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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Depois de 12 anos o PT ainda não aprendeu a planejar?

Serio, como diabos essa o PT governa o país? Como consegue?

É Cardozo querendo federalizar crimes contra jornalistas (apenas pra aparecer, já que jornalistas já foram cegados, agredidos e o caralho pela PM nas manifestações, e jornalistas morrem como mosca muito antes de qualquer protesto), é lei contra "terrorismo" que arranca suspiro de senadores petistas e de parte da "militância"...

E como não lembrar das incríveis medidas da Dilma pós-Junho? Não lembra? Nem precisa, ninguém lembra, nem o PT. Já jogaram pra plateia, não deu certo, sigamos em frente!

Porque Cardozo não pede a federalização dos Crimes de Maio? Não, seria fazer alguma coisa séria. Não é do feitio do PT. Sério para o PT só privatizações, alianças com bandidos, safra recorde e homofobia.

Será possível que TUDO que o PT pense ou faça (sic) em resposta às reivindicações das ruas seja criminalizar e tomar atitudes (e dar declarações) estúpidas?

É tudo nas coxas, é tudo mal planejado, é tudo de má vontade. Soluções mirabolantes que não solucionam coisa nenhuma, comentários absolutamente descartáveis, propostas totalmente inúteis, inviáveis ou deslocadas...

Depois de 12 anos no poder seria de esperar que tivessem ao menos a capacidade de planejar. Mas não.

O Mais Médicos deveria ter sido o indicativo de que tudo é no improviso mesmo (não que eu seja contra o programa, mas que ele não via resolver os problemas da saúde, isso é fato. E também é fato que tiraram o programa do chapéu, de um dia pro outro, depois que ficou insustentável a situação da saúde no Brasil, situação esta que continua.).

E esse partido passou anos nas ruas, protestando, reivindicando... E hoje considera tudo que eles faziam como... crime!

Já passou da hora de tirar esse partido do poder. A questão é: Botar quem no lugar? Aécio, Marina, Campos e cia são farinha do mesmo saco.
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Existirá um Brasil depois de 2016?

O Brasil, aparentemente, não existirá depois de 2014-16. 

Do jeito que Dilma vem privatizando o país começo a acreditar que logo não teremos "presidente", e sim "gestor". No fim das contas já é o serviço da Dilma, gerir o capitalismo nacional a fim de maximizar lucros de seus financiadores de campanha através da ampliação do consumo. 

Depois de 2016 a gente entrega o Rio pro Eike, negocia São Paulo e o resto do país pro "investidor" que der mais e seremos felizes pra sempre, morando em favelas, sem saneamento e morrendo nas mãos da polícia, sofrendo racismo, homofobia, mas com carro do ano na garagem, diploma de uniesquina e com sub-emprego. 

Mas felizes.
Como irrita ouvir que tudo o que o se está fazendo no Brasil nas cidades sede tem como objetivo a Copa ou as Olimpíadas. Porque diabos a limpeza da Bahia de Guanabara tem que ter a ver com as Olimpíadas? Isso não era importante antes? Depois de passar a Olimpíada vão sujá-la de novo? E o esquema de segurança que estão montando pro Rio de Janeiro, com direito à caça das forças armadas e tudo? E aquele centro de segurança ridículo? Sério, continuamos com a mesma merda de mente colonizada de sempre, tudo o que fazemos é pra agradar os de fora. Até hoje esse país não conseguiu se voltar para si, pensar em si próprio, levantar a cabeça. Ficam dizendo que Lula reposicionou o Brasil no mundo. Pode até ser em vários aspectos (incluindo esse sub-imperialismo nojento, que está virando imperialismo mesmo). Mas o principal, obviamente esse governo não fez, não nos fez sairmos dessa merda de posição de colonizados. Funcionamos para suprir as expectativas do estrangeiro. Sério, isso é lamentável. Quando vamos conseguir nos emancipar disso? Não com essa merda de projeto neodesenvolvimentista estúpido, míope e genocida (Mariana Parra).
O que acontecerá se, em 2016, não tivermos concluído as obras programadas? As despoluições, as inovações, as obras, as mudanças...? Nada.

Aliás, o mais provável é que NADA fique pronto até o fim da Copa e das Olimpíadas. Obras de mobilidade já foram alteradas, canceladas e prometidas mil vezes, sem que os prazos tenham sequer a possibilidade de serem cumpridos. 

E é óbvio que não importam os prazos, as obras custarão pelo menos o dobro. O dobro que virá dos nossos bolsos para, após os eventos, serem entregues para a "iniciativa privada". Em outras palavras, Dilma e o PT privatizarão tudo que for possível após (ou mesmo antes, caso do Maracanã, atual Cabralzão) os "grandes eventos" programados para esta década. 

Estádios que se transformarão em elefantes brancos estão sendo pagos pelos nossos bolsos e nós sustentaremos o enorme e inútil gasto por anos a fio. Isto se os estádios não desabarem, como o Engenhão, construído ha menos de uma década e já caindo aos pedaços. 

Seria interessante que o responsável pelos estádios, como o ministro Aldo Rebelo, fossem pessoalmente resonsabilizados por quaisquer prejuízos posteriores. Oras, ele não garantiu diversas vezes em entrevistas que estádioscomo os do Amazonas não serão elefantes brancos após a Copa? Se tem tanta certeza que banque de seu bolso e de seu partido caso o óbvio aconteça e nós tenhamos de pagar mais uma conta no final.

Mas o que irá acontecer? Nada. 

Pagaremos calados, felizes, enquanto a Globo mostra as belezas dos estádios, das cidades, dos eventos... Um verdadeiro e terrível "PIG". 

Hoje (ontem) eram cosntantes as imagens do novo Maracanão, o Cabralzão, durante o jogo da selecinha, para mostrar como estava "lindo", apesar de ter perdido sua alma e de parecer apenas um estádio europeu acanhado.

Mas a Globo achou lindo, o governo achou lindo. O Eike achou ainda mais lindo, já que é dono do Cabralzão sem pagar quase nada. Oras, ele prestou valiosos serviços ao PT e ao PMDB, sem dúvida merece um "prêmio" com valor de mais de 1.2 bilhão.

Enquanto acompanhava um jogo da Série C pela TV Brasil (pese a péssima qualidade de transmissão e imagem), um comentarista louvou o Cabralzão ao ponto de dizer que os brasileiros deveriam aprender a torcer de uma nova forma. Oras, o país que mais ganhou copas, admirado em todo o mundo terá de se anular e aprender a torcer como europeu?

Teremos de deixar nossa cultura, nossas tradições e história de lado para seguir as ordens vindas de baixo pra cima da FIFA e do governo? Não é só absurdo, chega a ser criminoso.

Mas tudo vale no Brasil 2014-16. O depois a gente pensa quando chegar.

Em 2016 provavelmente não teremos mais índios no que depender de Dilma. Dependemos do STF para que gays tenham direitos, e no que depender do PT viraremos uma republiqueta medieval de aluguel, com krents lucrando, o povo "educado" em uniesquinas, professores tratados como lixo, mas todos consumindo felizes.

Iremos da igreja/templo ao shopping, e torceremos sentadinhos e quietos em estádios, consumindo alimentos venenosos e banhados em sangue indígena.

Isso se chegarmos a 2016. Porque o depois parece cada vez mais distante e pior.

Eu não acho válida a pergunta "Imagina na Copa" simplesmente porque me preocupo mais com o que virá depois, como a conta, como o ônus, como a dívida. É possível que tudo funciona às mil maravilhas na Copa - para o gringo.

Polícia entrará em acordo com o tráfico para que o segundo venda numa boa e não atrapalhe a festa (para que a garanta, na verdade), os aeroportos irão funcionar provisoriamente e com mil gambiarras, mas a pleno vapor, teremos feriados nos dias de jogo para evitar que o gringo tenha qualquer transtorno.... Mas para nós, brasileiros...

A meta do milênio do PT parece ser a Copa e as Olimpíadas, o depois a gente pensa depois.
 
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quinta-feira, 28 de março de 2013

"Me sinto realizado, democracia é isso" Feliciano, Marco. Aliado do PT.

Não faz diferença se o Feliciano cair e assumir uma "profeta" ou qualquer outro bandido/estelionatário/racista/homofóbico do PSC.

E o PSC é dono da presidência da CDH, o PT garante isso. O líder do PT deixou claro - líder que é o famoso deputado a ter assessor com dinheiro na cueca e é irmão do bandido condenado, Genoíno.

E não veremos protestos contra o PT, contra Dilma, os verdadeiros responsáveis por essa palhaçada toda. Pelo contrário. Temos uma infinidade de fanáticos blindando (ou tentando porcamente) o PT e sua líder (Dilma) assumidamente homofóbica.

