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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Tuitaço em apoio aos Guarani-Kaiowá e seu direito de resposta contra a Veja

BLOGAGEM COLETIVA - APOIO NAS DIVERSAS REDES - TUITAÇO #RespostaGuaraniKaiowa

Nesta quinta-feira, 22, a partir 15h, apoiadores, movimentos e indígenas se mobilizam para denunciar racismo na mídia e exigir direito de resposta aos indígenas.

"A conjuntura em que estão inseridos os Kaiowá e Guarani lhes é extremamente desfavorável. Num momento em que se procura gerar uma negociação que busque supe

rar os conflitos entre indígenas e fazendeiros no Mato Grosso do Sul, a revista [a Veja, e a Folha faz o mesmo] teima em incendiar os ânimos de seus leitores ruralistas. A matéria carrega em si uma série de falhas na apuração das informações, apresentando fatos falsos ou distorcidos" 
 
Leia a carta pública dos indígenas:
“A escrita, quando você escreve errado, também mata um povo”. Assim afirmaram os professores Guarani-Kaiowá a respeito do que foi publicado na revista Veja, em 4 de novembro, sobre a luta de seu povo pelos seus territórios tradicionais.
Sob os títulos de “A ilusão de um paraíso” e “Visão medieval de antropólogos deixa índios na penúria” (nas versões impressa e virtual, respectivamente), a reportagem parte de uma visão: i) claramente parcial no que diz respeito à situação sociopolítica e territorial em Mato Grosso do Sul, pois afirma que os indígenas querem construir “uma grande nação guarani” na “zona mais produtiva do agronegócio em Mato Grosso do Sul”; ii) deliberadamente distorcida quanto à atuação política dos grupos indígenas supracitados e dos órgãos atuantes na região, desmoralizando os primeiros ao compará-los, ainda que indiretamente, a “massas de manobra” das organizações supostamente manipuladoras e com uma “percepção medieval do mundo”; iii) irresponsável e criminosa, por estimular medo, ódio e racismo, como se vê no seguinte trecho: “o resto do Brasil que reze para que os antropólogos não tenham planos de levar os caiovás (sic) para outros estados, pois em pouco tempo todo o território brasileiro poderia ser reclamado pelos tutores dos índios”.
A reportagem, assinada pelos jornalistas Leonardo Coutinho e Kalleo Coura, não perdeu “a oportunidade de apresentar, mais uma vez, a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como [se] nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes. Fomos considerados como selvagens e truculentos”, conforme escreveu o Conselho da Aty Guasu, a assembleia Guarani e Kaiowá, em nota pública lançada no último dia 5.
O documento repudia “a divulgação e posição racista e discriminante” do texto e reafirma a autonomia organizativa e política Guarani e Kaiowá na luta pela recuperação dos territórios. “A Luta pelas terras tradicionais é exclusivamente nossa. Nós somos protagonistas e autores da luta pelas terras indígenas. [E] nós envolvemos os agentes dos órgãos do Estado Brasileiro, os agentes das ONGs e todos os cidadãos (ãs) do Brasil e de outros países do Mundo”, afirmou a Aty Guasu. Ali também denuncia o tratamento difamatório na reportagem, reiterada na nota da Comissão de Professores Guarani-Kaiowá ao indicar que, propagando o ódio contra os indígenas, “a matéria quer colocar um povo contra outro povo. Quer colocar os não-índios contra os indíos. Essa matéria não educa e desmotiva. Ao invés de dar vida, ela traz a morte”.
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A conjuntura em que estão inseridos os Kaiowá e Guarani lhes é extremamente desfavorável. Num momento em que se procura gerar uma negociação que busque superar os conflitos entre indígenas e fazendeiros no Mato Grosso do Sul, a revista teima em incendiar os ânimos de seus leitores ruralistas. A matéria carrega em si uma série de falhas na apuração das informações, apresentando fatos falsos ou distorcidos:
1. A reportagem expõe e reforça uma imagem distorcida e estigmatizada dos indígenas como dependentes de órgãos púbicos e privados, usuários de drogas e reféns dos interesses de indivíduos ou organizações exógenas às comunidades. Essa imagem estimula o racismo, o ódio e preconceito contra indígenas, problema histórico no Brasil, em geral, e no Mato Grosso do Sul, em particular, podendo intensificar a tensão e a violência já sofrida pelo povo Guarani-Kaiowá;
2. Aciona, também, preconceito contra a sociedade não-indígena, quando afirma que a população apoiadora da causa é manipulada, conforme explicitado na nota da Aty Guasu: a “(…) REVISTA VEJA considera que esses cidadãos (ãs) manifestantes seriam ignorantes e não conheceriam as situações dos Guarani e Kaiowá, os tachando de ignorantes aos cidadãos (ãs) em manifestação”. Há também uma passagem de sexismo sugestivo no texto, citando mulheres que “não perderam a chance de protestar de peito aberto diante das câmeras”;
