosto, acabou falando sobre ocaso da gráfica cuja dona é ligada ao PSDB e à coordenação de campanha do Serra.
Militantes petistas e mesmo deputados e vereadores foram forçados a fazer vigília na frente da gráfica e nem assim a mídia foi atrás, dar a notícia. Do blog Maria Frô:
Ao mesmo tempo que o PSDB imprime em gráfica do coordenador de infra estrutura da campanha de José Serra (PSDB), Sérgio Kobayashi panfletos apócrifos atribuídos à CNBB contra a candidata Dilma Rousseff a sua coligação “O Brasil pode mais” alegando na Justiça que a Revista Do Brasil faz campanha pró-Dilma pediu e conseguiu censurar a Revista do Brasil número 52.Pior de todos os mundos, não contentes em tentar censurar a revista, os Tucanos ainda pedem segredo de justiça, ou seja, censuram e querem acobertar os rastros.
Leia a edição que Serra que censurar antes que saia do ar:
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/52/
Divulgue entre os seus amigos: http://www.scribd.com/doc/39603734/RdB-52-censurada
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Perigoso SPAM Anti-PT - "A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!" [Update]
Recebi por e-mail e fiquei abismado com a qualidade do boato. Um site/blog que parece acima de qualquer suspeita, que vem sendo alimentado com textos sérios desde pelo menos o começo do mês e que, agora, resolveu mostrar a verdadeira face.
De início, o título do blog assusta: "Onda Vermelha/PT Mais 20 Anos no Poder". Basta olhar os comentários no blog para ver a reação causada pela idéia expressa no nome, pelo conteúdo e pelo uso de símbolos do PT e da militância.
O blog é muito bem feito graficamente e é capaz de enganar muita gente e passou a enviar spams de sua última postagem - curiosamente a única a não vir de link externo, de outro blog.
Datada de 18 de outubro, ontem, se lê: A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!
Esta postagem já mobilizou a direita raivosa, como pode ser visto nos dois prints abaixo:
Este tipo de postagem, ainda mais disseminada por e-mail, causando uma reação raivosa e comentários vários da direita não pode ser legítimo ou mesmo tolerável. O nome "PT Mais 20 Anos no Poder" sem dúvida suscita a idéia de ditadura; a intenção dos criadores deste blog não é outra senão o de tumultuar e espalhar mais boatos.
Vejam o nível dos comentários raivosos no blog (clique para ampliar):
Update:
O PT registrou um BO para investigar a autoria do SPAM que reproduzi acima. Oque o PT deveria fazer também, ou melhor, o governo brasileiro, é exigir explicações ao Vaticano por permitir que a CNBB, Bispos e padres façam campanha aberta e ilegal nas eleições brasileiras.
De início, o título do blog assusta: "Onda Vermelha/PT Mais 20 Anos no Poder". Basta olhar os comentários no blog para ver a reação causada pela idéia expressa no nome, pelo conteúdo e pelo uso de símbolos do PT e da militância.
O blog é muito bem feito graficamente e é capaz de enganar muita gente e passou a enviar spams de sua última postagem - curiosamente a única a não vir de link externo, de outro blog.
Datada de 18 de outubro, ontem, se lê: A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!
Precisamos salvar o Brasil do atraso, e fazer a defesa enfática de um Estado laico, que só será possível com a eleição de Dilma Rousseff. A Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário. Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja.Honestamente, eu não discordo do conteúdo em si da postagem, do perigo que a igreja representa, mas a forma utilizada para se expressar, o comentário direto (e confuso) sobre Hugo Chávez e o título em si do blog - e o título da postagem - não deixam dúvida de que se trata de um blog feito pela direita para conseguir aumentar o ódio anti-PT.
Esta postagem já mobilizou a direita raivosa, como pode ser visto nos dois prints abaixo:
Este tipo de postagem, ainda mais disseminada por e-mail, causando uma reação raivosa e comentários vários da direita não pode ser legítimo ou mesmo tolerável. O nome "PT Mais 20 Anos no Poder" sem dúvida suscita a idéia de ditadura; a intenção dos criadores deste blog não é outra senão o de tumultuar e espalhar mais boatos.
Vejam o nível dos comentários raivosos no blog (clique para ampliar):
Denunciem!
