Escribo este post por razón de la participación de João Pedro Stédile (MST) junto a otras personalidades internacionales de izquierda en el pedido por la libertad de Arnaldo Otegi y por los presos políticos vascos. Y lo hago en castellano con la esperanza de que los amigos y las amigas de izquierda de Euskal Herria, Catalunya y Estado Español puedar no solo entender lo que escribo, pero también entender mejor la situación política de Brasil y las luchas de izquierda contra el gobierno Dilma (PT).
El MST aún es un grupo muy importante fuera de Brasil (y en Brasil,
por supuesto) a pesar de las tentativas de su lider, Stédile (que firma
la carta contra la dispersión y por Arnaldo Otegi),
de mobilizar el grupo solo para y dentro de los intereses del partido
en el poder en Brasil, el PT de Dilma, que recusa hacer la reforma
agrária, que pone una genocida de indígenas y defensora de la esclavitud
de campesinos en el ministério de agricultura (Katia Abreu) que ataca
con violencia a la gente que protesta en las calles, que pone el
ejército en favelas para controlar y matar a los negros y pobres, que
vulnera los derechos humanos, que privatiza, que... Bueno, que es un
gobierno de derechas, neoliberal en muchos aspectos.
Me acuerdo que hace un rato Emir Sader, que muchos de nosotros llamamos de Poodle del PT (término creado por los del MTST - http://is.gd/bd24HJ), estuvo en Iruñea para una actividad de Iratzar Fundazioa invitado por Floren Aoiz Monreal para presentar su libro en que, y no es un chiste, dice que los gobiernos Lula y Dilma son "post-neoliberales". Es para reírse.
Emir Sader representa lo que existe de peor en el PT, defiende de
manera radical políticas de derecha y contra el pueblo y mismo sale vez o
otra con frases (o tuíts) racistas (http://is.gd/fWEhhg), sexistas (http://is.gd/Vo0gCa) y cargadas de perjuicio conta los movimientos sociales y la izquierda (http://is.gd/4JGdSk, http://is.gd/6lt6Ds o http://is.gd/aqkKZh).
Pero, desafortunadamente, aún merece el respeto de sectores
internacionales de izquierda, pero este "respeto" debe ser denunciado,
es necesario que la izquierda del mundo sea solidaria a las luchas de
los pueblos indigenas brasileños contra las imposiciones del gobierno (y
el genocidio promocionado por este gobierno) que este señor Sader
defiende, o con las luchas de las mujeres que no tienen sus derechos
respetados y quetinen sus derechos intercambiados por favores de la
"Bancada Evangélica" o fundamentalista o con los negros que son muertos
todos los dias en las favelas bajo órdenes o con el permiso o mismo la
inmovilidad del gobierno que este señor defiende.
En fin, las
izquierdas del mundo y en particular la izquierda de Euskal Herria
necesita conocer un poco más de la realidad brasileña y de la izquierda
que, en las calles, favelas y campo, es victima del gobierno del PT.
Una cosa es reconocer los cambios impulsados por Lula en su primer
gobierno, otra es mantener la farsa de que este es un gobierno (aún) de
izquierdas.
Doy la bienvenida, sin duda, al documento firmado por las personalidades por la libertad de Otegi e por los presos políticos vascos, pero, utilizando este evento como fondo, es importante que las izquierdas del mundo miren com más atención a Brasil y entiendan mejor nuestra situación y toda la violencia y represión contra nosotros y nosotras.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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terça-feira, 24 de março de 2015
La sociedad brasileña necesita apoyo internacional y que conozcan lo que pasa en nuestro país
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
16:47
La sociedad brasileña necesita apoyo internacional y que conozcan lo que pasa en nuestro país
2015-03-24T16:47:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sábado, 22 de fevereiro de 2014
ETA dá passos, a Espanha...
A cara de pau dos fascistas espanhóis é ilimitada.
A piada que responde pelo nome de COVITE (diz-se formada por "vítimas do terrorismo") não contente em "apenas" pedir para que tribunais internacionais julguem membros destacados e históricos da Esquerda Abertzale por... GENOCÍDIO (pausa pra gargalhadas), querem que os 6 verificadores internacionais que tem acompanhado o processo de desarme da ETA sejam forçados a entregar os nomes e a localização dos etarras que lhes entregaram parte do arsenal do grupo.
Ou seja, fascistas espanhóis querem que dois verificadores internacionais (um deles que participou do processo de paz no Sri Lanka e no Iraque e outro que "apenas" foi uma das maiores lideranças da ANC, amigo de Mandela e chefe da inteligência da África do Sul) sejam forçados a entregar pessoas com as quais negociam um processo de paz.
A COVITE tem todo o direito de querer tal coisa - ainda que em uma democracia de verdade uma instituição fascista nesses moldes não devesse sequer existir -, o terrível é a AN ACEITAR o pedido e efetivamente convocar os verificadores que irão à Madrid prestar depoimento amanhã.
Sério, a Espanha é ridícula.
ETA anuncia cessar fogo? Insuficiente. ETA anuncia que não mais atuará militarmente? Insuficiente.
O que falta? Entregar as armas, dizem os espanhóis.
ETA entrega as armas. Insuficiente.
A quem serve o conflito basco?
Aos fascistas espanhóis.
A ETA deve "reconhecer o dano causado"? Os franquistas, hoje no poder, fizeram algo semelhante?
O PP está no poder. O PP é a face mais visível do Franquismo. Nunca pediram perdão e nunca se moveram para proporcionar memória histórica. O PSOE não é muito diferente, financiou a extrema direita dos GAL contra os bascos. Pediram perdão? Nunca.
PP e PSOE e os grupelhos fascistas em suas órbitas não tem nenhum direito de exigir NADA dos bascos, da ETA ou da Esquerda Abertzale.
Qual o próximo passo, mandar prender os verificadores caso se recusem a revelar quaisquer dados (coisa que provavelmente farão)?
A Espanha caminha para se tornar uma piada internacional.
A piada que responde pelo nome de COVITE (diz-se formada por "vítimas do terrorismo") não contente em "apenas" pedir para que tribunais internacionais julguem membros destacados e históricos da Esquerda Abertzale por... GENOCÍDIO (pausa pra gargalhadas), querem que os 6 verificadores internacionais que tem acompanhado o processo de desarme da ETA sejam forçados a entregar os nomes e a localização dos etarras que lhes entregaram parte do arsenal do grupo.
Ou seja, fascistas espanhóis querem que dois verificadores internacionais (um deles que participou do processo de paz no Sri Lanka e no Iraque e outro que "apenas" foi uma das maiores lideranças da ANC, amigo de Mandela e chefe da inteligência da África do Sul) sejam forçados a entregar pessoas com as quais negociam um processo de paz.
A COVITE tem todo o direito de querer tal coisa - ainda que em uma democracia de verdade uma instituição fascista nesses moldes não devesse sequer existir -, o terrível é a AN ACEITAR o pedido e efetivamente convocar os verificadores que irão à Madrid prestar depoimento amanhã.
Sério, a Espanha é ridícula.
"La Fiscalía pedirá a la Audiencia Nacional, a petición del colectivo de víctimas del terrorismo del País Vasco (Covite), que se cite como testigo a los seis miembros de la Comisión de Verificación Internacional (CIV) para que den toda la información que posean sobre los integrantes de ETA con los que han mantenido contacto y que ésta sea trasladada a las Fuerzas de Seguridad con el objetivo de "detener a estos terroristas de inmediato"."Otegi inicia um processo de diálogo interno e busca vias pacíficas? 6 anos de cadeia por terrorismo e processo por (gargalhadas) Genocídio.
ETA anuncia cessar fogo? Insuficiente. ETA anuncia que não mais atuará militarmente? Insuficiente.
O que falta? Entregar as armas, dizem os espanhóis.
ETA entrega as armas. Insuficiente.
A quem serve o conflito basco?
Aos fascistas espanhóis.
A ETA deve "reconhecer o dano causado"? Os franquistas, hoje no poder, fizeram algo semelhante?
