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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dilma e PT: Um governo de direita a ser combatido

A repressão, violência e absurdos petistas/governistas não dão trégua. Em uma mesma semana um show de bizarrices, de declarações e ações de extrema-direita que fazem o governo FHC parecer de extrema-esquerda e revolucionário.

O Brasil inteiro está em greve. De professores a Polícia Federal, e nenhuma categoria dá mostras de desistir de suas reivindicações, pese o peleguismo de certos setores e grupos, como o Proifes.
Segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, que representa 80% do funcionalismo, cerca de 350 mil servidores de 26 categorias aderiram à greve.
Os professores estão parados ha mais de 3 meses e as duas propsotas apresentadas não apenas não chegam perto das reivindicações, como PRECARIZAM ainda mais a carreira. E Dilma jura que não é brincadeira.

Para os descontentes, sobra a violência da polícia dilmista que, em mais uma série de mentiras de campanha, havia dito que não iria dar porrada em trabalhadores. Aliás, de promessas falsas de campanha Dilma e o PT estão cheios.

Ainda recentemente o feliz anúncio de mais privatizações. Agora das estradas. Petistas fanáticos e governistas doentes estão calados, fingindo que este absurdo é diferente das "concessões" do PSDB das estradas de São Paulo. Quando é o PSDB, a grita é geral, quando é o PT, é "diferente".

De fato, há diferenças, com FHC no poder havia oposição. Uma oposição de esquerda combativa. Hoje, esta esquerda migrou para o neoPT, também conhecido como PSDBdoB.

Ainda sobre as greves, é interessante notar o discurso de Dilma e seus aspones de que "não há dinheiro" pois há uma crise internacional. Vejamos, não há dinheiro para dar salários dignos aos professores e demais categorias nem pra reestruturar carreiras, mas sobram 40 bilhões pra um inútil trem bala que apenas a elite terá condições de pegar, e outros tantos bilhões para desenvolver um submarino nuclear tupiniquim.

Já que estamos falando em Forças Armadas, também conehcidos como milicos ditadores e assassinos - os melhores amigos da Dilma - sia a notícia de que não contente em precarizar servidores públicos, Dilma vai ainda botar os milicos na rua pra "proteger" a população destes vândalos terríveis!
Dilma não só mandou cortar o ponto dos grevistas como aprovou um projeto do Exército para garantir a integridade dos prédios públicos e a oferta de serviços essenciais em caso de ameaça externa (improvável) e principalmente de greves (que se multiplicam). 
Fica a dúvida, terão permissão pra atirar contra os perigosíssimos servidores caso estes se manifestem durante suas greves? E lembrando, pra esse projeto psicótico de repressão vão mais alguns bilhões que Dilma diz não ter para pagar salários.
Mas, a presidente Dilma Rousseff, que conheci em outubro de 1969 como a companheira  Vanda  da VAR-Palmares, não tem o direito de ser ingênua. Nenhum dos que estávamos naquele congresso tempestuoso --realizado numa mansão alugada em Teresópolis, simultaneamente ao sequestro do embaixador Charles Elbrick pela ALN-- e sobrevivemos, tem o direito de ser ingênuo.

É simplesmente estarrecedor ela haver aprovado um projeto em que o Exército se propõe a garantir a integridade de prédios público e a oferta de serviços essenciais em situações de greve!

Chama-se Proteger. Resta saber quem nos protegerá dele...

Dilma não sabe mais distinguir o sibilar das serpentes? 
Não se deu conta de que esta missão ficaria muito melhor nas mãos de efetivos estaduais (pulverizados, portanto, o que dificulta articulações golpistas), como a Guarda Nacional dos EUA, submetida à autoridade dos governadores de cada um dos 50 estados? 
Que colocar 13.300 alvos estratégicos sob a  proteção  do Exército é dar um passo enorme no sentido de tornar permanente a presença dos militares no cotidiano da sociedade civil?

Não preciso de bola de cristal para prever que, em choques entre soldados e grevistas, haverá mortes. É a ordem natural das coisas.

Mas não para por aí, pois sempre que há Dilma no meio, a coisa piora! Caminhamos para uma flexibilização da CLT, algo que FHC passou anos tentando fazer e o PT de Dilma lutou contra. Mas como no poder o PT virou PSDBdoB, apenas com uma cor rosa pra camuflar, adotaram o projeto como fizeram com a privatização da previdência dos funcionários públicos.