---Update:
O PT registrou um BO para investigar a autoria do SPAM que reproduzi acima. Oque o PT deveria fazer também, ou melhor, o governo brasileiro, é exigir explicações ao Vaticano por permitir que a CNBB, Bispos e padres façam campanha aberta e ilegal nas eleições brasileiras.
O PT de São Paulo instruiu seus advogados a registrar um boletim de ocorrência para investigar a autoria de um e-mail que tem circulado nos últimos dias falsamente atribuído ao partido. O e-mail com o título “A Igreja é contra o PT. Vamos combatê-la!” tem como origem o blog PT 20 Anos no Poder que, apesar de exibir a estrela vermelha do partido, não é de autoria do PT.
A direção do diretório paulista desconfia tratar-se de contra-informação disseminada por apoiadores da candidatura do tucano José Serra. O texto, considerado radical, acirra a disputa entre setores católicos conservadores e Dilma Rousseff (PT), que a coordenação da campanha quer sepultar, além de trazer informações falsas como o suposto processo do PT contra a diocese de Guarulhos.
“Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja. O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata”, diz o e-mail.
Além disso o texto tem erros grosseiros como ao defender mais espaço para o teólogo Leonardo Boff na hierarquia da Igreja. Ex-frei franciscano, Boff se desligou da Igreja em 1992 depois de ameaças de excomunhão do então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para Doutrina e Fé do Vaticano, que em 2005 seria eleito papa com o nome Bento XVI.
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domingo, 17 de outubro de 2010
Como a mídia trata o caso dos panfletos anti-Dilma
Dando uma passada por várias homes de jornais e portais hoje ontem, sábado, atrás de notícias sobre a denúncia de que a CNBB teria pago uma fábula de dinheiro para a impressão de panfletos anti-Dilma, me deparei com um apagão (orquestrado?) de informações. Poucos eram os sites que continham, na página inicial, link para a notícia.
Estado, Globo e IG sequer citaram o episódio. Apagão total.
Eu fico me perguntando, será que se fosse o contrário, se a CNBB (que historicamente se aliou ao PT) estivesse imprimindo panfletos anti-Serra, o que a mídia faria? Será que iria fingir que não viu - como fazem com Paulo Preto, assessor de Serra acusado de roubar dinheiro - ou iria cair matando?
Imagino uma imagem chamativa, em tamanho desproporcional, piscante, com uma chamada sensacionalista com algo como "Dilma usa igreja para atacar Serra" ou mesmo "Dilma, mulher que mata criancinhas, se alia a pedófilos, diz Mônica serra".
É daí pra baixo.
É a velha hipocrisia da mídia.
Mas, na verdade, passa da hipocrisia, pois chega a ser crime eleitoral, crime contra o Brasil, por esconder os escândalos Serristas (assim como esconde o apoio da TFP, de neonazistas e etc) e apenas divulgar os escândalos do lado petista.
A questão não é não que a mídia não deva mostrar escândalos, mas ser honesta e mostrar com o mesmo destaque a dos DOIS LADOS. Existe uma aura fortemente disseminada de que o PT é um partido corrupto e ponto. Não digo que não tenha corrupção, mas o outro lado não é honesto para se comparar e chegar até esta afirmação.
Existe um ódio - inflamado pela mídia e, convenhamos, alimentado por muitos fanáticos dentro do próprio PT - contra o PT, contra o Petismo que não condiz com a realidade objetiva. Compreendo em parte que a classe média, que não se viu privilegiada pelo governo Lula, e é de certa forma naturalmente conservadora, tenha objeções ao governo, ao PT e etc, mas me surpreende por vezes a virulência do ódio, dos ataques.
Mas o que mais surpreende é a generalização, o alcance deste ódio, fruto, em grande parte, da falta de um processo real de democratização da mídia, da aplicação de um controle social da mídia e, principalmente, pela falta de peito do governo em enquadrar o golpismo midiático e deixar que factóides corressem solto.
Uma coisa é censurar, outra é exigir e impor responsabilidade e ética ao jornalismo, à mídia. Espero que no domingo a mídia ao menos pare de fingir que não aconteceu nada ou ao menos noticie como se deve.
Vejam alguns prints de portais e jornais:
Uma gráfica no bairro do Cambuci, região sudeste da capital paulista, estava imprimindo, na manhã deste sábado, panfletos com um texto de um braço da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) contra o PT e a presidenciável Dilma Rousseff.E, os que tinham (Uol e Folha apenas e o Terra na página específica de eleições) a colocavam sem destaque algum, como se não fosse nada. A Folha foi quem, surpreendentemente, deu o tratamento mais digno. O Estado faz jus ao seu apóio acrítico ao Serra e não só esconde a notícia, como coloca em sua home amais um suposto escândalo ligado ao governo.