Ao mesmo tempo temos a CCJ aprovando PEC para igrejas terem direito a se meter em assuntos constitucionais. Nenhum grito aí, numa comissão presidida pelo PT e que conta com os bandidos condenados Genoíno e JP Cunha nela. É o escárnio do PT com o povo e com a justiça, com o STF que ELES MESMOS NOMEARAM!

O país está a deriva. Economia não cresce (PIBinho), empresários lucram como nunca, Dilma privatiza tudo que vê pela frente, continuamos com TODOS os serviços e produtos caros, feitos nas coxas...

Não temos educação, não temos qualidade de vida, segurança, saúde...

Mas o país está maravilhoso.

É o que vemos nas propagandas do governo e é o que ouvimos dos milhares de fanáticos pagos ou não pelo PT.

Tem índio levando porrada no Rio? Oras, tem fanático pra aplaudir e dizer que são de "extrema-direita".

DIlma mandou a Força Nacional, a PF e o Exército pra garantir mais uma UHE no Tapajós e dar porrada e até matar os Mundukurus que resolverem protestar.

No Mato Grosso os Guarani-Kaiowá são genocidados pelos ALIADOS do PT e nada é feito.

O país tá na merda, mas povo tem emprego (pra ganhar salário mínimo), mas povo tem ProUni (pra estudar na Uniban), mas povo tá consumindo (produtos mais caros do mundo, tudo acima de qualquer preço aceitável, de qualidade duvidosa) e povo tá morando em favelas com esgoto a céu aberto ou jogados em prédiso e casas do Minha Casa, Minha vida sucateados, sem transporte, sem qualidade alguma.

Mas foda-se, VIVA O PT! Viva DILMA! E viva a teocracia que vem se instalando e o país da classe média conservadora, sem educação, sem saneamento....

Eu tenho MUITO medo do que este país está virando e do que ele vai virar. Sim, medo. Receio, pavor, enorme preocupação.

De quantos mais serão expulsos, espcancados, criminalizados e mortos para a Copa, para as Olimpíadas. De quanto mais será roubado, de quantos hospitais mais serão sucateados, de quantos professores serão humilhados, de quantos indígenas serão mortos e terão suas terras roubadas, de quantos LGBTs serão desprezados (e mortos), de quantos sem-terra mais serão mortos e a reforma agrária abandonada, de quantas mulheres morrerão em abortos clandestinos, de quantxs...

E de quanta força mais o PT irá precisar reunir (aliados, favores, corrupção, entregas, negociatas) para conseguir continuar com seus planos de poder a todo custo.

Brasil, país rico é pais sem pobres, sem índios, sem gays "incômodos", sem Estado Laico, sem direitos humanos.

"Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição"
Buarque, Chico
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Postado originalmente no Facebook, com alterações.
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Peulo Bernardo e a revolta-fake da militância: Tudo passa, tudo passará.



Faço oposição à Dilma desde a primeira semana em que ela foi eleita.

Oposição a este governo de direita, privatista, genocida e vendido pras teles, bancos e empresariado. Esse governo que é PIOR que qualquer governo FHC foi ou poderia ter sido, pois além de ter a mesa ideologia e as mesmas práticas, ainda conta com militância fanática, coisa que o PSDB nunca teve (nem militância, nem fanáticos).

Mas agora uma parcela do PT e dos petistas (alguns poucos fanáticos e muitos iludidos) resolveu gritar contra o Paulo Bernardo e sua privatização final das telecomunicações. Oras, onde eles estavam quando Dilma privatizou aeroportos e estradas e onde estarão quando Dilma privatizar áreas do pré-sal, ferrovias e etc? Estarão novamente no seu silêncio conivente e iludido gritando que é "concessão", como se fosse algo diferente?

Pois bem, questiono os iludidos que abrira um olho: Bernardo é PT, DIlma é PT. Se o PT é contra a PRIVATIZAÇÃO levada a cabo por eles, porque não faz nada? Ou os iludidos são apenas massa de manobra pra fingir que há democracia no PT?

Não me venham dizer que eu não tenho tática, que eu sou radical, porque desde que essa CANALHA da Dilma foi eleita que alerto para o que virá. E aí está. Não adiantou "não farei propaganda de opção sexual", não adiantou dar o país para os krents com cancelamento de kit anti-homofobia, kit-anti-aids, apoio a Cabral, Paes, os aliados Feliciano (na CDH), Katia Abreu (junto com a PIOR média de assentamentos da história), Collor, Renan Calheiros e a corja toda.

Vocês CONTINUARAM apoiando, ma pagando de revoltadinhos aqui ou ali, mas só faltando vestir a camisa "Sou PT, Voto Renan".

E sempre com papo de PIG, ainda que seja o GOVERNO DO PT a financiar a mídia inteira, ou reclamando do STF MAJORITARIAMENTE NOMEADO PELO PT que condenou os mensaleiros. E não adianta reclamar que o PSDB também rouba ou rouba mais, ninguém está discutindo isto. Claro que o PSDB rouba. Mas o PT também. Este é o ponto. O PSDB fazer não lhes dá carta branca para copiar.

Agora resolvem pagar de revoltadinhos de novo, fazer #mimimi com o Paulo Bernardo.

Continuem, até a hora em que Dilma (que parece mandar no PT) ou o Lula (que efetivamente manda) mandarem vocês calarem a boca. O que vocês farão com prazer, como em TODAS as revoltinhas forjadas anteriores.

Se quiserem ter alguma moral ainda - vocês, militantes, porque o governo não tem nenhum - façam algo efetivo para PARAR a privatização das telecomunicações.

Mas duvido muito que o façam, afinal, vocês já comemoraram a re-privatização de todo o setor elétrico querendo nos fazer acreditar que a energia iria baixar, quando na verdade as empresas nos deviam bilhões e Dilma não pode JAMAIS reduzir seus lucros, senão ela fica sem dinheiro pra campanha.

Enfim, aposto que esta é mais uma revoltinha-fake, forjada, para aparecer e para alguns militantes pagarem de independentes e de comprometidos com o povo. Espero estar errado, ma,,, Já até cansie de dizer isso!


Bernardo vai continuar, vai privatizar, e vocês continuarão a apoiar Dilma, a salvadora.

Errei foi em criticar o velho Plínio que tinha já dado a dica: Dilma é pior que Serra. O PSDB tinha o PT para fazer oposição. Hoje temos o PSDBdo B no poder e a oposição...

Aproveitem sua "coalizão", no dia em que saírem do poder não serão mais nada. Vocês penhoraram sua ideologia, suas bandeiras. Tudo pelo poder. Pois morram abraçados ao poder.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A eleição no Senado e as lições da conjuntura ou Textos que justificam tudo: O governismo de direita

O artigo do mestrando da USP Antônio David, publicado pelo Vi o Mundo e do qual seleciono parte que posto a seguir é emblemático para entender como o PT abandonou todas as usas bandeiras históricas e hoje luta apenas para remediar algumas mazelas - e em muitos casos porcamente.

Não há ideologia mais por detrás, apenas a conformidade com o capitalismo em doses liberais e neoliberais. Tudo que diferencia o PT do PSDB, hoje, é o sucesso das medidas que, em muitos casos, são semelhantes. O PT apenas soube aplicar melhor medidas criadas e idealizadas pelo PSDB e se beneficiou da incapacidade da oposição se recriar, da incapacidade da oposição denunciar crimes que, afinal, cometia e comete quando consegue uma parte do poder.

O PT encontrou terreno livre para re-aplicar as teses do PSDB, mas não encontrou a oposição que, por exemplo, fazia.
Qual é o problema? O problema é que criticar a política de alianças do PT é fácil, sobretudo quando a crítica é no varejo. É fácil criticar o apoio a Renan na eleição. Qualquer um critica. O problema é que crítica séria tem de ser no atacado, ou seja, o problema não é apoio, eleição, mas a estratégia do PT. E aí a coisa complica. Porque a estratégia que prevê alianças com a direita, que fortalece o agronegócio, que financia a imprensa golpista com publicidade etc., é a mesma que está aumentando o emprego e a massa salarial, diminuindo a pobreza e a desigualdade, viabilizando a expansão do ensino, cotas nas universidades etc.
É possível jogar fora alianças com a direita, e seguir avançando? É possível jogar fora a “governabilidade”, e seguir avançando? É possível corrigir os erros, mudar tudo o que tem de atraso na política do governo, e seguir avançando no que tem de bom, sem “governabilidade”, sem maioria no Congresso?
Para a esquerda, essa é a questão central, ou uma das questões centrais. Não tenho resposta pronta no bolso. O que eu sei é que não dá para se acomodar, como se a estratégia de conciliação e de composição fosse boa, como também não dá para dar uma resposta simplista, como uma parte da esquerda faz.
Realmente, é fácil criticar o fato do PT apoiar um bandido e inimigo histórico do partido e dos trabalhadores com entusiasmo e pregando que ele "mudou", que é um cara legal, comprometido e decente. Manter a ética e a coerência é, de fato, fácil.