Já deu pra notar que o funcionalismo público virou inimigo jurado do PT. Eles devem esperar que a Classe C do IPI reduzido seja suficiente para mantê-los no poder.

Na área ambiental, continuamos com Belo Monte, cuja obra já foi contestada nacional e internacionalmente e o Brasil já foi condenado a parar. Mas porque Dilma, nossa Querida Líde, se preocuparia com estes detalhes tão insignificantes? Direitos Humanos? Pffff... Direito Internacional? Pffffffffffffffffffffff!!!

Mas, na dúvida, melhor é tentar dar um tom de legalidade nas ações, mesmo que forçando o IBAMA a passar por cima de regras e leis. E, como carta na manga, mais projetos para dizimar índios e acabar com a biodiversidade brasileira a fim de produzir mais alumínio pros gringos.

Dilma conseguiu arrasar os bons projetos de Lula no poder e piorar aqueles que já eram ruins. O saldo é absolutamente negativo. Um governo de direita, beirando a extrema-direita, que desrespeita sistematicamente os direitos humanos básicos da população, mas que a mantém sob controle na base das miçangas, do IPI reduzido e de um discurso falso de combate contra uma mídia cujos militantes chamam de golpista, mas que é aliada sempre que a intenção é atacar o povo.

Dilma é um câncer a ser combatido pelos movimentos sociais e o PT, enquanto alternativa, acabou, ou melhor, virou uma alternativa de voto para a direita que, aliás, está quase toda aliada. Aos poucos - raríssimos - que se mantém resistentes, um aviso: Vocês serão engolidos. Votarão no Maluf, em milicianos...

Isto enquanto dão sustentação a este governo que atua contra o povo, contra os movimentos sociais. É tempo de escolher um lado.

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Acreditem ou não, TODAS as notícias - e absurdos - descritos acima eu tive conhecimento apenas NESTA SEMANA! Agora somem o tempo de Dilma no poder e vejam o estrago.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Katia Abreu e Folha: A REAL manipulação de um conflito

No dia 16 de maio, a Folha, como de costume, publicou mais um artigo de mais um(a) desocupado(a) que não entende nada do assunto que se propôs a falar - bem, talvez seja melhor que publicar textos de neofascistas, mas tudo bem.

Falo de um artigo asqueroso da Katia "Dilmão" Abreu sobre uma suposta "manipulação" do conflito agrário, mais especificamente sobre como se dá (terras) demais para os índios, que eles já tem terra suficiente (até mais do que devia), que a Funai é malvada e mais um punhado de blablabla com o intuito de ganhar apoio para coalhar de soja e gado a terra dos índios e todo e qualquer espaço verde restante no país, como se eles fossem inquilinos incômodos e não os legítimos DONOS da terra.

Trata-se - e isso tem 500 anos - os índios como se fossem indigentes que apareceram para atrapalahr o "progresso", como se não habitassem a terra há milhares de anos, milhares, aliás, ANTES de qualquer branco ou latifundiário ter "posse" sobre algum pedaço desse país. Mas, aliada de Dilma e do PT, Katia Abreu tem todo espaço do mundo para pregar e impro seu discurso.

Mas, claro, a Folha abre um pequeno espaço para o contraditório... realmente pequeno. Eis o que a Folha publicou da carta que enviei imediatamente após ler tantos absurdos:

Questão indígena
No texto "A manipulação de um conflito" (Tendências/Debates, ontem), a senadora Kátia Abreu demonstra seu absoluto desconhecimento sobre como vivem os índios no Brasil. A senadora defende que os índios sejam confinados em pequenos parques e que o resto da terra seja usado para o plantio de soja.
Raphael Tsavkko Garcia (São Paulo, SP)

E agora o que eu efetivamente escrevi:

A senadora Katia Abreu demonstra mais uma vez - como se fossem necessárias mais provas - seu total e absoluto desconhecimento sobre como vivem os índiso no Brasil, sobre sua cultura e modo de vida.

Querer dizer que os índios representam apenas pequena parte da população brasileira - e isso usando dados desatualizados sobre o real número de indígenas, talvez de propósito - e, então, não teriam direito à terra é, no mínimo má fé, além de alegado desconhecimento.

