Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Ataque ao #CharliHebdo e o jogo do medo
É de se pensar que haverá reação violenta, com muito ódio, por parte da extrema-direita e, cada vez mais, de quem antes era moderado, mas foi se radicalizando sob o sentimento de "invasão", de que estão sendo invadidos por imigrantes, em especial muçulmanos, que muitas vezes não se integram e não adotam um estilo de vida "europeu".
Por outro lado, não podemos negar a existência de fanáticos perigosos dentro das comunidades de imigrantes muçulmanos. Sharia4Belgium é apenas um exemplo. O uso de burkas é outro. Se é verdade que muitas vezes a dificuldade de se integrar parte da negativa dos hospedeiros de aceitar algumas diferenças culturais e ter paciência e vontade, também é verdade que muitos chegam sem a menor intenção de se integrar, mas vivem em guetos autoimpostos professando versão radicais de sua religião.
No fim a intransigência de ambos os lados leva a que os moderados, os laicos, os humanistas, os integrados e integradores sejam alvos.
Veremos possivelmente políticas ainda mais restritivas aos muçulmanos na França e em toda a Europa, assim como mais ódio popular e, claro, mais ódio reativo da comunidade muçulmana, acuada. Cada vez mais os moderados perdem a batalha para os fanáticos.
E não vamos nos esquecer dos grandes responsáveis por criar e financiar grupos que posteriormente se tornam seus maiores algozes: EUA e aliados europeus - França inclusive.
Al Qaeda e agora ISIS são nada mais que crias desse grupo de países, financiados para derrotar inimigos pontuais (URSS antes e Assad hoje) que, dizem, saíram do controle. Outros, porém, duvidam que o controle tenha se perdido e que tudo não passa de cortina de fumaça para sustentar a indústria da guerra e do vigilantismo, impondo controles e dificuldades maiores à população mundial baseado no medo do terrorismo.
Ataques anteriores, como ao metrô de Londres ou de Madri levaram apenas à escalada de violência no Oriente Médio, África e à maior repressão na Europa. Quanto mais violência um lado pratica, com mais força o outro lado responde em um ciclo interminável.
Ciclo este que nubla reais problemas ideológicos, religiosos e de integração, criando um monstro impossível de lidar e anulando posições não-alinhadas ao fanatismo vigente.
Trata-se de um jogo baseado no medo para impor o controle. Os governos europeus irão dar declarações beligerantes, a população irá se voltar contra seus vizinhos, as comunidades atacaras irão se fechar ainda mais e veremos possíveis "respostas" contra o terrorismo que nada mais são que atos de terrorismo estatal, e estará criada a situação para a perpetuação do fanatismo e da violência.
É preciso deixar claro que não se trata de demonizar o islamismo ou os muçulmanos, e sim entender o jogo e o uso que as potências fazem. O dito islamismo radical não nasce do nada, mas de agressões claras do "ocidente", como a imposição do Xá no Irã, levando à Revolução Islâmica, a imposição de ditadores sanguinários laicos aliados aos EUA e Europa, como Mubarak, Saddam e tantos outros, o uso indiscriminado de Drones, como no Iêmen, ou mesmo a deposição violenta ou tentativa de ditadores como Kaddafi ou Assad.
Nasce ainda da negação da integração aos emigrados, pese ser uma via de mão dupla. Ódio cria ódio, é uma regra básica.
Enfim, devemos ter cuidado para analisar o cenário mais amplo, sem demonizações e sem nos deixar levar pelo fanatismo de qualquer dos lados.
Sobre a questão dos muçulmanos na Europa, recomendo: "A 'invasão muçulmana' da Europa"
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Da Primavera Bérbere ao Outono Islâmico
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Revolução Francesa: Ideais repressivos e o que NÃO comemorar
Na França e, de certa forma, no mundo.
Mas o que muitos esquecem, ou simplesmente não sabem, são seus efeitos nefastos, que vão muito além da guilhotina (na verdade criada para acelerar a morte de condenados e evitar que sofressem demais), de toda violência consequente de evolução da revolução e, enfim, de Napoleão assumindo o poder posteriormente.
A Revolução Francesa, para muitos especialistas, não marca o início daquilo que conhecemos como Estado moderno. Este nasce da Paz de Westphália, mais de 100 anos antes. Porém, a Revolução Francesa nos traz como novidade a idéia de Estado-Nação (conceito que já existia desde a Paz de Westphália, mas sem os desdobramentos que trouxe a Rev. Francesa) ao impor a centralidade de governo aliada de um exército unificado e, acima de tudo, da escola na "lingua nacional", ou seja, em Francês.
Exclusivamente em Francês.
Um dos motes da Revolução era que para ser considerado francês era preciso saber falar francês. Era preciso ser parte da nação francesa para ser reconhecido pelo Estado e ter direitos. Não precisa comentar COMO forçaram todas as minorias do país a adotar o Francês como língua.
Nações como a Provençal (Occitana), Bretã, Franco-Provençal, Sarda e Basca foram forçadas a falar francês e abandonar suas línguas e identidade. Nas escolas, crianças apanhavam caso fossem apanhadas falando uma língua que não fosse a da "nação" artificialmente imposta à todas as demais.
Antes da Revolução Francesa tínhamos cada povo falando sua língua sem grandes problemas. Os exércitos em geral eram montados e divididos de acordo com a nacionalidade/língua e o francês era necessário apenas para aqueles que fossem assumir cargos de relevância ou mesmo viver em Paris e proximidades.
O Basco era falado pela quase totalidade da população de Iparralde (País Basco Norte ou Francês) na época da Revolução Francesa. Hoje mal chega aos 40%. Várias línguas foram praticamente dizimadas, como o Gallo ou o Champenois, o Savoiardo e dezenas de outras. Nenhuma possui qualquer status oficial.
As línguas do grupo "d'Oil", mais próximas ao Francês padrão foram, em geral, assimiladas e hoje existem mais como variações regionais do que como línguas efetivas. As línguas d'Oc, provençais, lutam para sobrevier e são até hoje reprimidas.
Ainda sob os ideais "Republicanos" de "Liberdade Igualdade e Fraternidade" (raramente aplicados na prática, vide as lambanças francesas pelo globo e mesmo no tratamento dado aos imigrantes), línguas como o Catalão, Basco e Provençal não podem ser ensinadas nas escolas e não possuem qualquer proteção legal que garanta sua sobrevivência.
Os ideais repressivos da Revolução, porém, não se resumiram à França. Pode-se notar o resultado da exportação deste modelo em dezenas, centenas de países, onde minorias são oprimidas em nome da "unidade nacional", uma idéia deslocada e virtualmente inexistente.
A França foi forjada com sangue, repressão e opressão.
Comemoremos a Revolução Francesa pelo que nos trouxe de bom, pelos ideais que mesmo pouco aplicados norteiam a muitos, pela idéia democracia que trouxe (ainda que burguesa, imperfeita e desigual) e, especialmente, pelo repúdio ao clericalismo e ao Estado Laico, uma noção que falta muito a este nosso país sulamericano, mas sem jamais criticar e repudiar os traços mais nefastos da Revolução Francesa, a idéia de uma inclusividade exclusivista, de uma unidade forçada, da idéia de um Estado-nação que não corresponde à realidade mundial.
Comemoremos, pois, lembrando e respeitando o direito a autodeterminação dos povos.
domingo, 10 de julho de 2011
Isto vai ser crime! #AI5Digital [update]
Me lembra, ainda que de forma inversa, as propagandas do governo francês para defender o seu próprio AI5Digital, a Lei HADOPI*. Fotografei no metrô de Paris no mês passado e ainda tenho dificuldades em acreditar... Como pode se fazer campanha para defender uma política que censura a internet e criminaliza as práticas mais comuns de compartilhamento?
