Dizer que o Jean é um ativista pelos direitos LGBT é não apenas reduzir sua luta, como dividir os Direitos Humanos em pequenos núcleos que não se comunicam. Não, Jean defende os Direitos Humanos, com letra maiúscula, e nisso defende LGBTs, mulheres, indígenas, sem terra, sem teto, prostitutas... defende nossos direitos, os direitos de todos e todas.
Em 4 anos Jean lutou pela visibilidade de grupos normalmente (re)tratados com desprezo, escondidos sob o tapete ou mesmo criminalizados, mas 4 anos é muito pouco para tamanha luta. Precisamos garantir mais um mandato não apenas para ele, mas para aqueles que defendam com unhas e dentes - mas sempre com alegria - os Direitos Humanos, os NOSSOS direitos.
Jean é necessário. Mas é bom ter em mente que só ele não pode levar a bandeira dos Direitos Humanos sozinho.
Votem em candidatos e candidatas que não tenham medo de dar a cara a tapa na defesa intransigente das minorias e votem em Jean Wyllys para continuar a encabeçar esta luta.
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Bons candidatos para se votar no Rio:
Pra Federal - Jean Wyllys, Renato Cinco e Chico Alencar
Pra Estadual - Ivone Pita, Bruno Mattos, Flavio Serafini e Marcelo Freixo
E pra governador sem dúvida recomendo o Tarcísio Motta
Em São Paulo:
Pra Federal meu voto é do Givanildo-Giva Manoel
Pra Estadual meu voto é do Todd Tomorrow
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Blog do Tsavkko apoia Jean Wyllys para Deputado Federal
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
11:00
Blog do Tsavkko apoia Jean Wyllys para Deputado Federal
2014-09-10T11:00:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Rússia e a condenação da "propaganda do amor gay"
Estava aqui pensando sobre
esse papo russo de ser contra a "propaganda do amor gay"...
É tosco em muitos sentidos, mas deixa eu ver se consigo analisar algo que me inquieta. Se a Rússia falasse que é contra a "propaganda gay" poderíamos até tentar interpretar as coisas.
Não que fosse aceitável, claro, mas poderíamos ao menos tentar entender (e entender é o primeiro passo para encontrar formas de combater) o que se passa na mente de gente que vê perversão no "comportamento gay", que se incomoda com "atos" como beijos, carícias e mesmo o sexo entre gays.
O discurso de pastores homofóbicos e mesmo da Dilma vão nesse sentido, de não fazer "propaganda de opção sexual", o que equivaleria a não fazer propaganda de comportamentos considerados gays - já se abre um debate sobre quais seriam.
Enfim, a "propaganda gay" abre espaço para muitas interpretações. Algumas delas dialogáveis, outras apenas combatíveis.
"Propaganda gay" pode ser qualquer coisa.
Pode ser o incentivo (ilusório, claro) à homossexualidade por parte de ativistas que alguns fanáticos enxergam. Pode ser veicular imagens que levem o público a pensar na homossexualidade como algo atrativo (devemos ter em conta que para o homofóbico médio ninguém nasce gay, mas "se torna" gay)...
No caso dos fanáticos mais radicais um beijo gay seria tão escandaloso quanto o sexo entre pessoas do mesmo sexo, mas aí já é outro assunto. Uma coisa é, dentro da tal "propaganda gay", você reclamar que não quer ver pessoas afeminadas (gays) ou masculinizadas (lésbicas) na TV, ou não quer ver troca de afetos entre pessoas do mesmo sexo e etc....
É ridículo? Sim. Mas é dialogável/combatível porque podemos entender exatamente contra o que estão lutando.
Quando nos centramos em fatores objetivos, é possível não apenas buscar um diálogo, como também pensar em formas de combater. Quando falamos de fatores subjetivos entramos em um campo mais complicado. Este campo talvez se aproxime da ideia de "propaganda do amor gay".
Quando falamos em "propaganda do AMOR gay" a coisa complica. Tomemos como uma derivação subjetiva (e perigosa) da "propaganda gay".
Gente, os caras não tão "combatendo" algo mais ou menos palpável como imagens que incitem (sic), ou veiculação de discursos e etc, mas estão condenando algo abstrato, o AMOR!
E isso poderia levar a ações como temos em países africanos, onde SER gay é, em si, um crime. Não se fala de troca de afetos em público, mas da mera potencialidade do indivíduo sentir afeto por alguém do mesmo sexo.
Além do que, tem coisa mais tosca que você colocar em meio a frases e discursos de ódio que o que você odeia é o... amor?
O caso recente nos Camarões onde um homem morreu na cadeia por enviar um SMS a outro homem por quem estava apaixonado é um exemplo. Dentro da concepção de "propaganda gay" talvez tal ato não pudesse ser criminalizado, oras, estamos falando de uma troca privada de afeto. Mas dentro da concepção de "propaganda de AMOR gay", temos uma questão. A Rússia chegará a esse ponto?
Não é dialogável, sequer é compreensível. Deve-se repudiar, combater com unhas e dentes e não sobra espaço para mais nada.
No fim demonstra um grau de estupidez e fanatismo insustentáveis por parte da Rússia e é um perigo, pois é um discurso ainda mais perigoso do que o meramente contra a "propaganda gay", pois agrega um elemento abstrato com muito menos chances de se encontrar saídas.
É óbvio que a linha que separa ações e interpretações é tênue, no fim pode ser apenas um exercício teórico fútil tentar enxergar as diferenças, mas penso ser necessário quando estamos a beira da criminalização de abstrações e não de (supostas) atitudes. Quando mais um país, a Rússia, pode vir a seguir o caminho que diversos países africanos já vem tomando, o de criminalizar a mera existência dos gays baseado também em abstrações.
É tosco em muitos sentidos, mas deixa eu ver se consigo analisar algo que me inquieta. Se a Rússia falasse que é contra a "propaganda gay" poderíamos até tentar interpretar as coisas.
Não que fosse aceitável, claro, mas poderíamos ao menos tentar entender (e entender é o primeiro passo para encontrar formas de combater) o que se passa na mente de gente que vê perversão no "comportamento gay", que se incomoda com "atos" como beijos, carícias e mesmo o sexo entre gays.
O discurso de pastores homofóbicos e mesmo da Dilma vão nesse sentido, de não fazer "propaganda de opção sexual", o que equivaleria a não fazer propaganda de comportamentos considerados gays - já se abre um debate sobre quais seriam.
Enfim, a "propaganda gay" abre espaço para muitas interpretações. Algumas delas dialogáveis, outras apenas combatíveis.
"Propaganda gay" pode ser qualquer coisa.
Pode ser o incentivo (ilusório, claro) à homossexualidade por parte de ativistas que alguns fanáticos enxergam. Pode ser veicular imagens que levem o público a pensar na homossexualidade como algo atrativo (devemos ter em conta que para o homofóbico médio ninguém nasce gay, mas "se torna" gay)...
No caso dos fanáticos mais radicais um beijo gay seria tão escandaloso quanto o sexo entre pessoas do mesmo sexo, mas aí já é outro assunto. Uma coisa é, dentro da tal "propaganda gay", você reclamar que não quer ver pessoas afeminadas (gays) ou masculinizadas (lésbicas) na TV, ou não quer ver troca de afetos entre pessoas do mesmo sexo e etc....
É ridículo? Sim. Mas é dialogável/combatível porque podemos entender exatamente contra o que estão lutando.
Quando nos centramos em fatores objetivos, é possível não apenas buscar um diálogo, como também pensar em formas de combater. Quando falamos de fatores subjetivos entramos em um campo mais complicado. Este campo talvez se aproxime da ideia de "propaganda do amor gay".
Quando falamos em "propaganda do AMOR gay" a coisa complica. Tomemos como uma derivação subjetiva (e perigosa) da "propaganda gay".
Gente, os caras não tão "combatendo" algo mais ou menos palpável como imagens que incitem (sic), ou veiculação de discursos e etc, mas estão condenando algo abstrato, o AMOR!
E isso poderia levar a ações como temos em países africanos, onde SER gay é, em si, um crime. Não se fala de troca de afetos em público, mas da mera potencialidade do indivíduo sentir afeto por alguém do mesmo sexo.
Além do que, tem coisa mais tosca que você colocar em meio a frases e discursos de ódio que o que você odeia é o... amor?
O caso recente nos Camarões onde um homem morreu na cadeia por enviar um SMS a outro homem por quem estava apaixonado é um exemplo. Dentro da concepção de "propaganda gay" talvez tal ato não pudesse ser criminalizado, oras, estamos falando de uma troca privada de afeto. Mas dentro da concepção de "propaganda de AMOR gay", temos uma questão. A Rússia chegará a esse ponto?
Não é dialogável, sequer é compreensível. Deve-se repudiar, combater com unhas e dentes e não sobra espaço para mais nada.
No fim demonstra um grau de estupidez e fanatismo insustentáveis por parte da Rússia e é um perigo, pois é um discurso ainda mais perigoso do que o meramente contra a "propaganda gay", pois agrega um elemento abstrato com muito menos chances de se encontrar saídas.
É óbvio que a linha que separa ações e interpretações é tênue, no fim pode ser apenas um exercício teórico fútil tentar enxergar as diferenças, mas penso ser necessário quando estamos a beira da criminalização de abstrações e não de (supostas) atitudes. Quando mais um país, a Rússia, pode vir a seguir o caminho que diversos países africanos já vem tomando, o de criminalizar a mera existência dos gays baseado também em abstrações.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Os colunistas "do bem" ou o fascismo que enxergamos
O artigo do Marcelo Coelho na Folha, "fascistas do 'bem'" é ridículo por inteiro, mas esta parte é especial:
Então os escrachos que o Levante Popular fazia contra torturadores da Ditadura era algo fascista? Pois sim, a gênese é a mesma, o método é o mesmo.
