Mostrando postagens com marcador União Européia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador União Européia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Alguns rápidos comentários sobre o #Brexit


O voto dos mais velhos e dos mais pobres/menos educados pesou fortemente na Inglaterra, assim como o voto identitário: Quanto mais inglês e menos Britânico, mais forte o voto pelo #Brexit
Escoceses e Norte Irlandeses votaram em peso pela permanência independentemente de fatores educacionais e etários. Gales ainda é uma incógnita para mim, pese à primeira vista as áreas onde mais se fala o Galês tenham em geral se dividido no voto pela permanência/saída.
A questão dos mais velhos e dos menos educados/mais pobres é importante, porque trata-se em boa parte daqueles que se sentem deixados pra trás, dos que mais se ressentem da imigração. Muitos vivem sem aquecimento, com salários achatados, passando dificuldades e pensam que com menos imigrantes e com o #Brexit sua situação melhoraria. Não é um voto desprezível, pese o raciocínio por trás não seja de todo inteligente. Claro, partidos de caráter fascista aproveitaram o embalo.

Importante notar que a falta de políticas sociais, como affordable housing, pode ter pesado nesse voto. A classe operária teme o contínuo influxo de imigrantes que "roubam" empregos e aqui lembramos de Zizek, que critica a falta de capacidade das elites políticas em lidar com a imigração e de reconhecer o temor daqueles em geral mais afetados (os que recebem menos e tem menor especialização). Não importa se o temor é ou não justificado, ao não tratar da questão, ao não discutir, acaba-se abrindo flanco para ataques da extrema-direita e para euro-céticos. 

É preciso ter em mente que muitos dos votos da classe operária pelo Brexit, mesmo que diante do temor da imigração, não é, em si, racista, mas é mais fácil chamá-lo dessa forma do que lidar com a raiz dos problemas.
From my research I would argue that the referendum debate within working-class communities is not about immigration, despite the rhetoric. It is about precarity and fear. As a group of east London women told me: “I’m sick of being called a racist because I worry about my own mum and my own child,” and “I don’t begrudge anyone a roof who needs it but we can’t manage either.

A Europa merece muitas críticas, mas é na união que se faz o debate e não cada um por si.

Curiosamente, as regiões inglesas que mais votaram pelo Brexit são as que mais dependem economicamente da União Europeia.

Imediatamente após os resultados o Sinn Feinn (nacionalista irlandês) emitiu nota contra a decisão e isso pode acabar sacudindo o processo pela independência da Irlanda do Norte, que há alguns anos está estacionado.

Na Escócia, o caminho provável é o da independência através de um novo referendo. Não deixa de ser irônico que durante o referendo passado o Reino Unido afirmava que se a Escócia votasse pela independência, sairia também da União Europeia, mas foi ficar na união com a Inglaterra, Gales e Irlanda do Norte que custou à Escócia sua permanência na UE.

Não deixo de pensar que a decisão pelo #Brexit foi muito mais influenciada por um medo (artificial) da imigração do que de forma refletida, baseado em prós e contras reais. O Conselho da Cornuália, por exemplo, espera manter o financiamento da União Europeia, algo que obviamente não vai acontecer. 

O voto dos que se sentiram excluídos e vítimas de políticas de austeridade
E isto pode colocar em perigo o processo de renascimento da língua Córnica. Na verdade o Brexit coloca em perigo a sobrevivência de línguas minoritárias como o Galês, o Gaélico (irlandês e escocês), o Scots e o próprio Córnico. 

“If our countries left the European Union, we would be excluded from the rights shared by European citizens. We would furthermore be at the mercy of governments that have shown neither the interest nor the desire to protect and promote the rights of speakers of our nations and regions’ languages, and have throughout much of our shared history conducted aggressive language policies designed to eradicate our languages.
“Neither would we have access to European language project funding, which would be detrimental to non-governmental and educational bodies.
“Leaving would impede our young people’s prospects and employability; European funding has offered vital investment for many of our communities’ economies.
“The EU has been, and can be further still, a great bastion of hope for the minoritised languages of our countries.”
Longe de negar (ou afirmar) que imigração não seja um "issue", não é separando o Reino Unido da União Europeia que o problema será resolvido.

E sanguessugas como a Marine Le Pen já começaram a tentar se aproveitar. Importante notar que não apenas a extrema-direita ficou feliz, mas muitos na extrema-esquerda também. A tese de alguns é a de que o fim da União Europeia significaria o fim do capitalismo ou ao menos facilitaria a luta contra ele. O que acontece, na verdade, é que apenas força o capitalismo a se reinventar diante das dificuldades e todos sabemos quem serão as primeiras vítimas desse processo. Setores da esquerda, na ausência de projeto concreto e viável, embarcam em projetos fracassados como se não houvesse amanhã. 

Como já disse, a UE merece críticas, muitas, mas a desintegração não é o caminho. Melhor o trabalho dentro de marcos comuns, de um processo de integração, do que cada um por si. É mais fácil (ou talvez menos difícil) buscar mudanças por dentro de um processo de integração ou de um bloco integrado, do que cada um no seu quadrado.

Enfim, meu sentimento, compartilhado por muitos:
------

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Crise grega: Papandreou é o Jânio Quadros que deu certo?

O primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, venceu mais uma no seu teatrinho grego perfeitamente encenado. Conseguiu sua esperada aprovação no parlamento, que reafirmou mais uma vez sua confiança no governante. Uma vitória para ele, para a União Européia e, principalmente, para os bancos.

Há alguns dias Papandreou surpreendeu o mundo com o anúncio de que iria realizar um referendo para que a população decidisse se a Grécia iria aceitar os termos impostos pela UE para o salvamento (sic) do país.

Revolta de um lado, surpresa do outro, muita confusão... Mas, no fim, uma farsa muito bem ensaiada. Papandreou é o Jânio Quadros que quase deu certo.

Suas bravatas, ao contrário das do ex-presidente brasileiro, foram engolidas. Não pelo povo, mas pelo parlamento, o que escancara que tipo de democracia a Europa adotou para resolver seus problemas.


Primeiro ato

Sua tentativa-farsa de um referendo para que a população decidisse o futuro da Grécia, o pagamento das dívidas feitas e a aceitação de novos "pacotes" financeiros lembrava em muito os referendos feitos na Islândia em que a população soberanamente decidiu que não iria aceitar pagar pelas dívidas contraídas por seus bancos.

Os islandeses se recusaram a permitir que o governo pagasse, com dinheiro do povo, o rombo que seus bancos causaram. Os bancos eram os responsáveis e não cabia à população pagar pelos prejuízos que especialmente o Reino Unido e a Irlanda tiveram. E as "terríveis conseqüências" anunciadas por estes e outros países, até o momento, não se concretizaram.

Hoje, a Islândia está em franca expansão, com uma constituição escrita colaborativamente pela população e experimentando os benefícios da democracia participativa, e não a "democracia" dos bancos e das organizações financeiras internacionais.

Uma derrota doída para o mercado que, obviamente, não podia permitir uma repetição que se tornasse a regra.

------

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Berlusconi caiu....

... e isto não significa nada.

Não significa, pois Berlusconi sai do governo, mas continua no poder. Ainda é o homem mais rico e poderoso da Itália, continua sendo a eminência parta da direita italiana e detém amplo poder midiático no país.

Sua queda significa o mesmo que a de Papandreou na Grécia. Ambos saem chamuscados (ainda que o grego saia mais por cima, tendo conseguido enganar todo o país com um pseudo-referendo que resultou em uma coalizão ampla com a direita para aprofundar as políticas opressivas européias), mas não deixam o cenário político, ainda que possam cair em uma auto-induzida invisibilidade pública momentânea, esperando a poeira baixar.

Berlusconi, porém, dificilmente conseguiria ficar invisível. Não necessariamente pela política, mas por suas amantes e sua vida pra lá de... animada. Como cheguei a ouvir (não me recordo a autoria), Berlusconi sai da vida para entrar na boate.

Porém, aquilo que realmente importa, partidos, políticos e sistema corrupto continuam sendo os mesmos.

------

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os custos de um casamento real para o povo...

...vão além do mero valor do dinheiro.

Não se sabe ainda quanto custará o casamento do Príncipe William com Kate Middleton, mas poucos se importam.

A família da noiva desembolsará 257 mil reais, enquanto a família real britânica arcará com o resto (e o Estado com os custos de segurança e outros...). O casamento de Lady Di com Charles custou pelo menos 48 milhões de dólares, este deve ser mais "em conta", mas, ainda assim, é uma afronta.
---
Ao menos 12 milhões de dólares custará o casamento. Módico, não? São tempos de crise!
---
O dinheiro para a cerimônia sairá quase que exclusivamente dos bolsos do contribuinte. Exceto o valor pago pela família da noiva, todo o resto vem do povo, pois de onde será que vêm o dinheiro da família real, senão dos impostos? Qual o sentido na população de um país pagar pela vida de luxo de quem simplesmente nasceu achando ter este direito?

Mas este é o menor dos problemas. A economia do Reino unido receberá cerca de 1.35 bi de reais só com a compra de produtos comemorativos, turismo, alimentação e hospedagem de convidados, turistas, curiosos...

Isto, em teoria, serviria pra balancear a situação. O Estado gasta alguns milhões com um casamento e em troca o Estado recebe bilhões em divisas. Mas não é assim tão simples.

Em primeiro lugar, há a aberração inicial do povo ser forçado a sustentar o luxo de uma família real. Mas segundo pesquisas, o povo está satisfeito com a situação, então passemos adiante.