3. Omite a verdade quando ignora de maneira retumbante os posicionamentos públicos dos indígenas Guarani-Kaiowá organizados em sua assembleia maior, a Aty Guasu;
4. Deturpa de maneira generalizada o conteúdo da carta dos Kaiowá de Pyelito Kue, imputando suas denúncias a organizações exógenas e creditando ao Cimi sua autoria e divulgação. A reportagem, no mínimo, não atentou às datas de divulgação do carta, escrita de próprio punho por lideranças de Pyelito Kue e endereçada à Aty Guas no dia 9 de novembro. Deturpações como essa são usadas para corroborar a tese de que os Kaiowá são “manipulados” pelo Cimi, pelos antropólogos e pela Funai;
5. Não foram checadas informações e acusações. As organizações citadas no texto, notadamente o Conselho Indigenista Missionário, nunca foram questionadas pela reportagem sobre as informações e acusações;
6. Uso de fonte questionável. O antropólogo citado na matéria, Edward Luz, não é pesquisador dos Guarani e Kaiowá, sequer do Mato Grosso do Sul. É, sim, missionário evangélico, membro do Conselho Consultivo do Instituto Antropos, diretor da Associação das Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), vinculada à Missão Novas Tribos do Brasil, o braço brasileiro da ONG internacional New Tribes Mission, organização que já foi expulsa ou impedida de entrar em diversas aldeias indígenas pelo órgão indigenista oficial brasileiro, a Fundação Nacional do Índio. É a mesma fonte, também, de outras matérias na revista com o mesmo teor antiíndigena;
7. Houve ma-fé no uso de informações desmentidas há tempos. As informações destacadas no mapa sobre a dita “Nação Guarani” – que revisaria limites territoriais nacionais e internacionais – e a demarcação contínua das terras do sul do Estado do Mato Grosso do Sul já foram desmentidas por indígenas e posteriormente por antropólogos e pela própria Funai, e novamente pelos indígenas durante as agendas de audiências públicas no Congresso Nacional na última semana;
8. Uso de apenas uma linha de entrevista, de maneira descontextualizada, com um único indígena – mesma fonte da matéria anterior sobre os Kaiowá e Guarani – no sentido de sugerir concordância com o texto conclusivo da matéria;
9. Exposição indevida da imagem de crianças indígenas em fotografia utilizada para ilustrar reportagem preconceituosa, com contornos sensacionalistas, ofensivos e que faz juízo de valor depreciativo de sua comunidade.
Dessa forma, o Conselho da Aty Guasu, grande assembléia dos povos Guarani Kaiowá, em conjunto com as demais organizações signatárias, vem a público denunciar a postura criminosa da Revista Veja.
A Aty Guasu Guarani e Kaiowá e a Comissão de Professores Guarani e Kaiowá exigem a investigação rigorosa e punição cabível dos responsáveis, bem como o direito de resposta aos Guarani e Kaiowá na revista Veja. Tais demandas também farão parte de Representação ao Ministério Público Federal para que este, dentro de suas competências constitucionais, tome as medidas necessárias. A imprensa é livre para se posicionar da forma que bem entenda – no entanto, os “fatos” que norteiam a reportagem citada são falsos. Não se trata de uma questão de opinião, e, sim, de irresponsabilidade. Os povos Guarani e Kaiowá já foram vitimados suficientemente por irresponsabilidades.
Dourados, 14 de novembro de 2012

Conselho Aty Guasu (Grande Assembleia do povo Guarani e Kaiowá)
Comissão de Professores Kaiowá e Guarani
Campanha Guarani

Coassinam:

Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, MG e ES (APOINME)
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)
Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Conselho Federal de Psicologia (CFP)
Conselho Indígenista Missionário (Cimi)
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
GT Combate ao Racismo Ambiental
Justiça Global
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Instituto Socioambiental (ISA)
Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)
Inst. Nac. de Ciência e Tec. de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa (INCTI)
Mestrado Prof. em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Indígenas (CDS/UnB)
Movimento Brasil pelas Florestas
Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
OcupaBelém
OcupaSampa
Plataforma Dhesca Brasil
Rede Jubileu Sul Brasil
Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP)
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)
Terra de Direitos – Organização de Direitos Humanos
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Lula, Gilmar e cia - Quem grita mais alto?

