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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os limites da liberdade e o vigilantismo na Rede: Marco Civil da Internet e Ciberativismo

Convido meus leitores recifenses/pernambucanos a prestigiar o debate sobre Marco Civil, Censura, Liberdade e Vigilantismo na Rede no Expoidea, dia 13 de maio, domingo, 16h:

Nos últimos anos, uma série de leis que restringem as liberdades na Internet estão sendo decretadas de forma autoritária por governos em todo o mundo, desde o Hadopi na França, até as tentativas de aprovar o SOPA, PIPA e o ACTA nos EUA, e chegando na Lei Azeredo (conhecida como AI5-Digital) aqui no Brasil – que está em debate no nosso parlamento.
Buscando aprofundar as discussões sobre este contexto, a Expoidea vai promover um instigante debate chamado “Os Limites da liberdade e o vigilantismo na Rede: Marco Civil da Internet e Ciberativismo”.
Estarão na mesa os ciberativistas João Carlos Caribé e Raphael Tsavkko Garcia. O mediador deste debate será o doutor em Sociologia da Comunicação pela UFPE, Luiz Carlos Pinto – que realizou a tese de doutorado intitulada “Ações Coletivas com Mídias Livres: uma interpretação gramisciana de seu programa político“.

DATA E HORA: 13 de maio – domingo, às 16h.
LOCAL: Espaço Ideário – Shopping Paço Alfândega.
ENTRADA GRATUITA.

PARTICIPANTES:

JOÃO CARLOS CARIBÉ


Publicitário, pós graduado em Mídias Digitais, Consultor e Criador do movimento MEGA NÂO. Criador do blog Entropia.
Twitter - @caribe

RAPHAEL TSAVKKO GARCIA


Bacharel em Relações Internacionais pela PUC-SP. Mestrando em Comunicação pela Cásper Líbero. Jornalista, Ciberativista, Blogueiro, Autor e Tradutor do Global Voices. Colunista do Diário Liberdade e Editor do blog The Angry Brazilian.
Twitter - @tsavkko

MEDIADOR: LUIZ CARLOS PINTO


É jornalista, com mestrado e doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Sua tese de Doutorado é uma interpretação do programa político de ações coletivas com tecnologias livres. Tem colaborado pontualmente em projetos de apropriação crítica de tecnologias da informação e comunicação, mantém (a duras penas) uma linha de investigação das relações entre política, cultura e tecnologias e edita o blog locoporti.blog.br.
Twitter – @LulaPCosta
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mega Não ao SOPA, ACTA, AI5 digital e quebra de neutralidade



Ação desenvolvida durante o III Fórum de Cultura Digital no Rio de Janeiro, com imagens de diversos outros eventos pelo Brasil e pelo Mundo. O Objetivo deste video é apresentar as atuais ameaças à liberdade na rede e fazer uma breve prestação de contas das atividades do Movimento Mega Não, e convida-lo a fazer parte.
A luta está apenas começando.... junte-se a nós!

Vejam também uma análise sobre o #SOPA e como ele pode afetá-lo(a).
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domingo, 10 de julho de 2011

Isto vai ser crime! #AI5Digital [update]

Campanha "Isto vai ser crime! Você acha justo?" do coletivo Mega Não! Uma salva de palmas ao @Caribe pela sacada.

Me lembra, ainda que de forma inversa, as propagandas do governo francês para defender o seu próprio AI5Digital, a Lei HADOPI*. Fotografei no metrô de Paris no mês passado e ainda tenho dificuldades em acreditar... Como pode se fazer campanha para defender uma política que censura a internet e criminaliza as práticas mais comuns de compartilhamento?
Cartaz 1: Sem o Hadopi, não haveria Nathan Molina, futuro diretor de Tue-moi Agage, thriller do ano 2021

Hadopi - A criação do amanhã deve ser defendida hoje.**
Cartaz 2: Sem o Hadopi, não haveria Kélian Gomez, futuro diretor de Rock Secret, série do ano 2021

Hadopi - A criação do amanhã deve ser defendida hoje.**
Você quer isto no Brasil?

