Mostrando postagens com marcador Bolsonaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolsonaro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Somos todos culpados: Sheherazade, Bolsonaro e o crescimento do fascismo no Brasil

"Sou a primeira a achar que Sheherazade e demais propagadores de ódio devem ser processados, que Bolsonaros e Felicianos da vida são responsáveis por cada LGBT morto e torturado, e assim por diante. Mas isso não pode diminuir ou isentar a culpa disseminada da sociedade. Se há turbas prontas para seguir esses canalhas dementes, e inclusive para votar neles, este é nosso maior problema. Colocar a culpa só nos líderes é uma ótima maneira de não tratar do problema maior, de não mexer na ferida. É escolher um bode espiatório pra essa situação tão grave que vivemos, e tirar do debate público a situação maior, porque há tanto fascismo e ódio crescendo no Brasil...." Mariana Parra
Uma coisa é afirmar que a Sheherazade (e Bolsonaro, dentre outros) tem responsabilidade pelos linchamentos país afora, outra é achar que SÓ ela tem responsabilidade.

Quem incita tem culpa, mas é preciso seguidores dispostos para fazê-lo. O fascismo está na sheherazade E em quem executa seus desejos. Lembrem-se, Hitler só chegou ao poder porque milhões confiaram nele e impuseram sua agenda.

Quem lincha é tão culpado quanto quem incita.

O fascismo está crescendo no Brasil, e a culpa não é só de Sheherazades e Bolsonaros da vida, ou de Felicianos e pastores neopentecostais. É culpa de um sistema educacional péssimo (não-emancipatório) e de um governo incapaz de se libertar da agenda conservadora dos aliados que escolheu. Incapaz não, simplesmente não tem interesse.

E quando eu falo "governo" não me refiro apenas ao PT, e sim aos sucessivos governos brasileiros, ainda que nunca vi um governo tão feliz em ser refém da agenda conservadora quanto o PT.

Acredito que o fascismo esteja crescendo mais em grande parte devido ao consumismo promovido pelo atual governo, sem preocupação com politização e formação de bases sociais. Consumismo jogado na cara da população que não vê sua qualidade de vida se elevar da mesma forma que o suposto poder de compra. Direitos sociais continuam sendo uma farsa, a polícia se torna cada dia mais violenta e, senão mais violenta, mais disposta a violentar com a certeza da impunidade.

Legítimas revoltas populares contra a violência policial/estatal e contra abusos estatais (como desvio de dinheiro, obras faraônicas e absolutamente nenhuma transparência) são tratadas como tentativas de golpe e esmagadas com violência. Isso gera ódio, revolta e nem sempre encontra o melhor canal para explodir.

Em uma sociedade onde o status está em ter um tênis da moda mais do que nas realizações pessoais, e no trabalho em si( nem preciso começar a falar da farsa do "pleno emprego" brasileiro que se pauta em sub-emprego), há espaço amplo para que cresça o fascismo sob o nome de defesa da propriedade, por menor que ela seja.

Em uma sociedade onde se vê a total impunidade de líderes políticos (salvo raras exceções, como no caso dos mensaleiros) e de, por exemplo, policiais violentos e assassinos, é esperado que pedaços da população se sintam livres para agir como querem ou mesmo para agirem com as próprias mãos - com a conivência e incentivo de gente como Sheherazade.

Enfim, as condições sociais para o crescimento do fascismo no Brasil estão dadas, as lideranças midiáticas e políticas que incitam apenas jogam fogo na gasolina já espalhada. A responsabilidade não é apenas deles, mas também deles.

Os discursos de Sheherazade, Bolsonaro, Feliciano e outros legitimam as ações violentas de justiceiros, promovem a ideia de que está tudo bem fazer "justiça" com as próprias mãos e dão as bases ideológicas para que o fascismo finque raízes mais profundas na sociedade. 
Mas os autores são vítimas, em boa medida, repito, da disseminação do ódio praticado por comunicadores como Sheherazade, que ganha dinheiro clamando por justiceiros. E não por justiça. E que vai continuar fazendo isso enquanto nossa mídia for esse mar de lama atual. E vai continuar fazendo pose por aí, enquanto Valmir vai apodrecer numa cadeia pelo ato bárbaro que cometeu e seus filhos vão ficar desprotegidos. E enquanto Fabiane está morta. É por isso que lutar contra insanidades que Sheherazade vocifera não é censura. É lutar pelos direitos humanos. E impedir a barbárie.
É complicado considerar os autores de linchamentos como "vítimas", como discute o jornalista Renato Rovai. Ou mesmo qual o limite entre ser uma vítima e um algoz. Oras, será que alguém se acha no direito de assassinar pessoas apenas porque "viu na TV"? Não seria este argumento simplista e mesmo paternalista? Não seria mais útil discutir o papel da mídia e também todo mais que cerca os indivíduos e moldam seu caráter?