Eu não tinha a intenção de me meter na briga entre petistas e a Veja, pois estes vivem uma relação de amor e ódio e sabemos que não devemos nos meter em brigas de casal, mas cabe uma pequena nota.

Acredito que todos estejam sabendo (ainda que não necessariamente entendendo) da confusão entre Gilmar Mendes, Jobim, Lula e a Veja. Um dizendo que o outro falou A ou B, todos desmentindo... De concreto apenas que Lula e Gilmar Mendes/Jobim se encontraram. Mas não se sabe o que falaram, aí entra a Veja jogando m* no ventilador.

Não preciso deixar mais claro que não tenho qualquer confiança em nada que escreve a Veja, quem costuma aplaudir a revista são os petistas quando esta coloca Dilma na capa, mas da mesma forma, não confio no Lula. Não digo que são iguais, mas suas opiniões são, para mim, igualmente irrelevantes.

Não boto minha mão no fogo por um ou por outro.

Seria bom o Lula esclarecer o que foi falar com Jobim e Mendes - e com outros ministros do STF em outras reuniões. As razões para a conversa são críveis, mesmo que a fonte seja a risível Veja. O jogo é quem grita mais alto, se a Veja/Mendes/Jobim ou o Lula/Petistas e nesta gritaria a verdade não vai surgir nunca.

Na verdade a política brasileira há muito tem virado isso, um jogo de gritos. Uma militância fanática (paga?) que tenta gritar mais alto para abafar qualquer coisa, uma direita raivosa e sem projeto e um PT aliado da pior corja possível e de extremíssima direita. Neste bolo, não é o povo que ganha - ao menos nada além de paliativos.

Mas falemos de hipóteses.

O Lula tem interesse em melar o julgamento do Mensalão? Claro que tem. Se ele pressiona o Joaquim Barbosa - relator - não consegue nada pois ele é (em tese) incorruptível, mas se tenta se aproximar dos que são mais "fáceis" e, como o Mendes, mais próximo do PSDB, consegue um acordo para ou adiar o processo ou para um toma-lá-dá-cá livrando a cara do PSDB da atual CPMI.

E Lula procurar o Mendes faz sentido, já que o (suposto) acordo com o Lula livraria não apenas o PT, mas também o PSDB dadegola.
 
Sim, é absolutamente crível, pro mais que os fanáticos petistas tentem dizer que não.Se é VERDADE aí são outros 500 e não vai ser no grito que chegaremos até ela. Aliás, nem numa CP(M)I chegaríamso a lugar nenhum, pois sabemos que tudo sempre acaba em pizza.

Não tivemos CPI da privataria por uma razão simples: O Pt hoje privbatiza igual FHC, logo, seria dar munição apra a oposição investigar no futuro. A atual CPI do Cachoeira dificilmente dará em algo, já que não faltam petistas e aliados envolvidos em falcatruas. Vaccarezza já deixou claro que prefere melar tudo a colocar o Cabral (ou o Agnello) na fogueira.

Tem horas em que a lealdade é apenas pano de fundo para a canalhice.

O questionamento do Bob Fernandes é correto:
Estranhíssimo que um ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-presidente do mesmo STF vaze conversa reservada com um ex-presidente da República. Muito mais estranho: se a conversa teve tal gravidade, por que Gilmar Mendes não reuniu o tribunal no dia seguinte e não denunciou o fato? Por que não fez uma representação contra Lula? Era o seu dever. Por que esperou um mês para se dizer indignado?
E a pergunta é de mão-dupla: Porque Lula, acusado, não processa Gilmar? Porque não processa a Veja? Porue passou 8 anos trocando afagos e farpas com a mídia sem dar um passo sequer no caminho da democratização da mídia e da imposição de regras éticas para a mesma?

Espero que a verdade apareça, por mais que eu duvide que isso aconteça.