Em segundo lugar há o problema de que todos pagam imposto, irrestritamente, mas apenas alguns setores irão se beneficiar da entrada de capitais. Aqueles que foram demitidos durante a crise, ou que foram precarizados dificilmente se beneficiarão de qualquer nova entrada de divisas vindas do casamento. Este que pode fortalecer provisoriamente alguns setores da economia, mas não reerguer sua totalidade ou mesmo beneficiar a todos que pagam por ele.

Podemos ter a criação de empregos temporários durante o evento? Sim. Mas só isto, temporários.

E, o ponto principal, a crise mundial. O Reino Unido passa por uma crise imensa (uma crise mundial, claro), em que cortes de gastos vem precarizando diversos setores, como a saúde e a educação. Antes um modelo, a educação britânica vem sendo sucateada. Milhares de estudantes (cerca de 500 mil em um só dia) já marcharam por Londres para protestar contra os cortes que ainda farão o valor das universidades aumentar, possivelmente inviabilizando o acesso à educação superior para muitos.

E nada disto vai mudar com o casamento real. A educação continuará precarizada, a saúde continuará a sofrer ataques, os funcionários públicos demitidos continuarão sem empregos. Alguns setores da economia se beneficiarão? Sim. Mas pra isso TODOS terão de pagar. Todos pagam, uns se beneficiam e o recado está dado.

O recado de que a elite não se curvará frente à crise. continuará a ostentar e desfilar sua riqueza não importa o que aconteça.

Governos do mundo todo pedem contenção, austeridade, corte de gastos... Na Espanha uma imensa crise pelas viagens de primeira classe de Eurodeputados enquanto o povo recebe salários de fome.

Mas para a família real britânica e sua elite, pouco importa. Se o povo passa fome, se perde empregos, se não consegue ter educação ou saúde, não importa. Importante é o casamento real para que um grupo de desocupados continuem a demonstrar sua superioridade perante o povo que, como macacos amestrados, irão aplaudir, se emocionar e rezar para que os ricos fiquem ainda mais ricos.

Algumas horas depois, ou talvez alguns dias depois, a ficha cairá pra alguns, que voltarão às suas casas humildes e continuarão a procurar por emprego para sobreviver. Mas a maioria ficará eternamente hipnotizada pelo espetáculo midiático ímpar, que vende a riqueza como suprema felicidade, ou melhor, a riqueza dos outros como suprema felicidade.

Trata-se de mais do que o valor do casamento ou mesmo das divisas que retornarão e se multiplicarão, mas da imagem, da mensagem. Ostentação é a ordem, a moda e a crise deve ser enfrentada com gastos, com desperdício... Mas apenas pela elite! O povo deve continuar a apertar os cintos e proporcionar a felicidade dos que estão no andar de cima.

O mundo gira, mas continua no mesmo lugar.
------

quinta-feira, 24 de março de 2011

Como acabar com o Terrorismo? Finja que ele não existe.

O Comissário para a Segurança e Justiça da União Européia, Franco Frattini, é um daqueles seres que preferem censurar a atacar os problemas. E, pior ainda, não consegue sequer compreender a origem dos problemas que tenta atacar.

Como todos sabem, os maiores terroristas, hoje, são os EUA e os países membro da União Européia. Estes países invadem "intervém", influenciam, desrespeitam a soberania e exportam terrorismo para os demais países do mundo, mas se sentem pobres vítimas da resposta armada em seus territórios.

Meu objetivo aqui não é tratar do terrorismo em si, acredito que todos já saibam quem são de fato os reais terroristas, mas sim mostrar o quão ridículos são os políticos que fingem não compreender o mundo que os cerca e preferem apenas o caminho mais fácil, o de censurar a rede, de censurar os cidadãos.

Ao invés de compreender a gênese do terrorismo - a resposta aos atos das potências -, a solução encontrada pro Frattini para "acabar" com o terrorismo é simplesmente proibir que pessoas pesquisem o termo na internet ou o escrevam!

É realmente uma jogada de gênio! O terrorismo não irá acabar, mas apenas seremos impedidos de escrever sobre ele e de ler sobre na internet! Os Estados poderão dizer que acabaram com o Terrorismo, afinal, se você não pode encontrar nada sobre o assunto na rede, então não deve existir! Se não tem no Google, não existe de verdade!

Gênios!

Não, não é brincadeira, vejam no link da Reuters e em português.

"I do intend to carry out a clear exploring exercise with the private sector ... on how it is possible to use technology to prevent people from using or searching dangerous words like bomb, kill, genocide or terrorism,"
A solução para todos os problemas não é efetivamente atacá-los, entender o porque das pessoas procurarem por instruções de como fazer bombas, por exemplo, mas simplesmente fingir que o problema não existe apagando-os da internet!

Aliás, que eu saiba, antes da internet já existia terrorismo, bombas, atentados, genocídios... Novamente, a eterna imcompreensão do que significa e para que serve a internet, que nada mais é que um potencializador, um facilitador, e não a causa dos problemas do mundo.
“Atualmente a internet é um lugar estratégico para que grupos extremistas armados compartilhem informações , estabeleçam contatos e façam propaganda de suas atividades”
Fico me perguntando também como ficam os pesquisadores - e eu me incluo no grupo - cujos trabalhos tem relação com os termos proibidos. Ou mesmo como orgnaizações de direitos humanos e a própria ONU irão publicar online seus relatórios sobre genocídios, abusos e etc se os termos estarão censurados!?


Os gênios da União Européia - não surpreende se os EUA apoiarem entusiasticamente a proposta - devem achar que, proibindo o uso e a pesquisa destes termos, o mundo se tornará um lugar mais seguro... Mas será que eles mudarão seu modus operandi ou continuarão a, efetivamente, usarem táticas terroristas?


Os Estados continuarão a ter o privilégio de serem os únicos a fabricar e usar bombas contra o povo, sem resposta? Continuarão a cometer genocídios com apoio da chamada comunidade internacional sem que haja uma reação?


A solução para todos os problemas do Estado é sempre a censura. HADOPI, AI5Digital/Lei Azeredo, ACTA e tantos outros projetos que visam apenas garantir o privilégio de empresas, de conglomerados privados e do Estado, limitando o raio de ação e a liberdade do povo.
------

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Amnistia Internacional, novamente, condena Espanha

A Espanha já foi condenada pela ONU, pela União Européia, pela Amnistia Internacional... Todas mais de uma vez e, ainda assim, permanecem desrespeitando diariamente os direitos humanos, em especial os direitos do povo Basco, que é submetido diariamente à torturas, ameaças, censura e processos descabidos.

Os motivos para as condenações são vários, desde sistematicamente torturar a população Basca, passando pela prática de manter dias a fio um suspeito "incomunicado" até a ilegalização de partidos políticos, criminalização de marchas e protestos, prisões arbitrárias e censura.

Em tempos de sérias discussões sobre um referendo pró-independência na Escócia,uma discussão franca e aberta, a Espanha prefere tapar os olhos e ouvidos enquanto tortura o povo Basco sem dar-lhes a opção de decidir seu próprio futuro.

Veja o documento completo da Amnistia neste link.


Para a Amnistia Internacional (AI) é claro: «Nenhum outro país da União Europeia mantém um regime de detenção com restrições tão severas aos direitos das pessoas detidas». Uma afirmação incluída num relatório que critica o facto de que uma pessoa detida «desapareça durante dias». Por isso, pede ao Parlamento espanhol que derrogue a legislação existente sobre a detenção incomunicada e garanta a protecção dos direitos dos presos.

A Amnistia Internacional tornou público ontem à noite um relatório no qual se afirma que «Espanha deve pôr fim à prática da detenção em regime de incomunicação, que viola os direitos das pessoas privadas da sua liberdade».

Na apresentação, Nicola Duckworth, directora do Programa para Europa e Ásia Central da Amnistia Internacional, referiu que «é inadmissível que na Espanha actual uma pessoa detida por qualquer motivo desapareça durante dias, como que engolida por um buraco negro. Esta falta de transparência pode ser utilizada para ocultar violações de direitos humanos».
O maior problema é que os sucessivos governos espanhóis não só não tomaram qualquer medida para erradicar a incomunicação, apesar dos apelos que vêm sendo feitos há mais de dez anos por organismos da ONU e do Conselho da Europa (concretamente, em 1995, 1997, 2002, 2003 e 2008), como «actuaram em sentido oposto».

De acordo com um estudo realizado pela AI e publicado com o título Espanha: sair das sombras. Chegou a hora de pôr fim à detenção em regime de incomunicação, a actuação das autoridades espanholas viola pelo menos sete pactos, convénios e regras internacionais que procuram garantir os direitos das pessoas detidas.

A angústia dos familiares
É motivo de escândalo que a Lei espanhola de Instrução Criminal permita manter uma pessoa reclusa em regime de incomunicação até 5 dias em todos os casos e até 13 se for suspeita de delitos de terrorismo. Este período de 13 dias é composto por uma fase que pode ir até 5 dias de incomunicação sob custódia policial, a que podem ser acrescidos outros 5 dias de incomunicação em regime de prisão preventiva. Além disso, em qualquer fase da instrução o juiz pode ditar mais três dias de detenção em regime de incomunicação.
«Durante a sua detenção em regime de incomunicação, a pessoa não pode falar com um advogado nem com um médico por si escolhido - recordou Nicola Duckworth. A sua família vive com a angústia de não saber o que lhe aconteceu, e muitas pessoas detidas em regime de incomunicação afirmam ter sido sujeitas a tortura ou maus tratos, apesar tais denúncias raramente serem investigadas».