Nesta linha de argumentação, e lembrando que citei Hitler mais acima (e não se configura como Lei de Godwin), deveríamos desculpar toda a população alemã pelo seu apoio ao regime genocida, ou mesmo aos generais e soldados, afinal estavam apenas cumprindo ordens e seriam, então, também vítimas?

A responsabilidade é de todos nós. Sociedade, governo e mídia.

Se por um lado a mídia tem poder de influenciar, por outro é impossível apontar apenas a mídia como disseminadora de ódio e promotora do fascismo que cresce. Aliás, é impossível e fácil, pois retira da sociedade sua parcela de culpa e retira do governo sua parte da culpa. Do governo que, aliás, também não regula as comunicações e permite que expressões de ódio sejam disseminadas em concessões públicas.
------

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mais um documentário sobre neonazismo, Carecas, violência e ignorância política

Documentário feito pelos estudantes de jornalismo Yuri Gonzaga e Bruno Fávero Leite para a disciplina de documentário do quarto ano da USP em que o foco está na entrevista de "representante" dos Carecas do Subúrbio, chamado de "Capoeira", que desfila toda sua ignorância e necessidade de se firmar através da violência insensata contra seus "inimigos" e na entrevista comigo, fazendo um contraponto ao discurso tosco do Careca e comentando sobre o protesto dos neonazis na Paulista em defesa de Bolsonaro.

No documentário comento também sobre as ameaças que jornalistas receberam de neonazis mais exaltados, os vídeos podem ser vistos aqui.

A entrevista com o "Capoeira" e comigo começa por volta dos 3:15.
Documentário sobre protesto pró-Bolsonaro na Paulista from Raphael Tsavkko on Vimeo.
------

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bolsonaro candidato à Presidente do Brasil?

Está sendo discutida seriamente por muitos a possiblidade do deputado federal - e criminoso, homofóbico, machista, etc - Jair Bolsonaro se candidatar à Presidência do Brasil em 2014. A franca maioria dos que vi comentar ou conversei vê a possibilidade com temor.

A extrema-direita acha lindo...

Bolsonaro dificilmente teria espaço para tal dentro do PP, de onde consegue estar à direita mesmo de Maluf e outras pérolas, e o partido é base aliada da Dilma e em troca de cargos, mamatas e alguma boa corrupção poderia continuar tranquilamente nesta base.

Fala-se, no entanto, na possibilidade de Bolsonaro se dandidatar pelo Partido Militar Brasileiro, que tenta se legalizar.

No difícil cenário de uma legalização de tal partido (que me oponho, por não aceitar a mistura explosiva de milicos e política num país que saiu de uma ditadura assassina militar), Bolsonaro seria o nome ideal.

---
O caso do PMB mereceria explicação além, mas fica para outro post. Vale apenas adiantar que um partido exclusivamente "militar" não combina com uma democracia e apenas nos faz lembrar dos piores anos da história brasileira recente.

Pessoalmente sou contra a presença de militares de qualquer nível na política brasileira, mas não há nada que possa impedir indivíduos da reserva de se candidatar e serem eleitos, mas não podemos permitir uma instituição militaresca no poder.
---

Mas, efetivamente não acho de todo ruim a candidatura de Bolsonaro, não importa em que partido.

Marina Silva, uma pessoa que representa o atraso, se lançou candidata pregando uma terceira via, ambientalista, mas no fim não tinha nada de novo em seu discurso, que nada mais era que uma fachada para pregar ensinamentos medievais evangélicos e defender o EcoCapitalismo, uma forma apenas mais light de se destruir o meio ambiente e garantir o lucro do empresariado (Dilma, por sua vez, adota o capitalismo puro e tem como porta-voz nessa empreitada o presidente do Ibama).

Marina não é diferente de qualquer outro, apenas soube usar melhor as mídias sociais e angariar apoio entre uma juventude anteriormente alienada e sedenta de ter onde se agarrar - a eterna necessidade de ter o que fazer, de ser parte de um grupinho. Ser da PETA ou ser da ONG descolada não era mais suficiente, ou ainda, participar da Hora do Planeta não era cool por si só. Juventude esta, aliás, que não considero menos alienada que antes, pois continuam a não entender nada de política.

Política é apenas um trampolim para pseudo-popularidade ou para se fazer parte de um grupo.

Mas, de qualquer forma, Marina foi um avanço. Não por ter trazido parte da juventude para a política ou muito menos (faz-me rir) por trazer um outro debate à arena política, e sim porque ela fez com que muito conservador saísse às ruas e mostrasse sua cara.

Marina conseguiu, com seu discurso retrógrado, fazer com que tanto Serra quanto Dilma se mexessem e buscassem atrair o eleitorado conservador. Em especial fez com que Serra assumisse seu discurso mais radical eextremado e conquistasse, ele também, grande apoio da extrema-direita brasileira.