E vale ainda lembrar que todo esse #mimimi do Lula e aliados poderia ser facilmente evitável caso Dilma tivesse a honestidade e a coragem de propor e pressionar sua querida Base Aliada a aprovar uma regulação das comunicações, um amplo processo de demcoratização. Sabemos que isto JAMAIS vai acontecer, especialmente em um governo que, ao contrário, privilegia as Teles, vide PNBL.

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Uma nota: Acho burro da parte do PSOL se meter tão prontamente nesta briga de comadres. Por mais que seja necessário investigar tudo e todos, é precipitado tentar sair na frente desta forma com o assunto ainda tão mal explicado e cuja principal denunciante é apenas a Veja.
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NOTA DE LULA DA SILVA:
Sobre a reportagem da revista "Veja" publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:
1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. "Meu sentimento é de indignação", disse o ex-presidente, sobre a reportagem.
2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.
3. "O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", afirmou Lula.
4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.
Assessoria de imprensa do Instituto Lula
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domingo, 25 de março de 2012

Dilma na Veja: Ontem e hoje, quem mudou?

Dilma na Veja em 2010 - Vermelho/Ódio
Dilma na Veja em 2012 - Azul/Amor
Como reagiu a Milícia governista:

Ontem: Veja é nojenta, não é jornalismo, asquerosa, tem que fechar, "Ai, um PIG!"

Hoje: Linda, maravilhosa, "Olha a dilma poderosa na Veja, gente"!

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Reparem na capa da Veja atual.

Aazul, cor do PSDB, em oposição à vermelha anterior esculhambando Dilma.

Notem agora, acima, na "homenagem" ao Chico Anysio: "Aplaudam, amigos, a comédia terminou". 

Alguém ACHA que a mensagem subliminar contida ali foi só coincidência?

Acabou a comédia da Dilminha de esquerda, agora tem que aplaudir porque ela é uma das nossas, de direita, anti-direitos humanos, anti-aborto, anti-direitos LGBT e etc.

A Veja sabe o que faz, e a militância fanática aplaude o fim da "comédia" entusiasmada.


Mas vale um alerta. Dilma acha que a militância fanática dela existirá sempre, que é fortíssima e imutável, daí ela faz a m* q quiser. Vamos ver até onde vai.
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Post inspirado no Maria da Penha Neles da querida @Ro_anna
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Jornalixo da Veja, a Ética e a Manipulação Midiática

Recentemente o Observatório da Imprensa publicou um artigo original da revista Veja que, surpreendentemente, parecia balanceado e até mesmo honesto. Coisa rara na história da revista, havia espaço para os dois lados da questão. Mas a "honestidade" para por aí. A revista não escondeu seu próprio lado ao chamar aqueles que defendem o protagonismo das redes sociais como "ciber-utópicos".

De qualquer forma, disse a Veja sobre os "ciber-utópicos":
A turma dos ciber-utópicos fez seu début em junho de 2009, depois que os iranianos saíram às ruas para protestar contra a eleição fraudulenta que reconduziu Mahmoud Ahmadinejad à presidência do país controlado pela ditadura dos aiatolás. O assunto foi o mais comentado do ano no Twitter, superando até a morte do astro pop Michael Jackson, o que levou os utópicos a cunhar a expressão "revolução do Twitter" e a apostar que essa ferramenta seria responsável por revoluções. O trecho de um editorial do respeitado jornal americano Washington Post captou o clima (otimista) da época: "O imediatismo dos tweets foi emocionante, com um fluxo de atualizações com fotos e vídeos que mostrou um retrato de crise no país. O que estamos vendo é a chama tremulante da liberdade." Um assessor do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush chegou a sugerir que o Twitter fosse indicado ao prêmio Nobel da Paz pelo papel na crise. O governo de Teerã, contudo, não caiu: reprimiu os protestos e bloqueou serviços de internet. O episódio deixou a impressão de que a turma dos ciber-utópicos sobrecarregara de expectativas as asas do Twitter, fazendo do microblog a panaceia anti-ditaduras.
Já do lado dos "ciber-céticos", a Veja cita o onipresente "A Revolução não será tuitada" de Gladwell - que já desmontei em post anterior - e cita ainda o pesquisador iraniano Hamid Tehrani:
A resposta dos ciber-céticos veio na mesma intensidade, em sentido oposto. O primeiro contra-ataque foi comandado pelo pesquisador iraniano Hamid Tehrani, que tentou colocar os fatos ocorridos no Irã em sua real dimensão. "Houve uma sobrevalorização do Twitter. O país contou com menos de 1.000 usuários ativos. O maior volume de informações propagadas no microblog veio do Ocidente, de pessoas que não estavam no local. Quando alguém comentou que havia 700.000 pessoas protestando em frente a uma mesquita, descobriu-se que apenas cerca de 7.000 pessoas compareceram", escreveu.
Mas esperem, Hamid Tehrani como um ciber-cético?