Cartaz 1: Sem o Hadopi, não haveria Nathan Molina, futuro diretor de Tue-moi Agage, thriller do ano 2021
Hadopi - A criação do amanhã deve ser defendida hoje.**
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Cartaz 2: Sem o Hadopi, não haveria Kélian Gomez, futuro diretor de Rock Secret, série do ano 2021
Hadopi - A criação do amanhã deve ser defendida hoje.**
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* Hadopi = Haute Autorité pour la Diffusion des Œuvres et la Protection des Droits sur Internet; Ou: Alta Autoridade para a difusão das Obras e Proteção dos Direitos na Internet
**Tradução do cartaz por @BruxaOD
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Religiosidade versus Laicismo na França: A Burca da vez.
O ponto central de boa parte da discussão, tanto nos blog quanto no Twitter foi o do multiculturalismo, laicismo e da opressão feminina. Todos são válidos, dentro de determinados limites.
As mulheres sendo ou não obrigadas a usar o véu, a questão vai além.
Eu vejo 4 grupos diferentes dos defensores da proibição dos véus, burcas ou niqabs:
1. O grupo dos laicistas radicais que, efetivamente, lutam contra qualquer tipo de ostentação religiosa. Eu, por exemplo, me somo a estes.
Mas o problema deste grupo é que, em alguns casos, o véu é imposição cultural e não religiosa. A linha que separa as coisas é dificílima de enxergar e, até que ponto existe de fato esta separação?
2. O grupo dos defensores dos direitos das mulheres supostamente oprimidas. A desculpe é a de que as mulheres seriam oprimidas, forçadas a usar o véu contra sua vontade. Obviamente que isto funciona em alguns casos, mas não em todos.
O problema é óbvio, muitas não usam o véu por opressão, mas por escolha. Ainda que, para mim, seja dificil acreditar que alguém tenha o interesse de se anular e de se esconder sem ter sofrido algum tipo de doutrinação perversa.
3. O grupo dos xenófobos que, creio, é o principal incentivador destas medidas. O medo do terrorismo - como se TODO islâmico fosse terrorista em potencial -, o medo do desconhecido e o medo de uma cultura/religião estranha. Este grupo, aliás, eu creio que se divide
3.1. Xenófobos: Grupos tradicionalmente anti-imigração que encontraram um novo alvo;
3.2. Apavorados: Os amigos da Regina Duarte que, de fato, existem. São os que tem medo do "desconhecido" e acabam adotando uma postura xenófoba momentânea motivada pelo medo do "outro".
3.3. Os da tese do terrorismo: Outros, eu vejo, simplesmente acreditam que não só a vestimenta pode esconder alguma coisa potencialmente perigosa - mulheres-bomba não são novidade -, como também acreditam que o uso do véu se trata de um fanatismo intolerável e que potencialmente pode fazer crescer o terrorismo no país.
4. Um grupo que oscila entre todos e que teme o crescimento do fundamentalismo supostamente representado pelo uso do véu e que não aceita a violação da laicidade do Estado. E, enfim, que teme os problemas de segurança como mulheres cobertas se recusando a se identificar, a serem identificadas e etc.
Os grupos se movem, podem se confundir, mas acredito que é por aí. Filosoficamente eu concordo com o laicismo radical francês, com a proibição da ostentação de todo e qualquer símbolo religioso em escolas, locais públicos e governamentais, mas por outro entendo que, ao menos no caso dos muçulmanos, a proibição não só tem caráter xenófobo - característica da extrema-direita e da direita no poder -, como o efeito será o contrário do esperado.
Por mais que algumas características da xenofobia francesa não sejam de todo incompreensíveis, isto não as torna mais aceitáveis e, se o medo motivador principal for o "perigo islâmico", a separação não torna a situação melhor. Muitos muçulmanos já vivem em guetos, isolados sem sequer falar o francês e iniciativas que apenas separarão masi a população não irão surtir nenhum efeito senão o de ampliar o ódio entre as comunidades.
A integração é o caminho, mesmo que uma integração forçada, mas não com ataques contra a cultura alheia.
Claro, alguns casos não são passíveis de contemporização. No Canadá, certa vez, uma muçulmana se recusou a tirar o véu para ser fotografada para a carteira de motorista. Isto não é tolerável. O direito individual não pode passar por cima de uma obrigação comum a todos os demais cidadãos. Da mesma forma que, por segurança, ninguém pode se recusar a mostrar a cara a um policial ou a uma autoridade sob desculpa religiosa ou cultural.
A dificuldade maior neste ponto é conseguir separar quais situações são ou não aceitáveis para práticas culturais e religiosas em que o bem comum não seja posto em perigo e nem a individualidade seja desrespeitada.
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Update: Resposta do @iberemoreno ao post, em seu blog.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Orson Welles e o País Basco
Em 1955, Orson Welles realizou para a BBC uma série de seis documentários intitulada Around the World with Orson Welles. Dois desses documentários incidem sobre o País Basco - Pays Basque I: The Basque Countries e Pays Basque II - La Pelote basque -, centrando-se na pequena aldeia de Ziburu, em Ipar Euskal Herria [País Basco Norte].O que se vê a seguir são duas pequenas partes dos dois documentários. Ao fim, o vídeo completo de um dos dois documentários que, infelizmente, não consegui baixar, só usuários premium do serviço podem fazê-lo. Se alguém se dispuser a hospedar o vídeo em um servidor mais amigável, agradeço! E, claro, quem conseguir achar o outro...
Estão em inglês original com legenda em francês. Vale à pena assistí-los, o inglês está muito fácil de compreender, pausado e bem falado!=)
E o segundo:
E o documentário completo (um dos episódios):
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Nacionalismo Catalão: Grande Protesto!
Página da convocatória, aqui.Dia 27 de junho ocorrerá na Catalunya um grande protesto pela independência da Catalunya me Barcelona, com uma caminhada e ato em frente ao Parlamento Catalão e que promete tomar dimensões ainda maiores depois que um acordo entre partidos no parlamento regional decidiu não discutir/votar a Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que pretendia forçar o parlamento a discutir um referendo pela independência da Catalunya para setembro de 2010.
A Mesa do Paralmento entendeu que a proposta era inconstitucional, o que provocou revolta em diversos setores nacionalistas que não consideram a Constituição Espanhola como ferramenta válida para definir limites à vontade do povo Catalão.
Sem dúvida a crítica do grupo Deumil.cat é válida, como podem os soberanistas e nacionalistas se valerem ca Constituição Espanhola para impor limites à vontade de autodeterminação de seu povo? Buscam a independência de seu povo mas esbarram propositadamente na imposição de outro, do que os submete, oprime.
A Deumil.cat convoca todos os Catalães a protestar me nome de uma "nació catalana lliure i sobirana", forçando uma ação contreta da CiU e ERC, partidos que dizem representar a camada nacionalista, mas que na prática pouco vem atuando no caminho da independência.
A convocatória completa:La Mesa del Parlament tomba la ILP sobre l’autodeterminació
L’òrgan argumenta que la qüestió depassa les competències catalanes · Deumil.cat crida a manifestar-se el proper 27
Darrera actualització: 17 de juny de 2009
En una decisió presa per unanimitat, la Mesa del Parlament de Catalunya ha acordat no admetre a tràmit la iniciativa legislativa popular (ILP) que pretenia forçar la cambra catalana a debatre sobre la convocatòria d’un referèndum d’autodeterminació el setembre de 2010. La Mesa ha considerat que la ILP és inconstitucional i antiestatutària, i que no es podia acceptar perquè el Parlament no té competències per tractar sobre aquesta qüestió.
En una nota de premsa, l’entitat que promovia la ILP, Deumil.cat, ha expressat la seva profunda decepció perquè la proposta hagi estat tombada malgrat ser «la ILP amb més suport popular al nostre país abans de passar cap tràmit».
Sense citar-los per les sigles, Deumil.cat ha estat especialment crítica amb els diputats de CiU i ERC: «No entenem que els partits polítics nacionalistes i independentistes que reconeixen el dret d’autodeterminació als seus estatuts s’emparin en la Constitució espanyola per negar-se a discutir al Parlament el dret inalienable de la nació catalana a autodeterminar-se».