A última eleição teve como saldo (positivo) o desmascaramento do conservadorismo político, em grande parte aliado do conservadorismo religioso baseado no dízimo e na lavagem de dinheiro (mas também católico), adotado alegremente por Serra e também, em menor parte, por Dilma (que, depois da eleição é que aparentemente resolveu mostrar o quanto pode e gosta de ser direita e rifar os gays pelos Marginais da Fé, contingenciar despesas gastando bilhões em obras faraônicas e se recusando a aumentar salário de trabalhador e etc...).

A presença de Bolsonaro traria a tona outro tipo de conservadorismo, sem a fachada ambientalista, cool e moderna. É o puro ódio insensato e criminoso.

Não há pior inimigo do que aquele que não podemos ver, identificar. Marina não foi responsável por uma guinada ideológica nem no país e nem no governo eleito, ela apenas fez com que muitos perdessem a vergonha. Serra conseguiu fazer com que certos grupos surgiessem momentaneamente, mas ainda tímidos, como a TFP, mas não basta.

O Brasil não virou conservador ontem.

Os Marginais da Fé não são uma praga e um câncer apenas desde as eleições. Não, esses grupos apenas deram a cara a tapa e buscaram disputar o poder institucional. Não estão mais contentes em roubar, em pregar ódio, agora querem efetivamente o poder.

Bolsonaro seria apenas o responsável por fazer com que uma parcela ainda calada (ou mais escondida) aparecesse, surgisse para a política.

Os Marginais da Fé, hoje, são conhecidos. Sabemos sua força. Mas e a extrema-direita que transita no limiar da legalidade (tendo já ha muito ultrapassado a da ética), que se coloca abertamente como saudosista da Ditadura e se opõe a todo e qualquer direito civil? Esta ainda se esconde ou tem o voto pulverizado, dificultando qualquer luta contrária.

Estes ainda são desconhecidos, se escondem, não sabemos seu real tamanho. Estão no PP, no PR, no PSC, em dezenas de partidos nanicos, mas também nos maiores. Como lutar contra um inimigo tão diverso, tão pulverizado, mas presente? Bolsonaro poderia desmascarar toda esta corja, uní-la.

Posso estar errado, mas Bolsonaro candidato seria muito bom para o país.

----
Update:

O @Brasil_Laico tocou em um ponto sensível que havia me passado despercebido, mas de imensa importância:
 
De fato, o desmascaramento da direita ou da extrema-direita seria excelente, mas apenas em um cenário onde fosse possível existir resistência, o que, infelizmente, não é o caso frente a um governo entreguista, covarde e que caminha a passos largos para a direita. As próximas eleições presidenciais podem testemunhar um PT despojado de boa parte de suas antigas bandeiras de esquerda, assimilado, e a direita como polo dominante, com pouca ou nenhuma resistência efetiva.
------

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Protesto pró-Bolsonaro na Paulista: Folha defende neonazistas de forma descarada

Vale um aparte, sobre a cobertura vergonhosa do jornal da "Ditabranda" do protesto de fascistas e neonazis na Paulista. De início, é interessante notar que entrevistaram fascistas, mas não procuraram ninguém da esquerda para comentar.

Não basta terem sido ponta de lança no ódio fascista logo após a eleição, agora defendem abertamente os neonazistas. Vejam o trecho:
Os cerca de 100 policiais presentes na área não impedem episódios pontuais de violência. Um manifestante do "time Bolsonaro" foi hostilizado por estar próximo ao grupo contrário ao deputado. Ele tomou um tapa ao tentar fugir. Seu agressor estava mascarado.
Um não, mas VÁRIOS manifestantes do "time neonazista" (sejamos claros, Folha) tentaram se aproximar para PROVOCAR o outro lado e, pois estes que se aproximavam eram violentos, revidavam agindo em LEGÍTIMA DEFESA enquanto o marginal corria de volta em triunfo, sendo ovacionado pelos neonazis sorridentes.

Alguns punks estavam mascarados, assim como criminosos do outro lado, dos pró-Bolsonaro, um deles inclusive foi preso. Do lado dos pró-Bolsonaro se encontravam além dos grupos tão decentes que já mencionei, uma figura com prisão decretada por homicídio, um dos responsáveis por atacar gays com lâmpadas na paulista em liberdade condicional e um (talvez dois) responsáveis pela bomba na Parada Gay do ano passado.

Todos estes foram presos pelo DECRADI no fim do protesto.

---
Update 14/04, 12:56: Como tem gente com problemas de interpretação (vejam os comentários do tal "Fred"), explico que o "Todos" se refere aos alencados acima: A "figura com prisão decretada, um dos responsáveis por atacar gays com lâmpadas na paulista em liberdade condicional e um (talvez dois) responsáveis pela bomba na Parada Gay do ano passado".