Mas mais fácil ainda é fechar os olhos, se embrenhar no fanatismo e chamar todos os picaretas inimigos históricos de "companheiros" se estes pagarem o preço correto.

Para alguns - em especial o NeoPT - caráter e ideologia são algo desimportante, mas para muitos, para a esquerda, ainda vale alguma coisa.

"a estratégia que prevê alianças com a direita, que fortalece o agronegócio, que financia a imprensa golpista com publicidade etc., é a mesma que está aumentando o emprego e a massa salarial, diminuindo a pobreza e a desigualdade, viabilizando a expansão do ensino, cotas nas universidades etc."
Pois é. Em suma, o PT está disposto a apoiar o agronegócio, apoiar a medievalização do país, defender o extermínio dos povos indígenas, abusar dos direitos humanos, privatizar tudo o que puderem em troca de... emprego?

Vamos garantir os maiores lucros históricos aos bancos e empresários em troca de salários e uma classe média que não chega a ganhar 300 reais? Vamos diminuir a pobreza e a desigualdade garantindo que os ricos ganhem mais? E, pior, falamos em "expansão" do ensino sem questionar a qualidade deste ensino?

 O PT e seus militantes entraram na fase do "é ruim, mas tem". E a isto chamam de "avanço".
Renan é sujo igual a todos os outros – inclusive o outro candidato – mas a diferença é que todo mundo (inclusive a classe média) sabe que Renan é sujo.
Como o candidato do governo foi um candidato descaradamente sujo, a oposição aproveitou a oportunidade para posar de preocupada com a Ética e a moralidade pública. A imprensa ajudou, e eles de certa forma conseguiram o que queriam. O que eles queriam não era ganhar a eleição. O objetivo era alimentar, na classe média, a ideia de que eles são éticos, preocupados com a moralidade. E de fato saíram com pontos positivos junto à classe média. Graças a Deus, o povo não se preocupa com eleição de presidente do Senado.
O argumento aqui é basicamente, "apoiamos um bandido sujo, mas... GRAÇAS A DEUS o povo não se preocupa com isso". Tudo podemos enquanto o povo continaur amortecido na TV que fingimos odiar, mas financiamos.

Há forma mais direta de justificar safadeza do que isso?

Não vou perder meu tempo com os ataques ao PSOL do fim do texto porque não me interessam, mas o texto além de ser uma defesa intransigente do "fazemos o que queremos porque o povo não se importa" denuncia claramente que o PT busca avidamente trocar suas bandeiras históricas por emprego, salários baixos, consumo e educação de qualidade duvidosa.

Tudo que pode para contentar as classes mais baixas com um "cala boca" paliativo enquanto administra e garante as riquezas do andar de cima. Não há nenhum teor emancipatório, apenas a justificativa de alianças com figuras sujas e nefastas através de migalhas dadas ao povo.

E sim, são migalhas, porque se o PT resolvesse governar com o povo, estatizar, realizar a reforma agrária, defendesse os direitos humanos e combatesse os corruptos dentro e fora de suas estruturas nós teríamos condições melhores no país como um todo. Mais emprego, mais salário, educação de qualidade...

Mas não interessa pois é mais difícil e poderia dificultar o culto perfeito à personalidade do deus Lula.

O texto, porém, tem um mérito. Ataca de graça o PSOL ao final porque sabe que, assim, irá angariar o apoio dos fanáticos governistas que passarão mais tempo xingando o partido do que raciocinando (sic) sobre o próprio PT e o conteúdo do texto. Coisa de gênio.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Governismo, a vertente tupiniquim do Stalinismo e o Sopão dos pobres

É interessante notar que desde que começamos, eu e o @elcapeto, a alimentar o tumblr Governismo, a doença infantil... as pérolas fanáticas dos governistas não deram pararam de chegar, na verdade a coisa vem piorando, chegando ao machismo, racismo e outros preconceitos lamentáveis e teorias conspiratórias sem pé nem cabeça.

Mas algo tem me chamado a atenção há alguns dias, que é a guerra civil que começa a crescer no seio dos governistas. Não que não sejam todos fanáticos, mas parece que há gradações. Desde bestas completas que não tem problema algum em passar por cima de qualquer um pelo dito desenvolvimento dilmista, através, por exemplo, da defesa fanática de Belo Monte, até quem critique pontualmente, por exemplo, aliança com Maluf ou o PP na Habitação de São Paulo - sem que isto abale seu apoio geral a tudo que faz ou manda o partido.

A questão é que, agora, estes que criticam minimamente tão sido ferozmente atacados pelos mais fanatizados, por aqueles que acham que Lula é deus e que o caminho lulista é a única resposta para os problemas da humanidade. Gente que sempre foi governista e/ou petista tem sido duramente atacada por essa horda de acéfalos que apenas sabem repetir ordens da direção. Uns chegam a sr chamados de Cabo Anselmo!

E a coisa é realmente feia, com acusações de traição, de falso-petismo e rompimento de amizades e relações. Não à toa o Governismo tem tido menos pérolas nos últimos dias: Os esforços parecem concentrados nos expurgos que os fanáticos tentam orquestrar contra os mooderados (se é que podem ser chamados assim).

E chamar de "expurgo" não é de graça. A semelhança não apenas com o stalinismo, como com outras ideologias de supremacia (ideológica, racial, étnica, etc) é clara. Repete-se fanaticamente, sem qualquer crítica, aquilo que vem de cima, da direção. Mesmo que as ordens sejam para que se esqueça todo o passado, tudo que se defendia antes - privatizações, direitos humanos, etc. Limite-se a obedecer e encontrar maneiras de justificar - memso que seja impossível - porque seu partido, sua direção e mesmo você mudaram de ideia, ou melhor, se neguem a aceitar que mudaram de idéia.

O ponto alto é dizer que SEMPRE defenderam o que estão fazendo, no máximo alterem o nome (chamar privatização de concessão) e, quando for impossível defender, mudar o nome ou disfarçar, ataquem o interlocutor de tucano, de vendido, de anti-patriota e etc....

Quando não for possível sustentar a defesa de algo tão absurdo quanto, por exemplo, remoções forçadas para obras feitas sob medida para a máfia da FIFA, a máfia do PMDB e etc, acusem o interlocutor.

Caso recente é o da re-privatização das empresas do setor elétrico patrocinada por Dilma. A maioria dos fanáticos e dos portais ligados ao PT, ao invés de criticar a privatização repetida - e desta vez pior, pois sequer o congresso é consultado -, se limita a acusar o PSDB de não querer se juntar à farra.

É óbvio, como já disse em artigo passado, que o PSDB se recusa a se juntar à farra por birra, mas é sintomático. O PT copia FHC sem o menor problema, mas seus militontos garantem o discurso de que são diferentes, mascarando a realidade e criando um mundo de fantasia que só eles enxergam - mas tentam forçar aos demais.

Meu temor é que estes expurgos acabem por piorar a situação. Mesmo que caminhando para o fanatismo e cegos para muitas coisas, os mais moderados tem o papel de, ao menos, servir como uma barreira de contenção apra o fanatismo pior. Mas estão falhando e sendo suplantados.

Podemos chamar estes fanáticos de stalinistas, mas outros termos servem da mesma forma. Como querem posar de esquerda, mesmo que não sejam, e que no fim apenas acabem denegrindo a imagem da esquerda, uso o termo.

Governo privatiza? O discurso é que vai "salvar" o povo, que ñão é privatização, é concessão. Governo é co-responsável pelos massacres contra indígenas? Oras, quem se importa com aqueles nômades invisíveis?

A ideologia por detrás nada mais é que o Lulo-Dilmismo (uma mistura de teoria lulista com praxis dilmista, talvez?). Ideologia esta que se entende por um misto de sopão dos pobres com incentivos pesados ao capitalismo, aliado com um entreguismo ímpar.

Em outras palavras, entrega-se ao pobre aquilo que é mínimo para sua sobrevivência, o básico do assistencialismo (que é necessário, diga-se de passagem), mas chega um ponto em que fica só nisso e tudo que vem depois é precarizado, feito nas coxas - vide ProUni que de boa ideia descambou pra garantir crescimento de UniEsquinas ao invés de forçar educação de qualidade.

E, passadas as necessidades mais básicas, resta o consumismo. O incentivo perpétuo a se ter mais, acumular. Ter uma TV de LCD e computador ultramoderno, mas morando em favela sem saneamento básico. Afinal, saneamento é caro, a TV é mais barata e, quem sabe, serve como cala-a-boca e garante votos.

De um necessário assistencialismo passamos para o consumismo incentivado e defendido com orgulho.

Uma classe média de 291 reais - que não é classe média nem aqui e nem no inferno - mas cujo mantra é repetido à exaustão até que vire verdade.

Se não pode convencer sem argumentos, repita incansavelmente até que, por osmose, sigam o que a direção do partido mandar.