O PP está no poder. O PP é a face mais visível do Franquismo. Nunca pediram perdão e nunca se moveram para proporcionar memória histórica. O PSOE não é muito diferente, financiou a extrema direita dos GAL contra os bascos. Pediram perdão? Nunca.
PP e PSOE e os grupelhos fascistas em suas órbitas não tem nenhum direito de exigir NADA dos bascos, da ETA ou da Esquerda Abertzale.
Qual o próximo passo, mandar prender os verificadores caso se recusem a revelar quaisquer dados (coisa que provavelmente farão)?
A Espanha caminha para se tornar uma piada internacional.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Opressão, repressão, violência, medo: É o que significa "Espanha" no País Basco [Atualização]
[Atualização ao final da postagem]
Estava caminhando calmamente com minha esposa até o mercado no fim da tarde de ontem (8 de janeiro) quando nos deparamos, na praça logo no fim de nossa rua, a Plaza Encarnacion, em Atxuri, com uma quantidade significativa de pessoas paradas (e revoltadas) olhando para uma cena ridícula, mas extremamente comum em Bilbao e em todo o País Basco:Coisa de meia dúzia de carros da Guarda Civil Espanhola, uns 10 guardas civis em volta de um cordão de isolamento que fechava o acesso entre a Plaza Encarnacion e a Bosque Bidea e em volta disso carros da Ertzaintza e da polícia municipal.
O objetivo era prender um dos 8 advogados ligados à EPPK, o coletivo de presos políticos bascos que não faz uma semana deu passos concretos para a paz no País Basco. Mas a Espanha não quer paz, os franquistas do PP não querem paz.
Em outras partes de Bilbao, como na Calle Elcano, houve agressões por parte da Guarda Civil e Ertzaintza contra quem se manifestava contra as prisões arbitrárias.
Demos a volta no cordão para ver o que se passava do outro lado - naquele momento ainda não sabíamos do que se tratava o cordão de isolamento e a presença dos espanhóis -, e estávamos justo na Bosque Bidea, perto da estação de trens de Atxuri quando um homem descia a ladeira em nossa direção em seu carro e, passando devagar, disse algo em voz alta em direção a uns 3 guarda-civis que estavam parados com fuzil na mão e cara de poucos amigos.
Disse algo como "vão pra casa", em clara referência ao fato de serem espanhóis à serviço do PP invadindo o País Basco, prendendo seus cidadãos e violando seus direitos.
Imediatamente dois deles foram rápido em direção ao carro, que tinha parado no sinal logo à frente, na Calle Atxuri, e começaram a discutir. Comecei a gravar a ação com o celular, ao que o terceiro guarda-civil me mandou parar.
Acostumado com o morde e assopra da PM brasileira, que sempre nos manda parar de gravar e depois nos esquece quando não o fazemos, disse que era jornalista, me afastei e continuei a gravar.
A cena era ridícula, dois guardas fortemente armados, um empoleirado na janela do carro e outro na frente bloqueando a passagem, fazendo ameaças (não era possível ouvir, senão ver a atitude deles), e o homem no carro tentando avançar e desviar dos guardas ameaçadores.
Um deles então enfiou a mão pela janela tentando agarrar o homem que felizmente conseguiu acelerar e fugir.
Raivosos, vieram em minha direção e tentaram tomar meu celular, gritando que eu não podia gravar e que seria preso. Informei ser jornalista e brasileiro (apenas o segundo fato me livrou da cana certa), e democraticamente me forçaram a apagar o vídeo e me ficharam.
Um adendo, devo agradecer aos sindicatos de jornalistas brasileiros e seu corporativismo estúpido, mais interessados em garantir feudos com o diploma do que proteger jornalistas efetivamente. Meu vídeo poderia ter sido salvo caso eu portasse alguma identificação, coisa que os sindicatos brasileiros me negam - e a todos que não tem o diploma, mas arriscam mais o pescoço que toda a direção sindical burocrática.
Fui, então, puto da vida, fazer minhas compras e me informei que a ação era parte de algo maior, da prisão de oito advogados nacionalistas por toda a cidade. Fizemos compras, voltamos pra casa e o cerco continuava.
Depois de um tempo decidi pegar minha câmera e ir até a Plaza Encarnacion, logo no momento em que uma prisão era efetuada, enquanto pessoas gritavam palavras de ordem e de apoio ao advogado que estava sendo preso e crescia o efetivo repressor no entorno mas, felizmente, não agrediram ninguém.
Após uma manifestação em Durango, na região de Bizkaia, no meio da semana, 63 ex-presos da ETA, e membros do EPPK, em liberdade (uma parcela de presos políticos foi recentemente libertada após a derrogação da Doutrina Parot, mas 527 ainda permanecem presos na Espanha e França) tornaram público um documento no qual reconhecem os "danos multilaterais" do Conflito Basco, abrindo caminho para o reconhecimento que não apenas o Estado, mas também a luta armada causaram danos e sofrimento.A ação espanhola se insere no contexto do interminável conflito basco, interminável por parte da Espanha, obviamente, que se recusa a dialogar e reconhecer os passos dados pela Esquerda Nacionalista e pela ETA.
E foram além, afirmando que, baseados em decisão coletiva, iriam buscar saídas individuais para a redução de suas penas e para que possam ser transferidos para cadeias mais próximas do País Basco. Em outras palavras, a declaração do EPPK dá luz verde para que os presos possam aceitar benefícios penitenciários de forma individual, algo que até o momento era considerado ato de traição e passível de expulsão do coletivo.
Esta declaração foi vista por muitos analistas como a aceitação por parte do coletivo de presos políticos do sistema penal espanhol e uma forma de pressionar o governo, hoje nas mãos do Partido Popular, de ideologia próxima ao Franquismo, a dialogar.
Qual seria o sentido de prender 8 advogados de presos políticos ligados ao EPPK menos de uma semana depois deste coletivo ter declarado que aceitará o sistema legal espanhol e que se submeterá a ele? A resposta é simples: A guerra contra os bascos garante mais votos ao PP que a paz. E também ao PSOE, que fique claro.
Enfim, a violência policial e judiciária espanhola é conhecida e reconhecida. Dei sorte, mas o que eu sofri não é nada comparado à violência diária a que são submetidos os bascos. É fácil compreender o ódio que muitos sentem não só da Guarda Civil, que age como um exército colonial de ocupação, mas contra a Espanha, que controla esse exército.
Fosse eu basco, estaria preso. Acusação? Gravar um vídeo. Poderia, como centenas de bascos ao longo dos anos, ter sido torturado e/ou "desaparecido", como Jon Anza e outros. O destino dos bascos está inteiramente nas mãos da Espanha e, dessa forma, passos adiante da esquerda nacionalista no caminho da paz e da autodeterminação são tratados como ofensa, como crime.
Imaginem só como é viver assim. A lei não existe para a Guarda Civil, ela faz a lei e é a lei.
Atividades políticas, exceto as dos fascistas PP e PSOE, são criminalizadas, condenadas e qualquer cidadão basco pode ser preso, torturado, "desaparecido" e morto apenas por protestar contra sua situação e a situação do seu povo.
Mais fotos da prisão em Atxuri: http://www.flickr.com/photos/48788736@N03/sets/72157639561866494/
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Atualização:
Ontem ocorreu uma pequena manifestação no centro de Bilbao contra as prisões arbitrárias dos advogados do EPPK, gravei um vídeo e tirei algumas fotos.
A "justiça" espanhola, via um juiz que é ex-conselheiro do fascista PP, Eloy Velasco, PROIBIU a manifestação de amanhã em Bilbao convocada pelo coletivo Tantaz Tanta (Gota em gota).
No entanto, as esperadas mais de 50 mil pessoas devem comparecer à manifestação de qualquer forma, permita ou não a Espanha.
O mesmo juiz fascista do PP passou por cima da imunidade de um senador nacionalista basco e mandou a polícia invadir seu escritório. O senador do EH Bildu, Goioaga, é também advogado de presos políticos. Seu escritório goza de imunidade.
Pro PP não importa.