Mas o mais engraçado é defensor de Nazi-Fascista falando em justiça, processo, cadeia... Sem ser da perspectivade quem está ATRÁS das grades.

Ah, e a polícia levou ao menos 6 nazi-fascistas, todos devidamente gravados. Se quer processar alguém, amigo, aprenda a contar primeiro.
---

Os neonazis e fascistas foram revistados, identificados e levados para a delegacia.

Mas este outro trecho da Folha é simplesmente criminoso. Não dura nem um segundo a mentira e tanto a mídia - e provavelmente algum fotógrafo do jornal - quanto jornalistas independentes tiraram fotos que provam:
Entre os pró-Bolsonaro, há apenas duas mulheres. Nenhum negro. Do outro lado, a divisão de gêneros é maior, embora haja pouca participação de negros.
Na verdade vi pelo menos 4 garotas, duas delas que constantemente gritavam que os do outro lado eram maconheiros e etc, uma que segurava uma bandeira de São Paulo e outra que andava com dois neonazis extremamente mal encarados e perigosos. Mas havia sim negros. Basta ver a foto seguinte (aliás, os fascistas/Carecas posaram para fotos gritando aos jornalistas que o protesto tinha negros e nordestinos, que não eram racistas).
"Nenhum negro" by Folha de são Paulo, o jornal da Ditabranda
Do outro lado, vejam a nação branca da Folha (na segunda foto vemos inclusive uma importante liderança negra, com quem militei no Fórum em Defesa do PNDH3:

Jornalixo tendencioso em prol do neonazismo.

----
O Bruno ribeiro (@brsamba), via Twitter, trouxe um questionamento interessante:
"Um dos maiores equívocos em relação ao jornalismo é dizer que ele não pode tomar partido. Ele não apenas pode, como deve. Quando há um grupo assumidamente nazifascista e outro defendendo os Direitos Humanos no mesmo protesto, um jornal não pode lavar as mãos. Não é o que faz a #Folha na cobertura do ato de hoje no Masp. Ela não diferencia os grupos e chega a equipará-los: http://is.gd/TDcvjg. O Código de Ética da profissão é claro: jornalistas devem SEMPRE estar ao lado dos Direitos Humanos e contra qualquer tipo de opressão. Escrever com ''equilíbrio'' e ''isenção'' sobre uma marcha nazifascista é ser conivente. Jornalistas têm o dever de repudiá-la. É crime."
Impecável. 
----

------

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Alerta Anti-Fascista, Convocatória para Ato Contra Bolsonaro!

ALERTA ANTI-FASCISTA!
CONVOCATÓRIA
 
A sociedade civil, representada por movimentos sociais e associações civis que lutam pela valorização dos Direitos Humanos e o respeito à Diversidade, baseados no apoio mútuo e na solidariedade, convocam os grupos Autônomos, organizações afirmativas dos assuntos da comunidade LGBTs, grupos de discussão de gênero, Movimento Negro, coletivos AnarcoPunks, organizações de trabalhadores e toda a população para:


Ato contra o levante direitista de grupos fascistas paramilitares que reivindicam apoio ao Deputado Racista, Homofóbico e Militarista Jair Bolsonaro.



Grupos intolerantes de extrema-direita, organizados em núcleos paramilitares que reivindicam para si os ideais fascistas/integralistas estão organizando uma manifestação em apoio ao Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro Jair Bolsonaro. O deputado foi rechaçado pela sociedade e pela mídia após suas inúmeras declarações de cunho racista e homofóbico incitando atos de violência e preconceito na sociedade brasileira. Essas declarações não podem ser toleradas, muito menos um ato em apoio aos absurdos expressados por um Militar que se tornou político, defendendo entre outras coisas, a ditadura militar assassina vivida pelo país entre 64 e 85, e a produção de uma bomba atômica no Brasil.
Esse arauto da violência e seus soldados precisam receber uma resposta da sociedade! Não podemos aceitar este tipo de comportamento e de conduta em um país caracterizado pela miscigenação e pela diversidade, e em nenhum outro lugar do planeta!


NÃO A INTOLERÂNCIA E AO CRESCIMENTO DO NAZI-FASCISMO!!!


09 ABRIL 2011
Ato contra as organização homofóbicas e racista pró-Bolsonaro! Pela diversidade, o respeito e o Apoio mútuo.
--------------------------------------------------
CONCENTRAÇÃO ÀS 10:15 HS
Em Frente ao Prédio da Gazeta, na Av. Paulista.
------

terça-feira, 5 de abril de 2011

Jair Bolsonaro é um câncer, mas não o único, são 120 mil eleitores e uma sociedade doente

O deputado federal de extrema-direita e ex-capitão do exército, Jair Bolsonaro, filiado ao Partido Popular do Rio de Janeiro coleciona polêmicas. Saudoso da Ditadura Militar brasileira (1964-1985), Bolsonaro tem o costume de insultar defensores dos Direitos Humanos e de defender a tortura sem, porém, jamais ter sido punido por seus pares.