Ele ainda se complica ao comparar a atitude legítima e política de escrachar o homofóbico, racista, ladrão, estelionatário (enfim, um bandido) que é o Feliciano com isso:
Claro que sequer comparar questão de direitos humanos com futebol dentro destes termos é ridículo, mas vamos em frente.
Em seu raciocínio torto ele continua:
E digo "derrotado" e "sem defesa" lembrando por exemplo das travestis, violentadas todos os dias sem conseguir defesa, dos gays assassinados e torturados sem poder se defender e derrotados por este governo homofóbico do qual Feliciano não apenas faz parte, como tem trânsito e poder - junto com outros bandidos neopentecostais travestidos de pastores e deputados.
Fascista, pela definição de Marcelo Coelho é sua assumida vítima, Feliciano.
Mas ele deixa omelhor pior pro final:
Feliciano não está sendo "punido" por ser "quem ele é", está sendo "punido" por defender o que ele defende. Por defender o racismo e a homofobia. Minorias, em nome DELAS, se levantam para denunciar - ou "avacalhar, como diz o colunista - o opressor. E continuarão a fazê-lo à despeito da grita de colunistas que nunca souberam o que é ser vítima de preconceito.
Não sei se Marcelo Coelho é gay ou hétero, mas neste artigo ele sem dúvida se coloca ao lado e como um macho, branco, heterossexual de classe média. E isto diz tudo.
"Pelo que diz minha sensibilidade para o assunto, os dois manifestantes não tinham jeito de gays. Talvez, se tivessem, eu não estaria escrevendo este artigo. Não sei.Vejamos se entendi: O fato dos dois rapazes que escracharam o Feliciano serem heteros diminui a força ou a validade de seus atos? O colunista olhou pra cara deles e logo concluiu que são fascistas dando características... ridículas, pra afirmar seu ponto?
Tinham, isso sim, as características claras do jovem fascista urbano brasileiro. A voz desarticulada, o espírito do oba-oba cervejeiro, o celular na mão e a ideia pronta na cabeça."
Então os escrachos que o Levante Popular fazia contra torturadores da Ditadura era algo fascista? Pois sim, a gênese é a mesma, o método é o mesmo.
Ele ainda se complica ao comparar a atitude legítima e política de escrachar o homofóbico, racista, ladrão, estelionatário (enfim, um bandido) que é o Feliciano com isso:
"Suponha a torcida de um time que acabou de ganhar o campeonato. Encontra, no meio da festa, uns quatro ou cinco adeptos do time derrotado. Não contente com a vitória, a torcida vencedora resolve hostilizar os perdedores. Hostiliza, xinga, cai de pancada em cima dos coitados —para lhes “dar uma lição”."Em primeiro lugar, não há NADA de errado em um torcedor de time vitorioso provocar o torcedor do derrotado, faz parte e, aliás, é uma das coisas que torna o futebol prazeroso. Outra coisa, óbvio, é a violência. E no caso em tela, em segundo lugar, NÃO HOUVE violência alguma, tão somente provocação justa.
Claro que sequer comparar questão de direitos humanos com futebol dentro destes termos é ridículo, mas vamos em frente.
Em seu raciocínio torto ele continua:
Isso, para mim, é puro fascismo, e não depende de nenhuma orientação ideológica. Trata-se de oprimir, em grupo, o derrotado, o minoritário, o sem defesa.Ele está errado sob qualquer perspectiva sociológica, mas, mesmo que concordemos com ele e esqueçamos do valor e peso da ideologia, ele continua... errado. E a razão é simples: Feliciano oprime o derrotado, o violentado, o minoritário, o sem defesa.
E digo "derrotado" e "sem defesa" lembrando por exemplo das travestis, violentadas todos os dias sem conseguir defesa, dos gays assassinados e torturados sem poder se defender e derrotados por este governo homofóbico do qual Feliciano não apenas faz parte, como tem trânsito e poder - junto com outros bandidos neopentecostais travestidos de pastores e deputados.
Fascista, pela definição de Marcelo Coelho é sua assumida vítima, Feliciano.
Mas ele deixa o
Há 30 ou 40 anos, é possível que fizessem o mesmo se algum transexual estivesse a bordo. Qual o propósito de hostilizar Feliciano? Puni-lo por ser quem ele é? Em nome de que minorias você se levanta da cadeira do avião e puxa um coro para avacalhar quem quer que seja?Sim, ele comparou um homofóbico e estelionatário com intenções claras de criminalizar LGBTs e mulheres com... a vítima! É realmente uma façanha.
Feliciano não está sendo "punido" por ser "quem ele é", está sendo "punido" por defender o que ele defende. Por defender o racismo e a homofobia. Minorias, em nome DELAS, se levantam para denunciar - ou "avacalhar, como diz o colunista - o opressor. E continuarão a fazê-lo à despeito da grita de colunistas que nunca souberam o que é ser vítima de preconceito.
Não sei se Marcelo Coelho é gay ou hétero, mas neste artigo ele sem dúvida se coloca ao lado e como um macho, branco, heterossexual de classe média. E isto diz tudo.
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quinta-feira, 28 de março de 2013
"Me sinto realizado, democracia é isso" Feliciano, Marco. Aliado do PT.
Não faz diferença se o Feliciano cair e assumir uma "profeta" ou qualquer outro bandido/estelionatário/racista/homofóbico do PSC.
E o PSC é dono da presidência da CDH, o PT garante isso. O líder do PT deixou claro - líder que é o famoso deputado a ter assessor com dinheiro na cueca e é irmão do bandido condenado, Genoíno.
E não veremos protestos contra o PT, contra Dilma, os verdadeiros responsáveis por essa palhaçada toda. Pelo contrário. Temos uma infinidade de fanáticos blindando (ou tentando porcamente) o PT e sua líder (Dilma) assumidamente homofóbica.
Ao mesmo tempo temos a CCJ aprovando PEC para igrejas terem direito a se meter em assuntos constitucionais. Nenhum grito aí, numa comissão presidida pelo PT e que conta com os bandidos condenados Genoíno e JP Cunha nela. É o escárnio do PT com o povo e com a justiça, com o STF que ELES MESMOS NOMEARAM!
O país está a deriva. Economia não cresce (PIBinho), empresários lucram como nunca, Dilma privatiza tudo que vê pela frente, continuamos com TODOS os serviços e produtos caros, feitos nas coxas...
Não temos educação, não temos qualidade de vida, segurança, saúde...
Mas o país está maravilhoso.
É o que vemos nas propagandas do governo e é o que ouvimos dos milhares de fanáticos pagos ou não pelo PT.
Tem índio levando porrada no Rio? Oras, tem fanático pra aplaudir e dizer que são de "extrema-direita".
DIlma mandou a Força Nacional, a PF e o Exército pra garantir mais uma UHE no Tapajós e dar porrada e até matar os Mundukurus que resolverem protestar.
No Mato Grosso os Guarani-Kaiowá são genocidados pelos ALIADOS do PT e nada é feito.
O país tá na merda, mas povo tem emprego (pra ganhar salário mínimo), mas povo tem ProUni (pra estudar na Uniban), mas povo tá consumindo (produtos mais caros do mundo, tudo acima de qualquer preço aceitável, de qualidade duvidosa) e povo tá morando em favelas com esgoto a céu aberto ou jogados em prédiso e casas do Minha Casa, Minha vida sucateados, sem transporte, sem qualidade alguma.
Mas foda-se, VIVA O PT! Viva DILMA! E viva a teocracia que vem se instalando e o país da classe média conservadora, sem educação, sem saneamento....
Eu tenho MUITO medo do que este país está virando e do que ele vai virar. Sim, medo. Receio, pavor, enorme preocupação.
De quantos mais serão expulsos, espcancados, criminalizados e mortos para a Copa, para as Olimpíadas. De quanto mais será roubado, de quantos hospitais mais serão sucateados, de quantos professores serão humilhados, de quantos indígenas serão mortos e terão suas terras roubadas, de quantos LGBTs serão desprezados (e mortos), de quantos sem-terra mais serão mortos e a reforma agrária abandonada, de quantas mulheres morrerão em abortos clandestinos, de quantxs...
E de quanta força mais o PT irá precisar reunir (aliados, favores, corrupção, entregas, negociatas) para conseguir continuar com seus planos de poder a todo custo.
Brasil, país rico é pais sem pobres, sem índios, sem gays "incômodos", sem Estado Laico, sem direitos humanos.
"Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição"
Buarque, Chico
----
Postado originalmente no Facebook, com alterações.
E o PSC é dono da presidência da CDH, o PT garante isso. O líder do PT deixou claro - líder que é o famoso deputado a ter assessor com dinheiro na cueca e é irmão do bandido condenado, Genoíno.
E não veremos protestos contra o PT, contra Dilma, os verdadeiros responsáveis por essa palhaçada toda. Pelo contrário. Temos uma infinidade de fanáticos blindando (ou tentando porcamente) o PT e sua líder (Dilma) assumidamente homofóbica.
Ao mesmo tempo temos a CCJ aprovando PEC para igrejas terem direito a se meter em assuntos constitucionais. Nenhum grito aí, numa comissão presidida pelo PT e que conta com os bandidos condenados Genoíno e JP Cunha nela. É o escárnio do PT com o povo e com a justiça, com o STF que ELES MESMOS NOMEARAM!
O país está a deriva. Economia não cresce (PIBinho), empresários lucram como nunca, Dilma privatiza tudo que vê pela frente, continuamos com TODOS os serviços e produtos caros, feitos nas coxas...
Não temos educação, não temos qualidade de vida, segurança, saúde...
Mas o país está maravilhoso.