Para quem não conhece o Hamid, ele é um autor do Global Voices Online e seria no mínimo engraçado que um ativista que usa as redes sociais como plataforma para divulgação da realidade iraniana fosse simplesmente um cético no que tange o uso destas em processos revolucionários e revoltas. Imagine então ser colocado ao lado de alguém como Gladwell!
  
Quando vi que ele teria sido supostamente entrevistado pela Veja enviei-lhe um e-mail questionando o fato e também questionando se ele havia realmente dito aquilo em qualquer outro lugar. 

Conhecendo o histórico de manipulações da Veja, é sempre bom verificar todas as informações.

Eis o que ele me respondeu, em tradução livre:

Se havia sido entrevistado pela Veja ou por algum jornalista brasileiro - "Não, eu não dei nenhuma entrevista a um jornalista brasileiro"

Sobre a frase selecionada pela Veja -  "A questão do Twitter: Eu escrevi um artigo para o Global Voices logo depois de estourar o movimento de protesto no Irã, 'Mito e realidade sobre o Twitter no Irã'" [o artigo é este, no link, em inglês]


Sobre a interpretação de suas palavras - "O que eu disse e o que sempre digo é que você não sabe realmente quantas pessoas usando o Twitter estão baseadas no Irã. Muitos dos que põem "Irã" em suas contas vivem fora do país e/ou conseguem sua informação de fontes de segunda mão, mais por ligarem para outras pessoas do que por estarem nas ruas.
 Eu acho que a Al JAzeera certa vez mencionou que menos de 100 contas do Twitter estavam ativas em Teerã durante as manifestações de 2009.
Na verdade, o Twitter, ao contrário do YouTube e Facebook, não teve um papel significante no Irã. Nunca."


Tentando entender melhor esta última parte, mandei outro e-mail, questionando o papel do Facebook e do Youtube (e não só do Twitter) ao que o Hamid me respondeu - "Sim, o Facebook e o Youtube tiveram grande papel. O líder da oposição, Moussavi, tinha pelo menos 150 mil fãs no Facebook e os vídeos do Youtube estiveram muito presentes."
Apenas nesta simples e rápida troca de e-mails podemos ver que o Hamid, nem de longe, é um "ciber-cético". E tampouco deu qualquer declaração à revista Veja.

Ele tão somente criticou o ibope dado unicamente ao Twitter, mas defende a importância das mídias sociais como um todo, em especial do Facebook e do YouTube. Apenas disso já notamos que a reportagem da Veja não é apenas tendenciosa, mas foi mal feita e as informações não foram devidamente apuradas. O e-mail do Hamid está disponível para quem quiser em sua página do Global Voices e não custava nada apurar antes de publicar.

No artigo que Hamid cita em seu e-mail, há de fato uma crítica ao poder do Twitter. Fala-se que ele leva a conclusões erradas muitas vezes, mas mesmo assim Hamid o considera uma forma interessante de espalhar notícias para o mundo, de dar visibilidade aos protestos. Ele ainda afirmou que:
Twitter and Facebook along with reformist websites such as Ghlamnews help communicate the decisions of reformist leaders and pass on the message.
Ou seja, que o Twitter, o Facebook e os sites reformistas ajudaram a comunicar as decisões dos líderes reformistas e ajudaram a passar a mensagem.

Para quem ainda pensa no Hamid como um "ciber-cético", repasso:
Most people tweet what they read on websites, and have also shared useful tips and information to help Iranians circumvent internet filtering and censorship. In other words tweeting helps create an information pool.
 "Muitas pessoas tuitaram o que leram em websites, e também compartilharam dicas úteis e informação para ajudar os iranianos a contornar a censura e filtragem da rede. Em outras palavras, tuitar ajuda a criar uma rede de informações."
Mas para quem pensa que acabaram os problemas, ledo engano.