Em primeiro lugar, estamos falando do povo originário do país, os legítimos donos da terra, que tiveram seus direitos esmagados há e por mais de 500 anos, logo, tratá-los como se estivessem pedindo algo que não lhes é de direito, é não só ridículo, como criminoso. Em segundo lugar, muitas das tribos indígenas que ainda não foram totalmente devastadas pelo "homem branco" precisam de espaço para caçar, plantar, enfim, para exercer livremente seu modo de vida e, sejamos honestos, frente aos apartamentos cada vez menores e espaços cada vez mais restritos do "homem da cidade", não me parece pedir muito.

O que a senadora Katia Abreu defende é que os Índios sejam confinados em pequenos parques, tratados como bicho e que o resto da terra seja usado para soja a ser exportada e para engordar o bolso de seus comparsas.
Seria mais honesto que a Folha não fingisse honestidade editorial praticamente mudando o sentido daquilo que é enviado e mutilando totalmente a mensagem. Mas está dado o recado.
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domingo, 21 de agosto de 2011

Sou Agromentira!


Quem não lembra do Lula usando o boné da campanha Sou Agro? Campanha que agrega Bunge, Cargill e Monsanto, dentre outras, para defender o trabalho escravo, a precarização, os perticidas... Enfim, tudo aquilo que nos faz feliz e bota nossa comida não-saudável na mesa.


De qualquer forma, o post é para divulgar um vídeo - que espero, virará viral - que parodiza a campanha "global" (com atores da Vênus Platinada, claro) da "Sou Agro" na TV.



Seja Agro você também!

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

CNA, Trabalho Escravo e Escolas de Samba

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), organização criminosa defensora do trabalho escravo, comandada pela latifundiária Katia Abreu, financiará o samba-enredo "Parábola dos Divinos Semeadores” da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2011. Serão 2.6 milhões de reais para que a tradicional escola desfile uma coleção de absurdos e mentiras patrocinada pela organização terrorista do campo cuja meta é destruir o MST, os movimentos sociais do campo e defender o trabalho escravo.
"Tenho certeza que a Mocidade Independente não vai mostrar apenas a agropecuária que produz: milho, soja, carne, leite, café, frutas.  A Escola vai mostrar a verdadeira imagem da agricultura. Agricultura feita da forma correta, que prioriza a preservação do meio ambiente. Esta é  a verdadeira imagem do setor e que vamos mostrar para o mundo.”, destacou  a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu.
Neste momento imagino que o leitor ou está revoltado ou morrendo de rir. Latifundiária comentando o quanto é defensora do meio ambiente!
“O Brasil é o maior produtor de alimentos mundial e nunca deixou de lado a proteção ambiental. Desta forma, ganham a Mocidade e a CNA”, completou o presidente da agremiação, Paulo Viana. 
A tentativa de colar a imagem da CNA e da agricultura - não da familia, mas a dos grandes latifundiários que ela representa - à defesa do meio ambiente denota o mesmo desespero encontrado no PIG quando tenta defender Serra e o DemoTucanato. Soa falso, pobre e, sabemos, é desprovido de qualquer senso de realidade.
A iniciativa foi muito bem recebida pelas pessoas que acompanharam o lançamento do enredo. ’Esta parceria é uma iniciativa muito  valorosa da senadora Kátia Abreu de mostrar para a sociedade o verdadeiro valor da agropecuária”, destacou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Norte (FAERN), José Álvares Vieira. 
A FAERN, sempre é bom lembrar, se posicionou contra o PNDH-3, contra os Direitos humanos.
“O Brasil sempre foi citado como celeiro do mundo. No Carnaval, 120 países que  acompanham pela televisão essa festa maravilhosa vão poder saber mais sobre a força do campo, e do produtor rural”, enfatizou o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Castanheira.
Avisem ao Castanheira que é a Agricultura Familiar que alimenta o brasileiro, enquanto o latifúndio, defendido pela CNA basicamente exporta. Se o povo estiver passando fome - "se" foi uma brincadeira" - não adianta pedir ajuda à CNA. Aliás, também é a agricultura familiar que gera emprego no campo.

O resto da nota nem vale à pena citar, opinião de rainha de bateria e de comentarista da Globo. Só rindo.
“Todos nós temos de entender que as raízes do samba foram plantadas pelas mesmas mãos que semearam os alimentos que comemos”, destacou [Cid Carvalho, carnavalesco da escola]. 
"Mãos que semearam"? Se Katia Abreu já viu um dia de trabalho honesto na vida - ainda mais no campo - o Congresso é honesto. As mãos que criaram o samba e que semearam a terra não é a dos latifundiários da CNA e sim do povo pobre, humilde que é forçado a sair de suas terras pelo latifúndio, pelo povo humilde que hoje faz parte do MST para lutar pelos seus direitos.