É o que vemos nas propagandas do governo e é o que ouvimos dos milhares de fanáticos pagos ou não pelo PT.
Tem índio levando porrada no Rio? Oras, tem fanático pra aplaudir e dizer que são de "extrema-direita".
DIlma mandou a Força Nacional, a PF e o Exército pra garantir mais uma UHE no Tapajós e dar porrada e até matar os Mundukurus que resolverem protestar.
No Mato Grosso os Guarani-Kaiowá são genocidados pelos ALIADOS do PT e nada é feito.
O país tá na merda, mas povo tem emprego (pra ganhar salário mínimo), mas povo tem ProUni (pra estudar na Uniban), mas povo tá consumindo (produtos mais caros do mundo, tudo acima de qualquer preço aceitável, de qualidade duvidosa) e povo tá morando em favelas com esgoto a céu aberto ou jogados em prédiso e casas do Minha Casa, Minha vida sucateados, sem transporte, sem qualidade alguma.
Mas foda-se, VIVA O PT! Viva DILMA! E viva a teocracia que vem se instalando e o país da classe média conservadora, sem educação, sem saneamento....
Eu tenho MUITO medo do que este país está virando e do que ele vai virar. Sim, medo. Receio, pavor, enorme preocupação.
De quantos mais serão expulsos, espcancados, criminalizados e mortos para a Copa, para as Olimpíadas. De quanto mais será roubado, de quantos hospitais mais serão sucateados, de quantos professores serão humilhados, de quantos indígenas serão mortos e terão suas terras roubadas, de quantos LGBTs serão desprezados (e mortos), de quantos sem-terra mais serão mortos e a reforma agrária abandonada, de quantas mulheres morrerão em abortos clandestinos, de quantxs...
E de quanta força mais o PT irá precisar reunir (aliados, favores, corrupção, entregas, negociatas) para conseguir continuar com seus planos de poder a todo custo.
Brasil, país rico é pais sem pobres, sem índios, sem gays "incômodos", sem Estado Laico, sem direitos humanos.
"Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição"
Buarque, Chico
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Postado originalmente no Facebook, com alterações.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
"Me sinto realizado, democracia é isso" Feliciano, Marco. Aliado do PT.
2013-03-28T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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terça-feira, 26 de março de 2013
Há algo de positivo na eleição do Feliciano...
A eleição do Feliciano para a CDH - com apoio do PT, diga-se de passagem, não adianta tentarem esconder ou disfarçar - tem um ponto que, penso, é positivo.
Os movimentos Negro, LGBT, Indígena e Feminista sempre, para mim, pareceram isolados. Em outras palavras, quando um se manifesta, quando um reivindica, os outros esperam sua vez. Não há uma coordenação entre esses movimentos de minorias, não há uma pauta comum expressada - ainda que a pauta de todos seja a mesma, a da busca por inclusão e respeito.
Mas eu vejo todos esses diferentes grupos juntos contra o Feliciano, contra o oportunismo do PT em colocar esse querido aliado na presidência da CDH.
Aliás, vejo no Jean Wyllys - gay, negro e nordestino - também um ponto de encontro. Não apenas pelas características (se é que podemos chamar assim, talvez "não apenas pelo que ele é"), mas pela sua luta que acaba agregando diferentes setores minorizados em uma frente comum. Não surpreende que um dos líderes da insurgência contra o Feliciano seja exatamente o Jean que é, aliás, o mais apto a assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, ainda que saibamos que as alianças e trocas de favores políticos tornem tal possibilidade uma ilusão.
Enfim, acredito que o Feliciano conseguiu unir grupos absolutamente diversos e que muitas vezes não saem dos seus quadrados e que é preciso pegar este gancho e buscar mais pautas em comum (para além das óbvias) e formar frentes de luta em comum.
Não se pode falar em direitos humanos enquanto gays não tiverem os mesmos direitos que os héteros, enquanto mulheres continuarem a ganhar menos mesmo trabalhando o mesmo ou mais até que os homens, ou enquanto indígenas forem expulsos com violência de museus ou assassinados em um verdadeiro genocídio e, falando em genocídio, que usa a PM para massacrar a juventude negra nas periferias.
E TUDO com apoio governamental, seja ele do PT ou do PSDB, que são farinha do mesmo saco, de um governo que é homofóbico e não faz "propaganda de opção sexual", que veta proposta de igualdade salarial para mulheres e se recusa a discutir aborto e que deixa aliados matarem indígenas para criar latifúndios ou aplaude quando aliados os tratam como lixo e os expulsam com violência ( com direito a militante fanático apoiar a pancadaria ou criar teoria estúpida de conspiração) ou ainda quando usa as forças policiais para matar a população negra.
São todas lutas em comum, por sobrevivência, dignidade, direitos. E lutas que não podem ficar desconectadas.
Ou seja, estamos diante não só de uma luta contra uma figura nefasta, mas também diante de uma oportunidade. A oportunidade de discutir pautas em comum entre diferentes grupos (e citei apenas alguns, talvez os mais visíveis, ou com os quais estou mais familiarizado, mas existem outros) e buscar formas de se lutar contra inimigos comuns.
Pensemos nisso.
E não se enganem, além de uma oportunidade, trata-se de uma NECESSIDADE. Apesar de fingir se oporem a Feliciano, membros de outros partidos "cristãos" e a Bancada Evangélica tem uma agenda muito semelhante a dele e estão unidos. São contra direitos para minorias, qualquer direito, qualquer minoria. Todos que não são como eles, são "coisa do demônio" e devem ser combatidos.
E não são poucos, tem poder, oras, controlam o governo federal. Ou seja, precisamos de toda a força e de toda a união para fazer frente a ele e aos seus.
Não pensemos apenas, vamos agir.
Os movimentos Negro, LGBT, Indígena e Feminista sempre, para mim, pareceram isolados. Em outras palavras, quando um se manifesta, quando um reivindica, os outros esperam sua vez. Não há uma coordenação entre esses movimentos de minorias, não há uma pauta comum expressada - ainda que a pauta de todos seja a mesma, a da busca por inclusão e respeito.
Mas eu vejo todos esses diferentes grupos juntos contra o Feliciano, contra o oportunismo do PT em colocar esse querido aliado na presidência da CDH.
Aliás, vejo no Jean Wyllys - gay, negro e nordestino - também um ponto de encontro. Não apenas pelas características (se é que podemos chamar assim, talvez "não apenas pelo que ele é"), mas pela sua luta que acaba agregando diferentes setores minorizados em uma frente comum. Não surpreende que um dos líderes da insurgência contra o Feliciano seja exatamente o Jean que é, aliás, o mais apto a assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, ainda que saibamos que as alianças e trocas de favores políticos tornem tal possibilidade uma ilusão.
Enfim, acredito que o Feliciano conseguiu unir grupos absolutamente diversos e que muitas vezes não saem dos seus quadrados e que é preciso pegar este gancho e buscar mais pautas em comum (para além das óbvias) e formar frentes de luta em comum.
Não se pode falar em direitos humanos enquanto gays não tiverem os mesmos direitos que os héteros, enquanto mulheres continuarem a ganhar menos mesmo trabalhando o mesmo ou mais até que os homens, ou enquanto indígenas forem expulsos com violência de museus ou assassinados em um verdadeiro genocídio e, falando em genocídio, que usa a PM para massacrar a juventude negra nas periferias.
E TUDO com apoio governamental, seja ele do PT ou do PSDB, que são farinha do mesmo saco, de um governo que é homofóbico e não faz "propaganda de opção sexual", que veta proposta de igualdade salarial para mulheres e se recusa a discutir aborto e que deixa aliados matarem indígenas para criar latifúndios ou aplaude quando aliados os tratam como lixo e os expulsam com violência ( com direito a militante fanático apoiar a pancadaria ou criar teoria estúpida de conspiração) ou ainda quando usa as forças policiais para matar a população negra.
São todas lutas em comum, por sobrevivência, dignidade, direitos. E lutas que não podem ficar desconectadas.
Ou seja, estamos diante não só de uma luta contra uma figura nefasta, mas também diante de uma oportunidade. A oportunidade de discutir pautas em comum entre diferentes grupos (e citei apenas alguns, talvez os mais visíveis, ou com os quais estou mais familiarizado, mas existem outros) e buscar formas de se lutar contra inimigos comuns.
Pensemos nisso.
E não se enganem, além de uma oportunidade, trata-se de uma NECESSIDADE. Apesar de fingir se oporem a Feliciano, membros de outros partidos "cristãos" e a Bancada Evangélica tem uma agenda muito semelhante a dele e estão unidos. São contra direitos para minorias, qualquer direito, qualquer minoria. Todos que não são como eles, são "coisa do demônio" e devem ser combatidos.
E não são poucos, tem poder, oras, controlam o governo federal. Ou seja, precisamos de toda a força e de toda a união para fazer frente a ele e aos seus.
Não pensemos apenas, vamos agir.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Há algo de positivo na eleição do Feliciano...
2013-03-26T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 11 de março de 2013
A esquerda continua não precisando aprender nada com os evangélicos
Escrevi ha exatamente um ano, no Amálgama, o texto "A esquerda não deve aprender nada com os evangélicos", como resposta a um texto do militante petista [ele não é militante, como o próprio me informou, perdão pelo equívoco] @Senshosp e, após todo este tempo, não mudo uma única vírgula, mas me sinto na obrigação de ampliar algumas ideias e o debate.
Eu disse então:
A esquerda não deve, mantenho, aprender NADA com os Evangélicos, a não ser aprender a não copia-los, ou seja, aprender a não cometerem crimes como estelionato, curandeirismo e semelhantes. E repito, quando me refiro a "evangélicos", não generalizo todas as dezenas (centenas?) de denominações tradicionais, como Batistas, Calvinistas, Luteranos que, apesar de merecerem críticas tanto por discursos deslocados e conservadores quanto por não reagirem à invasão neopentecostal, são sérias e não tem o estelionato como prática cotidiana e única base de sustentação.