Segundo o contador da gráfica, Paulo Ogawa, a encomenda foi feita pela Diocese de Guarulhos (SP). Em julho, o bispo da cidade, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, foi pivô de uma polêmica mobilização contra a petista.
Os papéis são idênticos aos distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG) no feriado do último dia 12, durante missas em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida. Eles fazem um “apelo” para que os eleitores não votem em quem é a favor da descriminalização do aborto.
Estado, Globo e IG sequer citaram o episódio. Apagão total.
Eu fico me perguntando, será que se fosse o contrário, se a CNBB (que historicamente se aliou ao PT) estivesse imprimindo panfletos anti-Serra, o que a mídia faria? Será que iria fingir que não viu - como fazem com Paulo Preto, assessor de Serra acusado de roubar dinheiro - ou iria cair matando?
Imagino uma imagem chamativa, em tamanho desproporcional, piscante, com uma chamada sensacionalista com algo como "Dilma usa igreja para atacar Serra" ou mesmo "Dilma, mulher que mata criancinhas, se alia a pedófilos, diz Mônica serra".
É daí pra baixo.
A primeira entrega do material ocorreu no dia 15 de setembro, ainda antes do primeiro turno da eleição, ocorrido no dia 3 de outubro. Naquela leva, 1,1 milhão de folhetos deixou a gráfica. No dia 13 deste mês, outro pedido foi feito: de mais 1 milhão de exemplares.Eu duvido que este assunto se torne relevante para a mídia que, mesmo que até noticie ou dê alguma importância, será passageiro e logo descartado, como TODAS as denúncias feitas contra a oposição ao PT nestas eleições.
É a velha hipocrisia da mídia.
Mas, na verdade, passa da hipocrisia, pois chega a ser crime eleitoral, crime contra o Brasil, por esconder os escândalos Serristas (assim como esconde o apoio da TFP, de neonazistas e etc) e apenas divulgar os escândalos do lado petista.
A questão não é não que a mídia não deva mostrar escândalos, mas ser honesta e mostrar com o mesmo destaque a dos DOIS LADOS. Existe uma aura fortemente disseminada de que o PT é um partido corrupto e ponto. Não digo que não tenha corrupção, mas o outro lado não é honesto para se comparar e chegar até esta afirmação.
Existe um ódio - inflamado pela mídia e, convenhamos, alimentado por muitos fanáticos dentro do próprio PT - contra o PT, contra o Petismo que não condiz com a realidade objetiva. Compreendo em parte que a classe média, que não se viu privilegiada pelo governo Lula, e é de certa forma naturalmente conservadora, tenha objeções ao governo, ao PT e etc, mas me surpreende por vezes a virulência do ódio, dos ataques.
Mas o que mais surpreende é a generalização, o alcance deste ódio, fruto, em grande parte, da falta de um processo real de democratização da mídia, da aplicação de um controle social da mídia e, principalmente, pela falta de peito do governo em enquadrar o golpismo midiático e deixar que factóides corressem solto.
Uma coisa é censurar, outra é exigir e impor responsabilidade e ética ao jornalismo, à mídia. Espero que no domingo a mídia ao menos pare de fingir que não aconteceu nada ou ao menos noticie como se deve.
Vejam alguns prints de portais e jornais:
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Sério que agora a blogosfera petista vai atacar o aborto tb e se rebaixar ao fundamentalismo marinista?
Li e não acreditei no post do "Os Amigos do Presidente Lula". Li e reli, procurei verificar se estava no blog certo ou se tinha, por acaso, digitado errado e caído em algum site feito ou por Serristas ou por fundamentalistas religiosos ligados à Marina.
Para minha tristeza, estava no blog certo.
De início, senti meu estômago embrulhar só de ler o título do post " Serra causou polêmica ao legalizar o aborto em 1998". À medida que ia lendo o texto o desespero só fez aumentar:Será mesmo que, para conquistas os fanáticos marinistas anti-Aborto alguns do PT iriam realmente adotar o mesmo discurso e se posicionar contra o aborto? Pior, atacando Serra por um dos raros momentos em que acenou com uma atitude decente em toda sua carreira?