Recentemente o Deputado se envolveu em outra polêmica, ao defender o direito dos pais de baterem em seus filhos para evitar que estes virem gays.

Em recente entrevista ao programa humorístico CQC, Bolsonaro foi perguntado sobre sua opinião em relação a diversos temas polêmicos, como as cotas para negros em universidades, os direitos LGBT. 





O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez declarações homofóbicas em um vídeo exibido pelo programa CQC, da TV Bandeirantes, nesta segunda-feira (28). Para Bolsonaro, ele não correria o risco de ter um um filho gay, pois seus filhos tiveram "uma boa educação, com um pai presente". Ele também afirmou que não participaria de um evento homosexual porque "eu não participo de promover os maus costumes (sic).
Mas esta está longe de ser a primeira ou mesmo a última declaração absurda deste fanático.
O vídeo abaixo é antigo, do fim de 2009, mas continua dolorosamente atual. Nele, Jair Bolsonaro, escória do PP do Rio de Janeiro - ao se dizer "PP" já se compreende o cenário desesperador -, discursa saudando o regime militar e descasca qualquer um que se oponha aos torturadores e à Ditadura.




A Rede Brasil Atual fez uma boa seleção de momentos inesquecíveis (ou esquecíveis) de Bolsonaro.

O que assusta não são suas declarações em si, mas o espaço dado pelo CQC a este tipo de figura e também saber que ele tem votos, milhares de votos.

Como alguém pode votar nesta figura? Mas pelo menos 120 mil imbecis votam. São coniventes, cúmplices. Sabem o que defende o candidato, defendem eles próprios as palavras do candidato. Não se trata de voto de engano, de protesto, de sacanagem. Nã oestamos falando no Tiririca ou em um parlamentar mais ou menos insuspeito, mas em um criminoso conhecido e reconhecido.


Acho pouco que Bolsonaro venha a ser punido. Mesmo que perca o mandado e até - só na ilusão - seja preso (no Brasil rico não vai pra cadeia, e se por acaso acaba lá, Gilmar Mendes logo tira), o problema continua. Ele é apenas um, mas tem 120 mil criminosos que apoiam suas palavras e ações por trás. Ainda resta a base social considerável que elege a ele e seus filhos, racistas e homofóbicos da mesma estirpe.

O Brasil precisa, na verdade, é de uma mudança efetiva. De mentalidade, de consciência. Não adianta punir um, mas também não adiantaria punir 120 mil. É preciso mover as estruturas. Dar inclusão social a quem precisa (e não apenas incentivar o consumismo), educação a todos (e de qualidade, não essa piada de ensino público atual) com salários dignos para professores.

Para isto é preciso também FORMAR bons professores, ou seja, garantir bolsas com valores decentes para a graduação e a pós-graduação (as bolsas no Brasil de mestrado, por exemplo, são risíveis).

Quantidade não é qualidade. Uniban não é qualidade, 500 mestres e doutores que tiveram de sofrer pra conseguir sobreviver durante o curso, fazendo bicos, sem poder se dedicar como gostariam ao estudo é quantidade, não qualidade. É isto que queremos perpetuar?

Mas educação apenas também não resolve.

É preciso reformar a mídia.

Responsabilizar a mídia e seus donos pelos seus atos, pelas suas palavras, imagens... Sem uma ampla reforma da mídia, sem uma regulação e regulamentação, que além de forçar aos jornais, rádios e TV's a entrarem nos eixos, precisa garantir e promover a mídia alternativa, a mídia livre (jornais, revistas, sites, blogs) e assegurar a pluralidade de idéias e opiniões. É preciso haver um espaço público plural, onde idéias possam ser debatidas e isto é impossível com a mídia hoje.

Aí também entre o PNBL, a garantia de acesso irrestrito e amplo a todos e todas. A criação de um espaço público verdadeiramente plural e livre do controle de corporações ou do Estado (onde se insere a luta contra o Controle da Rede e o AI5Digital).

Juntando educação e regulação da mídia nós podemos COMEÇAR a pensar em uma geração futura mais crítica, pensante. Com INCLUSÃO, que vai além mas também inclui renda, podemos esperar que esta juventude terá chances de mudar alguma coisa. Terá forças para estudar, para trabalhar e para se sentir parte da sociedade, e não apenas massa de manobra.

Precisamos de inclusão, de renda, se trabalho e de educação, e é urgente que tenhamos os MEIOS para tal.