Simplesmente lamentável que a CNA terá o direito de espalhar seus absurdos, mentiras e defesa do trabalho escravo para milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Espero que os sambistas, que a comunidade que vive do e para o Samba, como Beth Carvalho, que defende o MST e a justiça no campo, se manifestem e repudiem a CNA e as mentiras nos desfiles.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hipocrisia ou reconhecimento do crime? Nem um, nem outro.

O texto abaixo vem esclarecer o anterior "Cutrale devolve terras griladas", do mesmo autor, que acabou causando imensa discussão na blogosfera e twitter sobre sua veracidade.


Enfim, descobrimos que era apenas uma ficção, como era de se esperar. A Cutrale, em tempo algum, como empresa voraz e capitalista que é, iria devolver as terras que roubou e iria defender um movimento social que, para ela, é um perigo enorme.


Utilizei no blog o título "Hipocrisia ou reconhecimento do crime?" para analisar o texto original - a ficção - e abaixo reproduzo o esclarecimento do autor.

Cutrale e a moral do ‘sepulcro caiado’

Roberto Malvezzi, Gogó *

Adital -
Faço esse texto a pedido de muitos amigos. Para muitos, o meu texto "Cutrale devolve terras griladas" fez com que muita gente acreditasse na conversão da empresa. Então, dou as devidas explicações. A ocupação da Cutrale pelo MST trouxe algumas perplexidades. Eu mesmo me senti constrangido quando o movimento foi acusado de depredar e, sobretudo, de furtar objetos pessoais de funcionários da empresa. Depois, o próprio Movimento lançou uma nota pedindo desculpas de seus erros, negou a depredação e, sobretudo, o furto de alguns objetos. Achei a carta do MST bonita e convincente. Só os magnânimos têm capacidade de reconhecer seus próprios erros. O Movimento teve.
Entretanto, vendo a televisão e jornais, fiquei indignado com a moral farisaica que jorrou sobre o caso. Deputados, setores da mídia, profissionais da mídia, até o presidente da República, desfilaram uma onda de ataques ao movimento, mas sempre ocultando o problema mais grave, isto é, o fato da empresa ocupar área pública grilada. Foi pretexto até para uma nova CPI sobre os Sem Terra.
E não é só a Cutrale. O Prof. Ariovaldo Umbelino estima que cerca de 200 milhões de hectares de terras públicas, 25% do território brasileiro, estão ocupados ilegalmente. Agora esse número deve diminuir, já que o governo Lula decidiu legalizar o grilo de 67 milhões de hectares só na Amazônia. Mas, não é só ali. O Pontal do Paranapanema e outras regiões do Brasil apresentam o mesmo problema. Então, todas essas acusações contra o MST me pareceram coisa típica da moral farisaica, que "côa mosquito e engole camelo", ou dos sepulcros caídos, que "estão bonitos por fora e cheios de toda podridão por dentro". Lamentar 7 mil pés de laranja e não ver a cem mil famílias que estão nas estradas, ignorar o grilo das terras, ignorar o que está acontecendo com os Guaranis no Mato Grosso, com os atingidos pelos grandes projetos, é uma moral de hipócritas, que coam mosquito e engolem elefantes.
Decidi fazer um texto ironizando o caso. A grande mídia rodeou o texto, telefonou, mandou e-mails, mas não mordeu a isca. Não iria repercutir um texto como esse. Muitos amigos riram na hora, até elogiaram a peça de marketing ou disseram que era mais fácil acreditar em "saci, ET de Varginha, Papai Noel, etc.". Porém, talvez por ingenuidade, ou por querer ver algo de sério acontecer nesse país, muitos acreditaram, embora seja a essência do absurdo. Quem já viu grileiro devolver terras, respeitar sem terra, reconhecer os problemas históricos dos índios, etc.?
Então, afirmo que o texto "Cutrale devolve terras griladas" é uma ficção e não podia ser outra coisa, tamanho o absurdo do conteúdo

* Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MST e a Plantação de Laranjas [Update 2]

O MST lança em boa hora um esclarecimento sobre suas ações na plantação de laranjas que revoltou a classe média e foi manchete no PIG nacional.