E é óbvio que o assistencialismo - via Estado - tem outras intenções. O povo com mais dinheiro consome, gasta dinheiro com os parceiros e financiadores de campanha do Partido. Partido este que, além de incentivar o consumismo, garante o princípio do toma-lá-dá-cá com seus patrocinadores através de projetos megalomaníacos tirados da Ditadura ou fazendo vista grossa a abusos sitemáticos aos direitos humanos.

Aliás, um aparte: A Maria do Rosário é uma das figuras mais patéticas e cínicas da república com seu discurso simplesmente inverossímel de defesa dos Direitos Humanos ao passo que genocídios são lugar comum no país e o governo não prepara uma única política para melhorar a situação. Indígenas, LGBts, população negra... Nada. Dilma pessoalmente faz questão de agradar aliados e vetar políticas a favor de índios e LGBT's.

Um governo aliado de Katia Abreu, Bolsonaro, Malafaia, IURD e cia, não pode governar para o povo e para as minorias. Não faz "propaganda de oção sexual" enquanto gays morrem como moscas e ultrapassamos o récorde de mortes, não demarca terras e garante a segurança das diversas tribos ameaçadas pelo país, oras, índio atrapalha o progresso. Bom mesmo é que suas terras sejam usadas para mineração, soja ou hidrelétricas mil. E não surpreende almoço com militares e afagos aos bandidos enquanto quem fou torturado, perdeu amigos e parentes continua nas ruas tentando reparação e justiça.

Dilma só recebe quem tem poder - e farda.

Democratização das comunicações? Respeito aos direitos humanos? Desmilitarização da Polícia? Memória e justiça e revogação da Lei da Anistia? Direitos reprodutivos? Direitos LGBT's? Direitos Indígenas? Educação de qualidade para todos e todas? Salários decentes para professores?

Assuntos irrelevantes no entender governista. Mais importante é privatizar e garantir lucros ao Eike.

Mas, voltando, o Lulo-Dilmismo conseguiu o que parecia impossível. FHC apenas conseguia contentar os ricos, deixando trabalhadores com ódio e pobres abandonados, mas o Lula e a Dilma, com pesada propaganda e dinheiro para a grande mídia e para seus parceiros, conseguiram unir políticas assistencialistas eficazes e necessárias com lucros históricos para todos os principais setores capitalistas do país, ao passo que, graças ao esforço imenso dos seus fanáticos pagos e não-pagos, retira direitos atrás de direitos dos trabalhadores - privatização da previdência dos funcionários públicos e pretenção de flexibilizar a CLT.

Chegamos num ponto, porém, em que o processo de aprofundamento do capitalismo do mais violento no país acabou por causar algum desconforto entre as hostes menos fanáticas do governismo. É o momento em que veremos qual grupo prevalecerá. Pessoalmente não tenho dúvida de que o mais fanatizado irá prevalecer, e os mais moderados irão ter de se contentar a serem sacos de pancada ou terão de abandonar o Partido.

Para a maioria prevejo a conformação e a piada de que "lutam internamente", um eufemismo para "iremos fingir discordar internamente, mas votaremos TUDO com o governo", só que cada vez mais enfraquecidos, cada vez menores e cada vez menos eficazes e conscientes.

Estamos beirando um totalitarismo dentro do chamado "campo governista" e meu temor é que se espalhe, que transcenda esse campo já tão frágil em temros de resistência. Sou e sempre serei defensor de democratização das mídias, mas o que vemos hoje, em geral, é uma luta entre a mídia próxima do PT e a grande mídia, com raras exceções no meio. Lutas sociais são colocadas de lado em nome da governabilidade, direitos humanos são relativizados e, neste cenário, temo que tipo de processo de "democratização" possa vir de um governo que governa pro capital dando migalhas ao povo.

O mesmo vale pra "reforma política". Oras, com esta base aliada que tudo pode, que tudo ganha mesmo que não se preocupe em votar com o governo para justificar todas as benesses (e tem quem fale em voto de cabresto apenas exigir que "aliados" sejam... aliados! Na hora de privatizar o PMDB não vota "errado", mas pra questões populares...) , imaginem a maravilha que sairia a tal reforma!

Ano que vem a Dilma já declarou que seu objetivo é reduzir impostos. Educação? Direitos Humanos?

Não, reduzir impostos. E pra isso não se importa em privatizar, em subsidiar lucros das empresas, em manipular discursos sem, no fim, realizar uma necessária reforma tributária. É o Estado renunciando arrecadar, mas sem mexer no lucro dos amigos empresários. Temos a produção de carro mais barata do mundo, para dar apenas um exemplo, mas pagamos o valor mais alto do mundo pel oproduto final. O governo? Oras, reduz IPI, ou seja, impostos, pra baixar o preço de forma irrisória ao invés de FORÇAR uma menor margem de lucro às montadoras.

O Estado renuncia arrecadação (no caso criando um caso em municípios), mas mexer no lucro dos empresários? NUNCA! Isso seria ser de esquerda!

Militontos não cansam de xingar STF, não cansam de xingar qualquer opositor dentro ou fora do partido, mas batem palmas para higienismo e políticas genocidas repetindo cegamente que "quem não está conosco, é de direita", mesmo que o PT de hoje cause invejas ao PSDB que nunca conseguiu manipular tão perfeitamente as massas. É um nível de fanatismo que beira ou roça no totalitarismo.

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O blog entra hoje de férias e retorna em janeiro.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sim, somos trouxas, ou a re-privatização das empresas de energia.

Estamos na época da re-privatização das empresas de energia.

Aí vem governista me dizer que "renovar" a privatização das empresas de energia não pega nada...

Não, amigo, significa que Dilma está RE-PRIVATIZANDO a porra coisa toda, mas sem sequer consultar o congresso (não que fizesse alguma diferença prática, mas... Talvez ela tivesse de pagar mais um Mensalão pra que políticos bandidos votassem como sempre votaram).

O PT no poder - ao menos era o que pregavam - não era contra as privatizações? Não ia re-estatizar?

Pois é....Foram estradas, aeroportos... Falandoem estradas, porque quando é tucano quem faz concessão chamam de privatização e protesta,, mas quando é o PT aplaudem?

E depois quem defende as bandeiras HISTÓRICAS da ESQUERDA é de direita, não os privatistas do PT, aliados do PP, PR, PMDB....

É o PSOL que é de direita por, às vezes, votar igual ao PSDB quando este, de forma oprtunista, vota contra sua história privatista e anti-povo apenas para provocar o PT. Direita é o PSTU, o PCB, por se recusarem a aplaudir a tosquice que é o PT ruralista, genocida, aliado de toda a corja que sempre repudiou - até chegar no poder, aí vinde a mim os bandidos do congresso!

O  ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou a urgência e a  necessidade de se levar adiante a redução nas tarifas de energia  elétrica para dar maior competitividade à economia brasileira. A  diminuição desse custo, estimada em 20% pelo próprio ministro, que se  pretende com a renovação antecipada das concessões de geração e  transmissão, beneficiará toda a população brasileira, segundo Mantega.
“O Brasil tem condições de crescer 4%, 4,5%, mas para isso precisamos  reduzir custos”, disse Mantega em entrevista nesta quarta-feira. O  ministro também defendeu a legalidade da ação do governo, afirmando que a  Medida Provisória nº 579, que trata da renovação das concessões do  setor elétrico, tem base na Lei 9.478 de 1995, que regulamenta a chama  “energia velha”. “Estamos respeitando tudo o que foi estabelecido.  Portanto, respeitando os contratos que foram assinados. Desde 2003,  início da nossa administração, nenhum contrato foi desrespeitado e  pretendemos manter essa trajetória de respeito até o final.”
Mantega disse ainda que o governo está até ampliando os benefícios  dos concessionários, pois com a MP está aberta a possibilidade de  renovação das concessões por 30 anos, algo que não constava na lei de  1995.

Estamos falando de uma pífia redução de 20% nas contas de luz (e olhe lá) a troco da renovação antecipada das concessões (privatizações) por mais TRINTA ANOS! Tudo isso com custos ao governo de mais de 20 BILHÕES - ou seja, pagaremos pela "redução" da conta de luz via impostos de qualquer forma, via governo.

Interessante, mas reclamar contra a re-privatização de Dilma - nosso dinheiro doado pras empresas de energia, além dos 9 bi que á nos devem - governista não quer!

Só muito trouxa ou muito fanático pra apoiar isso.

Somos reféns das empresas de energia. Qualquer redução da energia tem de passar não apenas pela boa vontade delas em aceitar reduzir seus imensos lucros - lucros indevidos e abusivos, como já foi provado, mas o govenro se recusa a cobrar o valor que nos roubaram - mas passa por incentivos bilionários por parte do governo (com nosso dinheiro dos impostos) e, agora, com re-privatização antecipada do nossos sistema elétrico.