* Hadopi = Haute Autorité pour la Diffusion des Œuvres et la Protection des Droits sur Internet; Ou: Alta Autoridade para a difusão das Obras e Proteção dos Direitos na Internet
**Tradução do cartaz por @BruxaOD
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O #AI5Digital, a analogia das leis e a pedofilia

Não existe pedofilia na internet.

Não, você não leu errado. É isto mesmo. Repito: Não existe pedofilia na internet.

O que existe na rede, porém, é a troca de fotos de pedofilia e até mesmo o aliciamento de menores, mas o crime em si de pedofilia, o abuso de menores, acontece em outro lugar. Na casa do criminoso, da vítima, na rua, em motéis baratos e coniventes e por aí vai.

O crime em si não "acontece" na rede.

Alguns podem falar "mas e o aliciamento?", bem, de fato, acontece aliciamento de menores em chats, pelo msn e etc, mas eu me pergunto: "O problema é da internet em si ou dos pais que dão liberdade irrestrita aos seus filhos menores?".

Pessoalmente acredito que o problema não esteja na internet, mas nos pais.

Você deixa seu filho de 10 anos andar sozinho nas ruas? Pegar um ônibus, ir ao shopping sozinho? Se sim, você é um péssimo pai/mãe. Mas imagino que a franca maioria diria "não". Pois bem, então porque você deixa seu filho só navegando pela internet?

Não há problema algum, em tese, de sue filho andar só nas ruas, o problema na verdade é para onde ele pode ir ou quem pode passar por ali na hora. E o mesmo vale para a internet. O problema não é a navegação sem controle dos pais, mas a possibilidade de que seu filho vá onde não deve (site de sexo, por exemplo) ou que seja "visitado" por alguém com péssimas intenções.

Mas, engraçado, nunca vi a tentativa de se criminalizar o ato de andar na rua, da mesma forma que não é crime para um pai ou mãe deixar seu filho andar só. A responsabilidade nesses casos é dos pais e, caso aconteça, da polícia ir atrás.

Então porque querem criminalizar o mero ato de navegar na internet? Sim, pois é isto que prega a Lei Azeredo, que chamamos de AI5Digital. A criminalização do mero ato de navegar com a desculpa de proteger as crianças - e proteger bancos, financeiras e etc.

Com o AI5Digital seremos forçados a ter cadastros para acessar a rede, como se precisássemos mostrar nossa identidade a um guarda sempre que saíssemos de casa. Teríamos nossos registros gravados por meses à fio, nas mãos de provedores, como se fôssemos bisbilhotados por um big brother sempre que saíssemos de casa pra ir à padaria.

A pedofilia, o crime, não acontece na rede, mas fora dela. Esta apenas serve para propagá-la, como o telefone permitia conversar com o mundo, mas não era considerado arma do crime quando pedófilos se comunicavam através dele e criavam códigos para trocar suas fotos e vídeos.

Um crime abominável não pode ser enfrentado através da privação de direitos de uma maioria, através da quebra de privacidade generalizada. E, convenhamos, sabemos que a real intenção de controlara rede não é a de combater crimes, mas a de controlar a forma pela qual o cidadão pensa. A intenção é impedir a troca de informação e conhecimentos, a de vigiar os passos de todos, como um big brother moderno.

O crime, pedofilia, deve ser combatido com toda a força, mas onde e quando ele acontece, dentro da lei, e não através da privação de direitos. Não se garantem direitos de uns privando o de outros que não cometeram crime algum.

A pedofilia acontecia antes da internet, antes do telefone. Os criminosos apenas acharam uma nova forma de se manter em contato, de trocar informações, de aliciar. Mas o crime é o mesmo ha séculos, quiçá milênios e pode, e deve, ser combatido como sempre foi: Com o rigor da lei. Mas estas leis já existem.

Da mesma forma, criar um perfil falso e difamatório se enquadra como falsidade ideológica e também em outros crimes, não precisamos de lei específica para a rede, ou seja, não precisamos criar uma legislação específica na rede para o que já existe. Quem cria perfil falso para humilhar o dono do nome verdadeiro, por exemplo, já comete um crime pela legislação atual, não precisamos criar nenhuma nova lei para isto, no máximo ensinar à advogados e juízes a forma correta de agir.