Neste sentido, a Amnistia Internacional considera motivo de profunda preocupação a propensão das autoridades espanholas para qualificar todas as denúncias de tortura ou maus tratos a pessoas detidas em regime de incomunicação como tácticas de uma estratégia organizada para desacreditar o Estado. Quando estas reacções têm lugar antes de que se investiguem tais denúncias, «apenas se está a contribuir para gerar um clima de impunidade pelos actos de tortura e outros maus tratos». Esta atitude também infringe a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, segundo a qual o Estado espanhol é obrigado a garantir uma investigação rápida e imparcial sempre que haja motivos razoáveis para crer que se cometeu um acto de tortura.

Somatório de violações
O relatório da Amnistia Internacional constata que durante o período de incomunicação se acumulam, uma atrás da outra, diversas violações dos direitos da pessoa detida.
A primeira violação de direitos é que o detido não pode contar com um advogado da sua confiança, mas a isto vem juntar-se, desde o início, o facto de nem sequer o advogado de ofício estar presente em todos os interrogatórios ou poder manter em qualquer momento uma comunicação em privado com a pessoa presa.

A Amnistia Internacional afirma que «um representante de uma associação profissional de juízes» e «outros profissionais da justiça» reconheceram a existência de interrogatórios «informais» (sem advogado). A informação obtida num interrogatório sem advogado, e no qual pode ter havido pressões físicas ou psicológica ilegítimas, não é admissível em tribunal, mas a organização constata que relatórios policiais apresentados como provas fazem referência a dados obtidos nestes interrogatórios «informais».
Para além disso, nos interrogatórios «formais» não se permite que os advogados de ofício tenham um papel activo ou façam perguntas ao detido, como lhes compete por direito. Os advogados que fazem questões e tentam falar ou pedem o número de identificação aos agentes para que fique registado «afirmam que estes os tratam de forma agressiva e intimidatória».

Maus juízes e maus médicos
No passo seguinte, o da supervisão judicial da detenção, a Amnistia Internacional constata que as Forças de Segurança do Estado solicitam a incomunicação de maneira sistemática, sem uma motivação particular para cada caso, e os juízes concedem-nas de forma «estereotipada».
Por outro lado, o próprio presidente da Sala Penal da Audiência Nacional espanhola reconhece que os magistrados «raras vezes» se interessam pessoalmente pela detenção ou pelo detido durante o período de incomunicação. A Amnistia Internacional assinala que, se essa atitude não viola nenhuma norma jurídica, «pode ser considerada uma deficiência profissional».

A assistência médica aos detidos também não sai bem vista do relatório da Amnistia Internacional. Também neste campo se acumulam as faltas de garantias. A primeira reside no facto de, na maioria dos casos, não ser permitida a presença de um médico de confiança da pessoa detida. A isto se vem juntar-se o facto de, também em muitas ocasiões, ser «frequente haver polícias presentes no exame médico», pelo que - diz a AI - o detido «se pode sentir intimidado e guardar silêncio sobre os maus tratos sofridos».

Mas a organização recorda ainda que «um estudo publicado em Novembro de 2008 pela revista Forensic Science International, no qual se examinavam 425 relatórios médicos sobre pessoas detidas em regime de incomunicação no País Basco entre 2000 e 2005, concluía que a qualidade dos relatório era 'inaceitável' e que estes reflectiam 'exames médicos insuficientes e inadequados'. A maioria dos relatórios carecia de estrutura formal, continha informação inadequada sobre lesões e sobre o estado de saúde e não incluía conclusões do médico forense sobre a adequação das lesões às denúncias de maus tratos. Nenhum dos documentos seguia as normas recomendadas pelo Comité Europeu para a Prevenção da Tortura».

Por tudo isto, a que se acrescenta a falta de informação à família do detido sobre a sua situação, a Amnistia Internacional exige a derrogação da incomunicação.
I.I.

Fonte: ASEH

Veja as recomendações da AI para a Espanha neste link. De tão simples e óbvias parece até um absurdo. A Espanha não permite sequer a presença de um advogado para acompanhar um suspeito e, por "suspeito" compreenda qualquer Basco Nacionalista, mesmo que este esteja apenas passeando no parque.

--------------------------------------

Como era de se esperar, o Governo Espanhol fez pouco caso. Tortura, incomunica e desrespeita os direitos humanos sem que recaia qualquer culpa sob as cabeças dos criminosos travestidos de legisladores.

El Gobierno vasco rechaza revisar la incomunicación de los detenidos

PNV, Aralar, EA y EB pretendían impulsar la reforma de la ley actual

E. C. | VITORIA

El Gobierno vasco rechazó ayer tomar en consideración una proposición de ley presentada por el PNV, Aralar, EA y EB para proteger «los derechos de las personas que se encuentran detenidas, retenidas o en dependencias policiales». El Ejecutivo considera en su argumentación que la actual legislación ya garantiza esos derechos y descarta la iniciativa de los partidos de la oposición, que tiene su origen en un informe de Amnistía Internacional que cuestiona la incomunicación de los arrestados.

En un comunicado, el Ejecutivo de Vitoria manifestó ayer que la vigente Ley de Enjuiciamiento Criminal es plenamente «garantista» de los derechos humanos de las personas detenidas en dependencias policiales y citó para apoyar su postura el artículo 520 de la norma. Ésta establece que la detención y la prisión provisional «deberán practicarse en la forma que menos perjudique al detenido o preso en su persona, reputación y patrimonio».

El antiguo tripartito y Aralar pretendían que se pusiera fin a los períodos de incomunicación de los arrestados, tal y como exige el último informe de Amnistía Internacional, que ve «inadmisible» que en España una persona detenida «pueda desaparecer durante días como tragada por un agujero negro». Los grupos nacionalistas y EB se adhirieron ayer a través de una nota conjunta de sus grupos parlamentarios al documento hecho público por la organización pro derechos humanos y lamentaron que precisamente en este momento el Ejecutivo de López -a su juicio, haciendo «seguidismo» del Gobierno central-, haya rechazado tomar en consideración la reforma de la ley que demandaban.

PNV, Aralar, EA y EB exigían además que se instalasen equipos de grabación en todas las comisarías «para poner fin a los espacios de impunidad y evitar posibles casos de tortura», según recalcaron ayer, o que al menos el Parlamento vasco obligase al Congreso de los Diputados a debatir la modificación de la ley. «Están en entredicho derechos humanos básicos y el fortalecimiento, o debilitamiento, de la democracia», advirtieron.

En la iniciativa se planteaba recoger en la norma un párrafo que aludiese a que «las autoridades responsables de la custodia de la persona detenida realizarán las grabaciones en los locales de detención, de forma que se compatibilice la garantía de sus derechos fundamentales e intimidad, así como la seguridad de los funcionarios intervinientes». Además se proponía la derogación de dos artículos más de la ley.
------

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Euskal Herria: PSOE e sua Democracia

Depois dos 115 mil votos recebidos pela Iniciativa Internacionalista em Euskal Herria (de um total de mais de 175 mil na Espanha) o Lehendakari do País Basco, o Sociofascista Patxi Lopez, do PSOE (em aliança com os Franquistas do PP), anunciou qe tomará medidas duras contra os Abertzales e deixa subentendido que fará o possível para calar a boca de uma imensa parcela da população Basca.

A polícia será cada vez mais usada na repressão à manifestações nacionalistas e pró-independência, o que significa mais tortura, mais prisões arbitrárias e mais repressão contra o povo Basco por parte de um partido que já financiou e apoiou o grupo terrorista GAL e que constantemente busca destruir a cidadania Basca.

Desde Gara:

Patxi López llama a ser "mucho más contundentes" con la izquierda abertzale

El lehendakari Patxi López ha hecho un llamamiento a ser "mucho más contundentes" contra la izquierda abertzale tras los buenos resultados que ha obtenido en las elecciones del domingo, que para López "no son una buena noticia".

10/06/2009 13:56:00

BILBO-. En una entrevista en RNE, Patxi López ha opinado que el hecho de que Iniciativa Internacionalista haya logrado 115.000 votos en Gipuzkoa, Bizkaia y Araba refleja que, "desgraciadamente, ese mundo del abertzalismo radical sigue teniendo su fuerza" y que hay que ser "más contundentes a la hora de deslegitimar todo lo que supone un acercamiento a la violencia, todo lo que supone una cobertura política de la violencia y del terrorismo, de todo lo que supone respaldo social para quien únicamente entiende que los objetivos políticos se consiguen mediante el atentado, el asesinato, la amenaza y la extorsión".

"Desde luego, tenemos que ser, desde la política, mucho más contundentes a la hora de intentar que no haya ni un solo espacio público para los que no asumen los herramientas de la democracia. Y creo que ahí debemos implicarnos absolutamente todos. Demasiados espacios ha habido en este país para hacer proselitismo de la violencia", ha señalado.

El lehendakari del Gobierno de Lakua ha abogado por "evitar" que haya "plazas públicas que tienen como trofeo los cuadros en los que aparecen las caras de los que han asesinado a los vecinos y espacios públicos en los que se pueda dar cobertura a la violencia en declaraciones y en míitines", y ha emplazado a los medios públicos, y más en concreto a EiTB, a "ser beligerantes contra esa legitimación de la violencia".

López ha insistido en que "no es una buena noticia que quien no asume los principios democráticos haya podido tener representación en unas elecciones democráticas", por lo que ha reiterado su llamamiento a ser "más contundentes en ese sentido. No me ha parecido ninguna buena noticia que haya habido una posibilidad de que ese mundo jugara, una vez más, con la democracia en estas elecciones", ha repetido.