E tudo isso para que no próximo ou próximos anos o preço da energia continue subindo até que em pouquíssimo tempo essa "maravilha" de desconto não seja mais sentido. Mas a re-privatização estará consumada.

Em suma, estamos falando de uma re-privatização, uma renovação de concessão por mais TRINTA ANOS, com investimentos governamentais para manter a energia mais barata para os mais pobres - ao invés do governo forçar por contrato, sem nenhum "investimento" estatal, preços mais baixos para os mais pobres ou o próprio Estado reassumir o controle da NOSSA energia e acabar com a piada dos lucros no setor e se preocupar unicamente com a qualidade para o consumidor e não para investidores - com uma contrapartida ridícula de um desconto que qualquer imbecil sabe que não se manterá.

Para os empresários, todo o lucro possível. Para o brasileiro, as migalhas - mas pagas.

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PS: É óbvio que a decisão de São Paulo de deixar a CESP de fora do processo - assim como o que acontece em Minas - é política. E isso não significa que os tucanos sejam anti-privatistas, pelo contrário, é apenas forma de irritar o governo. Farinha do mesmo saco.

O  ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou a urgência e a  necessidade de se levar adiante a redução nas tarifas de energia  elétrica para dar maior competitividade à economia brasileira. A  diminuição desse custo, estimada em 20% pelo próprio ministro, que se  pretende com a renovação antecipada das concessões de geração e  transmissão, beneficiará toda a população brasileira, segundo Mantega.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rápido raciocínio sobre internet e telecomunicações

Apenas um rápido raciocínio tirado de uma série de tuítes ao longo de algum tempo sobre o que poderia/deveria fazer o governo não apenas para baratear o preço que pagamos pela internet (e não só) móvel e formas de fazer empresas sentirem prejuízos no bolso nos beneficiando, ao invés dos cofres governamentais.

O governo recentemente vendeu lotes da internet 4G para as teles por bilhões de reais, a preços altíssimos. Resultado? Este custo será repassado para nós, consumidores, que teremos de pagar preços proibitivos e pagar a conta deles. Oras, porque o governo não cobra um preço jsuto das teles, forçando-as a, então, nos cobrar um preço igualmente baixo e não proibitivo?

Claro que este raciocínio parte do princípio de que o governo Dilma não pensa nem remotamente em tomar a atitude correta, que é a re-estatização das teles. Se temos de, infelizmente, conviver com este modelo privatizante que o PT tanto criticava - até chegar ao poder - que ao menos não sejamos tão prejudicados.

Isso equivaleria a efetivamente investir em tecnologia e no povo, já que re-estatizações ou mesmo uma empresa pública para baixar os preços parece ser impossível no governo dos "trabalhadores".

Mas estou me repetindo. Seguindo adiante.

Claro que, para isso, precisaríamos ter um ministro que não fosse vendido às teles e uma ANATEL que servisse para alguma coisa. E, claro, seria preciso um governo que realmente estivesse interessado em desenvolvimento e não apenas no crescimento de uma Classe C de 291 reais que tenha a mínima capacidade de consumir para engordar bolsos privados.

Bastaria ao governo cobrar e exigir qualidade por parte das teles e, em caso de descumprimento, cobrasse multas gigantescas. Mas não falo de multas a serem embolsadas pelos cofres públicos, para engordar depois bolsos privados da deputância em geral e para serem usados para fins outros (isto quando as multas não são simplesmente perdoadas, sem qualqeur justificativa aceitável).

Falo, na verdade, de fazer com que as multas das empresas sejam revertidas em serviços, ou melhor, em redução de custos de serviços para todos os clientes, sem perdão e com efeito imediato.

Em outras palavras, a empresa cobrou a mais, fez burrada, roubou, sonegou, entregou serviço ruim? Vai ter que devolver tudo que pagaria em multa para o cliente, para nós. Reduzindo tarifas, elevando velocidades, reduzindo valores de contas e etc... Ou seja, fazendo com que a empresa que nos causa danos pague a quem SOFREU os danos e de forma coletiva.

Queria ver, depois disso, continuar esta farra de contas com valores errados, velocidade vergonhosa, planos caríssimos e etc...

Mas claro, para um governo cuja "lógica" é reduzir IPI (de forma irresponsável) de carros para elevar o de outros setores (como o de bebidas, microondas, etc) para que os "cofres públicos" - e consequentemente os da deputância -  não "sofram", é difícil acreditar que algo assim seria sequer discutido.

Enfim, apenas algumas idéias que, penso, valem ser discutidas.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mensalão versus Caixa 2, a teoria de vários crimes

Eu compreendo que possa haver diferenças entre "Mensalão" e "Caixa 2", mas o que não entra na minha cabeça é que quem pratica Caixa 2 seja menos bandido que o "Mensaleiro".

Não importa se um crime ou o outro prescreveram, os militares afirmam terem ou prescrito seus crimesou terem a proteção da Anistia, o que não quer dizer que sejam menos bandidos e menos torturadores por isso.

Se houve Mensalão - pagamento mensal de propina, com dinheiro público, para comprar votos de aliados - ou Caixa 2, não importa, quem pratica qualquer um dos dois CRIMES é, enfim, um criminoso.

A defesa apaixonada de criminosos - seja por qualquer um dos dois crimes - torna o defensor apenas um igual, um cúmplice feliz dos sabidos crimes de seus defendidos. E não importa qual das duas teses prevaleça, não importa de que lado esteja a mídia e, pior ainda, não cola a desculpa do "todo mundo faz".

Gostaria então que, com a mesma alegria de sempre, os que defendem a tese do "todo mundo faz", se aliem logo ao Maluf - já que todos roubam mesmo -, ao Sarney - já que coronel somso todos quando temos a chance - e à Kátia Abreu - oras, ruralistas são legais, todos precisamos (sic) comer.

Bem, ironias à parte, acredito terem entendido meu ponto com o parágrafo anterior.

Não há mais ética. Apenas uma disputa tosca entre quem é menos pior, se o PT ou PSDB, pois no fim ambos são adeptos de alianças duvidosas, ambos passam por cima dos direitos humanos sem pestanejar, ambos criminalizam greves e grevistas e, enfim, ambos roubam com a cara mais dura possível, com as desculpas mais toscas e privatizam nosso patrimônio com a mesma desfaçatez.

Talvez a grande diferença entre PT e PSDB esteja na militância: O PSDB nunca teve uma digna de nota, ao passo que o PT se esforça em destruir a que sempre teve - a criminalizando -, enquanto fanatiza os mais suscetíveis, criando uma tropa de choque acrítica que apenas repete o que a direção lhes manda.

Não vejo qualqeur diferença entre um tucano que defenda com afinco as privatizações de FHC e um petista que faça o mesmo com as privatizações de Dilma. São a mesma coisa, mas com nomes diferentes. A prática de vender nosso patrimônio (mesmo que fingindo ser por um período limitado que é renovado indefinidamente sem qualquer consulta) não mudou de FHC para cá, apenas os entusiastas de tais absurdos é que mudaram, ou melhor, cresceram em número.

Nenhum questionamento das renovações, por exemplo, das "concessões" - que os petistas chamavam de privatização - da telefonia que serão feitas em 1-2 anos por Dilma, assim como nenhum questionamento aos aeroportos, estradas e portos que foram e serão entregues por Dilma. E eu me lembro como se fosse ontem (foi ontem) dos petistas esbravejando contra as concessões feitas por Serra das estradas de São Paulo. Chamavam, corretamente, de privatização. Mas quando é o PT, é diferente. Mesmo que não seja.

E o que falar da violência da PM do DF (governado pelo PT) contra o MST e grevistas? Ou os elogios da mídia e do PSDB à forma violenta, boçal e criminosa pela qual Dilma vem tratando os funcionários públicos e professores em greve? Pior que isso apenas a defesa da "militância", dos milicianos governistas, com argumentos que fariam o PSDB corar - ou cobrar pelo direito autoral.

PT e PSDB são basciamente a mesma coisa. Aguardam apenas Serra morrer para se fundirem.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Admirável Brasil Novo: Crônica de um Brasil futuro

Uma teocracia em que gays serão mortos sem que haja nenhuma reação, em que se exilarão para escapar da violência ou simplesmente terão de viver escondidos, com medo ao passo em que o governo suspende campanhas, da declarações pavorosas de que não fará "propaganda de opção sexual" e amplia os poderes de uma casta fanática e intolerante de religiosos ladrões que passam a dar as cartas e definir políticas de "direitos humanos".

Um país em que índios serão apenas lembrança do passado. Os que não aceitarem ser aculturados morrerão pelas mãos de ruralistas amigos do governo, por milícias de "atingidos pelo meio ambiente" ou enfileirados e fuzilados por militares e policiais à serviço de empresas construtoras de usinas numa prostituição explícita do público frente ao privado. Sustentabilidade, conservação e meio-ambiente serão apenas fantasia. O que importa é apenas o "progresso", mesmo que este seja igual à de uma ditadura que ficou no passado, assim como os arquivos ficaram secretos e os criminosos puderam escapar impunes.