O que a mídia "esqueceu" de avisar, ao mostrar o vídeo dos tratores destruindo o latifúndio de laranjas foi que a fazenda era resultado de grilagem e era terra da Cutrale, um monopólio gigantesco e nocivo à causa agrária.

A Classe Mé[r]dia ficou em polvorosa, gritando por punição aos criminosos (sic), a criminosa - esta sim - Kátia Abreu exige CPI, Polícia, Exército e o diabo para acabar com o movimento e os DemoTucanos se agitam, esperando a chance de acabar com o MST.

Não passarão!

A desinformação patrocinada pela mídia é tanta que até pessoas que costumam ser simpáticas ao movimento o criticaram. Mas o MST novamente expõe a verdade dos fatos. Podemos até considerar que era desnecessária a destruição dos pés de laranja, faz sentido, mas também devemos considerar que a destruição das plantas é uma forma de protesto, de manifestação, denuncia a monocultura, a grilagem e o crime ambiental.

Todo apóio à luta dos Sem Terra!

Todo apoio ao MST!
Cutrale usa terras griladas em São Paulo

6 de outubro de 2009

Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja - o que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou recentemente o censo agropecuário do IBGE.

A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.

A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.

Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS), entre outras.

O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A empresa também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.

Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1,6 mil famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias vivendo embaixo de lonas pretas.

Direção Estadual do MST-SP

http://www.mst.org.br/node/8283
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Update:

Recebido por e-mail.

Data: Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009, 11:29
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show"!
É patético ver Senadores(as), Deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter as "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monsões.  AS LARANJAS, e não poderia ter planta melhor, SÃO A TENTATIVA DE JUSTIFICAR O GRILO  da Cutrale e outras empresas na região. PASSAR POR CIMA DAS LARANJAS, É PASSAR POR CIMA DO GRILO E DA CORRUPÇÃO QUE MANTÉM ESTA SITUAÇÃO A TANTO TEMPO.
Não é a primeira vez que ocupamos este latifundio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região em 1995 para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária.  Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais. a Cutrale instalou-se lá a 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tal, plantou "laranjas"! Aliás, paresse ter "plantado um laranjal no Congresso Nacional e nos meios de comunicação". O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada a 09 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-la. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos "ilustres" defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres, fez críticas para denunciar a inoperância do Estado, seja executivo, judiciário..., em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das milhares  no País. Poucos no Congresso Nacional levatam a voz, pra não dizer outra coisa, para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que fala da FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA: a) Produzir na terra; b) Respeitar a legislação ambiental e c) Respeitar a legislação trabalhista. Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 88 não foi cumprida. E falam de Estado Democrático de Direito! Pra quem? Com certeza eles só vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos, é o Estado garantidor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para para os Movimentos sociais e a maioria do povo.
Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história se quer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social a terra e a todos os recursos produzidos pala sociedade. Lutam para termos uma agricultura que proiduza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não o do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor que hoje, viver em armonia com o meio ambiente  e sem os graves problemas socias.  
A grande política exige grandes homens/mulheres, não os diminutos políticos (Não no sentido do porte físico) da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica (não no sentido material) que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que somos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferenciam homens de ratos, ou, laranjas de homens.

Gilmar Mauro
(membro da Coordenação Nacional do MST)
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Update 2:

Nota da CPT sobre o MST:

Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST


A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a partir do dia 5 de outubro até hoje.
Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União.
As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização fundiária a seu favor.
As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo, de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e terrorista.
A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?
No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada ruralista se enfureceu.
A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale.
A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público.
Algumas perguntam martelam nossa consciência:
Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?
Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras?
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio depois, não o fez?
São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.
Goiânia, 7 de outubro de 2009
Coordenação Nacional da CPT
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lula assina MP da Grilagem: Katia Abreu vence mais uma

Lula não ouviu o pedido de ONGs, da Sociedade, da internet com milhares de e-mails à presidência (mais de 7 mil).

Aliás, ouviu mas fez pouco caso, criticou, repudiou, ironizou... Cuspiu na cara das ONGs e da Sociedade.

Ouviu e seguiu a Kátia Abreu, ouviu os Grileiros, ouviu os pecuaristas, os ruralistas, os desmatadores e a corja do país.