Vejam o absurdo proposto pela Lei Azeredo: Imagine que você está indo comprar um livro na livraria perto de casa - o mesmo que entrar em um site e comprar este mesmo livro sem sair da sala de casa. Você seria observado o caminho inteiro por câmeras, que gravariam todos os seus passos - se falou com alguém, se olhou pra alguém, o caminho que fez - que gravariam tudo que você estivesse falando com outra pessoa.

O livro que você comprou seria gravado - quem sabe você não é um terrorista e aquele livro de receitas de bolo te ensinaria a criar uma bomba? - e cada movimento seu seria guardado.

Um pensamento agradável, não? Pois é exatamente isto que querem fazer com a internet. Seus acessos seriam gravados - e pior, sequer seria pelo governo, mas por um provedor, com regras de segurança ainda mais frouxas - e todos os seus passos monitorados.

Oras, imagine que você está conversando na rua com um amigo, aceitarias que esta conversa fosse gravada e guardada? Não? Então porque aceitar a mesma coisa na internet, que sua conversa via MSN seja gravada por algum provedor?

Pegaríamos alguns bandidos? Claro, mas também estaríamos abrindo mão de nossa liberdade e privacidade e permitindo que cada passo de nossas vidas sejam monitoradas e verificadas por terceiros.

Da mesma forma que só podem entrar na minha casa com um mandado ou ouvir minhas conversas telefônicas com algo semelhante, também só deveriam poder entrar no meu computador, verificar meus acessos ou ler/ouvir minhas conversas por skype ou msn com um mandado semelhante. E tudo isto com a presunção de um crime.

Aliás, o caso dos bancos é interessante. Bancos são invadidos, cofres são arrombados e grana é roubada a todo tempo. Mas alguns vigilantes acreditam que estes crimes são exclusivos da internet. Roubar senhas e números de cartão de crédito por e-mail é o mesmo que um canalha colocar um aparelho nos caixas eletrônicos e fazer o mesmo, e nem por isto existe lei que nos obrigue a ser monitorados 24 horas por dia em todos os nossos passos. Porque então propor algo assim para a internet?

Porque podemos ou devemos abrir mão da privacidade de nossos dados na internet como se estes fossem diferentes do nosso sigilo telefônico ou fiscal?

Tudo isto, meus caros, ouvir conversas e ter acesso aos dados já é uma realidade. Mas precisa ser feito com mandado, com a presunção de que há de fato um crime acontecendo, com a permissão de um juiz e não simplesmente com a mera vontade de A ou B. Tem de ser feito através de meios legais que garantam a privacidade e a segurança do cidadão.

Mas a Lei Azeredo passa por cima disto tudo, torna a internet algo totalmente desconectado da realidade - como se um plano alternativo e não apenas uma extensão de nossas vidas - e passível de ser controlada, de ser invadida.

A Lei Azeredo propõe que todos sejam tratados como culpados até que provem o contrário, desobriga a necessidade de mandado para que governo e autoridades invadam minha privacidade e acessem meus dados.

Vamos permitir que isto aconteça?



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Como bem lembrou o amigo @Diego_Calazans, "pedofilia não é crime, é doença. o crime é o abuso ou exploração sexual de crianças ou adolescentes". Fato. Minha intenção, porém, foi a de usar o nome mais comum que, por vezes, se confunde com o crime em si. Mesmo termo usado pelos vigilantes e pela direita em geral para confundir e enganar.
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domingo, 14 de novembro de 2010

Apelo pela não votação do PL 84/1999

To:  Michel Temer - Presidente da Câmara dos Deputados
Deputado Michel Temer
Presidente da Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes - Câmara dos Deputados
Gabinete 14 - Anexo II
CEP 70160-900 - Brasília - DF


Excelentíssimo deputado Michel Temer,

A presente carta constitui um apelo pela não colocação em votação do Projeto de Lei n° 84 de 1999.

Em face dos recentes pareceres da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado favoráveis à aprovação do Projeto de Lei n° 84 de 1999 que versa sobre os crimes na área de informática, nós, especialistas e pesquisadores dos setores acadêmico e privado e organizações da sociedade civil gostaríamos de expressar nossa preocupação com a possibilidade de aprovação deste projeto cujas razões seguem abaixo.