Não nos esqueçamos da Cultura. De promover o acesso à cultura, seja ela digital ou a tradicional. Temos de criar meios de garantir que estudantes possam ter acesso a livros ou xérox sem serem criminalizados, que possamos ter acesso à cultura de forma livre: Músicas, Filmes, Livros e etc, garantindo ao autor sua parte, mas não permitindo que a indústria controle nossas vidas.

Infelizmente, nos oito anos de governo Lula nós tivemos renda, mas não inclusão, tivemos acesso à universidade, mas sem garantia de qualidade, tivemos a ampliação de bolsas, mas com valores irrisórios.

Não tivemos qualquer tentativa real de regulação da mídia. O projeto que poderia vir a ser discutido, de Franklin Martins, foi jogado no lixo por Dilma. O PNBL será entregue às teles, as mesmas que, hoje, nos tratam como lixo, oferecendo um serviço medíocre e mais caro do mundo.

O que falar da cultura? A ministra de Dilma, Ana de Hollanda não conhece e nem quer saber do que se trata a Cultura Digital. A visita de Obama ao Brasil serviu apenas para promover um encontro do ministério da cultura com representantes dos EUA, o que significa nos impor a ACTA. O Ministério da cultura, hoje, promove a indústria, defende o ECAD e se opõe ao livre compartilhamento de conhecimento.

Quanto aos professores, basta dar uma olhada no ridículo piso nacional para a categoria. Nos salários absurdos pagos a eles. Às condições das escolas, ao acesso ao material didático...

Como garantir que algo mude, se as bases para a mudança são negadas ao povo brasileiro? Se mesmo os avanços conquistados (com Lula o MinC era um modelo e exemplo) estão sendo jogados no lixo?

Aliás, impossível esquecer, sem a abertura dos arquivos da Ditadura e a punição dos criminosos que foram ídolos de Bolsonaro e ainda são da corja que o elege, como podemos pensar em um país justo e humano?

Falamos em Direitos Humanos para o Irã, pisoteando na política externa de Celso Amorim e Lula (outro marco), mas sequer temos a decência de respeitar os direitos humanos mais básicos das vítimas da Ditadura e seus familiares, direitos que são negados ha 26 anos!

Hipocrisia pouca é bobagem.


O imbróglio em torno do Bolsonaro já é conhecido. Suas ofensas à Preta Gil (que a figura grotesca disse ser um mal entendido), seu racismo, sua homofobia, seu desrespeito pela sociedade como um todo... Não vale gastar mais tempo explicando o óbvio.
Jair Bolsonaro se defendeu em seu site, negando que tenha ofendido a cantora Preta Gil. O Deputado Federal e primeiro gay assumido a chegar ao parlamento, Jean Wyllys, anunciou que irá acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Bolsonaro. A OAB-RJ informou que também está processando o Deputado, pedindo sua cassação.

Na noite do dia 29 um grupo de parlamentares, dentre eles Jean Wyllys, Brizola Neto, Manuela d'Ávila e Ivan Valente, apresentou um requerimento ao presidente da Câmara dos Deputados pedindo que se tomem medidas contra o deputado Jair Bolsonaro.

Se dará em alguma coisa, difícil saber. Torçamos.
-----
Várias petições circulam pela rede, exigindo a cassação de Bolsonaro, repasso o link de duas delas, uma da Avaaz e outra no Petição Publica.
------

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os arquivos secretos da Ditadura Militar Brasileira: A Anistia perpétua.

A Ditadura Militar no Brasil durou exatos 21 anos, de 1º de Abril de 1964 (o dia da mentira no Brasil, razão pela qual os militares apontam o dia anterior, 31 de março como dia do Golpe) até 15 de janeiro de 1985 e, durante este período de grande repressão política, 380 pessoas foram mortas (uma boa parte de guerrilheiros de esquerda anti-Ditadura, mas muitos estudantes ou simplesmente cidadãos que não apoiavam o regime), entre as quais 147 continuam desaparecidos e nada se sabe sobre o destino de seus corpos.

Hoje sabe-se que tanto o golpe quanto o regime consequente foram financiados pelos EUA em uma aliança regional entre ditaduras na América Latina chamada de Plano Condor, ou seja, uma rede gerenciada pelos EUA que mantinha ligação efetiva e constante entre os países da região que estavam (ou logo estariam) sob regimes ditatoriais, promovendo a manutenção do status quo e dando apoio logístico e financeiro à derrubadas de regimes democráticos, como o Chile de Salvador Allende, derrubado por Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973.

Durante os chamados "Anos de Chumbo", milhares de brasileiros e brasileiras foram vítimas de tortura sistemática e prisões arbitrárias, inclusive mulheres grávidas e, em alguns casos, crianças, filhos dos presos políticos, assistiam às sessões de tortura. Não se sabe ao certo o número de crianças traumatizadas durante o período.