Basta observar, por exemplo, o abaixo assinado de uma rede evangélica que reúne igrejas tradicionais e pentecostais que se opõem ao fanático Feliciano. É preciso separar as NEOpentecostais acrescidas das dissidências da Assembléia de Deus (Feliciano, Malafaia...) das demais.
É óbvio que, retomando o texto original, a esquerda não deve aprender nada com os evangélicos, mas deve sim aprender com suas próprias falhas e erros, sair do mundinho hermético da linguagem marxista-acadêmica, das brigas de diretórios e chegar efetivamente no povo, no movimento social e CONQUISTAR estas pessoas com um discurso coerente e possível.
Não adianta chegar para quem tem fome e dizer que na Revolução tudo será resolvido. A revolução não virá amanhã e nem depois, logo, o discurso acaba frouxo, deslocado e não é atrativo. E é aí que os evangélicos ganham a jogada: Oferecem o "sucesso" rápido. Seja material, afetivo, psicológico (em geral material, o que levaria ao resto), eles oferecem um pacote de maravilhas desde que você siga certas "regrinhas" que, descontextualizadas e interpretadas da forma mais conveniente ao pastor, apóstolo, profeta ou bispo(a), acabam por combinar com preconceitos emraizados e até adormecidos ou "domesticados" e está feita a desgraça, está conquistado o "fiel" desesperado por melhoras em suas condições e disposto a aceitar/dar tudo pelo "sucesso", pela "vitória em Cristo"!
Compreender, porém, como se dá a "conquista" no campo evangélico é difernete de dizer que devemos copiar ou mesmo aprender com eles, pelo contrário, devemos ter um discurso e um conjunto de práticas estruturadas para COMBATER este discurso e, ao menos tempo, renovar o nosso.
Voltando ao "presente", vejam qualquer vídeo de Feliciano e seu "Stanley comunista e nazista" ou Malafaia querendo "funicar" alguém, ou Bispos, Bispas, Apóstolos e profetas de seitas maiores ou menores prometendo curar tetraplégicos, cegos, surdos e doentes de todos os tipos com apenas uma simbólica doação de mil reais, ou através da compra de uma "toalhinha ungida" ou de um tijolo de plástico por 500 reais.
E não tem problema se você não tiver dinheiro, basta pagar parcelado ou, para os mais corajosos, ENTREGAR o cartão de crédito ao honesto pastor (mas não esqueça de dar a senha!).
Parece engraçado - não deixa de ser - mas são perigosos.
Buscam especialmente entre as camadas mais pobres da população por aquele sem desespero, em situação financeira ou psicológica complicada, vulneráveis. E com o crescimento do poder aquisitivo da população - que não vem acompanhado de educação de qualidade, cultura, lazer e etc - os Marginais da Fé, pastores caça-dízimo, encontraram terreno fértil e propício para lucrar.
É óbvio que o discurso neopentecostal dos Marginais da Fé não vem do nada, ele se alimenta dos preconceitos da própria sociedade, mas o potencializa, canaliza, dá forma a um ódio abstrato, por vezes guardado e apenas liberado em expressões populares, dizeres, mas que apesar de terem efeito imediato em alimentar o preconceito, tem alcance limitado em termos práticos, como na alteração de políticas públicas ou, como com Dilma, na aniquilação de políticas até consagradas, como no combate a AIDS junto à população LGBT.
O abandono do PNDH3, os recuos vergonhosos no programa Escola Sem Homofobia (o famoso Kit Gay) e outros retrocessos visíveis e mesmo a proibição sequer de uma ministra das mulheres de falar sobre o Aborto são a cara da influência evangélica nociva junto ao Estado.
Em suma, pastores e líderes de seitas de tamanhos variados usam e abusam do espaço que tem na mídia, com a compra de TV's, rádios, jornais e revistas - tudo com o dinheiro roubado de "fiéis", pessoas em geral vulneráveis e influenciáveis - para influenciar também eleições, políticos e governos.
Mas, como não são burros, mais fácil que influenciar políticos é serem políticos e usar toda sua força - leia-se voto de cabresto - para conquistar vagas e ter força suficiente para influenciar nas decisões dos grandes partidos.
É pernicioso e mesmo desnecessário tentar discutir se os evangélicos conservadores e nocivos são fruto da sociedade ou se acabam moldando a sociedade usando de preconceitos por vezes adormecidos ou amortecidos, transformando causas que em muitos casos passariam despercebidas em cruzadas morais.
Possivelmente há um pouco de cada coisa.
O fato é que são poderosos, influenciam políticos e hoje são políticos. E isto é inaceitável.
Neopentecostalismo não é cristianismo, é uma seita (ou conjunto de seitas) de bandidos que usam o cristianismo para atrair e saquear. Usam e abusam de discurso messiânico e curandeirismo usando sua lábia e influência (e uma dose gigantesca de medo) em populações vulneráveis, mas que vem ascendendo socialmente (mesmo que timidamente) e garantindo uma constante engorda nos bolsos de lideranças.
E o medo é o principal combustível destas seitas, medo do inferno, medo da sexualidade e medo dos diferentes, dos que não compartilham do mesmo modo de vida hipócrita de submissão e obediência cega.
Em termos de soluções ou ao menos de um possível caminho para neutralizar a onda neopentecostal medievalista que toma conta do país com apoio e entusiasmo porp arte do governo do PT, as apresentei ha algum tempo:
É preciso cortar o mal pela raiz. Acabar com espaço em rádios e TVs de curandeiros e estelionatários, mas acima de tudo, é preciso impor a taxação - e taxação pesada - sobre estas organizações mafiosas. A partir do momento em que Malafaias da vida precisarem declarar impostos, as coisas começarão a mudar.
Mas nem as ações básicas são levadas a cabo pelo governo, pelo contrário. A homofobia é promovida pelo governo e pessoalmente pela presidente Dilma, que não esconde seu preconceito e desprezo pela população LGBT, os direitos das mulheres são penhorados em troca do apoio dos conservadores e isto sem sequer mencionar os massacres contra índios, remoções forçadas de populações que são chamadas de Classe C, mas não tem sequer a segurança de que terão um teto no fim do dia, e a política do pão e circo foi institucionalizada.
A luta contra o neopentecostalismo e o medievalismo, que são irmãos, é, para usarmos termo caro ao governo e seus apoiadores, a luta pelo progresso. Mas não apenas o progresso econômico que mascara nossa desigualdade e problemas crônicos, e sim o progresso social. Um povo educado torna-se menos vulnerável às investidas de engravatados com bíblias debaixo do braço e tem a capacidade de discernir religião de ódio, charlatanismo e estelionato.
A esquerda não deve, enfim, aprender nada com os evangélicos - neopentecostais -, mas deve combatê-los, com unhas e dentes, lutando pelos direitos das minorias, pelo Estado Laico, pelo direito à educação, cultura, lazer e condições sociais decentes para toda a população, ou seja, a esquerda deve se manter como esquerda, garantindo o respeito às suas bandeiras históricas e não cedendo em nome de uma suposta governabilidade que, no fim, serve apenas aos propósitos de krents, banqueiros, ricos e aproveitadores de todos os tipos.
----
Agradecimentos ao futuro pastor e amigo @Paiva_thiago pela consultoria inestimável e eterna paciência!
----
Atualização:
Declaração de Crivella, da IURD e MINISTRO do governo, sobre sua querida presidente:
Eu disse então:
A esquerda não prega “salvação”, e nem diz ser caminho fácil. E uma ampla parte da direita pode ser nociva, mas não é a TFP ou a Opus Dei. É preciso ainda lembrar da quase neutralização da Teologia da Libertação que, pese críticas, era um movimento mais aberto e que, mesmo com preconceitos, buscava dialogar e não impor sua vontade.Ainda que religioso, ligado à Igreja, era um respiro que possibilitava o diálogo. O marginal da fé diz que basta rezar e… pronto. Paraíso terreno e além.No momento em que Marco Feliciano assume a presidência da Comissão de Direitos Humanos com apoio, via omissão, da direção do PT - que tinha "outros projetos" e cujos militantes acham que "questões comportamentais" não são importante - e que Malafaia passa a ser estrela desfilando homofobia - contando com o apoio, por exemplo, também via omissão, de Paulo Paim, relator do PLC 122, é preciso rediscutir o papel das seitas neopentecostais que professam a "Teologia da Prosperidade" - e incluo aí Malafaia e Feliciano, que são da Assembléia de Deus, em tese, Pentecostais e não NEO pentecostais - e também o papel do partido do e no poder, o PT, que não apenas se aliou, como deu forças a estes grupelhos radicais e, de fato, deixou de ser esquerda há muito tempo, adotando uma agenda tucana de privatizações e compensações deixando apenas migalhas aos pobres e, muitas vezes, migalhas de qualidade duvidosa (vide UniEsquinas, por exemplo).
Ao invés de combater isso, cobrando impostos e legislando, o governo preferiu se aliar/perpetuar a farra dessa corja. O crescimento dela não se deve só a seus feitos, mas à inação de governo após governo e, agora, à aliança do governo com esses tipos. É óbvio que o crescimento vertiginoso dessas igrejas caça-níquel não se deve ao PT, mas tem sido ajudado, agora, pela clara aliança e troca de favores que existe.