O PL 84/1999 teve uma tramitação cercada de controvérsia, sendo amplamente discutido por especialistas e representantes da iniciativa privada e da sociedade civil, recebendo clara e inequívoca oposição de diversos setores pelos motivos detalhados a seguir. Uma petição iniciada por membros da sociedade civil pedindo o veto ao projeto quando tramitava no Senado reuniu mais de 150 mil assinaturas.

Na sua versão atual, em particular com as adições propostas pelo Deputado Regis de Oliveira, relator da CCJC, o projeto não apenas não é aperfeiçoado no sentido de responder as objeções técnicas que a ele foram feitas, como torna os problemas anteriores ainda mais graves.

Pareceres elaborados pela Fundação Getúlio Vargas e pela Universidade de São Paulo apontaram diversos problemas no projeto. Os pareceres com análise detalhada seguem anexo a esta carta. De todo modo, não seria demais ressaltar quatro das questões principais apontadas:

* A redação dos artigos 285A, 285B e 163A é imprecisa e super-inclusiva e, assim, penaliza, além das obviamente condenáveis práticas de fraude bancária por meios eletrônicos e difusão de vírus, outras práticas que são legítimas e respaldadas pelo Código de Defesa do Consumidor, tais como a de destravar um Tablet para que execute programas que não são fornecidos pelo fabricante ou destravar um aparelho de DVD para que execute discos de outra região. Práticas como essas passariam a ser punidas com reclusão de 1 a 3 anos e multa.

* O artigo 22 estabelece a obrigatoriedade da guarda de informações de acesso pelos provedores de Internet por prazos muito elevados, acima de qualquer padrão internacional. Esta medida coloca em risco a privacidade dos usuários, em particular se a ela se somarem as inclusões sugeridas pelo Deputado Regis de Oliveira de estabelecer também a obrigatoriedade da guarda de informações pelos sites e a possibilidade dos dados serem entregues sem autorização judicial. O potencial de dano para a privacidade dos cidadãos brasileiros é elevado.

* Há grandes deficiências de técnica legislativa, com a penalização de práticas não danosas e penas irrazoavelmente elevadas. Nos exemplos mencionados acima, nos quais um consumidor destrava um Tablet ou aparelho de DVD para seu uso legítimo, a pena prevista é equivalente ou superior às de homicídio culposo ou sequestro e cárcere privado.

* Por fim, é preciso lembrar que diversos atores da sociedade brasileira, em face dos problemas apresentados pelo PL 84/1999, defenderam que a tipificação penal proposta no projeto fosse precedida por um marco regulatório civil, estabelecendo diretrizes antes da caracterização do desvio. Esta demanda foi atendida pelo Ministério da Justiça que deu início a uma consulta pública sobre uma minuta que pretende estabelecer um Marco Civil para a Internet. Acreditamos que a iniciativa do Ministério da Justiça deve ter prioridade legislativa sobre a tipificação penal atualmente em discussão.

Em face dessas graves inconsistências e problemas, cremos que a colocação em votação do projeto neste momento é inoportuna e sua eventual aprovação trará sérios prejuízos à sociedade brasileira.

Atenciosamente,

Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC
Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas
Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Instituto NUPEF - Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação
Cidade do Conhecimento - Universidade de São Paulo
Associação Brasileira dos Centros de Inclusão Digital
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
Casa da Cultura Digital
Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Revista ARede
Coletivo Digital
Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação da Universidade Federal de Santa Catarina
Grupo CTeMe - Conhecimento, Tecnologia e Mercado da Universidade Estadual de Campinas
Grupo Transparência Hacker
Pedro Rezende, professor de Computação da Universidade de Brasília
Henrique Parra, professor de Sociologia da Universidade Federal de São Paulo
Sérgio Amadeu da Silveira, professor da Universidade Federal do ABC
Túlio Vianna, professor de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais
Ivana Bentes, professora de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Gilson Schwartz, professor da Universidade de São Paulo
Laymert Garcia dos Santos, professor de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Senador Azeredo: Um Democrata! #AI5Digital #Meganao