Serra, quando ministro, normatizou o aborto, ou seja, adequou à lei a prática do aborto nos hospitais públicos. Em resumo, garantiu ao menos que mulheres estupradas (e outros casos previstos na lei) tivessem o direito à realizar o que a lei lhes garante.
Isto simboliza apenas que setores petistas se apropriaram do mesmo discurso lamentável do DemoTucanato e dos fanáticos em geral. É se rebaixar à lama e, pior, é continuar a querer ditar às mulheres como devem se comportar, como devem viver.
No "Maria da Penha Neles", excelente blog que recomendo fortemente, @LaPasionaria escreveu:
Estamos, pois, discutindo o direito das mulheres como se objeto de barganha fossem. Isto é inaceitável.
Se por um lado considero lamentável o recuo ou possível recuo do PT no tema, retirando do programa a questão, por outro denuncio como ainda mais grave o uso que gente do próprio PT vem fazendo do tema, usando-o de forma baixa e suja e se igualando aos fundamentalistas cristãos.
Acho ainda mais assustador que, em meio aos e-mails carregados de mentiras e difamação que a direita vem espalhando contra Dilma, um blog que se propõe militante queira fazer EXATAMENTE o MESMO contra Serra, ou seja, espalhar propaganda difamatória, que prega a não discussão política, mas a pseudo discussão moral.
É enojante e espero que a campanha não tome este rumo e que não nos rebaixemos ao mesmo nível da direita raivosa.
@LaPasionaria continua:
Outro blog a enveredar pelo mesmo caminho absurdo é o Blog da Dilma:
Para minha tristeza, estava no blog certo.
De início, senti meu estômago embrulhar só de ler o título do post " Serra causou polêmica ao legalizar o aborto em 1998". À medida que ia lendo o texto o desespero só fez aumentar:Será mesmo que, para conquistas os fanáticos marinistas anti-Aborto alguns do PT iriam realmente adotar o mesmo discurso e se posicionar contra o aborto? Pior, atacando Serra por um dos raros momentos em que acenou com uma atitude decente em toda sua carreira?
Serra, quando ministro, normatizou o aborto, ou seja, adequou à lei a prática do aborto nos hospitais públicos. Em resumo, garantiu ao menos que mulheres estupradas (e outros casos previstos na lei) tivessem o direito à realizar o que a lei lhes garante.
Em 1998, quando era ministro da Saúde, José Serra foi acusado de atender a grupos pró-aborto por normatizar a realização do aborto nos casos previstos em lei (risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro).Acho justo e correto que Serra seja atacado por tudo que fez e desfez dirante seus anos de ministro, de governador ou de prefeito, mas é inaceitável que setores petistas se apropriem do discurso anti-aborto de fanáticos religiosos e o usem para atacar de forma medíocre e insensata opositores.
Mesmo permitido desde 1940, poucos serviços públicos faziam o aborto. A normatização deu respaldo político e técnico para que mais hospitais o realizassem.
Isto simboliza apenas que setores petistas se apropriaram do mesmo discurso lamentável do DemoTucanato e dos fanáticos em geral. É se rebaixar à lama e, pior, é continuar a querer ditar às mulheres como devem se comportar, como devem viver.
No "Maria da Penha Neles", excelente blog que recomendo fortemente, @LaPasionaria escreveu:
Quem é o senhor da verdade neste tema? Começa por aí né? Deveria perguntar quem é a sra. da verdade nesse tema. Afinal o Sr. não engravida, portanto não pode abortar ou deixar de abortar.Exato. O Aborto é, em primeiro lugar, um assunto que diz respeito ao direito das mulheres de serem protagonistas de suas próprias vidas, de terem controle sobre seus próprios corpos e, em segundo lugar o aborto não deveria ser agenda ou peça de troca em uma eleição presidencial.
Será que a nossa tutela ( ou dominação) histórica não nos dá o direito de ser protagonistas num tema tão feminino como este?
Por que usar um tema tão complexo, e cheio de valores, morais, religiosos, éticos e de foro íntimo, para desmerecer um candiato a presidência da república?
Estamos, pois, discutindo o direito das mulheres como se objeto de barganha fossem. Isto é inaceitável.