O artigo do Hamid é de 4 de julho de 2009 e muito do que foi dito por ele foi retomado em uma entrevista - aí sim, ENTREVISTA - feita pelo The Guardian em 9 de junho de 2010.

Disse Tehrani ao The Guardian:
Such hyperbole reveals more about western fantasies for new media than the reality in Iran, argues Hamid Tehrani, the Persian editor of the blogging network Global Voices.
"The west was focused not on the Iranian people but on the role of western technology," he says. "Twitter was important in publicising what was happening, but its role was overemphasised."
Tehrani estimates that there were fewer than 1,000 active Twitter users in Iran at the time of the election. "Some people did provide updates from Tehran, but many didn't check out. When someone tweeted that there were 700,000 people demonstrating in front of a mosque, it turned out that only around 7,000 people showed up."
A matéria da Veja tem uma incrível semelhança com a do The Guardian, mas curiosamente não a cita. A veja não se dá ao trabalho de citar a fonte original, o Guardian, e nem o Global Voices - coisa que o Guardian fez.

E esta não é a primeira vez que a Veja cita um autor do Global Voices mas não cita o fato (ou a fonte).

Em 2009, informa Daniel Duende, ex-editor do Global Voices em Português e atual colaborador do projeto - a Veja copiou letra sobre letra artigo sobre a Palestina - "Blogueiros em Gaza relatam o terror" - sem citar a fonte e, mesmo depois de imensa pressão da blogosfera, não se retrataram ou retiraram o artigo do ar.

Segundo a Veja, o jornalista (sic) André Pontes foi o autor da reportagem... E não o Global Voices!

Daniel Duende, com propriedade, exclamou na época:
Todos sabemos a qualidade do trabalho jornalístico (!!??) da Veja piora a cada dia. Não é supresa que eles plagiem sem citar fontes, roubem material, mintam, se façam de desentendidos. Mas não é por isso que devemos parar de reclamar ou de nos indignar frente aos absurdos cometidos por esta revista semanal sem compromisso algum com o jornalismo, e muito menos com a ética.
Continua assustadoramente atual. Ética e jornalismo, para a Veja, são coisas que não combinam.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vergonha alheia da campanha pró-Serra em Minas! Assustador!

O desespero da turma do Serra e da galerinha do Reinaldo Azevedo não tem limites.... Vergonha alheia é pouco para descrever este vídeo, no qual aparecem o presidente da Juventude do PSDB (sim, isso existe, e é o mesmo que vem sendo processado pelo Hélio "Telefônica" Costa) de Minas e um gordinho de chapéu que, dizem, vem a ser o sobrinho do Reinaldo Azevedo e protagonista da piada.

É a chamada "Turma do Chapéu" que, de uma vez só, comprova a proximidade entre Reinaldo Azevedo/Veja e o DemoTucanato. Vejam até o final e sintam MUITA vergonha. O Serrá tá feito!

Vídeo enviado por Lucas Morais, @luckaz
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Lista de chamada da campanha contra a Folha/Uol

Conversando via Twitter com o @aarles, surgiu a idéia de tentar monitorar e aproximar àqueles que vem usando os logos da campanha #CancelandoFOLHA, #CancelandoUOL em seus blogs fazendo uma pequena lista de chamada.

Vamos linkar nossos blogs, comentem neste post e coloquem o link de seus blogs e vamos criar nossa Linkania, nosso Blogroll daqueles que protestam contra o jornalismo golpista da grande mídia brasileira!

Comentem aqui ou no Arlesophia!

Aliás, a discussão no blog da Maria Frô vale a visita: "Não basta cancelar assinaturas da Folha/UOL: boicote seus anunciantes!"

E, também muito importante, todos ao protesto contra a Folha de São Paulo dia 5 de dezembro, 10h!

Já se somam à convocatória do protesto o Descurvo do @Hugoalbuquerque, o Cinema & outras artes do @M_Caleiro!

#CancelandoFOLHA




#CancelandoUOL


#CancelandoTODOS #CancelandoPIG



Os selos acima foram feitos pela @dolphindiluna

A imagem abaixo foi feita pelo @aritana:




E em formato menor, para blogs:

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Selos da campanha: Cancele a Folha! Cancele o Uol!