Cambio en el mapa electoral

Preguntado por si es consciente de que el mapa electoral cambiaría si la izquierda abertzale pudiera concurrir a todos los comicios sin ser vetada, su respueta ha sido que "ojalá se decidan a hacer política y hagan lo único que tienen que hacer para hacer política, que es romper amarras con ETA, decirle que desaparezca y hacer política como los demás".

"No se les exige nada que no se nos exija a los demás: hacer política con la palabra, con su capacidad de convencer, con la parte de razón que crean que le corresponde y con los votos, pero nunca con el recurso de la violencia", ha señalado.

López ha asegurado que si eso ocurriera sería "una magnífica noticia para este país, para el conjunto de España y para todos los ciudadanos".

Por la tarde, ha intervenido ante el Comité Nacional del PSE, máximo órgano del partido entre congresos, que entre los puntos del orden del día tiene la convocatoria del VI Congreso ordinario de la formación, que llevará el próximo mes de octubre a renovar la dirección del partido.

"Desterrando el conflicto político"

Durante su alocución, se ha mostrado "legitimamente orgulloso" de la actuación de su Ejecutivo. "En sólo un mes, estamos empezando a dar la vuelta al país, preocupándonos por lo que preocupa a la gente y desterrando el conflicto político que no tenía más soporte que las pretensiones, a veces obsesiones, de algunos dirigentes", ha asegurado.

Ha señalado que el Ejecutivo que preside gobierna "con humildad", porque "sabe que el poder no es suyo, sino de los ciudadanos y ciudadanas que se lo han"prestado para gestionarlo estos cuatro años".

Ainda no Gara, a Iniciativa Internacionalista denuncia a expulsão de um de seus representantes da recontagem de votos realizada em Barcelona e em várias outras zonas o acesso aos votos nulos foi proibido aos representantes da II.

A Iniciativa Internacionalista não foi a única formação a denunciar irregularidades, como mostrei aqui, mas também a candidatura Europe de los Pueblos-Verde denunciou erros (fraudes) em alguns locais de Nafarroa.
------

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eleições Européias: Possíveis fraudes na Espanha


O Gara apurou uma série de irregularidades (fraudes?) na votação de domingo para o Parlamento Europeu.

Pelo menos 1.800 votos que deveriam ir para a Iniciativa internacionalista acabarma com partidos desconhecidos, como POSI e Aliança Nacionalista Asturiana e el algumas cidades de forte presença Nacionalista a II não conseguiu sequer um voto. Em pelo menos 24 localidades de Euskal Herria e Nafarroa foram encontradas irregularidaes e muitas outras começam a aparecer em toda a Espanha.

Caso se confirmem as fraudes, esses 1.800 votos colocariam a Iniciativa internacionalista como Terceira força em Euskal Herria, passando o PP por cerca de mil votos.

Eu havia dito antes:
"Em Euskal Herria, a II mostrou sua força e se colocou como a quarta maior força regional, pouco atrás do PP, com uma diferença de menos de 800 votos e 15,85% da preferência. Em Nafarroa, a II logrou o terceiro lugar, com pouco mais de 22 mil votos e 11,46% da preferência."
"Curiosamente" os votos da II acabarm nas mãos da Direita Espanholista, na maior parte dos casos, e em outros, nas listas totalmente desconhecidas - este o fato que levou às maiores suspeitas.

Além disso verificou-se um número muito grande de votos nulos (57 mil) e brancos ( 125 mil), em uma eleição marcada pela abstenção e um incremento de mais de 33 mil votos brancos no país.

Por fim, ainda verificou-se a falta de "papeletas" de votação da II em várias localidades pela Espanha e em alguns casos várias papaletas continham erros de impressão, o que poderia invalidar as mesmas.

Desde Gara e mais informações aqui:

Constatan desviaciones de votos de Iniciativa Internacionalista en al menos 24 localidades vascas

El cómputo realizado en Hego Euskal Herria por los interventores de II-SP otorgan a la candidatura liderada por Alfonso Sastre la tercera fuerza en la CAV, al igual que en Nafarroa. GARA ha podido comprobar que el Ministerio del Inte- rior español ha despojado a esta lista de al menos 1.800 votos en 24 municipios vascos. El espectacular incremento de vo

tos nulos y blancos en el Estado español hace, además, sospechar que las irregularidades han sido una constante.

bozkak.jpg

Oihana LLORENTE |

En la noche del domingo, el Ministerio español de Interior otorgó 113 votos a la candidatura POSI en Amezketa y ninguno a II-SP. Éste fue uno de los datos que encendió la alarma, pero durante la jornada de ayer la cascada de informaciones sobre la alteración de resultados fue incesante. Y más aún en el resto del Estado español, donde ha llamado la atención sobremanera el alto número de votos nulos (98.079) y blancos (220.179), máxime cuando l

a abstención marcó la jornada electoral.

En lo que respecta a Hego Euskal Herria, hay datos constatados. GARA ha podido comprobar que hay al menos 1.800 votos que los interventores de II-SP constataron como suyos pero que en el escrutinio oficial, realizado por el Ministerio español, han ido a parar a otras candidaturas. Esta

cuantía de votos altera el escrutinio final situando a la lista encabezada por Alfonso Sastre en tercera posición en el conjunto de Araba, Gipuzkoa y Bizkaia, al igual que ocurre en Nafarroa.

Al parecer la irregularidad no se produce a la hora de contabilizar los datos en las mesas electorales, ya que como se muestra en la imagen superior las actas de registro del escrutinio asignan, en la mayoría de los casos, esos votos a la candidatura de Alfonso Sastre. El «error» parece esta

r a la hora de informatizar los votos por parte del Ministerio de Alfredo Pérez Rubalcaba.

La primera irregularidad es el número asignado a la candidatura II-SP, ya que mientras que en la papeleta y en las listas de candidaturas registradas se le otorga el número 31, en los impresos de las actas de escrutinio este número corresponde a Democracia Nacional y la lista de Alfonso Sastre pasa a precederle en el puesto 30.

Esta anomalía produce que muchos votos abertzales acaben yendo a parar a esta candidatura españolista que ha triplica

do sus votos en Hego Euskal Herria, con resultados tan llamativos como 73 votos en Soraluze -cuando nunca había cosechado ninguno-, 53 en Legazpi y 78 en Villabona.

Sin embargo, el cambio de orden entre candidaturas no aclara la pérdida de votos de II-SP en numerosos municipios vascos, donde listas tan desconocidas como Unión Nacionalista Asturiana, Movimiento Social Republicano, POSI, UCE o SAIN han llegado a ser incluso primera fuerza, como ocurre con el POSI en Amezketa.

En Zumarraga, 219 de votos contabilizado

s por los interventores de II-SP han ido a parar a la lista del Movimiento Social Republicano, candidatura que se estrena en Gipuzkoa con un total de 267 votos.

Pese a que es en Gipuzkoa en donde GARA ha constatado más irregularidades, no es el único herrialde en que ocurre. En la localidad navarra de Mañeru los 18 sufragios de II-SP se los han computado a la astu

riana UNA. Según el recuento oficial, la lista de Sastre tampoco recabó ningún apoyo en Erronkari, donde «desaparecen» los catorce contabilizados por el interventor de la coalición. En Etxalar, según el Ministerio tan sólo fueron tres los habitantes que apoyaron a II-SP, cuando el acta de escruti

nio contabilizó 94.

En lo que respecta al resto del Estado español, el espectacular incremento de votos nulos y blancos ha sido alarmante, con un incremento de 57.000 en el primero y de 125.000 en el segundo en comparación con los comicios de hace cinco años. El voto blanco se ha convertido en la séptima fuerza en el Estado español, con especial relevancia en provincias como Barcelona y Madrid. En la primera se han dado 33.144 votos en blanco más que en las anteriores.

Más allá de estos simples indicios, existen algunos datos objetivos que hacen pensar en más irregularidades fuera de Euskal Herr

ia, como las quejas llegadas desde Gandía, Castelló o Málaga, donde aseguran que los datos de las actas y del Ministerio español tampoco concuerdan.

Desde Madrid denunciaron además que las papeletas de II-SP llegaron a los colegios electorales con fallos de imprenta, lo que les hace pensar que han podido ser contabilizadas como nulas. Asimismo, cabe recordar los numerosos colegios en que ni siquiera hubo papeletas, como se denunció el domingo.

Los datos que ha divulgado el Ministerio español de Interior son, por ahora, provisionales. No se harán definitiv

os hasta que la Junta Electoral Central estudie y resuelva las impugnaciones y los proclame oficialmente, además de sumar los votos de los residentes en el extranjero.

Será mañana a partir de las 10.00 cuando se haga el recuento oficial en cada junta provincial. Luis Ocampo, representante general de Iniciativa Inter- nacionalista, ha pedido a los apoderados que acudan a las mismas. Ocampo no ocultó su temor de que se haya podido producir un «pucherazo» en torno a estas elecciones, por lo que aseguró que denunciarán todas las irregularidades que detecten. En declaraciones a GARA, apuntó incluso la opción de impugnar los comicios si observaran «una manipulación de suficiente importanci

a». En las próximas horas analizarán los datos con la ayuda de expertos.

Entre los datos que le hacen pensar en un fraude, citó que en Castilla-León, Castilla La Mancha y La Rioja Izquierda Castellana ha bajado de su voto tradicional entre el 50 y el 75 %.