Mais uma vez Lula envergonha o país e nos faz um verdadeiro desserviço. Mais um de dezenas!

Lula vetou apenas o artigo 7, que trtava da transferência de terras na região para pessoas físicas que exercem ocupação indireta em terras da Amazônia e para empresas.

É muito pouco.

Agora terrenos de até 1,5 mil hectares (15km²) serão vendidos à grileiros que já ocupam o local.

É a Amazônia entregue de bandeija e sua destruição se acelerando.
"A medida provisória 458, aprovada pelo Senado no início de junho, regulariza 67,4 milhões de hectares de terras públicas na Amazônia.

O texto da MP prevê que áreas de até 1,5 mil hectares na região amazônica sejam transferidas sem licitação para aqueles que já estavam na terra antes de 1o de dezembro de 2004.

A medida determina ainda que propriedades de até 100 hectares sejam doadas aos ocupantes e que em áreas de até 400 hectares sejam feitas vendas por um valor simbólico.

Propriedades entre 400 e 1.500 hectares serão vendidas a preço de mercado, determinado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Segundo ambientalistas, a MP contém falhas e contradições que poderiam provocar uma nova onda de ocupação fundiária e desmatamento."

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Kátia Abreu vence! Obrigado Lula!


Lula presta mais um desserviço ao Brasil, mais um das dezenas dos últimos tempos, sem contar os lamentáveis comentários do nosso querido presidente em política externa, vide a barbaridade dita por ele sobre o Irã e Direitos Humanos, como mostrei aqui. A CPT e o Sakamoto já vem há algum tempo denunciando a MP 458 ou MP da Grilagem e esperando que o Lula tenha a decência de vetá-la, senão na totalidade, ao menos nos pontos mais polêmicos.

Não vou discorrer sobre os efeitos nefastos da MP, o Sakamoto já o fez com maestria em seu blog, mas o fato é que o Lula vai aprová-la na totalidade, vai legalizar a grilagem na Amazônia e acelerar sua destruição.

É simplesmente vergonhoso que Lula passe não só por cima das Ongs e dos ambientalistas mas, especialmente, por cima de seu próprio partido, o PT, que se colocou contrário à esta temerária MP.

Lula será lembrado como o presidente que entregou a Amazônia à corja dos ruralistas, comandados pela nefasta Kátia Abreu. Será o presidente que sepultou a Amazônia.

O que os Lulistas tem a dizer sobre isso?

Lula nega que MP da Amazônia incentive a grilagem e diz que ONGs não falam a verdade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou hoje que a MP da Amazônia incentive a grilagem de terra. Ambientalistas, ONGs e o próprio PT --partido de Lula-- pediram que o presidente vetasse dispositivos da MP (medida provisória) 458, que que regulariza a posse de terras na Amazônia.

Pela MP, serão legalizados os ocupantes das áreas públicas de até 1.500 hectares. A proposta foi alvo de críticas de ambientalistas, que dizem que ela beneficiará especuladores e grileiros.

"Primeiro, eu tenho um profundo respeito pelas ONGs, mas não sou obrigado a concordar com o que elas dizem. O projeto de lei, tal como está, não incentiva a grilagem de terra em hipótese alguma", disse Lula hoje em Alta Floresta (MT).

Lula disse que está disposto a debater o assunto com as ONGs e a sociedade civil. "O governo está disposto a debater com qualquer ONG e qualquer público porque, primeiro, a medida provisória foi resultado de um grande acordo no Congresso Nacional, em que participaram todos os partidos."

O presidente lembrou que tem até o dia 25 para decidir se vetará dispositivos da MP. "Mas, independentemente de mudar qualquer coisa, eu posso dizer que as ONGs não estão dizendo a verdade quando dizem que a medida provisória incentiva a grilagem de terras no Brasil. O que nós queremos fazer é exatamente garantir que as pessoas tenham o título da terra, para ver se a gente acaba com a violência neste país. É isso que nós queremos fazer."

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Frase do dia, da semana, do mês...


Admito certo ceticismo quando da nomeação de Carlos Minc para o Ministério do Meio Ambiente.

A Marina silva já havia sido uma tremenda decepção - não pôde trabalhar mas também pouco fez para se impor - e esperava que o Mic, com seu jeito de bicheiro, também fosse ser um fracasso retumbante.