Já estão no ar os selos da campanha contra a Folha e o Uol (do Grupo Abril, dona da Veja). Cancelem suas assinaturas! Não comprem nas bancas! Jornalismo sem ética, sem decência, vendido e sem compromisso com a verdade!

#CancelandoFOLHA




#CancelandoUOL


#CancelandoTODOS #CancelandoPIG



Os selos acima foram feitos pela @dolphindiluna

A imagem abaixo foi feita pelo @aritana:




E em formato menor, para blogs:

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Internet: Reacionária ou Progressista?

Interessante discussão proposta pelo Leonardo Sakamoto eu seu excelente e recomendado blog sobre a neutralidade da internet, na verdade, questionando se esta seria reacionária ou progressista.

Eis meu comentário no post:

A internet em um potencial revolucionário, em si, progressista. Mas nada impede que ela seja – e é por muitas vezes, vide o Mídia sem Máscara e a Veja online – retrógrada, fascista até, reacionária.

Depende do uso que cada um faz dela. E a internet vai refletir aquilo que pensa a população, sua maioria.

Claro, temos polos fortes de resistência, os blogs, os de esquerda tem grandes acessos. Chegamos até a discutir, quando ainda vivia o grande Biscoito Fino do Idelber Avelar, que somente este blog praticamente empatava em acessos com o número de edições da Folha vendidas diariamente.

Alcance tremendo!

Mas por outro lado, Veja, MSM e outros sites e blogs de direita também tem grande número de visitas. Cabe ao leitor escolher o que melhor lhe convém, mas no geral o espaço é o mesmo para todos e o dinheiro nem sempre vale muito na hora de se alcançar um bom número de acessos e de leitoras/leitores.
Enfim, não creio ser possível definir se a internet é progressista ou reacionária, ela é em si revolucionária, livre, mas depende do uso que cada um faz dela.
Em linhas gerais, a internet é neutra, ou deveria ser.

Por um lado ela é extremamente progressista - a mera existência e alcance de um blog como o do Sakamoto comprovam a tese - é uma forma única de interação e propagação de idéias. Por outro lado ela é reacionária enquanto permite que, ao mesmo tempo, convivam com o progresso resquícios de um período negro e saudosistas da ditadura, como os que escrevem a Veja, o Mídia Sem Máscara e outros exemplos do mais fino fascismo tupiniquim.

Tem para todos os gostos e cabem todos os gostos. Desde movimentos comunistas revolucionários até Skinheads neonazistas convivem na rede e tem ambos o mesmo espaço, basta saber aproveitá-lo.

Obviamente o poder econômico ainda interfere, um grande portal tem muito mais alcance para suas idéias - normalmente atreladas à elite retrógrada - que um blog de esquerda e progressista, mas também é verdade que é muito mais fácil o leitor de um blog progressista ter a capacidade de influenciar e propagar idéias que o mero leitor desavisado de um grande portal que caiu de para-quedas em alguma notícia, artigo ou piada de mal gosto ao estilo Reinaldo Azevedo.

De qualquer maneira, a luta pela neutralidade da rede não é à toa, não que isto vá garantir que o progresso vença, por assim dizer, sendo simplista ao extremo, mas ao menos garante espaço igual para todas as teses e idéias.

Enfim, pessoalmente não acredito que a rede em si, a internet, tenha um lado, que ela seja reacionária ou progressista, mas ela se move de acordo com o que o usuário decide ou quer ver ou, em alguns casos, é influenciado a ver.

Seu lado depende do posicionamento do indivíduo que escreve, que lê, que colabora, que interfere e, vale salientar, depende muito da posição que esta pessoa tem fora da rede, da pré-disposição do indivíduo ao adentrar ao ambiente livre da internet.

A internet é um meio, reacionários ou progressistas são os que dele se utilizam.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Quando o silêncio da mídia equivale ao golpismo

Já ha algum tempo venho tomando nojo pela revista Istoé. Há quase um ano sou assinante da revista - a promoção era imperdível e, na época, ela parecia a menos pior das semanais como Época e Veja - e só não a cancelo porque já está paga e não tem como deixar de receber o que já paguei. Mas dá muita vontade.

A coisa começou há algum tempo mas desde o golpe em Honduras e dos protestos no Irã que a coisa vem se tornando insustentávl, chegando ao auge na edição desta semana, a edição 2072.

