O clima na cidade - e imagino que no país - está interessante. Vibrante. Diferente. Bastava caminhar pelas ruas pouco antes da manifestação para ver que era o assunto principal das rodas de conversa, de camelôs a engravatados: E todos diziam que iriam para a Sé.
E imagino que tenham ido, pois a manifestação estava mais uma vez lotada e pacífica, animada. E foram até a Paulista em paz.
Mas fora isso, muita alegria nas escadarias da Sé e muitas manifestações diversas que pareciam ter se juntado em busca de visibilidade. Infelizmente um ou outro manifestante no estilo #classemediasofre reclamando de impostos ou mesmo falando de Mensalão, mas eram minoria absoluta. Em geral muitos cartazes bem humorados, reivindicativos, atacando Haddad, Alckmin e Dilma e exigindo direitos e que os políticos que elegemos obedeçam aos eleitores.
O grosso da marcha se dirigiu à Paulista, mas outro grande grupo foi para a frente da prefeitura. Fui com o segundo. No início tudo pacífico, até que a multidão começou a diminuir, pois também resolveram caminhar até a Paulista, e foi aí que o trabalho dos P2, dos agentes infiltrados da PM começou.
Gostaria de deixar claro que o Black Bloc não teve nada a ver com os atos na prefeitura de SP, como foi noticiado na Rede Record. Isto inclui o cara de branco quebrando os vidros da prefeitura, e incitando os manifestantes a fazerem o mesmo. Através de nossas pesquisas, o nome do mesmo é Tiago Ciro Tadeu Faria, o cara que rasgou os votos da apuração das escolas de samba no carvanal de SP em 2012.Um grupo tentou invadir a prefeitura e, não conseguindo, se limitou a apedrejá-la.
Um carro da Record foi apedrejado e queimado ao lado da prefeitura e começaram as depredações às duas agências do Itaú na Praça do Patriarca, do lado da prefeitura e os saques à lojas, que foram destruídas.
A Força Tática tentou conter os saques, mas foi afugentada pela turba. Foi um momento de sentimentos conflitantes, pois a Força tática estava APAVORADA e querendo fugir, o que não tem como não alegrar qualquer um que já apanhou dos bandidos de farda, mas ao mesmo tempo passavam uma efêmera sensação de segurança, pois no meio dos manifestantes, além dos P2, havia forte presença de bandidos de rua que ameaçavam jornalistas e queriam roubar nossas câmeras.