Sinto que o protesto de amanhã será um dos maiores da historia do País Basco. O PP só contribui para que cresça o ódio contra a Espanha.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Opressão, repressão, violência, medo: É o que significa "Espanha" no País Basco [Atualização]
2014-01-09T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Tantaz tanta, itsasoa gara: Gota a gota, somos mar - Direitos humanos, resolução, paz
No próximo dia 11 de Janeiro, as ruas de Bilbau vão acolher a maior mobilização cidadã da história recente do País Basco. Nesse dia, dezenas de milhares de pessoas vão sair à rua para pedir a repatriação dos presos e das presas políticas bascas.
Há 25 anos, os governos espanhol e francês decidiram encerrá-los em prisões muito distantes do País Basco para os isolar do seu contexto social e castigar as suas famílias com viagens longuíssimas. Hoje em dia, há 527 presos e presas dispersos por 73 prisões de Espanha e França, e cada família deve fazer uma média de 1500 quilómetros para visitas de 40 minutos. Ao longo destes anos, 16 familiares morreram em acidentes de tráfego quando se deslocavam para ver os seus entes queridos, e centenas ficaram feridos.
As instituições bascas pediram em repetidas ocasiões o fim da dispersão e as sondagens indicam que mais de 75% da população partilha essa exigência. Nos últimos anos, houve manifestações massivas e milhares de acções de protesto mas tanto Madrid como Paris desprezam a sociedade basca e continuam a cercear os direitos humanos das pessoas presas e dos seus familiares.
A ETA decretou um cessar-fogo definitivo em Novembro de 2011 e os estados optaram por boicotar o processo de paz. A situação nas prisões é cada vez pior. Inclusivamente, o Governo espanhol recusava libertar os que já tinham cumprido a sua pena, o que motivou a intervenção do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que ordenou recentemente a libertação de mais de 60 presos e presas que estavam encarcerados há 20, 25 e até 30 anos.
Hoje em dia, continuam a manter na prisão pessoas de idade avançada, com doenças graves, em situações de isolamento e maltrato. Entre elas há militantes da ETA, também jornalistas, membros de sindicatos, organizações políticas e juvenis, activistas pelos direitos dos presos… O líder independentista Arnaldo Otegi e outros dirigentes estão há mais de quatro anos na prisão por promover o processo que conduziu ao cessar-fogo definitivo e unilateral por parte da ETA.
A sociedade basca quer soluções, deixar para trás o sofrimento e que a paz se estabeleça definitivamente. Contudo, os estados espanhol e francês optaram por utilizar a política penitenciária como obstáculo, para manter o conflito no patamar anterior e incidir no cerceamento dos direitos humanos.
Perante esta situação, a cidadania está a adoptar compromissos massivos a favor do processo de paz, mas a resposta do Governo espanhol foi uma vez mais violenta: em Setembro de 2013, ilegalizou o movimento civil Herrira, promotor dos últimos protestos pelos direitos dos presos e deteve 18 dos seus membros.
Neste contexto, a mobilização de 11 de Janeiro de 2014 prevê-se histórica, a maior das últimas décadas. O formato vai ser uma novidade, já que cada participante chegará a Bilbau com uma gota, e, entre todos e todas, construiremos um mar gigantesco como símbolo da determinação e da força de uma sociedade que quer terminar com o conflito. Para isso, consideramos imprescindível reconhecer e compensar todas as vítimas e propiciar o regresso a casa de todas as pessoas presas e exiladas.
Pedimos aos governos espanhol e francês que dêem uma oportunidade à paz no País Basco e à comunidade internacional que nos ajude a impulsionar o processo de resolução do conflito. Somos um pequeno povo que quer deixar de sofrer. E necessitamos do vosso apoio e solidariedade.
Dêem uma oportunidade à paz no País Basco
Direitos humanos, resolução, paz.
PRESOS E PRESAS BASCAS PARA O PAÍS BASCO.
Twitter em português: @Tantaztanta_PT
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Tantaz tanta, itsasoa gara: Gota a gota, somos mar - Direitos humanos, resolução, paz
2014-01-06T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Em defesa de Peter Cenarrusa. In Memorian (1917-2013)
![]() |
| Pete Cenarussa. Crédito da foto: Glenn Oakley, 2009 |
Pete Cenarrusa morreu semana passada aos 95 anos. Para começar, é difícil falar em "defender" Pete de qualquer coisa. Ele era uma pessoa maravilhosa, alguém que muitos de nós admirávamos e respeitávamos. Seus pais eram imigrantes que cresceram em cidades bascas vizinhas, mas que se conheceram a milhares de quilômetros, no meio do estado americano de Idaho. A primeira língua de Pete era o basco, e ele continua a falá-la pelo resto da vida, algumas vezes jogando termos em inglês pelo caminho.
Pete estudou na Universidade de Idaho, onde ele participou do clube de boxe e se formou em agricultura e pecuária (aos 92 anos, ele blogou que seus cursos favoritos eram nutrição, química orgânica e bacteriologia -"Eu recomendaria esses cursos a qualquer um no colégio"). Ele se juntou aos Marines em 1942 e se tornou um instrutor de aviação. Ele voou por 59 anos, mais de 15 mil horas de vôo sem nenhum acidente.
Pete foi eleito como Republicano para a Câmara dos Deputados (House of Representatives) de Idaho em 1950 e serviu por nove mandatos, incluindo três como porta-voz da Casa. Em 1967, quando o secretário de estado de Idaho faleceu, o governador o indicou para o cargo, que ele serviu até 2003. Ele não era um político do elenco central. Como disse seu amigo e sucessor em seu funeral, Pete não era um bom orador; mas diferente de muitos políticos, Pete sabia disso. Ainda assim, é difícil argumentar com o sucesso: Pete nunca perdeu uma eleição e permaneceu no cargo por 52 anos, o maior tempo no cargo de um servidor público na história de Idaho.
Então, o jornal espanhol ABC publicou um "obituário" escrito por Javier Rupérez, o ex-embaixador espanhol nos EUA. Rupérez chama Pete de "Basco separatista", um homem cheio de "obstinação cega" contra a Espanha "até o dia de sua morte". Foi uma peça escrita com veneno guardado desde um evento que aconteceu há mais de uma década, expelido apenas um par de dias depois de Pete morrer. Pete não pode levantar-se e se defender. É por isso que sentimos uma forte obrigação de fazê-lo em seu lugar.
Então, o jornal espanhol ABC publicou um "obituário" escrito por Javier Rupérez, o ex-embaixador espanhol nos EUA. Rupérez chama Pete de "Basco separatista", um homem cheio de "obstinação cega" contra a Espanha "até o dia de sua morte". Foi uma peça escrita com veneno guardado desde um evento que aconteceu há mais de uma década, expelido apenas um par de dias depois de Pete morrer. Pete não pode levantar-se e se defender. É por isso que sentimos uma forte obrigação de fazê-lo em seu lugar.
E um pouco de contexto: Rupérez, o autor, foi sequestrado pelo grupo terrorista basco ETA em 1979. Ele foi mantido prisioneiro por um mês. Após ser solto, 26 prisioneiros bascos foram libertados da prisão, e o parlamento espanhol concordou em criar uma comissão especial para investigar as acusações de tortura contra prisioneiros bascos. Não podemos imaginar pelo que Rupérez passou, e gostaríamos que nunca tivesse acontecido. É um evento que certamente muda uma visão de mundo. Mas Pete não teve nenhuma relação com o horrível evento, e sabemos que ele o teria condenado. E é ai que Rupérez erra terrivelmente em relação a Pete e aos bascos em geral.
Perto do fim de sua carreira, Pete anunciou a introdução no legislativo Idaho de uma declaração que dirigiu uma série de críticas a eventos no País Basco e na Espanha. A declaração, oficialmente conhecida como um "memorial", pediu aos líderes dos Estados Unidos e da Espanha para realizar um processo de paz. Em 2002, Rupérez soube do memorial e imediatamente voou para Idaho, [ele] aertou o primeiro-ministro espanhol, o Departamento de Estado e a Casa Branca. De repente, uma declaração do legislador de um pequeno estado do Oeste americano explodiu e tornou-se notícia internacional.