A Amazônia será apenas uma vaga lembrança nas mentes dos mais velhos, contado nos livros de história como uma região que atrasava o progresso graças a "santuaristas" que cometiam o crime de defender a biodiversidade e seu uso racional e sua população nativa - agora aculturada ou morta. Teremos uma região coalhada por hidroelétricas, com diversos pontos desertos e grandes "desertos verdes" de soja e outros produtos cultivados com excesso de agrotóxicos, cuja chegada no Brasil era intermediada pro antigo líder do governo.

O Brasil será o país em que mulheres serão apenas meros objetos de prazer, objetificadas nas TV's privadas e sem nenhum compromisso com o social e sem função educativa alguma. Entretenimento rasteiro puro, manipulativo, privado, "midiota". Mas, claro, nada de garantia de salários iguais, nenhum direito ao próprio corpo, afinal, punhado de célula no útero terão os mesmos direitos - ou até mais - que o das mulheres...

Leia o artigo completo no Amálgama.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Faz sentido lutar contra a corrupção?

Fora... Mas pra onde?
No Facebook, o Daniel Lopes, editor do Amálgama, pergunta, com link para ótimo texto do Alex Castro:
Sei não, sei não. Enquadrar os outros nessa ou naquela ideologia é tão importante assim? Quem reclama de excesso de ideologia não tem lá sua razão, ao apontar uma inversão de prioridades?

O problema de se dar muita importância à ideologia é virar ideomaníaco -- o que é mais comum do que se imagina. Quando eu leio o Raphael (um cara do PSOL) ou o Flavio (um cara da CIA), por exemplo, eu me prendo aos fatos que eles trazem e argumentos que levantam, que podem ou não fazer sentido pra mim, não à "ideologia" de cada um. O cara pode se declarar de esquerda ou de direita, ou deixar os outros livres para o rotularem, mas sem se enganar achando que esse definição é o traço mais importante de uma personalidade, e sem se prender a um pensamento totalizante (vc é pró-cotas? então tem que ser pró-MST. vc apoia uma guerra contra a Síria? então vc tem que ser pró-Israel. etc, etc.). E, se fatos e honestidade na defesa de argumentos é o que importa, pra que se preocupar com os dados da "cateirinha ideológica" do sujeito?

E, sim, marchar contra a corrupção faz sentido e é importante. Pelo menos era quando a marcha era contra o Collor, e voltará a ser atestado de patriotismo quando os tucanos estiverem de volta à presidência (esperem só e vcs verão).
Ao que respondi:
A questão é q mt's vezes - na maioria das vezes - a ideologia faz total diferença e pessoas, em geral, que tem de fato uma ideologia definida, tem um certo numero de semelhanças ou visões semelhantes com quem tem a mesma ideologia. Já no caso deste movimento e dessas amrchas, muitos são manipulados por quem tem ideologia clara, e é ligado a partidos, que leva muita gente inocente pra protestar "contra a corrupção", como se corrupção fosse um sujeito, uma pessoa ou entidade. Normalmente esse pessoal das marchas de hoje não sai pra protestar contra a corrupção do PSDB, só a do PT, assim como tem mt petista que vai pra marchas "Fora Perillo" e etc e não irá contra Agnelo (se houver). São babacas dos dois lados.
E amplio:

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Privataria Petista: "Concessão" é Privatização.

No twitter, o @realistacritico matou a pau e fez uma bela pesquisa sobre a Privatização - sim, chama-se PRIVATIZAÇÃO - dos aeroportos. Uma pesquisa pra petista fanático nenhum botar defeito ou gritar "governabilidade". Concessão, apesar do duplipensar e da novilingua petista, significa tão somente privatização, mas com nome mais palatável, mas "tucanado". Aliás, os próprios tucanos, em lei criada por eles, chamam privatização de "desestatização".

Segue a série de tuítes em forma mais simples de ler, intercalados por textos da lei citado:
Os petistas deveriam ouvir o presidente da INFRAERO que eles mesmos indicaram dando entrevista pra aprender o que afinal foi feito nas concessões dos aeroportos e não ficar falando idiotisses de "concessão não é privatização".

Pra deixar claro: o caso dos aeroportos é formação de uma joint venture 51% capital privado e 49% capital público numa espécie de "locação" de espaço público com direito a exploração econômica. No fim do dia, o que vai ser formada? Uma EMPRESA PRIVADA, porque a maioria dos votos será privado, e não SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA.

Então, foi uma privatização SIM, só que sob a forma de concessão. O resto é uma grande mentirada que nem eles conseguem defender. Talvez se estudassem um pouco mais não sairiam por aí falando tanta asneira sobre o que não sabem.

E tem mais: se eu não entendi errado, o pres. da INFRAERO disse que está previsto em edital que 49% do ágio será pago pela Infraero. OU SEJA, o ágio não foi tão astronômico como estão dizendo, porque metade do valor será paga pelo próprio governo.
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Sobre a questão do ágio, o @realistacritico informou que não tinha certeza sobre ter ouvido bem, então este parágrafo pode não estar com a informação correta, porém o resto do texto contém informações verificadas.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os bueiros da Light: Empresário ri e o Rio explode.

Os bueiros não param de explodir no Rio. E não vem de hoje, mas ha 7 (SETE) anos ocorrem episódios do tipo que já causaram prejuízos materiais e deixaram feridos. Foram mais de QUARENTA explosões desde 2004! E a Ligh NUNCA teve que sequer se explicar.
A estudante Sara Nicole Lowry, de 28 anos, teve 80% do corpo queimados e passou quase dois meses hospitalizada. Já o marido dela, David McLaugheim, teve queimaduras em 35% do corpo. Segundo testemunhas, Sara foi arremessada a uma distância de cerca de oito metros pela força do estouro.
Neste meio tempo a ANEEL, a piada de agência regulatória criada por FHC depois das privatizações não fez absolutamente nada. E nem vai fazer. Se limitou a 'pedir esclarecimentos e fazer exigências' que todos sabemos jamais serão cumpridas. Eduardo Paes vai entrar com processo... Grande! É tudo que o prefeito do Rio pode fazer contra uma empresa que tenta matar cariocas!

E isto tudo porque estão explodindo bueiros em Copacabana, Ipanema, no centro... Se fosse em Irajá, Olaria ou em Bangu alguém acha que teria metade dessa repercussão?

O problema dos bueiros do Rio  nada mais é que o reflexo das privatizações dos mais diversos setores estratégicos, como energia e telefonia (sem falar nos bancos estaduais, na Vale e etc). Com a privatização veio a completa desregulamentação de todos os setores doados vendidos à iniciativa privada e a total falta de fiscalização.

Não faz muito a ANEEL "descobriu" que havia nos passado a perna e ajudado as empresas de energia a lucrar mais de 7 bilhões além do devido, aprovando preços acima do devido. Resultado? A ANEEL não se importou, não nos devolveu um centavo e ainda permitiu reajustes para diversas empresas. Pagávamos muito, pagaremos e pagamos mais ainda, enfim, somos descarada e reconhecidamente roubados com a total conivência do governo federal.

Mas não é possível só culpar a ANEEL. Devemos chegar na raiz do problema, que são as privatizações. Em si um crime, ainda mais quando tudo é permitido e não existem regras, ou se existem, não são respeitadas e as multas são irrisórias, não fazendo a direção da empresa sequer piscar.

Pra que gastar rios de dinheiro cumprindo a lei se o valor das multas é menor e normalmente sequer são pagas?

Não surpreende que o poder público tenha levado 7 anos para se mexer no caso dos bueiros do Rio (a ANEEL até agora não abriu a boca, quanto será que seus membros levam de propina todo mês? <<A ANEEL fez uma declaração, "prometeu" que vai apertar a fiscalização"...>>), existe uma conivência explícita entre os governantes e os donos da empresas, que lhes financiam campanhas eleitorais e pagam outras benesses "por fora".

Mas o pior de tudo é que, quando alguém age, parece que é pedindo desculpas antecipadamente por molestar as sagradas empresas privadas. Nós é que estamos errados. Temos de PEDIR PERMISSÃO para que as empresas cumpram a lei, para que trabalhem por qualidade e com um mínimo de respeito pelo consumidor.

Vejam o título da notícia do Globo:

Light aceita pagar R$ 100 mil por bueiro que explodir na cidade provocando danos, feridos ou mortos

E o começo da matéria (grifo meu):
A Light aceitou contraproposta da redação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) apresentada na última sexta-feira pelos Promotores de Justiça de Defesa do Consumidor Rodrigo Terra e Pedro Rubim. Segundo o Ministério Público, o documento será assinado nesta quarta-feira. Isto significa que a concessionária aceitou pagar multa de R$ 100 mil por cada explosão de bueiro registrada na cidade. Na reunião da semana passada, a empresa só aceitava a previsão de multa para cada explosão de bueiro que ocasionasse morte ou lesão corporal (grave ou gravíssima). Agora, a multa poderá ser aplicada mediante explosão de bueiro que cause também dano ao patrimônio público ou privado.
Em resumo, tivemos de PEDIR permissão para multar, dentro de um valor que eles aceitaram, ou seja, a Light negociou o valor que queria pagar! E só pras futuras ocorrências! A proposta original da Light (acreditem, nesse país criminoso faz proposta!) conseguia ser mais ridícula! Pode explodir bueiro, mas a gente só paga uns trocados se ferir, matar...