Ontem, o companheiro @caribe tuitou dois links do Senador Azeredo (@Azeredo4567) - agora candidato à Deputado Federal - , um chamando os que participam do movimento contra o #AI5Digital de "hitleristas" e outra nos chamando de mentirosos.
Fui conferir, obviamente, e preparar talvez uma resposta... Mas qual não foi minha surpresa quando descobri que o grande democrata, que diz lutar pela liberdade da rede ao criminalizar seu uso e reduzir tudo a meros "crimes eletrônicos" (terminologia, desde já, incorreta), havia me bloqueado no Twitter!
Inicialmente achei que não o seguia, ainda que me lembrasse de ter trocado alguns tuítes com a figura no passado e ter, ao menos alguma vez na vida, o seguido (mas de nariz tapado), tanto que ao tentar abrir o link que me havia sido enviado, o perfil do Senador informava que este protegia seus tuítes - o que achei logo estranho, porque um político iria proteger seu perfil?
Mas ao tentar acessar, o fazia sem problemas e o Twitter informava que a democrática figura me havia bloqueado. Sem dúvida, a figura não aceita críticas, não dialoga. Bloqueia. Democrata até o fim.

Não precisa sequer comentar o abuso da Lei de Godwin! Falta de argumentos é gritante. E, aliás, pra que argumentos quando você pode bloquear a oposição e não precisar discutir seriamente?
Censurador, Anti-democrata, Falso, Mentiroso, Mensaleiro e Cara-da-pau. Senador que, por todas estas características, será enterrado nas urnas e sequer teve forças para concorrer outra vez ao Senado.

#ForaAzeredo!
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Blogagem Coletiva contra o #AI5Digital - Não aceitaremos nenhum tipo de censura à nossa liberdade na rede

Chegamos a mais uma blogagem coletiva convocada pelo Mega Não contra o #AI5Digital. Uma luta que já tem bastante tempo, na qual tivemos importantes vitórias, organizamos protestos em BH, São Paulo, Rio, mas que parece não ter fim.

Das propostas iniciais da Lei Azeredo, alguns pontos passaram. E logo convocamos a Desobediência Civil.
É inadimissivel em um país democrático que exista qualquer tipo de restrição aos eleitores. Será que nossos legisladores esqueceram o conceito fundamental da democracia?
Todo poder emana do povo para o povo.
[...]

Para evitar este trágico retrocesso, vamos pedir LIBERDADE TOTAL ELEITORAL NA WEB, assine a petição e coloque o selo abaixo em seu site ou blog, mostre que você esta disposto(a) a lutar pelo seu direito de liberdade, seu direito de apoiar quem desejar sem ser criminalizado por isto, coloque um link do selo para este post se desejar.
stf2010
Mas, mesmo assim, os blogs continuavam  sob o perigo da censura. Questões como o "direito de resposta" permanecem instrumentos obscuros. O direito de resposta em um blog se dá nos comentários, se dá na relação com a blogosfera. Como funcionaria o direito de resposta via Twitter? Iria um juiz analisar cada tuíte de um indivíduo para então conceder, de alguma forma obscura, um direito de resposta? Iriam fazer como a Marta?

Tentativas de se resgatar o projeto original, e até mesmo de torná-lo pior, são constantes. Está em uma relação de igualdade para o tamanho da ignorância dos parlamentares em relação ao funcionamento da internet. Estes gênios e seus pseudo-especialistas não conseguem compreender, por exemplo, que não existem "crimes eletrônicos". A internet é apenas um meio, um suporte. A internet apenas facilitou que crimes, antes escondidos, fossem descobertos. Sem a internet boa parte dos casos de pedofilia permaneceriam escondidos.

Mas a interpretação dos gênios do parlamento é a de que a internet é responsável pela pedofilia, não a compreendem como a ferramenta mais eficaz para descobrir o crime que, de outra forma, dificilmente seria detectado. Pedofilia, fraudes, estelionato... Todos crimes que, com a internet, apenas tornam-se mais fáceis de descobrir.