À medida que se aproximava a data da votação do memorial, havia um monte de idas e vindas entre muitas partes que, de repente, se envolveram. Mas a reação de Pete foi perfeita, parafraseando-o: Desde quando os EUA decidem sua política externa baseada em governos estrangeiros? No final, o legislativo de Idaho aprovou por unanimidade o memorial. Ele descrevia a história dos bascos em Idaho, as primeiras ações do legislativo de Idaho em condenar a repressão da Ditadura de Franco, os esforços dos bascos em manter sua cultura e a condenação de todos "menos uma parcela marginalizada fração" de bascos da violência.
Perfeito ou não, foi uma declaração unânime de um governo democraticamente eleito. Mas [a decisão] parece ter assombrado Rupérez por todos esses anos. Mal completadas 72 horas da morte de Pete, Rupérez o condenou como "o inspirador e líder visível" de um esforço que fez vista grossa à violência, um esforço que um líder do Senado de Idaho mais tarde teria supostamente lhe dito que era o resultado de "extrema ignorância por parte de representantes locais" sobre assuntos espanhóis e da "vontade generalizada de agradar Cenarrusa em sua última iniciativa antes de se aposentar". Rupérez sugere que Pete não era típico da comunidade basca de Idaho, que havia outros que eram mais dignos de representá-la.
Nós não conhecemos Rupérez. Mas ele também não conhece os bascos, e certamente não conhece Pete. E penso que quem apunhala pelas costas um homem que acabou de morrer é [uma pessoa] muito pequena. Alguns de nós tivemos a honra de conhecer esta grande personalidade basco-americana. No entanto, nós queremos refletir sobre a significativa contribuição de Pete na preservação da identidade basca dentro e fora do País Basco (veja as reflexões de About the Basque Country e The Bieter Blog). Os quatro blogs que subscrevem a este post não poderiam se calar diante da difamação pública de Pete Cenarussa patrocinada por Rupérez. Encorajamos vocês a compartilhar livremente este post e o façam seu, o repostando em seus blogs, sites ou redes sociais.
Rupérez fecha seu texto com uma frase que ele diz ser de Mark Twain: "Nem todas as mortes são recebidas da mesma maneira". Talvez seja verdade. De qualquer forma, nós podemos garantir ao senhor Rupérez que a morte de Pete foi recebida com grande tristeza e com o respeito merecido por alguém que fez grandes coisas em sua vida. Gostaríamos de concluir com outra frase de Mark Twain que cabe como uma luva em pessoas como Javier Rupérez: "É melhor manter a boca fechada e deixar as pessoas pensarem que você é um idiota do que abri-la e remover todas as dúvidas".
Agur eta ohore [Adeus e honra], Pete
Agur eta ohore [Adeus e honra], Pete
Assinado por:
A Basque in Boise (Inglês)
About the Basque Country (Castelhano)
Basque Identity 2.0 (Inglês)
The Bieter Blog (Inglês)
The Angry Brazilian (Português)
8probintziak (Francês)
Nafar Herria (Castelhano)
The Angry Brazilian (Português)
8probintziak (Francês)
Nafar Herria (Castelhano)
Pete Cenarrusa (1917-2013)Rancheiro de Idaho, Separatista bascoFalecido aos 96 anos, Cenarrusa, que havia assim encurtado o Zenarruzabeitia paterno, protagonizou a vida política e social do estado de Idaho durante quase seis décadas, sendo várias vezes eleito para o legislativo local e tendo desempenhado durante anos o posto de secretário de estado no rústico território. Seus pais haviam emigrado do País Basco aos EUA no princípio do século XX, como fizeram muitos de seus compatriotas naqueles tempos, em resposta à solicitação de pastores para conduzir/liderar a importante indústria pecuária do oeste americano.Desde cedo, consciente de suas origens euskaldunes, procurou fomentar a memória individual e coletiva entre seus conterrâneos. Atividade que a partir da década de setenta adquiriu um marcante tom nacionalista. Não em vão, o PNV lhe outorgaria no ano 2000 o prêmio Sabino Arana na condição de "basco universal".Foi em 2002 quando essas propensões nacionalistas tomaram forma na tentativa de fazer a câmara legislativa de Idaho adotar um "memorial" em que se ignorava a ação terrorista da ETA e exigia da Espanha e França uma disposição favorável para negociar "o fim do conflito" e se pedia a autodeterminação do povo basco. Cenarrusa era o inspirador e cabeça visível da tentativa, na qual contava com a colaboração do governo basco de Ibarretxe e a de ramificações do [partido ilegalizado] Batasuna, encarnados nos jornais Gara e Egunkaria, assíduos visitantes do território no qual eram recebidos com hospitalidade pelo legislador local e hoje prefeito de Boise, David Bieter.O governo de José Maria Aznar alertou a Casa Branca de George W. Bush sobre a manobra, este que tentou fazer os legisladores de Idaho enxergarem a inconveniência de adotar textos que eram ofensivos a um país aliado e aliado como a Espanha. O porta-voz do Departamento de Estado deu por aqueles dias uma contundente declaração na qual, entre outras coisas, afirmava que "o povo espanhol sofre regularmente a violência exercida por uma organização terrorista chamada ETA". Justamente o que o memorial de Cenarrusa/Bieter/Ibarretxe/Gara/Egunkaria não queria mostrar. E que, muito apesar de seus patrocinadores, acabou figurando no texto emendado que finalmente foi aprovado por todos os parlamentares de Idaho.Foi em janeiro de 2003, quando o presidente do Senado de Idaho fez chegar aos representantes do governo espanhol seu pesar pelo ocorrido, atribuindo [sua aprovação] ao profundo desconhecimento que tinham dos assuntos espanhóis os representantes locais e ao desejo generalizado de contentar Cenarrusa em sua última iniciativa antes de se aposentar de seu posto de Secretário de Estado. O senador Robert I Geddes havia suplicado ao velho pecuarista e político de origem basca que "na próxima vez que quisesse declarar guerra à Espanha que o avisasse previamente, para evitar um mal entendido". Nesta mesma ocasião, o Senado de Idaho concedeu ao embaixador da Espanha em Washington o título de cidadão honorário do estado. E a Espanha nomeava oficialmente Adelia Garro Simplot, outra descendente de bascos, cônsul honorária no estado. Garro é abreviação de Garroguerricoechevarria. Cenarrusa, que não havia vacilado em sua obsessão contra a Espanha constitucional e democrática até mesmo o dia de sua morte, não poderia ser o único representante da comunidade basca em Idaho.Como diria Mark Twain, "Nem todas as mortes são recebidas da mesma maneira".Javier RupérezEmbaixador da Espanha nos EUA (2000-2004)
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
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10:30
Em defesa de Peter Cenarrusa. In Memorian (1917-2013)
2013-10-09T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
Estado Espanhol tortura até os mortos... no Brasil!
CRUELDADE EM SOLO BRASILEIRO
Como alguns de vocês devem se lembrar, no dia 18 de Janeiro de 2013, o cidadão espanhol (basco) JOSEBA VIZAN GONZALEZ foi preso no Rio de Janeiro por portar documentos falsos. A sua prisão repercutiu em diversos veículos de imprensa, não pelo porte dos documentos falsos, mas sim por estar sendo acusado de pertencer a um grupo militante armado na Espanha.
Joseba foi solto depois de 2 meses na prisão, o seu caso está muito longe de ser um caso policial. Joseba foi preso e torturado na Espanha por acreditar na liberdade do seu povo e do seu País, o País Basco. Joseba é um perseguido político, porém para a sua pátria mãe, a Espanha, ele seria um fugitivo, mesmo nunca tendo sido julgado nem condenado.
Um dia após sua prisão no Brasil, os pais de sua esposa (sogros de Joseba) vieram a socorro de sua filha e neta no Brasil, para lhes prestar apoio e ajuda neste momento tão difícil. Ambas se encontravam desamparadas em solo brasileiro, sem qualquer apoio diplomático. Contando apenas com a ajuda de alguns amigos que aqui fizeram nos 16 anos em que aqui viveram.