Se por um lado considero lamentável o recuo ou possível recuo do PT no tema, retirando do programa a questão, por outro denuncio como ainda mais grave o uso que gente do próprio PT vem fazendo do tema, usando-o de forma baixa e suja e se igualando aos fundamentalistas cristãos.
Acho ainda mais assustador que, em meio aos e-mails carregados de mentiras e difamação que a direita vem espalhando contra Dilma, um blog que se propõe militante queira fazer EXATAMENTE o MESMO contra Serra, ou seja, espalhar propaganda difamatória, que prega a não discussão política, mas a pseudo discussão moral.
Repasse este link http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os o Padre Leo criticando Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 78 de 1993Dilma defende o aborto (como questão de saúde pública) e é bombardeada pela direita com vídeos apócrifos a difamando e a colocando como uma assassina de crianças e etc, e o que faz a esquerda? Coloca um vídeo de outro fanático religioso atacando o Serra por este ter defendido que a porra da lei seja cumprida em relação ao aborto.
É enojante e espero que a campanha não tome este rumo e que não nos rebaixemos ao mesmo nível da direita raivosa.
@LaPasionaria continua:
Li ,hoje, no blog do PHA que Serra quando foi ministro da saúde regulementou a lei que autoriza o aborto em casos de risco de vidapara a mãe. Não vejo nenhum demértio nessa atitude do Serra, se regulamentou a lei cumpriu com sua obrigação.Para piorar, o blog ainda se apóia em Chalita. Cria DemoTucana que, por melhores cargos e perspectivas, debandou para o "Lulismo", mas continua sendo o mesmo Chalita que afundou a educação em São Paulo e que os petistas tanto acusavam.
O que devemos nos perguntar é por que tanta celeuma e intrigas como o nome de Dilma Rousseff, as Igrejas e o aborto.
Será que em campanha eleitoral vale tudo?
Nós mulheres deveriamos exigir dos dois candidatos que essa discussão fosse inserida num debate muito mais amplo, pois o aborto é apenas um elemento de temas que interessam a todos os brasileiros e às brasileira em particular.
Deveriamos saber dos dois candidatos que propostas tem para efetivamente melhorar o atendimento da sáude da mulher.
É esta a campanha que teremos pela frente? O rebaixamento do petismo ao nível do DemoTucanato aliado aos fundamentalistas? Usando o aborto e, em consequência, as mulheres como moeda de troca.
Querer desviar a discussão de um tema tão sério é desonestidade política e canalhice masculina.--------------------
Quanto às igrejas, elas tem todo o direito de dizer aos seus membros como devem se comportar dentro dos preceitos morais de cada religião. Se as mulheres não concordarem com as proibições de suas igrejas, mudam de religião.E direito constitucional a liberdade religiosa.
O que não podem é usar Deus e a crença das pessoas para manipular uma eleição e muito menos para criar armadilhas para um dos candidatos
Outro blog a enveredar pelo mesmo caminho absurdo é o Blog da Dilma:
Os Evangélicos e os Católicos deveriam espalhar um importante depoimento do saudoso PADRE LÉO da TV Canção Nova que acusa o então Ministro da Saúde no Governo FHC, José Serra. O candidato José Serra organizou o Grupo Guararapes somente para fabricar dossiê e boatos contra Dilma Rousseff. Serra não fala que Assinou Portaria a FAVOR DO ABORTO. Gostaríamos de saber como ficam os Pastores e Padres que acusaram Dilma Rousseff. Assista e espalhe por e-mail para o maior número de pessoas do Brasil e do Exterior.O Evangélico e o Católico tem que deixar o fanatismo de lado e votar com consciência. Devme compreender que religião e Estado não combinam. E cabe à Esquerda não entrar neste jogo suicida e estúpido.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Beto Richa, governador, é Censurador!
Maurício Betti, publicitário e tuiteiro, é a mais nova vítima de Beto Richa, candidato tucano a governador do Paraná.
Richa vem constantemente censurando blogueiros, pesquisas eleitorais, a revista Istoé, e agora partiu para uma nova modalide de censura: A de censurar tuítes. A situação é tão ridícula que até mesmo colunista da Folha chamou o Richa de "mané".
O caso é o seguinte, segundo conta a revista Época, Maurício Betti, que no Twitter responde por M.Betti, supostamente infringiu a lei ao "vazar" o resultado de uma das inúmeras pesquisas eleitorais censuradas pela campanha de Richa. O caso é que todas estas pesquisas vem mostrando uma queda do candidato frente ao seu oponente, o Pedetista Osmar Dias.