O AI5Digital é uma afronta aos nossos direitos civis. Precisamos ENTERRAR o AI5Digital, como bem colocou o Deputado Paulo Teixeira. Mobilizar a sociedade para que não permita que os parlamentares adoradores da censura reeditem infinitamente o projeto. Temos de fortalecer o nosso abaixo-assinado, que já conta com mais de 156 mil assinaturas.

Apenas para esta blogagem coletiva foram mobilizadas, ou ao menos impactadas, 36 mil pessoas. Esperamos uma avalanche de posts para mostrar ao mundo nosso poder de mobilização e para dar um recado claro ao parlamento: Não aceitaremos nenhum tipo de censura à nossa liberdade na rede.

Mas precisamos ir além. Precisamos sair da defensiva e bancar o projeto de Marco Civil, nos apropriar de todos os espaços de discussão, pois o projeto não está morto! Mas também não é e nem deve ser nosso único alvo.

A questão dos direitos autorais faz parte da discussão, o Marco Civil é ponto pacífico, tomar os espaços no parlamento e apenas votar em parlamentares comprometidos com a liberdade, por exemplo, é crucial, e, enfim, o fortalecimento da blogosfera como um todo, algo que vamos aos poucos conseguindo com iniciativas como o #BlogProg, ou o Primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.

O AI5Digital interessa às gravadoras, à indústria capitalista que se recusa a se reinventar e apenas espera o lucro fácil, interessa às dondocas que acreditam piamente que a pedofilia é fenômeno característico das manifestações livres em rede, enfim, interessa aos poderosos, que sob mil desculpas e com base em trocentos subterfúgios, teme o poder da sociedade mobilizada, conectada, discutindo problemas, apresentando propostas e tornando obsoletos os meios de comunicação tradicionais e as formas de dominação típicas de uma sociedade patriarcal, dominada. O controle da internet é a arma dos poderosos.

Tentativas de reeditar o projeto Azeredo não faltam. Estão em curso, na verdade. Além de outros projetos de caráter restritivo que é rir para não chorar de tão toscos, amadores e pobres.

Vejam o caso do desconhecido e obscuro deputado Gerson Peres, do Pará, e seu projeto de cadastro e moderação de blogs e fóruns.
O Deputado Federal Gerson Peres do PP do Pará (Já pelo partido vemos que não e´coisa boa, Maluf que o diga) apresentou um projeto de lei que, no mínimo, é risível. Ao ler temos a plena certeza de que o nobre deputado faz parte do seleto grupo dos que pedem ao assessor para imprimir seus e-mails para que possam lê-los.
Mesmo das formas mais patéticas, persistem as tentativas de censura.

  1. A mídia continua repetindo o Mantra da Irracionalidade contra a Internet
  2. No dia 05/08/10  O Deputado Pinto Itamaraty do PSDB apresentou parecer favorável ao AI5Digital, ignorando todos os argumentos e movimentos sociais dos últimos três anos.
  3. Seis dias depois aparece uma matéria dizendo que os Deputados buscarão acordo para votar a lei de crimes na Internet.
  4. E agora um evento para lá de esquisito organizado pela revista Decision Report, uma publicação que parece estar à serviço do Azeredo e do vigilantismo, se anuncia para o dia 31/08 com o título oportuno (para o tripé do atraso) de: Crimes Eletrônicos – A urgência da lei. O curioso e que este evento conta com 19 palestrantes para falarem em 2:30h, o que dá um pouco mais de 7 minutos para cada um.
Apenas a mobilização da sociedade, a militância de todos os blogueiros e usuários interessados, é que iremos conseguir dar uma lição à grande mídia e parlamento, interessados em proibir a livre troca de informação e conhecimento, através da mais pura prática de censura a fim de terem lucro, político e econômico.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O #AI5Digital não morreu! Apenas ficou mais patético!

Chega ao meu conhecimento mais um projeto de lei visando censurar a internet, no caso atual, especificamente os blogs. Chega a ser risível falar de AI5Digital neste caso, mas vamos na onda.