Os sogros de Joseba iriam embora hoje, dia 02 de Abril, após 2 meses de muita luta e sofrimento, mas iam felizes, pois Joseba estava fora da cadeia, cumprindo pena alternativa, conforme lhe foi sentenciado por um tribunal brasileiro, pois sua prisão era desproporcional ao único crime ora cometido: falsidade ideológica, que se fez necessário devido a sua situação de perseguido político em solo Espanhol.
JOSÉ MARCO MUYOR, sogro de Joseba se preparava ontem, dia 01 de Abril, para fazer sua última caminhada pelas ruas do Rio de Janeiro, para se despedir da cidade. Estava com sua esposa e JOSEBA, quando sofreu um ataque cardíaco fulminante. Joseba tentou sem sucesso reanima-lo, ajudado por alguns bombeiros, e depois por agentes do SAMU. Foi encaminhado para a UPA – Unidade de Pronto Atendimento de Botafogo por uma ambulância, mas já chegou na unidade em óbito.
Mal sabíamos todos que o sofrimento maior ainda estaria por vir. Uma família que fazia pouco tempo foi destroçada por uma prisão injusta, sem julgamento ou condenação, que passou as amarguras de buscar ajuda entre cidadãos brasileiros pois não encontrou apoio no governo do seu país, começava um novo calvário.
Neste dia 02 de Abril, acompanhei a esposa de Joseba na árdua missão de liberar o corpo do pai no IML – Instituto Médico Legal no Rio de Janeiro, lá fomos informados pelo policial civil JOSÉ que o corpo de JOSÉ MARCO MUYOR só poderia ser liberado mediante uma autorização do CONSULADO GERAL DE ESPANHA, do Rio de Janeiro. Por se tratar de um cidadão estrangeiro, o procedimento seria padrão. Ainda lhe perguntei se o Consulado Geral da Espanha saberia do que eu iria lhes pedir, no que ele nos respondeu: “Com certeza, o plantão consular de todos os países sabem que é procedimento padrão e para tanto será um documento muito simples”. Estávamos de posse do passaporte de JOSE MARCO MUYOR e da sua identidade Espanhola.
Rumamos eu e a esposa de Joseba para o Consulado Geral de Espanha, situado na Torre Rio Sul em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro. Chegamos ao local por volta das 12:30 do dia 02 de Abril, explicamos o que precisaríamos para que o corpo de JOSÉ MARCO fosse liberado pelo IML.
Fomos atendidas pelo Sr. Afonso Castilho que nos informou que tal procedimento não existe.
Colocamos o agente da Polícia Civil no telefone com os agentes consulares espanhóis, quem sabe eu não estávamos lhes pedindo o documento correto? De nada adiantou.
O Consulado Geral de Espanha disse que em nada poderia nos ajudar neste assunto. Que apenas cuidaria de algum assunto administrativo.
Voltamos a Polícia Civil do IML para entendermos o que poderíamos fazer para acabar com este sofrimento, mais uma vez o agente JOSÉ, estarrecido com a reação pouco usual por parte do Consulado Geral da Espanha, o policial Civil brasileiro nos deu duas opções:
- Entrar na justiça brasileira através de um plantão judiciário para a liberação do corpo
OU
- Aguardar o prazo de 72 horas de entrada no IML para que na presença dos familiares e de outras duas testemunhas o corpo fosse liberado SEM IDENTIFICAÇÃO, como INDIGENTE.
Não bastasse o sofrimento da perda de um pai, um sogro, um avó, a família ainda passa pelo profundo desgosto de ser IGNORADA POR AQUELES QUE DEVERIAM PRESTAR APOIO: O corpo Consular do seu próprio País.
Em nenhum momento NENHUM MEMBRO DO CONSULADO ESPANHOL se dispôs a tentar ajudar no problema, nunca foi lhes dado um só telefonema, nenhum facilitador, nenhuma palavra, nenhum apoio, nada.
À família ESPANHOLA lhes resta pedir SOCORRO ao GOVERNO BRASILEIRO para tentar enterrar seu pai que TINHA SIM UM NOME, não é um indigente, É UM CIDADÃO ESPANHOL, portador de todos os seus documentos.
Essa atitude CRUEL, DESUMANA do Governo Espanhol para com esta família me revolta, me entristece, me envergonha como SER HUMANO. SE ESTA FAMÍLIA NÃO ESTÁ SOFRENDO UMA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA POR PARTE DO GOVERNO ESPANHOL, NÃO SEI MAIS O QUE ISSO PODE RIA SER.
Com profunda tristeza suplico a ajuda do GOVERNO BRASILEIRO, suplico AJUDA DOS DIREITOS HUMANOS, suplico ajuda dos órgãos competentes para que possamos não só como pátria, mas como SERES HUMANOS, ajudar a cessar tamanho sofrimento que aflige esta família.
Com esperança me subscrevo,
Irina Faria Neves
Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2013
----
A notícia não surpreende, por mais que seja inaceitável e asquerosa. O Estado Espanhol tortura mesmo aos mortos e suas famílias. Em sua vingança pessoal conra Joseba, um lutador pela independência de sua pátria, o regime espanhol tortura sua família, nega a seu sogro um enterro decente, nega o mero reconhecimento deste.
É simplesmente inaceitável que um Estado se preste a um ato cruel de vingança como este.
Joseba é um herói. Um lutador de sua pátria e de seu povo e por isto foi torturado e hoje sua família é torturada. Toda minha solidariedade a ele e a sua famílii e amigos.
---
Atualização 04/04:
De Irina Neves, no Facebook:
Como o governo espanhol não conseguiu deportação de JOSEBA para que fosse torturado na Espanha, tenta agora a tortura psicológica. Mais uma vez conseguimos fazer justiça, e JOSÉ MARCO, nosso querido Aita, vai poder ser enterrado de forma digna. Obrigado a todas as manifestações de carinho e apoio.
Como alguns de vocês devem se lembrar, no dia 18 de Janeiro de 2013, o cidadão espanhol (basco) JOSEBA VIZAN GONZALEZ foi preso no Rio de Janeiro por portar documentos falsos. A sua prisão repercutiu em diversos veículos de imprensa, não pelo porte dos documentos falsos, mas sim por estar sendo acusado de pertencer a um grupo militante armado na Espanha.
Joseba foi solto depois de 2 meses na prisão, o seu caso está muito longe de ser um caso policial. Joseba foi preso e torturado na Espanha por acreditar na liberdade do seu povo e do seu País, o País Basco. Joseba é um perseguido político, porém para a sua pátria mãe, a Espanha, ele seria um fugitivo, mesmo nunca tendo sido julgado nem condenado.
Um dia após sua prisão no Brasil, os pais de sua esposa (sogros de Joseba) vieram a socorro de sua filha e neta no Brasil, para lhes prestar apoio e ajuda neste momento tão difícil. Ambas se encontravam desamparadas em solo brasileiro, sem qualquer apoio diplomático. Contando apenas com a ajuda de alguns amigos que aqui fizeram nos 16 anos em que aqui viveram.
Os sogros de Joseba iriam embora hoje, dia 02 de Abril, após 2 meses de muita luta e sofrimento, mas iam felizes, pois Joseba estava fora da cadeia, cumprindo pena alternativa, conforme lhe foi sentenciado por um tribunal brasileiro, pois sua prisão era desproporcional ao único crime ora cometido: falsidade ideológica, que se fez necessário devido a sua situação de perseguido político em solo Espanhol.
JOSÉ MARCO MUYOR, sogro de Joseba se preparava ontem, dia 01 de Abril, para fazer sua última caminhada pelas ruas do Rio de Janeiro, para se despedir da cidade. Estava com sua esposa e JOSEBA, quando sofreu um ataque cardíaco fulminante. Joseba tentou sem sucesso reanima-lo, ajudado por alguns bombeiros, e depois por agentes do SAMU. Foi encaminhado para a UPA – Unidade de Pronto Atendimento de Botafogo por uma ambulância, mas já chegou na unidade em óbito.