A esquerda não deve, mantenho, aprender NADA com os Evangélicos, a não ser aprender a não copia-los, ou seja, aprender a não cometerem crimes como estelionato, curandeirismo e semelhantes. E repito, quando me refiro a "evangélicos", não generalizo todas as dezenas (centenas?) de denominações tradicionais, como Batistas, Calvinistas, Luteranos que, apesar de merecerem críticas tanto por discursos deslocados e conservadores quanto por não reagirem à invasão neopentecostal, são sérias e não tem o estelionato como prática cotidiana e única base de sustentação.
Basta observar, por exemplo, o abaixo assinado de uma rede evangélica que reúne igrejas tradicionais e pentecostais que se opõem ao fanático Feliciano. É preciso separar as NEOpentecostais acrescidas das dissidências da Assembléia de Deus (Feliciano, Malafaia...) das demais.
É óbvio que, retomando o texto original, a esquerda não deve aprender nada com os evangélicos, mas deve sim aprender com suas próprias falhas e erros, sair do mundinho hermético da linguagem marxista-acadêmica, das brigas de diretórios e chegar efetivamente no povo, no movimento social e CONQUISTAR estas pessoas com um discurso coerente e possível.
Não adianta chegar para quem tem fome e dizer que na Revolução tudo será resolvido. A revolução não virá amanhã e nem depois, logo, o discurso acaba frouxo, deslocado e não é atrativo. E é aí que os evangélicos ganham a jogada: Oferecem o "sucesso" rápido. Seja material, afetivo, psicológico (em geral material, o que levaria ao resto), eles oferecem um pacote de maravilhas desde que você siga certas "regrinhas" que, descontextualizadas e interpretadas da forma mais conveniente ao pastor, apóstolo, profeta ou bispo(a), acabam por combinar com preconceitos emraizados e até adormecidos ou "domesticados" e está feita a desgraça, está conquistado o "fiel" desesperado por melhoras em suas condições e disposto a aceitar/dar tudo pelo "sucesso", pela "vitória em Cristo"!
Compreender, porém, como se dá a "conquista" no campo evangélico é difernete de dizer que devemos copiar ou mesmo aprender com eles, pelo contrário, devemos ter um discurso e um conjunto de práticas estruturadas para COMBATER este discurso e, ao menos tempo, renovar o nosso.
Voltando ao "presente", vejam qualquer vídeo de Feliciano e seu "Stanley comunista e nazista" ou Malafaia querendo "funicar" alguém, ou Bispos, Bispas, Apóstolos e profetas de seitas maiores ou menores prometendo curar tetraplégicos, cegos, surdos e doentes de todos os tipos com apenas uma simbólica doação de mil reais, ou através da compra de uma "toalhinha ungida" ou de um tijolo de plástico por 500 reais.
E não tem problema se você não tiver dinheiro, basta pagar parcelado ou, para os mais corajosos, ENTREGAR o cartão de crédito ao honesto pastor (mas não esqueça de dar a senha!).
Parece engraçado - não deixa de ser - mas são perigosos.
Buscam especialmente entre as camadas mais pobres da população por aquele sem desespero, em situação financeira ou psicológica complicada, vulneráveis. E com o crescimento do poder aquisitivo da população - que não vem acompanhado de educação de qualidade, cultura, lazer e etc - os Marginais da Fé, pastores caça-dízimo, encontraram terreno fértil e propício para lucrar.
Estamos falando de, talvez, 20% da população – não há ainda dados conclusivos divulgados pelo IBGE que sustente esse número. E estes 20% têm pautado os demais 80%. Temos tido retrocessos gigantescos em áreas onde 20% dita as regras contra o resto da população e contra outras minorias igualmente significativas. Dilma mente ao dizer que governa para todos, quando na verdade vemos claramente que governa para e comandada por uma minoria em detrimento do resto da população. E dizer que “o brasileiro médio é conservador” não justifica recuos que contrariam as noções mais básicas de direitos humanos, marco sob o qual devem ser fundadas todas as relações humanas e entre o Estado e seus cidadãos.Conseguiram uma população altamente consumista via investimentos estatais, mas ainda vulnerável social e psicologicamente às suas investidas. Não são 300 reais que alterarão a condição social e de classe e, muito menos, os fatores psicológicos que os levam à "necessidade" de buscar refúgio no obsurantismo neopentecostal.
É óbvio que o discurso neopentecostal dos Marginais da Fé não vem do nada, ele se alimenta dos preconceitos da própria sociedade, mas o potencializa, canaliza, dá forma a um ódio abstrato, por vezes guardado e apenas liberado em expressões populares, dizeres, mas que apesar de terem efeito imediato em alimentar o preconceito, tem alcance limitado em termos práticos, como na alteração de políticas públicas ou, como com Dilma, na aniquilação de políticas até consagradas, como no combate a AIDS junto à população LGBT.
O abandono do PNDH3, os recuos vergonhosos no programa Escola Sem Homofobia (o famoso Kit Gay) e outros retrocessos visíveis e mesmo a proibição sequer de uma ministra das mulheres de falar sobre o Aborto são a cara da influência evangélica nociva junto ao Estado.
As ações do governo para privilegiar uma casta religiosa conservadora, rica e que chegou lá por meios extremamente obscuros, como os vetos a toda e qualquer campanha para o público LGBT, ou pelo tratamento da questão do aborto como problema de saúde pública, dentre outras, denunciam a escolha feita pelo governo e não o fim das disputas e dos combates em busca de um Estado Laico.Malafaia hoje se alia com políticos (com o PMDB do Rio, por exemplo) e influi em eleições. A IURD fundou partido e hoje integra a base do PT e tem até Ministro (Crivella, na Pesca, o que não deixa de ser irônico). Valdomiro mexe pauzinhos nas eleições. A Renascer deixa claro quem apoia e diversas denominações lançam - e elegem - candidatos para formar a medievalista Bancada Evangélica (inclusive o PT está no bolo). O PSC é basicament eum partido formado por pastores, pastoras e... profetas! E temos o minúsculo PEN que paga de ecologista, mas não passa de legenda de aluguel para krents.
Em suma, pastores e líderes de seitas de tamanhos variados usam e abusam do espaço que tem na mídia, com a compra de TV's, rádios, jornais e revistas - tudo com o dinheiro roubado de "fiéis", pessoas em geral vulneráveis e influenciáveis - para influenciar também eleições, políticos e governos.
Mas, como não são burros, mais fácil que influenciar políticos é serem políticos e usar toda sua força - leia-se voto de cabresto - para conquistar vagas e ter força suficiente para influenciar nas decisões dos grandes partidos.
É pernicioso e mesmo desnecessário tentar discutir se os evangélicos conservadores e nocivos são fruto da sociedade ou se acabam moldando a sociedade usando de preconceitos por vezes adormecidos ou amortecidos, transformando causas que em muitos casos passariam despercebidas em cruzadas morais.
Possivelmente há um pouco de cada coisa.
Temos de combater este estado de coisas, e, acreditem em mim, não faltam religiosos, mesmo do campo evangélico, que seriam aliados de primeira ordem, que são laicos e se opõem de forma veemente a estes que prometem os céus mediante pagamento no cartão em suaves prestações e que, no meio tempo, pregam o ódio e usam o povo como instrumento de sua vingança contra a humanidade.Da mesma forma é absurdo dizer que os pastores e outros krents e Marginais da Fé são eleitos, logo, são legítimos representantes, pois isto significa esquecer que há voto de cabresto, que seitas cristãs usam e abusam do dinheiro que roubam de fiéis vulneráveis, que estas seitas se aproveitam de rádios e TVs que conseguem com o dinheiro que roubam e por aí vai....
O fato é que são poderosos, influenciam políticos e hoje são políticos. E isto é inaceitável.
Neopentecostalismo não é cristianismo, é uma seita (ou conjunto de seitas) de bandidos que usam o cristianismo para atrair e saquear. Usam e abusam de discurso messiânico e curandeirismo usando sua lábia e influência (e uma dose gigantesca de medo) em populações vulneráveis, mas que vem ascendendo socialmente (mesmo que timidamente) e garantindo uma constante engorda nos bolsos de lideranças.
E o medo é o principal combustível destas seitas, medo do inferno, medo da sexualidade e medo dos diferentes, dos que não compartilham do mesmo modo de vida hipócrita de submissão e obediência cega.
Em termos de soluções ou ao menos de um possível caminho para neutralizar a onda neopentecostal medievalista que toma conta do país com apoio e entusiasmo porp arte do governo do PT, as apresentei ha algum tempo:
Uma democratização das comunicações, com o fim de concessões a igrejas e pastores, a proibição de programas de tele-evangelização (a venda de horário de concessões públicas em si é contra a lei, logo, vender horário para igrejas não deveria ser tolerado) e a ampliação da internet (e não a piada do PNBL entregue para as teles lucrarem com serviço pior que o que já oferecem), seria de grande ajuda, mas nada foi feito. Ampliar o alcance e a qualidade da educação pública, melhorando salários de professores e os preparando melhor para a profissão seria outro passo importante, assim como dar dignidade à população que, muitas vezes, recorre a esses marginais da fé por puro desespero de suas condições sociais e econômicas.São ações iniciais.
É preciso cortar o mal pela raiz. Acabar com espaço em rádios e TVs de curandeiros e estelionatários, mas acima de tudo, é preciso impor a taxação - e taxação pesada - sobre estas organizações mafiosas. A partir do momento em que Malafaias da vida precisarem declarar impostos, as coisas começarão a mudar.
Mas nem as ações básicas são levadas a cabo pelo governo, pelo contrário. A homofobia é promovida pelo governo e pessoalmente pela presidente Dilma, que não esconde seu preconceito e desprezo pela população LGBT, os direitos das mulheres são penhorados em troca do apoio dos conservadores e isto sem sequer mencionar os massacres contra índios, remoções forçadas de populações que são chamadas de Classe C, mas não tem sequer a segurança de que terão um teto no fim do dia, e a política do pão e circo foi institucionalizada.