Não surpreende que o partido de Richa seja o mesmo PSDB do Azeredo, censurador-mor da internet e autor do #AI5Digital.
Eis o que Betti foi forçado a tuitar, para não ter de pagar multa e enfrentar outras consequências - e vale notar que a inteligência (sic) da justiça (sic²) é tanta que o que ele haveria de tuitar sequer cabia num único tuíte! Viva a improvisação!:
Instigado pela @Myris e pelo @Caribe corri atrás do tuíte censurado (já apagado pelo autor por força de decisão judicial), fui atrás do cachê do google e, por sorte, encontrei o tuíte que Beto Richa censurou e mandou apagar:
Beto Richa e todos os DemoTucanos da terra podem tentar nos censurar, usar seu poder e dinheiro para contratarem quantos advogados quiserem e comprarem quantas decisões judiciais forem possíveis, mas JAMAIS irão superar o poder da rede, da colaboração e da militância.
Maurício Betti foi perseguido, censurado e humilhado e deve contar com o total apoio da blogosfera. Beto Richa deve ser desmascarado e, então, enterrado. Ele, Azeredo e todos os demais que atentam contra nossa liberdade de expressão.
---
Publicado originalmente no Xô Censura
Triste é saber que Richa foi eleito, no primeiro turno, governador do Paraná. E continuará censurando, assim como Azeredo, eleito Deputado Federal em Minas Gerais.
Richa vem constantemente censurando blogueiros, pesquisas eleitorais, a revista Istoé, e agora partiu para uma nova modalide de censura: A de censurar tuítes. A situação é tão ridícula que até mesmo colunista da Folha chamou o Richa de "mané".
O caso é o seguinte, segundo conta a revista Época, Maurício Betti, que no Twitter responde por M.Betti, supostamente infringiu a lei ao "vazar" o resultado de uma das inúmeras pesquisas eleitorais censuradas pela campanha de Richa. O caso é que todas estas pesquisas vem mostrando uma queda do candidato frente ao seu oponente, o Pedetista Osmar Dias.
Depois de obter na Justiça Eleitoral a suspensão de pesquisas de sete institutos, como o Ibope e o Datafolha, o candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, conseguiu censurar um texto de 112 caracteres de um usuário do Twitter. O tuiteiro condenado é o publicitário Maurício Betti, que tinha 188 seguidores até a noite da sexta-feira, 1º de outubro. O tuite embargado falava sobre um suposto vazamento de uma pesquisa censurada do DatafolhaRicha entrou com um processo contra Betti para fazê-lo apagar o tão terrível tuíte e, ainda, o fez postar em seu microblog um pedido de desculpas "legal". A situação só pode nos despertar medo e temor. Estamos diante não só da prática mais grotesca de censura, como também de um monitoramento criminoso de redes sociais e a perseguição à blogosfera e tuitosfera independente.
Não surpreende que o partido de Richa seja o mesmo PSDB do Azeredo, censurador-mor da internet e autor do #AI5Digital.
Eis o que Betti foi forçado a tuitar, para não ter de pagar multa e enfrentar outras consequências - e vale notar que a inteligência (sic) da justiça (sic²) é tanta que o que ele haveria de tuitar sequer cabia num único tuíte! Viva a improvisação!:
Instigado pela @Myris e pelo @Caribe corri atrás do tuíte censurado (já apagado pelo autor por força de decisão judicial), fui atrás do cachê do google e, por sorte, encontrei o tuíte que Beto Richa censurou e mandou apagar:
Beto Richa e todos os DemoTucanos da terra podem tentar nos censurar, usar seu poder e dinheiro para contratarem quantos advogados quiserem e comprarem quantas decisões judiciais forem possíveis, mas JAMAIS irão superar o poder da rede, da colaboração e da militância.
Maurício Betti foi perseguido, censurado e humilhado e deve contar com o total apoio da blogosfera. Beto Richa deve ser desmascarado e, então, enterrado. Ele, Azeredo e todos os demais que atentam contra nossa liberdade de expressão.
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Publicado originalmente no Xô Censura
Triste é saber que Richa foi eleito, no primeiro turno, governador do Paraná. E continuará censurando, assim como Azeredo, eleito Deputado Federal em Minas Gerais.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
19:30
Beto Richa, governador, é Censurador!
2010-10-04T19:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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