Me perdoem, mas em que raios de país estamos onde bueiros explodem podendo matar pessoas, causar sérios danos, e temos de negociar com o responsável ou a empresa responsável SE e COMO irão responder?

Trata-se de crime contra o patrimônio e tentativa de homicídio. A direção da empresa, que não investiu em qualidade e segurança deveria estar na cadeia, responsabilizada pelos danos e pelos feridos. Respeitar empresa privada que pode matar gente por falta de capacidade de prestar serviço? Só nesse país mesmo!

Onde está ANEEL, governo federal, governo do Rio....? Aliás, multas não são a solução, repito, a solução é repensar finalmente a própria idéia de privatização que vem junto com completa desregulamentação e vazio legal.

Mas o governo federal - respondendo à minha pergunta anterior - está atento... e conivente. Não só não questiona o modelo privatizador como se propõe a privatizar aeroportos (duplipensar petista diz que é concessão, só que esquece que é concessão do patrimônio dos brasileiros sem consulta entregues a preço de banana sem garantia alguma para nós) como ainda aplaude as afirmativas destas empresas de que não prestam serviço com qualidade e nem fazem questão de começar, vide o PNBL, aquela piada do governo federal em que as empresas entregarão um serviço mais caro do que já oferecem hoje e sem qualquer meta de qualidade.

É a permissão explícita do governo para que se faça um serviço de porco e, diferentemente das teles, com a Light pode matar.

Mas não achem que a Light já não foi multada, ela recebeu 13 multas pelos bueiros que explodiram nos últimos dias... o valor? R$ 10.282,80. SOMADAS! Realmente, uma multa que vai levar a Light a falência e a fará gastar 50 vezes mais para garantir que não aconteçam novas explosões...

Se o governo do Rio fosse sério multava não em 100 mil, mas em UM MILHÃO CADA bueiro que explodisse e se tocasse em algo ou alguém, 10 milhões. Já o governo federal e dona Dilma, se fossem igualmente sérios, repensavam e reviam TODAS as privatizações que até hoje custam caro ao Brasil e aos brasileiros e tentavam tomar ao menos uma única decisão acertada, a primeira de todo esse desastroso governo.

Enquanto isso bueiros explodem, cariocas e turistas podem morrer e tudo que o governo (em todos os níveis) faz é aceitar o valor que a Light quer pagar de multa e fica por isso mesmo.

Nos gabamos de ser potência internacional, de sermos respeitados lá fora, mas não conseguimos sequer fazer uma empresa privada respeitar os brasileiros.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quando privatizarão o ar?

Dentro em pouco o ar que respiramos será privatizado. Cada respiração equivalerá a 1 centavo a ser pago mensalmente ao primeiro que convencer o governo a vendê-lo por um preço que encha o bolso de nossos parlamentares.

Ao menos, dentro em pouco, o nome "ar" será patenteado por algum espertinho e os EUA, em troca de algum favor ou soma, aceitará avalisar esta piada - ora, depois de apoiar Israel acredito em qualquer coisa daquele povo.

Parece loucura? Bem, talvez, mas aqui no Brasil o nosso Congresso pode proibir que palavras como "patrocínio", "olimpíada", "jogos olímpicos" e, pasmem", "2016" ou "medalha" sejam usadas sem que royalties sejam pagos ao Comitê Olimpico Brasileiro.

O absurdo está explicado no site do Congresso em Foco, neste link, e todos podemos rir enquanto isto também não for privatizado!
Isso é o que acontecerá se for aprovada a proposta do presidente das duas entidades, Carlos Arthur Nuzman. No final do ano passado, de forma discreta, ele enviou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sugestões para alterar duas leis que regularão os jogos para assegurar direitos de exclusividade para todas as expressões diretamente relacionadas com as Olimpíadas de 2016.

Se as autorizações sugeridas por Nuzman forem acatadas, será necessária autorização dele para utilizar, até o encerramento dos Jogos de 2016, expressões que estão incorporadas à cultura ocidental há milênios, como “Olimpíadas”, “Jogos”, “Olímpicos”, “medalhas”. A restrição vai além. Atinge até o numeral “2016”. Mais do que isso: poderá ser necessária a aprovação de Nuzman para usar o nome da cidade do Rio de Janeiro – sob pena de responder a processo judicial por perdas e danos e concorrência desleal –, já que a palavra “Rio” também consta na lista de restrições do COB. Até mesmo o termo “patrocinador”, usado por um sem número de diferentes atividades comerciais, está na lista.
Eu, como carioca, terei de pagar ao digníssimo Nuzman para usar o nome da minha cidade!

Claro, não cheguemos ao exageiro, mas um radicalismo boçal como o proposto exige o combate mais radical possível - e comparações idem.

O pior de tudo não é a sanha patenteadora do COB e dos comparsas parlamentares, mas a surdina. A tentativa de, sem qualquer publicidade, tornar privado nomes e símbolos brasileiros e mundiais. Sem que o povo sequer ficasse sabendo, tornar privado bens imateriais, nomes, símbolos do país e de todo o mundo.

Mas não surpreende, nada disto surpreende em um mundo em que até mesmo códigos genéticos são patenteados por empresas atrás de lucro.
No ofício (2890/09) expedido em caráter de urgência pelo CORio 2016, no último dia 14 de dezembro, Nuzman justifica o seu pedido para ampliar as exigências do Ato Olímpico para “melhor proteger as marcas, símbolos e as designações relativas aos Jogos Rio 2016”. Em março deste ano, em outra carta-ofício (550/2010), o dirigente esportivo reitera que o pedido é urgente. As alterações sugeridas pelo cartola demonstram o aparente intuito de controlar a produção acadêmica e cultural de pesquisadores, escritores e especialistas dedicados ao movimento olímpico. E aí se encontra outro ponto controverso.
Nas cartas, Nuzman solicita a Sarney a supressão da parte final do parágrafo segundo do artigo 15 da Lei Pelé, “de modo que nenhuma entidade em território nacional possa fazer uso das expressões ‘Olímpica’ e ‘Olimpíada’ e suas variações, ainda quando se tratar de eventos vinculados ao desporto educacional e de participação”. E a recente derrota sofrida por Carlos Nuzman na Justiça pode ajudar a entender sua atitude. 
Os jogos olímpicos, que começaram com o ideal de superar fronteiras, conflitos de todo tipo e que até param guerras - ou deveriam - foram substituídos pelo mercado, pelos interesses de grupos em lucrar com o evento. Não mais a união dos povos em uma competição saudável, mas a competição pura e simples do mercado, de mercados, por lucros.

Carlos Arhtur Nuzman enterrou de vez o Espírito Olímpico, ou melhor, está disposto a vendê-lo pelo melhor preço.


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Supervia AINDA é o retrato do Brasil Privatizado

Em outubro do ano passado postei sobre a Supervia e seus constantes problemas. De lá para cá foram vários protestos, descarrilamentos, trens fantasmas, espancamento de passageiros nas mãos dos "seguranças" da empresa, uma multa ridícula aplicada contra ela (0,05% do faturamento de 2008, acreditem, não é piada. É o máximo que permite o contrato da concessão. O povo pode apanhar, mas o contrato deve ser respeitado... Só para a empresa! Espancar consumidor não é ilegal?).... E mesmo depois de tudo isto o Estado não se move, não faz nada.


Na verdade, da última vez que o Estado interviu, como mostrei, foi para espancar os usuários revoltados.
A SuperVia, que controla os Trens metropolitanos do Rio de Janeiro, aparentemente, resolveu adotar o modus operandi da Telefônica: Presta um serviço medíocre, trata o usuário como lixo, faz propaganda de que funciona e é maravilhosa, tem projetos risíveis de melhorias futuras que jamais sairão do papel e o governo não faz nada sobre a situação e, obviamente, não vai reestatizar o setor ou, pelo menos, repassar a concessão para alguma empresa decente.

Mas de tudo que eu vi e ouvi sobre os protestos dos usuários dos Trens nesses últimos dias, nada me surpreendeu tanto quanto a violência desmedida da polícia contra protestos legítimos e a resposta absurda dada pelo comandante da PM responsável por "controlar" a situação:
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terça-feira, 16 de março de 2010

A energia elétrica privatizada: Até quando ficaremos às escuras?