Davant de la situació, Deumil.cat ha reclamat a «tots els catalans» que participin a la manifestació del proper 27 de juny a Barcelona organitzada pel Grup Acte de Sobirania, que arribarà al Parlament per reclamar als parlamentaris «que explicitin si estan disposats o no a rectificar i fer un Acte de Sobirania que permeti reprendre un projecte de construcció de la nació catalana lliure i sobirana».
Vegeu també:
+ Notícia relacionada: La iniciativa legislativa sobiranista entra al registre del Parlament
+ VilaWeb: El parlament no admet a tràmit una ILP en favor d’un referèndum d’autodeterminació
+ Avui: "El rebuig de la ILP prova que no hi ha cap diputat independentista"

CRIDA AL POBLE CATALÀ
CAL FER un Acte de Sobirania!
El dia 27 de juny, a partir de les 5 de la tarda, farem un seguit d’accions que ens duran a plantar-nos davant el Parlament de Catalunya per exigir als nostres representants electes que ens explicitin si estan disposats, o no, a fer un Acte de Sobirania que permeti reprendre el projecte de Construcció Nacional.
La teva implicació personal és imprescindible per a l’èxit de la convocatòria. Els que viviu lluny, busqueu els companys, organitzeu-vos, i veniu plegats. Si voleu organitzar un autocar, truqueu-nos i ens coordinarem (Rosa 692 047 183).
S’ha fet evident que la via autonòmica és una via morta, que no duu enlloc ni ens permet avançar i que ens aboca, en definitiva, a desaparèixer com a país i com a poble. Estem davant d’una situació d’emergència nacional que reclama de les nostres autoritats i del nostre poble l’assumpció de responsabilitats i la recerca d’una sortida que garanteixi la continuïtat de la nostra cultura, la nostra llengua i la nostra manera d’interpretar el món.
Des del Grup Acte de Sobirania proposem que sigui el nostre poble qui emplaci els nostres representants polítics a acabar amb aquesta situació d’asfíxia i mort lenta. Per això, fent un pas endavant, us proposem que us afegiu a aquesta crida i materialitzeu el vostre compromís amb el país.
El Grup Acte de Sobirania no és ni una plataforma ni una associació. Som un grup de persones, amb capacitat i experiència en el món associatiu. Ens sentim hereus de l’esperit de l’Assemblea de Catalunya, de la Marxa de la Llibertat, de les manifestacions del 2006, el 2007 i de la de Brussel·les el 2009.
✱ El mes de maig, vam fer un assaig de mobilització per Internet, consistent a enviar massivament una carta oberta al President de la Generalitat.
✱ El dia de Corpus, ens vam concentrar davant la Generalitat de Catalunya, per escenificar la defunció de la via estatutària i emplaçar els nostres polítics a donar resposta a les nostres demandes. Ara en recollirem la resposta.
Ha arribat l’hora de creure’ns, com a col·lectiu i com a poble, capaços d’urgir els nostres representants perquè tirin endavant un veritable projecte nacional, projecte que volem saber si comparteixen o no amb nosaltres.
NOMÉS EL POBLE QUE HI VA, HI ARRIBA
UN PAÍS LLIURE, UN PAÍS MILLOR
Grup Acte de Sobirania
www.actedesobirania.cat
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Apenas para constar, uma interessante notícia da Polinésia Francesa e sua luta pela independência da França:
Oscar Temaru, presidente da Polinésia Francesa, ainda hoje uma colônia da França, dá sólidos passos no caminho da independência do país, iniciando com a tentativa de mudar o nome de Polinésia Francesa para Ma’ohi Nui ou Tahiti Nui, numa referência à população indígena na língua da principal ilha do arquipélago, o Tahiti.
O primeiro passo seria um referendo pela mudança do nome do país e logo depois um roteiro concreto para a independência.
El president polinesi parla clar: el seu objectiu és la independència
Temaru lliga el progrés de l’arxipèlag amb la sobirania · El president proposa un referèndum per canviar el nom del país
Darrera actualització: 18 de juny de 2009
Davant dels Estats Generals de la Polinèsia Francesa, el president d’aquest territori d’ultramar francès ha estat transparent: el seu objectiu és aconseguir que aquest país oceànic assoleixi la independència. «Si no aspirem a la plena autonomia, a la sobirania, a la independència, quin progrés podrem realitzar?», s’ha preguntat Oscar Temaru.
Curiosament, Temaru ha citat el president de la República, Nicolas Sarkozy, per justificar per què es referia a la independència justament davant dels Estats Generals. I és que Sarkozy havia demanat anteriorment que s’encetés un debat «sense tabús» sobre el futur dels departaments i territoris francesos fora d’Europa. Aquí ho té: Temaru planteja obertament que el millor per al futur de la Polinèsia és un estat independent.
Un primer pas, almenys simbòlic, seria canviar la denominació oficial de la Polinèsia Francesa. Temaru també ho ha plantejat. El president polinesi pensa en convocar un referèndum per rebatejar el territori amb el nom autòcton de Ma’ohi Nui, explica RFO. Una denominació alternativa, Tahiti Nui (que inclou el nom de l’illa polinèsia més coneguda arreu del món) també s’ha plantejat.
Vegeu també:
+ La Dépêche de Tahiti: Oscar Temaru souligne son cap : l’indépendance
+ Le JDD: Tahiti, vers l’indépendance?
+ The Australian: Bid to call French Polynesia ’Maohi Nui’
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Controle da Internet: Sarkozy leva o troco [Update]
Hoje, porém, o Conselho Constitucional francês impôs uma derrota à Sarkozy, patrocinador da lei, ao proibir que o organismo responsável por monitorar os usuários que baixam material ilegal possa cortar a conexão do usuário sem antes permissão de um juiz e um processo judicial justo."De acordo com a legislação, os "piratas" da internet receberão dois avisos antes de ter sua conexão cortada após a terceira notificação, por um período de um ano. Durante esse tempo eles serão obrigados a continuar pagando o provedor. Os opositores criticam essa dupla punição e defendem que o acesso à internet é um direito fundamental."
O tribunal considerou diversas partes da lei inconstitucionais e afirmou que o projeto por colocar em risco a liberdade de expressão e comunicação.
El Constitucional francés censura la ley contra la piratería en internet
El Consejo Constitucional ha inflingido un serio revés a Nicolas Sarkozy censurando la disposición central de la ley contra la piratería en internet, que el presidente francés había convertido en una prioridad.
10/06/2009 20:10:00
PARÍS-. El Parlamento francés, donde el partido de Sarkozy tiene mayoría, aprobó una ley que permite rastrear las descargas "ilegales" en internet y confiere la autoridad de cortar el acceso a la red en casos reincidentes.
Pero el Constitucional ha dictaminado que el organismo encargado de vigilar las descargas "ilegales" sólo podría emitir advertencias y que cualquier decisión de cortar el acceso la debe tomar un juez.
La baja prioridad de los casos de internet probablemente languidezcan en el sobrecargado sistema legal francés y el Gobierno ha dicho que lamentaba la decisión del Constitucional.
El tribunal señala que varias partes de la nueva ley son anticonstitucionales. "Esos poderes podrían mermar (...) el derecho de las personas a expresarse y comunicarse con libertad", indica en un comunicado.
"La decisión fue muy clara. El corazón de la ley del Gobierno (...) ha sido cancelado. Eso implica que Internet es un derecho", ha indicado Jean-Marc Ayrault, presidente del grupo del PS en la Cámara Baja de los diputados.
Según recogía la ley, los piratas habrían tenido que seguir pagando a su proveedor de internet mientras se les corta la conexión.
Sus oponentes han criticado este doble castigo y dicen que el acceso a la red debería ser un derecho fundamental.
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Update:
Outras interessantes fontes de informação sobre a derrota de Sarkozy e a vitória de todos os usuários de internet na França e no mundo podem ser encontrados no TorrentFreak e no Remixtures.com.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Eleições Européias: Os Soberanistas
Grã Betanha e Irlanda:PPE-DE (conservador) 263.