Comecei a me enfezar realmente com a edição 2055, de abril, com a ladra da dona da Daslu na capa e o seguinte texto: "Exagero ou justiça?". Simplesmente um absurdo. A criminosa deveria pegar prisão perpétua, isso sequer está em discussão. Sim, roubar, fraudar, corromper é crime e tão punível quanto o assassinato pois, se muitos chegam à situação de desespero de matar é porque foram obrigados por sua condição social, condição esta que em muito se deve à corrupção, à desvios de dinheiro feitos por gente como a larápia da Eliana Tranchesi.

Mas, relevei, deixei passar e meses depois meu ódio foi novamente trazido à tona com as constantes capas que me faziam crer que a revista se tratava de algum periódico de auto-ajuda e não uma revista semanal séria. Matérias sobre peso, inveja, sexo e outras babaquices tomavam conta da revista. Eu já estava esperando as fofocas de atrizes globais para completar!

O estopim, então, veio durante os protestos no Irã e o golpe em Honduras. Nenhuma capa.

Matérias xoxas, fracas, superficiais sobre o ocorrido, que denotavam o desinteresse da revista em noticiar e informar. Com o Irã pegando fogo, capas sobre a queda do avião da Air France - esta até desculpável - mas também capas sobre "Inveja", "Crises da Idade" e "Peso", ou seja, auto-ajuda da mais rasteira e inútil.

Quanto à Honduras, matérias ainda mais fracas e tendenciosas, mal escritas, superficiais e isto quando a revista sequer se dignava a "perder" uma ou duas linhas sobre a questão!

Na revista desta semana, pasmem, em meio à tentativa de Zelaya de voltar ao poder, na fronteira com a Nicarágua, repressão, assassinatos e torturas contra ativistas em Honduas e nem uma, nem uma mísera linha, matéria ou nota de rodapé sobre o país. A Istoé resolveu simplesmente ignorar completamente a existência do país e do conflito, ao invés disso dedicou sua capa à algo tão importante quando "Os perigos da ansiedade" e páginas e mais páginas de dicas sobre casamento e saúde.

Só poder ser brincadeira! Será que não existe meio de processar a revista/editora por ter pego meu dinheiro da assinatura para escrever tanta inutilidade? Ou estou lendo a Tititi por engano?

Desde a malfadada capa com a criminosa Tranchesi podemos contar 7 capas com teor de Auto-Ajuda, uma sobre o relevante tema "Ovnis" (sim, isto foi irônico)! É intolerável!

Uma capa em particular, sobre "A sociedade secreta dos novos nazistas brasileiros" chama à atenção. A matéria foi uma das mais mal escritas e ridículas que eu já tive o desprazer de ler. A revista tentava fazer soar crível e assustadores os planos de um grupelho neonazista tupiniquim com sonhos de grandeza que fariam até um recém-nascido se mijar de rir. Este é o nível das "reportagens" da revista?

O interior é mais lamentável ainda, matérias rasas sobre assuntos que realmente interessam e longas discussões sobre futilidades em geral, o velho blablablá do PIG sobre Sarney, Lula e etc e quase nada sobre o mundo, sobre o que realmente importa e acontece.

O PIG é oito ou oitenta, ou é como a Veja e diz com todas as letras apoiar o golpe em Honduras e tudo mais que pode ser repudiado no mundo e no país, ou adota a posição da Istoé, se omite.

O PIG, enfim, ou chuta o balde categoricamente ou, como faz a Istoé, concorda por omissão, por desinteresse, por sequer considerar relevante.

Este país não é sério, o jornalismo é tão pueril e pobre que chegamos ao ponto do conservador Finantial Times chamar o Estadão de... Conservador!

Diz o Rodrigo Vianna:
"O mais divertido é ver o conservador Financial Times chamar o “Estadão” de conservador. Para os britânicos, Aqui no Brasil, ninguém (fora a TFP) assume que é conservador."
A mídia brasileira é tão tosca, tão descaradamente pelega e retrógrada que recebe "elogios" até de fora, seu conservadorismo burro é notado até pelos que lêem de fora do país. É lamentável!

Veja com seus Reinaldo Azevedos e figuras carnavalescas como Diogo Mainardi e a defesa da extrema-direta, Istoé com sua omissão estúpida, Estadão com seu conservadorismo mal-disfarçado, Folha com suas capas forjadas... Esta é a imprensa brasileira, este é o nosso PIG!

O PHA é que está correto:
"Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista."
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