-------------------------------------

Alfonso Sastre analisa os resultados:


-----------------------------------------
Desde ASEH:


A calma foi a nota dominante na jornada eleitoral em que os independentistas bascos de esquerda puderam votar numa candidatura “legal”. Não ocorreu o mesmo noutros pontos do Estado espanhol; ali as denúncias de fraude foram-se repetindo ao longo do dia.

A normalidade foi quase absoluta nas 3704 mesas eleitorais repartidas por Araba, Bizkaia, Gipuzkoa e Nafarroa Garaia, donde os incidentes foram mínimos na sua constituição e durante as onze horas em que os cidadãos puderam depositar o seu voto.

Algumas excepções
Na ikastola de Zumarraga a fechaduras das portas estavam obstruídas, mas foi o problema foi sanado e a votação decorreu com normalidade. Em Galdakao, um grupo de pessoas foram expulsas pela Ertzaintza de uma escola por vestirem t-shirts com as siglas da Iniciativa Internacionalista-La Solidaridad entre los Pueblos (II-SP).

No bairro iruindarra da Txantrea, boletins do PSOE taparam os da candidatura do dramaturgo Alfonso Sastre. Também na capital navarra, o presidente de uma mesa de voto comunicou à Junta Eleitoral uma suposta irregularidade cometida por um representante do PP, que, segundo consta, tentou alterar o sentido de voto de uma senhora idosa com dificuldades de visão. A senhora queria votar no PSOE e pediu a um agente da Polícia que lhe pusesse o boletim na urna, mas este respondeu-lhe que não o podia fazer, só o representante do PSOE na mesa. Enquanto procuravam o elemento dessa formação partidária, o representante do PP introduziu o boletim do seu partido. A acção foi detectada e denunciada.

No bairro de Erromo, em Getxo (Bizkaia), gente ligada ao PNV impediu que representantes do II-SP se sentassem nas mesas de voto. Em Irun, na escola onde votaram a presidente do Parlamento de Gasteiz, Arantza Quiroga, o deputado do PP Borja Semper, bem como o autarca, José Antonio Santano, e o vice-presidente camarário, Miguel Angel Páez, houve momentos de tensão com os seus guarda-costas e ertzainas, embora sem consequências.

Também voltou a haver problemas relacionados com o EHNA [B.I. basco], sendo que as pessoas que o usaram viveram situações muito diversas. Se nalgumas mesas não houve qualquer problema, noutras foram colocados obstáculos por parte dos presidentes e dos vogais, ou então pela intervenção de representantes do PNV [tão abertzales!], do PSOE e do PP.
Numa escola de Hondarribia [Gipuzkoa], por exemplo, uma pessoa não pôde votar com o EHNA, mas já pôde exercer o direito de voto com o cartão do Osakidetza [sistema de saúde!]. Dezenas de pessoas que se viram impedidas de votar com EHNA por todo o país registaram a sua reclamação em acta.

Do Ebro para baixo, muitas irregularidades
No geral, em Hego Euskal Herria [País Basco Sul] a calma foi uma constante, mas do rio Ebro para baixo as queixas sucederam-se ao longo da jornada eleitoral, especialmente por falta de boletins da II-SP nas cabines de voto. O facto de maior relevo foi a queixa apresentada às 18h42 por Luis Ocampo, representante da II-SP, perante a Junta Eleitoral Central por uma suposta situação de falta de protecção face ao que considerou um ataque “intolerável” da cadeia de televisão CNN+ à sua candidatura. Das 13h45 até às 18h30, a II-SP procurou que a Junta actuasse contra uma informação “cujo único propósito é prejudicar-nos eleitoralmente”.

Numa ligação a partir do colégio Europa, na localidade madrilena de Pinto, um jornalista da CNN+ associou a II-SP à ETA, recordando as decisões adoptadas pelo Supremo e pelo Constitucional espanhol. Uma vez que o seu pedido de paralisação do processo eleitoral não foi atendido, os internacionalistas acusaram a Junta de não ter velado “pela igualdade de oportunidades eleitorais de todas as candidaturas”, afirmando que, se a queixa tivesse sido formulada pelo PSOE ou o PP, “estaria mais que resolvida”.

A informação da CNN+ foi, no entender de Ocampo, “o elemento mais grave de um dia repleto de incidências, desaparecimento de boletins em numerosas mesas eleitorais, ausência de boletins noutras, etc.”. “É evidente – referiu – que os guardiães do sistema nem sequer as suas próprias normas sabem respeitar quando vêem em risco a reprodução do seu status”.

Na longa lista de incidências detectadas pela II-SP, destacaram-se a ausência de boletins em algumas escolas de Cáceres, Cádiz, Ciudad Real, León, Múrcia, Málaga, Motril ou Moratalaz. Nesta localidade madrilena, chegou-se a exibir uma suposta carta do Delegado do Governo espanhol a informar que a II-SP se tinha retirado das eleições. Na Galiza, por exemplo, desapareceram boletins em Vigo, Ferrol e Ourense.

Nos Países Catalães faltaram os boletins internacionalistas em Barcelona, Ripollet, Villafranca de Penedes, Torrevieja, Prat de Llobregat, Alacant, Vega Baja, Vil Lamar de Sagunt, Palma de Mallorca e Cerdanyola del Valles, entre outras aldeias e cidades. No município de Joc de la Bola, membros da Democracia Nacional (DN) procuraram escondê-los, tal como aconteceu nalgumas escolas de Burgos. Na localidade valenciana de Manises, os representantes do PP ameaçaram os da II-SP e a Polícia espanhola chegou a expulsar uma habitante que se tinha queixado de só haverem boletins do PP, do PSOE, da IU e da Familia y Vida.

Agustín GOIKOETXEA

------

Eleições Européias: Os Soberanistas

Apesar do péssimo resultado da Esquerda como um todo (se ainda considerarmos a Social-Democracia tradicional como "esquerda"), os grupos Nacionalistas e Soberanistas tiveram um certo crescimento.

PPE-DE (conservador) 263.

PSE (social-democrata) 161.

Alde (liberal) 80.

UEN (conservador) 35.

Verdes (ecologista)/Aliança Livre Européia 52.

GUE/NGL (esquerda) 33.

IND/DEM (eurocético) 19.

Outros 93.

Grã Betanha e Irlanda:

O Partido Nacionalista Escocês (Scottish Nationalist Party - SNP) manteve seus dois Eurodeputados (Ian Hudghton e Alyn Smith), porém o partido conquistou mais 100 mil votos em relação à última eleição Européia;

O Plaid Cymru, de Gales, conseguiu uma cadeira, com Jill Evans;

O Sinn Féin conseguiu também um lugar, com Bairbre de Brún;

Na Cornualha, ainda que sem uma cadeira, o Mebyon Kernow conseguiu um número excelente de 15 mil votos.

Tanto o SNP quanto o PC irão engrossar as fileiras do eurogrupo Verdes/Aliança Livre Européia.

França:

A lista Europe Ecologia conseguiu votação surpreendente e quase tomou o segundo lugar nacional do PS - em sua lista concorriam nacionalistas Bascos, Occitanos, Corsos, Catalães e Bretões - com mais de 15% dos votos e 14 cadeiras no Parlamento Europeu. François Alfonsi, do Partido Nação corsa conseguiu garantir seu lugar.

A Europe Ecologia engrossará as fileiras do grupo Verdes/Aliança Livre Européia

Espanha:

Como mostrado aqui e aqui, a CiU (Convergencia i Unió) e o PVN conseguiram cada um uma cadeira (Ramon Tremosa e Izaskun Bilbao respectivamente)

Ambos irão para o grupo ALDE (Liberal)

Ainda na Espanha, ERC, BNG, ARralar e EA irão enviar um representante para o Parlamento em um mandato que será dividido entre um membro de cada uma das três primeiras formações, senro Orion Junqueira pelo ERC, Ana Miranda pelo BNG e Iñaki Irazabalbeitia pelo Aralar.

Romênia:

A lista de Húngaros da Romênia conseguiu 3 cadeiras que irão ser repartidas entre o brupo ALE/Verdes e PPE.

Flandres (Bélgica):

A ultra-direita nacionalista do Vlaams Belang consegiu duas cadeiras e a Nova Alinça Flamenca e a Lista Dedecker conseguiram um lugar cada um pela direita separatista.

Itália:

O Partido do Tirol do Sul (Sudtiroler Vokspartei) assegurou um deputado e o partido Renaixement Valldostá, do Vall d'Aosta ainda podeconseguir um lugar no PArlamento Eruopeu com Roberto Louvin.

Les llistes sobiranistes creixen al Parlament Europeu

08/06/2009

El Partit Nacional Escocès, el Plaid Cymru gal·lès, Convergència i Unió i la Nova Aliança Flamenca, entre els partits amb representació a l'Eurocambra · A França, la llista Europa Ecologia, amb candidats bascos, occitans i bretons a les seves files, esdevé la tercera força, molt a prop del Partit Socialista.

En unes eleccions europees marcades l'abstenció i el predomini de la dreta, els partits sobiranistes de les nacions sense Estat han obtingut, en general, uns resultats positius. El Partit Nacional Escocès repeteix com el partit més fort de l'Aliança Lliure Europea (ALE), la formació europea de referència pels pobles sense Estat a l'Eurocambra. El partit d'Alex Salmond, que preveu un referèndum per la independència d'Escòcia l'any que ve, ha crescut amb vots i ha mantingut els seus dos eurodiputats -el president del partit, Ian Hudghton, i Alyn Smith, el mateix nombre de representants que els laboristes escocesos però amb gairebé 100.000 vots més. Company d'Estat, grup parlamentari i tesis polítiques, el Plaid Cymru de Gal·les aportarà a l'ALE un representant, la independentista Jill Evans.