A luta contra o neopentecostalismo e o medievalismo, que são irmãos, é, para usarmos termo caro ao governo e seus apoiadores, a luta pelo progresso. Mas não apenas o progresso econômico que mascara nossa desigualdade e problemas crônicos, e sim o progresso social. Um povo educado torna-se menos vulnerável às investidas de engravatados com bíblias debaixo do braço e tem a capacidade de discernir religião de ódio, charlatanismo e estelionato.
A esquerda não deve, enfim, aprender nada com os evangélicos - neopentecostais -, mas deve combatê-los, com unhas e dentes, lutando pelos direitos das minorias, pelo Estado Laico, pelo direito à educação, cultura, lazer e condições sociais decentes para toda a população, ou seja, a esquerda deve se manter como esquerda, garantindo o respeito às suas bandeiras históricas e não cedendo em nome de uma suposta governabilidade que, no fim, serve apenas aos propósitos de krents, banqueiros, ricos e aproveitadores de todos os tipos.
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Agradecimentos ao futuro pastor e amigo @Paiva_thiago pela consultoria inestimável e eterna paciência!
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Atualização:
Declaração de Crivella, da IURD e MINISTRO do governo, sobre sua querida presidente:
"A nossa presidenta e o presidente Lula fizeram a gente crescer porque apoiaram os pobres. E o que nos sustenta são dízimos e ofertas de pessoas simples e humildes", disse Crivella durante um evento da Convenção Nacional das Assembleias de Deus - Ministério Madureira, em São Paulo. "Com a presidenta Dilma, os juros baixaram. Quem paga juros é pobre. Com menos juros, mais dízimo e mais oferta."Precisa dizer mais alguma coisa?
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
A esquerda continua não precisando aprender nada com os evangélicos
2013-03-11T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
Brasil|Dilma|Evangélicos|Homofobia|Krent|LGBT|Neopentecostal|PMDB|PNDH-3|Política|PT|Safadeza|
Comments
quinta-feira, 7 de março de 2013
Nota de esclarecimento ao senador Paulo Paim e à Sociedade Brasileira
NOTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO
AO SENADOR PAULO PAIM E À POPULAÇÃO BRASILEIRA
A
Lei nº 7.716/89 (conhecida como lei antirracismo), originalmente punia
APENAS manifestações de preconceito decorrentes de “RAÇA OU COR”.
Posteriormente foi aprovada a Lei nº 9.459/97, que acrescentou (nos
artigos 1º e 20º) “ETNIA, RELIGIÃO E PROCEDÊNCIA NACIONAL”. São
conquistas importantes decorrentes da luta de cidadãos por visibilidade e
respeito. Entretanto, há outros grupos vulneráveis que precisam de
proteção legal. Como aceitar que se criminalize a discriminação por
religião, mas não o preconceito contra a pessoa com deficiência, por
exemplo? Logo, como aceitar a não-criminalização de outras formas de
discriminação que notoriamente assolam a sociedade?
A
Constituição da República, desde 1988 – portanto há vinte e quatro anos
e exatos cinco meses – estabelece entre os OBJETIVOS FUNDAMENTAIS da
República Federativa do Brasil a construção de uma sociedade livre,
justa e solidária, a erradicação da pobreza e da marginalização, a
redução das desigualdades sociais e regionais, bem como a promoção do
bem de todos, sem preconceitos e discriminações de quaisquer espécies
(artigo 4º, incisos I a IV). Esta mesma Constituição também destaca que
todos são iguais perante a lei, não admitidas distinções de quaisquer
natureza, garantindo-se a todos a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade e à segurança (dentre muitos outros), bem como
determina a obrigatoriedade da criminalização do racismo e de quaisquer
discriminações atentatórias a direitos e liberdades fundamentais (artigo
5º, 'caput' e incisos XLI e XLII).
Em
razão disso, a Senadora Fátima Cleide (PT-RO), após ampla discussão,
inclusive com os setores mais conservadores, elaborou uma emenda,
aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (Emenda nº 01 - CAS),
incluindo as demais modalidades de discriminação NA LEI EM VIGOR (Lei nº
7.716/89, c/redação dada pela Lei nº 9.459/97). Essa emenda, em
síntese, se limitou a incluir, entre as discriminações criminalizadas
por esta lei, aquelas praticadas em razão da orientação sexual, da
identidade de gênero, do gênero, do sexo, da condição de pessoa idosa e
da condição de pessoa com deficiência, fazendo-o também relativamente ao
crime de injúria qualificada constante do artigo 140, §3º, do Código
Penal. Em suma, o que o Substitutivo de Fátima Cleide fez foi
simplesmente garantir uma igual proteção pena a vítimas de tais
discriminações às vítimas de discriminações por cor, etnia, procedência
nacional e religião, garantindo àquelas a mesma punição que se atribui a
estas.
Parece,
portanto, que o Senador Paulo Paim não entendeu qual é o texto que toda
a população LGBT e demais pessoas comprometidas com a luta contra toda e
qualquer forma de discriminação têm se empenhado para que seja
aprovado. O que Paim deveria fazer, portanto, era tentar convencer seus
pares de que o PLC 122/06 não viola a liberdade de expressão por visar
apenas garantir que as discriminações por orientação sexual, por
identidade de gênero, por condição de pessoa idosa e com deficiência
sejam punidas da mesma forma que as discriminações por cor, etnia,
procedência nacional e religião. Deveria se esforçar para fazê-los ver
que liberdade de expressão não é liberdade de opressão, como disse
paradigmática faixa da última Marcha Nacional contra a Homofobia (2012).
Deveria tentar convencê-los, portanto, que somente discursos de ódio,
ofensas individuais e coletivas, discriminações e
incitações/induzimentos ao preconceito e à discriminação são objeto de
repressão pelo PLC 122/06. Um critério didático é o seguinte: "se não
pode contra negros/religiosos, também não pode contra pessoas LGBT"...
Jamais deveria simplesmente se conformar com a oposição arbitrária ao
projeto...
Não é admissível se pretender criar hierarquias entre as formas de discriminação. Nem admissível nem constitucional.
O
que se pretende é só e somente uma LEI ANTIDISCRIMINAÇÃO. Tudo o mais
são falácias e esforços no sentido de construir animosidades e
mal-entendidos: criar uma lei específica para a homofobia distinta e de
forma mais branda do que a punição constante da Lei de Racismo gerará
tal hierarquização de opressões e, com isso, não se pode concordar de
forma alguma.
Sabe-se
que a explicitação dos vetos ao racismo e à intolerância religiosa
decorreram de lutas pela visibilidade e erradicação de tais práticas
discriminatórias, que requereram historicamente o veto explícito na
forma das mencionadas leis, dada a insuficiência do veto universal à
discriminação, presente desde a Constituição Federal de 1988, para o
enfrentamento de tais prejuízos aos referidos grupos específicos.
Portanto, nada mais justo que incluir - na mesma perspectiva do
reconhecimento de que grupos são vulneráveis a terem seu direito à não
discriminação violado – o veto explícito à discriminação associada à
condição idosa, à pessoa com deficiência, à orientação sexual e à
identidade de gênero na nossa Lei de Racismo, que é, como diz o jurista
Roger Raupp Rios, a nossa Lei Geral Antidiscriminatória que já pune as
opressões relacionadas à cor, à etnia, à procedência nacional e à
religião. Dado que não cabe do ponto de vista constitucional
hierarquizar discriminações, visto que todas são inconstitucionais,
pretende-se, portanto, igualdade no tratamento legal a diferentes grupos
vitimados pela discriminação, fazendo justiça à igualdade do direito à
não discriminação. Cabe, portanto, inclusão explícita do veto aos grupos
referidos posto que os mesmos têm sido objeto de intensa discriminação
na sociedade brasileira.
Ocorre
que, com argumentos semelhantes aos que lutaram contra avanços como a
Lei do Divórcio, por exemplo, setores conservadores visam impedir a
promulgação da lei. Seu principal argumento é que esta feriria a
liberdade de expressão – já consagrada na Constituição Federal – quando,
de fato, desejam manter a liberdade de oprimir pessoas que discordam de
seus preceitos morais. Nesse contexto, o Sr. Relator pretende procurar,
como já foi feito anteriormente, uma "solução de consenso". Nessa
matéria, entretanto, a expressão "de consenso" tenta demonstrar uma
suposta disposição dos antagonistas ao PLC 122/2006 mas, na verdade,
condena as LGBT a uma cidadania de segunda classe, como querem esses
mesmos antagonistas, que nunca demonstraram disposição nenhuma com o
projeto (só quiseram destruí-lo, nunca melhora-lo). É curioso como se
insiste em chamar tais antagonistas ao debate, afinal, como escreveu o
criminalista Túlio Vianna em antológico artigo: “O Congresso Nacional
brasileiro não costuma convidar traficante de drogas para audiências
públicas destinadas a debater se o tráfico de drogas deve ou não ser
crime. Também não convida homicidas, ladrões ou estupradores para
dialogarem sobre a necessidade da existência de leis que punam seus
crimes. Já os homofóbicos têm cadeiras cativas em todo e qualquer debate
no Congresso que vise a criar uma lei para punir suas discriminações.
Estão sempre lá, por toda a parte; e é justamente por isso que a lei
ainda não foi aprovada [...] O Direito Penal tem, neste momento
histórico, um importante papel como instrumento de promoção de direitos.
A Lei 7.716/89 tem sido, desde sua entrada em vigor, uma poderosa
ferramenta no combate à discriminação racial. Que sirva também para
combater a homofobia [do mesmo jeito que serve para combater o
preconceito religioso]. Assim como hoje é considerado criminoso quem
discrimina o negro [bem como o evangélico e o judeu], amanhã também deve
ser quem discrimina a(o) homossexual, a(o) travesti, a mulher, a(o)
idosa(o) e a(o) deficiente físico.