Pela esquerda, foi organizada às pressas uma resistência armada formada por diversos pequenos grupos compostos majoritariamente por estudantes universitários que praticavam assaltos à bancos (expropriações) para financiar suas ações, dentre elas o sequestro de personalidades e embaixadores estrangeiros. Estes grupos jamais foram grandes u muito fortes e boa parte destes foram desmantelados depois de intensa perseguição, prisões e torturas, além de exílios forçados.

Durante o período que se conhece no Brasil como o da abertura, no final dos anos 70 e começo dos 80, em que a guerrilha tanto urbana quanto rural já havia sido quase totalmente dizimada e durante o momento em que as Forças Armadas começavam a sentir que não poderiam mais se manter no poder - aumento significativo da inflação, aumento significativo da dívida externa brasileira, crise econômica mundial devido à crise do petróleo no mesmo ano, processos de re-democratização em países vizinhos -, foi promulgada a Lei da Anistia.

Em 28 de agosto de 1979, o então ditador, João Figueiredo, promulgou a lei 6.683, conhecida como Lei da Anistia que virtualmente “desculpava” os militares e civis pró-regime que haviam matado e torturado durante o regime de exceção, já prevendo o fim próximo da Ditadura e a possibilidade de processos contra os criminosos.

Militares e civis que haviam torturado e matado centenas de brasileiros em paus de arara, com choques elétricos, afogamento, espancamento dentre outras técnicas passaram automaticamente a serem inimputáveis, ou seja, jamais poderiam ser alcançados pela lei de um regime democrático e julgados por seus crimes.

Crimes como o cometido contra a família de Amélia Telles e Criméia Almeida, presas e torturadas enquanto a segunda encontrava-se grávida. Criméia Almeida ainda teve o marido, André Grabois, e o sogro, Maurício Grabois, assassinados pela Ditadura e criou seu filho sozinha. A filha de Amélia Telles foi presa, aos 5 anos de idade, junto com a mãe e por anos carregou danos psicológicos pela situação a que foi submetida e à sua família.

O Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável pela tortura de Criméia e Amélia, dentre outras centenas, foi o único militar a ser processado e condenado, em 9 de outubro de 2008, passando a ser considerado oficialmente um torturador, ainda que a pena não acarretasse prisão ou pagamento de multa, sendo apenas declaratória.

Até hoje nenhum militar foi punido e os arquivos relativos àquele período permanecem fechados, secretos, impedindo que as famílias dos 147 desaparecidos possam enterrar seus entes queridos e saber da verdade.

Em Abril de 2010 o Supremo tribunal Federal tornou ainda mais difícil a abertura do arquivos e a punição dos torturadores ao julgar a validade da Lei da Anistia e garantir a eterna impunidade daqueles que, em nome do Estado, torturaram e mataram.

Porém, na véspera do natal de 2010, a Corte de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) julgou e condenou o Brasil no caso conhecido como "Guerrilha do Araguaia", em que sobreviventes da guerrilha, dentre eles Amélia Telles e Criméia Almeida, processavam o país, tentando obrigá-lo a reparar as vítimas da Ditadura e revogar a Lei da Anistia.

O governo brasileiro, até o momento, não tomou conhecimento da sentença.

Desde a chamada re-democratização, em 1985, diversos grupos lutam para garantir o direito das vítimas da Ditadura, buscando reparação financeira, condenação aos criminosos, abertura dos arquivos e manter viva a memória histórica nacional. Online, há também uma grande mobilização permanente de blogueiros que buscam dar publicidade a casos de vítimas, pressionam com abaixo-assinados e com blogagens coletivas para manter viva a memória.

A justiça brasileira, mesmo antes da decisão do STF a favor da Anistia, vem dificultando a procura por corpos de desaparecidos, ao mesmo tempo em que o exército demonstra extrema má vontade em buscar pelos corpos de guerrilheiros ainda hoje enterrados em  valas comum na região do Araguaia, no centro do país.

Por outro lado, o governo brasileiro, hoje com uma ex-presa política e ex-guerrilheira como Presidente, Dilma Rousseff, pouco se movimenta no sentido de abrir os arquivos ainda secretos da Ditadura. Durante a discussão no STF sobre a anistia Dilma Rousseff, ainda Ministra de Minas e Energia, declarou acreditar se tratar de "revanchismo" a tentativa dos grupos de direitos humanos de revogar a Lei e deu total apoio à decisão.

O então Presidente Lula, por sua vez, elevou o tempo para que arquivos secretos sejam divulgados para o público, tornando impossível para os sobreviventes terem acesso mesmo a seus processos em tribunais militares enquanto viverem.