Nem tanto! Não acompanho muito questões ambientais exceto quando passam à questão agrária e, neste quesito, ele vem dando um show ao peitar a ridícula Bancada Ruralista - bando criminoso latifundiário - e a Senadora Katia Abreu - quem teve a coragem de votar numa figura medonha dessas? - e merece meu reconhecimento e o de todos.

Além de tudo, Minc chamou os ruralistas de "vigaristas". Não sei do que eles reclamam, a crítica foi até branda. Vigaristas, criminosos, escória, podres, todas se aplicam e muito mais.

"Ao que me conste, o Brasil é comandado pelo presidente Lula e não pelos ruralistas. Aliás, se fosse pelos ruralistas, não haveria o Bolsa Família e, sim, o Bolsa Latifundiário." Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente
Aliás, a "resposta" da Senadora Katia Abreu é por demais divertida:
""Eu não sou a patroa dele. Se fosse, você ia ver o que eu ia fazer," disse a senadora Katia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA, insinuando que o demitiria. Para ela, é "inadmissível" o ministro continuar no cargo após suas recentes declarações e a sua postura "sem isenção" a frente da pasta."
Me pergunto, como seria um ministro do Meio Ambiente "isento"? A função óbvia do indivíduo é lutar pela preservação do meio ambiente, que "isenção" a vigarista - nas palavras do ministro - espera, no trato com ruralistas latifundiários?

Vale, aliás, um complemento:
"A representação mostra que o ministro teria atentado contra "a dignidade e a honra" dos ruralistas. Atualmente, há 76 deputados e 16 senadores com uma quantidade relevante de terras rurais, de acordo com levantamento da Transparência Brasil.

O número é maior quando é levada em conta toda a Frente Parlamentar da Agropecuária, composto por deputados e senadores ligados a questões do médio e grande produtor mas que não possuem terras necessariamente. Ela é composta hoje por 208 deputados federais e 35 senadores."
A pergunta que não quer calar: Quantos desses deputados e senadores compraram suas terras com o nosso dinheiro, com desvios, ilegalmente ou cinicamente nos dando uma banana? Se a resposta não for "todos" então será "a franca maioria".

Em tempo, "dignididade"? Pffff!

E vai a notícia de onde "chupei" a frase:

Ministro Carlos Minc diz que ruralistas não vão conseguir tirá-lo do governo

Luana Lourenço
Da Agência Brasil
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que os ruralistas não vão conseguir tirá-lo do governo. Minc fez a afirmação ao comentar a denúncia por crime de responsabilidade protocolada contra ele hoje (2) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na Comissão de Ética Pública da Presidência da República e na Procuradoria Geral da República.

Ruralistas pedem saída de Carlos Minc

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária do Brasil) formalizou dois pedidos pela saída do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) do cargo. No último dia 27, o ministro chamou os integrantes da bancada ruralista de "vigaristas" e disse que "os ruralistas encolheram o rabinho de capeta e agora fingem defender a agricultura familiar


"Os ruralistas estão desesperados querem me tirar do governo. Podem me insultar e continuar pedindo a minha cabeça, mas eu vou continuar governando", afirmou.

"Ao que me conste, o Brasil é comandado pelo presidente Lula e não pelos ruralistas. Aliás, se fosse pelos ruralistas, não haveria o Bolsa Família e, sim, o Bolsa Latifundiário."

Para Minc, a ofensiva dos ruralistas é uma resposta ao "pacto" firmado entre a área ambiental e a agricultura familiar. Segundo ele, durante anos os grandes agricultores aterrorizaram os pequenos em relação às exigências ambientais.

"Isso [o pacto entre ambientalistas e agricultura familiar] foi uma derrota para os ruralistas", disse Minc durante entrevista coletiva para comentar os dados sobre o desmatamento divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

"A senadora Kátia Abreu, inclusive, é uma pessoa muito simpática, muito agradável. A única grande derrota dela foi essa o que talvez a tenha tirado do sério", disse o ministro.

O ministro voltou a afirmar que os ruralistas estão usando os agricultores familiares como "massa de manobra" para defender interesses próprios na discussão de mudanças no Código Florestal.

Ele disse que pretende firmar um pacto com a grande agricultura, mas mantendo a diferenciação entre pequenos e grandes produtores.

"Reconhecemos que o setor tem grande importância para o país, com as exportações, com os empregos, mas é claro que tem que ser tratado de forma diferente dos pequenos produtores."
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