Em
razão disso, nós, cidadãs e cidadãos comprometidos com a erradicação de
todas as formas de discriminação neste país, não aceitaremos nada menos
do que a LEI ANTIDISCRIMINAÇÃO, conforme elaborada pela Senadora Fátima
Cleide, em 2009.
Esta
mesma posição já havia sido objeto de consenso em 28 de Julho de 2011,
na sede da APEOESP na capital paulista, após um intenso, rico e
democrático debate, realizado em Plenária do Movimento LGBT de São Paulo
em que estiveram presentes as seguintes organizações: ILGA; ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS –
ABGLT; ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS – ARTGAY; FRENTE PAULISTA CONTRA A
HOMOFOBIA; FÓRUM PAULISTA LGBT; CONEXÃO PAULISTA LGBT; APEOESP;
ASSESSORIA DA SENADORA MARTA SUPLICY – PT; ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO
ORGULHO GLBT DE SP; ABCDS; ATO ANTI-HOMOFOBIA; CENTRO DE MÍDIA
INDEPENDENTE; CIRANDA DA INFORMAÇÃO INDEPENDENTE; COLETIVO DE FEMINISTAS
LÉSBICAS; COLETIVO LGBT 28 DE JUNHOCOLETIVO LGBT DA CUT/SP;
COORDENADORIA DE ATENÇÃO ÀS POLÍTICAS DA DIVERSIDADE SEXUAL DO MUNICÍPIO
DE SP - CADS; COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS PARA A DIVERSIDADE SEXUAL DO
ESTADO DE SÃO PAULO; DIRETÓRIO CENTRAL DE ESTUDANTES DA USP; FRENTE
ANTI-FASCISTA; HOMOFOBIA JÁ ERA; GADVS – GRUPO DE ADVOGADOS PELA
DIVERSIDADE SEXUAL; GRUPO DE ESTUDOS PELA DIVERSIDADE SEXUAL DA USP;
GRUPO DE PAIS DE HOMOSSEXUAIS; GRUPO ROSA VERMELHA; IDENTIDADE – GRUPO
DE LUTA PELA DIVERSIDADE SEXUAL; IGREJA DA COMUNIDADE METROPOLITANA;
INSTITUTO EDSON NÉRIS; MARCHA DA MACONHA; MARCHA MUNDIAL DE MULHERES;
NÃO HOMOFOBIA; ONG CASVI; ONG REVIDA; SETORIAL LGBT CSP-CONLUTAS;
SINDICATO DOS TREINADORES DO BRASIL; DIVERSIDADE TUCANA - PSDB;
MILITANTES LGBT DO PSOL; MILITANTES LGBT DO PT; SECRETATIA LGBT DO PSTU.
Brasil, 05 de março de 2013.
Paulo Roberto Iotti Vecchiatti –
Mestre em Direito Constitucional pela Instituição Toledo de Ensino.
Advogado militante em Direito da Diversidade Sexual e Direito
Homoafetivo. Membro do GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade
Sexual.
Rita de Cássia Colaço Rodrigues
– Doutora em História Social e Mestre em Política Social pela UFF;
Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas pela UFRJ; ativista social
autônoma em direitos humanos; responsável pelos blogs Comer de Matula e
Memória / História MHB / LGBT; colunista do portal Brasília em Pauta;
delegada Sindical; integrante do Comitê Carioca da Comissão Especial da
Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro – CEDs-Rio.
Thiago G. Viana –
Advogado, Presidente do Conselho Jurídico da Liga Humanista Secular do
Brasil - LiHS, Pós-graduando em Ciências Penais pela Universidade
Anhanguera-Uniderp/LFG, Presidente da Comissão de Direitos da
Diversidade Sexual, Membro da Comissão de Estudos Constitucionais,
Institucionais e Acompanhamento Legislativo e da Comissão de Jovens
Advogados, todas da OAB/MA.
Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia
– Doutor e Mestre em Direito Constitucional pela UFMG; Professor
Adjunto na Universidade Federal de Ouro Preto e na Faculdade de Direito
do Sul de Minas; Advogado.
Tatiana Lionço – Ativista da Cia. Revolucionária Triângulo Rosa, Doutora em Psicologia pela UnB.
Anahí Guedes de Mello – Cientista Social e ativista dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e LGBT.
Ubirajara Caputo – Ativista independente.
Davi Godoy – Museólogo pela UPM, Militante Independente e responsável pelo Blog ATOS420.
João Bôsco Hora Góis – Professor da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador do CNPq. Pós-Doutorado em Sociologia.
Marcelo Gerald – Militante independente, representante dos sites Eleições Hoje e PLC122.
Jandira Queiroz –
Ativista lésbica feminista, pesquisadora social, assessora da Relatoria
para o Direito Humano à Saúde Sexual e Reprodutiva da Plataforma Dhesca
Brasil.
Raphael Tsavkko Garcia – Mestre em comunicaçao, bacharel em Relaçoes internacionais, Jornalista e autor/tradutor do Global Voices Online.
Aline Freitas – Ativista independente.
Ivone Pita
– Ativista Independente de Direitos Humanos; Colunista do portal Gay 1,
Colunista do portal Todos Iguais; Fundadora do grupo Todos contra a
homofobia, a lesbofobia e a transfobia; e das páginas Cartazes e
Tirinhas LGBT, Livro aberto - Histórias e sexualidades, Um livro de
família - amor e diversidade; Especialista em literatura brasileira;
Especialista em educação; Educadora social.
Daniela Andrade
– Ativista Independente de Direitos Humanos; Colunista so site
Transexualidade.com.br; Fundadora e Administradora da página
Transexualismo da Depressão; Membro da ANTRA – Articulação Nacional de
Travestis e Transexuais; Membro do FPTT – Fórum Paulista de Travestis e
Transexuais; Membro da ABRAT – Associação Brasileira de Transgêneros.
Janete Peixoto – Gerente do CTA Itaim Paulista.
Comissão Suprapartidária LGBT– Coletivo Militante.
Cássia Barbosa Reis – Professora-doutora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Enfermeira (Coren/MS 50.816).
Prof. Dr. Emerson Inácio –
Área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa -
Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas - Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas – FFLCH - Universidade de São Paulo USP.
Marcio Caetano
– Professor-Doutor da Universidade Federal do Rio Grande – UFRG;
Pesquisador do CNPq; Integrante da Direção da Associação Brasileira de
Estudos da Homocultura, ABEH.
Isaque Criscuolo – Jornalista, ativista e blogueiro. Representa o blog O Quarto.
Luth Laporta,
orgulhosamente gay, estudante de Serviço Social, constrói a Assembléia
Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) e é militante da Cia.
Revolucionária Triângulo Rosa.
Bruno Martins Soares – Mestrando em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Paul Beppler
– Bacharel/B.A in International Relations (BYU/USA/1988), Software
Localizer/PM em Informática (WordPerfect Corp./Microsoft
Corp./RIOLINGO/Tradutor Freelancer); Ativista independente
(GAY/LGBT/Deutschbrasilianer), Membro Honorário do Grupo Gay da Bahia
(2013).
Fátima Tardelli,
militante feminista e pelos Direitos Humanos; Editora do Subjudice.net;
Membra da Liga Humanista Secular e Editora do Bule Voador.
Maria Auxiliadora G. P. Ferreira, integrante do Grupo “Mães pela Igualdade”; Assistente Social; Militante LGBT Independente.
Júlio Marinho, Militante LGBT; Autor do Blog Nossos Tons e Colaborador do Portal Gay1.
Hailey Kaas, Ativista Transfeminista.
Luis Arruda – Militante Independente. Advogado. Ex-colaborador do All Out. Um dos administradores do Grupo Ato Anti-Homofobia.
Leda Beck – Jornalista, escritora.
Majú Giorgi,
integrante do Grupo Mães pela Igualdade; Colunista no IGay e no Todos
Iguais; Moderadora no Grupo Todos Contra a Homofobia, a Lesbofobia e a
Transfobia.
Profa Dra. Ana Cristina Nascimento Givigi.
Universidade
Federal do Recôncavo da Bahia. Coordenadora do Núcleo de Gênero,
Diversidade Sexual e Educação da UFRB. Coordenadora do Núcleo Capitu
Pesquisa e Estudos em Gênero e Sexualidade.Profa Dra. Ana Cristina Nascimento Givigi.
Leandro Colling, professor-doutor da Univesidade Federal da Bahia, ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura.
Manoel Antonio Ballester Zanini, militante LGBT da ONG ABCDs e Coordenador-Geral da Parada de São Paulo, de 2008 a 2010.
Alexandre Bogas Fraga
- Ativista Gay, Conselheiro Fiscal ADEH Associação em Defesa de
Direitos Humanos, Secretario Adjunto Regional Sul da ABGLT,
Administrador, Pós-Graduado em Tecnologia da Informação.
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domingo, 25 de março de 2012
Dilma na Veja: Ontem e hoje, quem mudou?
![]() |
| Dilma na Veja em 2010 - Vermelho/Ódio |
![]() |
| Dilma na Veja em 2012 - Azul/Amor |
Ontem: Veja é nojenta, não é jornalismo, asquerosa, tem que fechar, "Ai, um PIG!"
Hoje: Linda, maravilhosa, "Olha a dilma poderosa na Veja, gente"!
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Reparem na capa da Veja atual.
Aazul, cor do PSDB, em oposição à vermelha anterior esculhambando Dilma.
Notem agora, acima, na "homenagem" ao Chico Anysio: "Aplaudam, amigos, a comédia terminou".