PSE (social-democrata) 161.
Alde (liberal) 80.
UEN (conservador) 35.
Verdes (ecologista)/Aliança Livre Européia 52.
GUE/NGL (esquerda) 33.
IND/DEM (eurocético) 19.
Outros 93.
O Partido Nacionalista Escocês (Scottish Nationalist Party - SNP) manteve seus dois Eurodeputados (Ian Hudghton e Alyn Smith), porém o partido conquistou mais 100 mil votos em relação à última eleição Européia;
O Plaid Cymru, de Gales, conseguiu uma cadeira, com Jill Evans;
O Sinn Féin conseguiu também um lugar, com Bairbre de Brún;
Na Cornualha, ainda que sem uma cadeira, o Mebyon Kernow conseguiu um número excelente de 15 mil votos.
Tanto o SNP quanto o PC irão engrossar as fileiras do eurogrupo Verdes/Aliança Livre Européia.
França:
A lista Europe Ecologia conseguiu votação surpreendente e quase tomou o segundo lugar nacional do PS - em sua lista concorriam nacionalistas Bascos, Occitanos, Corsos, Catalães e Bretões - com mais de 15% dos votos e 14 cadeiras no Parlamento Europeu. François Alfonsi, do Partido Nação corsa conseguiu garantir seu lugar.
A Europe Ecologia engrossará as fileiras do grupo Verdes/Aliança Livre Européia
Espanha:
Como mostrado aqui e aqui, a CiU (Convergencia i Unió) e o PVN conseguiram cada um uma cadeira (Ramon Tremosa e Izaskun Bilbao respectivamente)
Ambos irão para o grupo ALDE (Liberal)
Ainda na Espanha, ERC, BNG, ARralar e EA irão enviar um representante para o Parlamento em um mandato que será dividido entre um membro de cada uma das três primeiras formações, senro Orion Junqueira pelo ERC, Ana Miranda pelo BNG e Iñaki Irazabalbeitia pelo Aralar.
Romênia:
A lista de Húngaros da Romênia conseguiu 3 cadeiras que irão ser repartidas entre o brupo ALE/Verdes e PPE.
Flandres (Bélgica):
A ultra-direita nacionalista do Vlaams Belang consegiu duas cadeiras e a Nova Alinça Flamenca e a Lista Dedecker conseguiram um lugar cada um pela direita separatista.
Itália:
O Partido do Tirol do Sul (Sudtiroler Vokspartei) assegurou um deputado e o partido Renaixement Valldostá, do Vall d'Aosta ainda podeconseguir um lugar no PArlamento Eruopeu com Roberto Louvin.
Les llistes sobiranistes creixen al Parlament Europeu
08/06/2009
El Partit Nacional Escocès, el Plaid Cymru gal·lès, Convergència i Unió i la Nova Aliança Flamenca, entre els partits amb representació a l'Eurocambra · A França, la llista Europa Ecologia, amb candidats bascos, occitans i bretons a les seves files, esdevé la tercera força, molt a prop del Partit Socialista.
En unes eleccions europees marcades l'abstenció i el predomini de la dreta, els partits sobiranistes de les nacions sense Estat han obtingut, en general, uns resultats positius. El Partit Nacional Escocès repeteix com el partit més fort de l'Aliança Lliure Europea (ALE), la formació europea de referència pels pobles sense Estat a l'Eurocambra. El partit d'Alex Salmond, que preveu un referèndum per la independència d'Escòcia l'any que ve, ha crescut amb vots i ha mantingut els seus dos eurodiputats -el president del partit, Ian Hudghton, i Alyn Smith, el mateix nombre de representants que els laboristes escocesos però amb gairebé 100.000 vots més. Company d'Estat, grup parlamentari i tesis polítiques, el Plaid Cymru de Gal·les aportarà a l'ALE un representant, la independentista Jill Evans.
El Sinn Féin ha registrat un molt bon resultat a Irlanda, especialment a Irlanda del Nord, on ha estat la força més votada i tindrà un eurodiputat garantit, Bairbre de Brún, a l'espera de conèixer les segones opcions dels electors. Encara sense deixar les nacions cèltiques, els nacionalistes còrnics del Mebyon Kernow han aconseguit gairebé 15.000 sufragis, però cap eurodiputat.
També és destacable el comportament dels partits sobiranistes a l'Estat francès, on la coalició Europa Ecologia, on hi havia representats partits nacionalistes i independentistes bascos, catalans, corsos, bretons i occitans s'ha convertit en la gran sorpresa de la jornada electoral, gràcies a uns resultats que igualen els del segon partit de l'Estat, el Partit Socialista. La llista ha aconseguit més del 15% dels vots, i enviarà 14 membres a Estrasburg, entre els quals hi destaca el cors François Alfonsi, del Partit de la Nació Corsa, que entrarà al grup d'ALE-Verds.
A l'Estat espanyol, obtenen un eurodiputat cadascú Convergència i Unió i el Partit Nacionalista Basc, que es presentaven en coalició. Ramon Tremosa i Izaskun Bilbao aniran al grup parlamentari liberal.
D'altra banda, la coalició de partits independentistes d'esquerres de l'Estat, liderada per Esquerra Republicana de Catalunya i acompanyada pel Bloc Nacionalista Gallec, Aralar i Eusko Alkartasuna, entre d'altres, ha obtingut un escó, que probablement es repartiran els candidats de les tres primeres formacions (Oriol Junqueras, Ana Miranda i Iñaki Irazabalbeitia).
Finalment, cal destacar els bons resultats obtinguts per la llista Iniciativa Internacionalista, que la justícia espanyola va intentar il·legalitzar al principi de la campanya per considerar-la part de Batasuna. Aquest partit ha obtingut 170.000 vots arreu de l'Estat, i és al País Basc que ha aconseguit els seus millors resultats, amb un 138.313 escrutinis, més d'un 13% dels suports d'Euskadi i Navarra. La llista, però, ha quedat lluny d'aconseguir el seu eurodiputat.
Altres resultats que mereixen comentari és el que ha obtingut la llista unitària dels hongaresos de Romania, liderada per l'històric Laszlo Tokes. Serà una de les “minories” més ben representades a l'Eurocambra, amb un total de tres escons que es repartiran entre el grup ALE-Verds (Tokes) i el Partit Popular Europeu.
A Flandes, en una jornada que les eleccions europees han quedat relegades a un segon pla per les eleccions regionals, han aconseguit representació els independentistes ultradretans del Vlaams Belang (2 escons), i els també separatistes Nova Aliança Flamenca i Llista Dedecker (un escó cadascú).
A l'Estat italià, s'ha assegurat un eurodiputat el principal partit del Tirol del Sud, Sudtiroler Volkspartei, mentre a la Vall d'Aosta el candidat autonomista de Renaixement Valldostà, Roberto Louvin, que concorria dins la llista Comunitat Alpina, resta a l'espera de conèixer les segones preferències dels votants per confirmar si finalment podrà representar la Vall al Parlament Europeu.
Més informació:
domingo, 7 de junho de 2009
Eleições Européias: Euskal Herria
Fonte: Gara (PDF)
Na Espanha, o PP venceu. Por si só, esta notícia já seria triste e motivo para lamentos, ninguém pode conceber que os filhos do Franquismo ainda existam e sequer que ganhem uma eleição.
Tanto na França quanto na Espanha, a vitória foi da direita. Mariano Rajoy pôde comemorar sua primeira vitória sobre o PSOE e Sarkozy consolidou sua posição com a vitória de seu partido, a UMP.
Para os nacionalistas, nem tudo foi perdido, por um lado a Iniciativa internacionalista não logrou ganhar nenhuma cadeira, porém a mera participação de uma alternativa Abertzale - ou próxima dela - sem ilegalizações e a votação considerada excelente - quase 176 mil votos - foram um alento, deram uma grande força ao movimento nacionalista.