Mal sabíamos todos que o sofrimento maior ainda estaria por vir. Uma família que fazia pouco tempo foi destroçada por uma prisão injusta, sem julgamento ou condenação, que passou as amarguras de buscar ajuda entre cidadãos brasileiros pois não encontrou apoio no governo do seu país, começava um novo calvário.
Neste dia 02 de Abril, acompanhei a esposa de Joseba na árdua missão de liberar o corpo do pai no IML – Instituto Médico Legal no Rio de Janeiro, lá fomos informados pelo policial civil JOSÉ que o corpo de JOSÉ MARCO MUYOR só poderia ser liberado mediante uma autorização do CONSULADO GERAL DE ESPANHA, do Rio de Janeiro. Por se tratar de um cidadão estrangeiro, o procedimento seria padrão. Ainda lhe perguntei se o Consulado Geral da Espanha saberia do que eu iria lhes pedir, no que ele nos respondeu: “Com certeza, o plantão consular de todos os países sabem que é procedimento padrão e para tanto será um documento muito simples”. Estávamos de posse do passaporte de JOSE MARCO MUYOR e da sua identidade Espanhola.
Rumamos eu e a esposa de Joseba para o Consulado Geral de Espanha, situado na Torre Rio Sul em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro. Chegamos ao local por volta das 12:30 do dia 02 de Abril, explicamos o que precisaríamos para que o corpo de JOSÉ MARCO fosse liberado pelo IML.
Fomos atendidas pelo Sr. Afonso Castilho que nos informou que tal procedimento não existe.
Colocamos o agente da Polícia Civil no telefone com os agentes consulares espanhóis, quem sabe eu não estávamos lhes pedindo o documento correto? De nada adiantou.
O Consulado Geral de Espanha disse que em nada poderia nos ajudar neste assunto. Que apenas cuidaria de algum assunto administrativo.
Voltamos a Polícia Civil do IML para entendermos o que poderíamos fazer para acabar com este sofrimento, mais uma vez o agente JOSÉ, estarrecido com a reação pouco usual por parte do Consulado Geral da Espanha, o policial Civil brasileiro nos deu duas opções:
- Entrar na justiça brasileira através de um plantão judiciário para a liberação do corpo
OU
- Aguardar o prazo de 72 horas de entrada no IML para que na presença dos familiares e de outras duas testemunhas o corpo fosse liberado SEM IDENTIFICAÇÃO, como INDIGENTE.
Não bastasse o sofrimento da perda de um pai, um sogro, um avó, a família ainda passa pelo profundo desgosto de ser IGNORADA POR AQUELES QUE DEVERIAM PRESTAR APOIO: O corpo Consular do seu próprio País.
Em nenhum momento NENHUM MEMBRO DO CONSULADO ESPANHOL se dispôs a tentar ajudar no problema, nunca foi lhes dado um só telefonema, nenhum facilitador, nenhuma palavra, nenhum apoio, nada.
À família ESPANHOLA lhes resta pedir SOCORRO ao GOVERNO BRASILEIRO para tentar enterrar seu pai que TINHA SIM UM NOME, não é um indigente, É UM CIDADÃO ESPANHOL, portador de todos os seus documentos.
Essa atitude CRUEL, DESUMANA do Governo Espanhol para com esta família me revolta, me entristece, me envergonha como SER HUMANO. SE ESTA FAMÍLIA NÃO ESTÁ SOFRENDO UMA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA POR PARTE DO GOVERNO ESPANHOL, NÃO SEI MAIS O QUE ISSO PODE RIA SER.
Com profunda tristeza suplico a ajuda do GOVERNO BRASILEIRO, suplico AJUDA DOS DIREITOS HUMANOS, suplico ajuda dos órgãos competentes para que possamos não só como pátria, mas como SERES HUMANOS, ajudar a cessar tamanho sofrimento que aflige esta família.
Com esperança me subscrevo,
Irina Faria Neves
Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2013
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A notícia não surpreende, por mais que seja inaceitável e asquerosa. O Estado Espanhol tortura mesmo aos mortos e suas famílias. Em sua vingança pessoal conra Joseba, um lutador pela independência de sua pátria, o regime espanhol tortura sua família, nega a seu sogro um enterro decente, nega o mero reconhecimento deste.
É simplesmente inaceitável que um Estado se preste a um ato cruel de vingança como este.
Joseba é um herói. Um lutador de sua pátria e de seu povo e por isto foi torturado e hoje sua família é torturada. Toda minha solidariedade a ele e a sua famílii e amigos.
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Atualização 04/04:
De Irina Neves, no Facebook:
Como o governo espanhol não conseguiu deportação de JOSEBA para que fosse torturado na Espanha, tenta agora a tortura psicológica. Mais uma vez conseguimos fazer justiça, e JOSÉ MARCO, nosso querido Aita, vai poder ser enterrado de forma digna. Obrigado a todas as manifestações de carinho e apoio.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Estado Espanhol tortura até os mortos... no Brasil!
2013-04-03T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sábado, 2 de março de 2013
Liberdade e Asilo Político ao preso político basco Joseba Gotzon!
Joseba
Gotzon Vizan Gonzalez nasceu em 7 de maio de 1959 no País Basco.
Desde muito jovem começou a se envolver em diferentes movimentos sociais e políticos. Participou na criação de Herri Batasuna (coalizão de forças políticas bascas a favor da independência e o socialismo), onde trabalharia no departamento de comunicação e propaganda. Foi detido em duas ocasiões e posto em liberdade sem nenhuma acusação contra ele.
Contudo, durante os dias de sua segunda detenção foi vítima de maus tratos e torturas. Foi asfixiado com um saco na cabeça, golpeado sem parar nos testículos e inclusive sofreu uma simulação de execução (simularam dar-lhe um tiro). A Policia trata de detê-lo em 1991 e diante do risco de voltar a ser torturado Joseba decide fugir.
A acusação contra Joseba, pela qual agora foi detido, baseia-se nas declarações realizadas sob tortura por dois amigos seus que permaneceram incomunicáveis numa delegacia durante cinco dias. Estas duas pessoas negaram diante do juiz da Audiência Nacional espanhola sua declaração policial e afirmaram tê-la realizado sob ameaças e torturas. Joseba está há 22 anos longe de seus familiares e amigos e 16 morando no Brasil.
É casado, tem uma filha de 10 anos e há 12 trabalha como professor. Tem muitos e grandes amigos e amigas neste país. Amigos e amigas que estão mostrando sua solidariedade e apoio nestes momentos difíceis (declarações de alunos, companheiros de trabalho, professores e pais do colégio de sua filha, vizinhos, etc.)
No dia 18 de janeiro de 2013 Joseba Gotzon Vizan foi detido na cidade brasileira do Rio de Janeiro pela Polícia Federal do Brasil a pedido da polícia espanhola. Esta detenção tem que ser situada dentro do contexto político que vive Euskal Herria, o País Basco.
No País Basco há um conflito político, o último na União Europeia com estas características, que enfrenta o povo basco com os estados espanhol e francês. A raiz deste conflito está na negação do País Basco como um povo com o direito de decidir seu futuro livremente.
As trágicas consequências disto são conhecidas por todos: mortes, tortura, exílio, detenções políticas, ilegalidade de atividade política, repressão generalizada, etc. Todas estas violações de direitos foram reiteradamente denunciadas por diversos organismos internacionais como as Nações Unidas, ONGs de direitos humanos (Amnistía Internacional, Human Right Watch etc.), Associações Internacionais de Juristas e outras instituições internacionais.
Nos últimos tempos, abriu-se um novo cenário político no País Basco, foram dados importantes passos para o avanço em direção à resolução definitiva e justa do conflito.
Em outubro de 2011, importantes líderes internacionais como: Kofi Annan, Bertie Ahern, Gro Harlem Brundtland, Pierre Joxe, Gerry Adams e Jonathan Powell se reuniram em San Sebastián junto a representantes da maioria do leque político e social basco na Conferência Internacional de Aiete. Fruto da Conferência dos líderes Internacionais publicaram a denominada Declaração de Aiete, que define um plano de rota válida para a resolução do conflito basco. Poucos dias depois ETA, a organização armada basca, respondeu de maneira positiva e declarou o cessar definitivo de sua atividade armada. A pesar destes passos de esperança não podemos falar ainda de um verdadeiro cenário de paz.