O Deputado Federal Gerson Peres do PP do Pará (Já pelo partido vemos que não e´coisa boa, Maluf que o diga) apresentou um projeto de lei que, no mínimo, é risível. Ao ler temos a plena certeza de que o nobre deputado faz parte do seleto grupo dos que pedem ao assessor para imprimir seus e-mails para que possam lê-los.

Basicamente, a figura não entende lhufas de internet, de "blogues", de liberdade da rede....



A Lei foi escrita sem qualquer conhecimento técnico - nem de redação legislativa, nem de internet -, foi feita nas coxas e tem a cara de um parlamentar daqueles que, para mostrar serviço, atira pra onde está apontando. Deve ter descoberto essa tal de internet e resolveu meter o bedelho.

Para quem não conhece tão nobre figura, o Deputado Gerson Peres é o mesmo que disse a seguinte barbaridade ao comentar projeto da Deputada Erundina sobre cotas para mulheres na Mesa Diretora:
"Isso é humilhante para o Brasil: reservar, na Constituição brasileira, um lugar para a mulher. A mulher tem direito a 2, 3, 4 lugares. Seus partidos é que são obrigados a obedecer a proporcionalidade e colocá-las lá. Isso aí é fazer da Constituição um livro de anotações"
Nada contra discordar da proposta. Mas chamar de humilhante e dar uma bela demonstração de machismo e intolerância? Quem é do PP não foge aos seus!

O deputado sofre do mesmo mal que aflige a tantos outros parlamentares, a sanha por regulamentar. Pode ser o horário do cafezinho ou até a quantidade de quadradinhos do rolo de papel higiênico, nada pode ficar sem regulamentação - a não ser a roubalheira parlamentar, esta é uma festa!

Vejam aqui a pérola de projeto de lei apresentado pelo Deputado.

Após a leitura, alguns questionamentos surgem:

- Qualquer um que conheça o RegistroBR sabe que os dados alencados na lei já são pedidos e obrigatórios;
- O nobre Deputado acha que todo blog é "pontocom"? Ele conehce Blogspot, Wordpress? Vou ter que registrar blogspot no RegistroBR? #Comofas
- Se um determinado serviço de blogs não me permite moderar comentários, serei obrigado a pagar multa já que o projeto de lei OBRIGA a moderação? Fórum com moderação prévia vai ser algo divertido de ver!
- Mais ainda, sou obrigado a moderar comentários se eu não quiser? Que espécie de censura é esta?

A "justificativa" para o projeto de lei parece ter sido escrito por uma criança. Só faltou o deputado gritar em desespero dizendo que os pedófilos estão chegando e que a internet só serve para dar munição à esta gentalha.... É o típico desespero da ignorância.

Este Projeto de Lei, portanto, tem o objetivo de estabelecer as normas básicas de responsabilização dos autores, proprietários e editores de tais sítios no caso de publicação de mensagens anônimas.
Traduzindo: Se não podemos punir um anônimo, temos de punir alguém! Você!  Ogosto pela punição é incrível, quase vejo o deputado com sangue na boca.

Além disso, introduzimos a obrigação para que os bloques e demais sítios com finalidades similares sejam cadastrados no sítio governamental Registro.BR de forma não onerosa, permitindo, assim, um mecanismo eficiente de identificação dos proprietários.
Um mecanismo eficiente de controle. Uma forma mais simples de censurar. E um pequeno problema logístico, legal, ético, moral... Vou registrar meu blog, do blogspot, no RegistroBR? Vou registrar um blog de um provedor da Tanzânia no RegistroBR?

É evidente que todo o conteúdo publicado em um sítio, blogue ou sítio de Internet com finalidade similar é de responsabilidade de seu proprietário, autor ou editor, para efeito de responsabilização quanto à ocorrência de crimes contra a honra, pois estes são os mantenedores dos recurso, assim como os beneficiários de suas receitas publicitárias.
No fim das contas, aparece a verdade. Os nobres deputados, como de costume, legislando em causa própria. Vigilantismo para que seus crimes e falcatruas não sejam denunciados. Chamam a cara de pau de seus pares de "honra" e blindam a si e aos demais, punindo os críticos.