Alguém ACHA que a mensagem subliminar contida ali foi só coincidência?
Acabou a comédia da Dilminha de esquerda, agora tem que aplaudir porque ela é uma das nossas, de direita, anti-direitos humanos, anti-aborto, anti-direitos LGBT e etc.
A Veja sabe o que faz, e a militância fanática aplaude o fim da "comédia" entusiasmada.
Mas vale um alerta. Dilma acha que a militância fanática dela existirá sempre, que é fortíssima e imutável, daí ela faz a m* q quiser. Vamos ver até onde vai.
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Post inspirado no Maria da Penha Neles da querida @Ro_anna
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
13:30
Dilma na Veja: Ontem e hoje, quem mudou?
2012-03-25T13:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
Brasil|Dilma|Entrevista|Homofobia|Jornalixo|LGBT|Milícia|PIG|Política|Safadeza|Veja|
Comments
sexta-feira, 23 de março de 2012
Confrontar Dilma não é a solução para os homossexuais?
Curta e direta resposta ao post "Confrontar Dilma não é a solução para os homossexuais" de Eduardo Guimarães:
Um texto que ia muito bem, convencendo, até... bater na velha, usada e surrada tecla do "medo do Serra".
Engraçado considerar o PSDB a encarnação de todo o mal, levando em conta que o Kassab vetou o projeto de Dia do Orgulho Hétero (propsota semelhante tem apoio do líder do governo na prefeitura do Rio, de vereador do PT) e Alckmin deu declarações muito mais progressistas em relação aos LGBt que Dilma, da "Propaganda de Opção Sexual" que seuqer deu as caras na Segunda conferência LGBT.
Jogo de cena? Possível. Provável até, mas mesmo a direita que sobrou fora do governo (no caso do Kassab não por falta de tentativas... do PT!) consegue fingir ser mais progressistas que o PT e Dilma.
Aliás, que me conste não vimos declarações homofóbicas tão contundentes como as de Dilma saídas da boca de FHC enquanto presidente.
Note, tenho HORROR ao PSDB, mas não posso ser leviano ou mentiroso.
Serra não é o demônio - ele é péssimo, claro - e Dilma vem provando ser MUITO pior que ele poderia ser em diversas áreas, e a LGBT é uma delas - junte com Cultura, Direitos Humanos...
Se a confrontação do movimento LGBT com o PT - aliado de partidos homofóbicos, com ministro homofóbico e "bispo", aliado da Bancada Teocrática - não serve a eles, o que servirá?
Dois outros pontos rápidos:
Pressão internacional: Provou-se inútil. Vide as condenações na OEA (Corte e Comissão Interamericana de Direitos humanos) sobre Anistia e Belo Monte. O Brasil ignora ambas, tornando-se um pária internacional, chegando ao ponto de forçar o Secretário Geral da OEa a tentar ilegalmente intervir na CIDH na questão de Belo Monte.
"impedir que o governo Dilma caia nos braços dos ultraconservadores.": Errado. Dilma não "caiu" mais do que ESCOLHEU ir pros braços dos conservadores a partir do momento em que afastou os movimentos sociais, traiu os sindicatos com anuncio de que não daria aumentos, de que iria privatizar aeroportos e etc.
Se Dilma está "nos braços" dos conservadores é por opção de governo. Quem colocou Crivella ministro foi ela, quem vende o mundo pra ter a bancada evangélica contente é ela.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
2012 será longo: Começa o ano, começam os abusos
O ano nem bem começou e já temos motivos demais para lamentar que ele ainda será longo.
2011 foi um ano recheado de desgraças na área social. Dilma, eleita sob a bandeira dos direitos humanos e que reforçou a vocação em discurso, se mostrou uma das maiores inimigas aos direitos humanos no Brasil.
Impôs Belo Monte pese condenação internacional e repúdio mundial, e nada parece fazê-la parar. a Homofobia chegou a níveis alarmantes, assim como os assassinatos motivados pelo ódio a gays e a presidente se limitou a declarar que não faria "propaganda de opções sexuais" e, hoje, não consigo mais reclamar de quem a chama diretamente de homofóbica.
As ações - ou falta delas - do governo na área dos direitos LGBT's demonstram que se Dilma não é homofóbica, então ela é simplesmente uma estúpida mau intencionada. Ou, outra possibilidade que não necessariamente elimina as anteriores, se vendeu aos Marginais da Fé que, ano começado, já mostraram sua força e o quanto vão colocar em perigo o país, com total conivência do governo federal.
Qual o problema se agora tem pastor tirando o "capeta" do corpo de um gay... E que o "capeta" é a homossexualidade?não podemos nos meter nas opções religiosas - aí sim OPÇÕES - dessa cambada de criminosos, não é, presidentA?
O ano começa ainda em meio à discussão sobre o Cadastro de Úteros proposto pelo Ministro Padilha, que de tanto se explicar tem apenas se complicado. A MP, imposta - como de costume neste governo que se recusa a ouvir os movimentos sociais ou, se uve, ignora, vide PNBL entregue às Teles e etc -, não paenas cria um cadastro absurdo, para a alegria dos Marginais da Fé, como também garante DIREITOS a FETOS. Isso mesmo, garante direitos a fetos em pé de igualdade aos das mães.
O ministro tenta tergiversar, mas tudo que consegue dizer é que "não é bem assim" e não dá nenhum argumento que faça qualquer ativista sério ou advogado mover o pé. Tem até governista fanático estranhando a história!
Mas não só de desgraças passada gira o Brasil, fabricamos novas, ou melhor, governos fabricam ou conseguem se enrolar ao ponto de parecer responsáveis - e normalmente são, de forma direta ou indireta.
2011 foi um ano recheado de desgraças na área social. Dilma, eleita sob a bandeira dos direitos humanos e que reforçou a vocação em discurso, se mostrou uma das maiores inimigas aos direitos humanos no Brasil.
Impôs Belo Monte pese condenação internacional e repúdio mundial, e nada parece fazê-la parar. a Homofobia chegou a níveis alarmantes, assim como os assassinatos motivados pelo ódio a gays e a presidente se limitou a declarar que não faria "propaganda de opções sexuais" e, hoje, não consigo mais reclamar de quem a chama diretamente de homofóbica.
As ações - ou falta delas - do governo na área dos direitos LGBT's demonstram que se Dilma não é homofóbica, então ela é simplesmente uma estúpida mau intencionada. Ou, outra possibilidade que não necessariamente elimina as anteriores, se vendeu aos Marginais da Fé que, ano começado, já mostraram sua força e o quanto vão colocar em perigo o país, com total conivência do governo federal.
Qual o problema se agora tem pastor tirando o "capeta" do corpo de um gay... E que o "capeta" é a homossexualidade?não podemos nos meter nas opções religiosas - aí sim OPÇÕES - dessa cambada de criminosos, não é, presidentA?
O ano começa ainda em meio à discussão sobre o Cadastro de Úteros proposto pelo Ministro Padilha, que de tanto se explicar tem apenas se complicado. A MP, imposta - como de costume neste governo que se recusa a ouvir os movimentos sociais ou, se uve, ignora, vide PNBL entregue às Teles e etc -, não paenas cria um cadastro absurdo, para a alegria dos Marginais da Fé, como também garante DIREITOS a FETOS. Isso mesmo, garante direitos a fetos em pé de igualdade aos das mães.
O ministro tenta tergiversar, mas tudo que consegue dizer é que "não é bem assim" e não dá nenhum argumento que faça qualquer ativista sério ou advogado mover o pé. Tem até governista fanático estranhando a história!
Mas não só de desgraças passada gira o Brasil, fabricamos novas, ou melhor, governos fabricam ou conseguem se enrolar ao ponto de parecer responsáveis - e normalmente são, de forma direta ou indireta.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
2012 será longo: Começa o ano, começam os abusos
2012-01-20T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
Belo Monte|Brasil|Desabafo|Desastre|Dilma|Feminismo|Genocídio|Homofobia|Kassa|LGBT|Negros|Polícia|Política|Questão Indígena|Racismo|Rio de Janeiro|Safadeza|São Paulo|USP|Violência|
Comments
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Entenda por que o novo PLC122 de Marta é ruim para LGBTs
Por Marcelo Gerald, revisado por Paulo Iotti e Thiago Vianna (Fiago) *
Entenda os pontos que pioraram com a nova proposta apresentada por Marta Suplicy em conjunto com Demóstenes (DEM) e Evangélicos:
O que queremos de fato é um #PLC122deVerdade
1) A Homofobia não vai mais ser equiparada ao racismo #PLC122deVerdade
2)
A homofobia vai deixar de ser incluída na lei contra o racismo, que já
abarca as discriminações religiosas e xenofobia #PLC122deVerdade
3) No projeto de Marta Suplicy homofobia será tratada como uma discriminação inferior a todas as outras #PLC122deVerdade
4) Ser homofóbico passa a ser mais leve que racista, o que impõe suposta inferioridade a LGBTs #PLC122deVerdade
5)
Não será crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou
preconceito por orientação sexual e identidade de gênero
#PLC122deVerdade
6) A Proteção essencial existente na Lei contra o Racismo foi retirada (art. 20 do atual plc122) #PLC122deVerdade
7) O PLC122 novo faz alterações no código Penal e estas poderão cair em breve, pois o código será reformulado #PLC122deVerdade
8
) O projeto novo não protege a “injúria coletiva”, não será crime dizer
em rede de TV que LGBTs são inferiores #PLC122deVerdade”
9) Discursos de ódio, como os de Malafaia e Bolsonaro, não configurarão crime #PLC122deVerdade
10)
Dizer que uma religião não presta ou que negros são inferiores será
preso, mas isso não ocorrerá se o fizer contra LGBTs #PLC122deVerdade
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