Análise de Arnaldo Otegi sobre a participação Abertzale ao Gara:
"Otegi: «No puede haber solución sin contar con la izquierda abertzale»
Asier VELEZ DE MENDIZABAL | IRUÑEA
Un ambiente de alegría contenida por los resultados obtenidos en Euskal Herria dominaba ayer en la sede de la Peña Alegría Txantreana de Iruñea. Sobre todo por los obtenidos en Nafarroa, donde Iniciativa Internacionalista logró ser la tercera fuerza en el herrialde.
Arnaldo Otegi subió al estrado en torno a las 23.00, tras la intervención de la número dos al Parlamento europeo Doris Benegas. «Los datos dejan de manifiesto que no puede haber solución democrática sin contar con la izquierda abertzale», destacó ante las cerca de 300 personas que se acercaron hasta el punto elegido por II-SP para la noche electoral.
Mirando ya al futuro, aseguró que los resultados obtenidos hay que utilizarlos «para dar pasos y seguir adelante en favor de un escenario democrático para Euskal Herria», así como «implicar a agentes europeos en un nuevo proceso de negociación y diálogo».
En ese sentido, destacó la importancia de los buenos resultados logrados en Nafarroa, donde la lista liderada por Alfonso Sastre fue la tercera fuerza, y de ello concluyó que «no puede haber solución posible si no se cuenta con los cuatro territorios; no hay solución sin solución a Nafarroa».
Asimismo, y ya con vistas a la próximos comicios, afirmó que «nos veremos en las elecciones municipales y forales de 2011», donde afirmó que «no vamos a ir a ser la tercera fuerza, sino que vamos a ir a ganar».
Mensaje a Aralar
En su discurso, Arnaldo Otegi quiso mandar también un mensaje a Aralar, sobre el que destacó que «le hemos triplicado en votos». «Decían que la nueva izquierda abertzale había nacido en el país y que lograrían desbancarnos. Pues bien, el pueblo de Euskal Herria ha hablado y hemos conseguido triplicar en votos a quienes nos querían sustituir», declaró.
Quiso subrayar que en comparación tanto con las últimas europeas como las «fraudulentas» elecciones al Parlamento de Gasteiz ha sido la izquierda abertzale «la única que ha subido significativamente en Euskal Herria». «Repetían una y otra vez que la izquierda abertzale estaba perdiendo apoyos, pero cuando han dejado hablar al pueblo ha quedado demostrado que no es así», afirmó orgulloso.
Otegi hizo también una valoración de los resultados obtenidos por el resto de las fuerzas abertzales. Citó el bajón sustancial y sobre el PNV añadió que ha logrado «muy malos resultados». Destacó además otro dato: que la izquierda abertzale «está a apenas 60.000 votos del PNV en Hego Euskal Herria».
También valoró de manera positiva los resultados cosechados en Ipar Euskal Herria, donde ha habido «una mejoría notable» respecto a los últimos comicios europeos.
Doris Benegas, por su parte, consideró «un éxito» la mera participación de II-SP en los comicios en todo el Estado, tras las trabas del Gobierno del PSOE."
Do lado francês a plataforma Euskal Herriaren Alde não conseguiu muita coisa, apenas 5.602 votos, ou 0,55% dos votos na França. Mas ainda assim foi uma boa maneira de dar maior visibilidade à situação Basca.
Por outro lado a formação Europe Ecologie tornou-se a terceira força da França, ao conseguir 15,2% dos votos. Um caso curioso no País Basco Francês foi o segundo lugar alcançado pela plataforma de Jose Bové, a Europe Ecologie.
Como mostrei antes, aqui, a lista Europe Ecologie conta com a participação de alguns partidos nacionalistas e o apoio da EA.
Mais sobre a votação da lista Europe Ecologie pode ser encontrado no Yahoo e L'Express."Apoiam a lista os partidos nacionalistas:
- Partiu di a Nazione Corsa (PNC), da Córsega;
- Abertzaleen Batasuna (AB), do País Basco;
- Partit Occitan (PO), do Languedoc-Occitania;
- Unvaniezh Demokratel Breizh - Union Democratique Bretonne (UDB-BHZ), da Bretanha;
A lista conta ainda com o apoio do Eusko Alkartasuna (EA)."
"El resto del voto abertzale se fue a la candidatura de Jose Bové, la gran triunfadora de la noche, junto con la UMP. La lista de Europe Ecologie, en cuyo octavo puesto estaba la militante de AB Menane Oxandabaratz y que contaba con el apoyo también de EA, desplazó del segundo puesto al PS en el conjunto de Ipar Euskal Herria. Resulta evidente que se produjo un flujo de voto desde diferentes ámbitos hacia la candidatura de Bové, entre ellos de los propios socialistas. Este agrupamiento del sufragio en la candidatura ecologista hizo también que otras opciones de izquierda radical que partían con cierta expectativa, como el Nuevo Partido Anticapitalista, obtuvieran unos muy malos resultados."
Ainda sobre a presença Nacionalista na França, o candidato do PNB (PNV) conseguiu 4.138 votos.
Análise do Gara - excelente - sobre a participação Abertzale:
"Elecciones al Parlamento Europeo
La izquierda abertzale es la única fuerza que sube en unos comicios ganados por los partidos estatales
En un ambiente de general indiferencia con aumento de la abstención, la izquierda abertzale es la única fuerza que sube en votos para aparecer como la indiscutible referencia del independentismo vasco. Pese a no lograr llevar a Alfonso Sastre a Europa -los resultados en el Estado español quedaron lejos de permitirlo- Iniciativa Internacionalista se convierte en protagonista de la jornada. Por lo demás, el PSOE logra en Euskal Herria superar con creces al PP.
Iñaki IRIONDO | GASTEIZ
Euskal Herria es una nación. Así lo confirman la singularidad de los datos de Hegoalde con respecto a los del Estado español, no sólo por el ascenso de la izquierda abertzale -que resulta sumamente significativo- sino porque, por ejemplo, la relación de fuerzas entre PSOE y PP es muy distinta aquí que en cualquier otro referente electoral que se busque.
Todos los partidos han bajado de votos salvo Iniciativa Internacionalista-La Solidaridad de los Pueblos, que viene a demostrar que la izquierda abertzale, cuando se le posibilita un voto legal -y en este caso ni siquiera era una candidatura propia- se convierte en el verdadero referente del independentismo vasco, muy lejos de otros partidos que se ven muchísimo más afectados por factores coyunturales o de moda.
En el ámbito del unionismo, en Hego Euskal Herria el PSOE vuelve a ser el partido vencedor como hace cinco años, mientras que el PP cae sustancialmente en votos.
En cuanto a los partidos de ámbito vasco, el PNV repite como el más votado, aunque con una pérdida notable de apoyos. Es precisamente en este terreno donde con mayor contundencia se observa el ascenso de la izquierda abertzale, que en el conjunto de los cuatro herrialdes del sur tiene más del doble de votos que la coalición formada por Aralar y EA. Y ojo a los datos de Nafarroa, puesto que la izquierda abertzale está muy por encima de la suma del resto de fuerzas abertzales.
Conviene tener muy en cuenta la fortaleza que ha demostrado el PSOE en el conjunto de los territorios vascos. El castigo que ha sufrido en el Estado español apenas ha tenido traslación aquí, donde incluso ha subido en porcentaje de voto.
Y ha sido en la Comunidad Autónoma Vasca donde esa fidelidad ha sido mayor, debiendo destacarse el caso de Bizkaia, donde ha llegado a crecer en número de votos absolutos. Este fenómeno no puede disociarse de la euforia que en las filas del PSE ha producido comprobar que Patxi López haya llegado a Ajuria Enea.
Si alguien esperaba que el haber pactado con el PP para acceder a Lehendakaritza tuviera un coste político para el PSE, ya puede ir quitándose esa idea de la cabeza. Patxi López está sacando réditos a la apuesta que hizo y el PNV debería a empezar a tomarse muy en serio este fenómeno, puesto que puede apuntar a una tendencia novedosa en el panorama político vasco.