Mais um exemplo do que chamamos de AI5Digital! Controle da Internet a qualquer custo! Somos forçados a aguentar estes incapazes que não tem o menor conhecimento da ferramenta com a qual estão lidando, que não tem a mínima noção do que seja a rede! Mais uma vez, precisamos de um Marco Civil e precisamos, acima de tudo, do Mega Não!

Já é hora de barrar estas figuras do legislativo, seres incapazes de compreender o que está a mais de 1m à sua frente, que o diga o que está na rede!
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Stop Acta! Blogagem coletiva #actanao

Já combatemos o AI5Digital, derrotamos a proposta do Senador Azeredo para censurar a rede e agora precisamos derrotar o ACTA, um AI5 Muldial!

O texto do ACTA é secreto, as discussões são feitas por países desenvolvidos e outros escolhidos a dedo e mantido em sigilo do resto do mundo e tem por objetivo censurar e controlar a rede para que os direitos (sic) de grandes empresas, gravadoras e entidades privadas seja garantido, passando por cima dos direitos coletivos, dos direitos humanos e do nosso direito de acesso à informação.

Enquanto buscamos, no Brasil, promover o acesso universal à Banda Larga através do PNBL, barramos as tentativas de censurar os blogs em período eleitoral, barramos as ações contra a livre troca de informações e a censura contra tudo e todos e lutamos pelo Marco Civil, o ACTA surge como uma iniciativa das elites mundiais de controlar a rede e colocar interesses privados frente aos de toda a população mundial.


Nossa luta por um Marco Civil de nada valerá se o ACTA for aprovado, tal acordo passará por cima de tudo e todos, será imposto aos Estados que não tem acesso às discussões - Brasil incluso - e toda a população mundial sofrerá as consequências.


É o golpe de misericórdia das potências e elites que tem pavor do poder da rede, do poder de transformação e de disseminação de informações e, acima de tudo, do poder revolucionário visto em países como o Irã.

Blogagem coletiva proposta pelo Mega Não.

O Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA, em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement) é um tratado comercial internacional que está sendo negociado, com o objetivo de estabelecer padrões internacionais para o cumprimento da legislação de propriedade intelectual, entre os países participantes. De acordo com seus proponentes, como resposta "ao aumento da circulação global de bens falsificados e da pirataria de obras protegidas por direitos autorais".

O tratado aparenta ser um complemento a um tratado anterior sobre propriedade intelectual, Acordo TRIPs, que foi severamente criticado por "defender" o domínio cultural e tecnológico dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.

As negociações se iniciaram em outubro de 2007 entre a Estados Unidos, o Japão, a Suíça e a União Europeia, tendo sido depois integradas por Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emiratos Árabes Unidos, Jordânia, Marrocos, México, Nova Zelândia e Singapura.

O tratado é bastante criticado pelo fato das negociações ocorrerem entre uma minoria e de forma sigilosa. E também pela existência de indícios, como os documentos vazados para o Wikileaks, de que o acordo planeja beneficiar grandes corporações com o prejuízo dos direitos civis de privacidade e liberdade de expressão do resto da sociedade.

Fonte: Wikipedia
 "ACTA" é a abreviação de um planejado acordo comercial plurilateral   "Anti-Counterfeiting Trade Agreement", que em português significa "Acordo comercial anti-falsificação". Os órgãos supra-nacionais e estados participantes alegam que o objetivo é intensificar a luta contra falsificação de produtos. O acordo deve auxiliar a combater supostamente o problema crescente de falsificação de produtos. As negociações são mantidas secretas desde 2008 e devem terminar este ano. Os 38 participantes incluem a Suíça, os EUA, a União Européia, Canadá, Japão, Coréia, Singapura, Austrália, Nova Zelândia, México, Jordânia, Marrocos e os Emirados Árabes.

Fonte: Stop ACTA
Outras fontes:
Em tempo,um orgulho saber que o Brasil lidera o ranking de requisições de informação e remoção de conteúdo ao Google. Ou seja, somos os campeões de censura segundo o portal.

Segundo levantamento de dados feito pelo Google, entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2009, o Governo brasileiro fez a solicitação de 3.663 dados e de 291 remoções de informações.

É ou não é motivo para nos orgulharmos?

E isto porque combatemos o AI5Digital!
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