El Sinn Féin ha registrat un molt bon resultat a Irlanda, especialment a Irlanda del Nord, on ha estat la força més votada i tindrà un eurodiputat garantit, Bairbre de Brún, a l'espera de conèixer les segones opcions dels electors. Encara sense deixar les nacions cèltiques, els nacionalistes còrnics del Mebyon Kernow han aconseguit gairebé 15.000 sufragis, però cap eurodiputat.

També és destacable el comportament dels partits sobiranistes a l'Estat francès, on la coalició Europa Ecologia, on hi havia representats partits nacionalistes i independentistes bascos, catalans, corsos, bretons i occitans s'ha convertit en la gran sorpresa de la jornada electoral, gràcies a uns resultats que igualen els del segon partit de l'Estat, el Partit Socialista. La llista ha aconseguit més del 15% dels vots, i enviarà 14 membres a Estrasburg, entre els quals hi destaca el cors François Alfonsi, del Partit de la Nació Corsa, que entrarà al grup d'ALE-Verds.

A l'Estat espanyol, obtenen un eurodiputat cadascú Convergència i Unió i el Partit Nacionalista Basc, que es presentaven en coalició. Ramon Tremosa i Izaskun Bilbao aniran al grup parlamentari liberal.

D'altra banda, la coalició de partits independentistes d'esquerres de l'Estat, liderada per Esquerra Republicana de Catalunya i acompanyada pel Bloc Nacionalista Gallec, Aralar i Eusko Alkartasuna, entre d'altres, ha obtingut un escó, que probablement es repartiran els candidats de les tres primeres formacions (Oriol Junqueras, Ana Miranda i Iñaki Irazabalbeitia).

Finalment, cal destacar els bons resultats obtinguts per la llista Iniciativa Internacionalista, que la justícia espanyola va intentar il·legalitzar al principi de la campanya per considerar-la part de Batasuna. Aquest partit ha obtingut 170.000 vots arreu de l'Estat, i és al País Basc que ha aconseguit els seus millors resultats, amb un 138.313 escrutinis, més d'un 13% dels suports d'Euskadi i Navarra. La llista, però, ha quedat lluny d'aconseguir el seu eurodiputat.

Altres resultats que mereixen comentari és el que ha obtingut la llista unitària dels hongaresos de Romania, liderada per l'històric Laszlo Tokes. Serà una de les “minories” més ben representades a l'Eurocambra, amb un total de tres escons que es repartiran entre el grup ALE-Verds (Tokes) i el Partit Popular Europeu.

A Flandes, en una jornada que les eleccions europees han quedat relegades a un segon pla per les eleccions regionals, han aconseguit representació els independentistes ultradretans del Vlaams Belang (2 escons), i els també separatistes Nova Aliança Flamenca i Llista Dedecker (un escó cadascú).

A l'Estat italià, s'ha assegurat un eurodiputat el principal partit del Tirol del Sud, Sudtiroler Volkspartei, mentre a la Vall d'Aosta el candidat autonomista de Renaixement Valldostà, Roberto Louvin, que concorria dins la llista Comunitat Alpina, resta a l'espera de conèixer les segones preferències dels votants per confirmar si finalment podrà representar la Vall al Parlament Europeu.

Més informació:

------

domingo, 7 de junho de 2009

Partido Pirata: Vitória! [Update 2]


O Partido Pirata Sueco levou duas cadeiras (uma cadeira atual e, caso o Tratado de Lisboa seja aprovado, duas), com 7,1% dos votos e aprox. 200 mil votos e, na Alemanha, o Partido Pirata Local conseguiu 1% dos votos, não foi suficiente para o Parlamento mas ainda assim foi uma votação expressiva.

Via TorrentFreak:

Pirate Party Wins and Enters The European Parliament

Written by Ernesto on June 07, 2009

The Pirate Party has won a huge victory in the Swedish elections and is marching on to Brussels. After months of campaigning against well established parties, the Pirate Party has gathered enough votes to be guaranteed a seat in the European Parliament.

When the Swedish Pirate Party was founded in early 2006, the majority of the mainstream press were skeptical, with some simply laughing it away. But they were wrong to dismiss this political movement out of hand. Today, the Pirate Party accomplished what some believed to be the impossible, by securing a seat in the European Parliament.

With 99.9% of the districts counted the Pirates have 7.1 percent of the votes, beating several established parties. This means that the Pirate Party will get at least one, but most likely two of the 18 (+2) available seats Sweden has at the European Parliament.

When we asked Pirate Party leader Rick Falkvinge about the outcome, he told TorrentFreak: “We’ve felt the wind blow in our sails. We’ve seen the polls prior to the election. But to stand here, today, and see the figures coming up on that screen… What do you want me to say? I’ll say anything”

“Together, we have today changed the landscape of European politics. No matter how this night ends, we have changed it,” Falkvinge said. “This feels wonderful. The citizens have understood it’s time to make a difference. The older politicians have taken apart young peoples’ lifestyle, bit by bit. We do not accept that the authorities’ mass-surveillance,” he added.

Rick Falkvinge celebrating tonight’s election win

pirate party vistory

The turnout at the elections is 43 percent, a little higher than the at the 2004 elections. This would mean that roughly 200,000 Swedes have voted for the Pirate Party. This is a huge increase compared to the national elections of 2006 where the party got 34,918 votes.

Both national and international press have gathered in Stockholm where the Pirate Party is celebrating its landmark victory.

Falkvinge answering questions

pirate party vistory

At least partially, The Pirate Party puts its increased popularity down to harsh copyright laws and the recent conviction of the people behind The Pirate Bay. After the Pirate Bay verdict, Pirate Party membership more than tripled and they now have over 48,000 registered members, more than the total number of votes they received in 2006.

With their presence in Brussels, the Pirate Party hopes to reduce the abuses of power and copyright at the hands of the entertainment industries, and make those activities illegal instead. On the other hand they hope to legalize file-sharing for personal use.

Arrrr

pirate party vistory

“It’s great fun to be a pirate right now”, Christian Engström, Vice Chairman of the Pirate Party told the press when he arrived.

Update: Sweden has 20 seats, but until the Lisbon treaty passes only 18 with voting rights. This means that the Pirate Party will have 2 seats.

Update: In Germany the Pirate Party got approximately 1 percent of the votes, not enough for a seat in the European Parliament. Andreas Popp, lead candidate for the German Pirate Party is pleased and told TorrentFreak: “This was the first time, we ran for the European elections. And although many voters have hardly known us, we got a great result. This shows, that many citizens identify themselves with our goals. I want to thank all people who supported us, we could not have done that without them. We have fulfilled our minimal goal of 0,5%. Now we can start up for real!”

-----------------------------------

Update 1:

Via TorrentFreak:

How Pirates Shook European Politics

Written by Ernesto on June 08, 2009

With 7.1 percent of the vote, the Swedish Pirate Party has shocked its critics and secured a seat in the European Parliament. The Pirates received more votes from those under 30 than any other party in the European elections yesterday, and this was celebrated with pints of rum and loads of pirate chants.

pirate partyLate Sunday night, Swedish Prime Minister Fredrik Reinfeldt congratulated the Pirate Party on their unprecedented win at the European elections.

The Pirate Party is seen a serious competitor in Swedish politics now, a fact underscored by the Prime Minister who said that his own party will formulate a clear policy regarding net integrity and copyright issues in preparation for the Swedish national elections in September 2010.

A few hours earlier, the party dinner had come to a close with volunteers and members singing “The Broadband Hymn”. They had fittingly gathered at the Royal Institute of Technology in Stockholm, and as Swedish TV published the exit polls results indicating that the Pirate Party would get around 7% of the votes, wild cheers broke out. Party leader Rick Falkvinge took to the stage.

“Together we have today re-shaped the political map in Europe,” he said. “Right now, Europe is watching what is happening here and politicians everywhere are scrambling to understand our issues. They now know that the party that has information-political perspectives can win many votes.”

And yes, it did. 214,313 of them in Sweden on Sunday. 7.1 percent of the vote and a guarantee of at least one seat in the European Parliament.

The Pirate Party was the most popular party among voters under 30 years of age. Taking into account that Prime Minister Fredrik Reinfeldt’s Moderate Party is the most popular party among voters over 65 years of age, one can understand why Reinfeldt later in the evening said he will sit down with the Moderate Youth leader Niklas Wykman - a critic of the surveillance legislation and anti-filesharing laws - to discuss Internet issues.

“We’ll share files in Brussels!” a young man shouted as he ran to the bar at election night. Meanwhile, journalists from all over Europe who had flown in to cover the unique occasion tried to get their piece of party leader Rick Falkvinge and vice chairman Christian Engström.

Rick Falkvinge and Christian Engström

pirate party vistory

The latter, who will probably take the party’s seat in the EU parliament, held a short speech in which he thanked all the volunteers. The Pirate Party stays true to its net-roots and has no formal organization. Anyone who thinks he or she can contribute is welcome to do so simply by posting on the forum and going out and doing it. No formal decisions on campaigning are taken and the thousands of party ballots have been distributed to voting centers simply by someone living close and wanting to play their part.

“It’s amazing that it worked. I never thought it would,” Engström joked.

A journalist from Swedish radio broke into the celebrations with a question for party founder Rick Falkvinge on how he felt. With champagne in his hand and pride in his eyes, he just smiled: “How does it feel to write history? It feels pretty damn good.”