Nos últimos dias tem ventado e chovido com certa frequência na cidade de São Paulo. Nada que não seja comum ou não venha se repetindo já ha alguns meses. A diferença, porém, fica a cargo da energia, dos semáforos e da realidade das privatizações do setor.

Conversando pelo twitter descobri que o apagão que o Centro sofreu ha uns dois dias com a falta de luz em todo o bairro por cerca de 45 minutos, não foi exclusividade. Hoje, a região da Faria Lima estava às escuras durante boa parte da manhã, diversas árvores sendo seguras por fios...

A PUC, em Perdizes, estava às escuras ontem (15/03) pela manhã e na Zona Sul, diversos semáforos desligados e várias ruas há semanas sem luz.

Em Perdizes, no entorno da PUC, algumas pessoas chegaram a ficar mais de 15 horas sem luz, sem, porém, nenhuma explicação ser dada pela Eletropaulo,a empresa privatizada de energia da cidade e região.

Podem parecer fatos isolados, mas sem dúvida não o são. Não só vem acontecendo por toda a cidade quedas de luz constantes na mesma semana - e, me perdoem, mas a desculpa do mini-tornado não procede, no Chile só um terremoto fez a luz cair, e vamos cair na desculpa de um MINI-alguma coisa? - como o temporal dos últimos dias piorou ainda mais a situação.

Temporal, aliás, que não é desculpa para as horas e horas sem manutenção e sem que nenhuma equipe da Eletropaulo apareça. Árvores caem num dia e só no fim do outro vê-se alguma ação. Ficar quase um dia sem luz é simplesmente um absurdo! Mais absurdo ainda se considerarmos os lucros recordes - e ilegais - das empresas de energia nos últimos anos.

Não surpreende que a Eletropaulo esteja em terceiro lugar na lista de empresas que mais recebem reclamações do PROCON.

Situação pior ainda é a do Rio em que a Light, mais uma privaztizada, brinda os cariocas com apagões quase diários. Em alguns casos, bairros inteiros passam 3, 4 dias sem luz e sem qualquer explicação.

São órgãos públicos prejudicados pela falta de luz, bueiros que explodem, população às escuras...

O que tudo isto quer dizer? Que alguém está sabotando? Que há uma conspiração mundial em curso? Nada disto.

Tudo o que vemos é o resultado das privatizações dos serviços de energia, de um serviço essencial e estratégico que, hoje, encontra-se nas mãos de empresas estrangeiras sem o mínimo comprometimento com qualidade ou com a população brasileira. É a forma pela qual os políticos lavam as mãos, ganham uma grana por fora e dizem que a culpa não é deles. É a venda do patrimônio brasileiro à preço de banana e, em troca, a mediocridade.

Não são fatos isolados, coincidências. No Rio a situação é ainda mais clara, é descarada a falta de qualidade, investimento e infra-estrutura. As empresas compraram um serviço e não investiram um tostão ao longo dos anos. Que os tupiniquins sintam-se felizes com o que tem.

Em São Paulo a situação se deteriora. Lembro-me de quando morava no Butantã em que toda semana faltava luz. E era impossível falar com a Eletropaulo. Ou só dava ocupado ou a linha ficava muda e, nos raros momentos em que conseguíamos falar com algum funcionário, a desculpa era sempre a mesma: "Uma falha desconhecida que será logo resolvida. Mas não temos previsão."

É o típico "Não sei e não reclame. Sinta-se feliz de existirmos"

Desculpas com o padrão Kassab de qualidade - "Está tudo bem" - ou com o Padrão Serra de Qualidade - "Choveu demais" - não colam mais.

É óbvio que uma tempestade ou um mini-tornado (cof, cof) causam transtorno, mas a situação geral não pode ser justificada. Quedas de luz sem explicação, demora absurda para que tudo volte ao normal, preços abusivos, qualidade duvidosa, dificuldade em ser atendido pelas empresas... Fatos isolados, são fatos isolados e não é disto que falo aqui.

Até quando?

*Aliás, alguns bairros de são Paulo AINDA estão sem luz...Há dias.

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Notícias diversas

São Paulo:

"Trem-bala entre São Paulo e Rio será privatizado"

"De acordo com informação do próprio governo, o fato de já ter incluído o TAV no Programa de Desestatização é um sinal de que os cofres públicos bancarão boa parte do dinheiro necessário para a construção do trem-bala. A outra virá de parceiros da iniciativa privada, visto que a obra deverá seguir o formato de uma Parceria Público-Privada (PPP), projeto muito comentado e pouco posto em prática desde que foi aprovado pelo Congresso como uma das grandes inovações do atual governo para o desenvolvimento econômico."

Resumindo, o governo pagará tudo, os empresários lucrarão e o povo continua lá...

Curioso, privatização logo no governo do partido anti-privatização e do presidente radicalmente contrário a elas! Como as coisas, pessoas e partidos mudam! Só poderiam ter avisado antes de eleitos, seria mais elegante.

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Speedy:
Novamente, de novo, outra vez, Speedy fora do ar, a Telefónica dizendo que não sabe de nada, que não aconteceu absolutamente nada e ficamos a ver navios, ou melhor, só vemos navios se os desenharmos porque pela internet, nada feito!

De que adianta propor leis sobre atendimento telefônico se a Telefónica não respeita a lei?

Passei 3 horas, TRÊS HORAS, tentando ligar para o 10315 e só dava ocupado, quando atendiam (?) vinha aquela voz irritante e burra a não entender o que eu queria e a ligação simplesmente caia (ou era cortada, mais provável).

Quando finalmente fui atendido, depois de 9 minutos de espera ouvindo uma musiquinha pentelha, o atendente me informa que só dali a 3 horas TALVEZ o serviço voltasse e que ele não poderia me garantir nada ou um desconto pelas horas sem conexão.

Vale lembrar que estou ainda com processo na ANATEL contra a bendita Telefónica por cobrança indevida e não consigo falar com a empresa pra resolver porque desligam na minha cara quando tento.

FALTA DE RESPEITO! E o que fazer? Aguentar, afinal, o governo não serve de nada nessas horas e ninguém faz nada.
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Papua Ocidental:

Tensão e violência aparentemente incontroláveis na região, terça-feira uma base da polícia foi atacada por cerca de 100 pessoas, e vários focos de violência foram vistos na capital regional, Jayapura.

Um manifestante foi morto pela polícia no ataque à base policial em Jayapura, 14 casas foram incendiadas e uma pessoa foi morta em Biak, parta da Universidade em Jayapura foi incendiada assim como foi atacada uma pequena base policial próximo à fronteira com Papua Nova Guiné

Desde o início dos comícios aviolência regional tem crescido com enfrentamentos diários entre independentistas e a polícia.

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Abkházia:

Apenas uma nota rápida.

"Abkhazia reinforcing protection of border with Georgia"

A Abkházia tornou-se independente na esteira da Ossétia do Sul, aproveitou a "onda" e declarou-se independente e recebeu o apoio Russo, que sempre sonhou com um porto na região para substituir algum dia o seu na Ucrânia.

Conseguiu.

Após uma guerra relativamente rápida contra a Geórgia conseguiu duas regiões estratégias no Cáucaso e reforçou sua posição por lá contra a influência dos EUA em seu quintal.

Demonstrou que ainda tem poder, que não aceita intervenções e que não brinca em serviço.

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Brasil e DH:

"Comissão de Direitos Humanos presta queixa contra o Brasil por desaparecidos da ditadura"

"Em outubro de 2008, a CIDH pediu ao governo brasileiro que tomasse providências para identificar os responsáveis por estes desaparecimentos e para impedir que a Lei de Anistia prejudique o andamento dos processos na justiça.

A Comissão também recomendou a Brasília que conceda indenizações às famílias das vítimas, que admita o papel do Estado nos desaparecimentos e que dê aulas de direitos humanos aos militares."


Engraçado, para não dizer trágico, que um governo dito de Esquerda, cujos membros - vários deles - lutaram contra a ditadura, foram perseguidos, exilados, torturados, precise de um "empurrão" para abrir seus arquivos sobre uma ditadura assassina, precise de um pedido de um organismo internacional para investigar, identificar responsáveis, enfim, tomar providências em relação aos desaparecidos, mortos e torturados.

Só mesmo aqui os carrascos da ditadura andam livres pelas ruas, como se fossem cidadãos comuns e não criminosos.

Esperava-se um pouco mais - MUITO mais - de um governo cujos partidos da base histórica tem em sua lista de membros, vítimas da ditadura.

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Sri Lanka e LTTE:

Finalmente, algo sobre o Sri Lanka.

Parece que os Tigres Tâmil não conseguirão mesmo se reerguer depois das sucessivas derrotas que enfrentaram.

Estão reduzidos a um ínfimo território, cercados e sem qualquer via de escape.

Talvez seja questão de dias, a não ser que haja uma catástrofe (para o exército do Sri Lanka) ou um milagre (para os Tâmil).
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