Os estados espanhol e francês, com sua atitude estão tratando de paralisar, boicotar e sabotar a oportunidade criada. É neste contexto que se deve entender a detenção de Joseba, assim como outras detenções de militantes bascos que estão ocorrendo nos últimos tempos. Não é tempo de detenções, é tempo de soluções. Essa é a demanda de nosso povo. Por isso, pedimos a libertação imediata de Joseba e que lhe seja concedido o asilo político no Brasil. Joseba tem o direito a continuar desenvolvendo uma vida normal no Brasil junto a sua mulher e sua filha.
Sendo extraditado ao Estado espanhol corre o risco de ser torturado.
Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2013.
asilopoliticojosebavizan@gmail.com
AMIGOS E APOIADORES DA CAMPANHA INTERNACIONAL PELA LIBERTAÇÃO E ASILO POLITICO PARA JOSEBA GOTZON VIZAN GONZALEZ
BLOG OFICIAL PELA LIBERTAÇÃO JÁ DE JOSEBA GOTZON VIZAN GONZÁLEZ
Carta em apoio a Joseba Gotzon
O etarra preso e a questão Battisti por Mauro Santayana
Impulsan campañas de firmas para evitar la extradición del refugiado vasco Joseba Vizan
"O TERROR E O TERROR" por Mauro Santayna publicado no jornal Hoje Em Dia de 20/01/13.
Interessante matéria d'O Globo sobre o desenrolar do caso junto ao governo
PETIÇÕES:
http://www.avaaz.org/po/petition/CONTRA_A_EXTRADICAO_DE_JOSEBA_GOTZON_VIZAN_
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2013N34912
http://www.change.org/petitions/presidenta-do-brasil-dilma-rousseff-libertação-e-asilo-politico-para-joseba-gotzon-visán-gonzález?utm_campaign=friend_inviter_chat&utm_medium=facebook&utm_source=share_petition&utm_term=permissions_dialog_true
Desde muito jovem começou a se envolver em diferentes movimentos sociais e políticos. Participou na criação de Herri Batasuna (coalizão de forças políticas bascas a favor da independência e o socialismo), onde trabalharia no departamento de comunicação e propaganda. Foi detido em duas ocasiões e posto em liberdade sem nenhuma acusação contra ele.
Contudo, durante os dias de sua segunda detenção foi vítima de maus tratos e torturas. Foi asfixiado com um saco na cabeça, golpeado sem parar nos testículos e inclusive sofreu uma simulação de execução (simularam dar-lhe um tiro). A Policia trata de detê-lo em 1991 e diante do risco de voltar a ser torturado Joseba decide fugir.
A acusação contra Joseba, pela qual agora foi detido, baseia-se nas declarações realizadas sob tortura por dois amigos seus que permaneceram incomunicáveis numa delegacia durante cinco dias. Estas duas pessoas negaram diante do juiz da Audiência Nacional espanhola sua declaração policial e afirmaram tê-la realizado sob ameaças e torturas. Joseba está há 22 anos longe de seus familiares e amigos e 16 morando no Brasil.
É casado, tem uma filha de 10 anos e há 12 trabalha como professor. Tem muitos e grandes amigos e amigas neste país. Amigos e amigas que estão mostrando sua solidariedade e apoio nestes momentos difíceis (declarações de alunos, companheiros de trabalho, professores e pais do colégio de sua filha, vizinhos, etc.)
No dia 18 de janeiro de 2013 Joseba Gotzon Vizan foi detido na cidade brasileira do Rio de Janeiro pela Polícia Federal do Brasil a pedido da polícia espanhola. Esta detenção tem que ser situada dentro do contexto político que vive Euskal Herria, o País Basco.
No País Basco há um conflito político, o último na União Europeia com estas características, que enfrenta o povo basco com os estados espanhol e francês. A raiz deste conflito está na negação do País Basco como um povo com o direito de decidir seu futuro livremente.
As trágicas consequências disto são conhecidas por todos: mortes, tortura, exílio, detenções políticas, ilegalidade de atividade política, repressão generalizada, etc. Todas estas violações de direitos foram reiteradamente denunciadas por diversos organismos internacionais como as Nações Unidas, ONGs de direitos humanos (Amnistía Internacional, Human Right Watch etc.), Associações Internacionais de Juristas e outras instituições internacionais.
Nos últimos tempos, abriu-se um novo cenário político no País Basco, foram dados importantes passos para o avanço em direção à resolução definitiva e justa do conflito.
Em outubro de 2011, importantes líderes internacionais como: Kofi Annan, Bertie Ahern, Gro Harlem Brundtland, Pierre Joxe, Gerry Adams e Jonathan Powell se reuniram em San Sebastián junto a representantes da maioria do leque político e social basco na Conferência Internacional de Aiete. Fruto da Conferência dos líderes Internacionais publicaram a denominada Declaração de Aiete, que define um plano de rota válida para a resolução do conflito basco. Poucos dias depois ETA, a organização armada basca, respondeu de maneira positiva e declarou o cessar definitivo de sua atividade armada. A pesar destes passos de esperança não podemos falar ainda de um verdadeiro cenário de paz.
Os estados espanhol e francês, com sua atitude estão tratando de paralisar, boicotar e sabotar a oportunidade criada. É neste contexto que se deve entender a detenção de Joseba, assim como outras detenções de militantes bascos que estão ocorrendo nos últimos tempos. Não é tempo de detenções, é tempo de soluções. Essa é a demanda de nosso povo. Por isso, pedimos a libertação imediata de Joseba e que lhe seja concedido o asilo político no Brasil. Joseba tem o direito a continuar desenvolvendo uma vida normal no Brasil junto a sua mulher e sua filha.
Sendo extraditado ao Estado espanhol corre o risco de ser torturado.
Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2013.
asilopoliticojosebavizan@gmail.com
AMIGOS E APOIADORES DA CAMPANHA INTERNACIONAL PELA LIBERTAÇÃO E ASILO POLITICO PARA JOSEBA GOTZON VIZAN GONZALEZ
BLOG OFICIAL PELA LIBERTAÇÃO JÁ DE JOSEBA GOTZON VIZAN GONZÁLEZ
Carta em apoio a Joseba Gotzon
O etarra preso e a questão Battisti por Mauro Santayana
Impulsan campañas de firmas para evitar la extradición del refugiado vasco Joseba Vizan
"O TERROR E O TERROR" por Mauro Santayna publicado no jornal Hoje Em Dia de 20/01/13.
Interessante matéria d'O Globo sobre o desenrolar do caso junto ao governo
PETIÇÕES:
http://www.avaaz.org/po/petition/CONTRA_A_EXTRADICAO_DE_JOSEBA_GOTZON_VIZAN_
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2013N34912
http://www.change.org/petitions/presidenta-do-brasil-dilma-rousseff-libertação-e-asilo-politico-para-joseba-gotzon-visán-gonzález?utm_campaign=friend_inviter_chat&utm_medium=facebook&utm_source=share_petition&utm_term=permissions_dialog_true
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
14:00
Liberdade e Asilo Político ao preso político basco Joseba Gotzon!
2013-03-02T14:00:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Dissertação: Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade
É com muito prazer e algum orgulho que compartilho com vocês minha dissertação de mestrado " Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade" defendida no dia 26 de junho de 2012 na Faculdade Cásper Líbero depois de 2 longos anos de pesquisa com financiamento FAPESP.
Além dos agradecimentos de praxe contidos no trabalho, não posso deixar de agradecer a todxs xs bascxs e não-bascxs entrevistados durante a pesquisa e também blogueirxs citadxs pela inestimável ajuda intencional/voluntária ou não-intencional.
O trabalho é dedicado ao amigo Paul Rios, coordenador da ONG Lokarri. E não posso deixar de agradecer ao meu orientador, José Eugênio, por todo o esforço e ajuda.