Today, after a night spent drinking rum and chanting seafarer standards, the pirates woke up finding themselves on the front pages of the Swedish newspapers. Pirates waving Jolly Rogers. Pirates taking celebratory late night dips in fountains. Pirates laughing. Pirates hugging. And there is consensus among the op-eds and political pundits on how it could happen: Enthusiasm paid off.

The two large parties in Sweden, the Social Democrats and the Moderate Party, are heavily criticized because of their lack of engagement in the European. Meanwhile, the Green Party (which also had a great election with 10.9%) and the Pirate Party positioned themselves on their respective expert issues and built a lot of support from the base.

When the EU parliament meets after summer, there will be at least one pirate in the midst of European parliament. If the Lisbon treaty is voted through, there can be two. It may not seem a lot in order to make a difference, but as a blogger put it: One pirate can hijack a whole ship.

------------------------

Update 2:

Curioso nesta notícia do Estadão é o comentário de que o Partido tem apenas uma causa. Lastimável o desconhecimento completo da grande mídia do que cerca a questão da liberdade e neutralidade da internet, que engloba não só a internet em si como a mais básica noção de liberdade civil e respeito à dignidade humana e à privacidade.

O Partido Pirata Sueco não se limita a defender a "pirataria" e o direito a baixar livremente material fonográfico e afins, defende também a liberdade plena dos indivíduos, seja na internet ou na "vida real", defende a privacidade, a liberdade, a inviolabilidade da pessoa humana, enfim, os Direitos Humanos como um todo.

Ainda além da internet, o Partido se situação na defesa da quebra das arcaicas leis de Copyright, buscando soluções alternativas e abertas possibilitando ainda uma maior troca cultural, um maior acesso à cultura por parte da população. Através da quebra do Copyright e da reformulação de suas bases dá-se preferência ao acesso universal à cultura, acesso irrestrito ao que é produzido no mundo, seja na música, no cinema, na literatura e etc. busca-se uma universalização do direito à cultura, ao entretenimento e ao mesmo tempo força uma inovação, uma modernização da indústria e adaptação ao século XXI.

Via Estadão:

Partido pró-pirataria na web ganha vaga no Parlamento da UE

Legenda que luta pela desregulamentação dos direitos autorais e das patentes consegue 7,1% dos votos

Reuters

ESTOCOLMO - O Partido Pirata sueco, ecoando um coro de eleitores que desejam mais conteúdo livre na Internet, ganhou uma cadeira no parlamento europeu, mostraram os primeiros resultados confirmados nesta segunda-feira, 8. A legenda conseguiu 7,1% dos votos na Suécia no total de votos de toda a Europa, o suficiente para ganhar um único assento. O partido quer a desregulamentação dos direitos autorais, abolindo o sistema de patente e reduzindo a vigilância na web.

"Isto é fantástico", disse à Reuters o principal candidato do partido, Chrisitian Engstrom. "Isto mostra que há muitas pessoas que pensam que a integridade pessoal é importante e que importa que lidemos com a Internet e com a nova sociedade da informação da maneira certa."

Previamente um grupo obscuro de ativistas de causa única, o partido ganhou um salto na popularidade após a condenação de quatro homens em abril pela Pirate Bay, um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos do mundo. Apesar dos nomes semelhantes, o partido e o site não têm nenhuma relação. O partido foi criado em 2006 e discutia uma eleição geral sueca aquele ano, mas recebeu menos de 1% dos votos.

Engstrom credita o sucesso do partido à simpatia de jovens eleitores. "Nós somos muito fortes entre aqueles que têm menos de 30 anos. Eles são quem entendem o melhor do novo mundo. E agora eles sinalizaram que não gostam de como os grandes partidos lidam com estas questões."

O Partido Pirata terá uma das 18 cadeiras da Suécia, entre os 785 assentos do parlamento. "Nós usaremos toda a nossa força para defender a integridade pessoal e nossos direitos civis", disse Engstrom.

------

Eleições Européias: Euskal Herria

Fonte: Gara (PDF)

Na Espanha, o PP venceu. Por si só, esta notícia já seria triste e motivo para lamentos, ninguém pode conceber que os filhos do Franquismo ainda existam e sequer que ganhem uma eleição.

Tanto na França quanto na Espanha, a vitória foi da direita. Mariano Rajoy pôde comemorar sua primeira vitória sobre o PSOE e Sarkozy consolidou sua posição com a vitória de seu partido, a UMP.

Para os nacionalistas, nem tudo foi perdido, por um lado a Iniciativa internacionalista não logrou ganhar nenhuma cadeira, porém a mera participação de uma alternativa Abertzale - ou próxima dela - sem ilegalizações e a votação considerada excelente - quase 176 mil votos - foram um alento, deram uma grande força ao movimento nacionalista.

Análise de Arnaldo Otegi sobre a participação Abertzale ao Gara:

"Otegi: «No puede haber solución sin contar con la izquierda abertzale»

p008_f01_34375.jpg

Asier VELEZ DE MENDIZABAL | IRUÑEA

Un ambiente de alegría contenida por los resultados obtenidos en Euskal Herria dominaba ayer en la sede de la Peña Alegría Txantreana de Iruñea. Sobre todo por los obtenidos en Nafarroa, donde Iniciativa Internacionalista logró ser la tercera fuerza en el herrialde.

Arnaldo Otegi subió al estrado en torno a las 23.00, tras la intervención de la número dos al Parlamento europeo Doris Benegas. «Los datos dejan de manifiesto que no puede haber solución democrática sin contar con la izquierda abertzale», destacó ante las cerca de 300 personas que se acercaron hasta el punto elegido por II-SP para la noche electoral.

Mirando ya al futuro, aseguró que los resultados obtenidos hay que utilizarlos «para dar pasos y seguir adelante en favor de un escenario democrático para Euskal Herria», así como «implicar a agentes europeos en un nuevo proceso de negociación y diálogo».

En ese sentido, destacó la importancia de los buenos resultados logrados en Nafarroa, donde la lista liderada por Alfonso Sastre fue la tercera fuerza, y de ello concluyó que «no puede haber solución posible si no se cuenta con los cuatro territorios; no hay solución sin solución a Nafarroa».

Asimismo, y ya con vistas a la próximos comicios, afirmó que «nos veremos en las elecciones municipales y forales de 2011», donde afirmó que «no vamos a ir a ser la tercera fuerza, sino que vamos a ir a ganar».

Mensaje a Aralar

En su discurso, Arnaldo Otegi quiso mandar también un mensaje a Aralar, sobre el que destacó que «le hemos triplicado en votos». «Decían que la nueva izquierda abertzale había nacido en el país y que lograrían desbancarnos. Pues bien, el pueblo de Euskal Herria ha hablado y hemos conseguido triplicar en votos a quienes nos querían sustituir», declaró.

Quiso subrayar que en comparación tanto con las últimas europeas como las «fraudulentas» elecciones al Parlamento de Gasteiz ha sido la izquierda abertzale «la única que ha subido significativamente en Euskal Herria». «Repetían una y otra vez que la izquierda abertzale estaba perdiendo apoyos, pero cuando han dejado hablar al pueblo ha quedado demostrado que no es así», afirmó orgulloso.

Otegi hizo también una valoración de los resultados obtenidos por el resto de las fuerzas abertzales. Citó el bajón sustancial y sobre el PNV añadió que ha logrado «muy malos resultados». Destacó además otro dato: que la izquierda abertzale «está a apenas 60.000 votos del PNV en Hego Euskal Herria».

También valoró de manera positiva los resultados cosechados en Ipar Euskal Herria, donde ha habido «una mejoría notable» respecto a los últimos comicios europeos.

Doris Benegas, por su parte, consideró «un éxito» la mera participación de II-SP en los comicios en todo el Estado, tras las trabas del Gobierno del PSOE."

Do lado francês a plataforma Euskal Herriaren Alde não conseguiu muita coisa, apenas 5.602 votos, ou 0,55% dos votos na França. Mas ainda assim foi uma boa maneira de dar maior visibilidade à situação Basca.

Por outro lado a formação Europe Ecologie tornou-se a terceira força da França, ao conseguir 15,2% dos votos. Um caso curioso no País Basco Francês foi o segundo lugar alcançado pela plataforma de Jose Bové, a Europe Ecologie.

Como mostrei antes, aqui, a lista Europe Ecologie conta com a participação de alguns partidos nacionalistas e o apoio da EA.

"Apoiam a lista os partidos nacionalistas:

- Partiu di a Nazione Corsa (PNC), da Córsega;

- Abertzaleen Batasuna (AB), do País Basco;

- Partit Occitan (PO), do Languedoc-Occitania;

- Unvaniezh Demokratel Breizh - Union Democratique Bretonne (UDB-BHZ), da Bretanha;

A lista conta ainda com o apoio do Eusko Alkartasuna (EA)."

Mais sobre a votação da lista Europe Ecologie pode ser encontrado no Yahoo e L'Express.

"El resto del voto abertzale se fue a la candidatura de Jose Bové, la gran triunfadora de la noche, junto con la UMP. La lista de Europe Ecologie, en cuyo octavo puesto estaba la militante de AB Menane Oxandabaratz y que contaba con el apoyo también de EA, desplazó del segundo puesto al PS en el conjunto de Ipar Euskal Herria. Resulta evidente que se produjo un flujo de voto desde diferentes ámbitos hacia la candidatura de Bové, entre ellos de los propios socialistas. Este agrupamiento del sufragio en la candidatura ecologista hizo también que otras opciones de izquierda radical que partían con cierta expectativa, como el Nuevo Partido Anticapitalista, obtuvieran unos muy malos resultados."