El PP, de capa caída
La victoria del PP en el Estado español tiene un agujero negro en Euskal Herria. Jaime Mayor Oreja no es profeta en su tierra, y sus apóstoles en Araba, Bizkaia, Gipuzkoa y Nafarroa tienen motivos para preocuparse.
El fracaso de Aralar y EA
Los números de la coalición que han conformado Aralar y EA sólo pueden ser calificados como fracaso. Ambos partidos sumaron hace cinco años más de 81.000 votos y hoy no llegan a 55.000. Y, para mayor decepción, si esperaban que en el ámbito estatal pudieran obtener dos escaños, gracias a que el BNG se había sumado a Europa de los Pueblos, al final se han quedado en uno que habrá que repartir durante la legislatura.
Sirva como dato que la suma de Aralar y EA ha quedado lejos de los resultados obtenidos en solitario por la formación de Garaikoetxea en 2004. Es evidente que la situación interna que atraviesa este partido no ha contribuido a movilizar a su electorado, pero no da la impresión de que los seguidores de Patxi Zabaleta se hayan volcado esta vez en las urnas. Significativos, y mucho, son los resultados de Nafarroa.
La izquierda abertzale, fuerte
En este contexto, los resultados de la izquierda abertzale son espectaculares. En porcentaje, en la CAV prácticamente doblan los de D3M. A pesar de los años de ilegalización, ahí están los resultados que muestran que hay una base muy sólida para la búsqueda -como demanda Arnaldo Otegi- de una estrategia eficaz para la victoria del independentismo. En Gipuzkoa, por ejemplo, II-SP se queda en un pañuelo con PSE y PNV, un dato muy a tener en cuenta de cara a las próximas elecciones municipales y forales. También se puede comprobar en cuantos pueblos es primera fuerza.
Alfonso Sastre no irá a Europa, pero no será por la falta de apoyo en Euskal Herria. Y ahí están los votos absolutos y los porcentuales para demostrarlo.
Detectan irregularidades de cómputo en varios pueblosInterventores de la izquierda abertzale constataron ya anoche que se han producido errores significativos de registro de escrutinio en varias localidades, que serán llevados ante la Junta Electoral para su corrección. Si se confirma lo advertido anoche, la lista de II-SP podría tener varios miles de votos más en Euskal Herria y superar al PP en la CAV. En concreto, se habían apreciado trasvases más que sospechosos en colegios de Villabona, Mungia, Usurbil, Elgoibar, Eibar, Legazpia, Mendaro, Orereta y Amezketa, entre otros.
En muchos de estos casos, el error consistía en la atribución de los votos de II-SP a otra candidatura situada junto a ella en el acta de registro. Así, en varios de estos pueblos la «beneficiaria» era la lista Democracia Nacional, que obtenía decenas de apoyos en localidades en las que nunca tuvo implantación.
Según impresiones obtenidas por GARA pasada la medianoche, la reiteración de este error disparaba las alarmas de quienes estaban revisando las listas. Representantes de II-SP mostraban además su sorpresa por el resultado en localidades españolas en que hubo mítines concurridos en la campaña.
GARA UMP es primera fuerza con facilidad y los ecologistas desplazan al PS de la segundaLa tendencia marcada en el conjunto del Estado francés, con un claro triunfo de la derecha y la bajada a los infiernos del PS, así como el gran aumento de los ecologistas, también se registraron en Euskal Herria, si bien la particularidad vasca se vio reflejada por los buenos resultados de la lista abertzale de Euskal Herriaren Alde. UMP fue la lista más votada en los territorios vascos y, he aquí la sorpresa, la segunda fue la liderada por Jose Bové.
En el campo abertzale, la candidatura encabezada por Ixabel Etxeberria logró superar con creces los 5.000 votos obtenidos hace cinco años por Herritarren Zerrenda. En el conjunto del Departamento de Pirineos Atlánticos logró 5.639, prácticamente todos en las tres provincias vascas, lo que supone un aumento de quinientos votos respecto a los obtenidos hace cuatro años.
Supusieron una notable sorpresa los votos obtenidos por el candidato del PNB, Jean Tellechea, con 4.138 votos en el conjunto del departamento, en este caso algunos también fuera de los territorios vascos. Al parecer, el sufragio obtenido por este candidato no se circunscribió al ámbito del nacionalismo vasco.
El resto del voto abertzale se fue a la candidatura de Jose Bové, la gran triunfadora de la noche, junto con la UMP. La lista de Europe Ecologie, en cuyo octavo puesto estaba la militante de AB Menane Oxandabaratz y que contaba con el apoyo también de EA, desplazó del segundo puesto al PS en el conjunto de Ipar Euskal Herria. Resulta evidente que se produjo un flujo de voto desde diferentes ámbitos hacia la candidatura de Bové, entre ellos de los propios socialistas. Este agrupamiento del sufragio en la candidatura ecologista hizo también que otras opciones de izquierda radical que partían con cierta expectativa, como el Nuevo Partido Anticapitalista, obtuvieran unos muy malos resultados.
El batacazo del PS fue de tal tamaño que perdió hasta en sus localidades emblemáticas. En paralelo, la influencia de la UMP se expandió como una mancha en el conjunto de los territorios vascos. Hasta la clásica roja Zuberoa se teñió de azul. Con los resultados logrados en el conjunto del Gran Sud Ouest, el candidato vasco Alain Lamassoure revalidó su escaño en la Eurocámara.
Aprovechando la jornada electoral, en tres localidades de Lapurdi se consultaba sobre la construcción de una nueva línea para el TAV. En Hiriburu, el 92,68% de quienes se pronunciaron lo hicieron contra la misma. En Lahuntze fue el 82,20%, y Milafranga, el 93,9%
I.A. Rubalcaba cree confirmadas sus tesis sobre II-SPEl ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, celebró que Iniciativa Internacionalista-La Solidaridad entre los Pueblos (II-SP) no haya cosechado escaño en las elecciones al Parlamento Europeo. Pero lo más significativo fue que defendió que los apoyos recibidos por esta candidatura en Euskal Herria demuestran la tesis del Gobierno de que tras ella «estaban quienes estaban». Después aclaró que «en téminos jurídicos el fallo es el fallo y no hay nada que decir, el Estado de Derecho tiene normas que los demócratas respetamos y ésa es la diferencia entre unos y otros». Luego se consoló con que los resultados no eran los que tuvo EH en 1999.
GARA"
Eleições Européias: Várias
Uma série de péssimas notícias pela Europa.
Talvez a pior notícia venha da Grã Bretanha onde o Xenófobo, com viés neofascista, British National Party (BNP, extrema-direita) conseguiu uma e talvez consiga duas cadeiras no Parlamento Europeu.
O BNP deve conseguir uma votação próxima aos 10% e defende políticas extremamente restritivas à imigração além de sequer permitir não brancos de fazer parte das fileiras do partido.
É compreensível até certo ponto, que políticas anti-imigração estejam em voga e que partidos de direita - que adotam tais bandeiras - tenham um certo crescimento, especialmente em meio à crise global - que leva à um aumento incrível do desemprego e a culpa recai sobre os imigrantes - e à completa falta de proposta da Esquerda Tradicional - especialmente se levarmos em conta o completo abandono do que consideraríamos de Esquerda, como é o caso do PD Italiano, PS francês, Labor inglês e etc.
O caso britânico é ainda mais emblemático, não bastasse a completa falência da Terceira Via preconizada por Giddens e adotada irrestritamente pelos Trabalhistas, abandonando de vez qualquer bandeira Socialista ou tradicional do partido, ainda devemos levar em conta a crise atual do governo de Gordon Brown, a rebelião interna, a crise pelo apóio irrestrito aos EUA em suas guerras na época de Tony Blair e as taxas de desemprego que vem crescendo. Tudo isto acabou por tornar possível uma vitória larga dos Conservadores e, infelizmente, um crescimento da Extrema-Direita, o que é extremamente perigoso e preocupante.