Eis o resumo do trabalho (que também pode ser baixado direto do site da Cásper Líbero):
Além dos agradecimentos de praxe contidos no trabalho, não posso deixar de agradecer a todxs xs bascxs e não-bascxs entrevistados durante a pesquisa e também blogueirxs citadxs pela inestimável ajuda intencional/voluntária ou não-intencional.
O trabalho é dedicado ao amigo Paul Rios, coordenador da ONG Lokarri. E não posso deixar de agradecer ao meu orientador, José Eugênio, por todo o esforço e ajuda.
Eis o resumo do trabalho (que também pode ser baixado direto do site da Cásper Líbero):
Autor: Raphael Muniz Garcia de Souza [Raphael Tsavkko Garcia]
Tipo de produção: Produção científica
Classificação: Dissertação/Tese
Data: 26/06/2012
Resumo:
Através de um processo exploratório e descritivo, uma profunda
análise da bibliografia coletada e entrevistas/relatos coletados, além
da análise pormenorizada de postagens em blogs selecionados, busca-se
analisar o comportamento na internet de membros da
chamada comunidade basca, em especial daqueles que se declaram
nacionalistas bascos – análise do processo de criação/re-criação de
mitos, vínculos formados -, e, ainda,
compreender o processo que se percorre até a tomada de consciência sobre
o sentimento nacional em um ambiente virtual, em comunidades virtuais,
tendo como base a noção de
Comunidades Imaginadas propostas por Anderson, a ideia do plebiscito
diário e da vontade de ser parte de um grupo, como explicitado por
Renan, e a teoria das mídias
descrita por Pross. Como se dão os processos políticos e comunicativos
pelos quais há apropriação das redes telemáticas por parte do grupo ou
comunidade basca? Como
emerge o sentimento nacional (de nação) diretamente das interações via
internet através da colaboração/interação e vínculos criados através do
relacionamento online?
Compreende-se a internet como um locus onde compartilhamos e nos
re-significamos e que propicia aos indivíduos uma re-territorialização,
um sentimento de pertencimento em meio à globalização e consequente
fragmentação identitária típica da pósmodernidade dentro dos fenômenos
da cibercultura. Busca-se compreender as razões pelas quais o movimento
nacionalista Basco se ramificou até a apropriação das redes
telemáticas, passando por todo um complicado processo de construção
nacional, além de ligar a formação de vínculos comunicacionais à ideia
de sentimento nacional e de
nação, tendo a imprensa como impulsionador inicial de identidade(s)
nacional(is) e a internet como novo foco de formação de vínculos através
de comunidades virtuais.
Palavra Chave: Nacionalismo Basco. Identidade. Cibercultura. Comunidade Imaginada. Ecologia da Comunicação. Internet.
Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade
------
Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Dissertação: Nacionalismo Basco e Redes Telemáticas: nação, vinculação e identidade
2012-09-21T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Convite: Defesa de Mestrado dia 26/06
Minhas queridas e queridos (e nem tão queridxs assim),
Dia 26, terça feira que vem, na Cásper Líbero, acontecerá minha defesa de mestrado. Depois de dois longos anos de pesquisa, de dores de cabeça, de alegrias e tristezas, de uma fantástica pesquisa de campo e de muitos dias insones, finalmente a terminei.
"Nacionalismo basco e redes telemáticas: nação, vinculação e identidade" é o tema e abaixo segue o resumo:
Através de um processo exploratório e descritivo, uma profunda análise da bibliografia coletada e entrevistas/relatos coletados, além da análise pormenorizada de postagens em blogs selecionados, busca-se analisar o comportamento na internet de membros da chamada comunidade basca, em especial daqueles que se declaram nacionalistas bascos – análise do processo de criação/re-criação de mitos, vínculos formados -, e, ainda, compreender o processo que se percorre até a tomada de consciência sobre o sentimento nacional em um ambiente virtual, em comunidades virtuais, tendo como base a noção de Comunidades Imaginadas propostas por Anderson, a ideia do plebiscito diário e da vontade de ser parte de um grupo, como explicitado por Renan, e a teoria das mídias descrita por Pross. Como se dão os processos políticos e comunicativos pelos quais há apropriação das redes telemáticas por parte do grupo ou comunidade basca? Como emerge o sentimento nacional (de nação) diretamente das interações via internet através da colaboração/interação e vínculos criados através do relacionamento online? Compreende-se a internet como um locus onde compartilhamos e nos re-significamos e que propicia aos indivíduos uma re-territorialização, um sentimento de pertencimento em meio à globalização e consequente fragmentação identitária típica da pós-modernidade dentro dos fenômenos da cibercultura. Busca-se compreender as razões pelas quais o movimento nacionalista Basco se ramificou até a apropriação das redes telemáticas, passando por todo um complicado processo de construção nacional, além de ligar a formação de vínculos comunicacionais à ideia de sentimento nacional e de nação, tendo a imprensa como impulsionador inicial de identidade(s) nacional(is) e a internet como novo foco de formação de vínculos através de comunidades virtuais.
Palavras-chave:
Nacionalismo Basco. Identidade. Cibercultura. Comunidade Imaginada. Ecologia da Comunicação. Internet.
Quem estiver interessado(a) em aparecer, basta falar comigo que digo o horário, o andar e tudo mais!=)
Só não o divulgo aqui, aberto, porque não posso esquecer que ainda sou ameaçado por neonazistas desde minha cobertura do protesto pró-Bolsonaro que fizeram e, claro, não posso descartar petistas raivosos!=)
Dia 26, terça feira que vem, na Cásper Líbero, acontecerá minha defesa de mestrado. Depois de dois longos anos de pesquisa, de dores de cabeça, de alegrias e tristezas, de uma fantástica pesquisa de campo e de muitos dias insones, finalmente a terminei.
"Nacionalismo basco e redes telemáticas: nação, vinculação e identidade" é o tema e abaixo segue o resumo:
Através de um processo exploratório e descritivo, uma profunda análise da bibliografia coletada e entrevistas/relatos coletados, além da análise pormenorizada de postagens em blogs selecionados, busca-se analisar o comportamento na internet de membros da chamada comunidade basca, em especial daqueles que se declaram nacionalistas bascos – análise do processo de criação/re-criação de mitos, vínculos formados -, e, ainda, compreender o processo que se percorre até a tomada de consciência sobre o sentimento nacional em um ambiente virtual, em comunidades virtuais, tendo como base a noção de Comunidades Imaginadas propostas por Anderson, a ideia do plebiscito diário e da vontade de ser parte de um grupo, como explicitado por Renan, e a teoria das mídias descrita por Pross. Como se dão os processos políticos e comunicativos pelos quais há apropriação das redes telemáticas por parte do grupo ou comunidade basca? Como emerge o sentimento nacional (de nação) diretamente das interações via internet através da colaboração/interação e vínculos criados através do relacionamento online? Compreende-se a internet como um locus onde compartilhamos e nos re-significamos e que propicia aos indivíduos uma re-territorialização, um sentimento de pertencimento em meio à globalização e consequente fragmentação identitária típica da pós-modernidade dentro dos fenômenos da cibercultura. Busca-se compreender as razões pelas quais o movimento nacionalista Basco se ramificou até a apropriação das redes telemáticas, passando por todo um complicado processo de construção nacional, além de ligar a formação de vínculos comunicacionais à ideia de sentimento nacional e de nação, tendo a imprensa como impulsionador inicial de identidade(s) nacional(is) e a internet como novo foco de formação de vínculos através de comunidades virtuais.
Palavras-chave:
Nacionalismo Basco. Identidade. Cibercultura. Comunidade Imaginada. Ecologia da Comunicação. Internet.
Quem estiver interessado(a) em aparecer, basta falar comigo que digo o horário, o andar e tudo mais!=)
Só não o divulgo aqui, aberto, porque não posso esquecer que ainda sou ameaçado por neonazistas desde minha cobertura do protesto pró-Bolsonaro que fizeram e, claro, não posso descartar petistas raivosos!=)
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Convite: Defesa de Mestrado dia 26/06
2012-06-22T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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