As últimas ações do governo federal foram todas no sentido de não entrar em confronto com as Forças Armadas e, por outro lado, de confrontar os sobreviventes e vítimas da Ditadura e negar-lhes seu direito e o direito de toda a população brasileira, de conhecer e passar a limpo seu passado.
Passados 26 anos da re-democratização, o passado do país ainda está envolto em uma cortina negra de segredos e mentiras e os ativistas se perguntam: Até quando?

----
Este artigo foi publicado originalmente ontem, no Latin American Bureau

Recomendo também a leitura de post do Global Voices sobre a Blogagem Coletiva pela Abertura dos Arquivos, #DesarquivandoBR
------

domingo, 19 de dezembro de 2010

Jair Bolsonaro, a detestável representação da sociedade?

Jair Bolsonaro é uma figura impressionante. E detestável.

Se existe um preconceito no mundo que não tem nome, apresente-o ao deputado Bolsonaro e este fará escola.

É simplesmente impressionante a quantidade de ódio que pode existir em apenas uma pessoa. Esta figura é "apenas" contra os Direitos Humanos, contra os Direitos dos Homossexuais, contra a Democracia (é saudoso da Ditadura).... É contra medidas afirmativas, é contra o tratamento humano de presos... Enfim, é uma pessoa contra a vida - desde que não seja a sua vida e a de quem segue sua cartilha.

Cada vez que este ser detestável sobre à tribuna da Câmara ficamos arrepiados com a torrente de absurdos que saem de sua boca.



A ultima é uma homofobia extremada e, ainda por cima, baseada em argumentos mentirosos e facilmente verificáveis.
Um adolescente que tentava gostar de futebol para agradar o pai, mas nunca conseguiu se sair bem no esporte é o pano de fundo da narrativa do curta “Encontrando Bianca”, produzido por uma empresa para o Ministério da Educação (MEC). O vídeo, ainda em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, fará parte de um kit (composto de mais outros dois vídeos e um guia de orientação aos professores) que será enviado a 6 mil escolas de ensino médio no ano que vem. A proposta do material é combater a homofobia nos colégios do País.

José Ricardo, o adolescente em questão, decide assumir uma nova personalidade. Ele se torna Bianca. No vídeo ao qual o iG teve acesso, afirma que as roupas, as brincadeiras e o universo masculino como um todo nunca se pareceram com o que sente ou gosta. A personagem conta que decidiu enfrentar o preconceito da família e dos colegas porque, por outro lado, recebe apoio de amigos e sonha se tornar uma professora e contribuir para um mundo melhor.
Um adolescente que tentava gostar de futebol para agradar o pai, mas nunca conseguiu se sair bem no esporte é o pano de fundo da narrativa do curta “Encontrando Bianca”, produzido por uma empresa para o Ministério da Educação (MEC). O vídeo, ainda em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, fará parte de um kit (composto de mais outros dois vídeos e um guia de orientação aos professores) que será enviado a 6 mil escolas de ensino médio no ano que vem. A proposta do material é combater a homofobia nos colégios do País.

José Ricardo, o adolescente em questão, decide assumir uma nova personalidade. Ele se torna Bianca. No vídeo ao qual o iG teve acesso, afirma que as roupas, as brincadeiras e o universo masculino como um todo nunca se pareceram com o que sente ou gosta. A personagem conta que decidiu enfrentar o preconceito da família e dos colegas porque, por outro lado, recebe apoio de amigos e sonha se tornar uma professora e contribuir para um mundo melhor.
Isto tudo praticamente na mesma semana e que já havia recomendado dar palmadas em crianças com "tendência gays". Bolsonaro não só alimenta o preconceito, como chega ao ponto de recomendar o uso da violência para conseguir seus objetivos. gays devem ser criminalizados e espancados, segundo o deputado.

Na Comissão de Direitos humanos a figura teve a atenção chamada, foi levemente repreendido por seus pares e nada mais foi feito. E nem será.


Pior de tudo é saber que Bolsonaro é do PP, partido que faz parte da base aliada do governo Lula.

O pior de tudo é saber que este ser nefasto foi e continuará a ser eleito! Representa uma parcela significativa de canalhas da mesma estirpe.

Representa uma parcela da população que, infelizmente, acaba tendo o discurso - ou parte dele - reproduzidos pela maioria da população, que se opõe ao casamento gay, aos direitos de adoção por casais homossexuais, se opõem ao aborto...

O pavor é ver que este discurso não é exceção. Talvez seja na forma, no tom canalha, mas não na fórmula geral, na intenção.

Infelizmente, sua posição não é exceção. Pode até não ser a regra, mas está perto. O ódio é imenso, talvez não encontre tanto eco, mas o conteúdo de seu discurso não diverge muito daquilo que pensa o cidadão médio, conservador, interessado apenas em seu umbigo.

É a total e completa intolerância pela diversidade, pela diferença, em aceitar que o mundo é maior do que os preconceitos arraigados de uma sociedade.
------