"Andrew Brons será o representante da legenda, que defende uma legislação mais dura em matéria de imigração e que se viu beneficiada pela crise e pelo escândalo do uso abusivo de dinheiro público por parlamentares do Reino Unido.
Segundo pesquisas, o BNP pode conseguir mais um assento na câmara européia."
Mais informações do Estadão, Terra, Folha e mais abaixo uma matéria do Turkish Forum:
"EU elections: Nick Griffin prevented from reaching Manchester count by demonstrators as far-right party wins seat in Yorkshire and HumberMartin Wainwright and agencies
Protesters prevent BNP leader Nick Griffin from entering Manchester town hall for the European parliament election results for the North West tonight. Photograph: Manchester Evening News
The British National party tonight won a seat on the European parliament for the first time in its history after receiving 120,139 votes in the Yorkshire and Humber region.
Andrew Brons took a seat from Labour with almost 10% of the vote in the region, up by 2% on the last election.
Andy Burnham, the health secretary, said the result was a “sad moment for British politics”.
William Hague, the shadow foreign secretary, who is from south Yorkshire, said the party had taken votes from Labour.
The BNP won one of six seats in the region while Labour lost one of the two seats it held at the last election.
The BNP achieved 16% of the vote in Barnsley, nearly 12% in Doncaster and 15% in Rotherham – all Labour strongholds.
Brons said after the count: “The onslaught against us has been more than against any other party in recent times, but somehow we’ve overcome it. Despite the lies, despite the money, despite the misrepresentation, we’ve been able to win through.”
His victory followed particularly dramatic rises in the BNP vote in old Labour heartlands such as Barnsley, where it went from 8% to 17%, while Labour’s fell from 45% to 25%.
Brons retired last year as a politics and government teacher at Harrogate College, and re-entered active politics. He stood five times for the National Front in the 1970s after a brief spell as its leader, which ended in internal quarrels. He joined the British National Socialist party as a teenager.
Welcoming Brons’ election, Nick Griffin, the BNP leader, said: “We’re here to look after our people because no one else is.” He added that feelings were particularly strong in Yorkshire. “This is ordinary decent people in Yorkshire kicking back against racism, because racism in this country is now directed overwhelmingly against people who look like me.”
He said that immigration had become harmful to Britain, particularly with the spread of radical Islam. “Take Bradford – it isn’t immigration that’s happening there, it’s colonialism,” he said.
In Manchester, protesters prevented Griffin from reaching the European elections count for the constituency where he is standing: the North West.
Griffin finally reached Manchester town hall in a police van after his vehicle and bodyguards were pelted with eggs by a noisy group who yelled: “Fascist scum.”
His party was struggling against a strong showing by the United Kingdom Independence party and the Greens in its attempt to secure the figure of around 8.5% that would win one of the region’s eight seats.
At 10.30pm, declarations from around one-fifth of the North West’s 39 counting district left Griffin, who tops the party’s list for the region, just over a percentage point short.
The tally gave the Conservatives 112,710 – 25% of the vote – putting them on course for three seats.
Labour were running second, with 99,555 votes and many traditional strongholds still to declare, and the likelihood of two seats.
Ukip was close behind, with 68,340, and the Liberal Democrats had 60,315, guaranteeing the parties a seat each.
The BNP were on 39,352 and the Greens 36,260, leaving the battle for the eighth seat between either of them and Ukip.
“It’s on a knife-edge here in the North West,” Griffin said.
“We are on tenterhooks, but we’ve done well in Liverpool and over in Yorkshire, especially in Barnsley.”
Turnout in the North West was 31.9%, with the biggest population centres of Manchester and Liverpool well down at 24% and 27% respectively.
More people voted in smaller areas targeted by the BNP, including Burnley – where the party won a Lancashire county council seat last week – but other parties benefited.
In both Burnley and its second target area, Pendle, in the Lancashire Pennines, the BNP was pushed into fifth place behind the Liberal Democrats, Labour, the Conservatives and Ukip.
But it pushed the Liberals into third place in Hyndburn and Blackpool and only dropped below 1,000 votes in a handful of the counting areas.
Earlier, Griffin had suggested that his party might pick up two North West seats, with its candidates polling an average of 13.1% in last week’s county council elections.
The Liberal Democrats’ lone MEP for the North West, Chris Davies, warned against counting the BNP out of the running.
The BNP polled 6.4% in the North West at the last European elections, in 2004, but the threshold has risen since then with the loss of one MEP.
European Union expansion has reduced the region’s tally of seats from nine – made up, for the last term, of four Conservatives, three Labour, one Liberal Democrat and one Ukip."
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Na Europa como um todo a Direita venceu. Os conservadores tem agora uma ampla maioria frente ao bloco Socialista.
sobre o avanço da direita, vale ler o Vieiros, sobre a Irlanda e a vitória do Fine Gael, Itália e a vitória de Berlusconi, Alemanha com o patido da Angela Merkel, França com Sarkozy e sua UMP, Portugal e o PSD. Exceções visíveis foram os países escandinavos, onde os Social-Democratas (Centro-Esquerda) conseguiram vencer, e na Grécia, onde o PASOK venceu os governistas de direita com uma pequena vantagem.
Aliás, uma boa notícia ao menos, o Partido Pirata conseguiu realmente uma cadeira no Parlamento Europeu.
"Os socialistas saen como forza máis votada en Suecia, colleitando 5 escanos, por 4 do centrodereita gobernante. Destaca ademais que os ecoloxistas dobran porcentaxe de voto e obteñen 2 escanos e que o Partido Pirata terá asento no Parlamento Europeo. "
Conservadores vencem nos principais países na Europa
Partidos conservadores se impuseram em países como Alemanha, França, Itália, Espanha e Polônia
- O grupo conservador Partido Popular Europeu-Democratas Europeus (PPE-DE) voltará a ser a principal força do Parlamento Europeu, após sua vitória neste domingo, 7, nos países mais populosos da União Europeia (UE) em eleições nas quais grupos minoritários registraram um importante crescimento.
Segundo os primeiros resultados oficiais, os partidos conservadores e de centro-direita se impuseram em países como Alemanha, França, Itália, Espanha e Polônia, e sua vitória também é esperada no Reino Unido.
Na Alemanha, a União Democrata-Cristã (CDU) junto com sua ala bávara, União Social-Cristã (CSU), alcançou 38,6% dos votos, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), com 20,8%, repetindo a derrota das eleições europeias anteriores, cinco anos atrás.
Na França, a União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, venceu com 27,4% dos votos, seguida do Partido Socialista (PS), com 16,96%, e do Europe Ecologie, com 15,02%, segundo dados oficiais provisórios.
Já na Itália, o partido Povo da Liberdade (PDL), liderado pelo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, deve vencer com entre 39% e 43% dos votos, segundo pesquisa da empresa IPR Marketing para o jornal "La Repubblica".
De acordo com o levantamento, o Partido Democrata (PD), o principal da oposição, aparece em segundo lugar com entre 27% e 31% da preferência do eleitorado.
Na Espanha, o conservador Partido Popular (PP), o principal da oposição no país, venceu com 42,03% dos votos, contra o governamental Partido Socialista (PSOE), que obteve 38,66%, segundo dados oficiais. Após 88,49% das urnas apuradas na Espanha, o PP obtém 23 cadeiras na câmara europeia, enquanto que o PSOE fica com 21 deputados.
Por fim, na Polônia, o partido liberal Plataforma Cidadã (PO), liderado pelo primeiro-ministro do país, Donald Tusk, deve conquistar uma ampla vitória, de acordo com uma pesquisa divulgada pela rede pública de televisão "TVP".
O PO tem 54,4% dos votos, enquanto o Partido Camponês (PS), que forma coalizão de Governo com os liberais, aparece só na quarta posição, com 6%.
Sobre o Parlamento
Desde as primeiras eleições diretas similares, realizadas em 1979, os poderes do bloco europeu não pararam de crescer. Agora, mais de 375 milhões de pessoas dos 27 Estados-membros da UE poderão escolher, para mandato de cinco anos, seus 736 representantes. O Parlamento Europeu encarna a soberania popular em escala continental, embora seja ainda desconhecido para a grande maioria. Nos últimos anos, o poder e a influência dos eurodeputados cresceram constantemente, com sucessivos tratados e reformas apresentados.