Ainda sobre a presença Nacionalista na França, o candidato do PNB (PNV) conseguiu 4.138 votos.

Análise do Gara - excelente - sobre a participação Abertzale:

"Elecciones al Parlamento Europeo

La izquierda abertzale es la única fuerza que sube en unos comicios ganados por los partidos estatales

En un ambiente de general indiferencia con aumento de la abstención, la izquierda abertzale es la única fuerza que sube en votos para aparecer como la indiscutible referencia del independentismo vasco. Pese a no lograr llevar a Alfonso Sastre a Europa -los resultados en el Estado español quedaron lejos de permitirlo- Iniciativa Internacionalista se convierte en protagonista de la jornada. Por lo demás, el PSOE logra en Euskal Herria superar con creces al PP.

p002_f01_250x120.jpg

Iñaki IRIONDO | GASTEIZ

Euskal Herria es una nación. Así lo confirman la singularidad de los datos de Hegoalde con respecto a los del Estado español, no sólo por el ascenso de la izquierda abertzale -que resulta sumamente significativo- sino porque, por ejemplo, la relación de fuerzas entre PSOE y PP es muy distinta aquí que en cualquier otro referente electoral que se busque.

Todos los partidos han bajado de votos salvo Iniciativa Internacionalista-La Solidaridad de los Pueblos, que viene a demostrar que la izquierda abertzale, cuando se le posibilita un voto legal -y en este caso ni siquiera era una candidatura propia- se convierte en el verdadero referente del independentismo vasco, muy lejos de otros partidos que se ven muchísimo más afectados por factores coyunturales o de moda.

En el ámbito del unionismo, en Hego Euskal Herria el PSOE vuelve a ser el partido vencedor como hace cinco años, mientras que el PP cae sustancialmente en votos.

En cuanto a los partidos de ámbito vasco, el PNV repite como el más votado, aunque con una pérdida notable de apoyos. Es precisamente en este terreno donde con mayor contundencia se observa el ascenso de la izquierda abertzale, que en el conjunto de los cuatro herrialdes del sur tiene más del doble de votos que la coalición formada por Aralar y EA. Y ojo a los datos de Nafarroa, puesto que la izquierda abertzale está muy por encima de la suma del resto de fuerzas abertzales.

Conviene tener muy en cuenta la fortaleza que ha demostrado el PSOE en el conjunto de los territorios vascos. El castigo que ha sufrido en el Estado español apenas ha tenido traslación aquí, donde incluso ha subido en porcentaje de voto.

Y ha sido en la Comunidad Autónoma Vasca donde esa fidelidad ha sido mayor, debiendo destacarse el caso de Bizkaia, donde ha llegado a crecer en número de votos absolutos. Este fenómeno no puede disociarse de la euforia que en las filas del PSE ha producido comprobar que Patxi López haya llegado a Ajuria Enea.

Si alguien esperaba que el haber pactado con el PP para acceder a Lehendakaritza tuviera un coste político para el PSE, ya puede ir quitándose esa idea de la cabeza. Patxi López está sacando réditos a la apuesta que hizo y el PNV debería a empezar a tomarse muy en serio este fenómeno, puesto que puede apuntar a una tendencia novedosa en el panorama político vasco.

El PP, de capa caída

La victoria del PP en el Estado español tiene un agujero negro en Euskal Herria. Jaime Mayor Oreja no es profeta en su tierra, y sus apóstoles en Araba, Bizkaia, Gipuzkoa y Nafarroa tienen motivos para preocuparse.

El fracaso de Aralar y EA

Los números de la coalición que han conformado Aralar y EA sólo pueden ser calificados como fracaso. Ambos partidos sumaron hace cinco años más de 81.000 votos y hoy no llegan a 55.000. Y, para mayor decepción, si esperaban que en el ámbito estatal pudieran obtener dos escaños, gracias a que el BNG se había sumado a Europa de los Pueblos, al final se han quedado en uno que habrá que repartir durante la legislatura.

Sirva como dato que la suma de Aralar y EA ha quedado lejos de los resultados obtenidos en solitario por la formación de Garaikoetxea en 2004. Es evidente que la situación interna que atraviesa este partido no ha contribuido a movilizar a su electorado, pero no da la impresión de que los seguidores de Patxi Zabaleta se hayan volcado esta vez en las urnas. Significativos, y mucho, son los resultados de Nafarroa.

La izquierda abertzale, fuerte

En este contexto, los resultados de la izquierda abertzale son espectaculares. En porcentaje, en la CAV prácticamente doblan los de D3M. A pesar de los años de ilegalización, ahí están los resultados que muestran que hay una base muy sólida para la búsqueda -como demanda Arnaldo Otegi- de una estrategia eficaz para la victoria del independentismo. En Gipuzkoa, por ejemplo, II-SP se queda en un pañuelo con PSE y PNV, un dato muy a tener en cuenta de cara a las próximas elecciones municipales y forales. También se puede comprobar en cuantos pueblos es primera fuerza.

Alfonso Sastre no irá a Europa, pero no será por la falta de apoyo en Euskal Herria. Y ahí están los votos absolutos y los porcentuales para demostrarlo.

Detectan irregularidades de cómputo en varios pueblos

Interventores de la izquierda abertzale constataron ya anoche que se han producido errores significativos de registro de escrutinio en varias localidades, que serán llevados ante la Junta Electoral para su corrección. Si se confirma lo advertido anoche, la lista de II-SP podría tener varios miles de votos más en Euskal Herria y superar al PP en la CAV. En concreto, se habían apreciado trasvases más que sospechosos en colegios de Villabona, Mungia, Usurbil, Elgoibar, Eibar, Legazpia, Mendaro, Orereta y Amezketa, entre otros.

En muchos de estos casos, el error consistía en la atribución de los votos de II-SP a otra candidatura situada junto a ella en el acta de registro. Así, en varios de estos pueblos la «beneficiaria» era la lista Democracia Nacional, que obtenía decenas de apoyos en localidades en las que nunca tuvo implantación.

Según impresiones obtenidas por GARA pasada la medianoche, la reiteración de este error disparaba las alarmas de quienes estaban revisando las listas. Representantes de II-SP mostraban además su sorpresa por el resultado en localidades españolas en que hubo mítines concurridos en la campaña. GARA

UMP es primera fuerza con facilidad y los ecologistas desplazan al PS de la segunda

La tendencia marcada en el conjunto del Estado francés, con un claro triunfo de la derecha y la bajada a los infiernos del PS, así como el gran aumento de los ecologistas, también se registraron en Euskal Herria, si bien la particularidad vasca se vio reflejada por los buenos resultados de la lista abertzale de Euskal Herriaren Alde. UMP fue la lista más votada en los territorios vascos y, he aquí la sorpresa, la segunda fue la liderada por Jose Bové.

En el campo abertzale, la candidatura encabezada por Ixabel Etxeberria logró superar con creces los 5.000 votos obtenidos hace cinco años por Herritarren Zerrenda. En el conjunto del Departamento de Pirineos Atlánticos logró 5.639, prácticamente todos en las tres provincias vascas, lo que supone un aumento de quinientos votos respecto a los obtenidos hace cuatro años.

Supusieron una notable sorpresa los votos obtenidos por el candidato del PNB, Jean Tellechea, con 4.138 votos en el conjunto del departamento, en este caso algunos también fuera de los territorios vascos. Al parecer, el sufragio obtenido por este candidato no se circunscribió al ámbito del nacionalismo vasco.

El resto del voto abertzale se fue a la candidatura de Jose Bové, la gran triunfadora de la noche, junto con la UMP. La lista de Europe Ecologie, en cuyo octavo puesto estaba la militante de AB Menane Oxandabaratz y que contaba con el apoyo también de EA, desplazó del segundo puesto al PS en el conjunto de Ipar Euskal Herria. Resulta evidente que se produjo un flujo de voto desde diferentes ámbitos hacia la candidatura de Bové, entre ellos de los propios socialistas. Este agrupamiento del sufragio en la candidatura ecologista hizo también que otras opciones de izquierda radical que partían con cierta expectativa, como el Nuevo Partido Anticapitalista, obtuvieran unos muy malos resultados.

El batacazo del PS fue de tal tamaño que perdió hasta en sus localidades emblemáticas. En paralelo, la influencia de la UMP se expandió como una mancha en el conjunto de los territorios vascos. Hasta la clásica roja Zuberoa se teñió de azul. Con los resultados logrados en el conjunto del Gran Sud Ouest, el candidato vasco Alain Lamassoure revalidó su escaño en la Eurocámara.

Aprovechando la jornada electoral, en tres localidades de Lapurdi se consultaba sobre la construcción de una nueva línea para el TAV. En Hiriburu, el 92,68% de quienes se pronunciaron lo hicieron contra la misma. En Lahuntze fue el 82,20%, y Milafranga, el 93,9% I.A.

Rubalcaba cree confirmadas sus tesis sobre II-SP

El ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, celebró que Iniciativa Internacionalista-La Solidaridad entre los Pueblos (II-SP) no haya cosechado escaño en las elecciones al Parlamento Europeo. Pero lo más significativo fue que defendió que los apoyos recibidos por esta candidatura en Euskal Herria demuestran la tesis del Gobierno de que tras ella «estaban quienes estaban». Después aclaró que «en téminos jurídicos el fallo es el fallo y no hay nada que decir, el Estado de Derecho tiene normas que los demócratas respetamos y ésa es la diferencia entre unos y otros». Luego se consoló con que los resultados no eran los que tuvo EH en 1999. GARA"


------