O Parlamento Europeu tem sua sede oficial em Estrasburgo (França), cidade que durante séculos foi disputada de forma sangrenta por franceses e alemães. A Eurocâmara divide sua atividade também entre dois outros centros de trabalho, situados a várias centenas de quilômetros de Estrasburgo: Bruxelas e Luxemburgo.
Na cidade francesa é realizada a maior parte das sessões plenárias - pelo menos 12 ao ano. Em Bruxelas, se reúnem as comissões parlamentares e os chamados "miniplenários". E em Luxemburgo estão estabelecidos os serviços administrativos da instituição. O órgão trabalha nas 23 línguas oficiais da UE, com 800 a mil intérpretes sendo necessários para cada sessão plenária. Um terço das despesas totais do Parlamento tem relação direta com necessidades de tradução.
Na instituição, os deputados não se reúnem por nacionalidades, mas por afinidade ideológica. Atualmente existem sete grupos políticos no Parlamento Europeu, além dos deputados independentes. Os principais blocos são Partido Popular Europeu-Democratas Europeus (PPE-DE); Partido Socialista Europeu (PSE); Aliança Liberal-Democrata para a Europa (Alde); União para a Europa das Nações (UEN, de caráter soberanista); e Verdes-Aliança Livre Europeia (Verdes-ALE).
O Tratado de Lisboa ampliará ainda mais as áreas nas quais o Parlamento poderá legislar em pé de igualdade com o Conselho Europeu, instituição realmente decisória e composta por ministros e representantes dos 27 Governos que formam a UE. O novo tratado foi assinado em dezembro de 2007 mas ainda está pendente de ratificação.
domingo, 31 de maio de 2009
Bozkatu Euskal Herriaren Alde (EHA)!

Não é só na parte dominada pela Espanha de Euskal Herria que os Abertzales irão concorrer, do lado francês, em Iparralde, o voto nacionalista deverá ir para a EHA, Euskal Herriaren Alde!
Desde ASEH:
A Lituânia tem 3 565 205 habitantes e 12 deputados europeus; o País Basco tem 3 063 660 habitantes. Por essa razão, a plataforma Euskal Herriaren Alde (EHA) reivindica o mesmo número de deputados que a Lituânia para este território. Esta observação foi feita ontem em Pausu (Urruña), perto da ponte que une Lapurdi e Gipuzkoa.
Deste modo, os candidatos Ixabel Etxeberria e Battitt Amestoy salientaram que o País Basco tem direito a “encontrar o lugar que lhe é devido no seio da Europa”. Depois de este território ter sido dividido em três âmbitos administrativos distintos, “hoje, afirmamos que é chegado o momento de podermos decidir o nosso futuro no seio da Europa”, disseram os candidatos da EHA.
Na realidade, a campanha desta lista abertzale centra-se na questão da territorialidade e do direito à autodeterminação. A cabeça de lista, Ixabel Etxeberria, acusou a Europa de hoje de não respeitar os direitos dos povos.
Por outro lado, também se fez sentir uma outra questão premente da actualidade e os candidatos tiveram uma palavra para Jon Anza, o homem de 47 anos que se encontra desaparecido desde o dia 18 de Abril. Acrescentaram que “isso não pode acontecer num Estado democrático” e exigiram medidas rápidas que permitam encontrar esse habitante de Ahetze.
Por último, no decorrer desta apresentação, os dois candidatos lembraram que haverá um comício no próximo domingo em Ezpeleta (Lapurdi). Terá início às 18h no mercado coberto, sendo seguido por um concerto em que participam Gatillazo (antigo intérprete de La Polla), Kuntzulu e Ekintza, dois grupos locais.
G.T.

Desde Kaos en la Red:
EHA quiere plasmar en Europa la existencia de Euskal Herria
En las 3 provincias de Euskal Herria, bajo administracion francesa, tambien habra elecciones el domingo 7 y EHA es una de las opciones de izquierda y abertzale
«Para construir el futuro de Euskal Herria día a día, también en Europa, necesitamos todos nuestros votos», clamó Ixabel Etxeberria, cabeza de lista de Euskal Herriaren Alde (EHA) en el mitin celebrado ayer en Ezpeleta, cuando apeló a los más de cuatrocientas participantes a redoblar esfuerzos para recabar el máximo voto abertzale, «votos que serán contados y observados por París uno por uno».Etxeberria incidió en que EHA está desarrollando una campaña «sin polémicas, porque tenemos muy claro que nuestro principal adversario es la derecha», dijo en referencia a UMP, cuyo tercer candidato, el actual europarlamentario vasco Alain Lamassoure, «no debe -según la candidata- resultar elegido».
Recordó que EHA «no quiere la actual Europa de los bancos, de los capitalistas, de la OTAN y de las infraestructuras gigantescas». Para Etxeberria, «Euskal Herria necesita y merece otro modelo de Europa, basado en la solidaridad, para hacer frente a su futuro».
Para cuando intervino, el ambiente del frontón cubierto estaba bien caldeado por los anteriores oradores. El primero de ellos, el ex-parlamentario abertzale Koldo Gorostiaga explicó, refiriéndose a «la actual apuesta por la autonomía», que existen dos formas de entender ese marco político: «A la baja, como la del Estado español, o, a la alta, para garantizar la supervivencia de los pueblos. Ése es nuestro caso». Gorostiaga recalcó que «hace tiempo que tenemos hechos los deberes de la autoafirmación y la autodefinición como pueblo» y alertó de que «sería un grave error no considerar a los siete herrialdes como un único pueblo también en la Unión Europea», máxime cuando ésta «se empeña en negar la evidencia de su existencia».
El eje de la intervención de Tasio Erkizia fue, asimismo, la existencia de Euskal Herria. Manifestó que aunque no fuera posible presentar una lista única, tenían «gran ilusión» en hacerlo cuando menos con la misma denominación, precisamente para «aparecer ante Europa y ante los estados francés y español como un solo y único pueblo».
«Estrategia nacional»
Para Erkizia, «es hora ya de superar las mugas culturales y subjetivas que a menudo hasta los propios abertzales tienen en mente y poner en marcha una estrategia nacional concertada» para construir «el Estado vasco». El militante abertzale agradeció sin mesura la «dignidad y solidaridad» demostradas por II-SP, y añadió que «ahora hay que ganar el partido de llevar a Sastre a Europa». Deseo al que se unieron los asistentes con una lluvia de aplausos.
Gabi Mouesca, una de las más de novecientas personas que ya han expresado su apoyo a EHA, se declaró «solidario de las miles de ciudadanos que no podrán ejercer el derecho de voto, entre ellos muchos presos», precisamente porque él mismo lo tiene vetado. Calificó el derecho de sufragio como «uno de los que reconoce la capacidad de decisión y devuelve la dignidad» a las personas.
Otro de los argumentos que han decidido a Mouesca a manifestar públicamente su apoyo a EHA es que le «gusta la sana radicalidad de la lista» y su mensaje «límpido y transparente porque dice claramente `zazpiak bat' y se declara, sin tapujos, anticapitalista».
La intervención de la representante de Askatasuna Anaiz Funosas fue, sin duda, la más interrumpida por los aplausos del público. Comenzó diciendo que «aquí faltan muchos amigos», refiriéndose a «quienes han tenido que huir para evitar la represión y la tortura y a los 746 militantes presos».
Denunció con contundencia que la actual Europa «protege la tortura», establece herramientas para hacerla posible «como la euroorden»; «es un sistema que vulnera «derechos y libertades porque teme la voz de los ciudadanos» y «niega hasta la propia existencia de Euskal Herria». Destacó el «compromiso y la lucha de todos los represaliados» a quienes puso como «ejemplo de fortaleza, voluntad y dignidad».






